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Nota de Falecimento: Mestre João Pequeno de Pastinha

MESTRE JOÃO PEQUENO DE PASTINHA

Morreu, nesta Sexta feira (09/12/11), o Mestre João Pequeno, conhecido por seu trabalho na capoeira, um Mestre conceituado. Um Baluarte da Capoeira Angola.

Velório: 08:00hs da manhã

O enterro será realizado no cemitério parque bosque da paz as 16:00hs na av. aliomar baleeiro, nº 7370 (estrada velha do aeroporto) nova brasília 2201-4222

www.bosquedapaz.com.br/localização.cfm

O mestre nos deixa a lembrança da importância de se valorizar e se reconhecer os constituintes da nossa cultura popular enquanto vivos.

Mestre Pelé da Bomba

 

PRESTES A COMPLETAR 94 ANOS, UM DOS MAIORES ÍCONES DA CAPOEIRA PARTIU DEIXANDO-NOS MUITOS ENSINAMENTOS… MESTRE JOÃO PEQUENO DE PASTINHA ERA SEM DUVIDA UM DOS SERES HUMANOS MAIS SÁBIOS E HUMILDES QUE ALGUMA VEZ CONHECI.

DONO DE UMA HERANÇA CULTURAL SEM IGUAL E DE UM AMOR INCONDICIONAL PELA NOSSA CULTURA O ÍMPAR CAPOEIRISTA IRÁ FICAR IMORTALIZADO PELA SUA OBRA, ENSINAMENTOS E POR TODA SUA ÁRDUA E RICA CAMINHADA…

Nós do Portal Capoeira, estamos profundamente sentidos e sensibilizados por este trágico acontecimento e gostaríamos de deixar toda nossa força e coragem para a “Grande Família PEQUENO”. Um abraço especial muito apertado e repleto de sentimentos para a amiga e parceira Nani de João Pequeno, neta e aluna deste baluarte da nossa cultura.

Fica nossa homenagem…. Segue a Cronica publicada em dezembro de 2009 de autoria de nosso querido Pedrão, que com certeza hoje se encontra muito triste…. Pedro Abib, que vive na bahia há muitos anos, era um “membro especial da família PEQUENO, além de aluno do Grande MESTRE.

 

Um Menino de 92 Anos

 

No último dia 27 de Dezembro um menino ficou mais velho. Esse menino que ainda insiste em se balançar quando ouve um pandeiro ou um berimbau, seja no passo miudinho do samba que aprendeu lá no Recôncavo, ou seja na ginga malandra que aprendeu com seu Pastinha, acabou de completar 92 anos.

João Pereira dos Santos é o nome que recebeu por batismo. João Pequeno de Pastinha é o nome pelo qual é conhecido nos quatro cantos do mundo. Esse menino não é fácil mesmo não. Teimoso como ninguém, ainda insiste em jogar capoeira com a mesma malícia de sempre, enchendo os olhos de quem tem o privilégio de compartilhar esses momentos mágicos junto a ele.

mestre João Pequeno nasceu no município de Araci, no semi-árido baiano, mas ainda menino mudou-se com a família para Mata de São João, no Recôncavo, lugar sagrado de muitas histórias e façanhas de memoráveis capoeiras. Foi lá que o menino João teve o primeiro contato com a capoeira, através de Juvêncio, que era companheiro do lendário Besouro Mangangá, segundo nos conta o próprio João Pequeno. Em Mata de São João ele foi vaqueiro, agricultor e carvoeiro. Há alguns anos, quando fomos acompanhá-lo a uma visita a Mata de S. João, ainda ouvíamos pelas ruas algumas pessoas cumprimentá-lo, chamando-o pelo apelido pelo qual era conhecido na época: João Carvão.

Mais tarde, mudou-se para Salvador onde trabalhou durante um bom tempo como ajudante de pedreiro. Costumava vadiar em algumas rodas conhecidas da cidade como a do Chame-Chame, organizada por Cobrinha Verde ou a do Largo Dois de Julho. E foi numa dessas vadiagens pelo Largo Dois de Julho que João teve o encontro que marcou a sua vida: conheceu Vicente Ferreira Pastinha, o mestrePastinha. 

