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Portugal: 15º Festival Alto Astral

Chegámos à 15ª edição do nosso Festival! São 17 anos de trabalho e 15 anos de Alto Astral, contem com boas rodas, aulas, espectáculo de danças, jantar, palestras e mostras de vídeos, tudo no maior Alto Astral. Vamos fazer deste fim-de-semana, um momento especial e com muita e boa energia, juntamente com mestres e amigos que fazem já parte da história desse grupo.

. Aulas de Capoeira e palestras;
. Oficinas de percussão e instrumentos;
. Jantar com espectáculo;
. Festa Brasileira;
. Criação de espaços para associações e entidades convidadas;
. Aulas de danças;
. Mostra de vídeo permanente;
. Palestras e exposições;
. Loja e espaço de convívio.

Valores: 
50?* » Capoeiras de outros Grupos e CAA Alentejo, Madeira e Roménia (Aulas + actividades todos os dias).
35?* » Para um dia. 
75?* » Todos os alunos CAA Lisboa e arredores.
8?* PARA quem VAI aparecer na RODA de SEXTA-FEIRA
– Não Inclui Jantar de Sábado*

CONTATOS:

Mestre Marco António
+351 962 988 467
+351 915 808 623

marcoantoniocaa@hotmail.com

22 de agosto: Dia do Folclore

Veja o rico floclore do Brasil, região por região

Em 22 de agosto, o Brasil comemora o Dia do Folclore. A data foi criada em 1965 através de um decreto federal. No Estado de São Paulo, um decreto estadual instituiu agosto como o mês do folclore.

Folclore é o conjunto de todas as tradições, lendas e crenças de um país. O folclore pode ser percebido na alimentação, linguagem, artesanato, religiosidade e vestimentas de uma nação. Segundo a Carta do Folclore Brasileiro, aprovada pelo I Congresso Brasileiro de Folclore em 1951, “constituem fato folclórico as maneiras de pensar, sentir e agir de um povo, preservadas pela tradição popular, ou pela imitação”.

Para que serve?

O folclore é o modo que um povo tem para compreender o mundo em que vive. Conhecendo o folclore de um país, podemos compreender o seu povo. E assim conhecemos, ao mesmo tempo, parte de sua História. Mas para que um certo costume seja realmente considerado folclore, dizem os estudiosos que é preciso que este seja praticado por um grande número de pessoas e que também tenha origem anônima.

Qual a origem da palavra “folclore”?

A palavra surgiu a partir de dois vocábulos saxônicos antigos. “Folk”, em inglês, significa “povo”. E “lore”, conhecimento. Assim, folk + lore (folklore) quer dizer ”conhecimento popular”. O termo foi criado por William John Thoms (1803-1885), um pesquisador da cultura européia que, em 22 de agosto de 1846, publicou um artigo intitulado “Folk-lore”. No Brasil, após a reforma ortográfica de 1934, que eliminou a letra k, a palavra perdeu também o hífen e tornou-se “folclore”.

Qual a origem do folclore brasileiro?

O folclore brasileiro, um dos mais ricos do mundo, formou-se ao longo dos anos principalmente por índios, brancos e negros.

Região Sul

Danças: congada, cateretê, baião, chula, chimarrita, jardineira, marujada.
Festas tradicionais: Nossa Senhora dos Navegadores, em Porto Alegre; da Uva, em Caxias do Sul; da Cerveja, em Blumenau; festas juninas; rodeios.
Lendas: Negrinho do Pastoreio, do Sapé, Tiaracaju do Boitatá, do Boiguaçú, do Curupira, do Saci-Pererê.
Pratos: Baba-de-moça, churrasco, arroz-de-carreteiro, feijoada, fervido.
Bebidas: chimarrão, feito com erva-mate, tomado em cuia e bomba apropriada.

Região Sudeste

Danças: fandango, folia de reis, catira e batuque.
Lendas: Lobisomem, Mula-sem-cabeça, Iara, Lagoa Santa.
Pratos: tutu de feijão, feijoada, lingüiça, carne de porco.
Artesanato: trabalhos em pedra-sabão, colchas, bordados, e trabalhos em cerâmica.

Região Centro-Oeste

Danças: tapiocas, congada, reisado, folia de reis, cururu e tambor.
Festas tradicionais: carvalhada, tourada, festas juninas.
Lendas: pé-de-garrafa, Lobisomem, Saci-Pererê, Ramãozinho.
Pratos: arroz de carreteiro, mandioca, peixes.

