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Artistas e criadores culturais negros se reúnem com a ministra Marta Suplicy no Rio de Janeiro

Pela efetivação de políticas públicas para a cultura negra, lideranças do movimento negro, artistas e agentes culturais negros se reunirão, dia 09 de julho, às 16 horas, com a ministra da Cultura, Marta Suplicy, no Auditório do CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), no Rio de Janeiro (RJ). Este evento é parte das mobilizações feitas no país inteiro em resposta à liminar que suspendeu os editais do Ministério da Cultura (MinC), em parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), destinados para produtores, criadores e pesquisadores negros.

 

O presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP), Hilton Cobra, participou de todas as reuniões e, mais uma vez, foi convidado a participar, o que reflete a compreensão da classe artística negra do papel da FCP na defesa dos interesses voltados para a cultura negra. Para Cobra, “a decisão de liberar o processo seletivo e manter os pagamentos suspensos não atende as reivindicações que escutei em todas as mobilizações pelo país”, disse.

 

FCP buscando soluções – Desde a suspensão dos editais, a Fundação Cultural Palmares participa de reuniões com

produtores culturais no Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Pernambuco, Minas Gerais e Maranhão, a fim de encontrar formas de manter os processos de seleção. Mais três cidades, Belém/PA, Porto Alegre/RS e Aracajú/SE, se articulam para os debates com a presença de Hilton Cobra.

 

Acompanhe o caso – A decisão de suspender os editais foi proferida pelo juiz José Carlos do Vale Madeira, da 5ª Vara da Seção Judiciária do Maranhão, em maio desse ano. O processo foi movido como ação popular pelo advogado Pedro Leonel Pinto de Carvalho, citando como réus a União Federal, a Funarte e a Fundação Biblioteca Nacional. No último dia 7 de junho, a Justiça Federal decidiu pela continuidade dos procedimentos relacionados aos Editais do MinC/SEPPIR. O documento garantiu que as atividades de seleção fossem retomadas. Entretanto, o pagamento dos prêmios continua suspenso até o julgamento final do processo.

 

Serviço

Data: 09 de julho de 2013

Horário: 16 horas

Local: CCBB RJ – Rua Primeiro de Março, 66 – Centro – Rio de Janeiro

Mais informações: Movimento Akoben – Filipe Juliano (21) 9896.8213

 

Informações para a imprensa

Mara Karina Silva

Assessora de Comunicação/Fundação Cultural Palmares – MinC

Tel.: 55 (61) 3424.0185/ 9831.0215

E-mail: [email protected]

O que é mesmo a capoeira?

Jogo… Dança…. Luta….

É do senso comum dos capoeiristas pensar na Capoeira como uma prática polissémica que é simultaneamente um jogo, uma dança e uma luta. Se perguntarmos a um mestre mais experiente bem como a um novo praticante ambos podem sentir algum desconforto em classificar a capoeira em um campo estrito e preciso. Não sabemos conceituar o que somos ou no que nos tornamos mas sabemos o que não queremos ser. É essa forma enigmática do “decifra-me ou devoro-te” que torna certamente a capoeira uma arte instigante e curiosa.

Há uma certeza entretanto que nos acalenta e que também é do consenso geral dos praticantes, é de que a capoeira é uma arte. Sendo uma arte, concebemo-la como algo do campo da criatividade, da reinvenção e do imaginário. Convém deixar claro que se por um lado a polissemia da capoeira é algo delicioso é também angustiante e pouco didático. Sempre que tencionamos explicar a alguém, não capoeirista, o que ela é, caímos em explicações vagas que ela é uma dança em que se luta, um jogo em que se dança e por ai seguem as combinações. Para além disso o jogo do “ ser ou não ser “ deixa alguma angústia, afinal a pergunta fica sempre por responder. Sou daqueles que acredita que é bom ter certezas no que toca as nossas identidades, mesmo que sejam invenções confortantes.

Para mim há poucas dúvidas de que a capoeira, sendo uma arte, é uma arte marcial. Isso não exclui as suas peculiaridades e ligações mais intrínsecas ao campo da cultura, afro-brasileira em particular, nem tão pouco a restringe a parâmetros mais limitados que possamos conceber as artes marciais em geral, em particular as de origem oriental. Alguns pensam-na como uma filosofia, a da malandragem, como concebe o Mestre Nestor capoeira.

Foi exatamente o Mestre Nestor, cujos livros ainda fazem a cabeça de muitos praticantes no mundo, que primeiro lançou o lema: “No oriente existe o Zen, a Europa desenvolveu a psicanálise, no Brasil temos o jogo da capoeira”. Ora, quando falamos do Zen ou da psicanálise, falamos respetivamente de práticas de meditação, religião e ciência que permitem discernir a natureza humana, trata-la, fazê-la evoluir para níveis mentais mais elevados. Será que podemos enquadrar a capoeira nessa perspetiva atualmente? Ao compreende-la como uma arte marcial podemos conceber que ela pode cumprir esse papel emancipador do ser humano? No íntimo eu tenho as minhas dúvidas, mais por mero capricho prefiro acreditar que sim.

