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Mestre Capixaba enfrenta uma velha sina capixaba

Quem esteve no Sítio Histórico Porto de São Mateus em 2007 se emocionou com uma histórica roda de capoeira. Dentro jogavam dois monumentos: João Grande e João Pequeno. Este faleceu em 2011. João Grande, que em fevereiro fez 80 anos, há muito vive em Nova Iorque, ensinando a luta brasileira na multicultural Manhattan.

Essa bela página da história da capoeira foi escrita durante a primeira edição do Encontro Internacional e Jogos Abertos Acapoeira, organizado pelo Mestre Capixaba. Apesar disso, seis anos depois, o encontro chega à quinta edição tropegamente.

O evento deste ano, que acontece em Itaúnas (Conceição da Barra) entre os dias 21 e 25 de agosto, recebeu um único apoio oficial, oriundo da Secretaria de Estado da Cultura. Mesmo assim, via emenda parlamentar (do deputado estadual Sérgio Borges, do PMDB).

Realizado desde 2007, o encontro reflete uma interessante característica de seu organizador: o trânsito que ele tem por mais de 30 grupos. Por uma questão, digamos, cultural, grupos de capoeira são como que organizações que tendem a não estabelecer laços entre si. Os integrantes de um grupo só jogam com seus pares.

Mas aí, para Capixaba, não há vivência. Desde aluno, em meados dos anos 70, ele se movimentava entre os grupos rivais de Vitória. Hoje ele trabalha para a aproximação entre os grupos, processo que o encontro catalisa. Sua filosofia sustenta que laços mais estreitos significam intercâmbio cultural e, portanto, enriquecimento da capoeira.

Por isso o Encontro Internacional e Jogos Abertos atrai praticantes do Brasil e do mundo inteiro, de vários grupos, sem discriminar graduação. Já veio gente da EUA, Canadá, Alemanha, Áustria, Suécia, Espanha, Suíça, França, Hungria, República Techa, Colômbia.

Para esta edição estão previstas as participações de mestres e professores dos EUA, Áustria, Suíça, Espanha, Alemanha, Colômbia e Hungria: Mestre Preguiça (EUA), Professor Tapioca (Áustria), Professor João de Barro e Professora Bela (Suíça), Professor Bala (Espanha), Professor Pit Bull e Professora Pérola (Alemanha), Instrutor Tigrinho (Colômbia), Mestre Paulão (Hungria).

A principal atração será a formatura dos professores Rafael (Rio de Janeiro) e Sururu (Minas Gerais). É sempre comovente o solene momento em que as portas da capoeira se abrem para novos mestres. Rafael e Sururu acompanham Mestre Capixaba há quase três décadas. A ideia, agora, é viajar com os dois para alguns países e aprimorar com eles o ensino da capoeira.

Entre o final de maio e o final de junho deste ano Mestre Capixaba iniciou pela Espanha sua peregrinação de 30 viagens anuais. Grécia, Holanda e Alemanha vieram a seguir. De volta ao Brasil, mais avião: Rio Grande do Sul, São Paulo, Piauí, Roraima e Fortaleza. No final de setembro, já há compromisso agendado nos Estados Unidos.

Mestre Capixaba é um dos capoeiristas mais requisitados do mundo. Ao lado dos mestres João Grande (EUA), Camisa (RJ), Preguiça (EUA), Itapoã (BA), Tabosa (DF), Di Mola (Suécia) e Sabiá (BA), é um dos principais difusores dessa arte marcial genuinamente brasileira.

São 35 anos enfrentando viagens longas e rotinas exaustivas para levar um patrimônio imaterial brasileiro aos quatro cantos do globo – ele não sabe quantos países já visitou – e a incontáveis cantos e recantos do Brasil. Mas se diz cansado. Tanto que planeja um 2014 diferente: programou apenas duas viagens ao exterior, Austrália e Inglaterra, dois países ainda não visitados.

Fosse apenas as viagens que lhe provocassem os achaques do cansaço, ok, ótimo. Mas não. O mestre é mais uma ilustre vítima de um mal genuinamente capixaba. Fora das fronteiras estaduais, banham-lhe em honras, láureas, reconhecimento e respeito. Cá dentro, paira o silêncio.

