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Aracajú: Atleta da PMA brilha na capoeira sergipana e brasileira

O atleta bolsista da Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Semel), Elivelton José de Oliveira Santos, 20 anos, é um dos grandes nomes da capoeira sergipana e brasileira. Em setembro, o capoeirista disputará o Campeonato Brasileiro, em Salvador-BA.

“Sinto-me um privilegiado no esporte, porque já conquistei alguns títulos importantes na minha carreira. Fui campeão dos três últimos campeonatos nacionais e já venci alguns estaduais. Este ano, por exemplo, fui bicampeão sergipano e garanti a vaga para o Brasileirão”, afirmou o jovem atleta.

De acordo com Elivelton, os treinamentos têm sido planejados e incluem a parte funcional, academia e rodas de capoeira. “Sempre estou motivado para treinar e trazer mais títulos para a cidade da qualidade de vida e para Sergipe. Agradeço a todos que me ajudam e que incentivam a difundir o esporte”, explicou.

Segundo ele, hoje a capoeira está em ascensão em Aracaju e no estado. “É óbvio, que está muito melhor do que já foi, principalmente, depois do apoio também da prefeitura e da Semel, com o Programa Bolsa-Atleta. Nuca teve algo parecido no desporto sergipano . Na capoeira, esse benefício nos proporciona mais motivação para seguir em frente”, ressaltou.

O secretário de Esporte do Município, Antônio Hora Filho, disse que ter um atleta bolsista jovem, como o Elivelton, que se destaca nacionalmente,fortalece bastante. “Desejo que ele sirva de exemplo para tantas outras crianças e adolescentes que passem a praticar também a capoeira,como expressão natural da nossa cultura e prática esportiva com a finalidade de incentivar aos hábitos saudáveis e melhoria da qualidade de vida”, declarou.

“Este esporte é reconhecido como um patrimônio cultural brasileiro e, de certa forma, os praticantestêm uma maneira de fazer com que a nossa cultura não seja apagada”, salientou o secretário.

 

Início de carreira

“Comecei nesta prática esportiva em 1996 e não parei mais. Quando nasci meu pai era contra mestre, ou seja, uma graduação anterior a mestre. Por isso, despertou em mim a vontade de sempre está competindo”, enfatizou Elivelton.

O jogo foi criado aqui mesmo no Brasil, mas a origem cultural veio de Angola, um país da África. A capoeira vem do Tupi e significa Mato Ralo de pequenos arbustos, lugar preferido dos negros e escravos para o jogo. No Brasil, Zumbi, que era um negro guerreiro do Quilombo dos palmares, foi o primeiro mestre. A arte marcial despertou os brasileiros na época da escravidão, quando os escravos eram massacrados pelos patrões e utilizavam o esporte como uma autodefesa.

 

Fonte: Ascom Semel

Margareth Menezes Especial 25 anos de carreira

Margareth lança clipe da música Bonapá no AfroPop Especial 25 anos de carreira

Margareth Menezes lançará o clipe da música Bonapá, composição de Carlinhos Brown e aposta musical da cantora para o verão baiano, neste domingo que antecede o Carnaval, dia 12 de fevereiro, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, durante o AfroPop Especial 25 Anos de Carreira.
As filmagens contaram com as participações do ator e apresentador Jackson Costa, do DJ Ruy Santana, além das sambadeiras de São Brás. Já o set de gravação teve detalhes bastante especiais, como o espelho d’água e as esculturas do artista plástico Bel Borba. “Explorei as sensações que o som me causou. Foram elas que me deram o ponto de partida para criação do clipe. Estou sempre perseguindo desafios estéticos no meu trabalho e essa música foi mais que inspiradora”, contou Pico Garcez, diretor do clipe.
Através de telões instalados na Concha Acústica, o público irá assistir em primeira mão ao clipe. O lançamento na web ocorre na mesma noite, através das redes sociais e site da artista.
AfroPop Especial 25 Anos de Carreira encerra a temporada dos ensaios de verão e comemora as bodas de prata da trajetória profissional de Margareth.
Na ocasião, ela recebe as participações musicais de Gilberto Gil, Elba Ramalho, Daniela Mercury, Paula Lima e dos principais blocos afros baianos.