É possível aplicar a capoeira um conjunto de questões fundamentais que circundam também a existência humana, a vida. De onde vem a capoeira? Como ela se formou e o que ela se tornará? Não sabemos responder com total segurança a essas questões, tudo que se diga poderá ser mera especulação, ainda que tenha o crive acadêmico. Mas podemos acalentar algumas certezas a de que ela tem dado contributos importantes para as questões sociais e culturais das sociedades onde ela faz se presente.

Perguntei certa vez a um amigo estudioso do assunto qual era para ele, e até onde o seu conhecimento poderia alcançar, a origem da capoeira. Ele me respondeu que no seu entendimento não era uma questão histórica, que se podia provar por papéis a documentos acadêmicos, isso pouco interessava. Na verdade era uma questão ideológica, pois se dissermos que ela é afro-brasileira, por exemplo, estamos afirmando o papel do negro na sociedade brasileira e conferindo-lhe um certo grau de cidadania. Ou seja é enfim um posicionamento político.

De volta a frase do Mestre Nestor penso que caberá nas nossas reflexões sobre a capoeira questões mais profundas que, certamente os menos reflexivos sentirão dificuldades em compreender e acharão banais, pois a capoeira afinal joga-se apenas na roda e não carecerá de introspeção alguma. A capoeira ultrapassou limites inimagináveis, fronteiras geográficas, territórios culturais, limitações de gênero, classe, idade, enfim todas as contingências possíveis. Tudo isso por força de sua capacidade intrínseca de adaptar-se as mais hostis circunstâncias. No fundo, para quem as pratica sobretudo, ela diz muito sobre as nossas frágeis existências humanas e nos novos tempos globais que vivemos torna-se plena de significados.

Nesse novo encantamento do mundo inúmeras práticas ganham sentido, profanas e sagradas. O indivíduo ou os indivíduos buscam novas significações para as suas existências, novas formas de existir e ser para além das que habitualmente nos são concedidas a nascença. Somos brasileiros, espanhóis ou alemães por que nascemos em um determinado país que nos concedeu a cidadania, somos homens ou mulheres por que nossos órgãos genitais indicam um determinado género, somo brancos ou negros por que nossa pigmentação da pele assim o indica. Apesar desses traços indeléveis poucos somos tal como “naturalmente “ nos é concebido, mais ainda, somos o que nós construímos em nossas biografias. No jogo do “ser ou não ser “ a capoeira acaba por ter um papel determinante nos tempos pós-modernos e líquidos em que construímos a nossa maneira as nossas próprias identidades.

A Roda de Capoeira como patrimônio imaterial da humanidade

A Roda de Capoeira como patrimônio imaterial da humanidade: o Brasil expandindo seu prestígio por intermédio da capoeira

Há tempos, as artes marciais agiram e continuam agindo como um importante vetor de disseminação da imagem e prestígio dos países nos quais estas se originaram, sendo consideradas parte fundamental dos seus patrimônios culturais*. Dentre alguns exemplos mais conhecidos temos: Krav Maga, oriundo de Israel; Taekwondo, oriundo da Coreia do Sul; Kung Fu, oriundo da China; Muay Thai, oriundo da Tailândia; Judô, Karatê e Aikido, oriundos do Japão; e Capoeira, oriunda predominantemente do Brasil e reconhecida no mundo como a arte marcial autenticamente brasileira. E sendo parte do patrimônio cultural dos países supracitados, estas artes marciais possuem acentuada importância na construção de uma imagem positiva e favorável aos interesses destes países no cenário internacional, haja vista que o prestígio cultural de um país é um componente básico deSoft Power**.

Cabe destacar o fato de que, neste ano de 2013, o “Comitê do Patrimônio Imaterial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura” (UNESCO) vai avaliar a inclusão da “Roda de Capoeira” na lista representativa do “Patrimônio Imaterial da Humanidade”, candidatura que está sendo levada a cabo pelo “Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e tem como base um dossiê redigido a partir de pesquisas já realizadas no registro da “Roda de Capoeira e do Ofício de Mestre de Capoeira como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil”.

A se destacar, neste dossiê, as seguintes metas: a importância dos mestres de capoeira como divulgadores da cultura brasileira no cenário internacional, o que torna necessário pensar alternativas para facilitar o trânsito destes por outros países; o reconhecimento do ofício e do saber do mestre de capoeira, para que ele possa ensinar em escolas e universidades; a necessidade de criar mecanismos que facilitem o ensino da capoeira em espaços públicos; e um plano de manejo da biriba, madeira usada para confecção do berimbau e que pode ser extinta no correr dos anos.