Região Nordeste

Danças: frevo, bumba-meu-boi, maracatu, baião, capoeira, caboclinhos, bambolê, congada, carvalhada e cirandas.
Festas: Senhor do Bonfim, Nossa Senhora da Conceição, Iemanjá, na Bahia; Missa do Vaqueiro, Paixão de Cristo, em Pernambuco; romarias – destaca-se a de Juazeiro do Norte, no Ceará.
Pratos – Arroz de Hauçá, Baba-de Moça, Frigideira de camarão, Bolo-de-Milho e outros.

Região Norte

Danças: marujada, carimbó, boi-bumbá, ciranda.
Festas: Círio de Nazaré (Belém), indígenas.
Artesanato: cerâmica marajoara, máscaras indígenas, artigos feitos em palha.
Lenda: Sumaré, Iara, Curupira, da Vitória-régia, Mandioca, Uirapuru.
Pratos: caldeirada de tucunaré, tacacá, tapioca, prato no tucupi .

Principais manifestações folclóricas:

BUMBA-MEU-BOI – Auto ou drama pastoril que por tradição é representado durante o período natalino, como sobrevivência das festividades cristãs medievais, em que o culto do boi se fazia em homenagem ao nascimento de Cristo. De tradição luso-ibérica do século XVI, nasceu dos escravos e pessoas agregadas aos engenhos e fazendas.

PASTORIL – Festa de origem portuguesa, onde “pastoras” vestidas de azul e encarnado, se apresentam diante do presépio em atitude de louvor ao Menino Jesus. Representado durante o Natal.

REISADO – De origem ibérica, é caracterizada por um grupo de pessoas que se reúne para cantar e louvar o nascimento de Cristo. Os praticantes personificam a história dos gladiadores romanos, dos três reis magos e a perseguição aos cristãos. A época principal de exibição são as festividades natalinas, sobretudo no período dos Santos Reis, e o local é de preferência diante de uma lapinha ou presépio. O enredo mais autêntico é registrado em Juazeiro do Norte.

CANINHA VERDE – Dança-cordão de origem portuguesa, introduzida no Brasil durante o ciclo da cana-de-açúcar. Apresenta também elementos de outros folguedos, tais como: casamento matuto (quadrilha junina), mestres e a formação de cordões (pastoril).

DANÇA DO COCO – Surgiu nos engenhos de açúcar, entre os negros existentes no Ceará. Nasceu da cantiga de trabalho, ritmada pela batida das pedras quebrando os frutos, transformando-se, posteriormente, em dança, surgindo uma variedade de temas e formas de coco (coco de praia, do qual participa apenas o elemento masculino, e o coco do sertão, dançando aos pares, homens e mulheres). Dançado em roda, numa forma rítmica altamente contagiante e sensual.

MANEIRO PAU – Surgiu na região do Cariri na época do cangaço. Caracteriza-se por uma dança cujo entrechoque dos cacetes e o coro dos dançarinos produzem a musicalidade e a percussão necessárias. No Crato, o grupo de Maneiro Pau associado à Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto realiza a dança com características dramáticas. É representado nos sítios, subúrbios e pés-de-serra do Crato e cidades vizinhas por ocasião de comemorações diversas.

FOLIA DE REIS – Originalmente, festa popular dedicada aos Três Reis Magos em sua visita ao Deus Menino. É caracterizada por um grupo de pessoas que visitam amigos ou conhecidos, a partir do dia 2 de janeiro ou nas vésperas dos Reis (5/1). Nas visitas eles cantam e dançam versos alusivos à data, ao som de instrumentos e solicitam alimentos e dinheiro. É tradicional utilizar a arrecadação para a ceia no dia de Nossa Senhora das Candeias (2 de fevereiro). A visita noturna tem mais graça quando se torna uma surpresa.

TORÉM – Dança indígena originária dos descendentes dos índios Tremembé, nativos do povoado de Almofala, no distrito de Itarema, o Torém surgiu por volta do século XVIII no Ceará. É simples e imitativa da fauna local, tendo como ponto alto o momento em que é servido o “mocororó”, uma bebida fermentada do caju, bastante forte. O espetáculo é de grande plasticidade.

