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Contramestre de capoeira César Bacelar divulga projeto em SMT

Esteve em São Miguel do Tapuio, dia 24 de março, o contramestre de capoeira no Piauí, César Bacelar, que veio convidar alunos da capoeira do município, a participarem da Copa “Miudinho Cordão de Ouro” 2012, que será realizada nos dias 20, 21 e 22 de abril, em Teresina.

Na oportunidade o contramestre ministrou algumas aulas para os alunos da capoeira, no galpão da Unidade Escolar José Carlos Pitombeira de Sousa (CNEC), que foram prestigiadas também pelo jovem Pompílio Filho (Pompilim) e sua comitiva.

No evento, estarão presentes delegações de capoeira de várias cidades. As competições serão realizadas nas categorias, masculino, feminino, infantil, juvenil e adulto e terá como objetivo, integrar, incluir, somar e principalmente motivar ao desporto e a cultura.

 

Fonte: http://180graus.com

Terra Roxa: Capoeira, Cidadania e Comunidade…

Capoeira e cidadania… é quase que uma palavra só… é uma forma simbiótica natural (Capoeira é Cidadania) que dia a dia… vem crescendo e tomando forma… É a capoeira com fim em algo diferente que não a própria capoeira… Assim aconteceu em Terra Roxa, Paraná (ler texto anexado) e assim esta acontecendo no mundo todo…
Mestre Decanio, um dos mais ativos e forte patamar da Capaoeira Cidadã, faz uma brilhante analogia à jesus, vigotisky, capoeira e cidadania… leiam e reflitam:
 
jesus, vigotisky, capoeira e cidadania
 
Jesus pregou a Cidadania como Lei Divina
Somos todos Irmãos!
 
Vigotisky concebeu a cidadania como decorrência lógica da vida em sociedade e cooperação inter-pares
A vida em sociedade ou grupo baseia-se na cooperação entre seus membros ou pares!1
Nenhum homem se constrói HOMEM sem a cooperação de OUTRO HOMEM!2
 
A Capoeira materializa a Cidadania pela indispensabilidade de respeito e confiança mútua entre os seus praticantes
A Capoeira parece um embate de corpos, mas é um encontro de corações em clima de harmonia, felicidade e amor!3
 
1 Peer em inglês
2 Vigotisky
3 AADF.
 

Comunidade doa equipamentos para grupo de capoeira de Terra Roxa
 

A Associação de Capoeira Cordão de Contas de Terra Roxa foi contemplada com a doação de vários equipamentos que serão utilizados nas atividades realizadas com a comunidade no dia a dia. Os equipamentos foram adquiridos com doações feitas pela comitiva alemã que visitou o município em outubro do ano passado.
O grupo atende crianças e adolescentes em situação de risco e está ganhando destaque especial nas ações de promoção social. Com o objetivo de retirar os adolescentes e as crianças das ruas e ofertar a eles uma atividade saudável, o grupo conquistou o carinho da comunidade local.
Além do carinho da comunidade, o grupo também conquistou um grande público nos municípios paranaenses por onde já se apresentaram, bem como, no Mato Grosso do Sul. Segundo o presidente da associação e coordenador do grupo Gilmar Santana, através das apresentações é possível promover a integração dos alunos com jovens de outras localidades.
 
A secretária municipal de Educação e Cultura, Cleonilda Maria Tonin Farcas, afirma que a cooperação e as parcerias são indispensáveis para a construção de uma sociedade com melhores oportunidades para todos.

TERRA ROXA RECEBE VISITA DE COMITIVA ALEMÃ
29/11/2005
No sábado, 29 de outubro, Terra Roxa recebeu a visita de uma comitiva formada por 142 alemães. A maioria dos visitantes faz parte de um grande coral, que além das apresentações musicais auxilia projetos sociais.
A recepção aconteceu no Maracaju Clube de Campo onde foi servido o almoço e na parte da tarde um café colonial. O grupo de capoeira de Terra Roxa recepcionou os visitantes com uma apresentação que emocionou a todos.
Como parte da visita a Terra Roxa a comitiva conheceu um sítio onde são cultivadas uvas, café e o bicho-da-seda.
No aspecto social o grupo conheceu de perto o trabalho do Provopar, da APAE,da ong Adatav e vários outros projetos desenvolvidos em Terra Roxa. Todas estas entidades apresentaram seus trabalhos numa exposição que foi realizada no Ginásio Municipal de Esportes. Além das entidades, o APL local, as Escolas Municipais e os Colégios Estaduais também mostraram o potencial de Terra Roxa aos visitantes.
A noite, foi realizada uma programação cultural na Casa da Cultura Ademir Antonelli que reuniu diversos setores da sociedade e teve como ponto alto a apresentação do coral com mais de cem vozes vindo da Alemanha.
Para o Prefeito Donaldo este foi um momento que entrará para a história de Terra Roxa. Donaldo acompanhou todo o roteiro e disse que estava satisfeito ao ver a participação da comunidade que auxiliou com doações para o almoço, na realização do café colonial e no trabalho voluntário ao longo de todo o dia. Destacou a importância da visita para os programas sociais que vem sendo realizados no município e para uma possível expansão dos produtos terra-roxenses.
O líder do grupo Jurgen Kaschubowski, agradeceu a hospitalidade do povo de Terra Roxa e disse estar muito feliz em ajudar os projetos sociais e trazer um pouco de alegria a quem tanto precisa.
 

