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SIDMinC divulga lista de selecionados no Prêmio Culturas Populares 2009

O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e Diversidade Cultural (SID/MinC), publicou nesta quarta-feira, 3 de fevereiro, no Diário Oficial da União (Seção 3 págs. 10 a 13), o Edital de Resultados nº 2, de 02 de fevereiro de 2010, com a lista dos selecionados no Concurso Público Prêmio Culturas Populares 2009 – Edição Mestra Dona Isabel. O Prêmio, que tem investimentos de cerca de R$ 2 milhões do MinC, contemplará, nesta edição, 195 representantes das culturas populares brasileiras, entres mestres e representantes de grupos/comunidades informais e formais.

O Prêmio Culturas Populares 2009 homenageia a artesã ceramista do Vale do Jequitinhonha Dona Isabel Mendes da Cunha, e teve 2.833 iniciativas inscritas, 2.308 das quais foram habilitadas. As iniciativas vieram de todo o país, sendo assim distribuídas: 51% da região Nordeste, 30% do Sudeste, 8% do Sul, 7% do Norte e 4% do Centro-Oeste. Em relação à categoria, 1.159 projetos foram de mestres; 872 de integrantes de grupos/comunidades informais e 277 de integrantes de grupos/comunidades formais.

Os premiados foram escolhidos por uma Comissão de Seleção, composta por 32 membros e formada por artistas, pesquisadores, técnicos e/ou dirigentes do Sistema MinC, que esteve reunida  entre os dias 1º e 5 de dezembro, em Brasília. A Comissão avaliou, individualmente, todas as propostas apresentadas pelos candidatos habilitados no concurso, utilizando critérios de pontuação e avaliação de quesitos de acordo com cada categoria. Cada proposta foi avaliada por, no mínimo, dois membros da Comissão.

Os 195 prêmios, de R$ 10 mil cada, foram distribuídos entre 60 mestres e 135 integrantes de grupos/comunidades formais e informais. A Secretaria da Identidade e Diversidade Cultural concederá ainda um prêmio especial à Mestra Dona Isabel, homenageada nesta Edição do Prêmio Culturas Populares.  A lista dos premiados foi elaborada seguindo-se a ordem decrescente da nota final obtida pelo candidato em cada categoria. A nota final é resultante da soma da pontuação atribuída de acordo com o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) do município no qual a atividade foi desenvolvida, e das notas obtidas na avaliação dos quesitos.

Entre os 1.113 mestres inscritos no Prêmio Culturas Populares 2009 – Edição Mestra Dona Isabel, Antônio Luiz de Matos, o Mestre Antônio, foi um dos premiados. Artesão da cidade mineira de Minas Novas, Mestre Antônio trabalha com a confecção artesanal de instrumentos musicais utilizados nas cerimônias de Congada e de Folia da região. Além de fabricar tambores, caixas, pandeiros, tamborins, reco-recos e xique-xiques, Mestre Antônio também realiza oficinas de artes e ofícios.

A Irmandade de Carimbó de São Benedito, do município de Santarém Novo, no Pará, foi um dos grupos premiados no concurso pelo trabalho cultural desenvolvido junto à comunidade local. O grupo participa todos os anos das Festividades de Carimbó de São Benedito, realizadas de 21 a 31 de dezembro, em Santarém Novo, e no mês de dezembro, do Fest Rimbó, do Encontro de Mestres de Carimbó e da Oficina de Saberes e Fazeres Carimbó.

Para conferir o edital com o resultado final, a lista dos habilitados e selecionados e o formulário de recursos clique aqui.

 

Comunicação SID/MinC

Telefone: (61) 2024-2379

E-mail: [email protected]

Acesse: www.cultura.gov.br/sid

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Pará: 8° Festival de Carimbó

Dias 19 e 20 de dezembro em Santarém Novo, no Pará

Acontece, nos dias 19 e 20 de dezembro, na cidade de Santarém Novo, na região do Salgado paraense, o 8° Festival de Carimbó.