DANÇA DE SÃO GONÇALO – Como parte integrante da bagagem cultural do colonizador lusitano, a dança que integrava o culto a São Gonçalo do Amarante, bastante popular em Portugal, foi introduzida no Brasil, sendo, talvez, um dos ritmos mais difundidos do catolicismo rural brasileiro. No município de São Gonçalo do Amarante a dança é realizada durante a festa do santo padroeiro e apresentada em nove jornadas, num ambiente de muita fé e animação. São Gonçalo é o protetor dos violeiros e das donzelas casamenteiras.

MARACATU – De origem africana, consiste num desfile de reis. Apresenta-se em forma de cortejo carnavalesco que baila ao som de instrumentos de percussão, acompanhando uma mulher que na extremidade de um bastão conduz uma bonequinha ricamente enfeitada – a calunga. A dança se dá em passos lentos e cadenciados.

Parabés a todos os folcloristas e mantenedores das tradições

Fonte: André Cristiano Siewert
Gerente de Eventos Culturais
Rua 15 de novembro, 525 – Centro
Fone: (47) 3387 7224
MSN: culturaeventos@pomerode.sc.gov.br
Visite: www.pomerode.sc.gov.br 
www.vemprapomerode.com.br

“A cultura não deve sofrer nenhuma coerção por parte do poder,
político ou econômico, mas ser ajudada por um e por outro em todas 
as formas de iniciativa pública e privada conforme o verdadeiro humanismo, 
a tradição e o espírito autêntico de cada povo.”
( Papa João Paulo II )

Nosso Encontro 2009 – 10 anos de “Capoeira & Camaradagem”

A OFICINA INTERNACIONAL DE CAPOEIRA, um fantástico encontro repleto de muita energia positiva, carinhosamente batizado de “Nosso Encontro”, acontece pelo décimo ano consecutivo em Évora, região do Alentejo Português, para o qual tive a honra de ser convidado pela quarta vez para atuar como responsável pela comunicação social e é claro “jogar e vadiar” bastante, é um deste acontecimentos únicos que marcam a nossa caminhada dentro do universo da capoeiragem…

A cidade de Évora, cercada por uma beleza medieval e ao mesmo tempo contemporânea, é um lugar convidativo e hospitaleiro, de clima agradavel que irá se transformar durante os tres dias do “Nosso Encontro” na CASA DA CAPOEIRA.

“uma experiência fantástica e uma grande honra poder estar com pessoas que tem trabalhado com afinco e com o coração pela nossa arte capoeira e acima de tudo uma grande satisfação ter reencontrado grandes irmãos e conquistado novos amigos…”

Um encontro de PAZ e UNIÃO e muita CAPOEIRA!!! É assim que defino o “NOSSO ENCONTRO”

Luciano Milani

 


Carta de Apresentação

Caros companheiros,

Nosso Encontro chega no décimo ano consecutivo e tencionamos brindar essa data comemorativa com mais três dias de capoeiragem norteada pelo sempre clima de camaradagem e troca de conhecimentos que se tornou marca de qualidade nesses dez anos.

Marcado para os dia 11, 12 e 13 de Setembro, contaremos esse ano com a participação especial do Mestre Plínio de São Paulo que alem de dividir com todos nós seus conhecimentos de capoeiragem angoleira, nos presenteará com uma palestra abordando aspectos do desenvolvimento histórico da capoeira angola no estado de São Paulo fazendo, também, alusão às diferentes linhagens da capoeira angola e seus rituais mais expressivos.

Teremos nossas já conhecidas oficinas de capoeira sob responsabilidade dos profissionais presentes – mestres, contramestres e professores, nossa palestra com o mestre convidado, momento de perguntas da platéia, roda da praça do Giraldo, festa de, aulas de danças afro-brasileira com nosso já conhecido Murah, Danças Africanas com o nosso, não menos conhecido, Petchu, além de toda uma equipe que mais uma vez dará suporte para que nosso encontro aconteça pela décima vez. A forma que cada um participa no nosso encontro tem definido o bom resultado. Muito obrigado e nos vemos por lá.

Umoi Souza

 


English

Dear Friends,

This year marks the 10th “Nosso Encontro” (Our Encounter) and to celebrate this achievement we will once again have three more days of Capoeiragem ruled by the same environment of camaraderie and knowledge exchange that became the quality mark for these last ten years.

