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Capoeira, Pernada & Tiririca na Terra da Garoa

Hoje recebo a confirmação que este grande camarada e parceiro está de viagem marcada para as terras frias do hemisfério norte, com destino a Toronto (Canadá).

Toda a família irá fazer esta jornada em cumplicidade e nosso amigo Miltinho, como grande “paizão” estará acompanhado da companheira Keyla e do filhão Camilo (foto).

Desejamos um ótima estadia e sucesso profissional!!!

Em homenagem a este grande capoeira e amigo escolhemos uma matéria publicada no Jornal do Capoeira escrita pelo próprio Miltinho Astronauta.

Crônica sobre Capoeira, com algumas informações sobre a Pernada de Sorocaba e a Tiririca da capital paulista, ambas uma espécie de “capoeira primitiva” do Estado de São Paulo

Luciano Milani – Fevereiro de 2009

Nota do Editor:

À convite da Tribuna Metropolitana – um jornal quinzenal que circula nas zonas norte e sul da capital – tenho escrito algumas crônicas para uma coluna cujo título é Capoeireiro. O objetivo tem sido o de compartilhar informações e pontos de vistas sobre nossa Capoeira. No mês de Julho de 2005 publicamos uma crônica sob o título “Capoeira, Pernada & Tiririca na Terra da Garoa”. Com o lançamento do Documentário “Pernada em Sorocaba – Ginga Pela Arte…Ginga Pela Sobrevivência”, previsto para ocorrer dia 19 de Novembro de 2005 na Cidade de Sorocaba (SP), achei por bem republicar tal crônica também em nosso Jornal. É o que faço agora.

Capoeiristicamente,

Miltinho Astronauta


CAPOEIREIRO

Capoeira, Pernada & Tiririca na Terra da Garoa
Por Miltinho Astronauta – Julho/2005

Nota da Tribuna Metropolitana

Foi com imensa satisfação que inauguramos esta coluna Capoeireiro. Percebemos que amantes da prática da Capoeira – seja enquanto cultura, seja como esporte ou educação – já estão até colecionando nossas edições quinzenais. A seguir, respondemos algumas questões enviadas à nossa Redação: 1) nosso colunista desenvolve um trabalho de pesquisa do fenômeno da Capoeira em nosso Estado (Interior, Capital e Vale do Paraíba); 2) existe um projeto em andamento para cadastrar os mestres e capoeiras – dos mais antigos aos jovens mestres – das diversas regiões da Capital: Zona Oeste, Zona Leste, Zona Norte, Zona Sul e Centro; 3) interessados em colaborar com este projeto (Coletânea da Capoeira em São Paulo) podem escrever para nossa Redação, ou então enviar e-mail para o nosso Colunista. Como se diz na Capoeira, “vamos dar a Volta ao Mundo, Câmara…”.

Outro dia, recebi uma carta eletrônica (e-mail) muito elogiosa sobre as duas primeiras edições de nossa recém-inaugurada coluna CAPOEIREIRO. Lá pelas tantas, nosso interlocutor perguntou: “Existiu, realmente, Capoeira em São Paulo antes da chegada dos baianos e cariocas na década dos 60?”. De pronto lembrei-me de um corrido do Contra-mestre Pernalonga (Márcio Lourenço de Araújo), que hoje ensina em Bremen, Alemanha. “O meu barco virou / lá no fundo do mar / Se eu não fosse angoleiro / Eu não saia de lá”. Foi exatamente assim que me senti. Ou seja, se não estivesse amparado por documentos, lá estava levando minha rasteira.

De pronto, resolvi então trazer à público uma abordagem interessante que fiz sobre uma forma de “Capoeira a Lá Paulista”. Confesso, estava guardando o texto que ora apresento para um livro que estou escrevendo sobre a Capoeira de São Paulo. Mas para não deixar de “entrar na chamada” de nosso amigo Leitor, vamos então ao fio da meada.

