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Histórias do Recôncavo

O Recôncavo Baiano é mesmo uma região muito particular. É como se lá o tempo tivesse parado. A modernização, o progresso desenfreado, trânsito engarrafado, violência urbana, vizinhos que não se conhecem… essas coisas tão comuns na nossa vida cotidiana, lá no Recôncavo têm outra dimensão.

As pessoas têm mais tempo para as coisas, a vida é mais simples, todos se conhecem e se ajudam, há mais cooperação, solidariedade, alegria. Você ainda vê pelas ruas carroças puxadas por jegues, senhores bem vestidos com chapéu na cabeça, feiras livres onde tudo se compra, se vende, ou se troca, senhoras sentadas conversando na porta de casa enquanto crianças brincam no meio da rua…Lá o tempo passa mais devagar.

Muitos moradores juram de pé junto que a capoeira nasceu no Recôncavo. Talvez tenha nascido mesmo, como nasceu em outras partes do Brasil também, mas isso não importa pois a capoeira não tem certidão de nascimento ! O que importa é o significado que essa manifestação da cultura afro-brasileira possui para todos nós que aprendemos a amá-la e respeitá-la.

Muitos capoeiristas famosos vieram de lá, disso não tenham dúvida: Cobrinha Verde, Traira, Najé, Siri de Mangue, Neco Canário Pardo, Noca de Jacó, Gato, Atenilo, Santugri, entre tantos outros, sem falar no mais famoso de todos, o lendário Besouro Mangangá, que até bem pouco tempo não se sabia se ele tinha realmente existido, fato que foi comprovado recentemente, com a descoberta de alguns documentos que citam seu nome e seus feitos.

Há muito mistério também no Recôncavo. Muitas histórias envolvendo magia, quebrantos, patuás, corpo fechado, rezas de proteção, pessoas que se transformam em bicho ou planta. Tudo isso faz parte desse universo mítico-religioso de origem afro-brasileira que possui uma ligação muito forte com a capoeira. Não dá para compreender a capoeira de forma mais profunda, sem aprender a respeitar esse universo.

Durante as gravações do documentário “Memórias do Recôncavo: Besouro e outros capoeiras” que produzimos recentemente, tivemos a oportunidade de conviver com muitos desses personagens e muitas dessas histórias. Como por exemplo seu Aurélio, 96 anos, morador de Iguape, uma pequena cidade remanescente de um quilombo, localizada no coração do Recôncavo. Durante o seu depoimento na beira do rio, seu Aurélio se mostrou resistente em responder algumas perguntas que eu fazia, sobretudo aquelas relacionadas ao mistério que envolvia a capoeira.

Mas por sorte, eu sou daqueles admiradores de um botequim e de uma boa cachaça e quando terminamos a gravação naquele dia, a equipe de produção foi toda descansar numa pousada na cidade, enquanto eu e o cinegrafista, meu amigo Alexandre Basso – também um admirador do “espírito forte”, como a cachaça é conhecida entre os mais antigos – resolvemos ir beber a saideira justamente no bar do seu Aurélio. Já era noite e à medida que íamos nos aprofundando nas infusões de cachaça com ervas que seu Aurélio nos oferecia, a conversa foi ficando mais solta. E num dado momento, seu Aurélio nos chamou para o fundo do bar. Alexandre, muito atento, ligou a câmera e atendemos ao chamado do velho mandingueiro. Num ambiente de penumbra, somente com a fraca luz de um lampião, seu Aurélio nos revelou alguns segredos muito íntimos, mostrou-nos seu patuá, explicou-nos como fazia para “fechar” o corpo e nos revelou algumas orações de proteção que ele utilizava. Foi um dos momentos mais fortes que vivenciamos durante o longo período de pesquisa e gravação desse documentário.

