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O Trabalhador da Capoeira

Capoeira por muito tempo foi sinônimo de vagabundagem, desocupação, malandragem, mal vista pela sociedade e tida como ameaça à moral e aos bons costumes. O poder sempre viu a capoeira como perigosa inimiga, capaz de desestabilizar a ordem política e social. Daí os capoeiras serem chamados de “desordeiros” e “vadios”, dentre outros adjetivos não menos pejorativos.

Mas o tempo foi passando e a capoeira pouco a pouco foi ganhando mais respeito e espaço na sociedade, graças ao trabalho de tantos mestres e capoeiristas que se dedicaram de corpo e alma, lutando pelo reconhecimento dessa manifestação da cultura afro-brasileira, que hoje é tida como um importante instrumento de educação em todo o mundo.

Escolas e academias de capoeira espalham-se por toda parte e esse fenômeno social da contemporaneidade é responsável por uma atividade profissional que cresce a cada dia, gerando cada vez mais empregos e oportunidades de trabalho para um grande número de pessoas envolvidas direta ou indiretamente na prática da capoeira.

Há muito se luta no Congresso Nacional Brasileiro pelo reconhecimento da profissão de capoeirista. Muitos projetos já foram discutidos, inclusive um deles muito polêmico por sinal, oriundo do Conselho Federal de Educação Física, que previa que o mestre ou professor de capoeira deveria obrigatoriamente ser diplomado por um curso superior de Educação Física.

Mais um ataque sofrido pela capoeira e pelos saberes populares em geral, que de tempos em tempos são perseguidos pelos representantes do poder que insistem em enquadrar, controlar, fiscalizar, pressionar, enfim, desqualificar uma prática tradicional que possui outra lógica, outro sistema de valores, outras formas de transmissão dos saberes, muito diferente dessa lógica capitalista que tudo quer controlar e dominar.

Um mestre ou um professor de capoeira, principalmente nos tempos atuais, deve sim preocupar-se em estar constantemente reciclando seus conhecimentos e qualificando-se continuamente para poder melhorar suas aulas e, consequentemente, atender melhor a seus alunos. Ele deve possuir conhecimentos da história do Brasil, da escravidão e das lutas sociais. Deve ter noções de música e psicologia, e também saber orientar as atividades físicas no que diz respeito a não colocar seus alunos em risco.

Mas para isso ele não precisa, obrigatoriamente, fazer uma faculdade de educação física Esses conhecimentos podem muito bem ser garantidos através da criação de cursos específicos, de curta duração, voltados para esse público, financiados pelo governo, no sentido de garantir a mestres e professores de capoeira uma formação integral e continuada. Mas exigir o diploma de educação física para o profissional de capoeira, já passa por uma intenção no mínimo espúria, por parte do Conselho Federal da área, de se criar reserva de mercado entre os profissionais de educação física. Somos totalmente contrários a essa iniciativa !

A capoeira deixou de ser sinônimo de vagabundagem. O trabalhador da capoeira é hoje o mestre, contra-mestre, trenel ou professor responsável pelo processo de ensino aprendizagem dessa arte-luta, em escolas, academias, centros comunitários, clubes, condomínios, etc… Ele deve ter sua profissão reconhecida e devidamente registrada no Ministério do Trabalho, com direito a todos os benefícios sociais de qualquer outra atividade profissional no Brasil.  Sem falar na obrigatoriedade de uma aposentadoria especial para os velhos mestres, coisa que há muito tempo já deveria ter sido garantida. Portanto camaradas, vamos à luta !!!

 

Pedro Abib (Pedrão de João Pequeno) é professor da Universidade Federal da Bahia, músico e capoeirista, formado pelo mestre João Pequeno de Pastinha. Publicou os livros “Capoeira Angola, Cultura Popular e o Jogo dos Saberes na Roda”(2005) e “Mestres e Capoeiras Famosos da Bahia”(2009). Realizou os documentários “O Velho Capoeirista” (1999) e “Memórias do Recôncavo: Besouro e outros Capoeiras” (2008).