Em adição, no intuito de incentivar sobremaneira a candidatura da “Roda de Capoeira”, o IPHAN vem empreendendo esforços e encaminhando aos grupos de “Capoeira do Brasil” uma lista de adesão a esta candidatura.

Torna-se necessário compreender o significam “Bens Culturais de Natureza Imaterial e Patrimônio Cultural Imaterial”. A “Carta Magna” brasileira de 1988, em seus artigos 215 e 216, ampliou a noção de patrimônio cultural ao reconhecer a existência de bens culturais de natureza material e imaterial. Segundo esta, os “Bens Culturais de Natureza Imaterial” dizem respeito às práticas e domínios da vida social que se manifestam em saberes, ofícios e modos de fazer, em celebrações, em formas de expressão cênicas, plásticas, musicais ou lúdicas, e em lugares que abrigam práticas culturais coletivas. Quanto ao “Patrimônio Cultural Imaterial”, a UNESCO o define como as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas – com os instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais que lhes são associados – que as comunidades, os grupos e, em alguns casos, os indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural, definição esta que se encontra de acordo com a “Convenção da UNESCO para Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial”, ratificada, em março de 2006, pelo Brasil.

Neste sentido, a preservação da Capoeira segundo este novo entendimento de patrimônio cultural despertou a atenção do governo brasileiro a partir de 2004, tendo se tornado uma política pública efetiva quando o então “Ministro da Cultura”, Gilberto Gil, esteve em Genebra (Suíça), na sede da “Organização das Nações Unidas” (ONU), acompanhado de inúmeros capoeiristas brasileiros, para um show em homenagem ao ex-embaixador brasileiro Sérgio Vieira de Mello. Nesta ocasião, o ex-ministro discursou sobre a expansão da Capoeira no mundo, destacando sua utilização como um instrumento de paz, e lançou o “Programa Brasileiro e Internacional para a Capoeira”, ações estas que podem ser vislumbradas no documentário “Capoeira – Paz no Mundo”, que foi realizado em Genebra, no dia 9 de Agosto de 2004, e contou com o financiamento do “Ministério da Cultura”.

Por outro lado, a Capoeira também é percebida como uma prática corporal e atividade de lazer hodierna, inserida no cenário e no contexto da modernidade, que oferece uma práxis única e peculiar que, mesclada com a herança histórica e sociocultural que traz em seu bojo, proporciona ricas oportunidades de utilização, podendo ser vista como uma proposta cultural de prática esportiva social. Desta maneira, dado seu aspecto multifacetado e polivalente, a Capoeira é compreendida como arte, dança, cultura, luta, arte marcial, jogo, esporte, música, folclore e filosofia, o que a capacita, plenamente, a ser encarada como um esporte que propicia uma elevada integração social[1]. No tocante a este aspecto, o “Estatuto da Igualdade Racial”, instituído pela “Lei nº 12.288, de 20 de Julho de 2010”, em seu título “Dos Direitos Fundamentaiscapítulo IIDo Direito à Educação, à Cultura, ao Esporte e ao Lazerseção IVDo Esporte e Lazer”, em seu Art. 22 assevera que a Capoeira é reconhecida como desporto de criação nacional, nos termos do Art. 217 da Constituição Federal.

Cumpre registrar que o “Ministério das Relações Exteriores” (MRE), por intermédio da “Divisão de Operações de Difusão Cultural (DODC) é responsável pela difusão e promoção da Capoeira nos postos do Brasil no exterior, segundo os preceitos e agenda da política externa brasileira. À guisa de ilustração, nos campos de refugiados deShuafat, em Jerusalém Oriental, e em Jalazoun, na Cisjordânia, próximo a Ramallah, o governo brasileiro financia um projeto da “Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina” (UNRWA) que visa impulsionar a prática da Capoeira nestes territórios, iniciativa que partiu da ONG Bidna Capoeira, que implementou o ensino da Capoeira com sucesso nos campos de refugiados na Síria. Segundo à ex-representante do Itamaraty em Ramallah (Palestina) e atual Embaixadora do Brasil em Maputo, Ligia Maria Sherer, projetos de desenvolvimento cultural e de educação como estes devem ser consolidados[2].