Mas é assim mesmo: os mestres e velhos guardiões da cultura popular, não entregam os seus segredos assim, facilmente e a qualquer um. Eles é que decidem o que, quando, como e a quem vão revelar. E a nós, cabe ter a paciência, o respeito e a sabedoria de esperar a hora e a ocasião certa de recebermos esses ensinamentos. Essa é mais uma lição que a capoeira nos ensina

 

Pedro Abib (Pedrão de João Pequeno) é professor da Universidade Federal da Bahia, músico e capoeirista, formado pelo mestre João Pequeno de Pastinha. Publicou os livros “Capoeira Angola, Cultura Popular e o Jogo dos Saberes na Roda”(2005) e “Mestres e Capoeiras Famosos da Bahia”(2009). Realizou os documentários “O Velho Capoeirista” (1999) e “Memórias do Recôncavo: Besouro e outros Capoeiras” (2008).


Coluna: “Crônicas da Capoeiragem” por Pedro Abib

Mais um envolvente texto da Coluna Crônicas da Capoeiragem, sob a tutela do nosso grande camarada e parceiro, Pedro Abib, que de modo ímpar nos descreve os causos e histórias do Recôncavo Baiano e seus “Personagens” as vezes quase lendários… Pedrão, como prefere ser chamado nos leva de modo solto e intuitivo ao universo da capoeiragem com uma narrativa simples e repleta de mandigagem…

Luciano Milhoni*

* (Pedrão em referência a um tipo/marca de cachaça e fazendo analogia ao grande camarada Plínio – Angoleiro Sim Sinhô, que em sua envolvente e alegre presença sempre brincava com o termo “teimando” em chamar-me pelo nome da cachaça, pela qual ambos, Pedrão e Plínio tem imenso apreço, apesar de eu ser um eterno abstêmio.)

A Navalha na Capoeira

Naifa, Nafe, Sardinha, eram alguns dos nomes pelos quais era conhecida a Navalha, uma arma outrora muito utilizada pelos capoeiras. Pelo que se sabe, a navalha é uma herança dos portugueses, que a teriam introduzido entre os capoeiristas no Rio de Janeiro ainda no século XIX.

Os “fadistas” portugueses, sobretudo na cidade de Lisboa, que freqüentavam os bairros tradicionais da Alfama, Mouraria e Madragoa, no início do século passado, eram sujeitos sociais muito próximos aos “capoeiras” do Rio de Janeiro, pois além de freqüentarem os mesmos ambientes: portos, boemia, prostíbulos, botequins, eram também considerados sujeitos marginais que sofriam a dura perseguição da polícia, assim como os capoeiras por aqui. E nesses conflitos com a polícia, e também nas disputas entre os seus próprios pares, a navalha era uma arma que estava sempre à disposição, e não raro, eram responsáveis por graves ferimentos entre esses sujeitos e até morte em muitos casos.

O próprio “lenço de seda” utilizado no pescoço, parte indispensável da indumentária do capoeira (e também do sambista) clássico de outros tempos – aquele que usava chapéu “de banda”, terno branco, sapato bicolor e uma argola na orelha esquerda – tinha uma função muito específica: proteger o cidadão, do golpe certeiro da navalha. O “esguião”, como também era conhecido o lenço de seda, tinha a propriedade de impedir o corte da navalha por mais afiada que ela fosse, pois a seda do qual era feito, fazia com que a navalha deslizasse sobre sua superfície sem atingir o pescoço da vítima.

Manduca da Praia, Natividade e o legendário Madame Satã no Rio de Janeiro, assim como Caboclinho, Inocêncio Sete Mortes e Noca de Jacó na Bahia, ou como Nascimento Grande em Pernambuco, são nomes de alguns capoeiras que ficaram também conhecidos como exímios manejadores da navalha.

A navalha hoje em dia, já não faz mais parte do universo da capoeiragem, mas é sempre bom ficar de olho aberto, numa roda de capoeira, quando o jogo aperta e algum sujeito coloca as mãos no bolso de trás da calça ….afinal….nunca se sabe !!!