1. CAPOEIRA GANHA O MUNDO

Hoje percebemos que o mundo todo se entregou aos encantos de nossa Capoeira. Ousaria dizer que nenhum esporte e/ou prática cultural levou tanto de um povo à outras nações como é o caso de nossa Capoeira.

Por exemplo, aqui no Brasil, praticamos o Box, o Judô e o Caratê, mas ninguém fala o inglês ou o japonês por conta disso. Dança-se o Balé e o Tango, mas não existem motivos para se especializar em Francês ou Espanhol.

Mas com a Capoeira é diferente. Por conta dela o português falado no Brasil tem sido falado em mais de 150 Paises. É isto mesmo! Segundo a Federação Internacional de Capoeira (FICA), presidida pelo Prof. Dr. Sérgio Vieira, nossa Capoeira já caminha para a segunda centena de paises onde a prática já faz parte do “cardápio” anual de eventos culturais e desportivos.

É até compreensível nosso português sendo falado neste “mundão de Deus”, uma vez que seria muito superficial praticar a Capoeira sem, por exemplo, compreender o real sentido de uma Ladainha, de um Corrido ou de uma Chula.

Ao mesmo tempo em que percebemos nossa Capoeira expandindo-se, dando sua magistral “Volta ao Mundo”, observa-se que mais e mais os praticantes (nacionais e principalmente do estrangeiro) estão buscando conhecer a verdadeira – e mais completa quanto possível – história da Capoeiragem.

2. CAPOEIRA, FOLCLORE & DINÂMICA

Prosa e SambaÉ fato que a Capoeira praticada em nosso Estado de São Paulo é fruto de um trabalho de resistência e divulgação realizado por mestres baianos e cariocas, vindos para cá a partir da década dos 50. Embora, sendo justo registrar que a grande maioria chegou entre meados dos 60 e início dos anos 70.

Em nossa Crônica Inaugural apresentamos o depoimento em livro do Folclorista Alceu Maynard Araújo (1967) atestando que levas de capoeiras foram soltas nas pontas dos trilhos (na cidade de Botucatu, entre 1890 e 1920, supostamente). Pelo depoimento, podemos inferir que Capoeiras (vindos da Capoeira Carioca) já perambulavam por nosso Estado, no final do século XIX e início do século XX.

Por falar em Capoeira Carioca, todo bom estudioso da cultura popular sabe que as manifestações raramente ocorrem em regiões de forma isolada geográfica e temporalmente. Tanto é que Mestre Edison Carneiro (excelente folclorista!) fez questão de deixar bem claro no título de um de seus livros (Dinâmica do Folclore), que tudo acontece dinamicamente. Em alguns casos manifestações se fundem, resultando em novas manifestações. Por exemplo, com a proibição da Capoeira em Pernambuco, aliado a questões político-social da época, resultou-se nosso Frevo! O bom capoeira sabe perceber que a “malícia” do bom “frevista” está ligado à ginga de um bom Capoeira. E é isto que eram no passado: capoeiras. No Rio de Janeiro, a perseguição à capoeiragem (que, funcional e socialmente não é o mesmo que capoeira) resultou na Pernada Carioca. Digamos que era a Capoeira que não se chamava Capoeira, mas que tinha a eficiência da mesma, tanto enquanto luta, como também como lazer.

3. PERNADA, TIRIRICA & CAPOEIRA PAULISTA

Em São Paulo também tivemos nossa “Capoeira primitiva”. Recentemente o historiador Carlos Carvalho Cavalheiro e o capoeira-pesquisador Joelson Ferreira têm se dedicado a estudar a Pernada de Sorocaba (interior paulista). Na essência, essa forma de manifestação tem todos os ingredientes básicos de nossa Capoeira: cantos (corridos e desafios); negaças; golpes desequilibrastes (rasteira!) etc. Em breve teremos um excelente documentário sobre o assunto. Aguardem.