E “seu Bimba” foi notícia até em Sorocaba

Artigo sobre a repercussão em Sorocaba, São Paulo, da vinda de Mestre Bimba e seus discípulos para a Capital Paulista, ano de 1940

Por Carlos Carvalho Cavalheiro
Sorocaba – São Paulo
Maio de 2005
 

Ao Mestre Damião, com admiração.

                                                            

                  Manoel dos Reis Machado, conhecido como Mestre Bimba, criador da capoeira regional baiana, esteve em São Paulo no final da década de 1940, a partir de contatos de alunos seus com empresários de lutas e amigos da capital paulista, para divulgar a sua capoeira baiana em exibições no ginásio do Pacaembu (SANTOS, 1996).

                   Essas exibições, que se estenderam depois para o Rio de Janeiro, foram as primeiras sementes para o sucesso da capoeira regional baiana no sudeste do Brasil. Basta lembrarmo-nos de que Mestre Damião (Esdras Magalhães dos Santos) foi, muito provavelmente, o primeiro a ensinar em academia essa forma regional da capoeira na cidade de São Paulo, sendo esse mestre um dos componentes da comitiva de Mestre Bimba. 

E foi assim que, de setembro de 1950 a maio de 1951, funcionou em São Paulo a primeira Academia de Capoeira (Luta Regional Baiana)…" (SANTOS, 1996).
 

                          A despeito de, no futuro, surgir qualquer outra informação diferente desta, o que se deve considerar é que o fato de Mestre Damião ter ensinado capoeira regional baiana em São Paulo, em academia – portanto, de maneira formal – está amplamente documentado. Entretanto, isso não exclui a existência da prática da capoeira (em suas formas e vertentes) em solo paulista antes do final da década de 1940 ou início de 1950. Muitos documentos aprovam essa prática mesmo no século XIX.

  
A postura de 17 de novembro de 1832, uma entre muitas, proibia o jogo da capoeira: "…Trazem oculto em um pequeno pau escondido entre a manga da jaqueta ou perna da calça uma espécie de punhal…" (DIAS, 2001).
 

                              Letícia Vidor de Sousa Reis (2000) ao citar Lilia Moritz Schwarcz, apresenta publicações do jornal Província de São Paulo (que se tornará posteriormente O Estado de São Paulo), datadas do final do século XIX, acerca da capoeira e de capoeiristas da capital paulista. E é conhecido ainda o conflito entre a polícia e recrutas do exército, estes últimos capoeiristas, na cidade de São Paulo em 1892 (CAVALHEIRO, 2000).

                         Essas informações da capoeira em solo paulista demonstram que a na sua gênese a luta afro-brasileira foi difundida para praticamente todas as regiões do país, especialmente a partir de 1850 com o fortalecimento do tráfico interno de escravos. E, embora faltem estudos a respeito, pode ter originado diversas formas regionais como a pernada, a tiririca, a punga, o bate-coxa, o cangapé (ou cambapé) entre outros.

                          Porém, com relação à capoeira regional baiana, a documentação até agora angariada nos dá conta de ter chegado a São Paulo por volta de 1948/49 e ter seu ensino formalizado em academia a partir de 1950.
 

No ano de 50 e 51

Mestre Damião ministrou

Primeiro curso oficial de Capoeira

Que em São Paulo se registrou

Na academia de Kid Jofre

Waldemar Zumbano da CBP atestou.  (ASTRONAUTA, 2004).
 

                            A importância histórica da apresentação da comitiva de Mestre Bimba em São Paulo pode ser medida tanto pelos frutos advindos desse trabalho, como pela repercussão que houve nos meios de comunicação, especialmente a imprensa especializada em esporte. A verdade é que essa apresentação da comitiva de Mestre Bimba foi essencial para a capoeira regional baiana ser o que é hoje, especialmente em São Paulo.

                          Em Sorocaba, interior de São Paulo, a notícia da vinda de Bimba e seus alunos foi noticiada pela Folha de Sorocaba, um importante jornal da época. Eis a nota:

"Mestre Bimba"exibir-se-á no Pacaembú.

