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Azerbaijão será sede de 1º Campeonato Mundial de Capoeira

 

O Campeonato Mundial de Capoeira foi aguardado ansiosamente por um longo tempo. Finalmente, entre os dias 30 de maio – 01 de junho de 2013 o campeonato será realizado pela Federação Mundial de Capoeira (WCF), em Baku, capital do Azerbaijão. O evento será diferente de todas as outras competições organizadas anteriormente. Os campeonatos mundiais de capoeira realizados anteriormente eram, principalmente, realizados por um determinado grupo internacional de capoeira.

Os exemplos disso, foram os campeonatos mundiais organizados pelos grupos internacionais “Muzenza” e “Maculele”. Mas, no campeonato que será organizado pela Federação Mundial de Capoeira (WCF), equipes de todos os grupos internacionais de capoeira poderão participar. Estarão presentes equipes de mais de 80 países, e cerca de 20 grupos internacionais de capoeira foram convidados para o torneio.

A característica principal deste campeonato é que atletas receberão gratuitamente hospedagem, alimentação e transporte durante a estadia deles em Baku (para maiores informações visite o site da e os requisitos para a participação). O resultado disso é que as federações e escolas de capoeira que tem dificuldades financeiras terão condições de participar do campeonato (sem nenhum custo).

Os árbitros foram selecionados dentre mestres e professores com extensa experiência na capoeira e membros de diferentes grupos de capoeira, o que contribuirá para uma avaliação objetiva e justa dos atletas durante o campeonato.

Após a inscrição online, os membros das equipes – atletas, treinadores, torcedores, etc – receberão uma carta de confirmação em seu e-mail que os capacitará a participar do evento.

 

Ler tambémhttp://www.ebc.com.br/noticias/internacional/galeria/videos/2013/04/azerbaijao-sera-sede-de-1o-campeonato-mundial-de

 

Ver:

 

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* Nota do Editor: Estarão presentes diversos mestres de relevância internacional

Associação “Anjos Guerreiros” realiza batizado de capoeira

Integrantes do projeto social Renascer, do município de Valentim Gentil, participaram, no último dia 15 de abril, do 13º Batizado de Capoeira e Troca de Cordas, promovido pela Associação Desportiva e Cultural de Capoeira “Anjos Guerreiros”. O evento aconteceu na quadra poliesportiva da EMEF Vicente Santoro.


Segundo um dos organizadores, o monitor de capoeira Elvis Gonçalves Silvestre, o evento contou com a participação de 30 integrantes do referido projeto, sendo que 8 capoeiristas foram batizados e 22 trocaram de corda. Houve a presença ainda de 7 mestres de cidades da região.

“Foi uma boa integração entre mestres e alunos. Ocasião para a troca de energia, cultura e informações”, comentou Elvis.

Além disso, os alunos tiveram a oportunidade de mostrar o que aprenderam ao longo das aulas e participar do ritual do batizado, que é caracterizado por uma festa e tem como principal intuito motivar o “lado social” dos jovens.

O batizado foi realizado com o respaldo da Prefeitura de Valentim Gentil. “É um projeto de inclusão social que incentivamos, pois nosso maior objetivo é ver estes jovens cada vez mais longe das ruas e das drogas”, acrescentou.

 

http://www.regiaonoroeste.com/

Crônica: O que é dar valor à capoeira…

Dar valor à Capoeira, ter o mínimo de respeito com essa Arte tão magnífica, é saber que, quanto mais capacitado for o profissional, melhor ele exercerá sua profissão; é entender que o curso de educação física não vem para substituí-la, e sim, para dar subsídio a ela, para que o professor tenha o respaldo científico, podendo comprovar cientificamente todo o potencial da Arte, para que ele seja capaz de dizer mais que apenas: “A Capoeira é a única arte marcial genuinamente brasileira, é Patrimônio Cultural Brasileiro”, disso todo mundo sabe, não é novidade, não deixa de ser um título importante, mas é algo muito limitado para a dimensão real dos benefícios da Capoeira.

A pesso, para defender a tese da Capoeira, deve ser capaz de dizer em linguagem acadêmica e culta: “a Capoeira não se resume em importância histórica, mesmo que não desconsideremos esse fato, temos que saber que a Capoeira atua em um contexto bio-psico-social, fisiologicamente, a Capoeira proporciona aumento do condicionamento físico, melhora nos sistemas muscular, cardiovascular, articular e respiratório, aquisição de capacidades físicas: força, flexibilidade, resistência e velocidade, e ainda estimula a produção de endorfina e serotonina, hormônios responsáveis pela sensação de prazer. Os benefícios psicomotores da Capoeira são: aumento da noção de esquema corporal, maior noção de lateralidade, aumento da coordenação motora, aumento da noção espaço-temporal, aquisição de ritmo, maior poder de atenção, concentração e formação de um auto-conceito positivo.

