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Carolina Soares a voz da mulher na capoeira lança o seu quinto CD

Cantora profissional desde os 16 anos de idade, Carolina se dedica a musica o tempo inteiro, sua convivência com o publico da capoeira se deu através do contato direto em rodas e grandes eventos e meios sociais, dos quais Carolina fez parte ativa nas organizações. A cantora sentia falta de uma voz feminina nas rodas e exaltar mais ainda a presença da mulher. Foi assim que no ano de 1999 teve a ideia em de gravar o seu primeiro disco “Cantigas de Capoeira como você nunca ouviu antes”.

Sempre dirigida por Adriano Chediak (editor da Revista Capoeira), o CD foi de cara um sucesso estrondoso, ganhando espaço na mídia e levando aos leigos o som melodioso das cantigas de roda. Foi capa com matéria central no encarte “estadinho” do Jornal Estado de São Paulo e saiu em matérias de destaque de importantes veículos de comunicação como: Correio Brasilense, Jornal do Brasil, Estado de Minas, entre outros. Levou também a Capoeira para a TV em grandes emissoras como SBT, Record, Bandeirantes e na TV Globo gravou a vinheta dos 30 anos de aniversário do Programa Esporte Espetacular em ritmo de Capoeira.

Sua voz de timbre forte e seu carisma encantaram o universo da capoeira que era quase 100% masculino. Compôs grandes sucessos da capoeira como: “Vai ter Brincadeira”, “Vou Cantar pra Você”, “Capoeira não pode parar”, “Canto na areia”, “Capoeira de Menino” e “Mulher na roda” que virou um hino entre as mulheres.

Carolina Soares hoje é considerada a “voz feminina” da Capoeira, e acaba de lançar o seu quinto CD de capoeira, permitindo com isso fazer turnê de participações em eventos da capoeira em todo Brasil e em vários países europeus, como Grécia, Turquia, Polônia e Itália, sempre levando para os ouvidos e corações dos capoeiristas uma verdadeira lição de superação de como produzir um conteúdo já aprovado. Tem também se tornado madrinha de grandes projetos de inclusão social de crianças e jovens pelo Brasil inteiro.

A maior curiosidade do público é se ela treina capoeira, se ela é praticante assídua das rodas, sua resposta é sempre serena “Não pertenço a grupo algum, sou patrimônio da capoeira, e minha contribuição é através da musicalidade, cantando eu dou volta ao mundo, saltos acrobáticos e posso mandingar até onde eu tiver energia”.

 

Carolina Soares hoje é considerada a “voz feminina” da Capoeira, e acaba de lançar o

Serviço:

 

Data: 23/06/2013

Horario: 16 horas

Local: Bar Brahma

Av São João esquina com Av Ipiranga

Centro – São Paulo

(ao lado da estação de metrô Praça da República)


Para saber mais da cantora e adquirir o seu novo CD:

www.carolinasoares.com.br


Bahia: Cordão Cultural AfroPop nas ruas, promove encontros e recebe homenagens

Margareth Menezes coloca Cordão Cultural AfroPop nas ruas, promove encontros e recebe homenagens

O circuito Barra-Ondina, em Salvador, assistiu a uma verdadeira celebração pelos 25 anos de carreira da cantora Margareth Menezes. A artista, que chegou no domingo, vinda de uma série de shows em Pernambuco, colocou o seu Cordão Cultural AfroPop nas ruas em plena segunda de Carnaval com diversos convidados, promoveu encontros e recebeu homenagens. Para abrir o desfile, a artista cantou sua nova música de trabalho, Bonapá.

Vestida de Tieta, Margareth dividiu os vocais ao longo do percurso com Márcia Short, ex-cantora da Banda Mel, e o sertanejo carioca João Gabriel. Com eles, Margareth cantou sucessos seus, como Dandalunda, Toté de Maianga, Selei (Saudação ao Caboclo) e Elegibô, além de canções da Banda Mel, como Crença e Fé, e canções sertanejas como Tem Que Ser Você e Borboletas. No trio, estiveram a atriz Cris Viana (a Deusa, de Fina Estampa), o ator Paulinho Serra (humorista do Quinta Categoria, da MTV) e o estilista Fause Haten. O Cordão Cutlural também recebeu o axé de uma ala de baianas e a presença de componentes do Zambiã, grupo afro de Lauro de Freitas.