João nos conta que nesse dia, Pastinha convidou-o para participar da roda organizada por ele, que ficava no local conhecido por “Bigode”. Na semana seguinte lá estava João no “Bigode” e dali pra frente, nunca mais deixou a companhia do “seu” Pastinha, como João até hoje se refere ao seu mestre. Tornou-se então o principal trenel do Centro Esportivo de capoeira Angola, o CECA, que depois passou a funcionar na Gengibirra e posteriormente mudou-se para o Pelourinho.

E esse menino de 92 anos de idade continua ainda, com toda generosidade e simplicidade, transmitindo seus ensinamentos para quem se disponha a vê-lo jogando, a ouví-lo cantando ou contando histórias, ou simplesmente a observá-lo sentado na sua cadeira entalhada na madeira, de onde ainda comanda as rodas de sua academia, lá no antigo Forte Santo Antonio. Esse menino não tem jeito mesmo, se recusa a ficar velho…graças a Deus !!!

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Pedro Abib (Pedrão de João Pequeno) é professor da Universidade Federal da Bahia, músico e capoeirista, formado pelo mestre João Pequeno de Pastinha. Publicou os livros “Capoeira Angola, cultura Popular e o Jogo dos Saberes na Roda”(2005) e “Mestres e Capoeiras Famosos da Bahia”(2009). Realizou os documentários “O Velho Capoeirista” (1999) e “Memórias do Recôncavo: Besouro e outros Capoeiras” (2008).

 

 

 

Nota de Falecimento: Mestre Nacional

A capoeiragem carioca perde mais um grande mestre de renome… Mestre Nacional, um ícone da Capoeira, irá deixar saudades, muitas marcas e exemplos para que possamos seguir… Fica aqui nossa singela homenagem asssim como nossos votos de profundo pesar a toda família Alvarenga, amigos e camaradas do nosso querido Mestre Nacioanal.

Luciano Milani – Portal Capoeira

 

Adalberto de Souza Alvarenga, internacionalmente conhecido como Mestre Nacional, começou a capoeira em 1966 aos 17 anos de idade, no Vila Futebol Clube, na rua Ururaí, com Mestre Vandique e na quadra de escola de samba Vila Santa Tereza e em 1968 foi servir ao Exército Brasileiro, compondo assim, a brigada paraquedista.

Após retorno de mestre Vandique a bahia, mestre Nacional passa a treinar na residência de mestre Julio Cesar figueró, na rua Picuí, n 373, em bento ribeiro, com os treinos constantes no Imperial Atlético Clube, na estrada da Portela em Madureira, hoje galeria apolo 1, passa a dilvulgar a sua capoeira por todo Rio de Janeiro e outros estados fazendo participação em varias novelas da Rede Globo, tais como: Cabana do Pai Thomaz, Escrava Isaura, Pulo do Gato, dentre muitas outras.

Ficou conhecido como mestre Nacional em virtude de percorrer as rodas com a camisa do Banco Nacional, local onde trabalhou na area de segurança, com transporte de valores, por muitos anos e na roda da Central do Brasil os alunos do mestre Dentinho do grupo de Capoeira Auê assim o chamavam.

Ganhou seu título de mestre na década de setenta na comunidade Jorge Turco, após uma roda de capoeira na praça de Coelho Neto, foi convidado por Antonio Candeia Filho, o conhecido mestre Candeia, em 1975 a ministrar aulas de capoeira no Esporte Clube Veja na rua Curipé, n 65, em Coelho Neto sede provisória do Granes Quilombo, onde residia atualmente na rua ouseleik, n 810 fazenda botafogo e por onde passaram varios alunos.

Mestre de renome, teve grandes composições que estão no cd “Momentos de Mestre Nacional”, amigo inseparavel de mestre Medeiros, juntos fundaram a Associação Cultural de Capoeira Quilombo Nagô que mantem viva suas tradições na quadra do Grêmio Recreativo de Arte Negra Quilombo, local da roda mensal, sempre no último domingo de cada mês, das 10:00hs as 13:00hs.