Além da Pernada de Sorocaba, na Capital Paulista, tivemos também uma outra “espécie de capoeira”: a TIRIRICA. Aparentemente, tudo indica que, com a repressão de algumas manifestações (ai inclui-se a Capoeira, o Batuque e até mesmo a Religião Candomblé), o povo era obrigado a mascarar suas práticas, mudando formas de execução e nome de tais práticas.

A Tiririca Paulista era um misto de Capoeira com Samba. Era, então, uma capoeira com ritmo (diferente da Capoeira Utilitária do Paulista-Carioca Mestre Sinhozinho – Agenor Sampaio), mas sem a presença do Berimbau. Tinha canto de pergunta e resposta, e “jogava-se” ou “lutava-se ludicamente” em Roda.

Sobre esta “espécie de capoeira” (assim se referiam a ela os “mais antigos” da Terra da Garoa) temos alguns depoimentos relevantes gravados no Centro de Estudos Rurais (CERU) e Museu da Imagem e Som (MIS), ambos da Universidade de São Paulo (USP). Em São Paulo podemos encontrar ainda alguns praticantes remanescentes ou contemporâneos de praticantes, que acompanharam a TIRIRICA em seu auge (décadas dos 30 aos 50). Para dar uma dica, para quem estiver interessado em saber sobre a Tiririca, os bons nomes são Oswaldinho da Cuíca, Toniquinho Batuqueiro e Seu Nenê da Vila Matilde.

O Próprio Mestre Ananias – renomado mestre da capoeira angola baiana – que chegou pela capital entre 1950 e 1960, vivenciou alguns momentos da Tiririca pelas bandas do Brás; Largo da Banana, ou mesmo pelas Praças da Sé e da República (reduto de muitos sambistas, tiririqueiros e capoeiras). Mestre Ananias é grande conhecedor de Samba de Raiz e de Capoeira. Eu arriscaria dizer que uma das cantigas que só ouvi mestre Ananias cantando (É tumba, menino é tumba…) pode ter sido “colhida” durante sua vivência com alguns praticantes da Tiririca. Faço tal suposição baseado em um documentário de Mestre Geraldo Filme (também cantador de Samba, e que conviveu com exímios jogadores de Tiririca), que em depoimento para o MIS, lá pelas tantas, soltou a letra da música que comento acima:

 

“É tumba, menino é tumba

É tumba pra derrubá

Tiririca faca de ponta

Capoeira quer me pega

Dona Rita do Tabulêro

Quem derrubou meu companheiro

Abra a roda minha gente

Que o Batuque é diferente

(coro)

Abra a roda minha gente

Que o Batuque é diferente”

Será que a origem é a mesma (Rodas de Tiririca)?


Miltinho Astronauta dedica-se, de forma independente, ao projeto “Coletânea da Capoeira em São Paulo”. O projeto conta com a colaboração de alguns pesquisadores, dentre eles Raphael Pereira Moreno e Carlos Carvalho Cavalheiro. Para obter mais informações, acesse o Jornal do Capoeira (on line) www.capoeira.jex.com.br ou escreva para [email protected] A foto de Mestre Ananias é de Autoria de Adilene Cavalheiro.

Jornal do Capoeira – www.capoeira.jex.com.br

 

Crônica: Criativa como CAPOEIRA

Capoeira Confiante Construindo Com Carinho!!!

Camarada Capoeira.
 
Costumamos caminhar contra crises, contratempos, complicações, confluências, constrangimentos, contrariedades. Contudo colocamos capricho, carinho, conquistas, companheirismo, conhecimento, consciência, cooperação, contribuição como cuidados com capoeirandos. Convictos, conversamos com controle consertando costumeiros confrontos. Capacitamos constantemente consciências consternadas. Criamos contatos confiáveis consolidados com compaixão, carisma, conduta. Como capoeiras; cambamos, caímos, cometemos criancices, covardias, comodidades. Contudo, consternados…calamos!
 