RJ: Na roda com Théo

O gingado e a elasticidade não são os mesmos da adolescência, quando jogava capoeira em Brasília. Mesmo assim, Théo voltou no tempo e aceitou o convite para encontrar o Grupo Muzenza, do Mestre Burguês, numa roda no Aterro do Flamengo. Durante alguns momentos, o oposto da Seleção de vôlei e do RJX recordou a época de capoeirista e, ao falar do passado, comentou o grande ‘pulo do gato’ da sua carreira: ter virado atacante depois de ser levantador.

“Não dou conta de jogar capoeira mais, não”, brincou Théo, preocupado em não se machucar, depois de arriscar alguns movimentos para a sessão de fotos com o Grupo Muzenza.
Simpático, Théo logo se enturmou na roda e ganhou até apelido do Mestre Burguês, hábito comum entre os capoeiristas. “Poderia ser Coqueiro”, sugeriu o mestre, referindo-se aos 2,02m do jogador. “Não lembro do apelido que eu tinha, mas não tem muito como fugir disso. Quando parei com a capoeira, com 15 anos, já tinha mais de 1,90m”, recordou o oposto, melhor atacante da Liga Mundial.

Na vida de Théo, a capoeira deu lugar às quadras. Ele jogava vôlei no colégio em Brasília e foi chamado por um amigo para treinar num time.

“Lembro que, no primeiro dia, eu não fui porque estava na roda de capoeira”, recordou o atacante, que por pouco não iniciou sua carreira esportiva nas lutas. “Meu pai tentou me colocar no caratê. Ele comprou quimono, faixa, fez matrícula e, quando eu cheguei na porta da academia, desisti e voltei para casa. Acabamos entrando na capoeira eu, meus dois irmãos, Thiago e Samuel, e meu pai, Ronaldo, que gostava muito e era amigo do mestre”, contou Théo, orgulhoso com o presente que recebeu do Mestre Burguês: uma camisa do Grupo Muzenza. “Meu pai vai adorar”, comentou.

O destino de Théo era mesmo o vôlei. Começou no clube Sodeso, de Brasília, e teve uma experiência como levantador. Foi chamado nessa posição para a seleção infanto-juvenil, mas acabou cortado. Quando treinava na Ulbra, em 2004, veio a grande mudança. “Era para eu ser o terceiro levantador e comecei a atacar num treino. Foi aí que o Marcos Pacheco me passou para atacante. Tenho até que mandar um abraço para ele. Se não fosse ele, eu tinha parado de jogar”, brincou, aos risos.

Como atacante, sua carreira deslanchou, e Théo foi parar no Japão, atuando pelo Santory Sunbirds, na cidade de Osaka. “Lá é bom de morar, tranquilo”, elogiou o oposto, que não sentiu os efeitos do terremoto que devastou o país no início deste ano. “Eu estava longe de onde aconteceu. Mas é lógico que atrapalhou o país inteiro, os trens pararam”, lembrou ele, festejando a mudança para o Rio: “Aqui, no inverno faz sol. Lá, cheguei a pegar zero grau e até neve”.

A performance de Théo nas quadras do Rio pode ser conferida já na quinta-feira, quando o RJX disputa um amistoso contra a Cimed, no Maracanãzinho, com direito à participação do ex-jogador Nalbert.

 

Fonte: http://odia.terra.com.br/blog/sacaessa – referenciado pelo Mestre Burgues

CD “CAPOEIRA DE BESOURO” vence 2 categorias no Prêmio da Música Brasileira

CD “CAPOEIRA DE BESOURO” de Paulo Cesar Pinheiro vence 2 categorias no Prêmio da Música Brasileira

A CAPOEIRA se fez presente e vencedora no tradicional e respeitado PRÊMIO DA MÚSICA BRASILEIRA que em sua 22a edição premiou o cd “CAPOEIRA DE BESOURO” de Paulo Cesar Pinheiro como vencedor das duas categorias a que concorreu: Melhor Álbum Regional e Melhor Projeto Visual.