Coluna: “Crônicas da Capoeiragem” por Pedro Abib

Mais um envolvente texto da Coluna Crônicas da Capoeiragem, sob a tutela do nosso grande camarada e parceiro, Pedro Abib, enfocando histórias, casos, experiências, opiniões, críticas, enfim, um texto de uma lauda sobre o universo da capoeiragem.

Cultura e Tradição: Capoeira muda a vida de crianças em Fortaleza

“Exu é o senhor do movimento, então tudo que está quieto e parado ele tenta movimentar, assim é o próprio mundo. Ele tem um chapéu metade preta e metade vermelha”.

O relato continua. “Dois reis que se tratavam como irmãos realizavam sempre um festival de confraternização entre os reinos e Exu passava e presenciava sempre a mesma coisa, todos amigos a vida toda. No festival, os tronos ficavam lado a lado e o povo confraternizando. Em uma festa, Exu se traveste de príncipe e passa no meio dos dois tronos, cumprimenta os reis e some no meio da festa. Eles comentam sobre a beleza e o chapéu do príncipe, no caso Exu disfarçado, e divergem das cores que cada um viu. Para os reis a palavra era incontestável e um deles ficou ofendido daí se agridem e começam um embate que vira uma guerra que dura anos. Quando os dois reinos estão quase destruídos, os reis sentam para negociar uma trégua e Exu refaz o trajeto ao contrário e cumprimenta novamente. Os reis vendo cores contrárias do que viram da primeira fez, se voltam um ao outro pedindo desculpas e selando a paz novamente”. Essa história reflete a composição da dialética, a tese, a antítese e a síntese. É a sabedoria africana contada pelo Mestre Armando Leão ao grupo de crianças que fazem parte da Capoeira Angola e moram no Campo do América em Fortaleza.

Angola no Campo do América

Os instrumentos são os mesmos, mas a dança da Capoeira Angola é diferente da Capoeira Regional. A Angola é constituída por movimentos complexos misturando ritmo e luta, sendo o estilo que mais se aproxima da forma dançada pelos negros africanos. A expressão cultural chegou ao Campo do América após relatos da realidade vivida pela comunidade, que é cercada pelos prédios de luxo da Aldeota e que divide espaço com alguns problemas sociais como drogas, exploração sexual na Avenida Beira-Mar. A atividade despertou a curiosidade entre as crianças que além de aprender Capoeira, têm também aulas de arte e cultura africana através de uma linha pedagógica, com base na contação de histórias.

O Mestre Armando afirma que muitos quando chegam pra conhecer a Capoeira Angola, trazem a ideia do senso comum da existência de uma única capoeira e alguns se decepcionam porque querem dar saltos entre outros golpes, então quando percebem que o ritual é diferente ficam frustrados.

Durante as aluas, as crianças aprendem a tocar os instrumentos de percussão (reco-reco, agogô, pandeiros, berimbaus – gunga, médio, viola – e atabaque). A ladainha cantada e a dança são ensaiadas e assim se preparam para além de viver com a influência dos ensinamentos africanos também se apresentarem em eventos.

Adversidade para a realização do trabalho

A iniciativa de ensinar esses valores não é algo fácil, já que a realidade de Fortaleza se configura em um cenário em que igrejas católicas e protestantes disputam os fiéis e criticam a prática da Capoeira Angola atribuindo ser “coisa do demônio”. Além disso, existem as dificuldades financeiras que o grupo enfrenta para manter o mínimo de estrutura. Mestre Armando diz que não existe perspectiva de ser um projeto social com apoio institucional. O que conseguiram até agora foi resultado da coletividade e algumas atividades financeiras que propiciaram a compra dos uniformes padronizados da Capoeira Angola (calça preta e blusa amarela). O grupo realizou passeios culturais onde as crianças já conheceram os museus ao redor do Dragão do Mar, visitaram um projeto no bairro Serviluz que desenvolve trabalho de fotografia com crianças, Praça Adahil Barreto e a Praça Luiza Távora (Pracinha da Cearte).

