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Bahia: Forte protegido

Vigilante, a capoeira tem no Santo Antônio uma espécie de lar com o qual mantém relação de amparo mútuo

“Nasci para ser contestadora”, diz a capoeira, sentada aqui em frente, personificada sobre o banco de madeira no salão que aguarda os pingos de suor se tornarem muitos na roda de logo mais. Ela agora está tranqüila, é mestre Moraes, honra e glória do Forte do Santo Antônio, seu lar. Quase um quartel de convivência naquele quadrilátero que um dia foi erguido para defender a cidade, ocupado por gente que queria manter a arte nobre, negra, necessária para deixar acesa a chama da História da Bahia. Hoje são tempos melhores e o mestre abre o sorrisão durante a conversa. Mas nem sempre foi assim.

O Ato Institucional no5 fazia pipocos ecoarem pelas avenidas, mas Pedro Moraes Trindade estava em alto-mar, na viagem entre a sua terra e o Rio de Janeiro, o fuzileiro naval segue para fazer curso pela Marinha. Na recém-destituída capital federal, iria dar seqüência ao que tinha aprendido anos antes, nas ruas ocupadas por prostitutas e meliantes. Era ali, em uma portinha original de um casarão remanescente, no Largo do Pelourinho, 17, na academia do mestre Vicente Ferreira, o Pastinha, hoje restaurante do Senac, que os mestres João Grande e João Pequeno o ensinaram a voar no molejo da luta batizada com aquele país irmão-colônia. “Mas lá no Rio ninguém conhecia Angola”, reverbera, indignado, com o estilo que o acompanha até hoje. A solução foi passar o conhecimento, estava formado o primeiro grupo para fluminenses, que começaram a perceber que a Bahia é mais África do que aparenta. O som do berimbau no clube Gurilândia, escola primária de classe média, ecoava em Botafogo.

O AI-5 pára tudo no país, mas ela avança. E já em 80, ainda no Rio, mestre Moraes funda o Grupo de Capoeira Angola Pelourinho, o GCAP. “Não me interessava perder a identidade com as minhas origens”, diz como quem dá um martelo, marca terreno. Três anos depois, volta às raízes e busca, em Salvador, um espaço para dar continuidade ao grupo. É o pós-ditadura, o recomeço.

O forte é legal, é mais ou menos perto do velho largo, mas está repleto de moradores de todos os becos imaginários, verdadeiros sem-tetos que ocupam e fazem a história em Salvador. Ainda assim, foi entrando. “A escola funcionava ali em cima, era o lugar de mestre Ezequiel antes de ele morrer”, aponta para o céu, na direção do antigo primeiro andar, onde existiam celas, derrubado na mais recente reforma do espaço, motivo de controvérsia, conforme dito.

A situação era difícil. “Teve dia de eu entrar aqui e o tiroteio começou a acontecer”, lembra ele, resistente.

Abandonado, o forte vivia ao léu, não havia chaves para trancar o portão principal. Cada um tinha a da sua cela, da sua sala.

A essa altura, já havia acontecido a transferência dos presos, realizada em 1978, para o Presídio Regional, no bairro da Mata Escura. O Estado inicia as investidas, como uma batalha na qual, dessa vez, o forte não é parte na contenda, e sim, o objeto a ser conquistado. Em 80, é feita a proposta de transformar o forte em centro de cultura popular, sob o projeto do arquiteto Paulo Ormino. No ano seguinte, são iniciadas as obras de limpeza e reparo para o centro, que não vinga.

E os anos passam. Ilê Aiyê deixa a senzala do Barro Preto e ali faz os ensaios. Grupos de rock encontram no lugar palco bom para shows. Antes, o bloco carnavalesco Os Lord’s também ensaia para, na época, os três dias de Carnaval. A capoeira dali não sai, sempre à espreita, vigilante. Assiste a tudo, certa. “Foram cortadas água, luz, não tinha segurança. E a gente segurou a onda”, orgulha-se o mestre Moraes.

Em 97, surge novo projeto que tenta transformar o forte em casa das filarmônicas. Após o início das obras, são descobertos elementos de valor arquitetônico, como a cisterna que hoje ocupa o centro do pátio. Nova paralisação dos trabalhos.