Grande poeta da capoeira sabia como ensinar, “cada roda é uma aula e a história continua ” , exemplo de perseverança, na roda da vida nunca deu seu golpe em vão…

Mestre Nacional RJ – 26 / 04 / 1949 a 23 / 06 / 2011

 

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“O RIO DE JANEIRO CHORA..E A TRISTEZA E GERAL
SE FOI E DEIXOU SAUDADES NOSSO MESTRE NACIONAL.”

QUE DEUS O TENHA EM GLORIAS!!!
QUE OS BERIMBAUS TOQUEM NO PARAISO.

…subiu mais um grande guerreiro..
na terra por todos querido!

 

Fontes: R@da Virtual – http://www.cppa.com.br/

Brasileiros criam robô que aprende a tocar berimbau com inteligência artificial

Autores da façanha alegam que autômato consegue reconhecer e reproduzir as músicas através de inteligência artificial.

Ivan Monsão e Paulo Libonati são dois projetistas que vivem em Salvador, na Bahia. As primeiras modificações datam de 2006, mas o robô demorou cinco anos para ficar pronto. Ele é capaz de tocar o instrumento berimbau, conhecido por estar presente em rodas de capoeira.

Segundo o site Hack a Day, os autores alegam que o Berimbô, como ficou conhecido o autômato, é o primeiro berimbau robótico do mundo.

Monsão e Libonati afirmam que a principal novidade introduzida na última versão do protótipo é que ao invés de programar as músicas, o robô recebeu inteligência artificial para aprender a distinguir e reproduzir as notas musicais, bem como o movimento da cabaça (esfera oca que serve para reverberar o som) e do caxixi, uma espécie de chocalho feito com palha e conchas do mar.

Todavia não foi possível verificar nenhuma evidência dessa funcionalidade no vídeo publicado pela dupla:

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Fica a esperança e a dica de uma nova demonstração exibindo o processo de aprendizagem em ação.

E, para quem joga ou gosta da cultura da capoeira: Iê, camará.

 

Fonte: http://toad.geek.com.br/

Mestre Russo de Caxias: O Zelador

Jonas Rabelo, conhecido na capoeiragem como Mestre Russo de Caxias, iniciou-se na Capoeira em 1968. Através de amigos começou a assistir as apresentações de suas respectivas escolas de capoeiragem em eventos festivos, nos quais passou a freqüentar ativamente como jogador convidado.

Em 1972 foi apresentado ao Mestre Barbosa, com quem treinou até 1975.

No dia 3 de junho de 1973, dia do Santo Antonio, um grupo de amigos capoeiristas organizou uma roda em uma festa na comunidade da Igreja Católica Santo Antonio.

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Aconteceu: Lançamento do livro “O Pelé da Capoeira”

Salvador – O Forte de Santo Antônio Além do Carmo, no Centro Histórico de Salvador, sediou, o lançamento do livro autobiográfico “O Pelé da Capoeira”. A obra trata da história de vida do mestre capoeirista baiano conhecido como “Pelé da Bomba”, registrado civilmente como Natalício Neves da Silva, autor do livro.

Nascido em 1934, no distrito de Cipoá, município de Governador Mangabeira, no Recôncavo baiano, Mestre Pelé da Bomba se iniciou na capoeira em 1946, logo após a 2ª Guerra Mundial, na rampa do antigo Mercado Modelo, na Cidade Baixa, em Salvador. Teve como mestre, Bugalho, já falecido, considerado um dos maiores tocadores de berimbau da Bahia.

Mestre Pelé da Bomba fez história nas rodas de capoeira das festas de largo da capital baiana, como na Conceição da Praia, Boa Viagem e Lavagem do Bonfim, ficando conhecido como “gogó de ouro” por sua voz original e inconfundível. Ensinou no Corpo de Bombeiros da Bahia, onde era membro da corporação, daí o nome “Bomba”.