Histórias de infâncias roubadas

Algumas realidades vistas no local são de abandono. Porque os pais têm que trabalhar, muitas crianças passam parte do dia nas ruas por não ter nenhuma atividade e ficam sujeitas a todos os tipos de violências e assédios. Há muitas crianças com um potencial de agressividade por consequência da falta de oportunidade ou por não conhecer carinho familiar. Todas, porém, convivem com a propaganda da vida de luxo de alguns que moram nos prédios da vizinhança. São relatos que para o Mestre “afasta o diálogo entre os pais e filhos e com as rodas de conversa durante a Capoeira aos poucos vai contribuindo para o retorno dessa aproximação, tendo em vista uma convivência mais harmoniosa e respeitável,” enfatiza.

Após as aulas que acontecem na Matriz Criativa Núcleo de Ação e Desenvolvimento, as crianças são levadas em casa e o Mestre conversa com os pais sobre a criança ou sobre algo que possa vir a contribuir com o desenvolvimento psicológico e afetivo. O Mestre relata que uma vez foi à casa de uma aluna que, por volta de três horas da tarde, estava sem ter ingerido nenhum alimento. Ao perguntar por que ela ainda não tinha se alimentado, ela respondeu que se alimentava sempre depois que a mãe chegava do trabalho após as cinco horas ou quando um tio levava alguma coisa. Histórias de vida como essa, de crianças que crescem com dificuldades em meio às ofertas do tráfico, fazem parte do cotidiano do Campo do América. Isso para o Mestre Armando é um desafio para se desconstruir e é possível através dos ensinamentos africanos e da prática da capoeira.

Absorção de conhecimento

Além da dança e da música, as crianças escutam as histórias e podem recontar em outras aulas e assim os conhecimentos são repassados. E uma dessas ferramentas é a encenação, metodologia que, segundo o Mestre Armando, contribui para estimular a imaginação infantil. Ele relata que muitos quando escutam histórias sobre Ogum, Olorum entre outras, identificam-se e isso faz com que eles entendam a dinâmica do mundo a partir de outra visão.

Para o Mestre Armando o trabalho por ele desenvolvido é uma necessidade religiosa e ancestral, um dever que tem de repassar os seus conhecimentos. “Os alunos precisam saber viver bem, concebendo a capoeira. Todo esse esforço é para que isso influencie na vida das crianças e que elas consigam viver daqui pra frente a partir da tradição da Capoeira Angola”, conclui.

De Fortaleza,
Ivina Carla (Acadêmica de Jornalismo)

http://www.vermelho.org.br

Nosso Encontro 2009 – 10 anos de “Capoeira & Camaradagem”

A OFICINA INTERNACIONAL DE CAPOEIRA, um fantástico encontro repleto de muita energia positiva, carinhosamente batizado de “Nosso Encontro”, acontece pelo décimo ano consecutivo em Évora, região do Alentejo Português, para o qual tive a honra de ser convidado pela quarta vez para atuar como responsável pela comunicação social e é claro “jogar e vadiar” bastante, é um deste acontecimentos únicos que marcam a nossa caminhada dentro do universo da capoeiragem…

A cidade de Évora, cercada por uma beleza medieval e ao mesmo tempo contemporânea, é um lugar convidativo e hospitaleiro, de clima agradavel que irá se transformar durante os tres dias do “Nosso Encontro” na CASA DA CAPOEIRA.