A bandeira angolana, pregada que está no teto do salão, começa a tremular justamente quando acontece a virada da história da capoeira no Forte de Santo Antônio. Finalmente, as tratativas são iniciadas com a Secretaria de Cultura para transformar o lugar em forte da capoeira, em 2004, ano em que Moraes, multi-artista, concorreu ao Grammy – um dos prêmios mais importantes da música mundial –, com o disco Brincando na roda. Dessa vez, as obras seguem em ritmo alucinante para, no final do ano passado, estarem prontas.

Nesse ínterim, nem tudo são flores. Relações tensas nasceram naturalmente. E briga boa é com ela. Quiseram criar crachás para quem fosse jogar no forte. “Dizer quem é quem? Para um capoeirista? Todos são capoeiristas e basta”, esbraveja o mestre. “Ela não é para ser vista como folclore. Ela questiona a postura do poder”, abre a meia-lua inteira, sopapo, ele que é professor da língua inglesa, na rede estadual de ensino médio e fundamental, além de mestrando em história social na Ufba, o que o também credencia para aqui falar o idioma da sua gente, vencedora.

E ao lado de Moraes, no salão ali ao lado, está o mestre João Pequeno de Pastinha, o discípulo nonagenário. Completou no último dia 27. A dupla da salvação. “Se não fossem esses dois capoeiristas, o forte já estaria destruído”, altiva a voz outra personificação. Agora, estamos no vale que um dia foi palco de manifestações do candomblé, terreiro famoso, lá está outro adepto. José Leal trabalha hoje na Cesta do Povo do Ogunjá e traz na lembrança aquelas recordações de quando ficou à frente das obras para a recuperação do forte como o burocrático gerente de patrimônio imobiliário do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac). “Eram diversas famílias entre drogados, homicidas, prostitutas, traficantes e alguns por necessidade que ocupavam o local”, lembra. “Algumas famílias tiveram indenização pecuniária, enquanto outras foram relocadas para outras partes da cidade”.

Leal informa que o forte encontra-se situado na área poligonal traçada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para o tombamento do Centro Histórico de Salvador. “Lá é o ponto limítrofe”, explica ele, que participou das terceira, quarta e quinta etapas de reforma do Pelourinho.

Recorda de dois grandes aprendizes e braços-direitos do mestre Pastinha. João Pequeno e João Grande, que resolveu mudar de ares e hoje está na Califórnia, nos Estados Unidos. De Pequeno, reverencia-o como o pioneiro no espaço ao fundar, em 1982, o Centro Esportivo de Capoeira Angola (Ceca). “Tudo aquilo ali é fruto da capoeira, ela e o forte historicamente se complementam”, diz.

O mundo também é uma roda. Jogam capoeira aproximadamente oito milhões de pessoas no mundo em mais 180 de países. Só na rede mundial de computadores, já são mais de três mil sítios.

O entusiasmo cresce. A idéia é criar uma forma compartilhada de gestão entre o Estado e a Capoeira, com maiúscula mesmo, elevada à condição agora oficial de transformadora da sociedade. E recrudescem os esforços para que ele se torne uma política pública, independente do governo que esteja aí. “É uma obrigação constitucional preservar a memória de um povo e a capoeira está nesse contexto”, advoga Leal.

Existem ainda propostas nobres a serem postas em prática como a preservação da biriba, árvore da qual se faz o berimbau. “Se não for dela, o instrumento é falso”, determina.

A agora vibração está presente ao falar dos mestres que hoje dão seqüência à arte e à luta dos irmãos Moraes e João Pequeno: Curió, Boca Rica, Nenel. E, claro, dos trabalhos de reforma.

“Eram mesmo lendas as histórias de túneis que ligam o forte de Santo Antônio ao do Barbalho e para o Comércio, que teriam sido feitos pelos jesuítas, não tem nada lá.”, esclarece. “E a cisterna descoberta tem autonomia para até 750 mil litros de água”. E conclui, conclamando: “a capoeira não aceita tutela, ela parte para o confronto. Que agora é o político”.

De volta ao forte, em uma confortável sala recém-inaugurada na antiga administração, sente-se o choque térmico com o ar-condicionado trabalhando bem. O atual gestor do lugar, Magno Neto, representante da Secretaria da Cultura, rabisca as prováveis futuras atrações do Santo Antonio, que não se resumirão à capoeira. “Vamos fazer alguns shows aqui, mas nada muito pesado, algo mais intimista para preservar o lugar”, adianta.