 

Pedro Abib (Pedrão de João Pequeno) é professor da Universidade Federal da Bahia, músico e capoeirista, formado pelo mestre João Pequeno de Pastinha. Publicou os livros “Capoeira Angola, Cultura Popular e o Jogo dos Saberes na Roda”(2005) e “Mestres e Capoeiras Famosos da Bahia”(2009). Realizou os documentários “O Velho Capoeirista” (1999) e “Memórias do Recôncavo: Besouro e outros Capoeiras” (2008).


Coluna: “Crônicas da Capoeiragem” por Pedro Abib

Mais um envolvente texto da Coluna Crônicas da Capoeiragem, sob a tutela do nosso grande camarada e parceiro, Pedro Abib, enfocando histórias, casos, experiências, opiniões, críticas, enfim, um texto de uma lauda sobre o universo da capoeiragem.

Recife: Pacientes da AACD recebem batismo em grupo de capoeira

Onze pacientes da AACD-PE (Associação de Assistência a Criança Deficiente) serão batizados no Grupo de Capoeira Nação Recife, no próximo sábado (18). O evento será realizado no Instituto Nossa Senhora de Fátima, às 13h. Esta será a primeira turma de pacientes da instituição que participará do batismo. O evento contemplará crianças portadoras de deficiência e não-portadoras.
 
As aulas de capoeira para deficientes foram iniciadas na AACD-PE em maio deste ano e são ministradas por um professor voluntário. Os atletas aprendem os elementos da capoeira adequados às suas necessidades. Com os pacientes que usam cadeira de rodas são feitos atividades de alongamento da coluna e relaxamento muscular. Crianças com paralisia cerebral interagem com a música e os que utilizam prótese foram iniciados em movimentos básicos da capoeira, como o aú (estrelinha), o agachamento e a ginga.
 
Fonte: Redação do pe360graus.com – http://pe360graus.globo.com

Nova coluna: Capoeira sem fronteiras…

Estamos inaugurando uma nova coluna no Portal Capoeira: Capoeira sem fronteiras: A Capoeira para Portadores de Deficiência.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as pessoas portadoras de necessidades especiais (PPNEs) já são + de 23 milhões de brasileiros (as).
 
O número de capoeiristas envolvidos com este belo processo tem aumentado a cada dia… o trabalho tem se especializado… passando da esfera das experiências… para algo comprovado… É a nossa capoeira como arma de INCLUSÃO, como uma magia… como algo sem fronteiras e barreiras… é o ser humano… é a prática da cidadania!!!

Capoeira, Pernada e Tiririca

Crônica sobre Capoeira, com algumas informações sobre a Pernada de Sorocaba e a Tiririca da capital paulista, ambas uma espécie de "capoeira primitiva" do Estado de São Paulo
 
Jornal do Capoeira – www.capoeira.jex.com.br
 
Edição AUGUSTO MÁRIO FERREIRA – Mestre GUGA (n.49)
 
de 13 a 19 de Novembro  de 2005

 
Nota do Editor:
 
        À convite da Tribuna Metropolitana – um jornal quinzenal que circula nas zonas norte e sul da capital – tenho escrito algumas crônicas para uma coluna cujo título é Capoeireiro. O objetivo tem sido o de compartilhar informações e pontos de vistas sobre nossa Capoeira. No mês de Julho de 2005 publicamos uma crônica sob o título "Capoeira, Pernada & Tiririca na Terra da Garoa". Com o lançamento do Documentário "Pernada em Sorocaba – Ginga Pela Arte…Ginga Pela Sobrevivência", previsto para ocorrer dia 19 de Novembro de 2005 na Cidade de Sorocaba (SP), achei por bem republicar tal crônica também em nosso Jornal. É o que faço agora.