“uma experiência fantástica e uma grande honra poder estar com pessoas que tem trabalhado com afinco e com o coração pela nossa arte capoeira e acima de tudo uma grande satisfação ter reencontrado grandes irmãos e conquistado novos amigos…”

Um encontro de PAZ e UNIÃO e muita CAPOEIRA!!! É assim que defino o “NOSSO ENCONTRO”

Luciano Milani

 


Carta de Apresentação

Caros companheiros,

Nosso Encontro chega no décimo ano consecutivo e tencionamos brindar essa data comemorativa com mais três dias de capoeiragem norteada pelo sempre clima de camaradagem e troca de conhecimentos que se tornou marca de qualidade nesses dez anos.

Marcado para os dia 11, 12 e 13 de Setembro, contaremos esse ano com a participação especial do Mestre Plínio de São Paulo que alem de dividir com todos nós seus conhecimentos de capoeiragem angoleira, nos presenteará com uma palestra abordando aspectos do desenvolvimento histórico da capoeira angola no estado de São Paulo fazendo, também, alusão às diferentes linhagens da capoeira angola e seus rituais mais expressivos.

Teremos nossas já conhecidas oficinas de capoeira sob responsabilidade dos profissionais presentes – mestres, contramestres e professores, nossa palestra com o mestre convidado, momento de perguntas da platéia, roda da praça do Giraldo, festa de, aulas de danças afro-brasileira com nosso já conhecido Murah, Danças Africanas com o nosso, não menos conhecido, Petchu, além de toda uma equipe que mais uma vez dará suporte para que nosso encontro aconteça pela décima vez. A forma que cada um participa no nosso encontro tem definido o bom resultado. Muito obrigado e nos vemos por lá.

Umoi Souza

 


English

Dear Friends,

This year marks the 10th “Nosso Encontro” (Our Encounter) and to celebrate this achievement we will once again have three more days of Capoeiragem ruled by the same environment of camaraderie and knowledge exchange that became the quality mark for these last ten years.

Set for the 11th, 12th and 13th of September, this year we will be honored in welcoming Mestre Plinio of Sao Paulo, who will be sharing his knowledge of Capoeira Angola and also be speaking about the historical development of Capoeira Angola, as it pertains to the state of Sao Paulo, while making references along the way to the different lines of Capoeira Angola and its rituals.

We will also have our usual Capoeira workshops with the attending mestres, c.mestres and professors, and our speech with the honoured guest mestre. Question and answer sessions will follow, the roda in the town centre “Praca do Giraldo” along with a party to mingle and meet everyone. In addition, we will also have Afro-Brazilian dance classes with our friend, Murah; African dance classes with the always present Petchu, along with the efforts of an entire team that once again will support us, such that our encounter will happen for the tenth time. The continued success of this event each year is due to the contributions of all its participants. Thank you very much and we’ll see you there.

Umoi Souza

Ministro da Cultura quer inclusão de “mestres sem diploma” em ensino formal

Rio, 25 (AE) – O Ministério da Cultura está atuando junto ao Ministério da Educação para que "mestres sem diploma", de "saberes informais", como por exemplo a capoeira , sejam reconhecidos e tenham a possibilidade de trabalhar no sistema formal de ensino.
 
O próprio ministro Gilberto Gil transmitiu a informação hoje durante a conferência de abertura do Fórum Cultural Mundial no Rio, com o tema "Arte e Cidadania".
 
Gil lembrou que a capoeira brasileira tem praticantes em diversos países e é "uma das razões por que (nós, brasileiros )somos amados" . O não reconhecimento dos capoeiristas "e mestres de tantas outras áreas da cultura brasileira" pelo sistema formal de educação "é uma limitação de cidadania, direitos e práticas reais", considera. Com o reconhecimento, essas pessoas poderiam "envelhecer transmitindo seus conhecimentos aos mais jovens".
Gil quer maior aproximação entre os dois Ministérios. "Penso que há coisas agora cujo avanço dependem de podermos reatar velhos laços com o Ministério da Educação e o sistema educacional do País, de construir pontes e corrigir os danos conseqüentes e inconseqüentes, ao mesmo tempo, de um divórcio que deixou muitos órfãos", disse. "O direito à cultura deve ser pensado como acesso à formação e à articulação como tal", afirmou também.
 
