Blog

capoeira angola

Vendo Artigos etiquetados em: capoeira angola

O menino que virou mestre de capoeira Pastinha

O menino que virou mestre de capoeira Pastinha

O livro, escrito por um jornalista, narra a história de mestre Pastinha (1889-1981), contextualizando-a no interior do contexto histórico da época. Fartamente ilustrado, além do texto escrito, o cenário do período também é reconstituído por meio de belas e elucidativas ilustrações.

A narrativa é lúdica, de fácil compreensão e muito fiel à biografia de Pastinha, como, por exemplo, quando descreve como o negro alforriado africano Benedito lhe ensinou a capoeira, o que mudaria para sempre a vida do menino Pastinha. Ele aprendeu que “na capoeira, a surpresa é um fundamento”. (p.16)

Ao final da obra, há o texto “A capoeira Angola”, aliás bastante didático, onde são mostrados os principais fundamentos da capoeira Angola, quais sejam: a ginga, a bateria de instrumentos, a importância do berimbau e sua origem, o ritual da roda, bem como os golpes e contragolpes.

Por fim, são apresentados os principais golpes desse jogo/luta/dança, como, por exemplo, a cabeçada e o rabo de arraia.

Como dizia mestre Pastinha: “Capoeirista é mesmo muito disfarçado, contra a força só isso mesmo”.

 

 

Barreto, José de Jesus. O menino que virou mestre de capoeira Pastinha; Cau Gomez, ilustrações. Salvador, BA: Solisluna Design Editora, 2011.

 

Por Letícia Vidor de Sousa Reis

 

Aos 80 anos, Mestre Boca Rica, continua cantando e encantando.

Aos 80 anos, Mestre Boca Rica, continua cantando e encantando.

Nascido em Maragogipe, no recôncavo baiano,  em 26 de novembro de 1936, Manoel Silva, o Mestre Boca Rica,  veio para Salvador aos 15 anos e se filiou na Academia de Mestre Pastinha, acompanhando-o até seus últimos dias.

Com vários CDs gravados, Mestre Boca Rica, literalmente já deu a volta ao mundo… com seu berimbau na mão… e sua forma única e inigualável de cantar a capoeira.

      Mestre Boca Rica - Pelourinho AO VIVO - Mestre Boca Rica

Ganhou o apelido de “Boca Rica”, do próprio mestre Pastinha, devido ao uso de dentes de ouro na parte superior da boca… na década de 60 era questão de status (não utiliza mais a dentição por conselho medico).

O Mestre tem enorme preocupação com a musicalidade na capoeira e tenta orientar seus alunos e aqueles que tem a humildade de lhe perguntar sobre o assunto… Boca Rica também passou algum tempo frequentando a academia de Mestre Bimba, o criador da “Capoeira Regional” desta forma pode vivenciar e apreender todos os toques e as regras que Bimba incorporou a sua capoeira.

 

“Os grandes mestres, como Bimba, Pastinha, Valdemar, se acabaram na maior lástima. O que se vende da Bahia é a capoeira e o candomblé, mas cadê os poderes públicos que não apóiam, não ajudam? É um descaso com os mestres antigos”.

 

 

Para as novas gerações, Mestre Boca Rica relembra:

Mestre Pastinha falava: Eu sei que vou morrer, mas quero ver a capoeira no lugar dela, no teatro, na televisão, no cinema, na escola, na universidade… Aí eu falava comigo: será que esse velho tá ficando maluco? E não deu outra, a capoeira veio crescendo, hoje tá em mais de 200 países pelo mundo afora. Nós já estamos descendo a ladeira e são vocês que têm que levar essa capoeira de angola pra frente, não a deixar morrer, se acabar”.

img_1179586504_372.jpg img_1179586502_648.jpg img_1179586501_122.jpg img_1179586500_178.jpg img_1179586498_134.jpg img_1179586491_279.jpg

Manoel Silva, o Mestre Boca Rica é um exemplo de dedicação  a Capoeira.

Mestre Boca Rica, fez parte da presidência da ABCA e mantém sua academia no Forte da Capoeira – Salvador, Bahia.

Há 35 anos, partia Mestre Pastinha, criador da capoeira de Angola

Mosaico cultural | Pastinha dedicou sua vida a defender, divulgar e ensinar uma das expressões culturais mais fortes do Brasil

Vicente Ferreira Pastinha nasceu em 1889 e, segundo ele mesmo, aprendeu capoeira com apenas oito anos de idade, com um africano chamado Benedito que, ao vê-lo brigar com um garoto mais velho, resolveu lhe ensinar a capoeira.