                Capoeiristicamente,

                            Miltinho Astronauta


CAPOEIREIRO
Capoeira, Pernada & Tiririca na Terra da Garoa
Por Miltinho Astronauta – Julho/2005

Nota da Tribuna Metropolitana

Foi com imensa satisfação que inauguramos esta coluna Capoeireiro. Percebemos que amantes da prática da Capoeira – seja enquanto cultura, seja como esporte ou educação – já estão até colecionando nossas edições quinzenais. A seguir, respondemos algumas questões enviadas à nossa Redação: 1) nosso colunista desenvolve um trabalho de pesquisa do fenômeno da Capoeira em nosso Estado (Interior, Capital e Vale do Paraíba); 2) existe um projeto em andamento para cadastrar os mestres e capoeiras – dos mais antigos aos jovens mestres – das diversas regiões da Capital: Zona Oeste, Zona Leste, Zona Norte, Zona Sul e Centro; 3) interessados em colaborar com este projeto (Coletânea da Capoeira em São Paulo) podem escrever para nossa Redação, ou então enviar e-mail para o nosso Colunista. Como se diz na Capoeira, "vamos dar a Volta ao Mundo, Câmara…".

Leia mais…

LUTE CONTRA O ESTRESSE

Aprenda a espantar o estresse em segredo
http://www.terra.com.br/saude/
 
Formatação/Editoração modificada por AADF

Seu escritório é muito barulhento? Você se sente incomodado com os telefones estridentes e as vozes altas entrando na sua sala? Você recebe ligações indesejadas e visitantes que atrapalham a sua concentração? Tem muita coisa para fazer em muito pouco tempo? Ainda por cima, seus colegas e chefes não param de solicitar sua atenção a cada minuto? Se você respondeu "sim" a mais de duas dessas perguntas, saiba que sua situação é normal.

"Todos nós sentimos estresse no trabalho."

Por causa de telefones celulares, bipes, telefones e e-mails, as pessoas são sempre requisitadas", disse o psicólogo John Arden, diretor de treinamento do Kaiser Permanente Medical Center, em Vallejo (Califórnia), e autor de Surviving Job Stress (Sobrevivendo ao Estresse do Emprego), que será lançado neste mês nos Estados Unidos. "As pessoas correm na ilusão de que estarão disponíveis o tempo todo, então não têm calma e ficam perpetuamente tensas."

Mas, e se pudéssemos reduzir a tensão sem drogas, de graça e sem ir ao médico? Você pelo menos tentaria? Será que isso é possível? O psicólogo sugere uma série de atitudes simples e discretas que podem ajudar muito. O principal é manter a calma, respirar fundo e começar. Vamos lá?

Reuters Health

Descanse sem ser notado

Veja alguns de exercícios que, além de fáceis, são discretos o suficiente para que ninguém perceba que você está descansando, e por isso não fiquem pedindo para você fazer outras coisas.
 

  • Faça a respiração abdominal: Finja que está lendo ou olhando para a tela do computador. Enquanto isso, esvazie os pulmões murchando a barriga, e depois inspire enquanto incha a barriga. Repita este exercício quantas vezes quiser. Além de relaxante, ele faz você absorver muito mais oxigênio e desacelera o coração, melhorando seu estado físico e mental.
  • Alongue o tronco: A região do tronco é uma das que mais sofre quando estamos tensos. Para relaxar essa musculatura, prenda as mão atrás da nuca e recline-se na cadeira como se tivesse pensando em algum problema da empresa e respire profundamente. Lembre-se de fazer uma expressão pensativa.
  • Relaxe o braço: Dê um clique no mouse e relaxe o braço bem l-e-n-t-a-m-e-n-t-e. Parece até que você está trabalhando no computador, mas na verdade está descansando.
  • Relaxe as pernas: Ainda sentado, levante sua perna esquerda embaixo da mesa e contraia os músculos. Depois relaxe devagar e abaixe a perna. Repita com a perna direita.
  • Descanse os olhos: Diga que está com dor de cabeça, e saia de sua mesa por um minuto. Procure uma sala vazia onde possa sentar-se e feche os olhos. Respire profundamente dez vezes e, mais calmo, volte ao que estava fazendo.

Os exercícios acima são chamados de "técnicas de relaxamento progressivo"

Disse John Arden:
 

  • "Todos nós podemos tirar benefícios de aprender como diminuir o estresse",
  • "Vejo um monte de gente completamente esquecida de como o estado mental pode afetar o corpo."

