Blog

circo

Vendo Artigos etiquetados em: circo

Capoeirista Alagoana é selecionada pela Escola Nacional de Circo

A alagoana, Carla Danielle Santos de Albuquerque, moradora do Complexo Habitacional Benedito Bentes, foi selecionada pelo edital Bolsa Funarte para Formação em Artes Circenses 2012 e vai para o Rio de Janeiro estudar circo durante 10 meses com direito a uma bolsa para custear sua estadia.

No dia 24 de setembro, ela irá refazer os exercícios que apresentou em DVD à comissão de análise do edital e, no dia 8 de outubro, inicia as aulas na Escola Nacional de Circo.

A trajetória de Carla Albuquerque começou aos 07 anos com o Grupo de Capoeira Muzenza. Aos 09 anos conquistou o seu primeiro titulo foi 1º lugar na 1ª Copa do Grupo Muzenza de Capoeira na categoria Masculina, naquela época não existia a categoria feminina para a disputa.

Aos 14 anos ficou em 2º lugar no 2º Encontro de Capoeira Alagoana do Grupo Muzenza, desta fez competindo na categoria mista (feminino e masculina). E seus títulos não param de crescer aos 17 anos foi 1º lugar no 3º Muzenza Yá na categoria feminina.

Aos 18 conquistou o 1º lugar na 3º Copa de Capoeira. E aos 20 anos trouxe para Alagoas o título de 3º Lugar na categoria feminina na 2ª Copa Norte/Nortedeste realizado no Estado de Recife. Desde de 2010 passou a fazer aulas de circo no Ponto de Cultura Centro Cultural Armazém do Circo se especializando em acrobacia de solo.

Segundo Carla, no início foi difícil, pois a acrobacia da capoeira é muito diferente da acrobacia de circo exige muita ponta de pé e corpo esticado, mas hoje consigo distinguir bem, na capoeira faço o AU que inicia de lado e as pernas ficam curvadas, já no circo faço a pantana que é de frente, com as pernas esticadas e tem abrir bem a escala. Em 2011 passou a integrar a trupe da Cia Orquídeas de Fogo que é a ONG que criou e gerencia o Armazém do Circo.

Em 2012, a Cia Orquídeas de Fogo montou o espetáculo “Nem tudo são flores” que é o primeiro espetáculo alagoano de circo contemporâneo. Carla Albuquerque faz um número de extrema complexidade com pernas de pau e tira suspiros da plateia. A sua última apresentação como parte da trupe foi na quarta passada, 19 de setembro na praça Deodoro como parte do projeto Aldeia SESC.

 

TH – http://www.tribunahoje.com

De capoeirista e auxiliar administrativo até virar apenas Roger

Ele já foi ajudante de obra e auxiliar de serviços gerais na empresa de construção do pai, depois vendedor de álbuns de “crianças fotogênicas” em vilas populares, auxiliar administrativo em uma financeira, divulgador e representante de discos na época das grandes gravadoras. Também já foi capoeirista, fez frevo e participou do Balé Popular do Recife por uns dois anos. Tudo isso foi o que ele fez antes de se tornar apenas Roger de Renor, figura recifense mais conhecida por seus programas televisivos e em rádios: primeiro foi o Sopa da Cidade, na antiga Rádio Cidade, depois o Som da Sopa, o Sopa de Auditório e agora o Som na Rural – que está sendo gravado e será exibido em cadeia nacional pela TV Brasil – e o programa Sopa Oi FM, além de ser diretor da TV Pernambuco desde o ano passado.

Um comunicador nato, Roger de Renor não é daquelas pessoas que conseguimos separar entre a figura pública e privada. Ele é um só, que participa da cena cultural do Recife por prazer e que acabou se transformando também em profissão. Além da atuação como dono dos lendários e extintos bares Soparia e Pina de Copacabana, esse cidadão recifense que se destaca onde chega por seu visual – agora, lembra um pirata tatuado e barbado – nos conta quem ele é.