Depois, ao falar da cultura indígena, do convívio dos índios com a natureza, o ministro colocou como um desafio fazer com que "a produção de riqueza advinda dos conhecimentos ligados à biodiversidade ajudem a criar emprego e renda entre as populações que lhe deram origem". Argumentou: "onde está o valor senão na alta tecnologia imaterial desses conhecimentos (indígenas)?"
O ministro informou que o Ministério da Cultura está criando "formas de registrar os saberes e os sabores brasileiros e todo esse mundo criativo fora das escolas". Também está "flexibilizando as formas de registro autoral" que, de acordo com ele, por serem rígidas demais, acabam limitando o direito dos artistas.
 
"Hoje o reconhecimento dos saberes informais como tecnologia avançada começa a impulsionar um redesenho do próprio Estado brasileiro", disse. "Esses saberes desafiam uma redefinição da economia, da própria cultura, dos conceitos da propriedade intelectual e de valor", disse. 
 
Adriana Chiarini
Jornal do Estado – Curitiba, PR – Brasil
http://www.jornaldoestado.com.br 
 
 
Gil ressalta a Arte como “assimilação da cultura como cidadania”
Fonte: FCM
 
Neste sábado (25/11), na conferência de abertura da edição 2006 do Fórum Cultural Mundial, no Centro Cultural Ação da Cidadania, o ministro da Cultura do Brasil, Gilberto Gil Moreira, presidente de honra do FCM 2006, afirmou que “Arte e Cidadania têm uma relação muito mais ampla do que se pode imaginar”. Gil conceituou Arte como uma das vertentes da Cultura, representando a assimilação da Cultura como Cidadania.
 
Falando a uma platéia integrada por pessoas de mais de 40 países, Gil registrou ainda que o crescimento da ação dos meios de comunicação eletrônicos, com ênfase para aqueles baseados na informática, como a internet, tem contribuído de forma significativa para a aceleração do processo de globalização, fato que interfere fortemente nos diversos ambientes culturais.
 
O ministro brasileiro assinalou que cada pessoa é um criador de arte em potencial. E chamou a atenção para a necessidade de os governos se transformarem em motores da cultura, apoiando e estimulando a criação artística, em todas as áreas, a fim de evitar que essa globalização provoque o fim de tradições culturais importantes para cada sociedade específica.
 
Além de Gilberto Gil, participaram da Conferência de Abertura "Arte e Cidadania" a professora Heloísa Buarque de Hollanda, como moderadora; o escritor indiano Vikram Seth; o chairman do BASA (Business and Arts South África, órgão de fomento à cultura da África do Sul), Ivan May; o secretário executivo do Convênio Andrés Bello, na Colômbia, Francisco Huerta Montalvo; e o criador do Teatro do Oprimido, Augusto Boal.
 
Foi de Boal, aliás, uma das melhores definições do encontro, merecedora de longos aplausos, ao abrir seu discurso dizendo que “palavras são meios de transporte, como o trem, a bicicleta e o avião; a palavra Cultura é um enorme caminhão que suporta qualquer carga”.

Aconteceu: Porto Alegre/RS – Curso Aberto com Mestrando Tucano Preto

A todos amigos da capoeira !
 
Queremos informar,que durante uma semana na cidade de Porto Alegre/RS, foi realizado mais um encontro de capoeira aberto a toda comunidade capoeiristica da região sul, onde se fez presente o ministrante Ricardo Oliveira, ‘TUCANO PRETO’/SP, capoeirista renomado e responsavel por inumeros trabalhos voltados ao desenvolvimento da capoeira no Brasil e no exterior, sendo assim dos dias 12 ao 18 de agosto os que se fizeram presentes puderam contar com todo o profissionalismo desta equipe que entre aulas, palestras, rodas e outras saciaram a sua sede de busca ao conhecimento pela capoeira, historia e  atualiazação de movimentações que muito correspondem aos valores desta arte ancestral e futura.
 