Sociologicamente, a Capoeira corrobora na socialização do indivíduo, visto que é capaz de desinibir, eliminando a timidez, aumentar o senso de organização, diminuir o risco do uso de drogas e álcool, promover a formação de caráter e a aquisição de valores como honestidade, solidariedade e fraternidade, dentre outros. Diferencia-se dos outros esportes por não exigir um arquétipo específico para sua prática, qualquer pessoa pode praticá-la, seja qual for sua estatura, etnia, credo ou classe social, além de trabalhar a musicalidade, propiciando a motivação do atleta.” Quem realmente ama e respeita a Capoeira entende que ela é como um camaleão, que muda de acordo com a situação, se adequando à época em que se encontra. Não podemos nos prender nas décadas de 30 e 40, quando ela não passava de cultura ou manifestação popular, visto que hoje a Capoeira é uma ferramenta para educadores na formação da cidadania, é auge no fitness, é terapia para a terceira idade, é esperança para os grupos especiais: cardiopatas, diabéticos, obesos e portadores de deficiências, seja ela qual for.

É preciso que o profissional atuante na área capoeirística seja capaz de criar seus projetos e não cobrar isso da prefeitura. É preciso que ele saiba que o poder público nada pode fazer para ajudar pessoas físicas, grupos sem registro que permanecem no anonimato, pois até mesmo uma criança, para ter seus direitos básicos garantidos, precisa tirar sua certidão de nascimento. Além disso, a Capoeira é auto sustentável, é possível conseguir recursos através da lei de incentivo fiscal, sem precisar mendigar nada de ninguém. É muito fácil cruzar os braços e reclamar, difícil é arregaçar as mangas e correr atrás, estudar, se capacitar. Tem espaço para todos, mas é mediocridade imaginar que a Prefeitura, com o atual governo que valoriza tanto a educação, contrataria alguém que menospreza um curso superior. Será que eles não sabem que o professor é um espelho para as crianças? Que o mesmo poder que a Capoeira tem de formação ela também tem de destruição, quando o profissional não é qualificado?

Diante de tudo isso, caros colegas autores da solicitação por mais valor à Capoeira, sinto muito lhes dizer, mas as portas não estão fechadas, porém, a escadaria para chegar até elas é longa.

Ubiracy Galvão Borges, Mestre Café, idealizador do projeto Capoeira para Todos – Gingando Contra a Exclusão

Fonte: http://www.jornaldeuberaba.com.br/

Crônica: “Menino, qual é teu grupo?”

A vida consiste em mudanças. É ordem natural. Muda-se, às vezes, para adequações, sustentações de privilégios ou simplesmente para ir de encontro às imposições sociais. Mudar se torna sinônimo de evolução se o camarada leva em conta a escala humana. Na nossa Capoeira, mudar ganha um significado quase unânime: mudança significa acrescentar mais um número no censo dos grupos.
 
Diversos motivos são encontrados para tal fato: ideologias conflitantes, filosofias arranhadas, vergonhas à lama, inconsistências de caráter, inveja, incompreensão… Enfim, uma gama de motivos que separam o que antes parecia ser integrante, carta do mesmo baralho.
 
Não generalizo. Há casos em que o afastamento se dá por motivos nobres como uma continuação de um belo trabalho apenas com outra estampa na camisa. Mas, infelizmente, são raros casos. Quase lendários…
 
As mudanças atingem nossa arte-ginga em várias frentes. Seja num toque variado, um estilo novo de jogar, um evento com outros atributos afros… Fica a critério de cada grupo. Critérios, aliás, que variam sobremaneira de grupo para grupo… Outro ponto de eterna discussão… Pluralidade cultural ou "invencionice" de pessoas querendo aparecer mais do que as outras? Fica a resposta no ar…
 
"Montar um grupo" parece ter virado o hobbie de muitos candidatos a "mestres" oportunistas. Enchem o papo com palavras que nem eles entendem, pegam um punhado de alunos com lavagem cerebral, distribuem cordas nada merecidas, montam um símbolo no "paint" e pronto. Mais um grupo de Capoeira na área!
 