O mestre é ao mesmo tempo causa e efeito do fenômeno internacional em que se transformou a capoeira: hoje são cerca de 10 milhões de praticantes no mundo e um dos mais praticados no Brasil. É um dos muitos capoeiristas que deixaram a terra natal para semear as sementes da capoeira mundo afora. E, aí, cada lugar o levou a outro e mais outro e mais outro.

Ano que vem Mestre Capixaba celebra 40 anos de devoção à capoeira. Aprendeu os primeiros golpes com o irmão mais velho, numa época em que Vitória era dividida em grupos (Praia do Canto, Centro, Jucutuquara, agregando ainda Vila Velha), de capoeiristas ou não, que não podiam se cruzar. Do contrário, era briga.

Quem amainou as disputas e de certa forma aproximou os grupos chama-se Diabo-Louro, mestre baiano que chegou ao estado no início dos anos 70. Diabo-Louro transitava entre os grupos, dando aula em Jucutuquara e no Praia Tênis Clube. Outra iniciativa que quebrou o gelo foi a organização do 1° Campeonato de Capoeira.

Foi embora pouco depois, em meados da década, e deixou alunos para Mestre Binho, seu aluno mais graduado. Binho foi o primeiro mestre de Capixaba.

Quase 40 anos depois, Mestre Capixaba ainda insiste para que o santo de casa faça milagre. Mesmo experimentando o gosto da glória que o gênero conheceu de algumas décadas para cá, como expressão cultural legitimamente brasileira (algo que o mundo globalizado adora, como o samba, o choro, o carnaval), ele ainda não conseguiu.

Mestre Capixaba conhece os dois lados da capoeira: a marginalização e a celebração. No Espírito Santo, parece viver os séculos em que cada meia-lua escrevia no ar a história animalesca da escravidão colonial-imperial ou do preconceito republicano, quando em 1890 um decreto federal proibiu a capoeira, situação que só teve bom termo em 1935.

Demorou bastante para essa arte-marcial nascida nas senzalas e quilombos cativar os milhões pelo mundo que hoje a praticam. Esse é o lado bom da história, que Mestre Capixaba felizmente conhece bem. A ponto de ter vivido episódios marcantes no exterior.

Em Israel, a capoeira só perde para o Krav Magá em número de praticantes. Há alguns anos, uma universidade de Israel precisava da assinatura de um mestre de brasileiro para autenticar a cadeira de capoeira. Mestre Capixaba foi o responsável. O país não lhe era estranho: o grupo que integrava possuía representantes ministrando cursos e workshops por lá, dada a popularidade da capoeira em Israel.

Em 1989, a atriz Brook Shields, então um dos rostos mais venerados de Hollywood, lançou Brenda Starr, filme de aventura em que vive a destemida repórter homônima à película. Parte da história se passa no Brasil e a produção queria capoeiristas.

Jelon Vieira, pioneiro na introdução da capoeira nos Estados Unidos, mostrou um vídeo com Mestre Capixaba e Mestre Boneco (o ex-ator global Beto Simas). Assim Capixaba fez uma ponta no filmão hollywoodiano, distribuindo pernada em grandalhões russos.

Ainda nos Estados Unidos, ministrou workshop na respeitada academia de luta de Dan Inosanto, discípulo direto de Bruce Lee.

A longa experiência internacional conferiu a Mestre Capixaba o privilégio de ter discípulos atuando em diversos países. Nos Estados Unidos, os mestres Ary Ranha, Carioca e Bom Jesus; na Espanha, o Professor Bala; na Alemanha, os professores Arisco, Pitbull, Tapioca, Papa Léguas; na Áustria, o Professor Paçoca; na Suécia, o Professor Tim-Tim; na França, o professor Ticum; na Colômbia, o professor Felino; no Chile, o professor Urutum. Sem contar outros tantos instrutores.

Embora seja um dos grandes semeadores da capoeira no mundo, Mestre Capixaba optou por permanecer na terra natal. Mora em São Mateus, no norte do estado, desenvolvendo projetos sociais em escolas do município e da vizinha Conceição da Barra. A confiança nos benefícios físicos e morais da capoeira inspira ainda projetos em Itaúnas e nos quilombos de Angelim e São Domingos, tudo em Conceição da Barra.