Quarteto – O primeiro dia de desfile do Cordão Cultural AfroPop foi marcado por um encontro mágico em frente ao camarote Expresso 2222. Magareth, que trouxe em seu trio Diego Figueiredo, considerado um dos melhores guitarristas da atualidade, foi recebida por Gilberto Gil, ainda vestido com os trajes de Gandhy, e a cantora Márcia Castro, que se apresentava na Varanda Elétrica. “Existem muitas cantoras na Bahia, cada uma com sua qualidade, mas eu posso dizer que eletrizante deste jeito, só tem uma. Margareth, você é eletrizante”, disse Gil do camarote. Contente, Margareth comandou o quarteto nas músicas Toda Menina Baiana, Samba da Minha Terra e O que é o que é. 

Já em Ondina, a artista falou sobre a importância de combater a violência doméstica, campanha que abraçou neste carnaval. Recado dado, ela embalou lambadas, marchinhas de Carnaval e fez uma homenagem ao Rio de Janeiro cantando Aquele Abraço. Próximo ao final do circuito, ao passar por um estúdio de televisão, a cantora assistiu a um vídeo sobre seus 25 anos de carreira. A homenagem surpresa, com depoimentos de artistas e familiares, a levou às lágrimas. Para delírio geral, a artista agradeceu cantando Faraó, música que a projetou internacionalmente em 1987. Já na dispersão, a cantora deu adeus aos foliões com Banho de Cheiro e Andança. Nesta terça-feira (21), segundo dia de desfile do Cordão Cultural AfroPop, o grande homenageado será Jorge Amado. Margareth vem vestida de Gabriela Cravo e Canela, ao lado de Sandra de Sá e Targino Gondim, a partir das 19h30, no circuito Barra-Ondina.

De salto, Claudia Leitte faz passos de capoeira em show no interior de SP

A cantora Claudia Leitte mostrou em seu último show realizado no domingo (25) em Jundiaí, no interior de São Paulo, que tem o ‘gingado’ baiano. Em cima do palco, ela fez, pela primeira vez, passos de capoeira com seus bailarinos, sendo que estava de bota com salto alto. Mesmo assim, Claudinha conseguiu manter o equilibrio.

O show também marcou a despedida de Claudia do figurino todo preto, ‘de inverno’, que tem apresentado em seus shows. A partir do próximo sábado (31), ela estreia, na Costa do Sauípe, o figurino ‘de verão’, feito por Valério Araújo e Ian Acioly, com tons mais claros. Além dos looks, Claudinha lança uma nova música de trabalho.

 

Cantora Claudia Leitte mostrou que tem a ginga da Bahia – Claudinha conseguiu se equilibrar mesmo estando de salto

Foto: Divulgação – http://correio24horas.globo.com

Capoeira “encanta” Bailarinos Indianos

Bahia: Festival de música e dança terá participação de Margareth Menezes

A cantora Margareth Menezes se apresenta no Teatro Castro Alves, nesta sexta-feira (26), no 1 º Festival de Música e Dança IBAS, que integra artistas do Brasil, África do Sul e Índia. O evento, que é uma iniciativa do Ministério das Relações Exteriores para aproximar os três países em desenvolvimento, terá a cantora no palco com integrantes dos seis blocos afros que formam o Movimento Afropopbrasileiro.

Na mesma noite ainda se apresentam o grupo de dança indiano Sadhya e a banda de percussão sul-africana Phambili Marimba.“Estou muito feliz com a oportunidade desta abertura de comunicação entre os três países, que tem uma história forte pela luta e sobrevivência dos povos”, comenta Margareth Menezes.

A cantora ainda não visitou os dois países, mas pretende fazer isso em 2008.