Filosofias? Comprometimento com a história? Vínculos com o fator social que a Capoeira carrega? Nada disso. O intuito é criar rixa com outros grupos e, de preferência, com o antigo Mestre… A bobagem e a inconseqüência são as palavras que carimbam o símbolo deste grupo…
 
Ressaltando que existem casos que merecem parágrafos por serem exceções!  Existem ótimos "suplentes" de Mestres que fazem mais do que os próprios. Mas quem ganha todo o mérito? Sim… ele…o "mestre" de mentirinha…
 
Esses que crescem e fazem a Capoeira crescer é que devem mesmo se desvencilhar desses maus mestres… Montem seus grupos e levantem suas bandeiras que tem no centro a essência insubstituível da Capoeira! Competência e vontade: atributos que não faltam para essas pessoas que não se acham acima da nossa arte!
 
Que os novos grupos ofereçam idéias para organizar nossa arte, mostrar que o amadorismo não domina a Roda! Comportar-se como profissionais para refletir respeito! Chamar a atenção tanto dos incentivos particulares como governamentais. Mas para isso, deve haver organização interna. Sem isso, nada feito! É soco em ponta de faca com ferrugem.
 
Axé e muita mandinga para o surgimento dos grupos que renovam com respeito a Capoeira com preceitos e resgate de fundamentos vitais para nossa arte. Declínio sem compaixão para os grupos que se acham donos de uma patente que leva o nome de Capoeira! Acordem!
 
A história exemplifica… Impérios ditos invencíveis caíram! Pois nada fincado em pés de barro garante consistência duradoura! E diante disso, vem o alívio para o bom Capoeira!
 
Shion 
Fundação Arte Brasil Capoeira – Parnaíba / Piauí
www.flogao.com.br/fundacaoartebrasil
        

Gingas do corpo brasileiro

Uma análise da malandragem no futebol, carnaval e capoeira

Outrora havia o "juiz ladrão". E hoje? Hoje, os juízes são de uma chata, monótona e alvar honestidade. Abrahão Lincoln não seria mais íntegro do que Mário Vianna. E vamos e venhamos: a virtude pode ser muito bonita, mas exala um tédio homicida e, além disso, causa as úlceras imortais. Não acredito em honestidade sem acidez, sem dieta e sem úlcera. Mas ponha-se um árbitro insubornável diante de um vigarista. E verificaremos isto: falta ao virtuoso a feérica, a irisada, a multicolorida variedade do vigarista. O profissionalismo torna inexeqüível o juiz ladrão. E é pena. Porque seu desaparecimento é um desfalque lírico, um desfalque dramático para os jogos modernos.

MANUEL ALVES FILHO

A malandragem presente no futebol, tão bem descrita no texto do dramaturgo Nelson Rodrigues, é um estigma que permeia duas outras importantes manifestações populares brasileiras: o carnaval e a capoeira. Mas o malandro não é o único elemento comum aos três temas, tão freqüentes nas rodas de bate-papo e nas mesas de bar. O mesmo ocorre com a religiosidade e a música. Esses e outros aspectos da cultura brasileira são abordados no livro Futebol, Carnaval e Capoeira: Entre as gingas do corpo brasileiro, recém-lançado pela professora Heloisa Turini Bruhns, do Departamento de Estudos do Lazer da Faculdade de Educação Física (FEF) da Unicamp. Além de analisá-las dentro de uma perspectiva histórica, a autora utiliza as três "festas" para fazer uma reflexão consistente sobre a complexa e, não raro, contraditória realidade nacional.

A obra é o resultado de uma pesquisa feita para o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), mais tarde transformada em tese de livre-docência por Heloisa. No livro, ela desvia de atalhos, como manter as três manifestações circunscritas ao ufanismo e ao folclore. "Eu tento mostrar como elas foram modificadas ao longo do tempo, salientando as pluralidades, a fim de que possamos constatar as singularidades, onde um conjunto de forças desiguais manifesta-se através de poderes muito particulares, até microscópicos, mas que nem por isso deixam de interagir com poderes mais amplos, os quais tornam-se fundamentais para compreendermos a complexidade social".

A despeito do discurso democrático , destaca a autora, o futebol, o carnaval e a capoeira não podem ser enfocados dentro da ideologia da integração nacional. "O acesso a essas manifestações populares é desigual. Temos que considerá-las no plural: futebóis, carnavais e capoeiras", afirma Heloisa. Um exemplo disso é a ainda incipiente presença feminina na capoeira e no futebol, espaços considerados essencialmente masculinos.

Apesar disso, a mulher vem ampliando a sua participação em ambas as manifestações. Na capoeira, por exemplo, a presença feminina não produziu mudanças estruturais, mas está promovendo adaptações nos exercícios físicos e até na vestimenta. "Em algumas academias, as mulheres podem usar top no lugar das tradicionais camisetas brancas", esclarece a professora. Heloisa, porém, não trabalha com a dominação dos homens sobre as mulheres. "Eu exploro o complexo jogo mútuo homem/mulher, na substituição do tratamento simplista calcado na dominação unilateral masculina".