Informamos ainda que a presença e o contato com inumeros capoeiristas de Porto Alegre/RS, somente somaram aos nossos conhecimentos e busca. Ainda assim informamos que toda a organização para a realização deste encontro se deu através do Professor Gororoba e todos seus alunos que mas uma vez deram conta do recado.
 
          Agradecemos a todos voces capoeiristas,por esta realização,deixando assim fluir livremente o  respeito pela capoeira em nossas vidas .
          Grande abraço a todos
 
 
Mestre.Tucano Preto /SP
Centro Integrado de Capoeira
telefone 55 11 – 84854981

Angola no Cazuá em Bremen… Alemanha

É com muita alegria que recebemos a notícia, através do Contra Mestre Wellington, Berim Brasil, de que em outubro, na Alemanha irá acontecer um evento muito importante para a nossa capoeira… evento este que pretendo estar presente e assim enriquecer minha cultura, minha capoeira e acima de tudo construir novas amizades!!!

Luciano Milani


O Grupo de Capoeira Angola Irmão Guerreiros, está comemorando o 1º aniversário do seu "Cazuá", nome carinhoso e repleto de brasilidade…, da sua academia em Bremen, Alemanha, comandada pelo Contra mestre Pernalonga que a 4 anos saiu do Brasil para a sua volta ao mundo…

Considero este evento uma excelente oportunidade para os capoeiristas que estão aqui na Europa poderem se reciclar e aumentar os seus conhecimentos capoeiristícos.

O time que irá entrar em campo para estes quatro dias de festa é sem dúvida uma equipe campeã… Teremos a presença do Mestre Pernalonga do Grupo Nova Geração de Angola, do Contra mestre Pernalonga e de uma rapaziada de primeira… 

O site oficial do evento para maiores informações é: http://www.capoeira-angola-bremen.de/de/index.htm


FESTIVAL DE CANTIGAS – “CAPOEIRA PELA PAZ”

O festival de cantigas "CAPOEIRA PELA PAZ", tem como objetivo incentivar os professores, monitores, graduados, alunos e estudiosos da capoeira a refletirem, compreenderem e a desenvolverem cantigas de capoeira que apresentem mensagens de conscientização e de críticas sociais acerca dos diversos problemas encontrados na atual sociedade que afetam diretamente as crianças, os adolescentes e a maioria dos jovens.
 
Ao compreendermos as mensagens nas cantigas de capoeira de maneira crítica e consciente, estaremos contribuindo para a formação de cidadãos autônomos, emancipados e críticos, pois na capoeira as cantigas representam um valioso instrumento para diversas reflexões sendo muito mais do que ritmos envolventes. Suas letras e mensagens nos dizem sobre os acontecimentos histórico e sociais brasileiros e poderão nos ser bastante úteis para a construção de uma sociedade mais justa e democrática afim de solucionar e acabar de uma vez por toda com esses problemas.
 
Neste sentido, torna-se necessário valorizar e ao mesmo tempo resgatar as tradições, os fundamentos, os conhecimentos e os saberes proporcionado pela capoeira, esta manifestação da cultura popular e de origem afro-brasileira que em sua particularidade apresentam os aspectos de conformismo e resistência, na qual possibilita reverter determinada situação por meio do seu jogo, luta e dança.
 
Para tanto, ressaltamos que tantos os adeptos quantos os profissionais da capoeira, precisarão compreender esta manifestação da cultura popular brasileira como um riquíssimo instrumento educativo e como um veículo que transmite conhecimentos, pois a capoeira se caracterizou como uma prática desenvolvida fora de um ambiente formal como uma atividade de desordeiros e vagabundo desenvolvida em um ambiente não-formal, ou seja, nas ruas e nas praças no qual os conhecimentos, os saberes, os rituais e os valores da capoeira eram transmitidos de maneira oral pelos velhos mestres.
 
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