“Nossas culturas são tão próximas e ao mesmo tempo tão desconhecidas. Adoro a dança e a culinária indiana, e da África do Sul sempre lembro da luta de Nelson Mandela contra o racismo”, completa a cantora.

Pela segunda vez no Brasil e a primeira vez na Bahia, os dançarinos do Sadhya trazem para Salvador a coreografia “Jogos de Dados” criada por Santosh Nair, coreógrafo e primeiro bailarino da companhia. “Misturo movimentos que são semelhantes à capoeira, que conheci quando estive no Brasil há nove anos”, explica Santosh. “Fiquei tão encantado com o som do berimbau, que levei gravações para a Índia e tento ensinar aos bailarinos passos da capoeira”.

 

Fonte: Jornal da Mídia – Salvador – http://www.jornaldamidia.com.br

Carolina Soares lança seu novo Trabalho: “Canto na Areia”

Carolina Soares, considerada a voz feminina da capoeira, lança seu novo trabalho.
 
Canto na Areia é o 4º CD de Capoeira gravado por Carolina Soares, com produção de Adriano Chediak e lançamento previsto para 15 de abril em São Paulo.
Nesse mercado fonográfico radicalmente dominado pelos homens, em 2002 Carolina acrescentou algo que faltava no universo da Capoeira – a participação ativa da mulher na música. Isso lhe rendeu o privilégio de se tornar a 1ª cantora, no mundo, a gravar um CD com músicas de Capoeira.
 
Canto na Areia traz músicas dos ritos tradicionais da cultura afro brasileira, como o samba de roda, ao lado de composições inéditas de mestres da Capoeira e uma regravação de “Meia Lua Inteira”, do Carlinhos Brown – sucesso na voz de Caetano Veloso. O CD surpreende pela qualidade de sua produção que se esmera nos mínimos detalhes, desde a preocupação em ser fiel aos toques do berimbau até manter a liberdade de interpretação da cantora, que lembra, com o seu canto, a cultura criada nas ruas e nos guetos, destacando-se a força de suas interpretações.
Carolina Soares foi criada na cidade paulista de Iguape, onde começou sua carreira artística, cantando em bares noturnos, com repertório que ia do blues ao rock-Brasil de Cássia Eller. Em setembro de 1998, foi para São Paulo, onde passou também a conviver com o mundo da Capoeira: percorria as “rodas“ e os grandes eventos, conhecia os mestres e os capoeiristas. Era natural que, em contato diário com a capoeira, dela absorvesse o lado musical. Surgiu, então, o projeto para lançar o primeiro CD, Músicas de Capoeira – Vol  I, com todas as faixas cantadas por uma mulher. Ela foi a escolhida e o sucesso, imediato. Em conseqüência, Carolina tomou algumas aulas de canto e, dois anos depois, gravou o segundo CD – Músicas de Capoeira – vol II, também sucesso absoluto de mercado, com ritmos de Benguela, São Bento Grande, Angola, Jogo de Dentro, faixa bônus de Hip-Hop Capoeira e Samba de Raiz, trazendo quatro composições de autoria da cantora.
Em seguida foi lançado o terceiro CD: Carolina Soares – Pout-pourri de Capoeira, nas bancas de jornal de todo o país.
 
Destacando-se a cada ano no mercado fonográfico da Capoeira, Carolina incorporou o Samba em seu repertório, continuando fiel aos ritmos brasileiros. Em 2004, no Dia Nacional do Samba que aconteceu no Teatro Sérgio Cardoso (SP), Carolina Soares foi aplaudida pela velha Guarda do Samba Paulista, com seu trabalho reconhecido e aceito.
 
Há alguns anos, a cantora se apresenta semanalmente no Bar Brahma, uma das maiores vitrines do samba paulista.
 
Já fez temporada de shows com o Mestre Jamelão da Mangueira e sempre é comparada, pelo público que assiste ao seu show, à saudosa Clara Nunes.
No Dia Nacional da Consciência Negra, Carolina Soares emocionou o público, na Sala São Paulo, fazendo a abertura do “Troféu Raça Negra 2006”, evento considerado o “Oscar” da comunidade negra no Brasil. Alcione, Emílio Santiago, Preta Gil, Alexandre Pires, Jorge Aragão, Luciana Melo, Afro-Reagge, Rappin Hood, Margareth Menezes, Paula Lima, entre outros, também participaram da comemoração.
 