Set for the 11th, 12th and 13th of September, this year we will be honored in welcoming Mestre Plinio of Sao Paulo, who will be sharing his knowledge of Capoeira Angola and also be speaking about the historical development of Capoeira Angola, as it pertains to the state of Sao Paulo, while making references along the way to the different lines of Capoeira Angola and its rituals.

We will also have our usual Capoeira workshops with the attending mestres, c.mestres and professors, and our speech with the honoured guest mestre. Question and answer sessions will follow, the roda in the town centre “Praca do Giraldo” along with a party to mingle and meet everyone. In addition, we will also have Afro-Brazilian dance classes with our friend, Murah; African dance classes with the always present Petchu, along with the efforts of an entire team that once again will support us, such that our encounter will happen for the tenth time. The continued success of this event each year is due to the contributions of all its participants. Thank you very much and we’ll see you there.

Umoi Souza

Palmas: 1ª Mostra de Danças da Capoeira

O Grupo Candeias, sob a coordenação do Prof. Batalha, realiza neste sábado a 1ª mostra de danças da capoeira a partir das 18 horas no Teatro Fernanda Montenegro em Palmas.
 
O evento comemora os 20 anos de capoeira do Prof. Batalha e 10 anos de Associação Candeias. A associação desenvolve vários projetos com crianças e jovens carentes.
 
O evento contará com participação de vários capoeiristas de renome no mundo da capoeira.
Além de mostrar as várias manifestações da capoeira, como as danças de maculelê, Dança Guerreira, Puxada de Rede dentre outras.
 
O evento começará no dia 15 e terminará no dia 17.
 

Segue a programação:
 
Dia 15 de junho
18:00 Roda na Feira da 304 Sul;
21:00 Roda na Faculdade Objetivo.
 
Dia 16 de junho
09:00h Palestra Espaço Cultural;
11:00h Roda aberta na Av. JK em frente casa São Paulo;
14:30h Cursos (Espaço Cultural)
18:00h Abertura Oficial do Evento Teatro Fernanda Montenegro
Mostra de danças
Troca de corda
 
Dia 17 de junho
09:00h Cursos (Espaço Cultural);
16:00h Apresentação Palmas Shopping:
18:00h Roda na Feira do Bosque.
 
Maiores informações:

Prof. Batalha
92335330
 

Capoeira, Dança & Teatro: África brasileira

Com coreografia de impacto e a capoeira como pano de fundo, "Quilombo" retrata na dança afro a trajetória dos escravos no Brasil
 
Nada mais natural que aliar a capoeira à dança. Movimentos que se misturam, se completam. Dentro desse pensamento, eis que surge, ainda em 2005, o espetáculo Quilombo, montado pela Associação Água de Beber, com coreografia de Wal Queiroz. O estímulo maior veio com o convite da direção do Festival Internacional de Tradições Afro-Americanas da Venezuela. Foi assim que a iniciativa tomou força e os capoeristas profissionais deram vida a dançarinos. Por 40 minutos, eles deixam as rodas e sobem ao palco para mostrar a força de uma cultura.
 
Da captura à libertação. Saudades da África ao Brasil incorporado como sua nova pátria-mãe. Os aspectos que transpassam pelos períodos existentes entre esses dois extremos são sentidos nas danças e representações de “Quilombo”. Com 12 capoeiristas atuando, dançando, tocando e cantando em diferentes quadros, o público acompanha a prisão dos escravos, a viagem no navio negreiro, a comercialização e o contato com a nova cultura. Sofrimento, dor, revolta contida.
 
No mesmo ritmo de movimentos fortes, a apresentação segue contando a formação dos quilombos, o surgimento do líder Zumbi e, finalmente, a descoberta da capoeira. Apesar de ser responsável pela origem do espetáculo, a luta aparece como um personagem secundário, mas presente, mesmo que subjetivamente, nos movimentos dos dançarinos. Nesse sentido, o coordenador da Associação Água de Beber, Robério Queiroz, o Mestre Ratto, destaca: “Essa foi uma oportunidade de diversificar a capoeira, podendo ser vista como arte, cultura, luta e dança”. Além disso, o espetáculo, ao mesmo tempo que resgata uma história, chama um novo público a conhecer, realmente, o que é a capoeira. “É uma nova forma de ver e conhecer a capoeira”, acredita Mestre Ratto.
 