A começar pelo nome, qual seria o nome de batismo de Roger de Renor? Rogério, Rogesvaldo, arrisquei a pergunta. “É Roger de Renor, mesmo. Meu pai se chamava Paulo Renor da Silva, e minha mãe é Maria Tereza Paiva Rosa e Silva. Eu e minhas três irmãs somos ‘de Renor’. Na realidade, o sobrenome dos meus pais era ‘Silva’. Hoje ninguém liga para isso, mas por preconceito com o ‘Silva’, que não tem nada de mais nesse sobrenome, resolveram colocar o ‘Renor’, que na realidade o segundo nome do meu pai, como se fosse Paulo Ricardo, por exemplo.”

Já o seu nome foi uma homenagem que sua mãe quis fazer a um artista circense que ela viu em um circo em Natal (RN). Roger acabou descobrindo que o seu homônimo fez parte do Circo Nerino, famoso na década de 1940, e sobre o qual escreveu o livro Circo Nerino. “E o meu nome é massa porque eu só sabia que minha mãe tinha se inspirado num artista de circo. Mas descobri o livro. Roger era um trapezista do circo. Tu acredita que o livro começa com uma mulher contando da vez que o circo tinha voltado para 
Olinda?” 

E Roger continua: “E uma mulher chega perguntando: ‘Cadê Roger?’ E o cara fala: ‘Roger tá aí’. ‘Ah, Roger tá aí? Então tudo bem.’ E ela entra, paga o ingresso, espera por Roger e não o encontra. Quando ela vai falar para o cara: ‘Você disse que Roger tava aí.’ O cara diz: “Você não viu, não? Ele é palhaço agora.’ Ela tinha conhecido ele como trapezista, ele era o galã do circo, andava em cima dos cavalos, fazia pirâmide humana. Como ele ficou velho, virou palhaço”, conta rindo.

“Ele era a referência que minha mãe tinha de artista de cinema, esse era o cara mais lindo que existia que tinha chegado na cidade de Natal. E o melhor é que eu conheci Roger, quando ele estava com 85 anos, quando ele veio para o Festival de Circo aqui no Recife e eu tinha sido convidado para apresentar o festival. Ele tomou cerveja comigo. E ele disse que tem Roger no Brasil inteiro por causa dele, um pessoal da minha faixa etária. Fiquei gostando ainda mais do meu nome, é uma história bacana.”

Nomes à parte, quem era Roger de Renor antes de se tornar uma das figuras mais conhecidas no cenário musical recifense? “Eu não gostava de estudar, minha escola era quase um colégio integralista. Não gostava de nada na escola, só da turma. No primeiro ano científico, parei de estudar.” Depois de passar por quatro escolas, resolveu fazer supletivo para concluir o Ensino Médio. 

SOPARIA – Nesse tempo também resolveu trabalhar com o pai, que tinha uma empresa de construção civil. “Meus pais não reclamaram, sinto até falta, acho que deveriam ter ficado no meu pé. Eu não sou como meu pai em relação a meu filho. Digo a ele que ele tem que estudar e pronto. Acho que meus pais deveriam ter feito assim. Mas eu fui trabalhar como auxiliar de serviços gerais, fiscalizava obras com meu pai.”

Depois Roger não quis trabalhar mais com o pai. “Virei vendedor de uns álbuns que eram vendidos em vilas populares, de crianças fotogênicas. Na verdade, um fotógrafo dizia que estava tirando foto para uma revista. Mas era tudo mentira. Depois de revelarem as fotos e publicarem num álbum, eu e outros vendedores tínhamos que voltar nesses lugares para vender essas fotos a esse pessoal bem pobre.” 

Também trabalhou em financeira e depois passou cerca de oito anos trabalhando para uma gravadora. “Eu ganhava bem, mais que o suficiente. Aí eu tinha vinte e poucos anos e tinha um carro, uma moto, apartamento alugado, era massa. Mas esse negócio era muito angustiante, eu gostava demais de música para vender disco. O disco, você vendia o produto, e não o conceito, a história, o lance da música. Era como quem vendia sapato, roupa.”

Enquanto trabalhava como representante de gravadora, Roger de Renor fazia o que gostava. Organizava festas na casa da mãe, fazia capoeira e até ensinou capoeira em academia e chegou até a participar do Balé Popular do Recife. “Como eu vivia essa vida boa aí, eu podia viver outra coisa boa. A única coisa boa que a escola me trouxe foi que não me fez ser um playboy foi a capoeira. Na capoeira aprendi a me relacionar com gente de todo nível social, aprendi a tocar pandeiro, berimbau. Ensinei em academia, participei de campeonato, sou capoeirista graduado, posso ensinar.”