A presença constante de um representante do Estado dentro do forte é algo novo. E, antes de se ajustarem – capoeira e o Poder Público, – tensões se formam. Os capoeiristas ainda não engoliram a rusga criada no último 20 de novembro, dia da Consciência Negra. Com uma programação definida, com várias rodas para comemorar a data, receberam ofício 48 horas antes solicitando que a programação fosse suspensa para que fosse realizada uma premiação de uma regata internacional que acabava de acontecer. “Foi um desrespeito e não mudamos nada”, reclama o mestre Moraes. Os dois eventos aconteceram simultaneamente.

Um mês depois, a paz está selada. Ou não, pode ser apenas uma trégua. E a renovação é necessária e aí gritam lá do largo perguntando ao seu vigia se o espaço está aberto à visitação.

Resposta afirmativa, lá vem curioso o carpinteiro Leonardo Cruz, já sem as mãos dadas com o filho Júnior, 9 anos. Pára na cisterna recém-descoberta, espia as grandes fechadas que dão acesso aos salões. “Quero que meu filho seja capoeirista”, diz ele. “Já joguei muito, gostava daquela capoeira malandra”, sorri.

A noite chega. Com ela, mestre Moraes.
O Forte de Santo Antônio terá ainda muitos anos de vida.

Fonte: Correio da Bahia, Brasil – http://www.correiodabahia.com.br

Capoeira é oferecida de graça aos moradores do Guará

Quem sonha em jogar capoeira, mas está com o orçamento apertado tem a chance de aprender, de graça, essa luta. O grupo N´Golo oferece aulas em cinco pontos do Distrito Federal: Centro Educacional 02 e Escola Classe 01, no Guará, Condomínio Residencial Park, na mesma cidade, Universidade Católica, em Taguatinga e Faculdade Alvorada, na Asa Norte.
 
A equipe do Você Repórter esteve no Guará no último fim de semana e pôde acompanhar uma apresentação do grupo. No primeiro domingo de cada mês os integrantes do N´Golo se apresentam no Arco da Cultura, ao lado da feira da cidade.
 
De acordo com o professor Igor Araújo, o objetivo é fazer uma confraternização entre os alunos e divulgar o trabalho para quem desconhece. "Queremos mostrar que tem pessoas de todas as idades aqui. Quem quiser pode se juntar a nós", conta.
 
Ao longo da apresentação, uma multidão de curiosos foi se formando no local. Entre eles estava o pequeno Gabriel Ferreira, de 7 anos. O garoto passeava pela Feira do Guará quando se sentiu atraído pelo som dos berimbaus.
 
Diversão
 
"Quero fazer essa aula porque é divertido e dá pra aprender muita coisa", comenta. Igor concorda: segundo ele, aprendizado é o que não falta na capoeira. "Além de tudo, os jovens aprendem, aqui, a ter disciplina. Eles percebem que existe a hora certa para jogar e que há uma hierarquia dentro do grupo", diz.
 
Além da disciplina, outro ponto forte do N’Golo é a união entre seus integrantes. Para a estudante Camila Alves, 17 anos, os amigos da capoeira são a segunda família. "A amizade é o que mais me admira no grupo. Sei que posso contar com todo mundo", destaca. Durante muitos anos, ela foi proibida pelo pai de aprender a luta. "Ele tinha preconceito, achava que era coisa de menino", diz. Mas, ao completar 16 anos, achou que era hora de lutar pelos seus direitos. Resultado: há 1 ano e 3 meses, a garota trocou o balé pela capoeira. "Estou adorando as aulas. Se a pessoa leva a sério, dá para ficar em forma".
 
Apoio
 
Para fazer as apresentações mensais, o N´Golo recebe apoio da Administração do Guará, que sede espaço sem cobrar nada por isso. O diretor regional de cultura Adilson Cordeiro opina que, além de trazer cultura para a cidade, esse tipo de apresentação ajuda a chamar clientes para a feira.
 
Ele acrescenta que, para dar mais incentivos a grupos que queiram se apresentar, a administração pretende fazer a reforma de todo o Arco da Cultura. "Já estamos trabalhando no projeto, que deve sair até o ano que vem", afirma.
 
 
Grupo N´Golo – Aulas gratuitas de capoeira em diferentes turnos. 
Inscrições e outras informações com mestre Igor, pelo telefone 8155-3106
 
Fonte: clicabrasilia.com.br – Brasília, DF, BR
Foto: Antônio Siqueira

Capoeira na Escola, uma ferramenta no auxílio do aprendizado

Nada mais importante do que a "Educação".
 