A cerimônia de premiação aconteceu no último dia 6 de julho no Teatro Municipal do Rio de Janeiro onde Paulo Cesar Pinheiro recebeu os troféus ao lado de Zeca Pagodinho, Monarco, Mauro Diniz, Emílio Santiago, Alcione, Elba Ramalho, Arnaldo Antunes, Lulu Santos, Vanessa da Mata, Roberta Sá, Zezé Di Camargo e Luciano entre outros vencedores das demais categorias.

O cd “CAPOEIRA DE BESOURO” produzido por Luciana Rabello, é uma homenagem a Besouro Mangangá, à capoeira, à Bahia, ao Brasil. Nada mais natural e bonito que tenha sido abraçado e apresentado ao mundo através do olhar e das bênçãos de Maria Bethânia – legítima e fiel filha de Santo Amaro da Purificação, que lançou o cd através de seu selo/gravadora QUITANDA.

O cd “CAPOEIRA DE BESOURO” contou com a participação dos capoeiristas Victor Lobisomem e Mestre Camisa que tocaram os berimbaus ao lado dos renomados músicos Maurício Carrilho(violão), Celsinho Silva(pandeiro), Paulino Dias(atabaque e percussão) e Luciana Rabello(cavaquinho).

A carreira de Paulo Cesar Pinheiro teve inicio com Besouro, quando o poeta em parceria com Baden Powell venceu a Bienal do Samba com “Lapinha” – samba imortalizado na voz de Elis Regina, composto sobre refrão recolhido em rodas de capoeira:

“Quando eu morrer me enterrem na Lapinha/Calça-culote, paletó-almofadinha.”

Assim, sem ter idéia da carreira que iniciava e da grandeza do que iria construir na nossa música, Paulo adentrava os portais da música e da poesia, aos 16 anos, conduzido pelas mãos da CAPOEIRA e de Besouro Mangangá.

Em 2006, foi montado o musical “Besouro Cordão de Ouro”. As músicas do cd foram feitas originalmente para esta peça que também Recebeu o Prêmio Shell de Teatro na categoria Melhor Música e Direção Musical! E o Besouro continua seu voo.

A comunidade da CAPOEIRA agradece a PAULO CESAR PINHEIRO a oportunidade de levar nossos BERIMBAUS e a música da nossa arte a mais um reconhecimento de nosso valor através do PRÊMIO DA MÚSICA BRASILEIRA !

Não tem pra ninguém no break

Fabiano Lopes, ou melhor, Neguin, fez da dança de rua a sua grande inspiração para construir uma carreira repleta de conquistas e com espaço também para a solidariedade.

Já ouviu falar em batalha de break? É quando dois dançarinos (b-boys ou b-girls) fazem passos incríveis. Foi com capoeira e samba que o paranaense Fabiano Lopes, o Neguin, 22 anos, tornou-se o melhor b-boy do mundo. Ele desbancou o holandês Just Do It e conquistou o título no Red Bull BC One em novembro. De volta da longa viagem pelo Japão, Fabiano conversou com o D+.

D+: Quando e como começou a sua história como B-boy?

Fabiano: Em 2002, na cidade onde cresci Cascavel (Paraná). Estava pesquisando vídeos sobre capoeira na internet e me deparei com um misturado com Breaking. Ali, surgiu o interesse.

O que o inspira?

Capoeira e artes marciais no geral, entre outros estilos de dança.

Qual a trilha sonora ideal para praticar?

Break Beats, Rap Underground, Funky Music, como James Brown. Enfim, qualquer estilo de música que motive.

Como é ser o número 1 do mundo?

Ser campeão mundial é mais uma conquista e uma nova experiência.

Como foi competir no Japão? O público é diferente?

Sim. Todos vão para prestigiar e transmitir boas energias para nós dançarinos. No Japão, foi incrível, pois eles torcem para todos que estão batalhando.

Qual o diferencial dos b-Boys brasileiros?

Temos muita cultura em nosso País. Quem souber aproveitar o que o Brasil oferece será sempre diferente.

Qual o maior obstáculo para quem quer se profissionalizar?

Muitas vezes é a falta de reconhecimento. É a mesma situação do futebol: são milhares de talentos espalhados em todo canto, mas se profissionalizar é para poucos. Então temos que angariar recursos vindo de trabalhos individuais de cada dançarino.

Quais os seus planos futuros?