Ouça e Faça o Download da faixa "Rainha do Mar" com exclusividade no Portal Capoeira
 
Lançamento do CD “Canto na Areia”
 
Entrada: R$ 10,00
Data: 15 de abril de 2007
Horário: 16 horas
Local: Bar Brahma
Av. São João, 677 – Centro – São Paulo
Tel: (11) 3333-0855
 
 
PONTOS DE VENDA DE INGRESSO ANTECIPADO:
 
LOJA SDOBRADO – RUA 24 DE MAIO, 116 – SBLJ 37 – CENTRO – SÃO PAULO – TEL (11) 3337-2208
LOJA MARIMBONDO SINHÁ – AV. MAZZEI, 226 – TUCURUVI – SÃO PAULO – TEL (11) 6265-5704
LOJA MARIMBONDO SINHÁ – AV ADOLFO PINHEIRO, 384 – LOJA 51 – SANTO AMARO – TEL (11) 5524-4406
DISCOTEKA – Rua Pelotas, 83 – Loja 183 – Multishop Vila Mariana – TEL (11) 5906-0456
Aberto de terça à domingo das 14 horas até as 21 horas
 
 
Informações para a imprensa:
Adriano Chediak
(11) 6839-8147 ou 9663-9802
contato@carolinasoares.com.br
Carolina Soares lança o seu CD Canto na Areia, que traz músicas dos ritos tradicionais da cultura afro brasileira, como o samba de roda, ao lado de composições inéditas de mestres da Capoeira e uma regravação de “Meia Lua Inteira”, do Carlinhos Brown – sucesso na voz de Caetano Veloso. 
 
CD – CANTO NA AREIA
1. Na Aruanda – Tucano Preto   
2. Rainha do Mar  – Marquinhos Coreba  
3. Canto na Areia  – Carolina Soares  
4. Capoeira não pode parar  – Carolina Soares 
5. Do sertão ao cerrado – Mestre Piloto 
6. A velha Bahia mora no céu – Mestre Ricardo
7. Mundo Enganador – Mestre Barrão  
8. É no Balanço do mar – Muralha 
9. Leva eu – Mestre Ricardo   
10. Menino novo  – Mestrando Bigodinho  
11. História da capoeira real  – Professor Passarinho 
12. Capoeira de menino – Carolina Soares  
13. Tombo do pau – Domínio Público   
14. Meia Lua Inteira – Carlinhos Brown   
15. Fuzuê – Toninho e Romildo
Para comprar o CD:
Para saber mais da cantora:  www.carolinasoares.com.br

Revista Praticando Capoeira Edição Especial – CD Carolina Soares

A Revista Praticando Capoeira acaba de lançar uma edição especial com um CD da Cantora Carolina Soares. A revista pode ser encontrada nas principais bancas  de Jornais da grande São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, Santos e Ribeirão Preto. Além do CD de pout-pourri de Capoeira, vocês vão curtir uma super Revista Pôster onde poderão conhecer um pouco mais sobre a história e o trabalho da Cantora Carolina Soares em uma entrevista exclusiva.
 
        Com uma voz afinadíssima e grande sensibilidade artística, Carolina Soares vem ganhando cada vez mais espaço no coração dos Brasileiros e estrangeiros.
 
