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Bahia: Cordão Cultural AfroPop nas ruas, promove encontros e recebe homenagens

Margareth Menezes coloca Cordão Cultural AfroPop nas ruas, promove encontros e recebe homenagens

O circuito Barra-Ondina, em Salvador, assistiu a uma verdadeira celebração pelos 25 anos de carreira da cantora Margareth Menezes. A artista, que chegou no domingo, vinda de uma série de shows em Pernambuco, colocou o seu Cordão Cultural AfroPop nas ruas em plena segunda de Carnaval com diversos convidados, promoveu encontros e recebeu homenagens. Para abrir o desfile, a artista cantou sua nova música de trabalho, Bonapá.

Vestida de Tieta, Margareth dividiu os vocais ao longo do percurso com Márcia Short, ex-cantora da Banda Mel, e o sertanejo carioca João Gabriel. Com eles, Margareth cantou sucessos seus, como Dandalunda, Toté de Maianga, Selei (Saudação ao Caboclo) e Elegibô, além de canções da Banda Mel, como Crença e Fé, e canções sertanejas como Tem Que Ser Você e Borboletas. No trio, estiveram a atriz Cris Viana (a Deusa, de Fina Estampa), o ator Paulinho Serra (humorista do Quinta Categoria, da MTV) e o estilista Fause Haten. O Cordão Cutlural também recebeu o axé de uma ala de baianas e a presença de componentes do Zambiã, grupo afro de Lauro de Freitas.

Quarteto – O primeiro dia de desfile do Cordão Cultural AfroPop foi marcado por um encontro mágico em frente ao camarote Expresso 2222. Magareth, que trouxe em seu trio Diego Figueiredo, considerado um dos melhores guitarristas da atualidade, foi recebida por Gilberto Gil, ainda vestido com os trajes de Gandhy, e a cantora Márcia Castro, que se apresentava na Varanda Elétrica. “Existem muitas cantoras na Bahia, cada uma com sua qualidade, mas eu posso dizer que eletrizante deste jeito, só tem uma. Margareth, você é eletrizante”, disse Gil do camarote. Contente, Margareth comandou o quarteto nas músicas Toda Menina Baiana, Samba da Minha Terra e O que é o que é. 

Já em Ondina, a artista falou sobre a importância de combater a violência doméstica, campanha que abraçou neste carnaval. Recado dado, ela embalou lambadas, marchinhas de Carnaval e fez uma homenagem ao Rio de Janeiro cantando Aquele Abraço. Próximo ao final do circuito, ao passar por um estúdio de televisão, a cantora assistiu a um vídeo sobre seus 25 anos de carreira. A homenagem surpresa, com depoimentos de artistas e familiares, a levou às lágrimas. Para delírio geral, a artista agradeceu cantando Faraó, música que a projetou internacionalmente em 1987. Já na dispersão, a cantora deu adeus aos foliões com Banho de Cheiro e Andança. Nesta terça-feira (21), segundo dia de desfile do Cordão Cultural AfroPop, o grande homenageado será Jorge Amado. Margareth vem vestida de Gabriela Cravo e Canela, ao lado de Sandra de Sá e Targino Gondim, a partir das 19h30, no circuito Barra-Ondina.

Vai o homem, fica o nome…

Capoeira leal, capoeira pegada, capoeira justa, capoeira de dentro, capoeira de baixo, capoeira de fora, capoeira de cima, capoeira traiçoeira, capoeira brincada, capoeira jogada, capoeira lutada, capoeira escorregada, capoeira caída, capoeira mandingada, capoeira levantada, capoeira pulada, capoeira sambada, capoeira sacolejada, capoeira bambolejada.

Tem capoeira para todo corpo, e todo corpo tem sua capoeira. Mestre João Pequeno foi doutor no papel, mas antes, bem antes de ser doutor no papel, foi doutor na mandinga. Conheceu a arte querendo ser valentão, e achou o grande sentido da arte em ter seu golpe freado, manejado – porquê segundo ele mesmo, “o capoeirista para bater não precisa acertar”. O golpe vai até onde for preciso, e quem está em volta sabe quando entrou e quando não entrou.

