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Cobrinha Verde: o discípulo de Besouro

Muito se diz sobre Besouro Mangangá. Muitas histórias, feitos, crendices. Pouco se sabe sobre sua vida de capoeirista, se procurava transmitir seus conhecimentos na capoeiragem, se tinha alunos. Muitos mestres antigos reivindicam inclusive parentesco com Besouro. Porém, do que se tem conhecimento, somente um reivindica ter sido seu aluno. Estamos falando do famoso Cobrinha Verde.

 

Em Santo Amaro, onde nasceu e cresceu, muitas outras pessoas o ensinaram capoeira, entre eles também os famosos Espinho Remoso, Canário Pardo e Siri de Mangue, mas segundo ele, foi com Besouro que aprendeu o principal. Nascido Rafael Alves França, Cobrinha Verde recebeu esse apelido de Besouro pela sua agilidade e destreza com as pernas, que era tanta que, em certa feita, ele enfrentou sozinho oito policiais com um facão de 18 polegadas, segundo conta o próprio.

 

Cobrinha Verde sai de Santo Amaro e ganha o mundo, mudando de cidade em cidade, procurando pouso em casas de parentes e em bandos de cangaceiros do sertão, como o de Horácio de Matos. Muitas aventuras, muitas cidades e amores até voltar para a Bahia

 

E, como todo mundo sabe, capoeira é boa pra se defender, mas não livra ninguém de bala, nem de morte, por isso fortalecer suas defesas com fé e orações foi o caminho escolhido por Cobrinha Verde. Conta Cobrinha que ele possuía um breve, também conhecido como patuá, que o livrava de muitos problemas. Como da vez que dispararam contra ele uma enorme quantidade de balas, e ele desviou todas na ponta de seu facão. Essas mandingas ele aprendeu em Santo Amaro com o velho Pascoal, um africano que era vizinho da sua avó, e segundo contava Cobrinha, esse breve que possuía era vivo e ficava pulando, quando era deixado num prato virgem, depois de utilizado por ele. Mas certo dia, conta Cobrinha, que o breve foi embora e o deixou, depois de um erro que ele havia cometido

Ter sido aluno de Besouro Mangangá é um privilégio para poucos, e assim ensinar se tornava um chamado da arte. Em 1937 começa a ensinar de graça, como gostava de enfatizar, na Fazenda Garcia, depois de ter saído do exército. Nessa época convivia com Bimba e outros capoeiras famosos como Aberrê. Mas com o passar dos anos e morte de muitos dos seus contemporâneos, ele foi o mais velho capoeirista em atividade no Brasil, e um dos únicos a conhecer a técnica de jogar com navalhas entre os dedos do pé.

Na sua vida de professor, muitos capoeiras famosos beberam na fonte desse mestre; João Grande é um deles, que diz ter treinado com ele no Chame-Chame nos domingos pela manhã. Como dividia trabalhos com Pastinha, outros capoeiras como João Pequeno também beberam da fonte desse mestre. Como conta mestre João Grande, freqüentavam esses treinos também Gato Preto, Didi, Bom Cabrito, Rege de Santo Amaro, entre outros.

Vida e obra de um capoeira nesse mundo não são reconhecidas, então o maior medo de um capoeira como Cobrinha Verde, era morrer a míngua como Pastinha e Bimba. Sua profissão de pedreiro tinha rendido uma mísera aposentadoria, que não dava pra nada, mas que pelo menos não o deixava na mão. Sua fé também ajudava a não adoecer. O capoeira pra ter uma boa velhice, tem que trabalhar com outras coisas e não só viver da arte… Ô mundo injusto!

ABRIL PRA ANGOLA 2009

SUGESTÃO DE PROGRAMAÇÃO DO ABRIL PRA ANGOLA 2009 

SEXTA FEIRA 17/4/2009 

08:00h – Café da Manhã.

