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BAHIA capacita agentes e operadores em seminários

De olho no mercado turístico afro descendente, a Bahia realizará dois seminários de Turismo Étnico, a fim de promover o segmento em âmbito estadual, nacional e internacional para agentes e operadores de viagem. O 1º Seminário Estadual de Turismo Étnico-Afro ocorrerá em maio, e o 1º Seminário Nacional e Internacional será em agosto.

A presidente da Bahiatursa, Emília Salvador Silva, destacou a importância de investimentos nos mercados emissores para o turismo étnico, já que no ano passado o segmento teve incremento de 300% no fluxo. “Queremos investir mais no mercado nacional e buscar mais mercados internacionais. Estamos focando os mercados que mais podem trazer resultados positivos. Percebemos que os festivais gastronômicos são uma ótima forma de promover o turismo da Bahia, atingindo inclusive o público final”, declarou.

Já o coordenador Billy Arquimimo diz que os seminários irão mostrar a diversidade do turismo étnico. “Mostraremos os destinos onde terão os roteiros voltados para o segmento. A Bahia tem muita coisa para ser explorada pelo turismo étnico, não só o afro como o indígena também”, destacou.

Durante os seminários, o Escritório Internacional de Capoeira e Turismo da Secretaria do Turismo servirá para estabelecer um canal entre as academias, associações, grupos e escolas de capoeira com o trade turístico do Estado, qualificando e garantindo instrumentos de comunicação e promoção, além de viabilizar operações turísticas como forma de estímulo ao turismo étnico na Bahia. “A capoeira é a representação da ancestralidade africana e elemento chave do turismo étnico-afro. A capoeira fomenta a atração de turistas e valoriza a imagem do estado”, enfatiza a responsável pelo escritório, Tâmara Azevedo.

Brasilturis Jornal – http://www.brasilturis.com.br

Rio Pardo: Capoeira promove a cultura e a inclusão social na cidade

A Associação Preto Rico de Oxósse realiza no próximo domingo um grande evento em Rio Pardo. Trata-se do batizado – troca de cordéis, que vai contemplar cerca de 60 crianças e adolescente que vivem no município. Entre os alunos estão os estudantes atendidos pela Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). O grupo, que existe há 23 anos, vai mostrar o espetáculo, considerado uma das mais belas heranças dos escravos.
 
A troca de cordéis vai contar com a participação de mestres de capoeira como Karcará, de Porto Alegre, um dos responsáveis pela organização do esporte no Estado; Neri Saldanha, professor da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) e um dos fundadores do grupo Oxósse em Rio Pardo; e o mestre Genésio da Rosa Batista. O evento, que se inicia às 14 horas, será realizado no ginásio municipal de esportes Guerino Begnis e conta com o apoio da Prefeitura.
 
Mestre Genésio explicou que o Oxósse é o grupo de capoeira mais antigo do interior do Rio Grande do Sul. O trabalho começou há 23 anos e foi ganhando força. Segundo o mestre, pouca gente conhece a realidade do trabalho e, mesmo sem muita divulgação, o grupo está presente hoje em diferentes instituições. “Atualmente desenvolvemos ações na Apae, onde as crianças agora estão aprendendo o Maculelê – dança usada pelos escravos para o aquecimento antes de jogar a capoeira – e no Instituto Medianeira, antiga Casa da Criança”, disse. O projeto também é realizado na Escola Municipal Casimiro de Abreu, no distrito de Albardão.
 
Na Apae, a capoeira é ensinada pelo empresário e professor Maurício Günter, que desenvolve um trabalho voluntário. Capoeirista desde a adolescência, Günter disse que a atividade na Apae foi um chamado. “Há tempos treinava capoeira apenas como esporte, mas em razão do trabalho comecei a me afastar. Aí, numa conversa com o Genésio, senti que precisava fazer alguma coisa diferente. Foi como um chamado, pois nesse bate-papo soube que a Apae tinha o projeto pronto, mas faltava um parceiro para dar as aulas e eu aceitei”, disse.
 
São quatro anos de uma ação que se reflete diretamente no desenvolvimento dos alunos. “Em novembro o grupo vai participar de uma macro-olimpíada e a apresentação artística deles será o Maculelê. A arte é difícil, mas eles estão mostrando que são capazes de realizar. Estamos na segunda aula e eles já demonstram domínio sobre os bastões e a música”, destacou Günter.
 
 
REPOSTA
 
De acordo com a professora de Educação Física, Sandra Eisenhardt, o uso da capoeira nas atividades das crianças portadoras de necessidades especiais aparece claramente. “A realização da capoeira reflete em aspectos como desenvolvimento do ritmo e da coordenação motora a partir da música. Eles desenvolvem a atenção ao ritmo, ganharam flexibilidade, equilíbrio e percepção corporal. Tudo isso reflete no aprendizado de outras atividades. Pois esses aspectos são base para todas as outras ações que eles querem realizar”, destacou.
O trabalho de capoeira com os meninos e meninas da Apae acontece na Academia Vida Ativa. O espaço é cedido gratuitamente à Apae, todas as quartas-feiras. Sandra destacou que este será o terceiro batizado que o grupo de Capoeira Renascer irá participar. “Neste processo, todos eles já mudaram seu graus de corda. Isso, além de valorizar seus esforço, mostra que todos são capazes de desenvolver a atividade”, disse.
 