    Ginástica no trabalho

    1 – Alongamento para ombros

    Em pé, com os pés paralelos e os joelhos semi-flexionados, mantenha esta posição por cerca de 10 a 15 segundos, solte os braços e faça o mesmo exercício para o outro lado.

    Obs: Se não houver outro jeito, este exercício pode ser feito na posição sentada, desde que a coluna esteja ereta.

    2 – Alongamento para tríceps

    Em pé, com os pés paralelos e os joelhos semiflexionados, mantenha esta posição por cerca de 10 a 15 segundos, solte os braços e faça o mesmo exercício para o outro lado.

    Obs: Se não houver outro jeito, este exercício pode ser feito na posição sentada, desde que a coluna esteja ereta.

    3 – Alongamento para braços e costas

    Em pé, com os pés paralelos e os joelhos semiflexionados, mantenha esta posição por cerca de 10 a 15 segundos.

    Obs: Se não houver outro jeito, este exercício pode ser feito na posição sentada, desde que a coluna esteja ereta.

    4 – Alongamento para o pulso

    Em pé, com os pés paralelos e os joelhos semiflexionados, mantenha esta posição, com o cotovelo para baixo, por cerca de 10 a 15 segundos. Repita com o outro braço.

    Obs:Se não houver outro jeito, este exercício pode ser feito na posição sentada, desde que a coluna esteja ereta

    5 – Alongamento para joelhos, pernas e coluna lombar

    Em pé, com os pés paralelos e os joelhos semiflexionados, mantenha esta posição por cerca de 10 a 15 segundos.

  • Obs: Mesmo que haja dificuldade para fazer este exercício no começo, escolha um cantinho, chame um colega e crie este hábito. Não levará mais do que 5 minutos, e seu corpo agradece.

    6 – Alongamento para joelhos, pernas e coluna lombar

    Em pé, com os pés juntos e os joelhos semiflexionados, mantenha esta posição por cerca de 10 a 15 segundos. Se agüentar, estique os joelhos, mas sem forçar.

    Obs: Mesmo que haja dificuldade para fazer este exercício no começo, escolha um cantinho, chame um colega e crie este hábito. Não levará mais do que 5 minutos, e seu corpo agradece.

    7 – Alongamento para o pescoço

    Em pé, com os pés paralelos e os joelhos semi-flexionados, mantenha esta posição por cerca de 10 a 15 segundos. Repita para o outro lado.

    Obs: Se não houver outro jeito, este exercício pode ser feito na posição sentada.

LUTE CONTRA O ESTRESSE

Aprenda a espantar o estresse em segredo
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Seu escritório é muito barulhento? Você se sente incomodado com os telefones estridentes e as vozes altas entrando na sua sala? Você recebe ligações indesejadas e visitantes que atrapalham a sua concentração? Tem muita coisa para fazer em muito pouco tempo? Ainda por cima, seus colegas e chefes não param de solicitar sua atenção a cada minuto? Se você respondeu "sim" a mais de duas dessas perguntas, saiba que sua situação é normal.

"Todos nós sentimos estresse no trabalho."

Por causa de telefones celulares, bipes, telefones e e-mails, as pessoas são sempre requisitadas", disse o psicólogo John Arden, diretor de treinamento do Kaiser Permanente Medical Center, em Vallejo (Califórnia), e autor de Surviving Job Stress (Sobrevivendo ao Estresse do Emprego), que será lançado neste mês nos Estados Unidos. "As pessoas correm na ilusão de que estarão disponíveis o tempo todo, então não têm calma e ficam perpetuamente tensas."

Mas, e se pudéssemos reduzir a tensão sem drogas, de graça e sem ir ao médico? Você pelo menos tentaria? Será que isso é possível? O psicólogo sugere uma série de atitudes simples e discretas que podem ajudar muito. O principal é manter a calma, respirar fundo e começar. Vamos lá?