09:00h – Recepção e Credenciamento dos (às) participantes

Local: séde do centro cultural Capoeira Água de Beber. Av. Pessoa Anta 218;

10:00h – espaço livre para convivência e intercâmbio (Roda);

Local: centro cultural Capoeira Água de Beber;

12:00h – Almoço – restaurante credenciado pelo evento

14:00h – Sessão de vídeo sobre à capoeira e cultura afro descendente

Local: centro cultural Capoeira Água de Beber ;

16:00h – Roda com os participantes do curso;

Local: centro cultural Capoeira Água de Beber;

18:00h – Jantar.

19:30h – Apresentação dos Mestres e Convidados

19:40h Apresentação de Eder

Local: SESC Iracema – Dragão do Mar

20:00h – Roda de Abertura no SESC Iracema

21:00h – Lançamento do CD quando o Tempo se Destina do Mestre Pernalonga – SP

22:00h encerramento 

SÁBADO 18/4/2009 

07:30h – Café da Manhã.

09:00h – Aula com os Mestres Naldinho – PB e Pernalonga – SP

Local: centro cultural Capoeira Água de Beber e SESC Iracema – Dragão do Mar

12:00h – Almoço

14:00h – Aula com os Mestres Sabiá – PB e Cobrinha Mansa  – BA;

17:00h – Intervalo

17:20h – Mostra da pesquisa ”O Arco Musical” – Mestre Cobrinha Mansa – BA

18:00h – Jantar

20:00h – Roda de Papoeira e Capoeira

22:00h – Encerramento da noite 

DOMINGO 19/4/2009 

07:30h – Café da Manhã;

09:00h – Aula com os Mestres Cobrinha Mansa,  Naldinho, Pernalonga e Sabiá;

Local: centro cultural Capoeira Água de Beber e SESC Iracema Dragão do Mar;

13:00h – Almoço;

14:30 – Entrega dos certificados e Confraternização (roda);

 

AGRADECIMENTOS: 

    À DEUS POR TODA MINHA EXISTÊNCIA;

    MINHA FAMÍLIA;

    AOS MESTRES (AS) COBRINHA, SABIÁ, NALDINHO, PERNALONGA, LULA, CARLA, RATTO E TODOS OS QUE ACREDITARAM E NÃO ACREDITARAM;

    MEUS AMIGOS (AS): DOUTORA VIRLÊNIA, CM DERY E PROFª DARLYANE, FABIANO DE CRISTO CARLINDA, LUCIENE E VICENTE, VIRGÍNEA E PAULO;

    À TODOS E TODAS OS ALUNOS E ALUNAS DOS GRUPOS E ASSOCIAÇÕES PARTICIPANTES;

    AO SESC IRACEMA.

REALIZAÇÃO

GRUPO CULTURAL DE CAPOEIRA BADAUÊ

ORGANIZAÇÃO – MESTRE RAFAEL MAGNATA / SUPERVISÃO – MESTRE SABIÁ

A mão que ajuda é mais sagrada que a boca que reza!

Bahia: Ginga Mundo & Língua da Capoeira

Mestre Suassuna, em seu último CD, oportunamente canta uma música que vem contextualizar esta matéria, e contrapor um de seus mais antigos sucessos: "Capoeira pra estrengeiro… é mato…"

Língua da capoeira: Mesmo sem saber uma palavra de português, estrangeiros cantam ladainhas e participam do Ginga Mundo

O idioma pouco importa. Seja inglês, francês, italiano, alemão ou até japonês, o essencial é saber as regras da capoeira e se portar de forma adequada durante as rodas. Os movimentos substituem a comunicação oral. As ladainhas, a maioria tira de letra, mesmo sem saber português ou o significado das palavras.

Os ensinamentos são dos mestres, que deixaram o Brasil para ganhar o mundo com a disseminação da cultura afro-brasileira. Essa vasta experiência foi tema de palestra no segundo dia de programação do IV Encontro Internacional de Capoeira – Ginga Mundo.