Foi da capoeira que veio também o repertório que rege todos os atos. Os instrumentos que tem como função primeira guiar os capoeiristas em seus “golpes” na tradicional roda, passam agora a fazer parte fundamental do espetáculo. Nada mais original do que berimbaus e tambores marcando o compaço na percussão.
 
A descoberta
Na história de “Quilombo”, a capoeira é um dos últimos elementos a aparecer. Fato que não tira o encanto da descoberta. Ao longo dos atos de dança e teatro, principalmente quando se chega à vivência dos escravos no Brasil, os negros vão despertando para os movimentos que, em seu futuro, irão originar a luta de capoeira. Mais uma vez, entre as diferentes nuances do espetáculo, a expectativa de arrancar emoções mais fortes do público.
 
Toda essa trajetória arraigada de dor e duras conquistas foi pensada durante cerca de um ano. Em 2005, a Água de Beber, que sempre se dedicou a projetos sociais envolvendo o universo afro, através da capoeira, agora se descobre culturalmente. A idéia deu certo. No ano seguinte, em 2006, nova apresentação no Festival de Tradições Afro-Americanas na Venezuela, chegando à Fortaleza, em cartaz no Dragão do Mar e no Teatro São José. Casa cheia, público satisfeito, espetáculo aprovado.
 
Com o bom resultado da primeira empreitada, a Associação está pronta para dar continuidade ao trabalho. O novo espetáculo “Nordestinando”, segue no contexto histórico e resgata as danças folclóricas num passeio pelos ritmos de diferentes regiões. O espetáculo entre em cartaz no dia 19 no Sesc Emiliano Queiroz.
 
Desafio
 
O coreógrafo Wal Queiroz continua com o grupo em “Nordestinando”, mas dessa vez, para ele, o trabalho fluiu mais fácil. A criação da coreografia de “Quilombo”, foi um desafio para Wal. Com todas as danças basearam no jogo da capoeira, o coreógrafo mergulhou no mundo da luta em busca dos movimentos que se adequasse perfeitamente à dança.
 
“Assisti às aulas. A partir da movimentação deles fiz vivências. Peguei o código corporal deles e transformei no que eles queriam para o espetáculo”. No palco, o resultado visto é uma dança extremamente forte, na opinião de Wal Queiroz. Já para Mestre Ratto, as aulas de dança transformaram também as rodas de capoeira que ganharam na estética e no aumento do interesse dos praticantes.
 
CRISTIANE VASCONCELOS
Repórter
 
Mais informações:
"Quilombo"
12 a 14 de janeiro às 20 horas
Sesc Emiliano Queiroz
Ingressos: R$ 10,00 (inteira) R$ 5,00 (meia)
Toda a renda será revestida a comunidades atendidas pelos projetos sociais da Associação Água de Beber
 
Diário do Nordeste – Fortaleza
http://diariodonordeste.globo.com

Pesquisa para revisão e atualização do livro de Emília Biancardi: “Ôlelê Maculelê”

O INÍCIO
 
Emília Biancardi Ferreira sempre foi apaixonada pelo folclore. Com ascendência italiana (por parte de mãe) e portuguesa-africana (pai) Emília desde adolescente, em Vitória da Conquista, ficava fascinada com os festejos dos ternos de reis. Mais tarde, quando foi designada professora de música e canto orfeônico no Instituto de Educação Isaías Alves (Iceia) ela criou, em 1962, o primeiro grupo parafolclórico da Bahia: “Viva Bahia”.
 
Era uma época em que a cultura afro-baiana não estava na moda e a capoeira e o candomblé sofriam repressão social, quando não policial. O grupo que mostrava as danças de origem africana se transformaria no “Viva Bahia”, em 1969 que depois se apresentou em toda a América do Sul, Europa, EUA, Oriente Médio e África e onde muitos Mestres começaram suas carreiras no exterior.
 
O “Viva Bahia” sobreviveu até 1983 e é a própria Emilia que conta: “O grupo de danças tradicionais populares, “Viva Bahia”, surgiu em Salvador a partir de uma pesquisa sobre raízes populares. Era um trabalho onde danças e músicas eram reproduzidas e aplicadas em espetáculos teatrais, havendo uma total observância dos postulados inspiradores destes; seja no candomblé, onde a coreografia se inspira diretamente na dança sacralizada dos orixás; seja na capoeira, onde as artes marciais africanas se aculturaram; seja no maculelê, recriação dentro dos valores da cultura negra das regras éticas do duelo; seja no samba de roda, onde este samba, tantas vezes modificado, aparece em sua forma original”.
 