Por sua experiência, o mestre é sempre convidado para palestras, exibições públicas e já viajou por diversos países da Europa representando a Capoeira Angola da Bahia. No livro, são narrados o significado e a história da Capoeira Angola e do samba de roda na Bahia. A idéia é que a publicação auxilie na propagação da cultura popular e na preservação de elementos fundamentais para a cultura local, como memória, oralidade, temporalidade, ancestralidade e ritualidade.

Em atividade desde a década de 1960, tempo em que poucos eram mestres de fato, o Mestre Pelé da Bomba é frequentemente convidado por escolas e instituições diversas, do Brasil e do exterior para palestras e simpósios. Segundo dados recentes do Ministério da Cultura (MinC), a capoeira é o produto cultural brasileiro mais difundido no mundo.

 

Bahia – Lançamento do Livro: O Pelé da Capoeira – Mestre Pelé da Bomba

 

Dia: 05 de Novembro de 2010.

Horário: 18:00h

Local: Espaço do Forte Santo Antônio Além do Carmo.

 

Cordialmente

 

Mestre Pelé da Bomba

Contra-Mestre Lene

 

Tel.: (71) 3387 – 0485 / 8824 – 7869 / mestrepele@hotmail.com

 

Fonte: http://www.jornaldamidia.com.br/

Condenada por assassinar capoeirista

Maria Bárbara Berengher, de 40 anos, foi condenada a 12 anos de prisão pelo assassinato do fundador da capoeira no Mercado Modelo, mestre “Di Mola”. O julgamento que demorou 10 horas aconteceu na manhã de anteontem, no Fórum Ruy Barbosa, presidido pelo juiz Vilebaldo Freitas e pelo promotor, representante do Ministério Público Estadual (MPE), Luciano Assis.

A família de Domingos André dos Santos, que estava aos 49 anos na época do crime, mais conhecido como mestre “Di Mola”, luta por justiça há nove anos. “Sei que não vamos ter ele de volta, mas agora a justiça foi cumprida”, desabafou a esposa da vítima, a cabeleireira Júnia Onofre.

Conforme os familiares do capoeirista, o crime aconteceu no dia 16 de outubro de 2001, dia do aniversário de “Di Mola”, que foi comemorado com uma festa em sua residência, em Pituaçu. Segundo Júnia, a vítima foi levar um irmão até um ponto de ônibus, quando encontrou com Maria Bárbara próximo à sua casa e ela desferiu um tapa no seu rosto.

Ao retornar, o capoeirista, acompanhado da esposa, foi tirar satisfação com a agressora, quando começou uma nova discussão. Porém, a acusada conseguiu golpear o mestre, quando este se encontrava distraído.

“Di Mola” foi socorrido para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos provocados com perfurações de faca na barriga. Maria Bárbara chegou a ficar presa na época, mas, por estar grávida e ter se apresentado à polícia, respondia o processo em liberdade. No julgamento, ela chegou a confessar o crime e chorou várias vezes, demonstrando arrependimento.

Mestre “Di Mola” era muito conhecido nas rodas de capoeira do Mercado Modelo, pois foi um dos fundadores da roda de capoeira no local. Suas gingas e saltos realizados na capoeira de rua se transformaram em cartão-postal da Bahia, e o levaram a representar a arte e ser reconhecido em diversos países

Fonte: http://www.tribunadabahia.com.br

Um Menino de 92 Anos

No último dia 27 de Dezembro um menino ficou mais velho. Esse menino que ainda insiste em se balançar quando ouve um pandeiro ou um berimbau, seja no passo miudinho do samba que aprendeu lá no Recôncavo, ou seja na ginga malandra que aprendeu com seu Pastinha, acabou de completar 92 anos.

João Pereira dos Santos é o nome que recebeu por batismo. João Pequeno de Pastinha é o nome pelo qual é conhecido nos quatro cantos do mundo. Esse menino não é fácil mesmo não. Teimoso como ninguém, ainda insiste em jogar capoeira com a mesma malícia de sempre, enchendo os olhos de quem tem o privilégio de compartilhar esses momentos mágicos junto a ele.