A sala do Projeto Mandinga, na manhã de ontem, tornou-se compacta diante da quantidade de interessados que adentravam no ambiente. As cadeiras não foram suficientes. Quem não agüentou ficar em pé, escolheu o chão como amparo. Na mesa central, diversos mestres de capoeira compartilhavam suas experiências mundanas. O debate tinha como enfoque os meios de preservação da capoeira no mundo contemporâneo. A dificuldade da maioria deles é fazer os estrangeiros compreenderem a luta como algo além dos movimentos corporais sob o som do berimbau.

Exportação – Mestre Preguiça, Vandenkolk Oliveira, tem 61 anos e há 25 ensina capoeira angola em uma universidade na cidade de São Francisco, Califórnia. Discípulo do saudoso mestre Pastinha, ele conta que a aceitação da cultura brasileira no país americano é grande, mas difícil mesmo foi o preconceito racial. “Tive dificuldade em me apresentar enquanto professor, porque eu não sou negro”, relembra.

O mineiro mestre Miltinho, Evanildo Alves, 37 anos, não sofreu discriminação. Há 29 ensina capoeira regional. Na década de 90, ele deixou o Brasil para desenvolver trabalhos na Bélgica, Alemanha e Polônia. A primeira dificuldade foi falar o idioma. Atualmente, ele tenta preservar a cultura através da conscientização. “O desafio é aplicar e ensinar a capoeira como é praticada no Brasil. Mantendo a tradição sem sofrer influência da cultura do exterior”, explica.

A disseminação da capoeira teve início na década de 60, com os grupos folclóricos. O pioneiro foi o de Emília Biancard, levado principalmente para a Europa. Nesse período, segundo mestre Cobrinha, o Cinézio Peçanha, 48, as pessoas não conheciam a capoeira. Atualmente, essa realidade mudou. “Hollywood desenvolveu películas sobre a capoeira e levou ao conhecimento geral”, informa. Com isso, o apoio à luta tornou-se mais intenso em países estrangeiros, em alguns até mais que no próprio Brasil.

Ainda assim, mestre Cobrinha admite a dificuldade em fazer o público estrangeiro entender a essência da capoeira. “Eles querem definir a capoeira dentro dos padrões culturais de seus países e não como uma cultura afro-brasileira”, lamenta. Os itens mais trabalhosos de ensinar são as gírias e o próprio modo de ser malandro, a malícia que precisa ser expressa com o corpo. “Quando esses alunos vão ao Brasil conseguem compreender. É como se desse um estalo”, garante.


Memória corporal

O IV Encontro Internacional de Capoeira – Ginga Mundo, reúne capoeiristas de todo o mundo. Mas não precisa falar português para entrar numa roda. A memória corporal e a linguagem própria da capoeira dispensam a oralidade. “Todos os mestres ensinam quase da mesma forma e, por isso, quando um estrangeiro chega na roda já sabe como realizar os movimentos”, explica mestre Cobrinha.

O berimbau dá início à luta. O mestre ou professor, que conduz a roda, aponta o instrumento para os dois primeiros lutadores. Começa então a capoeira. As ladainhas ficam gravadas na memória. Apesar de muitos não saberem sequer o português, ou até mesmo o significado da canção, os capoeiristas estrangeiros sabem cantá-las muito bem.

É importante também conhecer a tendência das músicas. Segundo mestre Cobrinha, algumas ladainhas podem ser provocativas, desafiadoras ou até de brincadeira, e em alguns casos podem ofender o próximo ou provocar conflitos. “O contexto do momento é que vai dizer a melhor ladainha. Normalmente quem está com o berimbau é quem inicia a canção ou o mestre mais antigo”, esclarece.

Fonte: Correio da Bahia – http://www.correiodabahia.com.br

Mestre Cobra Mansa e o DVD Mandinga e Manhattan

Não tive a oportunidade de ver o documentário, mais amigos que assistiram elogiaram bastante.
Quem assim como eu não teve esta oportunidade, aproveite e entre em contato com o Mestre para adiquirir o DVD:  Mandinga e Manhattan
Luciano Milani

Mandinga e Manhattan conta como a capoeira rodou o mundo
 
Documentário premiado pelo Ministério da Cultura resgata a origem da capoeira a partir das vozes de seus mestres mais antigos.
Contemplado com o DOC TV, programa da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura que financia filmes para exibição inédita em rede pública de televisão, o documentário Mandinga e Manhatan, produção baiana assinada pela X Filmes, deverá ser veiculado dia 20 de novembro em cadeia
nacional.
 