Em 1902, Pastinha entrou para e escola de aprendizes marinheiros, onde passou oito anos de sua vida. Na Marinha, praticou esgrima e aprendeu a tocar violão. Ao mesmo tempo, ensinava capoeira a seus companheiros.

Confira o programa Mosaico Cultural, da Radioagência Brasil de Fato (para baixar o arquivo, clique na seta à esquerda do botão compartilhar):

Em 1910, Mestre Pastinha começou a ministrar aulas de capoeira às escondidas na sua própria casa, pois a prática havia sido proibida, e quem contrariasse as regras poderia ir para a cadeia.

Pastinha se tornou defensor e a principal referência da capoeira de Angola, que possui movimentos mais lentos, rasteiros e lúdicos do que outros estilos do jogo.

“A capoeira é espiritualizada e materializada no eu de cada qual”

No documentário “Pastinha, uma vida pela capoeira”, o escritor Jorge Amado fala sobre Pastinha:

“Ele era um homem pequeninho, não era alto; ágil como um gato. Eu me lembro de tê-lo visto brincar, jogar capoeira… num hábito tão importante tão belo, em que homens de todas as classes se juntavam para brincar ao som dos atabaques, as cantigas de escravos…”

Mestre Pastinha trabalhou ainda como pedreiro, pintor, entregando jornais, entre muitas outras ocupações.

Mestre Curió, discípulo de Pastinha, fala sobre o pensamento de seu mestre sobre a capoeira:

“Ele combatia a violência, e dizia que capoeira não é violência. Capoeira é arte, dança, mandinga, malícia, filosofia, educação, cultura e, na hora da dor, é que ela passa a ser uma luta perigosíssima”

Em 1966, Mestre Pastinha realizou o seu sonho de conhecer a África ao representar o Brasil por meio da capoeira angola no 1º Festival Mundial das Artes Negras, em Dacar, no Senegal. Ele estava ficando cego, consequência de uma trombose que atingiu sua visão, e não chegou a passear em terras africanas.

O último lar do mestre foi no abrigo para idosos Dom Pedro II, onde morreu aos 92 anos, no dia 13 de novembro de 1981.

 

Por: Mauro Ramos

Brasil de Fato | https://www.brasildefato.com.br

“DEZEMBRO DE JOÃO 2016”

Feliz de Ser Aluno do Mestre João Pequeno

A Academia de João Pequeno de Pastinha – CECA tem o prazer de convidar á todos para participar das nossas Homenagens em memória ao Mestre João Pequeno de Pastinha, que completaria este ano, 99 anos de vida.  Neste ano traremos algumas vivências de Oficinas, Samba de Roda, Mostra de Vídeo, Roda de Diálogo, Caminhada e Roda de Capoeira Angola. Nos dias 10, 22, 26 e 27 de Dezembro de 2016.

Esperamos contar com a sua presença em especial no dia 27/12/2016, data dos 99 anos de vida do Mestre.

Sua presença é indispensável.

Desde já agradecemos a atenção.

15240181_10205880667255634_13351092_n

 

O DEZEMBRO DE JOÃO, é um encontro que homenagea a memória do MESTRE JOÃO PEQUENO DE PASTINHA, através de seus discípulos, mantendo viva a memória e história desse grande mestre, que nasce em Dezembro de 1917 e vem a falecer em Dezembro de 2011. E assim seus Discípulos dando continuidade ao CECA AJPP Matriz em Salvador, tem a honra de dar continuidade a esse evento, que acontece anualmente, no qual é um mês que o próprio mestre fazia sua festa para a capoeira no geral, e hoje damos continuidade e homenageando ao nosso Saudoso Mestre.

Feliz de Ser Aluno(a) do Mestre João Pequeno de Pastinha.

Nani de João Pequeno

 

 

I n f o r m a ç õ e s:

Tel: (71) 3323-0708
Zaps: 98833-1469 / 98746-6141                 Emails: mestrejoaopequeno@gmail.com/nanidejoaopequeno@gmail.com;

Facebook: Ceca-Ajpp Matriz-Salvador

Localizado: Praça Barão do Triunfo, S/Nº. Largo Santo Antônio (Forte Santo Antônio Além do Carmo) Bairro: Santo Antônio, Salvador – Bahia – Brasil