A residência em São Mateus recobre-se também de um ato de reverência. Ali viveu o escravo Tedororinho Trinca-Ferro, apontado como criador da Capoeira Angola, ainda quando o município, como todo um naco do norte capixaba, pertencia à Bahia. Não deixa de ser uma atitude de resgate da ideia de que a Capoeira Angola carrega DNA capixaba.

 

Capoeirista, que não sabe quanto países já visitou, é um dos mais solicitados do mundo, mas ainda é ignorado na terra natal

 

Fonte: http://www.seculodiario.com.br

Lázaro Faria filma “A roda do mundo” em Macau e Hong Kong

Macau, China, 04 out (Lusa) – Macau e Hong Kong vão integrar um documentário sobre capoeira de Lázaro Faria, em rodagem nos vários continentes desde 2005 e com conclusão prevista em meados do próximo ano.

O projeto tem o título provisório de “A roda do mundo”.

“É um documentário sobre o encontro da cultura brasileira com o mundo, que é a continuação de um filme que já estou a fazer há algum tempo”, afirmou Lázaro Faria, ao explicar que o projeto esteve na origem de “Mandinga em Manhattan”, rodado em 2005 nos Estados Unidos.

O interesse sobre a forma como “a capoeira se espalhou no mundo”, e através desta a cultura brasileira, incluindo “a música, a culinária, e principalmente a língua portuguesa”, levou o cineasta brasileiro a filmar no Brasil (na Baía, onde reside, no Rio de Janeiro e em São Paulo), na Colômbia, nos Estados Unidos e em Itália.

Macau e Hong Kong surgiram no roteiro de “A roda do mundo” na sequência da participação de Lázaro Faria no DocBrazil Festival 2012 na China, que passou por Pequim e Xangai, e terminou em Macau no final de setembro.

“Estou a filmar alguns ‘capoeristas’ em Macau e Hong Kong, e pessoas a ensinar português a chineses. Estou a questionar porque é que as pessoas querem aprender português e outras expressões da cultura brasileira, como o samba, a culinária”, afirmou.

Lázaro Faria tem registado “um interesse muito grande” na capoeira nos vários pontos onde tem filmado e considerou que a China não é exceção.

“Foi muito interessante ver as famílias, os pais e as mães a levar os filhos para a aula de capoeira, e vê-los interagindo com a língua portuguesa, a cantar músicas de capoeira e outras músicas também”, disse, a propósito da rodagem em Hong Kong.

Lázaro Faria, que permanece até ao próximo fim de semana em Macau, onde está também a realizar uma oficina de cinema, promete nova incursão no continente asiático em fevereiro do próximo ano.

“Depois de Macau e Hong Kong vou à Malásia, Filipinas e provavelmente ao Japão. Já filmei bastante, na Europa, nos Estados Unidos, em Los Angeles, em Nova Iorque, e acho que só falta a Ásia realmente”, adiantou.

O realizador espera ter o documentário “A roda do mundo” concluído até meados do próximo ano, e voltar a Macau para o lançamento do filme.

 

RODA DO MUNDO

 

O que consiste o Projeto.

Produzir um filme de longa metragem, viajando ao redor do mundo viajando aos lugares onde a capoeira chegou, decifrando este mistério e contando como foi, e como esta sendo hoje este encontro, que encanta  pessoas de todos os niveis culturais, que cura jovens na periferia,  que atrai as belas mulheres, que tem um espírito onde todas as culturas se encontram, e que fala todas as línguas, mas que também  divulga a língua portuguesa, como diz Caetano Veloso, minha língua é minha Pátria.

Mostrar também a mescla e o encontro com as culturas locais, o que aconteçer de interessante nas viagens de avião, trem , vans, onibus tudo que um filme como este permite, usando as experiências de Mandinga em Manhatan e outro recente que fizemos em toda a Colômbia,

Que Paises Iremos.