Como um caminho quase que natural, Roger fez um curso de frevo na Casa da Cultura e fez um teste para o Balé Popular do Recife, onde passou mais de dois anos. “Fazia capoeira e frevo, caboclinho, coco. Imitava embolador. Participei do espetáculo Prosopopeia – um Auto de Guerreiro.” Também fez teatro, participou de alguns espetáculos no Recife, como Salto Alto, Arlequim. “Era muito bom. E eu ia ficar vendendo disco, cara?! Ficar naquele papo no lugar das revendas: ‘E aí, como vai?’ E o outro: ‘Agora que você chegou tá tudo bem’. ‘Não, que é isso?! Você que manda’. E o outro: ‘Eu não mando nada, você que manda e eu obedeço.’”, brinca.

“Não ia ficar envelhecendo naquela porra. Eu falei ‘Vou fazer qualquer negócio, aliás não vou fazer nada.’ Ainda trabalhei de segurança, chefe de camarim, fiquei sem fazer nada, tinha a grana que tinha recebido da gravadora, pensei em botar uma kombi com lanche, carrocinha de sanduíche, só pensamentos retardados. Eu não era mais menino e pensava nisso, só pra não entrar no negócio de trabalhar, só coisa que me divertisse. Foi quando resolvi botar o bar.”

Em 1991, Roger abriu a Soparia, no Pina, que era um esquema “para não trabalhar”. Num cenário não tão diferente do de agora, Roger conta que na época o Recife não tinha lugar para inde ir depois das 2h da manhã. “Ou você ia para o Hospital da restauração ou para Brasília Teimosa. Resolvi abrir a Soparia de meia-noite até 7h da manhã. “ Roger conta que abriu o bar numa meia-noite de Carnaval e não apareceu ninguém. Depois do Carnaval, o movimento foi aumentando, o bar passou a abrir às 7h da noite e ia até 5h, 6h da manhã. “É muito perigoso trabalhar com bar gostando de gente, de bebida, de festa… é um perigo.” 

Depois que a Soparia fechou, Roger abriu o Pina de Copacabana, na Rua da Moeda. Mesmo funcionando por apenas dois anos, entre 2000 e 2002, o bar até hoje é referência. Muita gente que nem frequentou o espaço – que depois foi reaberto como Novo Pina e que hoje já adotou um outro nome – até hoje costuma se referir ao espaço como “o antigo Pina”.

TATUAGENS – Além da barba fechada, dos brincos e anéis, Roger é todo estampado. Numa ocasião, durante uma entrevista, Roger falou que tinha quadros nas paredes do seu corpo para se referir às tatuagens. São dez ao todo, entre gatos, sereias e a mais curiosa: a palavra “Saudade”. “A primeira tatuagem foi a sereia, todas foram feitas a partir da Soparia, quando eu tinha uns 28, 29 anos. Tem essa aqui que vou retocar: ‘Saudade’, que fiz quando estava bêbado. Saudade é massa, porque é amor, né, querendo amar, bêbado. E uma vez uma mulher no elevador disse: “Soldado? Você é militar?”, conta rindo e brinca: “Deveria ter dito: ‘Não, é um cara que eu namorei, um recruta”, ri.

“Sou vaidoso, gosto muito de… não é uma história de ‘Preciso ter aquela roupa’. Mas não dispenso uma atividade física, se não correr na praia três dias na semana, fico agoniado. Ando de skate no Parque Dona Lindu, ando de bicicleta.”

Vaidoso, o produtor cultural, comunicador, apresentador ou seja lá qual a definição que melhor se encaixa para ele, tem uma paixão: motocicletas. “Eu comprei uma moto com 19 anos. Gosto por causa dessas fantasias mesmo, todos os clichês, vento na cara, zoada, fazer parte da natureza, os filmes, tem toda uma simbologia. Agora tenho a moto que mereço, uma Fat Boy, uma Halley Davidson 1660 cilindradas. Ela é linda, ela é um sonho”, fala como um menino que estivesse falando do seu brinquedo predileto. “Em vez de investir em carro novo, prefiro a moto, que é meu sonho. Também já viajei muito de moto, já fui muitas vezes para o Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ceará. Não conheço o Brasil todo porque ainda não fui pra cima nem pro Sul.”