        Maiores informações pelos sítios www.carolinasoares.com.br e www.editoradt.com.br
 
 
Miltinho Astronauta
Jornal do Capoeira – http://www.capoeira.jex.com.br/
jornaldocapoeira@yahoo.com.br

Cantora LUCIANE MENEZES homenageia os candomblés

LUCIANE MENEZES a super-cantora da Lapa homenageia os candomblés
antigos do Rio na sua temporada no Circo Voador – foto publicada ontem, 06 / 11/ 2005
na Coluna Ancelmo Góes – Jornal o Globo.
1.600 pessoas lotaram o Circo Voador em dois de estréia da Temporada Luciane Menezes 2005 em cartaz nas SEGUNDAS e TERÇAS FEIRAS no CIRCO VOADOR às 19 e 30 horas.
A cantora e sua Companhia Brasil Mestiço foram matérias de página nos jornais O Globo, Extra e Jornal do Brasil ( trechos abaixo ) e ontem a noite foram tema de matéria de 5 minutos no RJ TV da TV Globo.
Este ano a temporada de LUCIANE Menezes homenageia a UMBANDA e o CANDOMBLÉ.
Na 2ª parte os 16 dançarinos da Companhia BRASIL MESTIÇO ensinam o público da pista a dançar , o JONGO, a CIRANDA, o MARACATU, o LUNDU, o FORRÓ, o SAMBA de RODA, o AFOXÉ, o BUMBA-MEU-BOI.
O repertório musical é belíssimo e empolgante com músicas de Dorival Caymmi, Monarco, Paulo Cesar Pinheiro, Roque Ferreira, Lia de Itamaracá, Jongo do Quilombo São José, Samba de Coco de Arcoverde entre muitos outros.
SEGUNDAS e TERÇAS – FEIRAS, 19 e 30 horas no CIRCO VOADOR, Lapa , RJ
Ingressos a R$ 10,00 e R$ 5,00 para estudantes.
Na foto LUCIANE com Mãe Beata e Yá Regina de Yemanjá mães de santo de alguns dos terreiros de candomblé mais antigos do Rio de Janeiro que estiveram presentes no palco no dia da estréia sendo homenageadas e abençoando o espetáculo e o público.
Abaixo matérias de jornal dessa semana sobre a cantora e sua temporada no Circo Voador
O Globo Segundo Caderno 31 / 10 / 2005
Por uma Lapa Mais Democrática João Pimentel
Luciane Menezes volta ao Circo Voador e abre casa na Lapa para ritmos como a catira, a congada e o jongo
Há mais de seis anos, a cantora e pesquisadora Luciane Menezes levou para a Lapa, um repertório de cocos, maracatus, jongos, baiões, abrindo uma porta para que, além do samba e do choro, o bairro também fosse representativo para outras manifestações culturais importantes.
De volta ao Circo Voador, juntamente com o também cantor e pesquisador Marcos André, nas segundas e terças-feiras, às 19h30m, ela apresenta as novidades que tem encontrado em suas andanças pelo Estado do Rio, e se prepara para inaugurar, no início de dezembro, a casa Brasil Mestiço.
O espetáculo tem o formato parecido com o que fez no ano passado — e que levou um público surpreendente para a casa, em se tratando do início da semana.
Jornal do Brasil Caderno B 31 / 10 / 2005
Ela bebe na fonte do Brasil mestiço Monique Cardoso
Luciane Menezes cria companhia e casa de shows para apresentar cultura popular na Lapa e celebrar a diversidade
O negócio de Luciane Menezes é a diversidade.
Tanto que a cantora que se consagrou como um dos grandes nomes da música surgida na Lapa, se prepara para abrir, no mês que vem, a própria casa de shows, justamente no bairro que a revelou, que já tem nome – Brasil Mestiço – e endereço – Rua Mem de Sá, 82 – certos.
No palco, ela promete que, em vez de somente reproduzir, trará para cá grupos de cultura popular que tem conhecido nas viagens de pesquisa e de andança que há quase 20 anos faz pelo país, em busca de ritmos.
A temporada da Brasil Mestiço deixa claro esse espírito de preservação. O primeiro bloco dos shows – que serão gravados para a produção de um futuro disco – é uma homenagem às religiões afro-brasileiras e traz músicas que remetem à umbanda e ao candomblé.
Outra intenção é a de expressar o respeito pela diversidade, tema que a preocupa, devido à dificuldade de aceitação das diferenças no Rio.