A ideia seria que o filme começaria com tres historias paralelas, entre os tres personagens, de tres gerações de capoeiristas, mestre João Grande,  Mestre Cobrinha, e Eric Marinho capoerista praticante da capoeira comtemporanea, falando mais para os jovens.  Los Angeles, New York, e Bahia.Da Bahia os eles viajaram para o Rio de Janeiro, Rio Luanda, Maputo e  a capital da África do sul, depois Portugal, França, Inglaterra,  Alemanha, Moscou, Croácia, Paquistão,  Xangai, Hong Kong, Japao, Nova Zelândia, Austrália, Havai, Los Angeles, New York, Porto Rico, México, Cuba,  Nicarágua, Colômbia, Argentina , São Paulo e Bahia, quando se chegar a Bahia,  um evento no Mercado Modelo, que acontecera de verdade e estara dentro do filme, a ideia e termos vários monitores grandes de plasma, ligados a internet via IP ( tecnologia de trasmissão de imagens via internet), a que utilizamos quando usamos um sistema como skype com camera) conectando todos os locais do mundo onde estivemos, quando  Mestre João Grande pega o berimbau faz um discurso sobre a paz no planeta flexibilidade e tolerância entre os povos citando o exemplo da capoeira, o berimbau soa alto e começa uma roda em cada lugar simultanemente, fornado-se a RODA DO MUNDO um cinturão de AXE em todo o Planeta.

Portanto a ideia e fazer um filme de longa metragem uma serie de talves 10 ou mais capítulos para Televisão, um evento no Mercado Modelo, um livro de viagens e fotografias, um dvd com extras e tudo  que tem direito.

Tambor de Crioula e Grupo Gualajo animam o aniversário da Palmares

Músicos do Maranhão e da Colômbia encontram-se para celebrar a FCP

Hoje, quarta-feira, 19/08, a partir das 18h, a apresentação de Tambor de Crioula, grupo vindo do Estado do Maranhão, e do Gualajo, da Colômbia, abrilhantam a festa dos 21 anos da Fundação Cultural Palmares.

Manifestação cultural de raiz africana, o Tambor de Crioula é uma das mais fortes expressões culturais afro no Brasil. Praticada principalmente no Maranhão desde a época da escravidão, a manifestação foi inscrita pelo IPHAN como patrimônio imaterial da cultura brasileira, em novembro de 2007. Salvaguardar o Tambor de Crioula faz parte do projeto do governo federal de reconhecimento das formas de expressão que compõem o amplo e diversificado legado das tradições culturais de matriz africana no país.

Considerada uma das mais belas expressões culturais da dança dos descendentes de escravos, o Tambor de Crioula envolve dança circular, canto e percussão de três tambores e tem como seu santo padroeiro São Benedito – protetor dos negros.

Os tocadores e cantadores são conduzidos pelo ritmo dos tambores e das toadas, acompanhados da punga (ou umbigada): movimento coreográfico no qual as dançarinas, num gesto entendido como saudação e convite, tocam o ventre umas das outras. Cada cântico se inicia com um solista que canta toadas de improviso ou conhecidas, repetidas ou respondidas pelo coro, composto por homens que se substituem nos toques e por mulheres dançantes. Os cânticos possuem temas líricos relacionados ao trabalho, devoção, apresentação, desafio, recordações amorosas e outros. Para saber mais, só vindo até a sede da Fundação Cultural Palmares e assistir de perto a tradição do Tambor de Crioula.

O Grupo Gualajo traz da Colômbia ritmos da marimba.A marimba é um instrumento musical criado há séculos por tribos africanas e é fonte de inspiração de instrumentos de teclado, como o piano, o acordeon e o vibrafone.

O maestro José Antônio Torres Gualajo dedica-se à marimba há mais de 50 anos, estudando os mais variados ritmos que o instrumento pode ecoar. Conta a lenda, que ao nascer, a parteira de José Gualajo colocou-o em cima de uma marimba para cortar o cordão umbilical. Assim, ao ouvir a ressonância do instrumento logo ao nascer, somado à herança musical que seus pais lhe proporcionaram, Gualajo predestinou-se a ser um guardião da preservação de Marimba e de todos os ritmos que ela pode ressoar, como: currulos, aguabajos; jugas; andareles. Além de tocar, o maestro tornou-se um mestre no ofício de construir cada um dos componentes que constituem a marimba.

A iniciativa de trazer o grupo colombiano ao Brasil foi do Programa Regional de Apoio às Populações Rurais de Ascendência Africana da América Latina – ACUA.