Além da sua Fat Boy, Roger tem uma Caravan de 1978. E já teve um Landau. “Minha vaidade tá nisso. Também nem seja vaidoso, mas amostrado. Se fosse vaidoso, teria um carro zero. Mas prefiro ter uma Caravan azul, que é muito mais amostrado”, brinca e termina a entrevista mostrando o forro novo do carro. “Veja que lindo, né? E sou modesto, né? Agora diga que não é bonito?!.”

 

Fonte: http://ne10.uol.com.br/canal/cotidiano

Capoeira que vence a deficiência

Morador do Morro dos Macacos, em Vila Isabel, Sebastião Silva Gabriel, de 30 anos, conhecido por todos como Tião, acaba de entrar para o elenco oficial do Unicirco Marcos Frota, que se apresenta até dezembro na Quinta da Boa Vista. O artista, que tem paralisia cerebral e cadeirante, faz parte do grupo de capoeiristas acrobáticos do circo.

O convite veio após Marcos Frota ver Tião jogando capoeira. O próprio ator e empresário o chamou. Vencer as limitações impostas pela deficiência é a especialidade de Tião. Ele estudou em escola comum, terminou o ensino médio e chegou a prestar vestibular. Como não passou, está fazendo curso para tentar a prova novamente:

— Quero cursar Serviço Social, mas não sei como ficam as coisas agora que integro a equipe do circo. Tenho que ver minha agenda.

Ciente de que é um exemplo de vitória e inclusão social da pessoa com deficiência, Tião explica de maneira simples como conseguiu vencer na vida.

— O segredo é não pensar, só viver. Se pensar na dificuldade, a pessoa não consegue nada — afirma.

 

Fonte: http://oglobo.globo.com/rio/bairros/

Cuiabá: Capoeira entra em cena

Palco Giratório traz espetáculos de todo o Brasil para o Sesc Arsenal, a partir deste final de semana. Teatro, dança e circo, diariamente, até 01/06

Depois de passar por um Curto Circuito de Teatro(últimas peças hoje) Cuiabá entra em um Palco Giratório. Dionísio reina neste calor cuiabano. O SESC vai entrar em ebulição. São espetáculos com grupos de todo o Brasil, durante todo o mês de maio.

Integram a programação oficinas, debates e, claro, muito teatro. O Festival Palco Giratório é um dos maiores festivais de artes cênicas circulando o país, senão o maior.

Máscaras, bonecos, figurinos, cenários, imaginários compartilhados e construídos e reconstruídos pela cultura. Que privilégio uma cidade que depois de esbaldar em um mês de teatro local recebe os grupos nacionais e continua a interagir com atores e platéias em um palco cotidiano.

O Festival Palco Giratório está de volta a Cuiabá com espetáculos fundamentados na pesquisa como base de criação e desenvolvimento e primam por trabalhar a educação dos sentidos para a formação de público. Durante este mês, Cuiabá sedia pelo segundo ano consecutivo, o Festival. De 03/05 a 01/06, serão exibidos, diariamente, espetáculos de teatro, dança e circo, de vários estados do País e de produções locais.

Quem começa girando é o Besouro Cordão-de-Ouro (RJ) um espetáculo que faz homenagem a Manuel Henrique Pereira(1897-1924), o Besouro Cordão-de-Ouro ou o Besouro-Mangangá, tido como o maior capoeirista de todos os tempos da Bahia. Suas histórias são contadas por outros mestres capoeiristas conhecidos, como Canjiquinha, Bimba(criador da capoeira Regional), Barroquinha, Caiçara, Budião, Rosa Palmeirão, Dora das Sete Portas e Pastinha(líder da capoieira Angola).

O palco se transforma numa grande roda de capoeira com atabaques, berimbaus, pandeiros e caxixis. Caixotes de madeira, painéis com as letras das músicas do espetáculo e balaios espalhados pelo chão compõem o cenário e aproximam o ambiente dos personagens da platéia. O elenco, todo composto de atores negros, contou com dois grandes mestres da capoeira para a preparação corporal, Mestre Casquinha e Mestre Camisa.