Em seus mais de 40 anos de atividade artística Emília Biancardi (a) publicou os livros: “Cantorias da Bahia”, “Viva Bahia Canta”, “O Lindro Amô”, “Olêlê Maculelê” e “Raízes Musicais da Bahia” sendo estes dois últimos considerados de referência; (b) participou de dois importantes documentários sobre a Bahia – “Bahia de Todos os Sambas” e “Bahia por Exemplo” e (c) criou a “Coleção de Instrumentos Tradicionais Emília Biancardi” com mais de 500 instrumentos indígenas e africanos com várias exposições em Salvador e em outros estados..
 
O LIVRO “ÔLELÊ MACULELÊ”
 
Em 1989, após uma acurada pesquisa de campo, o livro  “Ôlelê Maculelê” foi por ela feito publicar como resultado da busca da trajetória do folguedo Maculelê na vida popular das microrregiões onde existiu e era cultivado observando-se as evoluções, já notadas naquela ocasião, que originou a perda de várias de suas características primitivas e que modificaram seu aspecto de folguedo de raízes africanas.
 
Nos dias de hoje essas modificações vêm sendo drásticas envolvendo  coreografia e indumentária fazendo com que a descaracterização do folguedo seja, ainda, mais profunda chegando ao absurdo de se colocar o Maculelê como “estilo da Capoeira” (???)..
 
Essa interpretação errônea feita, inclusive, num programa popular de televisão originou a inserção de uma “Ordem do Dia“ no Conselho Estadual de Cultura da Bahia que está emitindo uma Moção contra tal situação já que a autora é Conselheira do órgão e, conseqüentemente, este fato acelerou sua intenção de fazer nova Edição do “Ôlelê Maculelê” que deverá estar sendo lançado no próximo mês de dezembro.
Emília Biancardi, hoje se vê diante desta difícil situação do Maculelê que aumenta consideravelmente sua preocupação com a crescente e evidente modificação das suas características o que poderá ocasionar a perda de seu espaço no campo das manifestações tradicionais da cultura popular.
 
Assim, retomando seus estudos e com o resultado das pesquisas – via internet –  resolveu compilar várias dessas opiniões dos antigos Mestres acrescentando-as nesta 2a. edição do “Ôlêlê Maculelê”, editado em 1989, e que tem, até hoje, sua leitura recomendada por muitos Mestres como se pode constatar em inúmeros Sites dedicados à Capoeira e ao próprio Maculelê;
 
Alguns dos  depoimentos – já confirmados – que farão parte desta nova edição:  Prof. Maria Mutti, diretora do Núcleo de Incentivo Cultural de Santo Amaro (Nicsa – Prof. Zilda Paim, historiadora do Recôncavo e Mestres de Capoeira como: Mestre Morais, Mestre  Itapoan e  Mestre Bira Acordeon.
 
Lucy Geão – DRT 1857 – Produtora Cultural


 
A PESQUISA
 
ASPAS
Caros Mestres,
 
Em parceria  com o Portal Capoeira, estou fazendo uma revisão e atualização do livro de pesquisas sobre o Maculelê – “Ôlelê Maculelê”  que foi publicado em 1989.  
 
Tenho conhecimentos de que, como acontece com as manifestações folclóricas de um modo geral o passar do tempo e interpretações pessoais têm influenciado para que a tradição seja modificada e, em alguns casos, descaracterizada.
 
Tenho, também, conhecimento de divulgação de conceitos equivocados como a afirmação feita em um programa popular de TV brasileira em que um Mestre apresentou o Maculelê como “estilo” da Capoeira.
 
A globalização da Capoeira não dá condições de se fazer pesquisas de campo como quando o Maculelê foi estudado em 1989 e, assim,  venho solicitar a sua participação – como Mestre – em atividade para que nos envie sua experiência sobre estas descaracterizações e o resultado desta pesquisa será apresentado na 2a. edição do livro que estará sendo lançada em dezembro deste ano.
 
Para participar desta pesquisa e colaborar com o Livro:
 
“Ôlelê Maculelê”, clique aqui.
 
Lucy Geão – Produtora Cultural por Emília Biancardi
nucleodenegocios@atarde.com.br
FECHA ASPAS
 
Emília Biancardi
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