Outrossim, a Embaixada do Brasil em Nairóbi (capital do Quênia) promoveu, em fevereiro do corrente ano, eventos culturais de apoio à Capoeira tanto em Campala (capital de Uganda) quanto em Nairóbi. Em Nairóbi, no “Museu Nacional do Quênia”, durante o festival “A Day of Cultural Expressions”, a Capoeira foi o chamariz para o festival, que contou com estandes brasileiros sobre a “2ª Expo Brasil na África Oriental”, que será realizada entre os dias 24 e 26 de Julho de 2013, em Nairóbi, e sobre a preparação dos megaeventos esportivos que o Brasil sediará. Já em Campala, integrantes do grupo “Senzala Uganda”, que é apoiado pela embaixada brasileira, promoveram inúmeras rodas de capoeira e oficinas abertas, as quais contaram com a presença de vários capoeiristas convidados, culminando com o primeiro batizado do grupo.

No entender dos segmentos envolvidos na inclusão da Roda de Capoeira como parte do Patrimônio Imaterial da Humanidade – IPHAN e governo brasileiro –, esta representa mais um passo na consolidação da Capoeira como expressão original do povo brasileiro que se oferece aos povos do mundo como prática, atitude de vida, pensamento, técnica, esporte, prazer, arte e cultura. Ademais, esta inclusão seria um pacto entre o Brasil e o mundo para aumentar as bases de expansão das raízes brasileiras, ou seja, um passaporte a mais para abrir fronteiras e dar o tom brasileiro no cenário internacional.

Deve-se ressaltar, contudo, que, embora essa inclusão venha a ocorrer, tal seria um ato de fortalecimento que não interferiria na autoria da Capoeira nem na autoridade dos mestres, pois a Capoeira continuaria fiel à sabedoria dos que a criaram, sem perder direitos nem sofrer intervenções em seu conceito ou prática.

 

Cabe salientar que, figurando, também, como esporte olímpico, o Judô e o Taekwondo têm propiciado aos países medalhistas olímpicos um acentuado prestígio e visibilidade no cenário internacional.

** Conceito cunhado por Joseph Nye, presente no livro Bound to Lead, publicado, inicialmente, em 1990.

 

Fonte: http://www.ceiri.net

FCP e ABC assinam projetos selecionados no Edital Conexão Brasil África

Iniciativa de cooperação internacional promove interação entre agentes culturais do Brasil, África, América Latina e Caribe

Uma ação internacional promovida pela Fundação Cultural Palmares (FCP) e a Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC – MRE) beneficiará agentes culturais afrodescendentes do Brasil, África, América Latina e Caribe. Trata-se da formalização dos quatro projetos selecionados do Edital Conexão Brasil – África, no próximo dia 04 de junho, às 17h30, no auditório da FCP. Os projetos foram escolhidos entre 75 propostas recebidas desde o lançamento do certame em 18 de julho de 2012.

Para Hilton Cobra, presidente da Fundação Cultural Palmares, apoiar a capacitação dos agentes culturais negros da África, America Latina e Caribe vai funcionar como um espaço de integração entre as atividades da FCP e a comunidade internacional. “Esse Programa é inovador, estreita as relações entre o Brasil e países do continente africano, berço da maioria das brasileiras e dos brasileiros. Com essa iniciativa potencializamos nossas perspectivas de intercambio e cooperação entre a FCP e instituições africanas de promoção das artes e culturas”, disse.

Cooperação internacional e cultura – De acordo com José Claudio Klein, da Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE) o principal benefício do Programa é o investimento em cooperação técnica por meio da capacitação. Segundo ele a iniciativa vai fomentar as ações entre o Brasil e a África, de acordo com as diretrizes da política externa do Governo Brasileiro. “A ABC entende que o Programa Conexão Brasil África possibilitará que o Brasil possa sistematizar as manifestações culturais, por meio dos projetos selecionados, para fortalecer os valores culturais brasileiros e nossa própria cultura como produto da expertise brasileira”, destaca.

Troca de conhecimentos – Os projetos selecionados pelo Edital apresentam iniciativas para o intercâmbio de experiências entre indústrias criativas nas áreas de produção audiovisual e multimídia, gestão do patrimônio cultural, desenvolvimento local, segurança alimentar, práticas culturais tradicionais, turismo cultural e formação profissional. As ações selecionados representam a conexão entre os agentes culturais e as diferentes localidades:

  • Salvador, Moçambique e Cabo Verde – Arquivos digitais
  • Burkina Faso e Santos (SP) – Artesanato
  • São Paulo e Moçambique – Capoeira
  • Rio de Janeiro, Cabo Verde e Senegal – Cinema

Relação das propostas aprovadas

Edital Conexão Brasil – África – Lançado em 2012, o objetivo do Edital é apoiar a construção de capacidades de agentes culturais africanos e latino-americanos, a partir da experiência brasileira na execução de ações voltadas para a economia criativa com base na cultura africana e afrodescendente e na construção de políticas públicas para o apoio e desenvolvimento do tema.