O mestre João Pequeno nasceu no município de Araci, no semi-árido baiano, mas ainda menino mudou-se com a família para Mata de São João, no Recôncavo, lugar sagrado de muitas histórias e façanhas de memoráveis capoeiras. Foi lá que o menino João teve o primeiro contato com a capoeira, através de Juvêncio, que era companheiro do lendário Besouro Mangangá, segundo nos conta o próprio João Pequeno. Em Mata de São João ele foi vaqueiro, agricultor e carvoeiro. Há alguns anos, quando fomos acompanhá-lo a uma visita a Mata de S. João, ainda ouvíamos pelas ruas algumas pessoas cumprimentá-lo, chamando-o pelo apelido pelo qual era conhecido na época: João Carvão.

Mais tarde, mudou-se para Salvador onde trabalhou durante um bom tempo como ajudante de pedreiro. Costumava vadiar em algumas rodas conhecidas da cidade como a do Chame-Chame, organizada por Cobrinha Verde ou a do Largo Dois de Julho. E foi numa dessas vadiagens pelo Largo Dois de Julho que João teve o encontro que marcou a sua vida: conheceu Vicente Ferreira Pastinha, o mestre Pastinha.

João nos conta que nesse dia, Pastinha convidou-o para participar da roda organizada por ele, que ficava no local conhecido por “Bigode”. Na semana seguinte lá estava João no “Bigode” e dali pra frente, nunca mais deixou a companhia do “seu” Pastinha, como João até hoje se refere ao seu mestre. Tornou-se então o principal trenel do Centro Esportivo de Capoeira Angola, o CECA, que depois passou a funcionar na Gengibirra e posteriormente mudou-se para o Pelourinho.

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Nosso Encontro 2009 – 10 anos de “Capoeira & Camaradagem”

A OFICINA INTERNACIONAL DE CAPOEIRA, um fantástico encontro repleto de muita energia positiva, carinhosamente batizado de “Nosso Encontro”, acontece pelo décimo ano consecutivo em Évora, região do Alentejo Português, para o qual tive a honra de ser convidado pela quarta vez para atuar como responsável pela comunicação social e é claro “jogar e vadiar” bastante, é um deste acontecimentos únicos que marcam a nossa caminhada dentro do universo da capoeiragem…

A cidade de Évora, cercada por uma beleza medieval e ao mesmo tempo contemporânea, é um lugar convidativo e hospitaleiro, de clima agradavel que irá se transformar durante os tres dias do “Nosso Encontro” na CASA DA CAPOEIRA.

“uma experiência fantástica e uma grande honra poder estar com pessoas que tem trabalhado com afinco e com o coração pela nossa arte capoeira e acima de tudo uma grande satisfação ter reencontrado grandes irmãos e conquistado novos amigos…”

Um encontro de PAZ e UNIÃO e muita CAPOEIRA!!! É assim que defino o “NOSSO ENCONTRO”

Luciano Milani

 


Carta de Apresentação

Caros companheiros,

Nosso Encontro chega no décimo ano consecutivo e tencionamos brindar essa data comemorativa com mais três dias de capoeiragem norteada pelo sempre clima de camaradagem e troca de conhecimentos que se tornou marca de qualidade nesses dez anos.

Marcado para os dia 11, 12 e 13 de Setembro, contaremos esse ano com a participação especial do Mestre Plínio de São Paulo que alem de dividir com todos nós seus conhecimentos de capoeiragem angoleira, nos presenteará com uma palestra abordando aspectos do desenvolvimento histórico da capoeira angola no estado de São Paulo fazendo, também, alusão às diferentes linhagens da capoeira angola e seus rituais mais expressivos.