Com locações na Bahia, no Rio de Janeiro, em São Paulo, Los Angeles, Michigan e Nova Iorque, o documentário traz depoimentos de diversos antropólogos e pesquisadores, além de mestres de capoeira responsáveis por divulgar mundialmente a capoeira, que hoje está em mais de 160 países de todos os continentes. O filme é dividido em três momentos: a história da capoeira, com relatos dos mestres antigos, entre eles João Grande e João Pequeno, este ainda residente no Brasil; o fluxo ou ida dos capoeiristas para o exterior; e o refluxo ou retorno dessa divulgação em termos de imagem
positiva para o Brasil.
 
A capoeira não só trouxe retorno financeiro ao Brasil, estimulando o turismo e virando uma espécie de grife, com produtos amplamente comercializados, mas ainda contribuiu para reverter a imagem do
Brasil de país violento e de prostituição, enfatiza o cineasta.
O filme conta como a capoeira se espalhou da Bahia para o mundo. O argumento do diretor é de que a capoeira não teria resistido a tanta repressão nem sobrevivido sem qualquer auxílio oficial em outros países – ou se instalado em Manhatan, em Nova Iorque, por exemplo, onde funciona a maior academia de
capoeira fora do Brasil, há 12 anos, dirigida pelo mestre João Grande – sem que seus mestres mais antigos tivessem usado muita mandinga, o ritual do candomblé feito aos orixá para proteção e abertura de caminhos. Era assim, segundo Lázaro Faria, que os capoeiristas lidavam com as adversidades. Ele
ainda considera admirável como a academia de João Grande é, no aspecto cultural, uma embaixada do Brasil nos Estados Unidos. Lá João Grande é tratado como rei, teve o reconhecimento de diversas universidades americanas. Por isso, acho que os capoeiristas que chegaram ao exterior devem ter feito muita mandinga para dar continuidade a essa tradição, argumenta.
Muitos capoeiristas começaram a divulgar sua dança-luta em festivais internacionais, o mais conhecido deles, o Oba Open, responsável por levar para os Estados Unidos e a Europa, na década de 80, apresentações de grupos folclóricos brasileiros.
A capoeira ia junto e chamava mais a atenção, relembra mestre Cobra Mansa, também conhecido como mestre Cobrinha, neto de capoeira dos mestres João Pequeno e João Grande. Um dos  produtores e
consultor oficial do filme, mestre Cobrinha é da terceira geração de capoeiristas da Bahia, discípulo direto de mestre Morais, chegou a se graduar em Educação Física, no Brasil, e estudar Antropologia na
Universidade do Distrito de Colômbia, em Washington DC, nos Estados Unidos.
No documentário, mestre Cobrinha conta sua trajetória desde os tempos em que vivia pelos lados de cá até hoje, que roda o mundo diversas vezes por ano para divulgar a capoeira em palestras e workshops e cuidar das filiais da Fica, Fundação Internacional de Capoeira Angola, organização não-governamental que auxiliou a fundar, em 1996, com sede no Forte de Santo Antonio, em Salvador, e extensões nos Estados Unidos, França, Milão, Suécia, Londres, Alemanha, Finlândia e Tóquio.
 
Se voce  deseja comprar o DVD, ja esta a venda.
 