O Festival tem como bandeira principal ‘o reconhecimento do Carimbó como Patrimônio Cultural Brasileiro’, revelando ao Pará e ao Brasil toda a beleza, força e originalidade do Carimbó, apresentando as suas diversas expressões, ricas em timbres e estilos, dando visibilidade aos mestres tradicionais e estimulando os jovens músicos e dançarinos que são a garantia de sua continuidade e renovação.

Realizado desde 2002 pela Irmandade de Carimbó de São Benedito, o evento é fruto de uma parceria entre Ponto de Cultura Iaçá e o Centro Cultural Solidariedade, com o apoio da Secretaria de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura, por meio do Programa Cultura Viva, da Secretaria de Estado de Cultura-SECULT, da Fundação Curro Velho, do Instituto de Artes do Pará, do SESC Regional Pará, da Câmara Municipal de Santarém Novo e da Secretaria Municipal de Educação.

A programação de 2009 inclui a 8ª versão do Concurso Regional de Carimbó, agora chamado Troféu Mestre Celé em homenagem a um dos mestres da Irmandade já falecido, que é aberto para grupos de todo o Pará nos estilos raiz (ou tradicional, pau-e-corda) e o livre (que permite releituras e fusões). As composições inscritas no concurso são todas originais e inéditas, contribuindo para estimular a renovação do repertório de Carimbó da região.

O Festival oferece ainda Oficinas de Saberes e Fazeres do Carimbó, ministradas por mestres da Irmandade, que se inserem no esforço da comunidade em transmitir sua tradição oral aos mais jovens e assim assegurar sua preservação e continuidade.

Entre a programação do festival estão inseridas atividades como Arrastões de Carimbó e Roda de Tambores, Festa no Barracão, Alvoradas, Taberna da Cultura Popular, Cine-clube Comunitário e animados bailes e shows com grupos regionais, como o Grupo Iaçá (Belém) e locais, como o Grupo Os Quentes da Madrugada.

 

As inscrições para o “Troféu Mestre Celé”- 8º Concurso Regional de Carimbó e para as demais atividades ficam abertas até o dia 15 de dezembro e  podem ser efetuadas nos seguintes endereços e telefones:

 

Em Santarém Novo:

Secretaria do Festival: Centro Solidariedade, Centro, CEP 68.720-000, Santarém Novo/PA

Telefone: (91) 9995-4422 ou 9623-6878

Correio eletrônico: [email protected] ou

[email protected]

 

Contatos da Coordenação:

Isaac Loureiro (9998-5321)

Solange Loureiro (9623-6878)

Correio eletrônico: [email protected]

 

Confira a programação completa:

 

PROGRAMAÇÃO GERAL

 

Dia 19/dez – Sábado

06:00 – Alvorada do Festival com fogos e cantorias;

09:00 às 14:00 – 5º Seminário da Campanha “Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro”.

Tema: Carimbó e Natureza.

Convidados: Prof. Dr. Antônio Francisco Maciel (pesquisador e educador/Belém), Esperança Alves (Mana-Mani/Belém), Mestre Maninho (Resex Mãe Grande/Curuçá), Isaac Loureiro (Irmandade de S. Benedito/Santarém Novo), Dorotéa Lima (IPHAN/Belém), Lélia Fernandes (DPAT-SECULT/Belém);

17:00 – Arrastão do Carimbó – grande cortejo cultural de abertura do Festival com todos os grupos presentes;

18:00 – Mística de Chegança – Grupo Os Quentes da Madrugada/Irmandade de São Benedito (Santarém Novo) e grupo de idosos “Reviver” (Maracanã);

18:30 – Mini Festival – Mostra de Grupos Mirins de Carimbó – Grupos Trinca Ferro Mirim (Santarém Novo) e Tio Milico (Fortalezinha);

19:30 – Etapa Eliminatória do Troféu “Mestre Celé” de Carimbó (Estilo Raiz);

22:30 – Etapa Eliminatória do Troféu “Mestre Celé” de Carimbó (Estilo Livre);

00:00 – Festa de Carimbó no Barracão da Irmandade – Grupos Os Quentes da Madrugada (Santarém Novo) e Sancari (Belém).