Conscientes, combatemos controvérsias convivendo com constância, coragem, consonância. Contornamos catástrofes completamente coerentes com “caminhos caquéticos”. Continuamos confiando! Construímos castelos confiando, clamando camaradagem. Costumeiramente colocamos cara, coragem, carreira, conquistas como calço. Cambaleamos cordialmente, concluindo confusos como calar-se, camuflar-se consegue comprometer caminhos consistentes. Corremos como campeões canalizando correntes coesas. Conhecemos colegas, compadres, comadres, crioulos, caucasianos, cooperadores, cafajestes, crucificados, crianças, cretinos, caiporas, caipiras, convencidos, conterrâneos, corporativistas, companheiros, credores.
 
 
Curamos crueldades colocando como contrapartida capacidades corrompidas. Criamos confiança, confluência, condolência; conscientizando cabeças cansadas. Corrupiamos com cautela conhecendo calmamente capoeiras corretos, contrários, contemporâneos, classificados, calculistas, companheiros, coroados, corruptos, capacitados. Clamamos companheiros construindo calabouços completamente camuflados congregando cambadas. Como convulsões, castelos caem contrariando confiança, companheirismo, camaradagem. Com cadência, continuamos capoeirando, confiantes como caciques cobertos com cocares coloridos. Comparamos capoeira constantemente com caminhos congruentes. Caminhos condutores com capacidades completamente concretas. Capazes categoricamente, com classe cardeal. Capoeira cai, contorna, continua conduzindo canais compatíveis. Capoeiramos, capoeirastes, capoeirás!
 
Continuamos como costumeiramente corrigindo cabeças confusas. Com cabeçadas conseguimos cambar capoeiristas. Compreensíveis, concluímos: cambamos como caxinguelês. Com cutiladas conquistamos cargos. Contudo criamos cobras.
 
Calma! Capoeiras clamam camaradagem. Compartilham companheirismos, confraternizações, contatos. Concluo confirmando com clareza: Capoeira congrega, constrói, cativa, comove, carrega confiança, cautela, companhia; compromissos, camaradagens. Capoeira caminha comigo, contigo, conosco, convosco!
 
Cordialmente
 
Capoeira Comum.
 
Colega capoeira, comente com C.
 
Professor Beija-Flor
 
http://bfcapoeira.vilabol.com.br
 
Nota: Em homenagem ao poeta GOG, inspirador e criativo.
 

Com criatividade, cabeça e coração o camarada Beija Flor, contribui com esta crônica… Gingando com C de CAPOEIRA, CORAÇÃO, COMPANHEIRISMO, CAMARADAGEM E CIDADADANIA.

Cronica: E AINDA ME CHAMAM DE RADICAL…

O pesquisador , escritor, professor e camarada Acúrsio Esteves, nos envia uma cronica onde faz uma critica e nos faz refletir sobre a importância e a responsabilidade do ensino… por que não dizer "PROPAGAÇÃO DA CULTURA BRASILEIRA" através da CAPOEIRA ou qualquer outro saber popular… com bases, origens e raízes sabidamente brasileiras, dentro de regimentos e fundamentos guiados por nós  "BRASILEIROS"… como principal exemplo, irei citar a capoeira, uma "Luta, Arte, Dança e tantos outros nomes…" que teve como fundamental meio de divulgação… a oralidade… dentro da cultura popular… Temos o dever (será???) de mantermos as raízes, nunca nos afastando das mudanças e processos dinâmicos inerentes da capoeiragem… "um elemento vivo…" mais não esquecendo que todo este processo precisa ser baseado em nosso elemento principal de identidade patriótica, de "brasilidade": A nossa língua… a nossa forma de expressão… nosso jogo de cintura… Mais sempre abertos a adaptações… traduções… e qualquer outro elemento que venha somar de forma relevante e que colabore no crescimento sustentável da nossa capoeira.
Luciano Milani