Dentro deste contexto alternativo a Escola Municipal Primeiro de Maio, no Bairro de Massaranduba, Bahia, utiliza diversas ferramentas para melhorar o padrão do ensino e a frequência escolar, entre elas a CAPOEIRA.
 
Para nós capoeiristas é uma honra e uma felicidade saber que a "nossa arte" está sendo utilizada com MESTRIA, seguindo o bom caminho e possibilitando aos alunos a "VERDADEIRA ESCOLA DE CIDADANIA"
 
Luciano Milani

 

 

Professores reduzem a taxa de repetência
Fernanda Santa Rosa – A Tarde On Line – Salvador

Com metodologia de ensino alternativa e comprometimento da comunidade escolar, a Escola Municipal Primeiro de Maio, no bairro de Massaranduba, está conseguindo driblar os padrões negativos da educação brasileira. Tanto que, a partir do dia 10 de setembro, a pequena unidade escolar vai ser apresentada nacionalmente em uma campanha televisiva do Ministério da Educação (MEC), como modelo de gestão.
 
O colégio foi escolhido depois que, no final do ano passado, se destacou no estudo Aprova Brasil, realizado pelo MEC em parceria com o Unicef. A pesquisa selecionou os 33 melhores resultados em aprendizagem num universo de 40 mil escolas públicas do País. Em apenas dois anos, a Primeiro de Maio conseguiu reduzir a taxa de repetência, de 32,1% para 6,8%, e o índice de evasão, de 12,2% para 4,7%, graças a projetos de valorização da identidade dos alunos e da comunidade.
 
No ano passado, o destaque foi o projeto Histórias e memórias de Itapagipe, que motivou os alunos, com pesquisas, palestras, maquetes e visitação aos locais históricos. “Como o assunto tem a ver com a realidade das crianças, elas despertam o interesse, e os pais ficam mais participativos”, explica a diretora Simone Barbosa.
 
Ela conta que, este ano, a iniciativa tem continuidade com o programa Amar, cuidar e viver Itapagipe. As aulas são voltadas para o meio ambiente. “A maioria dos pais são catadores de material reciclável, e tem muito menino que se sente humilhado. Explicamos a importância deste trabalho”, diz a diretora.
 
Mudanças – O resultado se percebe em garotos como Jutahy Neves, 10 anos, aluno da 3ª série do ensino fundamental. Antes agressivo e disperso, o menino tem, hoje, notas acima da média e bom comportamento. “Antes, eu só tirava 2, era ruim mesmo nos estudos. Agora, tiro 7 e até 9”, diz o estudante, com orgulho. O mesmo acontece com Alysson Santos, 11 anos, na 4ª série. “Já não faltava às aulas, mas agora está mais interessante, por causa da capoeira”, garante.
 
Outro ponto que indica o caminho para o sucesso é o envolvimento da população local, com professores voluntários de artes, música e capoeira. A professora Lindalva Lima, embora seja contratada, faz questão de se unir a este time da boa vontade e extrapolar as suas funções convencionais. Conhecida moradora da comunidade, ela vai à casa de cada aluno da escola com mais de três faltas para saber os motivos da ausência. “Além de ensinar, sou secretária e também ajudo na limpeza, porque acho que é um trabalho com amor. Meus filhos se criaram aqui”, diz.
 
Apesar de bons resultados, a escola passa por dificuldades para se manter. A unidade tem instalações muito reduzidas para os 291 alunos da educação infantil à 4 série. Os recursos da Secretaria Municipal de Educação (Smec) não são suficientes para garantir a expansão dos projetos.
 
“Fizeram uma reforma em janeiro, trocando as divisórias da sala, o que melhorou problemas, como o barulho. Mas falta muita coisa, como lugar para os eventos e atividades às quais a gente se propõe”, diz a diretora. Para a visitação do bairro, no ano passado, ela lembra que, por falta de um veículo, só teve uma solução: “Fomos somente a alguns lugares e a pé”.
 

Bauru: Com ginga e votos, Casa da Capoeira é destaque

Prestes a completar 1 ano, ONG ganha arrancada em eleição do BOM DIA

Arte, jogo, esporte, dança, luta, festa. A capoeira é um pouco de tudo. E seus adeptos são rápidos no gatilho: prestes a completar um ano, a Casa da Capoeira aparece em terceiro lugar na lista das maravilhas de Bauru em eleição promovida pelo BOM DIA desde domingo.

