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Pesquisa sobre o Maculelê

Caros Mestres,
 
Em parceria  com o Portal Capoeira, estou fazendo uma revisão e atualização do livro de pesquisas sobre o Maculelê – “Ôlelê Maculelê”  que foi publicado em 1989.  
 
Tenho conhecimentos de que, como acontece com as manifestações folclóricas de um modo geral o passar do tempo e interpretações pessoais têm influenciado para que a tradição seja modificada e, em alguns casos, descaracterizada.
 
Tenho, também, conhecimento de divulgação de conceitos equivocados como a afirmação feita em um programa popular de TV brasileira em que um Mestre apresentou o Maculelê como “estilo” da Capoeira.
 
A globalização da Capoeira não dá condições de se fazer pesquisas de campo como quando o Maculelê foi estudado em 1989 e, assim,  venho solicitar a sua participação – como Mestre – em atividade para que nos envie sua experiência sobre estas descaracterizações e o resultado desta pesquisa será apresentado na 2a. edição do livro que estará sendo lançada em dezembro deste ano.
 
Para participar desta pesquisa e colaborar com o Livro:
 
“Ôlelê Maculelê”, clique aqui.

 
Lucy Geão – Produtora Cultural por Emília Biancardi – [email protected]

Cronica: Qual o valor da Capoeira?

O camarada leitor certamente imaginou uma resposta tendente ao subjetivismo, pensou naquilo que a valorização da capoeira pode oferecer em essência, em sentimento e paixão.
 Mas peço que responda na acepção literal da palavra “valor”. Peço que defina em números ( pode ser em real, euro, dólar… fique à vontade!), o quanto a Capoeira vale.
 
 O assunto é polêmico e, muitas vezes, tem o insistente verniz da hipocrisia. Discursos diversos apoiando e criticando respostas inundam fóruns de net e algumas rodas de capoeira. Afinal, a Capoeira pode se desvencilhar de uma realidade capitalista globalizada? O capoeirista pode “viver” da Capoeira?
 
 Mesmo com as agruras e injustiças sociais que o sistema capitalista sustenta, ainda acho a forma mais plena de viver em uma sociedade de consumo. Ok…ok..Digo isso porque usufruo das benesses que esse mesmo sistema oferece, e eu seria bastante hipócrita em criticar o sistema e, ao mesmo tempo, desfrutar de todas as maravilhas que o capitalismo constrói. E quem não usufrui? E o pobre miserável que não tem chance de ascender socialmente? Bem… será mesmo o câncer do sistema ou a forma como o sistema é gerenciado? A necessidade humana em acumular – vinda desde os primórdios – não teria um papel relevante diante dessa realidade injusta e cruel?
 
Retomemos ao intuito da explanação…
 
 É justo criticar o capoeirista que cobra alguma quantia para ensinar o que sabe sobre a Capoeira? E quanto a forma comercial explorada por vendas de artigos e instrumentos comercializados ( às vezes de forma abusiva ) relativos à Capoeira? Resposta aparentemente simples, mas que ainda acende fogueiras de revolta e falso moralismo no universo capoeirístico.
 
Particularmente, nada contra. Mas condeno os abusos! E o faço de forma impetuosa!
 
 Os exemplos falam por si só… vez ou outra nos deparamos com casos de Mestres que, “em nome da expansão e divulgação da nossa arte-capoeira brasileira” enchem os bolsos de euros e dólares em terras do velho mundo na maior cara de pau e ainda fazem chacotas com quem ficou nesses lados tupiniquins fazendo projetos sociais voluntários.
 
 Acho que a questão é bem mais complexa. Envolve caráter, valores e princípios. Vai além de esperteza e malandragem de um capoeira. E isso fica a critério de cada um. Não dá para medir o que um ser humano pode chegar quando não possui vergonha ou escrúpulos. 
 
 Disso, tem-se um fato confortante: sabemos que estes indivíduos aproveitadores nunca participarão do rol grandioso onde apenas os verdadeiros Mestres de Capoeira terão os nomes imortalizados.
 
 A dose é o que diferencia o veneno de um remédio. E é bom que esses falsos capoeiras saibam dessa máxima, que mais cedo ou mais tarde, acabarão por serem atingidos.
 
“… quem não conhece Capoeira, não pode dá o ser valor!…”
 
 
Abraços, camaradas!
 

Angolas em São Paulo

Sugestão do Jornal do Capoeira, para o final de semana… confira!!!
 
 

Neste final de semana – 26 à 28 de Agosto-, São Paulo oferece diversas opções para quem gosta de um bom jogo de angola.
Vejamos as alternativas:
 
 
1. Sexta (26), Mestre Zé Baiano, em Caraguatatuba, inicia o evento "Tributo a Mestre Gato Preto", que contará com o lançamento de um DVD com o mesmo título. No DVD, Zé Baiano conta sua vida e sua vivência com José Gabriel Góes (M. Gato Preto) – o Berimbau de Ouro da Bahia. Além de depoimento pessoal de Zé Baiano, o DVD inclui diversos momentos da vida de Mestre Gato. Contatos: (12) 3887-2346.
 