Algumas pessoas lendo meu livro A Capoeira da Indústria do Entretenimento, acham que a minha crítica às modificações impostas pela “sociedade do espetáculo” à capoeira é por demais contundente e até mesmo descabida. Elas acham que as “novidades” colocadas no jogo com o intuito de atrair espectadores são válidas. Continuo entrincheirado nas minhas convicções e com razões de sobra para tal atitude. Senão vejamos:
 
No mês de abril tive o prazer de receber como hóspede o administrador do site Portal Capoeira, Luciano Milani, que em merecidas férias aproveitava o tempo livre para pesquisar capoeira “na fonte” aqui em Salvador, mantendo uma extensa agenda na qual constavam encontros com mestres como o Mestre Decânio, Mestre Pelé da Bomba, Mestre Gagé, Mestre Bola Sete dentre outras personalidades da capoeira. Agendadas também estavam visitas à instituições como a Associação Baiana de Capoeira Angola e academias como a Fundação Mestre Bimba do Mestre Nenel.
 
Eu, cumprindo o papel de cicerone sempre que minhas atividades acadêmicas permitiam, estava no Pelourinho com Luciano e resolvemos fazer uma visita a uma academia para conversar um pouco com o mestre da casa. Ao chegarmos ele não estava, porém, tinha um monitor ou professor dando aula para uns três estrangeiros. Paramos para olhar quando, estarrecido, verifiquei que o referido professor estava dando a aula em (péssimo) inglês, talvez na tentativa de “agradar os clientes” ou talvez até de “se mostrar diferenciado” em relação aos demais profissionais da área que dão aula em português.
 
Ora, um dos orgulhos culturais que a capoeira carrega é de propagar aos quatro cantos do mundo o nosso idioma… Aí meu camarada, é complicado aceitar este argumento. Minha mãe tinha usava muito um ditado popular que diz: “Quem muito se abaixa o rabo aparece…”.
 
Esta subserviência, baseada na idéia que temos sempre que agradar os de fora ainda que para isso sacrifiquemos nossos bens culturais, não pode continuar. Temos que dar um basta.
 
No dia 31/5 ao assistir um noticiário local, me chamou a atenção a notícia de que um grupo de mulheres capoeiristas iria fazer uma turnê na Europa e salvo engano, iria à Alemanha durante a Copa do Mundo apresentar a arte brasileira da capoeira aos gringos. Tudo estaria nos conformes se eu não tivesse notado (maldito olho crítico) alguns detalhes na apresentação que elas fizeram para uma rede de TV local.
 
O que primeiro me chamou a atenção foi que na bateria estava constando como instrumento o nosso velho e querido violão. VIOLÃO… é mole ou quer mais? Relutei a acreditar no primeiro instante, porém, as imagens seguintes confirmavam que não precisaria ir com urgência no dia seguinte ao oftalmologista; era mesmo um sonoro violão, ali, bem ao pé do berimbau.
 
Pergunto: Onde nós vamos parar? Ou “O que estará por vir”? Daí para a guitarra elétrica ou instrumentos de sopro é um pulo. Eu já tinha visto o Balé Folclórico da Bahia colocar um “surdão”, mas violão é a primeira vez. Talvez até seja ignorância da minha parte porque se a gente reparar bem tanto violão quanto berimbau tem corda né? Afinidades…
Se vocês pensam que a “performance” das meninas pára por aí está se equivocando. Elas usavam um modelito azul, com a camisa em pontas amarrada no meio do tórax e calças com vários babados em cascata, fartos e coloridos abaixo do joelho. Algo mesmo espetacular!
 

Acho bem apropriado para a ocasião tomarmos a fala de um retórico dos mais importantes da história, Marco Túlio Cícero, 106 aC a 46 aC. São famosas suas catilinárias, discursos contra um político da época, um certo Catilina, senador, como ele próprio. Na sua mais famosa fala sempre citada em todo o mundo ele dispara:

Quousque tandem, Catilina, abutere patientia nostra? Que em bom português significa: Até quando, Catilina, abusarás de nossa paciência? Fazendo uma adaptação ao nosso caso questiono: Até quando, oportunistas, abusarão de nossa paciência? É simplesmente lamentável constatar estes abusos… E ainda me chamam de radical!