Teremos nossas já conhecidas oficinas de capoeira sob responsabilidade dos profissionais presentes – mestres, contramestres e professores, nossa palestra com o mestre convidado, momento de perguntas da platéia, roda da praça do Giraldo, festa de, aulas de danças afro-brasileira com nosso já conhecido Murah, Danças Africanas com o nosso, não menos conhecido, Petchu, além de toda uma equipe que mais uma vez dará suporte para que nosso encontro aconteça pela décima vez. A forma que cada um participa no nosso encontro tem definido o bom resultado. Muito obrigado e nos vemos por lá.

Umoi Souza

 


English

Dear Friends,

This year marks the 10th “Nosso Encontro” (Our Encounter) and to celebrate this achievement we will once again have three more days of Capoeiragem ruled by the same environment of camaraderie and knowledge exchange that became the quality mark for these last ten years.

Set for the 11th, 12th and 13th of September, this year we will be honored in welcoming Mestre Plinio of Sao Paulo, who will be sharing his knowledge of Capoeira Angola and also be speaking about the historical development of Capoeira Angola, as it pertains to the state of Sao Paulo, while making references along the way to the different lines of Capoeira Angola and its rituals.

We will also have our usual Capoeira workshops with the attending mestres, c.mestres and professors, and our speech with the honoured guest mestre. Question and answer sessions will follow, the roda in the town centre “Praca do Giraldo” along with a party to mingle and meet everyone. In addition, we will also have Afro-Brazilian dance classes with our friend, Murah; African dance classes with the always present Petchu, along with the efforts of an entire team that once again will support us, such that our encounter will happen for the tenth time. The continued success of this event each year is due to the contributions of all its participants. Thank you very much and we’ll see you there.

Umoi Souza

Capoeira de luto pelo Mestre Negrito

Morreu no último sábado, 04 de julho, em acidente na estrada que liga Sete Lagoas a Fortuna de Minas, Márcio Antônio Fernandes, 47 anos, mais conhecido como Negrito. Deixou um legado que nem mesmo a morte pode apagar. Sua história de vida se tornou um grande exemplo a todos aqueles que conviveram com o capoeirista e tiveram o privilégio de conhecê-lo bem. Durante quase trinta anos, Mestre Negrito vivenciou a capoeira como poucos e transmitiu a verdadeira essência da arte àqueles que encontravam-se ao seu redor.

Segundo a terminologia, Mestre é todo o indivíduo que adquire um conhecimento especializado sobre determinada área do conhecimento humano. Apesar do título, poucas pessoas conseguem extrapolar o real sentido do termo. Dentre os raros exemplos, podemos citar o caso de Márcio Antônio Fernandes, 47 anos, mais conhecido como Mestre Negrito. Falecido no último sábado, 04 de julho, em um acidente na estrada que liga Sete Lagoas à Fortuna de Minas, Negrito deixou um legado que nem mesmo a morte pode apagar. Sua história de vida se tornou um grande exemplo a todos aqueles que conviveram com o capoeirista e tiveram o privilégio de conhecê-lo bem. Durante quase trinta anos, Mestre Negrito vivenciou a capoeira como poucos e transmitiu a verdadeira essência da arte àqueles que encontravam-se ao seu redor.

A capoeira entrou em sua vida no início dos anos 80, quando Negrito começou a aprender a arte na Escola Berimbau de Ouro, época em que a academia foi fundada pelo Mestre Marreta. Em 1989, o dedicado aluno se formou, recebendo o título de professor. De lá para cá, Negrito começou a ministrar aulas em diversas entidades locais. Vários jovens aprenderam mais do que passos da capoeira com Mestre Negrito, aprenderam, acima de tudo, exemplos de conduta e formação ética. E não foram poucas as pessoas que participaram de suas aulas. Alunos dos Colégios Caetano, Dom Silvério, Cenecista e SERPAF (Serviço de Proteção ao Menor e à Família), além de jovens do CRAS (Centro de Referência de Assistência Social), SESI (Serviço Social da Indústria) e de diversos outros núcleos, como os das cidades de Papagaio, Pompéu, Três Marias, Fortuna de Minas, Cachoeira da Prata, dentre outras, também cresceram ouvindo as lições de Negrito.