 

Dia 20/dez – Domingo

06:00 – Alvorada do Festival com fogos e cantorias;

09:00 às 14:00 – 5º Encontro dos Mestres de Carimbó: Roda de Saberes e Fazeres – Lançamento da Campanha pela Lei Griô Nacional e pela Lei dos Tesouros Humanos do Pará;

Convidados: Mestres e Mestras, Ação Griô Nacional, Delson Cruz (Ministério da Cultura), Prof. Edilson Moura (SECULT/Belém);

16:00 – Arrastão Cultural “Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro: nós queremos!”;

17:00 – Roda de Carimbó com Mestres do Salgado e grupo de idosos “Reviver” (Maracanã);

17:30 – Cordão Tradicional “Os Pretinhos” (S. Novo);

18:00 – Orquestra de Carimbó de Santarém Novo;

18:30 – Mini Festival – Grupos Alegria Mirim (Cafezal) e Zimba Mirim (Maracanã);

19:30 – Entrega da chama da Lei Griô Nacional a todos os(as) mestres(as) presentes;

20:00 – Etapa Final Troféu “Mestre Celé” de Carimbó (Estilos Raiz e Livre);

00:00 – Show do Grupo de Cultura Regional “Iaçá” (Belém);

00:40 – Resultado e Premiações do Festival;

01:00 – Encerramento do 8º FEST RIMBÓFesta de Carimbó no Barracão da Irmandade;

OUTRAS ATIVIDADES

Oficinas de Saberes e Fazeres do Carimbo

Parceria com a Fundação Curro Velho

1. Confecção de Instrumentos Tradicionais do Carimbó

  • Instrutor: Mestre Sabá (Irmandade de S. Benedito/S. Novo)
  • Período: 09 a 18/dezembro/2009
  • 15 vagas

2. Danças Tradicionais de Carimbó

  • Instrutora: Solange Loureiro (Irmandade de S. Benedito/S. Novo)
  • Período: 14 a 18/dezembro/2009
  • 20 vagas

3. Percussão Tradicional do Carimbó

  • Instrutor: Mestre Dico Boi (Irmandade de S. Benedito/S. Novo)
  • Período: 14 a 18 de dezembro/2009
  • 15 vagas

 

 

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Morre aos 93 anos de idade um dos maiores representantes da cultura popular paraense e brasileira

Morreu, nesta terça-feira (03), Mestre Verequete, conhecido por seu trabalho de promoção do Carimbó, batuque e dança ancestral dos negros característico do Pará.
 
Internado desde domingo no Hospital João de Barros Barreto, em Belém, Augusto Gomes Rodrigues, seu verdadeiro nome, não resistiu à insuficiência respiratória aguda e infecção generalizada.
 
O Mestre ganhou o nome de Verequete após se mudar de Bragança para trabalhar na Base Aérea de Belém. “Eu gostava de uma moça; então ela me convidou para ir ao batuque que eu nunca tinha visto. Umas certas horas da madrugada o Pai de Santo cantou ‘Chama Verequete’. Eu era capataz da base aérea de Belém, na época da construção, cheguei na hora do almoço e contei a história do batuque… Quando acabei de contar, me chamaram de Verequete’, disse o carimbozeiro ao mestre em música pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Paulo Murilo Guerreiro do Amaral.
 