Mestre de mestres, formador de homens, professor no sentido mais estrito possível – um sujeito raro e doce, no nosso mundo tão corrido, imediatista e superficial.

Conheci o Mestre João Pequeno em um momento ligeiro, em 2003. Poucos minutos de conversa antes da roda em sua academia, e outros poucos dentro do carro do Mestre Decanio, enquanto o levávamos do Forte Santo Antônio à sua residência. Calado e observador, deixa a marca de seu trabalho na história.

João Pequeno, de pequeno só teve o nome… Deixou esse mundo, mas o que deixou nesse mundo foi maior.

Gigantesco João Pequeno, Enorme João Pequeno, Gigante João Pequeno!

 

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Quando eu aqui cheguei

A todos eu vim louvar

Vim louvar a Deus,

primeiro morador desse lugar

Agora eu tô cantando

Cantando e dando louvor

Vou louvando a Jesus Cristo

Porque nos abençoou

Abençoe essa cidade

Com todos os seus moradores

E na roda de capoeira

Abençoe os jogadores,

 

Camaradinho!

 

Camugerê, vosmecê como vai ?

Camugerê!

Como vai vosmecê ?

Camugerê!

 

Vai o homem, fica o nome.

 

Axé,

Teimosia

Projeto “Cantando e Contando a História do Samba” é realizado em Belo Horizonte

A Fundação Cultural Palmares realizou na quinta-feira (01) e na sexta-feira (02), o primeiro seminário do projeto “Cantando e Contando a História do Samba”, na Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte. No próximo ano, serão promovidos mais nove seminários em dez estados brasileiros, que abordarão a História e a Cultura Afro-brasileira por meio da centralidade da cultura: a dança, a música, a religião, a arte, os ritos, as tradições.

Os seminários terão a duração de dois dias e serão compostos por palestras, debates, mini-cursos com abordagem das temáticas relativas às leis, relato de experiências exitosas apresentadas pelo público e apresentações culturais.

Embasada na Lei 10.639/2003, a Fundação Palmares pretende que os seminários atuem como instrumento teórico e metodológico dirigidos a professores, educadores, pesquisadores, estudantes universitários, gestores públicos, acadêmicos, movimentos sociais e entidades afins.

Além da Lei 10.639/2003, os seminários contribuirão para a implementação da Lei 11.769/2008 – que dispõe sobre a obrigatoriedade do ensino da música na educação básica – buscando a inclusão da questão racial na escola por meio da música. O projeto conta e valoriza a história do samba, gênero musical de raízes africanas surgido no Brasil, considerado uma das principais manifestações culturais populares brasileiras, como produto da resistência da cultura negra.

O projeto “Cantando e Contando a História do Samba”, de autoria da Associação Musical Artística e Cultural (AMAC), foi desenvolvido para professores das diversas áreas do conhecimento, de escolas da rede pública e particular, para oferecer a estes profissionais estratégias de intervenção pedagógica que favoreçam a construção de atividades lúdicas com base na musicalidade rítmica do samba, e abrange o conhecimento sobre a história da África e a importância da cultura afro-brasileira para a afirmação da identidade étnica-racial.

A realização do “Cantando e Contando a História do Samba” faz parte de uma série de atividades propostas pelo Departamento de Fomento e Promoção da Cultura Afro-brasileira da Fundação Cultural Palmares, com objetivo de ampliar o diálogo com a sociedade civil e demais órgãos dos Governos Estadual e Federal, que reconheçam e promovam os direitos humanos, os valores éticos, o reconhecimento da diversidade de manifestações culturais de matriz africana, a inclusão e a cidadania cultural.

 

Serviço

O quê: Seminário do projeto “Cantando e Contando a História do Samba”

Onde: Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte

Quando: 01 e 02 de dezembro

Mais informações: http://www.cantandoahistoriadosamba.com.br/

 

Fonte: http://www.palmares.gov.br