Essa experiência positiva, deu base para a criação do Programa, que de acordo com Daniel Brasil, assessor internacional da FCP, é uma oportunidade para a Fundação Palmares qualificar esses públicos, a partir da experiência em executar políticas que potencializam a participação da população negra nos processos de desenvolvimento do país. “A Palmares está aqui para construir políticas públicas e mostrar para organizações e instituições o interesse e a capacidade de cooperar com países que têm processos históricos comuns”, destaca.

 

Denise Porfírio / Assessoria de Comunicação da Fundação Cultural Palmares

FCP realiza oficinas de capacitação para o Prêmio Culturas Populares

Os cursos são uma iniciativa do MinC, com apoio da Fundação Cultural Palmares, e vão preparar produtores culturais negros do Estado para participarem da premiação

Valorizar a cultura e a arte afro brasileira e capacitar os produtores culturais negros para incluí-los nos editais de fomento a cultura. São os objetivos das oficinas de capacitação para o Prêmio Culturas Populares, do Ministério da Cultura (MinC), propostas pela Fundação Cultural Palmares, que ocorrem de 8 a 29 de maio, em São Paulo/SP.

Para a premiação, o MinC oferecerá, em todo estado de São Paulo, 13 oficinas. Dessas, cinco serão organizadas pela FCP por meio de sua representação no estado, com o objetivo de mobilizar os agentes culturais negros para que desenvolvam propostas de acordo com o edital. As atividades vão prepará-los para preencher os roteiros de inscrição, cadastrar as ações, utilizar as ferramentas do Sistema MinC, entre outros. As oficinas serão realizadas em parceria com organizações do movimento negro paulista.

Poderão participar grupos negros de umbanda, candomblé, escolas de samba, quilombos, congada, maracatu, rituais e festas populares, arte popular, mitos, histórias e outras narrativas orais, processos populares de transmissão de conhecimentos, medicina popular, culinária popular, pinturas, desenhos, grafismos, artesanato e expressão plástica, escritos, danças dramáticas, audiovisual, entre outros.

Prêmio Culturas Populares – Desenvolvido pelo Ministério da Cultura por meio da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural (SCDC), o prêmio tem como objetivo reconhecer a atuação de mestres, grupos e comunidades responsáveis por iniciativas exemplares que envolvam as expressões das culturas populares brasileiras. O edital, que tem inscrições abertas até 5 de julho, receberá propostas de projetos que desenvolvam atividades de difusão e práticas de expressões populares em processo de esquecimento.

A edição de 2013 homenageará o ator, produtor e cineasta Amácio Mazzaropi, nascido em São Paulo em 9 de abril de 1912. Serão premiados 350 participantes, divididos em 170 na categoria Mestres, 170 nas categorias Grupo/comunidade formal e informal e 10 para “Mestres In Memoriam”, como reconhecimento ao legado de valorização da arte e da cultura brasileira.

 

Informações para a imprensa

Mara Karina Silva

Assessora de Comunicação da Fundação Cultural Palmares

[email protected]

Tel: (61) 3424.0165/9831.0215

 

 

 

Festival Cultural da Melhor Idade reunirá cerca de 300 idosos

Festival Cultural da Melhor Idade reunirá cerca de 300 idosos no próximo dia 08 de dezembro, que farão apresentações de puxada de rede, samba de roda e capoeira

O projeto de Capoeira adaptada, fomentado pelo Grupo de Capoeira Mandinga e a Ong JUNTOS, avança e proporciona novidades para seus alunos da terceira idade

Dona Terezinha não perde uma aula. Sagradamente, duas vezes por semana, ela deixa de lado a rotina usual de dona de casa para praticar uma atividade um tanto inusitada para alguém com mais de 60 anos: a capoeira. Num primeiro contato, Terezinha pensou que não daria certo. Como uma atividade que pede pulos, ginga e sincronia de movimentos caberia a um idoso?

 

Cabe. Hoje, três anos depois, Dona Terezinha – ou Maria Terezinha do Nascimento, de 63 anos – aguarda ansiosa suas aulas de capoeira adaptada, atividade feita graças à iniciativa da ONG JUNTOS (Jardins Unidos No Trabalho de Obras Sociais) e do projeto Tempo da União, braço cultural da Associação de Capoeira Mandinga, que atua em diversas regiões com seus projetos sociais e culturais.

 

Terezinha faz parte de um grupo que atualmente conta com 380 idosos. Todos, segundo a própria praticante, descobriram os benefícios da terapia. As aulas de capoeira adaptada aos idosos começaram na sede da ONG JUNTOS, situada na zona leste da capital, com cerca de 60 idosos, que até então participavam de terapias ocupacionais pouco aeróbicas, como a musicoterapia.