“É até uma surpresa para nós”, diz o responsável pela casa, Alberto de Carvalho Pereira Sobrinho, 42 anos. “O trabalho é recente, mas muito promissor.”
Todos os dias, parte dos 50 associados-praticantes vão até o local para treinar. Seis deles estarão competindo nos Jogos Regionais de São Manuel, abertos ontem à noite.
“Agora queremos ter sócios-mantenedores, com participação direta de empresas e instituições”, acrescenta Sobrinho.
Ex-bancário, nascido em Pernambuco, ele deixou para trás uma carreira bancária em São Paulo e chegou a Bauru há 14 anos.
A poupança dos tempos de banco foi empregada na casa, hoje uma ONG (Organização Não-Governamental) fundada em 1º de Agosto, dia do aniversário de Bauru. Também professor de educação física, Sobrinho joga capoeira desde os 12 anos e é enfático: “A capoeira só vai sair da minha vida no dia em que a vida sair de mim.”
 
Projeto pioneiro
 
Advogado prestes a prestar concurso para delegado no Paraná, o professor de capoeira Danilo Zarlenga Crispim votou na casa.
 
“É, sim, uma maravilha porque se tornou um espaço pioneiro no Estado”, explica. “É difícil achar um espaço que concentre treino e difusão da cultura afro-brasileira ao mesmo tempo.” Crispim se refere ao acervo de livros do local, com 50 títulos específicos sobre capoeira. Um deles é raro, de 1933. Medalhista em jogos regionais, Crispim lembra que começou a gostar de capoeira influenciado por amigos. “Hoje, também ajudo a levantar essa bandeira. Até porque a capoeira só pode fazer bem, inclusive para manter a forma.”
 
Pelo celular
 
Não há telefone na Casa da Capoeira, mas informações sobre como participar dos treinos podem ser obtidas pessoalmente à rua Sebastião Pregnolatto, 4-86, Jardim do Contorno. Ou pelo telefone celular: (14) 9711 8798.
 
‘Batista é a rua do progresso’
 
Um dos pontos destacados por José Alberto de Souza Freitas, o Tio Gastão, é a Batista de Carvalho, que para ele deve ser considerada a “rua do progresso”. “Ela começa na Praça Machado de Melo e desemboca na Praça da Matriz. No passado, o seu coreto, o lago, as árvores com suas belezas naturais e até animais, como bicho preguiça, encantavam as famílias”, diz. Já Ana Maria Pinho diz que Bauru tem coisas boas que muitas vezes não são lembradas. “A oportunidade de eleger as maravilhas de Bauru é uma forma de pensarmos nisso.”
 
Top 20
As mais votadas
 
* Vitória Régia – 13,01%
* Zoológico – 9,09%
* Casa da Capoeira – 8,84%
* USC – 8,21%
* Estação Ferroviária – 6,94%
* Centrinho – 6,57%
* Automóvel Clube – 4,55%
* Templo Tenrikyo – 4,29%
* Jardim Botânico – 3,54%
* Confiança Max – 3,41%
* Praça da Paz – 3,03%
* Aeroclube – 2,78%
* Noroeste – 2,78%
* Bauru Shopping – 2,65%
* Bosque Comunid. – 2,40%
* Calçadão – 2,40%
* Av. Nações Unidas – 2,40%
* Praça Portugal – 2,02%
* Teatro Municipal – 1,77%
* Bar do Dito – 1,39%
 
Classificação atualizada às 18h de ontem. Até agora, 105 maravilhas receberam indicações.
Já estão computados 792 votos.
 

Curitiba: Capoeira ajuda a evitar evasão escolar

Cerca de 400 crianças, alunas da Associação de Capoeira Arte e Raça, com idade de quatro a 15 anos, foram "batizadas" na capoeira no último fim de semana. A cerimônia, que reuniu 2.200 pessoas no Clube Cultural Portão, foi a primeira da associação criada em janeiro deste ano e dirigida pelo mestre de capoeira Emílio José Alves de Andrade. O grande número de formandos se deve ao trabalho em conjunto com a Prefeitura de Curitiba, que estimula o treino das crianças no contraturno escolar, em creches, ginásios escolas municipais, ou nas sedes das associações de moradores.
Mestre Andrade diz que esse trabalho conjunto contribui para a redução de evasão escolar e na prevenção às drogas e à violência. O município também estimula as comunidades carentes atendidas pelos Centros de Referência da Assistência Social, mantidos pela Fundação de Ação Social.
 