O espetáculo mostra a trajetória, filosofia, prática e música do mestre Besouro, fazendo um paralelo com a história do Brasil suas raízes culturais. Besouro, nascido em Santo Amaro da Purificação, deixou seu nome gravado nas rodas de capoeira. Metido em política, ele impunha respeito naquele princípio de século XX, na Bahia. Além de capoeirista, Besouro também tocava violão e compunha sambas-de-roda.

Besouro inspirou a música Lapinha, de Baden Powell e Paulo César Pinheiro, vencedora do Festival de Música da TV Record, na voz da cantora Elis Regina. Serviu de fonte também para um dos capítulos do livro Mar Morto, de Jorge Amado, e para o filme Besouro capoeirista, com o ator baiano Mário Gusmão. O curioso é que a mesma coragem e valentia lembradas nas canções, que o transformaram num herói, fizeram com que, em vida, tivesse fama de arruaceiro e fosse perseguido pela polícia em inúmeras ocasiões. E pensar que tudo isso foi feito antes de ele completar 30 anos.

Em um texto do Luciano Milani, baseado em uma matéria publicada no Correio da Bahia, temos a descrição do Besouro lendário: “Até hoje, sua personalidade permanece envolta em mistério, fortalecendo ainda mais o mito em torno de seu nome. Sua certidão de nascimento nunca foi encontrada, nem documentos de identidade. Também não há qualquer imagem – seja fotografia ou pintura – dele. Besouro não deixou filhos conhecidos, nem mulher, nenhum grande amor que tenha ouvido suas confidências naquelas noites antigas. Seus amigos já partiram deste mundo. Sua única irmã viva não chegou a conhecê-lo: temia o próprio irmão”. Sua existência foi “comprovada” há pouco tempo através de dois documentos encontrados no Arquivo Público da Bahia, em Salvador, e no de Santo Amaro. Neste último, Besouro é acusado por um crime cometido na Fazenda Rio Fundo, onde ele vivia como empregado de um poderoso proprietário da região.

Também passarão pelos palcos do SESC Arsenal os espetáculos: Adubo (DF), neste domingo e mais: Das Saborosas Aventuras de Dom Quixote de La Mancha e seu Escudeiro Sancho Pança (GO), Tempo (MT), Amor e Loucura (BA), Desutilidade Poética (MT), Miniteatro Ecológico – Caatinga (MG), A Gaivota (Alguns Rascunhos) (PB), Circo Minimal (RS), Larvárias (RS), O Porco (SP), O Pupilo Quer Ser Tutor (SC), Siriri e Cururu (MT), O Sapato do Meu Tio (BA), Ópera Dance (MT), Circo Teatro Artetude (DF), The Carnival (MT), Casa de Ferro (BA), Curta Curva do Rio (MT), Senhora dos Afogados (MT), As 04 Chaves (SP), Saudades em Terra/Água (RJ), Quebra-Cabeça, A Lenda do Minhocão do Pari (MT), O Reencontro de Palhaços na Rua é a Alegria do Sol com a Lua (AL), Sambalelê (MT), Brevidades (SP).

O projeto Palco Giratório foi criado pelo Departamento Nacional do Sesc, desde 1998, com o objetivo de difundir e descentralizar as artes cênicas no Brasil. A iniciativa se transformou em uma das ações culturais mais importantes do país, pois através do projeto a população pode ter acesso às produções teatrais de qualidade. Com uma programação múltipla, diversos espetáculos circulam pelas capitais e cidades do interior, viabilizando a troca de experiências entre grupos de teatro de todo o Brasil.

Fonte: Diário de Cuiabá: http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=315896

Rio de Janeiro: Capoeira e Passeata – PAN 2007

Aproveitando a data e o importante evento esportivo, em que todos os olhos estarão virados para o Rio de Janeiro, Mestre Arerê e todo o pessoal da capoeiragem carioca, nomiadamente a turma do Circo Voador que em tempos passados foi palco de eventos marcantes dentro do universo da capoeira, convidam para participar de uma passeata em nome da capoeira.
Nós do Portal Capoeira desejamos a todos os participantes desta passeata, muito sucesso na busca do objetivo almejado e que o espirito desportivo e a cidadania prevalecam e desta forma possamos superar todos os obstáculos deste cenário de guerra urbana no Rio de janeiro, que nos é apresentado na mídia. Outro grande acontecimento que deverá estar acontecendo na mesma época e local, aproveitando as luzes da ribalta do PAN, é o Lançamento Nacional do Filme Mestre Bimba A Capoeira Iluminada, de Luiz Fernando Goulart, marcada para o PAN 2007
 
CAPOEIRA – PASSEATA – BRASIL – RIO DE JANEIRO
 
Convocação para todos os capoeiras, admiradores e simpatizantes!
 