Fonte: Gazeta do Sul – Santa Cruz do Sul,RS,BR
http://www.gazetadosul.com.br

Smed debate inclusão da capoeira no currículo escolar

Cerca de 50 professores e mestres de capoeira estiveram reunidos no Santander Cultural (Sete de Setembro, 1.028), no evento promovido pela Secretaria Municipal de Educação (Smed) para debater a inclusão da Capoeira no currículo escolar.

Antes de iniciar o debate, a Escola Municipal Especial de Ensino Fundamental Elyseu Paglioli realizou uma roda de capoeira, mostrando a inclusão dos alunos com necessidades especiais. Outra apresentação foi feita pela Escola Municipal João Goulart. Após, foi realizado o debate "Capoeira na escola: um projeto em construção". Conforme a assessora pedagógica de Relações Étnicas da Smed, Adriana Santos, a discussão é um importante avanço para o ensino municipal. "Torna-se cada vez mais necessário levar a cultura afro-brasileira para a escola. A capoeira é uma dança criada pelos escravos, sendo genuinamente brasileira e hoje é praticada por milhares de pessoas", observou.

Através desta iniciativa a Smed pretende iniciar uma construção coletiva sobre a implantação da capoeira na escola. "Atualmente várias instituições já ensinam capoeira nas escolas, mas em turno inverso e nos finais de semana. A idéia é colocar essa prática dentro do currículo, uma vez que une movimento, cultura, música, artes visuais, teatro e dança. Este é um projeto inédito no Brasil", destacou Cristina Rolim Wolffenbüttel, assessora dos Agenciamentos Pedagógicos Coletivos na Smed.

O evento, realizado hoje, partiu de uma demanda criada no 4º Seminário "Cultura, Memória e Folclore", realizado no mês passado. Na ocasião, através de uma oficina de prática e história da dança, originou-se a discussão sobre a inclusão desta arte marcial genuinamente brasileira.

A capoeira
 

O presidente da Federação Rio Grandense de Capoeira, Vitor Narciso, Mestre Gavião, como é conhecido, afirmou que a implantação do capoeira na escola é viável e necessária, desde que sejam realizados por professores capacitados, reconhecidos pela federação ou pela liga da capoeira.

"Atualmente muitas faculdades, possuem no currículo do curso de Educação Física a disciplina de Capoeira, visto que, no Brasil, é o segundo esporte mais praticado. A capoeira é uma arte multidisciplinar", destacou o jornalista e professor de Educação Física, Fábio Camargo.


FEDERAÇÃO RIOGRANDENSE DE CAPOEIRA
Entidade de Direção, Administração e Regulamentação Desportiva
LIGA REGIONAL DE CAPOEIRA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Presidente: Mestre Gavião
Vice-Presidente: Professor Gororoba
Secretário: Instrutor Gigante

 

Para facilitar a comunicação com a Federação estamos dispondo de duas operadoras:
LIGUE FEDERAÇÃO
Brasil telecom (051) 8451.3441
Vivo (051) 9812.8737

 

Exigência de registro de profissionais não graduados em Educação Física é ilegal

A 3ª Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região julgou hoje (8/5) dois processos que discutem a inscrição de profissionais não graduados nos conselhos regionais de Educação Física.
Nos dois recursos analisados, interpostos contra sentenças proferidas pela Justiça Federal do PR e do RS, foi reconhecida, por unanimidade, a ilegalidade da exigência de inscrição de instrutores de dança, capoeira, ioga e artes marciais. 

As apelações cíveis têm origem em duas ações civis públicas movidas pelo Ministério Público Federal (MPF). Em uma delas, o Conselho Regional de Educação Física da 9ª Região (Cref9/PR) foi condenado a não exigir o registro de instrutores de dança, capoeira, ioga e artes marciais. Ao analisar o recurso interposto no TRF, a juíza federal Vânia Hack de Almeida, convocada para atuar como desembargadora, entendeu que deve ser mantida a sentença. Segundo a magistrada, a Lei 9.696/98, que regulamenta a profissão de Educação Física, não elencou quais atividades estão abrangidas neste conceito.
 
Vânia destacou em seu voto que a Resolução 46/2002 do Conselho Federal de Educação Física (Confef), que define os campos de atuação do profissional da área, excedeu suas atribuições. O regulamento, salientou, “existe em razão da lei, e não o contrário”. Assim, destacou a juíza, a resolução não pode inovar na ordem jurídica, criando direitos e obrigações aos administrados.

Na outra ação julgada hoje pela 3ª Turma, o Cref2, do Rio Grande do Sul, também foi impedido de exigir inscrição dos instrutores dessas modalidades, independentemente do local em que as aulas sejam ministradas. O relator desse recurso, desembargador federal Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, entendeu que o ordenamento jurídico brasileiro atribuiu ao regulamento unicamente o papel de regulamentar a lei, “não podendo inovar, ampliar ou restringir seus direitos, sob pena de ilegalidade”.
 