O "mestre"trouxe consigo os seus oito melhores alunos. " Espectativa em torno da estréia do "rei dos capoeiras".

Um espetáculo inédito está reservado aos paulistas, hoje á noite, no ginásio do Pacaembú, com a apresentação, ao público bandeirante, de "Mestre Bimba", o rei dos capoeiras.

A luta nacional ganhou notoriedade na Bahia com o aparecimento de "Mestre Bimba", desfrutando de grande popularidade esse baiano, graças a destreza, malícia e coragem por ele demonstrados no emprego da capoeira como excelente método de defesa e ataque.

Tornando-se famoso:  "Mestre Bimba" de temível arruaceiro que era, sendo o terror da polícia da terra do vatapá, converteu-se, dedicando-se a ministrar os ensinamentos e segredos da capoeiragem.
Desde logo sua "academia" passou a ser freqüentada por médicos, engenheiros, advogados, oficiais do Exército, da Marinha, Aviação e Polícia que lá iam em busca das lições do "mestre" capacitados, da eficiência e valor do sistema aplicado tanto para defesa como para o ataque.

As lições surtiram o efeito desejado, sendo hoje "Mestre Bimba" um homem respeitado, tal a admiração que os alunos devotam ao "professor".

É este precisamente o afamado capoeira  que os paulistas irão ter o ensejo de apreciar no ginásio do Pacaembu, "Mestre Bimba"estrelará com oito dos seus melhores alunos.

O espetáculo pelo seu aspecto inédito, vem sendo aguardado com ansiedade e geral expectativa, sendo grande o número de pessoas curiosas por apreciá-lo, e ao mesmo tempo

aquilatar se é verídico o que apregoam das vantagens da capoeiragem.
 

LOCAL DAS REFREGAS
 
Na capoeiragem todos os golpes são lícitos, tornando-se por esse motivo uma luta bastante movimentada e que requer amplo espaço para os antagonistas desferirem os mais variados golpes e os respectivos contra-golpes.

Para esclarecimento devemos elucidar que existem quarenta e cinco golpes , dos quais vinte e dois são mortais, e para cada golpes são empregados dois outros contra-golpes, e os combates são disputados ao som de um curioso instrumento, a que eles denominam berimbau.

Assim as refregas são travadas num grande estrado armado ao res do chão, de maneira a permitir que os contendores possam se movimentar à vontade, negaceando para desferir de improviso espetaculares golpes. (FOLHA DE SOROCABA, 09 Fev 1949).

                      Em São Paulo, como não poderia ser diferente, a presença de Bimba foi amplamente comentada, até mesmo nas rodas da malandragem, dos "espertos", dos jogadores da tiririca.

                      Toniquinho Batuqueiro, em entrevista cedida em março de 2005, alude ao fato de Pato N"Água, talvez o mais hábil dos jogadores de tiririca da época, ter se disposto a enfrentar os capoeiras da comitiva de Bimba no Pacaembu, fato esse que não ocorreu. Segundo Toniquinho, houve mesmo uma inflamação do pessoal da tiririca esperando a desmoralização que Pato N"Água poderia proporcionar aos baianos.

                     Apenas ânimos "regionalistas", nenhuma animosidade acirrada contra qualquer capoeira baiano.

 

Carlos Carvalho Cavalheiro.
 
O autor é pesquisador autônomo da história e do folclore de Sorocaba. Sócio efetivo da Comissão Paulista de Folclore (IBECC/UNESCO). Licenciado em História pela UNISO. Especialista (pós-graduação) em Gestão Ambiental – Faculdade Senac.


Bibliografia:                       

ASTRONAUTA, Miltinho – Capoeiras do Vale do Paraiba e Litoral Norte – Ed. do Autor – 2004.

CAVALHEIRO, Carlos Carvalho – Cantadores – o folclore de Sorocaba e região (encarte de CD) – Linc – 2000.

DIAS, Maria Odila Leite da Silva – Quotidiano e poder em São Paulo no século XIX " Brasiliense " 2001.

FOLHA DE SOROCABA " "Mestre Bimba" exibir-se-á no Pacaembú – 09 fev 1949.

REIS, Letícia Vidor de Sousa – O mundo de pernas para o ar – A capoeira no Brasil – Publisher Brasil – 2000.

SANTOS, Esdras M. – Conversando sobre capoeira… – JAC Gráfica e Editora " 1996.


Ilustração: Folha de Sorocaba " 9 de Fevereiro de 1949 " Fotografado por Rogério Lopes Pinheiro de Carvalho
 
Autor: Carlos Carvalho Cavalheiro
 

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