Manter minha carreira profissional, competindo, trabalhando e produzir meus próprios eventos.Costumo não ter muitos planos, apenas vivo o momento e, claro, dou sempre passos gigantescos.

 

Juliana Ravelli
Do Diário do Grande ABC

Fonte: http://www.dgabc.com.br/

Protagonista de BESOURO pensou que não conseguiria fazer filme

Capoeirista Ailton Carmo, de 22 anos, estreia sua carreira como ator em filme de João Daniel Tikhomiroff

Com o jeito simples de quem não sabe que está prestes a ser conhecido na rua a cada esquina, Ailton Carmo – protagonista do filme “Besouro” – confessa que depois de ter passado no teste, pensou em desistir. Antes de cogitar estar no primeiro longa de João Daniel Tikhomiroff, ele era “apenas” um grande lutador de capoeira, além de guia turístico na cidade de Lençóis, na Bahia.

“Para mim foi uma experiência nova (estar em um filme). Eu nunca havia sonhado com isso. Depois de passar no teste e ser informado de que seria o protagonista, cheguei para a Fátima (Toledo, preparadora de elenco) e disse que não ia dar para fazer. Ela só me respondeu que seria difícil, mas não impossível”, contou, ressaltando que ficou alegre e nervoso ao mesmo tempo. “Ela estava confiando em mim.”

Capoeira e efeitos especiais podem fazer de Besouro o novo heroi brasileiro 

Após as aulas de interpretação e coreografias com o chinês Dee Dee ( “Kill Bill”), ele ainda não sabe se quer seguir a carreira adiante. Ele, que já deu aulas de capoeira na Bélgica, agora tenta oportunidade de viajar para a Polônia. “Penso em me desenvolver como ator, mas precisarei estudar muito.”

Segundo Ailton, de todos os esportes que já fez, a capoeira é o único que não larga. “Nela, você não tem apenas o esporte, também há o instrumento, a música, a dança… Até mesmo com o pé quebrado você pode participar. Quero ver você lutar boxe com o pé quebrado.”

Atores não decoraram textos

Para todos os atores participantes de “Besouro”, um dos grandes desafios foi trabalhar com a preparadora de elenco Fátima Toledo. Ela e o diretor fizeram com que nenhum dos intérpretes tivessem textos. “A Fátima trabalha a partir do ator vivendo a história. Não há um texto. Quando eu me dei conta, já estava me comportando como os meninos. Eles até falavam `fecha essas pernas!”, diverte-se Jéssica Barbosa, que faz a personagem Dinorá e Iansã no longa.

Quem também participou dessa preparação foram os atores Flávio Rocha (Coronel Venâncio) e Irandhir Santos (Noca de Antônia), ambos integrantes da minissérie “A Pedra do Reino” (Globo). “Para mim, o desafio foi não enxergar as belezas da capoeira. Me distanciava do grupo deles. Tinha que encontrar meu lado mau nos palavrões, no cuspe, no vômito…”, revela Irandhir.

“Passei por má pessoa para alguns colegas de elenco. Isso porque passava boa parte do tempo guardando energias ruins para o personagem. Outra coisa que fiz foi andar com um punhal e furar tudo que via pela frente. Precisei encarar meu inimigo na vida real”, completou Flávio.

Carolina Soares: A voz feminina ecoando em um universo tipicamente masculino…

"Músicas de Capoeira Vol 2" é o segundo trabalho da Paulista, Carolina Soares, interpretando cantigas de capoeira, de forma mágica e inovadora, a voz feminina ecoando em um universo tipicamente masculino… (se não me engano, Carolina foi a primeira mulher a gravar um CD de Capoeira). O Cd vem repleto de boas surpresas e com qualidade músical indiscútivel.

Natural da cidade de Iguape, São Paulo, Carolina começou sua carreira artística cantando em bares de sua cidade natal com um repertório que ia do blues ao rock Brasil de Cássia Eller. Em 1998 ela travou seu primeiro contato com a cultura afro-brasileira no lançamento da Revista Capoeira, do editor Adriano Chediak.