 

Da capoeira para o interesse a práticas da cultura afro descendente, foi uma questão de tempo. No próximo dia 08 de dezembro, o grupo fará apresentações de bate latas, dança do coco, puxada de rede, teatro focando a temática da escravidão, samba de roda e maculelê. Após as apresentações haverá um campeonato de capoeira com premiação para os primeiros três colocados. “Os resultados desse trabalho são gratificantes. Não somente em termos de qualidade de vida, mas pelas lições, pela vivacidade que eu presencio no convívio diário” – afirma Cibele Moura, capoeirista há 17 anos e professora da turma, que tem seu aluno mais novo com 60 anos e, o mais velho, 94.

 

 

Sobre o evento

 

I Festival Cultural da Melhor Idade

 

 

Organização Grupo Capoeira Mandinga – ONG Juntos

Dia 08 de dezembro às 10h

Local: Sede da ONG Juntos – Rua Cânfora, 90 – Jardim Brasília.

O evento será aberto ao público e contará com a presença do Mestre Maurão, a frente do Grupo de Capoeira Mandinga e um dos maiores nomes dessa cultura no mundo.

 

“É o terceiro evento que realizamos para essa turma tão especial. No entanto, para essa edição, colocamos mais atividades culturais, uma vez que os alunos foram inseridos na capoeira, que é uma prática mantenedora das culturas regionais brasileiras que serão apresentadas.” – sinaliza Mestre Maurão.

 

Baobá Comunicação [email protected]

Ponto de Cultura e Legião da Boa Vontade firmam parceria

Iniciativa dará continuidade a projeto de capoeira angola

O Ponto de Cultura ‘Batuque de Angola’ e a Legião da Boa Vontade (LBV) firmaram parceria para difundir a arte da capoeira angola. A iniciativa dá continuidade a um projeto que, durante os meses de agosto e setembro, ofereceu aulas de capoeira no espaço do Ponto de Cultura para crianças entre 7 e 11 anos atendidas pela LBV.

Segundo Jaquelene Linhares, coordenadora pedagógica do Ponto de Cultura, o projeto rendeu bons frutos. “As crianças mostraram muito interesse em continuar com as aulas de capoeira e a partir daí nós pensamos em abrir uma turma para que elas possam dar continuidade a essa aprendizagem”.

O projeto de extensão da LBV, coordenado pela educadora social Tatiane Souza, teve por objetivo passar conhecimento teórico e prático sobre a arte da capoeira para as crianças da instituição. “Elas adoraram as aulas. A maioria não conhecia e por não conhecer dizia que era chato, mas no final elas ficaram maravilhadas”, explica.

Para ela, o trabalho de divulgação da capoeira realizado pelo ‘Batuque de Angola’ despertou as crianças para a prática da atividade física aliada à difusão da riqueza da história e da cultura brasileira a partir das raízes africanas. “Durante a oficina elas puderam liberar as energias, conhecer os instrumentos e trabalhar questões como o respeito e a união”, destaca a educadora social.

Ponto

O Ponto de Cultura ‘Batuque de Angola’ atende a crianças e adolescentes do Bairro Industrial com aulas de capoeira e informática. O objetivo do projeto é promover o resgate da identidade cultural ligada às raízes africanas e a promoção da autoestima de jovens da comunidade.

A iniciativa do ‘Batuque de Angola’ é da Associação Abaô de Arte-Educação e Cultura Negra potencializada a partir da parceria da Secretaria do Estado da Cultura (Secult) e do Ministério da Cultura (Minc), através do Programa Cultura Viva. Em Sergipe, 30 instituições são beneficiadas pelo Programa ‘Pontos de Cultura’.

Através dessa parceria, iniciativas e projetos culturais já desenvolvidos por comunidades, grupos e redes de colaboração, são potencializados. Os Pontos de Cultura tem por finalidade fomentar a atividade cultural, aumentar a visibilidade das mais diversas iniciativas culturais e promover o intercâmbio entre diferentes segmentos da sociedade.

Fonte: Agência Sergipe de Notícias

Quilombos, terreiros, juventude e alternativas para erradicação da pobreza e desenvolvimento sustentável

O lugar das práticas culturais afrodescendentes e os modelos de desenvolvimento que delas se originam, funcionando como alternativas para a erradicação da pobreza e a preservação do meio ambiente. Este foi o eixo do diálogo promovido pela Fundação Cultural Palmares na tarde do último sábado (16), na programação da Rio+20, no Galpão da Cidadania, um dos espaços preparados pelo Ministério da Cultura, na Zona Portuária da capital fluminense.

Para favorecer o tom mais informal, o diálogo foi organizado no estilo de talk show, para o qual foram convidadas personalidades expoentes nos temas diversidade, justiça social e exclusão – atributos diretamente relacionados à população e à cultura afro-brasileira. Assim como no debate sobre a Convenção 169 da OIT, realizado pela manhã, o público superlotou o auditório. Quilombolas, indígenas, lideranças jovens discutiam sobre as práticas culturais tradicionais, não ocidentais e não eurocêntricas como elementos que merecem lugar acentuado na definição de sustentabilidade. Também entraram em pauta as ações efetivas que são necessárias para promover justiça ambiental em favor desses grupos populacionais.