Historicamente, as grandes lutas que o negro travou por todo o Brasil em prol de sua liberdade, têm no Rio de Janeiro um grande tambor, onde o braço do negro capoeirista aflorou bravamente, inclusive em defesa no nosso país contra invasores.
 
O mundo da capoeira parabeniza as autoridades brasileiras e em especial as do Rio de Janeiro, pela conquista do PAN 2007.
E, para organizarmos bem a participação da capoeira na abertura do PAN 2007, faremos realizar no Rio de Janeiro, uma mostra de capoeira através de uma grande passeata, onde três tópicos serão abordados por nós capoeiristas de todo o Brasil e do Mundo:
 
A) Capoeira rumo ao PAN 2007
B) A profissionalização da capoeira (como cultura, esporte e lazer)
C) Capoeira fora do sistema CONFEF/CREF (Obs.: Nós,capoeiristas, não somos contra o sistema CONFEF/CREF, apenas deixamos bem claro que temos consciência, olhos, braços e pernas próprias e nossas entidades legais tem o nosso aval).

 
P  A  S  S  E  A  T  A
 
DIA 26 DE JANEIRO DE 2007
LOCAL:  CINELÂNDIA – (RIO DE JANEIRO – CENTRO DA CIDADE)
HORA: 16:00  – CONCENTRAÇÃO
SAÍDA: 18:30H – RUMO AOS ARCOS DA LAPA
 
REUNIÃO DE ORGANIZAÇÃO
 
LOCAL: CIRCO VOADOR – ARCOS DA LAPA, RJ
DIAS:  13 E 20 DE JANEIRO
HORA: 10:00
 
 
PARTICIPE!
 
A LUTA É NOSSA!
TRAGA UMA BANDEIRA BRASILEIRA, SE POSSÍVEL!
 