Assessoria de Comunicação
Inês Ulhôa – assessora de imprensa (9966-8898) ines.ulhoa@palmares.gov.br
Jacqueline Freitas
Marcus Bennett
Telefones: (61) 3424-0164/ 0165/ 0166
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21 anos da Fundação Cultural Palmares

Grupos folclóricos do Brasil e da Colômbia se encontram para celebrar os 21 anos da FCP. Tem ainda Luiz Melodia e Lazzo Matumbi

A sede da Fundação Cultural Palmares vai ser palco de uma extensa programação que promete muito agito e muita cultura popular. Na semana de 17 a 22 de agosto, para celebrar mais um ano de existência da instituição, fundada em 1988, tambores vão ecoar, convidando o público para uma grande festa com direito a muito samba no pé. São mais de dez grupos de dança e música regionais.

Amantes do Maracatu, Jongo, Samba de Roda, Tambor de Crioula, Congo terão a oportunidade de desfrutar um pouco da beleza e encanto da cultura afro-brasileira, acompanhando os cortejos, que mantêm viva a tradição da cultura popular. Poderão também acompanhar mestres de capoeira e os grupos folclóricos que virão da Colômbia especialmente para esta grande festa da diversidade: Grupo Benkos Kusuto da comunidade do Palenque de San Basílio e Grupo Bahía Trio, e o coletivo de artistas “Entre dos mares: ensamble musical de Colombia, Ecuador y Panamá”.

Durante os cinco dias do evento, tocadores, cantadores, dançarinos, reis e rainhas do congo e do maracatu, baianas do samba de roda vão comandar a festa e tomar de alegria o platô da sede da Fundação Palmares. Quem vier conhecerá a riqueza das manifestações culturais de matriz africana que ainda resistem aos tempos modernos.

As oficinas também entram na programação. Teremos Roberto Mendes nas oficinas de Chula, Mario Pam, nas oficinas de Percussão, e ainda uma oficina de ritmos afro del Caribe y el Pacifico.

Tem ainda a exposição fotográfica Negrice Cristal, de Januário Garcia; Cortejo da Lavagem – Terreiro Ilê Ase Ode Onisegum; e degustação de comida afro-brasileira.

Destaque ainda para a apresentação de Luiz Melodia e Lazzo Matumbi, que se apresentam no dia 22, no palco do Teatro Nacional (Censura Livre). Ao final do show, o público poderá assistir a um desfile de moda afro.

Também como parte das comemorações, haverá a entrega do Troféu Palmares. Uma homenagem da Fundação para personalidades que têm representatividade e destaque na luta contra o preconceito e a favor da igualdade racial. Serão homenageados:

# Mãe Beata de Iemanjá (Beatriz Moreira Costa): religiosa de matriz africana do candomblé, iniciada há mais de 50 anos, conhecida sacerdotisa e ativista social da cidade do Rio de Janeiro, dedica-se há décadas à valorização da cultura e da religião afro-brasileira, como também, pelos direitos das mulheres.

# Esther Grossi: professora, escritora e ex-deputada federal, autora da lei 10.639/2003 – que institui a obrigatoriedade do ensino da História e Cultura da África e dos afro-brasileiros.

Conheça um pouco mais das atrações:

Contos do Congo: o Congado é uma manifestação cultural e religiosa de influência africana que em algumas regiões do Brasil desenvolve seu enredo sob o tema da vida de São Benedito, o encontro de Nossa Senhora do Rosário submergida nas águas e, em outras regiões, a representação da luta de Carlos Magno contra as invasões mouras. O grupo Contos do Congo surgiu em 2006 e vem mantendo as tradições e divulgando a arte e as origens do Congado mineiro, remetendo o público à mais pura expressão conga, fazendo com se vivencie a verdadeira Folia de Reis. O grupo nasceu da necessidade das pessoas preocupadas em se resgatar e preservar o congo nas suas mais diversas formas de manifestação cultural.

# O Jongo da Serrinha: é uma manifestação cultural essencialmente rural diretamente associada à cultura africana no Brasil e que influiu poderosamente na formação do Samba carioca.

# Maracatu do baque solto: o grupo destaca-se por preservar a essência do maracatu e manter uma trajetória marcada pela originalidade na criação de novos temas e adereços. Surgiu da organização de trabalhadores rurais, com o intuíto de preservar a cultura dos seus antepassados.

# Tambor de Crioula: é uma dança com raízes africanas, praticada no Maranhão, tanto no meio rural como no urbano, tendo como característica marcante a punga (espécie de samba de roda), evidenciada no toque dos tambores e na coreografia das mulheres. O grupo Tambor de Crioula é uma das maiores referências culturais nesse estilo musical.