2. O contramestre Pernalonga, do Irmão Grupo de Capoeira Angola Irmãos Guerreiros estará comemorando o aniversário de sua academia (Núcleo Castilho), Jardim Pirajussara, Zona Sul da capital paulista. Pernalonga, logo após o evento, retornará à Bremen (Alemanha), onde desenvolve um trabalho de Capoeira Angola desde 2001. Para maiores informações leiam matéria no Jornal do Capoeira, ou então entrem em contato com as angoleiras Moleza (11) 9380-0494 ou Manchinha (11) 9735-2593.  Sitio do grupo: www.irmaosguerreiros.com.
 
3. O contramestre Saci, da Escola de Capoeira Angola Raiz Negra (M.Dominguinhos) convida a todos para participar de uma oficina de Capoeira Angola com Mestre Cláudio de Feira de Santana (BA) – Angoleiros do Sertão. A oficina será realizada no Espaço Cultural do Vila Paiva, as 16 horas do dia 28 (domingo). Taxa de inscrição: R$ 20,00. Contatos: CM Saci ou Trenel Charles Brown (autor das fotos desta matéria).
 
4. Mestre Cavaco e o Grupo Negaça Capoeira Angola estarão realizando Roda no Parque do Trianon – São Paulo, domingo (dia 28), a partir das 15h00. Maiores informações pelo telefone (55 11) 6901-1365, por e-mail com o Ratão ou então diretamente no sitio virtual www.negaca.com. Detalhes do convite podem ser encontrados também no Jornal do Capoeira.
 
 
Impossível comparecer a todos estes "campos de mandinga". De qualquer forma, enviamos nosso grande axé a todos os angoleiros e amantes da boa vadiagem que desenvolvem os trabalhos em nosso Estado de São Paulo.
 
                        Iêê dá volta ao mundo.
                        Iêê mundo dá volta, camará..
 

A Arte da Capoeira

  • A Arte da Capoeira
         
Camille Adorno
 
©Copyright by Camille Adorno
Caixa Postal 95
CEP 74001-970 – Goiânia – G0.

  • Prefácio
Herança africana legada à cultura brasileira, o jogo da Capoeira significa valioso contributo à formação da nossa identidade cultural.
Neste livro, Camille Adorno estabelece os caracteres delineadores da Capoeira, propiciando uma oportunidade de iniciação à arte.
Na leitura desse tema ampliam-se as possibilidade de compreensão da nossa história, onde  se insere a Capoeira e que preservou a lembrança das lutas sociais que forjaram a cidadania brasileira.
Esta obra é um passo importante para se promover o resgate das tradições da Capoeira divulgando essa bela expressão nacional.
KLEBER ADORNO
 
 
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Os cânticos

  • Ladainha
A expressão Ladainha, provida do devocionário católico (reza), é o cântico de iniciação da roda ou de um jogo. A ladainha pode ser cantada por um dos dois jogadores que se encontram ao pé do berimbau, ou então, por quem estiver comandando a roda, que no caso, deve estar a tocar o berimbau Gunga. O seu ritmo é lento, acompanhado quase sempre do toque de Angola ou de São Bento Pequeno. A entrada para o jogo depende do término da ladainha, significando a autorização para o começo do jogo.
– Exemplo:
Cantador: Menino quem foi seu mestre
Menino quem foi seu mestre
Meu mestre foi Salomão
Sou discípulo que aprendo
Sou mestre que dou lição
Na roda de capoeira
Nunca dei meu golpe em vão
Cantador: Iê viva meu mestre
Coro: Iê viva meu mestre, camará
Cantador: Iê que me ensinou
Coro: Iê que me ensinou, camará
  • Corrido
O Corrido é bastante utilizado na Regional. Como o próprio nome indica, dita um ritmo mais acelerado, estimulando um jogo mais rápido. Geralmente, o corrido é cantado nos toques de São Bento Grande, Cavalaria, Amazonas e São Bento Pequeno.
No corrido, o cantador, canta uma estrofe e o coro responde sempre o mesmo refrão. Este refrão não precisa ter obrigatoriamente ligação com as palavras do cantador, ou seja, não se repete a estrofe na maioria das vezes. O corrido deve ser mantido pelo puxador durante um bom tempo, como forma de criar uma vibração e uma sensação de extâse na roda, fazendo com que todos os participantes sintam sua energia.
– Exemplo:
Cantador: Dá, dá, dá no nêgo
No nêgo você não dá
Coro: Dá, dá, dá no nego
Cantador: Se não der vai apanhar
Coro: Dá, dá, dá no nêgo
  • Quadras
As quadras são estrofes compostas de quatro versos, seguidas sempre do mesmo refrão. São utilizadas na Capoeira Regional. As quadras podem ser improvisadas, desde que tenham a presença dos versos e a continuidade de idéias. Mestre Bimba costumava cantar quadras durante suas rodas.
– Exemplo:
Cantador: A palma estava errada
Bimba parou uma vez
Olha, bate essa palma direito
Que a palma de Bimba é 1, 2, 3 (Olha a palma de Bimba)
Coro: É 1, 2, 3
Cantador: Olha a palma de Bimba
Coro: É 1, 2, 3
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Barra de Ferramentas

Ao clicar com o botão direito do mouse na barra de tarefas, um menu é aberto com várias opções. Se você escolher Barra de ferramentas / Área de trabalho irá aparecer um atalho Desktop na barra de tarefas, próximo ao relógio, que dá acesso rápido não só ao desktop, mas a todas as pastas com seus respectivos arquivos no HD. Muito útil.