Apontado como uma de suas principais influências musicais, o trabalho da cantora Clara Nunes, marcou sua carreira de forma fundamental: "Clara pra mim é uma inspiração, eu me identifico muito com o trabalho dela. Há 25 anos, a Clara introduziu sutilmente a palavra capoeira em suas músicas. E ela foi muito a fundo nesse assunto da vida na senzala, do negro, do índio e de toda miscigenação que compõe o nosso povo. Eu me identifico com ela, porque acho que o trabalho que estou fazendo é muito parecido com o dela, ela introduziu isso indiretamente na música popular brasileira, e eu estou tentando introduzir diretamente, levar essa ‘cozinha’ das senzalas e da capoeira pra dentro da música popular brasileira, pela grandiosidade e pela riqueza das letras, e pelo swing ‘bacana’ que traz a própria melodia", enfatiza Carolina.

* Agradecimento especial ao camarada Piter Bedoian – N´Zinga – SP, por ter me presenteado com este fantástico CD

Usamos a faixa nº6: Mulher na Roda, como música tema da Semana Internacional da Mulher "Capoeirista"… é claro!

Manduca da Praia

Manduca da Praia, homem de negócios, respondeu a 27 processos por ferimentos graves e leves, sendo absolvido em todos eles pela sua influência pessoal e de amigos.
 
Era pardo claro, alto, reforçado, usava barba grisalha. Sua figura inspirava temores para uns e confiança para outros. Vestia-se com decência, chapéu na cabeça, usava um relógio que era preso por uma corrente de ouro, casaco grosso e comprido que impressionava as pessoas com seu porte, usava como arma uma bengala de cana-da-índia e a ele deviam respeito.
 
Certa vez na festa da Penha brigou com um grupo de romeiros armados de pau, ao final da briga deixou alguns inutilizados e outros estendidos no chão, entre outras brigas e confusões. Ganhava bastante dinheiro, seu trabalho era uma banca de peixe que tinha no mercado, vivia com regalias e finais de semana saia para as noitadas.
 
Morador da Cidade Nova, era capoeira por conta e risco assim disse Nulo Moraes. Manduca não participava da capoeiragem local, não recebia influência nem visitava outras rodas, pode-se dizer que ele era um malandro nato. Manduca da Praia conquistou o título de valentão, subestimando touros bravos, que sobre os quais saltava quando era atacado.
 
Por volta de 1850, Manduca "iniciou sua carreira de rapaz destemido e valentão,  dotado de enorme força física e "destro como uma sombra", Manduca cursou a escola de horários integral da malandragem e da valentia das ruas do Rio de Janeiro na época de perigosos capoeiras como, Mamede, Aleixo Açougueiro, Pedro Cobra, Bemetevi e Quebra Coco. Desde cedo destacou-se no uso da navalha e do punhal; no manejo do petrópolis – um comprido porrete de madeira-de-lei, companheiro inseparavel dos valentões da época – na malícia da banda e da rasteira; e com soco, a cabeçada e o rabo de arraia tinha uma intimidade a toda prova. Tinha algo que o destacava e diferenciava de seus contemporâneos – facínoras, valentes e rufiões – fazendo que se tornasse uma lenda viva, e mais tadre um mito cantado e celebrado até os dias de hoje:uma inteligência fria, calculista e implacável; uma sede de poder, de status e de dinheiro; tudo isso aliado a uma visão de comerciante e de homens de negócios. Fez fama e dinheiro. Foi famoso temido e respeitado.
 

Mandingueiro era Manduca da Praia
 
No Rio de Janeiro, a minha memoria nao falha,
O melhor capoeira foi Manduca da Praia
No Rio de Janeiro, a minha memoria nao falha,
O melhor capoeira foi Manduca da Praia
Mandingueiro era Manduca da Praia
Mandingueiro era Manduca da Praia
Le le le le le le le le la la la la
Le le le le le le le le la la la la
Comecou sua carreira la no lavadinho,
Dentro do curral com touro bravio,
Homem de negocios da freguesia de Sao Jose,
Tinha uma banca, uma banca de peixe,
La no mercado perto do seu ze,
Manduca da Praia era homem brigao,
Alto parto, forte e valentao,
Feriu muita gente, leve e suavemente,
De todos processos, ele se safou, mandingueiro!
Mandingueiro era Manduca da Praia
Le le le le le le le le la la la la
Le le le le le le le le la la la la
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