# Samba de Roda Suerdieck: é um dos mais antigos e autênticos grupos de samba de roda do Recôncavo Baiano. Liderado por dona Dalva Damiana, o grupo foi fundado em 1958 na antiga fábrica de charutos Suerdieck, pelas funcionárias, que, no intervalo do trabalho, cantavam estrofes rimadas no ritmo do samba, ritmados com pedaços de madeira e as sobras das caixas de charuto.

Benkos Kusuto da comunidade do Palenque de San Basílio (costa do Pacífico colombiano): grupo formado por quatro dos músicos mais destacados e reconhecidos percussionistas da comunidade palenqueira.

# Bahía Trio: grupo de marimba tradicional, busca explorar todas as possibilidades melódicas através de conjuntos musicais folclóricos regidos pela improvisação e experimentação de ritmos de tradição africana com influência da sonoridade latina.

# “Entre dos mares: ensamble musical de Colombia, Ecuador y Panamá”: grupo formado por um combinado de artistas da Colômbia, Equador e Panamá, com uma proposta de integração da música afro-latina desses três países.

PROGRAMAÇÃO ANIVERSÁRIO DA PALMARES

17 a 22 de agosto

17/08

9 às 17h –   Oficina de Percussão – Mário Pam – Galpão FUNARTE

9 às 10h –   Abertura Solene do Aniversário da Fundação Cultural Palmares – Auditório FCP

10 às 12h – Abertura da Exposição: Negrice Cristal, do fotógrafo Januário Garcia e Café da manhã – Espaço Cultural Palmares

10 às 12h –  Oficina Chula – Roberto Mendes – Auditório FCP

18 às 20h -Mostra Cultural – Jongo da Serrinha–Rio de Janeiro, Grupo Benkos Kusuto de la comunidad del Palenque de San Basílio (Colômbia) – Platô da FCP

18/08

9h às 11h –  Oficina de Percussão Mário Pam – Galpão FUNARTE

9h às 11h –  Oficina Chula – Roberto Mendes – Auditório FCP

18 às 20h -Mostra Cultural – Maracatu do baque solto–Pernambuco e “Entre dos mares: ensamble musical de Colombia, Ecuador y Panamá” – Platô da FCP

19/08

9 às 18h –  Oficina de Percussão – Mário Pam – Galpão FUNARTE

18 às 20h -Mostra Cultural – Tambor de Crioula, Grupo Bahía Trio (Colômbia) e cantora convidada. – Platô da FCP

20/08

9 às 18h –  Encontro de Mestres de Capoeira – Auditório FCP

9 às 17h –  Oficina de Percussão Mário Pam – Galpão FUNARTE

18 às 19h -Mostra Cultural – Roda de Capoeira – Mestre Cláudio – Platô da FCP

21/08

10h – Cortejo da Lavagem – Terreiro Ilê Ase Ode Onisegum – Pai Ribamar – Platô da DEP

11h – Resultado da Oficina de Percussão – Platô da FCP

12h – Degustação de Comida Afro-Brasileira – Platô da FCP

13h – Mostra Cultural – Samba de Roda Suerdick–Bahia, Congada Contos do Congo–Minas Gerais – Platô da FCP

22/08

9 às 12h –  Oficina de Ritmos Afro del Caribe y el Pacífico – Galpão da Funarte                        
21h
#

Desfile de Moda – Estilista Rodinei SP Abertura: “Entre dos mares: ensamble musical de Colombia, Ecuador y Panamá”                                                                                       
#

Entrega do Troféu Palmares
#

Show Luis Melodia e Lazzo Matumbi – Teatro Nacional

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Inês Ulhôa – assessora de imprensa (9966-8898) ines.ulhoa@palmares.gov.br
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O Camará – Congresso Mundial de Capoeira/2009

O Camará – Congresso Mundial de Capoeira/2009, que será um evento aglutinador de praticantes da capoeira e áreas afins, provenientes de todo os continentes, no período de 31/08 a 13/09 de setembro, em Salvador e Livramento -Bahia, promovendo palestras, competições, festivais, cursos e vivências ministradas pelos maiores mestres desta arte no Brasil.