Reuters Health

Descanse sem ser notado

Veja alguns de exercícios que, além de fáceis, são discretos o suficiente para que ninguém perceba que você está descansando, e por isso não fiquem pedindo para você fazer outras coisas.
 

  • Faça a respiração abdominal: Finja que está lendo ou olhando para a tela do computador. Enquanto isso, esvazie os pulmões murchando a barriga, e depois inspire enquanto incha a barriga. Repita este exercício quantas vezes quiser. Além de relaxante, ele faz você absorver muito mais oxigênio e desacelera o coração, melhorando seu estado físico e mental.
  • Alongue o tronco: A região do tronco é uma das que mais sofre quando estamos tensos. Para relaxar essa musculatura, prenda as mão atrás da nuca e recline-se na cadeira como se tivesse pensando em algum problema da empresa e respire profundamente. Lembre-se de fazer uma expressão pensativa.
  • Relaxe o braço: Dê um clique no mouse e relaxe o braço bem l-e-n-t-a-m-e-n-t-e. Parece até que você está trabalhando no computador, mas na verdade está descansando.
  • Relaxe as pernas: Ainda sentado, levante sua perna esquerda embaixo da mesa e contraia os músculos. Depois relaxe devagar e abaixe a perna. Repita com a perna direita.
  • Descanse os olhos: Diga que está com dor de cabeça, e saia de sua mesa por um minuto. Procure uma sala vazia onde possa sentar-se e feche os olhos. Respire profundamente dez vezes e, mais calmo, volte ao que estava fazendo.

Os exercícios acima são chamados de "técnicas de relaxamento progressivo"

Disse John Arden:

  • "Todos nós podemos tirar benefícios de aprender como diminuir o estresse",
  • "Vejo um monte de gente completamente esquecida de como o estado mental pode afetar o corpo."

    Ginástica no trabalho

    1 – Alongamento para ombros

    Em pé, com os pés paralelos e os joelhos semi-flexionados, mantenha esta posição por cerca de 10 a 15 segundos, solte os braços e faça o mesmo exercício para o outro lado.

    Obs: Se não houver outro jeito, este exercício pode ser feito na posição sentada, desde que a coluna esteja ereta.

    2 – Alongamento para tríceps

    Em pé, com os pés paralelos e os joelhos semiflexionados, mantenha esta posição por cerca de 10 a 15 segundos, solte os braços e faça o mesmo exercício para o outro lado.

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    3 – Alongamento para braços e costas

    Em pé, com os pés paralelos e os joelhos semiflexionados, mantenha esta posição por cerca de 10 a 15 segundos.

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    4 – Alongamento para o pulso

    Em pé, com os pés paralelos e os joelhos semiflexionados, mantenha esta posição, com o cotovelo para baixo, por cerca de 10 a 15 segundos. Repita com o outro braço.

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    5 – Alongamento para joelhos, pernas e coluna lombar

    Em pé, com os pés paralelos e os joelhos semiflexionados, mantenha esta posição por cerca de 10 a 15 segundos.

    Obs: Mesmo que haja dificuldade para fazer este exercício no começo, escolha um cantinho, chame um colega e crie este hábito. Não levará mais do que 5 minutos, e seu corpo agradece.

    6 – Alongamento para joelhos, pernas e coluna lombar

    Em pé, com os pés juntos e os joelhos semiflexionados, mantenha esta posição por cerca de 10 a 15 segundos. Se agüentar, estique os joelhos, mas sem forçar.

    Obs: Mesmo que haja dificuldade para fazer este exercício no começo, escolha um cantinho, chame um colega e crie este hábito. Não levará mais do que 5 minutos, e seu corpo agradece.

    7 – Alongamento para o pescoço

    Em pé, com os pés paralelos e os joelhos semi-flexionados, mantenha esta posição por cerca de 10 a 15 segundos. Repita para o outro lado.

    Obs: Se não houver outro jeito, este exercício pode ser feito na posição sentada.