"A cerimônia tem significado especial para os alunos, porque concluíram o primeiro estágio de aprendizado, o que corresponde à formatura de escolares do ensino básico", diz Andrade.
 
O batizado é o primeiro passo para que o aluno de capoeira aprenda as regras esportivas que poderão transformá-lo em professor-estagiário, em uma academia, a partir dos 18 anos de idade.
 
Também participaram da formatura professores e alunos de academias de capoeira de Foz do Iguaçu, Assis Chateaubriand, Cascavel e Toledo, e também da cidade catarinense de Joinville.
 
Bondenews – Londrina,PR – http://www.bonde.com.br/bondenews
Luiz Costa/SMCS
Redação Bonde
Londrina

ONG “Casa da Capoeira” quer disseminar o jogo em Bauru

Preocupados em resgatar a história da capoeira, um grupo de amantes do jogo está criando uma Organização Não-Governamental (ONG) em Bauru destinada a manter um acervo de livros e materiais e disseminar a prática da capoeira como esporte educacional.

O projeto denominado "Casa da Capoeira de Bauru" é encabeçado pelo professor de educação física Alberto de Carvalho Pereira Sobrinho. A sede do projeto foi construída com recursos pessoais ao custo de cerca de R$ 138 mil. Atualmente, a ONG está em fase de formalização institucional e, segundo Sobrinho, não pode receber doações em dinheiro.
 
A Casa da Capoeira de Bauru possui um espaço de 35 metros quadrados destinados a abrigar uma biblioteca sobre o esporte. Atualmente, já fazem parte do acervo 50 livros, 60 revistas e alguns artigos de congresso, monografias e teses de doutorado sobre o assunto.
 
“Como estamos imersos na burocracia para a formalização institucional da ONG ‘Casa da Capoeira de Bauru’, não podemos receber doações em dinheiro. Desse modo, as doações esperadas são em livros, estantes, mesas de estudo e leitura e equipamentos de informática”, ressalta Sobrinho.
 
O organizador do projeto lembra que a história da capoeira, geralmente, é passada à sociedade de forma oral e distorcida da realidade. Preocupado com isso, Sobrinho diz que é preciso discernir sobre o que é fato e o que é mito sobre a capoeira no Brasil e em Bauru. “Hoje nós buscamos através da ONG congregar pessoas tanto da capoeira quanto de fora dela criando uma identidade para a cidade. Porque existe a questão da história em que cada um busca defender o seu interesse e há uma disputa ideológica”, comenta o professor.
 
Segundo ele, a função da biblioteca, por exemplo, é informar o que é realmente a capoeira e o que ela representa no Brasil. A nova ONG deverá ter três ordens de associados: o praticante, o sócio contribuinte (pessoas físicas que fazem doações) e o sócio mantenedor (convênios com entidades como escolas públicas e particulares, por exemplo).
 
O professor ressalta a importância de algumas personalidades ligadas à história da capoeira de Bauru. Entre elas cita o mestre Cidão, do Grupo Guerreiros de São Jorge, que no início dos anos 1980 teve uma experiência bem sucedida no município ao trazer o esporte de Guarulhos para Bauru. “Baianinho e mestre Terra também são duas pessoas que merecem respeito”, lembra Sobrinho.
 
Uma das dúvidas mais comuns das pessoas com relação à capoeira é a forma correta de classificá-la. No entanto, o professor tranqüiliza explicando que ela tem várias modalidades. “A capoeira pode ser uma luta aberta, franca, um jogo, uma dança e também esporte”, diz, lembrando que desde 1972 ela se enquadra na categoria de esporte por conter regras e possuir competições.
 
De acordo com ele, cerca de 30 alunos praticam a capoeira atualmente na Casa da Capoeira, instalada em um espaço de 186 metros quadrados. O imóvel está localizado na rua Sebastião Pregnolato, 4-86, Jardim Contorno. As visitas à biblioteca podem ser feitas no período noturno ou às terças-feiras das 9h às 12h e às quintas-feiras das 13h às 18h.
 
Alberto de Carvalho Pereira Sobrinho: capoeira-bauru@uol.com.br
 
Jornal da Cidade – fone (14) 3104-3104 – Bauru-SP
 
Fonte: Mestre Jeronimo – Rod@ Virtual

Capoeira joga longe preconceito

Com síndrome de Down, participantes de oficina se destacam e conquistam etapas

 

Terminou ontem a oficina de capoeira no Lar Escola Rafael Maurício com destaque para dois participantes especiais. Você vai saber quem são logo abaixo.
 