A participação de homens e mulheres no futebol tem origens diferentes. No período de introdução do esporte no Brasil, os praticantes pertenciam a uma elite influenciada pelos ingleses. Com a popularização e a profissionalização, outros grupos e classes integraram-se no esporte. Com o futebol feminino aconteceu o contrário. A presença da camada mais humilde prevaleceu no início.

As pioneiras, lembra Heloisa, foram estigmatizadas como "machonas" e "paraíbas". Para serem aceitas, tiveram que desenvolver modos muito parecidos com os dos homens. Só a partir da década de 80 o futebol feminino passou a ter um novo significado, com a criação da Liga Carioca de Futebol Feminino e partidas beneficentes, que reuniram modelos e artistas. Atualmente , clubes, prefeituras e universidades, dentre outros, estimulam o esporte.

No carnaval, ao contrário das outras duas manifestações, a presença feminina sempre ocorreu. "Não existe carnaval sem a mulher. A figura da mulata é fundamental na escola de samba, na música e na dança, numa encarnação corporal da própria ginga", diz a autora.

Mosaico – De acordo com Heloisa, não é possível isolar essas manifestações populares e analisá-las num campo autônomo, pois compõem um todo com os processos da industrialização e urbanização. Alguns elementos, como a música e a religiosidade, promovem o entrecruzamento do futebol com o carnaval e a capoeira. A autora destaca que alguns jogadores chegam a atribuir seus gols a santos e a Deus. O carnaval e a capoeira têm uma ligação estreita com os cultos afro-brasileiros, casos da umbanda e do candomblé.

"Quanto à música, ela é um elemento fundamental tanto no carnaval quanto na capoeira. Além disso, muitas canções têm o futebol como tema", explica a pesquisadora. O aspecto comum a essas três manifestações que talvez chame mais a atenção é o mito da malandragem. No futebol, ser malandro é quase uma obrigação, já que o adjetivo está associado à esperteza e habilidade. No carnaval, o termo representa o indivíduo que transita entre a ordem e a desordem, sendo esta uma festa "malandra’, isto é, "debochada, sem dono", afirma Heloisa.

Já na capoeira, a malandragem está intimamente ligada à ginga. "Os próprios praticantes dizem que a capoeira é um jogo de malandro, pois não se impõe por meio da força, mas sim pela capacidade de enganar o adversário", diz a autora.

Como manifestações próprias de uma sociedade repleta de contradições e preconceitos, o futebol, o carnaval e a capoeira refletem essa realidade. São, a um só tempo, focos de resistência e de reprodução de valores e concepções de vida , muitas vezes presentes nas mensagens veiculadas pela indústria cultural. "Elas compõem o nosso universo. Negam afirmando e afirmam negando preconceitos, relações de poder, discriminações. Minha preocupação foi evitar enfocá-las tomando como base as extremidades do eixo resistência-reprodução, pois se isso ocorresse, com certeza eu estaria simplificando a realidade", pondera Heloisa.

Jornal da Unicamp

Semana Mestre Pastinha

Academia de Mestre João Pequeno promove semana comemorativa em homenagem à Mestre Pastinha
 
Academia João Pequeno de Pastinha
Centro Esportivo de Capoeira Angola
Direção: Mestre João Pequeno
 
Convida a todos para a Semana Comemorativa
A Vicente Ferreira Pastinha ( Mestre Pastinha )
 
Dia:      07 de Abril de 2005
 
Local :  Forte Santo Antônio além do Carmo
 
Programação:
 
17:30 h " Exibição do documentário, Pastinha: Uma Vida pela Capoeira  (direção: Antônio Muricy)
 
18:45 h " Discussão aberta sobre o tema,
 
19:45 h " Vadiação ( Roda de Capoeira Angola Aberta ).
 
"João, Tome conta disso, porque eu vou morrer, mas morre  o corpo, o espírito ele vive para sempre"  ( Mestre Pastinha )
 
Obs. Atenção no horário da  programação, pois será pontual.
Fonte Jornal do Capoeira – www.capoeira.jex.com.br
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FUMO E TRABALHO

Quem fuma no trabalho corre o risco de virar persona non grata.
Segundo a Associação de Defesa da Saúde dos Fumantes,
para usar o "fumódromo" o funcionário gasta em média 45 minutos diários.
Além disso,
o fumante é mais suscetível a doenças e afastamentos.
E a fumaça prejudica equipamentos de informática e de ar condicionado,
impregnando-se ainda em cortinas, tapetes e mobiliário.