Quilombos e terreiros – Constituídas sobre o legado dos negros escravizados no Brasil, seja sob o aspecto familiar ou religioso, as comunidades remanescentes de quilombos e os terreiros religiosos de matriz africana tradicionalmente primam pelo respeito à natureza e, consequentemente, pela sua conservação. Valores associados à economia e ao mercado vêm se incorporando à discussão ambiental. Apesar da pouca visibilidade, não são poucos os produtos, espalhados pelo país, gerados a partir de práticas ancestrais. Um simples exemplo foi apresentado por Maria Rosalina dos Santos, que trouxe para a Rio+20 sabonetes de aroeira produzidos em sua comunidade quilombola no Piauí. Esta e outras práticas têm potencial estratégico para a redução da pobreza, com impacto expressivo sobre as relações comerciais que envolvem serviços e bens culturais.

Como destaca o presidente da Fundação Cultural Palmares, Eloi Ferreira de Araujo, os quilombos e terreiros são segmentos com pouco acesso a bens culturais e econômicos, mas também os que menos agridem o meio ambiente.

Juventude – Na linha de frente do “rolo compressor desenvolvimentista” e das desigualdades sociais para as quais uma conferência como a Rio+20 busca resoluções, são os jovens que sofrem os efeitos mais perversos. Os impactos sobre a juventude abrangem oportunidades de educação e trabalho, atividades produtivas sustentáveis, participação comunitária e fragmentação identitária, e os resultados variam entre dependência química, perda do vínculo com seu território, êxodo rural, expropriação, perda da cultura e identidade, violência social e de gênero.

Os participantes do debate foram praticamente unânimes em apontar que a padronização de espaços e territórios, simbolizadas por usinas, minerações e monoculturas, por exemplo, resultam em injustiças ambientais, o que significa riscos e danos para as camadas sociais mais vulneráveis, que, assim, não só são excluídas do que se propõe como desenvolvimento, como também capitalizam os ônus decorrentes.

O Talk Show da FCP teve como moderadora a coordenadora municipal de Igualdade Racial em Guarulhos (SP) e especialista na implementação da Declaração e Programa de Ação de Durban, Edna Roland. Como demais convidados, participaram o professor Robert Bullard, da Texas Southern University Houston (EUA); Tânia Pacheco, da Fiocruz; Maria Rosalina dos Santos, vereadora quilombola do Piauí; babalaô Ivanir dos Santos, do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas – CEAP; e Bruno Pinheiro, da Rede de Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade – Rejuma.

Por Jacqueline Freitas
Com colaboração de Daniel Brasil

http://www.palmares.gov.br

A roda em rede: a capoeira em ambientes digitais

Pesquisa de mestrado realizada no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da ECA-USP

Objetivos e perguntas da pesquisa

Esta pesquisa tem como objetivo principal investigar a influência da mídia digital nos processos de reprodução e transformação de culturas tradicionais contemporâneas. Para a realização do estudo, escolhemos um objeto específico e pouco convencional, quando se trata de um estudo no âmbito das ciências da comunicação: a capoeira na mídia digital, ou melhor, a capoeira como uma forma cultural contemporânea, digital e em rede.

A escolha desse objeto encontra suas motivações, por um lado, na experiência nativa da pesquisadora enquanto capoeirista e, por outro, por algumas percepções que orientam nosso entendimento sobre a importância desta pesquisa – para a capoeira, para a cultura e para a comunicação.

Primeiramente, uma percepção da multiplicação exponencial de conteúdos sobre capoeira na rede, alimentados descentralizadamente por capoeiristas do mundo todo. Uma simples pesquisa no buscador do Google pelas palavras “capoeira” e “berimbau” é capaz de encontrar, respectivamente, 24.6 milhões e 2 milhões de resultados, entre páginas, sites, fotos e vídeos (busca realizada em 13 de outubro de 2011).

Essa profusão de conteúdos multimídia sobre capoeira compõe um mosaico de idiomas de

todo o mundo, quase sempre misturados à sua língua “materna”. Entre textos escritos em idiomas a nós indecifráveis, como o polonês ou o japonês, saltam vocábulos familiares como “capoeira”, “roda”, “ginga”, “berimbau”, “mandinga” e “axé”.

A capoeira tem se demonstrado capaz de adaptar-se e recombinar-se de maneira a driblar

diferenças culturais impressionantes e conquistar novos territórios, sendo capaz de traduzir-se de maneiras variadas e adotar discursos e significados que dialoguem com os tempos atuais. É uma excelente representante das culturas locais-globais em deslocamento que constituem a base da experiência cultural na contemporaneidade.