Fonte Rod@ Virtual

Cantora LUCIANE MENEZES homenageia os candomblés

LUCIANE MENEZES a super-cantora da Lapa homenageia os candomblés
antigos do Rio na sua temporada no Circo Voador – foto publicada ontem, 06 / 11/ 2005
na Coluna Ancelmo Góes – Jornal o Globo.
1.600 pessoas lotaram o Circo Voador em dois de estréia da Temporada Luciane Menezes 2005 em cartaz nas SEGUNDAS e TERÇAS FEIRAS no CIRCO VOADOR às 19 e 30 horas.
A cantora e sua Companhia Brasil Mestiço foram matérias de página nos jornais O Globo, Extra e Jornal do Brasil ( trechos abaixo ) e ontem a noite foram tema de matéria de 5 minutos no RJ TV da TV Globo.
Este ano a temporada de LUCIANE Menezes homenageia a UMBANDA e o CANDOMBLÉ.
Na 2ª parte os 16 dançarinos da Companhia BRASIL MESTIÇO ensinam o público da pista a dançar , o JONGO, a CIRANDA, o MARACATU, o LUNDU, o FORRÓ, o SAMBA de RODA, o AFOXÉ, o BUMBA-MEU-BOI.
O repertório musical é belíssimo e empolgante com músicas de Dorival Caymmi, Monarco, Paulo Cesar Pinheiro, Roque Ferreira, Lia de Itamaracá, Jongo do Quilombo São José, Samba de Coco de Arcoverde entre muitos outros.
SEGUNDAS e TERÇAS – FEIRAS, 19 e 30 horas no CIRCO VOADOR, Lapa , RJ
Ingressos a R$ 10,00 e R$ 5,00 para estudantes.
Na foto LUCIANE com Mãe Beata e Yá Regina de Yemanjá mães de santo de alguns dos terreiros de candomblé mais antigos do Rio de Janeiro que estiveram presentes no palco no dia da estréia sendo homenageadas e abençoando o espetáculo e o público.
Abaixo matérias de jornal dessa semana sobre a cantora e sua temporada no Circo Voador
O Globo Segundo Caderno 31 / 10 / 2005
Por uma Lapa Mais Democrática João Pimentel
Luciane Menezes volta ao Circo Voador e abre casa na Lapa para ritmos como a catira, a congada e o jongo
Há mais de seis anos, a cantora e pesquisadora Luciane Menezes levou para a Lapa, um repertório de cocos, maracatus, jongos, baiões, abrindo uma porta para que, além do samba e do choro, o bairro também fosse representativo para outras manifestações culturais importantes.
De volta ao Circo Voador, juntamente com o também cantor e pesquisador Marcos André, nas segundas e terças-feiras, às 19h30m, ela apresenta as novidades que tem encontrado em suas andanças pelo Estado do Rio, e se prepara para inaugurar, no início de dezembro, a casa Brasil Mestiço.
O espetáculo tem o formato parecido com o que fez no ano passado — e que levou um público surpreendente para a casa, em se tratando do início da semana.
Jornal do Brasil Caderno B 31 / 10 / 2005
Ela bebe na fonte do Brasil mestiço Monique Cardoso
Luciane Menezes cria companhia e casa de shows para apresentar cultura popular na Lapa e celebrar a diversidade
O negócio de Luciane Menezes é a diversidade.
Tanto que a cantora que se consagrou como um dos grandes nomes da música surgida na Lapa, se prepara para abrir, no mês que vem, a própria casa de shows, justamente no bairro que a revelou, que já tem nome – Brasil Mestiço – e endereço – Rua Mem de Sá, 82 – certos.
No palco, ela promete que, em vez de somente reproduzir, trará para cá grupos de cultura popular que tem conhecido nas viagens de pesquisa e de andança que há quase 20 anos faz pelo país, em busca de ritmos.
A temporada da Brasil Mestiço deixa claro esse espírito de preservação. O primeiro bloco dos shows – que serão gravados para a produção de um futuro disco – é uma homenagem às religiões afro-brasileiras e traz músicas que remetem à umbanda e ao candomblé.
Outra intenção é a de expressar o respeito pela diversidade, tema que a preocupa, devido à dificuldade de aceitação das diferenças no Rio.
A caça por repertório (para ela e, agora, para sua casa de shows) funciona assim: a cantora põe o cavaquinho e o gravador debaixo do braço e pega a estrada, atrás de rituais, festas e celebrações culturais e religiosas que acontecem pelo interior do país.
Tudo para aprender a tocar, cantar e dançar músicas de quilombos fluminenses, maracatus pernambucanos, aboios do recôncavo baiano e outras manifestações da cultura popular ainda pouco difundidas no Rio.
Mas Luciane já descobriu que nem é preciso ir tão longe para descobrir focos de resistência cultural.
Viaja todos os finais de semana para comunidades do interior do estado do Rio a fim de buscar informações sobre grupos folclóricos, alguns deles em extinção.
Na pesquisa, Luciane tem como parceiro Marcos André, que faz parte do projeto Tempo livre, do Sesc.
– Marcos já me apresentou a 11 comunidades só de jongo. O Maranhão cuida de sua cultura, Pernambuco cuida de sua cultura. Por que o Rio não cuida? Por isso vou até lá aprender para depois ensinar nas apresentações. Os jovens não podem perder o interesse por suas raízes.
O EXTRA 31 / 10 /32005
A África é na Lapa
Um dos grandes nomes do cenário musical da Lapa, Luciane Menezes faz uma homenagem às suas raízes em uma série de shows no Circo Voador: a cantora junta o samba com pontos de umbanda e candomblé.
No show de hoje, às 19h30m, estarão no palco as mães-de-santo Yá Regina Lúcia de Yemanjá e Mãe Beata de Iemanjá, abrindo a temporada que vai até 20 de dezembro, todas as segundas e terças-feiras.
– Como descendente de negros, eu gosto muito de valorizar as tradições musicais que herdamos da África.
Neste show de estréia, o candomblé e a umbanda terão destaque – adianta Luciane Menezes.
Mas as homenagens não vão parar por aí.
– Vou cantar um samba inédito de Paulo César, "Dança dos orixás" – diz.
Vinte e cinco integrantes da Companhia Brasil Mestiço, que mistura música e dança afro-brasileira, também participam do espetáculo, que tem ingressos a R$10 e R$ 5 para estudantes.
TV GLOBO RJ TV 04 / 11/ 2005
assista a matéria do RJ TV pelo endereço
http://gmc.globo.com/GMC/0,,2465-p-M375387,00.html
Ciranda, congo, lundu, samba de roda. Danças e ritmos afro-brasileiros que não existiriam mais, se não fosse o trabalho de pessoas como a cantora e pesquisadora Luciane Menezes.
Nos shows no Circo Voador, o público entende e se diverte.
A Companhia Brasil Mestiço tem 14 bailarinos selecionados em projetos sociais que ajudam a transformar as apresentações do grupo de Luciane Menezes em grandes festas, onde o público sempre cai na dança.
Os ritmos são bem variados: afoxés, congo.
“Agora eu queria que vocês abrissem uma roda, porque vai rolar uma dança sensualíssima”, pede, do palco, Luciane. É a hora do lundu.
Mas será que estes ritmos correm mesmo o risco de extinção?
“Estes ritmos correm risco de extinção. É muito importante que os jovens vejam e aprendam essas danças, pois é a cultura dos seus ancestrais”, explica Luciane.
A novidade desta temporada são os cantos e as danças que fazem parte das cerimônias de candomblé e de umbanda. Luciane Menezes montou no camarim dela, no Circo Voador, um altar com imagens de várias divindades.
Em 2004, só no Circo Voador, 20 mil pessoas entraram na roda.
A participação do público na estréia da nova série de shows, que vai até 20 de dezembro, é muito empolgante.
As apresentações são realizadas sempre às segundas e terças-feiras, às 19h30m.
A homenagem às ialorixás e mães de santo foi o momento mais emocionante do show.
Então vamos a benção final e até a próxima festa do Brasil Mestiço.
" Que Obatalá abençoe a todos ! ” finalizou a mãe de santo Mãe Beata de Yemanjá do palco na estréia .
INFORMAÇÕES : 21 3852. 0043 , 3852. 0053 ou brasil@brasilmestico.com.br 