Homenageado até pelo presidente Lula como Comendador da Ordem do Mérito Cultural, uma das mais importantes honrarias do governo federal, e vencedor do Prêmio Culturas Populares 2008 – Mestre Humberto de Maracanã, realizado pela Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura.  Mestre Verequete teve seu primeiro contato com o Carimbó aos 24 anos, quando convidou um grupo para dançar em um bar que tinha na época.  Posteriormente, tornou a convidar o grupo para dançar numa festa de passagem de ano, mas o convite foi recusado. Diante disso, Mestre Verequete decidiu criar outro conjunto do gênero. Fundou-se então, no dia 2 de outubro de 1971, o Conjunto de Carimbó Uirapuru do Verequete, que permanece até os dias atuais e já possui mais de 10 discos gravados, entre eles, o famoso ‘Carimbó Uirapuru do Verequete (Só podia ser)’.
 
Apesar das homenagens e do sucesso, Mestre Verequete teve uma vida marcada pela pobreza material. Para os amigos e familiares vai deixar saudade e exemplo de sabedoria e humildade, como conta o neto Felipe Rodrigues, de 18 anos. Para o Brasil, mais do que riqueza cultural, o mestre deixa a lembrança da importância de se valorizar e se reconhecer os constituintes da nossa cultura popular enquanto vivos.

Capoeira, açaí e carimbó

Os capoeiristas paraenses têm um encontro marcado no dia 28 de junho de 2008. Nesta data acontece o I Festival de Capoeira do Projeto Castelo dos Sonhos, promovido pela ABECA (Associação Beneficente e Educativa Castelo dos Sonhos) e pelo GETI (Grupo da Terceira-Idade). A atividade acontece no Ginásio de Esporte José Maria Cardoso, no bairro da Jaderlândia, na cidade de Castanhal (PA), das 9 às 15 horas.

Promovido pelo Mestrando em Educação José Nazareno Abraçado Henriques, professor da Universidade Federal do Pará e idealizador da Clínica de Capoeira, o evento tem o objetivo de arrecadar fundos para a construção do local da distribuição da merenda escolar dos alunos do projeto.

O festival terá a presença dos mestres Jorge de Freitas (Ferro do Pé) e Nazareno (presidente da Federação de Capoeira do Pará. O jornalista Mano Lima, colunista do Portal Capoeira e editor da Revista Capoeira em Evidência, participa do evento como convidado especial, para fazer o lançamento de seus livros “Dicionário de Capoeira” e “Eu, você e a capoeira”.

O encontro é aberto a todos os grupos de capoeira do estado. No encerramento serão entregues os prêmios dos atletas de futebol do projeto Castelo de Sonhos. Além do batizado de capoeira, uma intensa programação cultural, que inclui carimbo e outras danças folclóricas, vai animar essa atividade de intercâmbio dos capoeiristas da terra do açaí e do carimbo.

Confira a programação:

9 h – Abertura do Festival
Hino Nacional, Histórico da Capoeira, Berimbalada, Maculelê, Danças Folclóricas e Batizado.
10 h – Sessão de autógrafos das obras “Dicionário de Capoeira” e “Eu, você e a capoeira”.
10:30 as 14 h – Apresentação de grupos de capoeira de projetos sociais da 1ª Idade, 2ª Idade e da 3ª Idade e outros grupos e associações de capoeira e de folclore.
14:30 h – Entrega da premiação para os atletas de futebol do Projeto Castelo dos Sonhos
15:00 – Encerramento.

 

Serviço: ABECA – Rua Universitária S/N – Bairro: Jaderlândia – Castanhal – PA – CNPJ: 48805980/0001-50
CEP: 68745-000 – Telefones: (91) 3721-2395 / 3721 8284

 

O Carimbó e o Mestre Verequete

Um homem simples, de chapéu na cabeça e voz firme se transforma em rei quando está em meio a tambores, numa roda de carimbó. Esse é Augusto Gomes Rodrigues, o Mestre Verequete, ícone da cultura paraense.

No próximo dia 15, nessa sexta feira, Tv capoeira (Instituto Jair Moura) exibirá o documentário chama Verequete falando sobre Carimbó com comentários do historiador Luis Augusto Leal….
 