Além disso, a capoeira nos parece um excelente objeto para tentarmos responder à pergunta central da pesquisa: a mídia é novo local da cultura na contemporaneidade? Não concebemos a disseminação mundial da capoeira e de outras expressões culturais como um processo separado ou independente de sua presença nos ecossistemas midiáticos por onde circulam as informações, a linguagem e o imaginário globais, mas sim como processos intrínsecos.

Por fim, procuraremos investigar quais são os processos de transformação e de tradução

cultural pelos quais passa a capoeira a partir da multiplicação dos “outros culturais” com os quais estabelece novos diálogos no oceano informativo digital – uma espécie de Atlântico Negro expandido, global e desterritorializado.

 

 

Sobre o Trabalho

diário da pesquisa de mestrado que estou realizando no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação (PPGCOM) da ECA-USP. É um espaço para organizar as informações, registrar as reflexões e também compartilhar as glórias e agruras do cotidiano de pesquisadora.

Sou pesquisadora de comunicação digital do Centro de Pesquisa Atopos (ECA-USP) desde 2005, e capoeirista do grupo Projete Liberdade Capoeira desde 2002. Da combinação destas duas paixões aparentemente distantes, surgiu meu tema de pesquisa: a capoeira na Web.

O objetivo da minha pesquisa é investigar as transformações nos processos de transformação e reprodução cultural da capoeira a partir da sua inserção nos ambientes digitais online, levando em conta especialmente as mudanças que eles operam na relação dos agentes com o saber da cultura, cada vez mais colocado em rede e na rede.

Como esse saber é traduzido e como se criam estratégias para transmiti-lo a outras culturas não tradicionalmente envolvidas neste diálogo, também é uma questão que tentarei explorar.

 

Quem sou eu: Mariana Marchesi

Mestranda do Programa de Pós-graduação em Ciências da Comunicação (PPGCOM) da ECA-USP (2010), na linha de pesquisa Comunicação e Ambiências em Redes Digitais. Graduada em Publicidade e Propaganda pela Universidade de São Paulo (2008). Sou pesquisadora do Centro de Pesquisa ATOPOS, da ECA-USP (2005). Além disso, sou capoeirista do grupo Projete Liberdade Capoeira, do Mestre Gladson, desde 2002.

 

Lattes: http://lattes.cnpq.br/5239039793774206

Twitter: @nanamarchesi

Email: [email protected]

Site: http://mestrado2010.wordpress.com/

FCP coordenará programa de cooperação internacional Conexão Brasil-África

A Fundação Cultural Palmares (FCP) é o órgão do governo federal que coordenará a construção de uma proposta de Programa de Cooperação Internacional voltada para a cultura africana denominada Conexão Brasil-África.

A proposta contemplará ações do Plano Plurianual como capacitação, pesquisa e educação, ciência e tecnologia, difusão cultural e formação profissional de agentes culturais.

O Plano Plurianual – previsto no artigo 165 da Constituição Federal estabelece as medidas, gastos e objetivos a serem seguidos pelo Governo Federal, Estadual ou Municipal ao longo de um período de quatro anos.

Para Daniel Brasil, da Assessoria Internacional da FCP, a iniciativa servirá para fomentar o potencial estratégico de base africana e afrodescendente como forma de apoiar processos de desenvolvimento nos países africanos, latino-americanos e Brasil por meio da cooperação internacional. “A ação certamente apoiará a capacitação de agentes culturais a partir do intercâmbio com base na experiência brasileira e sua diversidade.”

A iniciativa faz parte de uma ação prioritária do Ministério da Cultura. A previsão é que até o final de 2012 o trabalho final seja apresentado à presidenta Dilma Rousseff e as atividades iniciadas em 2013.

 

Criada em 1988, a Fundação Cultural Palmares é uma instituição pública vinculada ao Ministério da Cultura que tem a finalidade de promover e preservar a cultura afro-brasileira. Preocupada com a igualdade racial e com a valorização das manifestações de matriz africana, a Palmares formula e implanta políticas públicas que potencializam a participação da população negra brasileira nos processos de desenvolvimento do País.

Fruto do movimento negro brasileiro, a Fundação Cultural Palmares foi o primeiro órgão federal criado para promover a preservação, a proteção e a disseminação da cultura negra. Em seu planejamento estratégico, a instituição reconhece como valores fundamentais:

COMPROMETIMENTO com o combate ao racismo, a promoção da igualdade, a valorização, difusão e preservação da cultura negra;
CIDADANIA no exercício dos direitos e garantias individuais e coletivas da população negra em suas manifestações culturais;
DIVERSIDADE, no reconhecimento e respeito às identidades culturais do povo brasileiro.

 

http://www.palmares.gov.br