Antes, é preciso dizer que 111 crianças e adolescentes receberam certificados.
 
A oficina faz parte do Projeto Interação, realizado em parceria com a Secretaria Estadual de Esportes.
Segundo a diretora do lar, Silvia Almeida, no semestre passado as aulas foram de dança de rua.
 
Os alunos são integrantes de projetos desenvolvidos pelo lar escola em parceria com a Sebes (Secretaria Municipal do Bem-Estar Social).
 
Um deles, o projeto Atitude, atende crianças e adolescentes de 7 a 14 anos, que freqüentam escolas regulares e fazem as atividades no lar em horário oposto.

Outro, o Alegria, atende crianças e adolescentes com deficiências leves e com dificuldades de aprendizagem. Os 40 abrigados da instituição também participaram da oficina.

Para o professor e mestre em capoeira, Paulo Cesar Ferreira, conhecido como mestre Amaral, trabalhar com pessoas especiais foi uma experiência incrível. “Eles têm potencial, é visível o quanto gostam da capoeira”, comenta. Desde 1984 ele trabalha nessa área.

Para fazer a entrega dos certificados atletas que irão concorrer nos jogos regionais estiveram presentes ontem.

O professor de educação física e treinador da equipe, Alberto Sobrinho, acredita que a capoeira proporciona momentos em que todos se tornam igual. “Não há preconceito entre os parceiros e isso transmite segurança”, diz.

Integrantes da oficina, José Roberto Liberte e Everson Aparecido Lopes, ambos de 24 anos e com síndrome de Down, destacaram-se nas aulas e já conquistaram etapas. “José passou do primeiro cordão (verde) para o segundo (amarelo) e Everson foi do segundo para o terceiro (azul)”, diz mestre Amaral. Ele lamenta não continuar as aulas com essa turma. “O projeto não permite que seja a mesma oficina na seqüência.” E afirma que, se pudesse, daria aulas gratuitas.

“O ideal é conseguir uma boa parceria. Eles são apaixonados pela capoeira.”
 
Fonte: Bom Dia Bauru – Brasil – http://www.bomdiabauru.com.br/index.asp?jbd=3&id=81&mat=79298

Bauru: Periferia em ação – Capoeira & Cidadania

Fortunato, Jaraguá e Santa Edwirges unem forças para combater as mazelas sociais
Para lutar contra os estigmas da violência, da criminalidade e da miséria que “rotulam” a periferia de modo geral, o Núcleo Fortunato Rocha Lima, o Parque Jaraguá e o Parque Santa Edwirges, três bairros da zona norte de Bauru, resolveram unir forças.
Suas associações buscam, na ajuda mútua, a saída para os problemas socioeconômicos que atingem a população da região. Além dos programas desenvolvidos pelo poder público, o trabalho só é possível com iniciativas da própria comunidade.
 
Quem faz a diferença são pessoas como as irmãs Lidiane Silva Pereira de Oliveira, 25 anos, e Leda Maria Pereira, 26. Juntas, elas coordenam o projeto Anjos da Roda, que oferece aulas de capoeira a 36 crianças e adolescentes carentes do Fortunato Rocha Lima e de bairros vizinhos.
Lidiane (ou Diane Queixada, sua identidade como professora de capoeira), conta que a inspiração para o projeto, iniciado em maio de 2004, foi Wayslan Carlos Lopes, 16 anos. “Na época, comecei a dar aulas particulares de capoeira no bairro e o Wayslan ficava assistindo, com vontade de participar, mas não tinha condições de pagar” relembra a estudante do último ano de educação física.
 
Como outros meninos também mostraram interesse, Leda sugeriu a criação do Anjos da Roda. “Por que ficar esperando o governo quando também podemos contribuir para um futuro melhor?”, diz ela, que auxilia Diane na coordenação do Grupo de Capoeira Pau Pereira.
 
Wayslan e outros beneficiados agradecem. Há cinco anos na capoeira (e há 11 no Fortunato), ele achava que nunca iria conseguir jogar igual às outras pessoas. “Agora, consigo fazer vários movimentos bonitos. Me orgulho de ser capoeirista”, diz.
 