Thompson Flores destacou em seu voto trecho do parecer do MPF, segundo o qual não cabe ao Conselho Regional de Educação Física exigir as inscrições desses profissionais, independentemente do lugar da prática da atividade: academias, clubes, instituições de ensino, associações ou similares.
 

Referência Jurídica:
 
AC 2003.70.00.003788-9/TRF

AC 2003.71.00.033569-6/TRF

 

Fonte: TRF4

Fórum discute Lei de Diretrizes e Bases da Capoeira

Pressionar o governo federal e o Congresso Nacional para a elaboração de políticas públicas de fomento à capoeira é o objetivo do IX Fórum de Capoeira, que acontece de 18 a 21 de janeiro, em Salvador (Bahia). Promovido pela Confederação Brasileira de Capoeira (CBC), o evento reúne representantes de federações e ligas de capoeira dos estados da Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Amapá, Rio Grande do Sul, Goiás, Pará, Amazonas, Rio Grande do Norte e Espírito Santo. Dirigentes de entidades do Distrito Federal, Santa Catarina, Maranhão, Paraná, Tocantins, Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco também participam do encontro, realizado em parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e Ministério dos Esportes. O Fórum tem a presença, ainda, de representantes do Governo da Bahia, da prefeitura de Salvador e da OAB Bahia.
De acordo com Gersonilto Heleno de Souza (Mestre Neguinho), presidente da CBC, o encontro acontece num momento afirmativo. “A capoeira tem digital brasileira e DNA africano, mas para consolidá-la temos o desafio de implantar definitivamente a Lei de Diretrizes e Bases da Capoeira (LDBC) como instrumento de garantia de nossos direitos e princípios”, destacou Neguinho.
 
No segundo dia do Fórum acontecem as mesas temáticas que nortearão a elaboração da LDBC. O anteprojeto da lei que cria a Política Nacional de Capoeira, a ser debatido entre os participantes do Fórum, tem oito eixos temáticos: educação; desporto; ação social; meio ambiente; saúde; cultura; organização institucional; e mitos, preconceitos e igualdade racial. No dia 21 a CBC realiza Assembléia Geral Ordinária para escolher os novos vice-presidentes da entidade. O fórum termina com uma roda de capoeira na Lagoa do Abaeté.
 
Ginga Brasil
 
Em seu discurso, a Ministra-Interina da Seppir, Maria do Carmo F. da Silva (Cacá), anunciou a realização do programa Ginga Brasil no decorrer do segundo mandato do presidente Lula e saudou a iniciativa da CBC. “Este Fórum acontece num momento de particular importância em que a Seppir e o Fórum Interministerial de Políticas de Promoção de Igualdade Racial (Fippir) buscam garantir a transversalidade das políticas de fomento à capoeira e a outras manifestações da cultura afro-brasileira”, destacou a ministra.
Para Benedito Cintra, assessor especial da Seppir, a capoeira precisa se transformar numa demanda permanente e efetiva. “A organização das entidades de capoeira é fundamental para potencializar a inclusão da capoeira no âmbito das políticas públicas nacionais”, alertou Cintra. Segundo Januário é preciso que haja o reconhecimento e a valorização profissional dos capoeiristas para evitar que a evasão de mestres para o exterior continue. “Somente com o resgate da nossa importância social poderemos consolidar um campo de trabalho que permita aos capoeiristas permanecerem no país e contribuírem para a preservação do patrimônio cultural brasileiro”, afirmou.
 
Luto e protesto
 
Falando em nome dos angoleiros durante a mesa de abertura, Mestre Marinheiro sugeriu um minuto de silêncio em homenagem ao Mestre Antonio Helói dos Santos (Cassarandongo), falecido no final de 2006. Mestre Augusto Januário executou o toque fúnebre de iúna. Representando a capoeira regional, Mestre Saci, presidente da Federação Baiana de Capoeira, destacou o preconceito racial que os negros continuam sofrendo no país. “Mestre Bimba não fez a capoeira regional para a Bahia, mas para o mundo, mas embora a capoeira tenha se expandido internacionalmente, nem tudo são flores. É difícil a gente fazer as coisas do negro no Brasil”, desabafou Saci. Os Mestres Camisa Rôxa e Pelé também prestigiaram o evento.
 
Literatura e artesanato
 
Durante o Fórum divulguei a 2ª. Edição do Dicionário de Capoeira e fiz o lançamento do livro infantil “Eu, você e a capoeira”, ambos de minha autoria. E Mestre Marinheiro expôs sua criativa coleção de berimbaus e artigos de capoeira.
 
O autor é colunista dos sites www.portalcapoeira.com e www.jornalmundocapoeira.com.br. Edita a revista “Capoeira em Evidência” e é repórter do programa de TV “Caderno Educação”. É autor das obras “Dicionário de Capoeira” e “Eu, você e a capoeira” (infantil)
 
manolima@portalcapoeira.com
(55 61)  8407 7960 e 3435 6673