Em 1996, Mestre Negrito estabeleceu uma parceria com o SESC (Serviço Social do Comércio) e iniciou suas aulas no local. Nessa época, Negrito fundou a Escola de Capoeira Grupo Ogum. Claudete Simone Guimarães, diretora da entidade, lembra que Negrito ajudou a divulgar e desmistificar a arte da capoeira na cidade. Para ela, antes de qualquer coisa, Negrito era um legítimo educador, que deixou lições de humildade e coragem. “O Negrito tinha um laço de amizade muito forte com seus alunos. Meus três filhos tiveram aulas de capoeira com ele e aprenderam muito no período. A preocupação com os jovens também continuava após o período de aula. Além disso, sua coragem é um grande exemplo a todos. Ele enfrentou todas as dificuldades por amor à capoeira e nos deixou uma lição a ser seguida. Hoje, há uma lacuna, pois, além de ótimo profissional, Negrito era um grande amigo de todas as horas”, afirma Simone.

Negrito sempre dizia: “Capoeira não é somente jogar as pernas para o ar. Para ser um grande capoeirista é preciso conhecer a abrangência de representações que o termo envolve, como a arte, a dança, casos do maculelê e samba de roda, o folclore e seus personagens e a união entre povos que a arte da capoeira causou”. Mestre Negrito também era contra qualquer forma de violência, fosse ela verbal, física ou comportamental. “A luta está presente na capoeira e fez parte do processo de libertação dos negros, entretanto, o respeito pelo outro é importante e sempre deve prevalecer à violência”, afirmava o Mestre. Suas lições atraíam pessoas de todas as idades, credos e classes sociais. O conhecimento de Mestre Negrito era transmitido a gerações diferentes de muitas famílias. Os pais, ex-alunos do professor, levavam os filhos para as aulas de capoeira com o Mestre. Negrito também gostava de pagode, samba de roda, maculelê e dos aulões e rodas de capoeira que participava. Ele, inclusive, era conhecido por alguns como Negritinho do repilique, por ser um dos exímios tocadores do instrumento. Negrito também tinha grande facilidade de tocar atabaque, pandeiro e berimbau. O conhecimento foi passado aos alunos.

Durante toda a sua vida, o professor foi conhecido por sua educação, paciência e tranqüilidade. Ele valorizava muito a família e fazia questão de ajudar a todos. Negrito sempre foi um grande exemplo para os familiares. Para ele, a família ia muito além dos laços de sangue. “O que mais chamava a atenção dos alunos era a forma como ele conduzia seu trabalho. Ele dizia que nós éramos uma família. Sempre que chegava um novo aluno, Negrito dizia: ‘você está entrando para uma família de capoeiristas’. Em suas aulas, Mestre Negrito trabalhava com a verdadeira essência da capoeira, enquanto arte, folclore, dança, luta, jogo, terapia, união, força. Seu objetivo maior era formar cidadãos”, afirma Luís Carlos da Costa, conhecido como Sombra, ex-aluno e amigo de Negrito.

Para André Luís Gomes da Silva, o Cascudo, ex-aluno de Mestre Negrito, a convivência com Negrito ajudou a superar uma fase conturbada da vida. “Ele me ajudou muito durante a adolescência, sempre ensinando o que era correto. Mestre Negrito era como um segundo pai para mim. Além do respeito que tínhamos por ele como professor, como mestre, também tínhamos o respeito pelo amigo, porque éramos muito unidos”, afirma Cascudo. Segundo alunos, durante as aulas do Mestre Negrito a seriedade e disciplina devia prevalecer. Porém, ao fim dos encontros, Negrito era um homem expansivo e brincalhão. Seu grande carisma contagiava a todos. Para Luciano Fernandes Pereira, o Lobo, Mestre Negrito deu um verdadeiro exemplo de amor à profissão. “Negrito era um educador através da capoeira. Ele dizia que não devíamos levar a vida para a capoeira, mas a capoeira para a nossa vida. Ele sempre fez questão de desenvolver um trabalho bem feito, tanto que dedicou sua vida à capoeira. Ele viveu da arte e abriu mão de desempenhar funções em outros segmentos. Tudo para realizar um serviço de boa qualidade”, afirma o amigo e ex-aluno.