LANÇAMENTO DO NOVO CD DO GRUPO MUZENZA- VOLUME 19

LANÇAMENTO DO NOVO CD DO GRUPO MUZENZA- VOLUME 19

Cursos, Lançamento do CD, Oficinas de Berimbau, Aulão de Aeroginga, Palestras, Encontro Feminino, Roda de Rua e Lançamento do Livro "Retalhos da Roda" de Mestre Itapoan.

Local: NITERÓI: 25 e 26/novembro de 2005 – Praia de Icaraí

          RIO DE JANEIRO: 27/novembro de 2005- Circo Voador

Informações: professoracrianca@hotmail.com

Organização: Grupo Muzenza de Capoeira e Superliga Brasileira de Capoeira

Festival de cantigas no Circo Voador RJ

NO DIA 11 DE SETEMBRO, VAI ROLAR NO CIRCO VOADOR O FESTIVAL DE CANTIGAS DE CAPOEIRA –
10 HORAS – RUA DOS ARCOS S/N – LAPA – CENTRO – RJ
 
INSCRIÇOES E REGULAMENTO NA SEDE DA FEDERAÇÃO
 
AV. VISCONDE DE INHAÚMA 39 / SALA 1003 – TEL: 2263-4322
3º E 5º FEIRAS DE 13 ÀS 17 HRS.
 
ENTRADA 1KG DE ALIMENTO NÃO PERECÍVEL

A IMPORTÂNCIA DAS CADEIRAS NO DESENVOLVIMENTO DO GOLPE DE VISTA E NA SEGURANÇA DO JOGO DE CAPOEIRA

Dedicado a Guanais e Lemos, que me fizeram aprender o mecanismo de perda de consciência, desmaio, pela hipertensão intracraniana por compressão das veias jugulares no colar-de-força.
 
Mestre Pastinha escreveu:
 

2.2.31 – …"eu não enventei"…

… "eu não enventei;”…

…”eu vi e achei bom”…

… “e aprendi no circo de cadeiras,”…

… “para aprender o jogo de dentro…"
(77a,11-b13)

… Nós todos vimos…

… achamos bom…

… aprendemos com os mais velhos!