Jornal do Capoeira – Matérias da Edição 63

O Jornal do Capoeira, sob a regência do competente e grande camarada, Miltinho Astronauta, traz as seguintes matérias na edição desta semana:
 
1. Capoeira Alabe, de São Paulo, comemora seu 9o. aniversário
2. Quem Inventou a Corda? Crônica por Irapuru Irú, Maranhão
3. Mestre Joga: Angoleiros em Porto Alegre e Floripa
4. Dia Internacional da Mulher, em especial à capoeirista
5. Conversando com Mestre Patinho, capoeira de São Luis (MA). Crônica por Leopoldo Vaz
6. Revista Praticando Capoeira # 33 nas bancas
7. Beribazu : Encontro Feminino de Capoeira em Varsóvia, Polônia
8. Centro de Treinamento de Capoeira, SP: Curso de ILÚS
9. Instrutora Bia: Capoeira em Bournemouth, Reino Unido
10. Juca Reis e Fernando de Noronha: Viagem de pesquisa
 
O Jornal pode ser acessado pelo endereço www.capoeira.jex.com.br
 
MULHERES CAPOEIRA
O Portal Capoeira dedica esta semana à todas as mulheres do mundo. A elas, capoeiras ou não, nossos sinceros agradecimentos e gratidão.

Capoeira, Pernada e Tiririca

Crônica sobre Capoeira, com algumas informações sobre a Pernada de Sorocaba e a Tiririca da capital paulista, ambas uma espécie de "capoeira primitiva" do Estado de São Paulo
 
Jornal do Capoeira – www.capoeira.jex.com.br
 
Edição AUGUSTO MÁRIO FERREIRA – Mestre GUGA (n.49)
 
de 13 a 19 de Novembro  de 2005

 
Nota do Editor:
 
        À convite da Tribuna Metropolitana – um jornal quinzenal que circula nas zonas norte e sul da capital – tenho escrito algumas crônicas para uma coluna cujo título é Capoeireiro. O objetivo tem sido o de compartilhar informações e pontos de vistas sobre nossa Capoeira. No mês de Julho de 2005 publicamos uma crônica sob o título "Capoeira, Pernada & Tiririca na Terra da Garoa". Com o lançamento do Documentário "Pernada em Sorocaba – Ginga Pela Arte…Ginga Pela Sobrevivência", previsto para ocorrer dia 19 de Novembro de 2005 na Cidade de Sorocaba (SP), achei por bem republicar tal crônica também em nosso Jornal. É o que faço agora.

                Capoeiristicamente,

                            Miltinho Astronauta


CAPOEIREIRO
Capoeira, Pernada & Tiririca na Terra da Garoa
Por Miltinho Astronauta – Julho/2005

Nota da Tribuna Metropolitana

Foi com imensa satisfação que inauguramos esta coluna Capoeireiro. Percebemos que amantes da prática da Capoeira – seja enquanto cultura, seja como esporte ou educação – já estão até colecionando nossas edições quinzenais. A seguir, respondemos algumas questões enviadas à nossa Redação: 1) nosso colunista desenvolve um trabalho de pesquisa do fenômeno da Capoeira em nosso Estado (Interior, Capital e Vale do Paraíba); 2) existe um projeto em andamento para cadastrar os mestres e capoeiras – dos mais antigos aos jovens mestres – das diversas regiões da Capital: Zona Oeste, Zona Leste, Zona Norte, Zona Sul e Centro; 3) interessados em colaborar com este projeto (Coletânea da Capoeira em São Paulo) podem escrever para nossa Redação, ou então enviar e-mail para o nosso Colunista. Como se diz na Capoeira, "vamos dar a Volta ao Mundo, Câmara…".

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