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Cultura apontada como o principal elo entre o Brasil e Angola

O bom entendimento deve-se, principalmente, ao facto de os dois povos falarem a mesma língua e terem uma história comum. "São dois povos com história comum", destacou embaixador do Brasil em Luanda.

Luanda – O embaixador do Brasil em Angola, Afonso Cardoso, destacou, quinta-feira (6), em Luanda, a cultura como um dos principais elos de ligação entre os dois países.

Falando aos jornalistas por ocasião do lançamento do livro "Capoeira", no Centro de Formação de Jornalistas (Cefojor), o diplomata adiantou que, apesar da vertente económica ser forte nas relações entre os dois estados, é o lado cultural que mais se tem feito sentir na cooperação.

“Textos do Brasil 14 Capoeira”, editado pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

A edição traz fotografias de Pierre Verger e desenhos do Carybé, que ilustram entrevistas e artigos de pesquisadores, mestres de capoeira e autoridades ligadas à cultura brasileira, na qual se destacam as significativas implicações da capoeira para a cultura e a vida social, como modalidade de jogo, dança, música e oportunidade para inserção social.

A capoeira é um arte que está fortemente relacionada com a história africana e que marcou profundamente a cultura brasileira.

A obra será apresentada pelo mestre Vila Isabel, do Núcleo de Capoeiragem Beribazau de Brasília e dois mestres brasileiros de capoeira de Angola, mestre Cobra Mansa e Mestra Janja. Para quem quiser apreciar a arte, será realizada uma roda de capoeira pelo grupo de capoeira Abadá, do Núcleo da Casa de Cultura Brasil-Angola.

"É na cultura que os dois povos mais se entendem. É um facto que temos comprovado com a vinda de artistas brasileiros a Angola e a ida de angolanos ao Brasil. Todos eles são bem recebidos e os seus produtos são bem entendidos e consumidos", realçou.

Segundo o diplomata, o bom entendimento deve-se, principalmente, ao facto de os dois povos falarem a mesma língua e terem uma história comum. "São dois povos com história comum e que se entendem perfeitamente", adiantou Afonso Cardoso.

O lançamento do livro faz parte da programação da semana do Brasil em Angola, que tem o seu ponto alto com a realização de um espectáculo, com a artista Elba Ramalho, e um show de humor com Renato Piaba. As informações são da Angop.

 

CAPOEIRA ANGOLA OU REGIONAL É FOLCLORE!

É comum capoeiristas, pesquisadores, estudiosos e mestres reagirem contra a afirmação óbvia de que a capoeira é folclore, incorrendo desta forma em um grande equívoco. Esta aversão pode ser originada do senso comum que diz ser o folclore algo velho, em desuso, ou pode estar atrelada também à idéia de que folclore é o espetáculo regional mostrado por grupos profissionais aos turistas. Estes shows na maioria das vezes deturpam a forma original da manifestação processo do qual é vítima a capoeira, o samba de roda e até o Candomblé que é uma religião. É possível também que pelo fato do governo Vargas tê-la aceita apenas como “folclore e desporto” tenha contribuído para tal aversão. Outra possível causa é a desinformação acadêmica do que seja folclore e quais sejam as suas características.
 
Manifestação concebida na cultura popular, a capoeira é o elemento folclórico que melhor representa a cultura brasileira. Segundo alguns estudiosos e folcloristas, o Folclore é uma manifestação da cultura popular que representa uma instância qualitativamente superior e estratificada desta cultura, pois ele é a representação simbólica de uma sociedade.
                                                                                                                    
É ocorrente, entre folcloristas brasileiros, uma frase de sucesso: “Tudo que é Folclore, é popular; porém nem tudo que é popular é Folclore”. Este refrão remete imediatamente a dois pontos básicos: o entendimento do termo popular e o reconhecimento da existência de níveis distintos no interior da mesma cultura. (FRADE, 1997)
 
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Site Capoeira da Bahia

É com muita alegria e satisfação que venho publicar esta notícia:

 
O site, Capoeira da Bahia, do querido Mestre Decanio, um dos mais completos e informativos sites sobre capoeira,  já se encontra totalmente migrado para o nosso espaço…
 

…enriquecendo ainda mais o conteúdo, a credibilidade e firmando uma parceria em prol da capoeira…

 
 
Visite: www.capoeiradabahia.lmilani.com

 

 

Esta parceria é o resultado de uma nova amizade que espero poder corresponder e eterniza-la…


Todo o conteúdo deste espaço será dedicado a capoeira como um bem comum, pertencente ao patrimonio da humanidade  e como tal a ser divulgado livremente, sem fronteiras geográficas, políticas, ideológicas ou comerciais.
 

A memoria dos grandes Mestres, dos grandes sábios, dos grandes Homens e Mulheres, enfim a memória dos grandes cidadãos…


 

 

Desejando muito Axé, Saúde e Felicidade

 

Decanio e
Luciano


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Bimba, de Angola a Regional

Bimba era angoleiro e seu pai era exímio praticante do Batuque, jogo-luta violento, na origem associado a folguedos nas senzalas e jogado ao som de atabaques. O batuque envolvia cabeçadas, joelhadas, e movimentos desequilibrastes violentos. Bimba achando que a capoeira angola tinha movimentos muito restritos para ser uma luta eficiente, misturou capoeira angola, batuque e mais alguns movimentos observados em outras lutas e criou a Luta Regional Baiana uma forma de luta tipicamente baiana. Além disso criou a primeira metodologia de ensino através de Seqüências de Ensino que permitia um aprendizado mais racional e num espaço de tempo menor.

Batuque – s. m. 1. Designação comum às danças negras acompanhadas por instrumentos de percussão. 2. Luta popular, de origem africana, também chamada de batuque-boi; muito praticada nos municípios de Cachoeira e de Santo Amaro, e na capital da Bahia. A tradição indica o batuque-boi como de procedência banto. Diz Édison Carneiro (Negros Bantos): "A luta mobilizava um par de jogadores, de cada vez. Estes, dado o sinal, uniam as pernas firmemente, tendo o cuidado de resguardar o membro viril e os testículos. Havia golpes interessantíssimos, como a encruzilhada, em que o lutador golpeava coxa contra coxa, seguindo o golpe com uma raspa, e ainda como o baú, quando as duas coxas do atacante davam um forte solavanco nas do adversário, bem de frente. Todo o esforço dos lutadores era concentrado em ficar em pé, sem cair. Se, perdendo o equilíbrio, o lutador tombasse, teria perdido, irremediavelmente, a luta. Por isso mesmo, era comum ficarem os batuqueiros em banda solta, isto é, equilibrados numa única perna, a outra no ar, tentando voltar à posição primitiva".
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Mestre João Grande

Mestre João Grande
João Oliveira dos Santos, um dos maiores mestres da Capoeira, vive atualmente em Nova York, onde ensina a sua arte e transformou seu destino, tendo recebido um título de doutor honoris causa, em reconhecimento pela sabedoria e riqueza de seu trabalho. Waldeloir Rego sobre ele escreveu, em 1969: "é dentre todos os grandes capoeiristas jovens o que mais truques de ataque e de defesa conhece, contribuindo para isso a flexibilidade fora do comum de seu corpo, tornando-o o mais ágil de todos os capoeiras da Bahia. Quando em pleno jogo é um grande bailarino. Canjiquinha (…) saiu com um tipo de frase muito sua, de que: – ‘Foi Deus quem mandou João Grande jogar capoeira’." Foi discípulo de mestre Cobrinha Verde. Integrou também a delegação brasileira no Premier Festival International des Arts Nègres, em Dakar (Senegal).