As lições do professor ultrapassaram fronteiras e foram transmitidas a pessoas de diversos países, como França, Dinamarca, Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, dentre outros. “O Mestre Negrito deixou uma legião de fãs, não só em Sete Lagoas , mas em diversas regiões do estado e em outros países. Ele foi uma pessoa que vivenciou a capoeira de uma maneira diferente. Talvez, Negrito seja o único capoeirista da cidade que teve amizade e influência nos mais variados grupos de Sete Lagoas, desde a época da capoeira de rua até hoje (época das academias). Ele é um dos poucos que passou por essas etapas sendo respeitado por todos, desde os mais velhos até os mais novos”, afirma o amigo Sombra.

Apesar do fim prematuro, Mestre Negrito deixa uma vasta herança cultural. Negrito foi um agente que transmitiu e divulgou como poucos as diversas formas de representação dos afro descendentes no país. Talvez, sua história esteja associada ao orixá que deu nome ao grupo de capoeira fundado por ele. Ogum, o orixá ferreiro na mitologia yorubá, forjava suas próprias ferramentas e foi considerado o primeiro dos orixás a descer do Orun (o céu) para o Aiye (a Terra). Acredita-se que ele tenha wo ile sun, que significa “afundar na terra e não morrer”. No caso do Mestre Negrito não foi diferente. Ele forjou suas armas para lutar pelos excluídos e por aquilo que mais amava, a capoeira, e deixou um legado cravado no coração dos que viveram à sua volta, como uma chama que jamais há de se apagar. Quem sabe, por um capricho, Olorun, o Deus supremo, estivesse procurando um guerreiro de verdade em Aiye (Terra), para compensar a falta que Ogum fazia em seu Orun (céu). Neste caso, Olorun escolheu o homem certo.

Paulo Henrique de Souza
Paulinho do Boi

Falar do Mestre Negrito é fácil devido sua fantástica obra, difícil é explicar sua partida prematura. Ao longo de nossa convivência vimos que o exercício de seu professorado, na arte da capoeira, trazia para os alunos um estreitamento de sabedoria paterna aliado à convivência respeitosa colocada pela sutileza de seus exemplos. Assim, a condução de suas ações o fazia mestre em todos os sentidos. As atitudes em prol do outro edificava e ainda edifica, em nossa alma, uma obra inesquecível e inimaginável a serviço do bem. Só quem experimentou esse espaço pequeno da vida do Mestre Negrito, sabe que o exercício do amor exigente foi a condução de sua filosofia de vida. Para nós, colegas de causa, colegas de trabalho, amigos de ações, alunos e professores fica a responsabilidade de continuar sua obra nos corações de todos que pudermos contagiar com a filosofia que ele plantou em nossos espíritos. A grande obra do Mestre Negrito foi, sem dúvida, a obra que ele construiu em nossas mentes. Sete Lagoas perdeu um heroi que agia em silêncio em prol de uma justiça social perfeita.

Missa de 7º Dia
Dia: Sexta-feira, 10 de julho
Local: Igreja de Santa Luzia e Igreja de Nossa Senhora das Graças
Horário: 19h

Dante Xavier
Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Sete Lagoas

Mongaguá: Inscrições para capoeira gratuita estão abertas

Moradores de Mongaguá que têm interesse em aprender a arte da capoeira podem se inscrever no ginásio de esportes Jacozão, à Avenida São Paulo, 1.800, no Centro.

As aulas, ministradas pelo capoeirista Aloísio Leonel, com mais de vinte anos de experiência, terão início em 13 de junho e acontecerão todos os sábados, das 16h30 às 19 horas, no ginásio.

Podem se matricular crianças a partir de cinco anos de idade. “Também teremos espaço para a terceira idade”, afirma Leonel, conhecido no Município como Capoeira.