Contamos com a presença de todos.

 

O CARIMBÓ E O MESTRE VEREQUETE

O termo "carimbó" aparece em seus primeiros registros como o nome de um instrumento musical de percussão. Sua definição mais antiga consta no Glossário Paraense de Vicente Chermont de Miranda, publicado em 1905. Conforme Chermont, o carimbó seria um “tambor feito de madeira oca e coberto, em uma de suas extremidades, por um couro de veado”. Tal definição, ainda hoje, serve para explicar o formato do instrumento e apresentar suas principais características.

No entanto, a palavra carimbó, na atualidade, significa muito mais do que apenas o nome do tambor. Abrange, na verdade, todo um conjunto musical que vai do instrumento à dança. Corresponde a um tipo de manifestação específica de algumas áreas do Pará e mesmo do Maranhão. Ele se caracteriza pela utilização de dois tambores (carimbós), que deram nome à música e à dança, além de outros instrumentos próprios como a onça (nome local dado à cuíca), o reco-reco (instrumento dentado feito de bambu), a viola, etc. Também se conhece uma variante musical do carimbó que possui o mesmo nome (chamado de “carimbó eletrônico”), mas que, ao invés da marcação rítmica com os tambores característicos, utiliza uma bateria eletrônica e guitarras.
 
Augusto Gomes Rodrigues – mestre Verequete nasceu em um lugar conhecido por "Careca" que fica localizado próximo à Vila de Quatipuru, no município de Bragança, em 26 de agosto de 1926. Seu pai, Antônio José Rodrigues, era oficial de justiça, marchante de gado e músico. Sua mãe, Maximiana Gomes Rodrigues, faleceu quando Verequete tinha apenas três anos de idade. Tal acontecimento antecedeu a primeira migração de Verequete para outro município. Ele, juntamente com seu pai, passou a residir no município de Ourém. Aos doze anos de idade mudou-se sozinho para Capanema, onde trabalhou como foguista, e em 1940 chegou a Belém, indo morar em Icoaraci (antiga Vila de Pinheiro). Neste período, Verequete trabalhou como ajudante de capataz na Base Aérea da cidade e subiu de posto até chegar a ser ajudante de agrimensor. Quando deixou de trabalhar na Base, Verequete exerceu outras atividades para garantir sua subsistência. Foi arremate de vísceras, açougueiro, marchante de porco e outros, no entanto a experiência de trabalho na Base Aérea marcaria para sempre sua vida, pois foi durante este trabalho que ele perdeu seu nome original (Augusto Gomes Rodrigues) e passou a ser identificado como Verequete. Por trás deste nome tão diferente existe uma história muito interessante que pode ser contada pelo próprio Augusto Gomes Rodrigues, ou Verequete. Uma história que ele não se cansa de contar:

 
Eu gostava de uma moça; então ela me convidou para ir ao batuque que eu nunca tinha visto. Umas certas horas da madrugada o Pai de Santo cantou "Chama Verequete". Eu era capataz da Base Aérea de Belém, na época da construção, cheguei na hora do almoço e contei a história do batuque… Quando acabei de contar, me chamaram de Verequete.

Chama Verequete, ê, ê, ê, ê
Chama Verequete, ô, ô, ô, ô
Chama Verequete, ruuuum
Chama Verequete…
Chama Verequete, oh! Verê
Oi, chama Verequete, oh! Verê
Ogum balailê, pelejar, pelejar
Ogum, Ogum, tatára com Deus
Guerreiro Ogum, tatára com Deus
Mamãe Ogum, tatára com Deus
Aruanda, aruanda, aruanda, aruanda ê
Mandei fazer meu terreiro
bem na beirinha do mar
mandei fazer meu terreiro
só pra mim brincar
 
Augusto Gomes Rodrigues - Mestre Verequete

 

Fonte: Instituto Jair Moura e Overmundo