A elaboração deste congresso, é fruto da parceria estabelecida entre a Associação Cultural GUETO, Colégio Oficina, UNIJORGE e a UNIRB, que juntos darão o suporte técnico-pedagógico para realização deste evento, tendo como intuito principal o fortalecimento do elo de ligação entre a capoeira, o esporte e a Educação formal, possibilitando um maior intercâmbio entre as culturas populares e a produção científica, enfocando o trabalho com a cultura corporal em escolas, o processo de ensino-aprendizagem da capoeira, bem como suas relações no desenvolvimento histórico e social, possibilitando desta maneira a ampliação do nível de informação dos profissionais que atuam nesta área e ainda o aprimoramento técnico – desportivo dos praticantes de capoeira.

Vale a pena ressaltar, que o Camará – Congresso Mundial de Capoeira/2009, também se firma como um importante evento cultural – desportivo, que vem trazer entretenimento, informação e lazer para as cidades de Salvador, Vitoria da Conquista e Livramento de Nossa Senhora, além de proporcionar a possibilidade de mostrar as belezas naturais da capital baiana e da Chapada Diamantina, com visitas programadas aos seus pontos turísticos, estimulando o turismo e comercio da região do evento, promovendo a divulgação das cidades e de nossos patrocinadores.

Inscrições gratuitas para professores, contramestres e mestres de capoeira (acompanhando grupos a partir de 5 pessoas).

Inscrição por pessoa
Pacote Total | 3 Etapas | R$270,00

– Camisa Promocional
– Passagem ônibus- Salvador-Livramento / Livramento – Vitória da Conquista / Vitória da Conquista – Salvador
– Passeio Turí­stico em Rio de Contas
– Participação na Copa Camará
– Hospedagem 5 dias em Livramento com alimentação inclusa
– Alojamento 5 dias em Salvador
– Alojamento e alimentação 2 dias em Vitória da Conquista
– Participação em todos os cursos e oficinas do evento
– Ingresso para cerimônia de batismo em Salvador

Inscrição por oficina
Valor – R$20,00

Condições especiais para grupos a partir de 5 pessoas!

Delegações já confirmadas!

| Bogotá – Colombia
| Cali – Colombia
| Guayaquil – Equador
| Kanazawa – Japão
| Glenoble – França
| Buenos Aires – Argentina
| Caracas – Venezuela
| Manreza – Espanha
| Forte Ventura – Espanha
| Brasil 
– São Paulo
– Natal
– Rio de Janeiro
– Ceará
– Pernambuco 

Maiores Informações: www.guetocapoeira.org.br | guetocapoeira@msn.com |

Tel: 55 71 33634568 | 81092550

“V COLOMBIA GINGA” Evento Internacional de Capoeira Angola

Bogotá, 5 de septiembre de 2005.
 
INFORMATIVO CULTURAL
 
La FUNDACIÓN CULTURAL CAYENA se complace en invitarlos a participar
del "V COLOMBIA GINGA" Evento Internacional de Capoeira Angola, que
se realizara en Bogotá, del 3 de septiembre al 9 de octubre de 2005.
Por tal motivo, envío la información de las actividades que tenemos
programadas esperando contar con su asistencia.
"V COLOMBIA GINGA" Evento Internacional de Capoeira Angola"
Invitados especiales: Mestre JOGO DE DENTRO y Mestre MÔA DO KATENDÊ.
ACTIVIDADES: realizaremos conferencias, muestra de videos,
presentaciones artisticas, carnaval brasilero y:
* TALLERES PREPARATORIOS: DOMINGOS DEL 4 DE SEPTIEMBRE AL 2 DE
OCTUBRE DE 2005  * 10.00 A.M. – INSCRIPCIONES GRATUITAS – CUPO
LIMITADO
LUGARES: BIBLIOTECA VIRGILIO BARCO.
BIBLIOTECA EL TUNAL
BIBLIOTECA EL TINTAL
* TALLERES DE FORMACIÓN: Del 3 al 9 de octubre de 2005
Dirigidas por los mestres invitados.
Sede Fundación Cayena: Cll 39 No. 20 – 30
* CLASE MAGISTRAL: domingo 9 de octubre de 2005
Plazoleta de Eventos del Parque Simón Bolívar
MAYORES INFORMES E INSCRIPCIONES: Fundación Cultural Cayena /Calle 39 No. 20
– 30
/5706951 – 5706891/ fundacioncayena@hotmail.com
Invitan:
Fundación Cultural Cayena y
Escola de Capoeira Angola VOLTA DO MUNDO