Por favor entre em contato Mestre Cobra mansa

 

DOCUMENTARIO MANDINGA EM MANHATTAN

PROJETO E ROTEIRO DE LUCIA CORREIA LIMA (ALUNA DE JOÃO PEQUENO)
E DIREÇÃO DE LAZARO FARIA COM CONSULTORIA DE MESTRE COBRINHA DE MORAES

SERÁ LANÇADO EM PHILADELFIA 18,19 E 20 DE OUTUBRO

MESTRE JOÃO GRANDE É PERSONAGEM PRINCIPAL E TOMARA ESTEJA LÁ NA UNIVERSIDADE
DA PENSILVANIA NA WEEK BAHIA

LUCIA CORREIA LIMA

A FASCINANTE ANGOLA… de PASTINHA À MORAES

 
Crônica em homenagem aos Mestres Pastinha (nascido em 5 de Abril de 1889), e um de seus sucessores, Moraes
 
Dia Nacional e Internacional da Capoeira Angola
 
 
Como preliminar, devo deixar claro, que a Capoeira Angola  não se limita a esses dois grandes mestres, tem vários outros, excelentes, sendo que  alguns até completamente esquecidos e jamais mencionados em artigos e livros.   Escrevo hoje sobre esses dois   " Pastinha (Vicente Joaquim Ferreira) e Moraes (Pedro Moraes Trindade) " pois, sem sombra de dúvida, já estão consagrados como responsáveis por duas fases marcantes na existência e na sobrevivência e consolidação deste cada vez mais fascinante Jogo de Angola. Pastinha, nos primórdios, Moraes, mais adiante, na sua luta heróica e vitoriosa para não deixar a Angola morrer (em certa época foi dada como prática em extinção). Claro, nomes como Cobrinha Verde,  Waldemar de Corta Braço, João Grande, João Pequeno, Caiçara, Canjiquinha, Gato Preto, Paulo dos Anjos, Curió e tantos outros devem ser, e serão sempre reverenciados. Já estamos, inclusive, selecionando artigos sobre toda esta gente. No momento, entretanto, é obrigação de todos nós, amantes da verdadeira Capoeiragem, lembrar a fundamental importância desses dois nomes.  Com ênfase até no relativamente jovem mestre Moraes, pois foi ele que, dominando um bom inglês, peregrinou pelos Estados Unidos e Europa alertando para os malefícios de uma Capoeira "rainha do marketing" e, mostrando e demonstrando o valor e o fascínio da sua Capoeira Angola. Moraes, pelo mundo afora, sobretudo quando a Capoeira Estilizada ameaçava reinar absoluta, saiu palestrando e ilustrando as próprias palestras, com antológicas demonstrações do Jogo de Angola, incluindo-se aí, magistrais aulas, teóricas e práticas, sobre os verdadeiros fundamentos da  parte rítmica e cantada (incluindo-se aí o misterioso "Blue Note").
  
Como bem dizia o saudoso Mestre Caiçara (Antônio Carlos Moraes), "tem muito mestre de hoje que mal sabe soletrar e já sai dizendo que sabe ler".  Urge, pois, para esses jovens mestres afoitos, mostrar que "roupa de homem não dá em menino" (créditos, também, para Mestre Caiçara).  Vamos ao artigo.
 
Capoeira Angola
É de dentro pra fora
Capoeira angola
É de fora pra dentro
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Mestre Cobrinha Verde

Mestre Cobrinha Verde
Rafael Alves França, mandingueiro respeitadíssimo no seu percurso por este mundo de meu Deus. Nasceu em Santo Amaro da Purificação (BA). Com 4 anos de idade iniciou-se na Capoeira pelas mãos de Besouro, seu primo carnal. Além de seu primeiro mestre, Cobrinha Verde também bebeu da sabedoria de Maitá, Licurí, Joité, Dendê, Gasolina, Siri de Mangue, Doze Homens, Espiridião, Juvêncio Grosso, Espinho Remoso, Neco, Canário Pardo e Tonha. Foi 3° Sargento no antigo Quartel do CR em Campo Grande, tendo participado também da Revolução de 32 entre outras pelejas. Durante muitos anos ensinou em seu Centro Esportivo de Capoeira Angola Dois de Julho, com sede no Alto de Santa Cruz, s/ n°, no Nordeste de Amaralina.