A caça por repertório (para ela e, agora, para sua casa de shows) funciona assim: a cantora põe o cavaquinho e o gravador debaixo do braço e pega a estrada, atrás de rituais, festas e celebrações culturais e religiosas que acontecem pelo interior do país.
Tudo para aprender a tocar, cantar e dançar músicas de quilombos fluminenses, maracatus pernambucanos, aboios do recôncavo baiano e outras manifestações da cultura popular ainda pouco difundidas no Rio.
Mas Luciane já descobriu que nem é preciso ir tão longe para descobrir focos de resistência cultural.
Viaja todos os finais de semana para comunidades do interior do estado do Rio a fim de buscar informações sobre grupos folclóricos, alguns deles em extinção.
Na pesquisa, Luciane tem como parceiro Marcos André, que faz parte do projeto Tempo livre, do Sesc.
– Marcos já me apresentou a 11 comunidades só de jongo. O Maranhão cuida de sua cultura, Pernambuco cuida de sua cultura. Por que o Rio não cuida? Por isso vou até lá aprender para depois ensinar nas apresentações. Os jovens não podem perder o interesse por suas raízes.
O EXTRA 31 / 10 /32005
A África é na Lapa
Um dos grandes nomes do cenário musical da Lapa, Luciane Menezes faz uma homenagem às suas raízes em uma série de shows no Circo Voador: a cantora junta o samba com pontos de umbanda e candomblé.
No show de hoje, às 19h30m, estarão no palco as mães-de-santo Yá Regina Lúcia de Yemanjá e Mãe Beata de Iemanjá, abrindo a temporada que vai até 20 de dezembro, todas as segundas e terças-feiras.
– Como descendente de negros, eu gosto muito de valorizar as tradições musicais que herdamos da África.
Neste show de estréia, o candomblé e a umbanda terão destaque – adianta Luciane Menezes.
Mas as homenagens não vão parar por aí.
– Vou cantar um samba inédito de Paulo César, "Dança dos orixás" – diz.
Vinte e cinco integrantes da Companhia Brasil Mestiço, que mistura música e dança afro-brasileira, também participam do espetáculo, que tem ingressos a R$10 e R$ 5 para estudantes.
TV GLOBO RJ TV 04 / 11/ 2005
assista a matéria do RJ TV pelo endereço
http://gmc.globo.com/GMC/0,,2465-p-M375387,00.html
Ciranda, congo, lundu, samba de roda. Danças e ritmos afro-brasileiros que não existiriam mais, se não fosse o trabalho de pessoas como a cantora e pesquisadora Luciane Menezes.
Nos shows no Circo Voador, o público entende e se diverte.
A Companhia Brasil Mestiço tem 14 bailarinos selecionados em projetos sociais que ajudam a transformar as apresentações do grupo de Luciane Menezes em grandes festas, onde o público sempre cai na dança.
Os ritmos são bem variados: afoxés, congo.
“Agora eu queria que vocês abrissem uma roda, porque vai rolar uma dança sensualíssima”, pede, do palco, Luciane. É a hora do lundu.
Mas será que estes ritmos correm mesmo o risco de extinção?
“Estes ritmos correm risco de extinção. É muito importante que os jovens vejam e aprendam essas danças, pois é a cultura dos seus ancestrais”, explica Luciane.
A novidade desta temporada são os cantos e as danças que fazem parte das cerimônias de candomblé e de umbanda. Luciane Menezes montou no camarim dela, no Circo Voador, um altar com imagens de várias divindades.
Em 2004, só no Circo Voador, 20 mil pessoas entraram na roda.
A participação do público na estréia da nova série de shows, que vai até 20 de dezembro, é muito empolgante.
As apresentações são realizadas sempre às segundas e terças-feiras, às 19h30m.
A homenagem às ialorixás e mães de santo foi o momento mais emocionante do show.
Então vamos a benção final e até a próxima festa do Brasil Mestiço.
" Que Obatalá abençoe a todos ! ” finalizou a mãe de santo Mãe Beata de Yemanjá do palco na estréia .
INFORMAÇÕES : 21 3852. 0043 , 3852. 0053 ou brasil@brasilmestico.com.br