O desenvolvimento do adolescente, porém, vai além do esporte. “Antes, eu só bagunçava e brigava. A capoeira me ensinou a ter mais paciência e disciplina”, comenta Wayslan, que sonha em fazer faculdade de educação física e se tornar mestre de capoeira.
 
Para compartilhar esse bem-estar, Wayslan incentivou pessoas como Willian Aparecido Pereira da Silva, 14, a participar do projeto. Willian, por sua vez, levou o irmão, Lucas Vinicius Antonio, 10.
 
Para Willian, que há cinco anos vive no Fortunato, a capoeira serve como um “analgésico” para as dificuldades financeiras e emocionais de sua família – principalmente o alcoolismo dos pais. “A capoeira faz a gente esquecer um pouco os problemas. Me dá alegria e me ajuda a acreditar que o futuro pode ser melhor”, afirma. Lucas completa: “A gente fica mais esperto. Me divirto”.
 
Francine Dagmar Regina Pereira, 11 anos, também se diverte. Tanto que diz que, quando a aula acaba, às sextas-feiras, já vai embora com saudade. E ela quer levar essa alegria adiante. “Quero ser mestre de capoeira para também dar aulas a outras pessoas carentes. Penso em ser veterinária também.”
 
Para Diane Queixada, que participa de mais três projetos sociais em outros bairros de periferia, o desenvolvimento de seus alunos é a melhor gratificação. “É a paixão pela capoeira e o bem-estar desses jovens que motiva minha dedicação”, diz.
 
Para preencher as 50 vagas disponíveis, Diane e Leda estão com inscrições abertas para crianças e adolescentes de 4 a 16 anos. Os interessados devem ir acompanhados dos pais à rua João Prudente Sobrinho, sem número, na quadra poliesportiva (emprestada) do projeto Girassol, às sextas-feiras, das 19h às 21h. Mais informações pelos telefones (14) 9748-9871 ou 9134-4911.
 
Agente Jovem motiva Rodrigo
 

Há dois meses, jovens dos bairros Fortunato, Jaraguá, Nove de Julho, Parque Roosevelt e Santa Fé contam com o programa Agente Jovem, desenvolvido pela Sebes (Secretaria Municipal do Bem-Estar Social) em parceria com o governo federal.
 
A iniciativa, porém, partiu de Alcides Augusto Mendonça Júnior, 43 anos, presidente da creche-berçário São José, que divide espaço com o “barracão” do Agente Jovem. De segunda a sexta, pela manhã, 25 adolescentes têm aulas de pedagogia, dança, artes plásticas, educação física e biologia, além de receber bolsa de R$ 65 por mês se a freqüência for maior que 75%.
 
Para Rodrigo da Silva, 15 anos, a bolsa é mais do que um incentivo. É com o dinheiro recebido do programa, somado a alguns “bicos”, que sua família sobrevive. Ele mora no Fortunato com a mãe e uma irmã de 18 anos, mas as duas estão desempregadas. “Na última entrevista de trabalho que minha mãe fez, já estava tudo certo, mas quando ela disse que morava no Fortunato, perdeu a vaga”, conta, com lágrimas nos olhos.
 
Rodrigo vê no programa a chance de um futuro promissor. “É importante o que aprendemos aqui”, diz ele, que sonha em ser jogador de futebol e se espelha em Ronaldinho Gaúcho.
 
Futsal diminui preconceitos
 
“O futsal me ajudou a ser menos preconceituosa, a ter mais respeito pelas pessoas e a estudar melhor.” É dessa forma que a estudante Melanie Andreza da Silva, 14 anos, define a importância do projeto Criança Não Trabalha, Criança Dá Trabalho.
 
Realizado há três anos por Genival Francisco da Silva, presidente da Associação de Moradores do Parque Santa Edwirges, em parceria com a Semel (Secretaria Municipal de Esportes e Lazer), o projeto visa oferecer lazer a crianças e adolescentes carentes do próprio bairro e vizinhos. “O objetivo é ocupar a criançada, principalmente durante as férias escolares, e ampliar a convivência delas com pessoas de outros bairros e classes sociais por meio dos campeonatos que realizamos”, explica Silva.
 
Segundo ele, o projeto prevê também atividades educativas e culturais. “Ainda estamos ‘engatinhando’ e, para isso, são necessários voluntários.”
 
Programa ajuda jovens no primeiro trabalho
 
Se conseguir o primeiro emprego é algo difícil para a maioria das pessoas, o desafio é ainda maior para quem vive na periferia. “Isso fecha portas. Infelizmente, quem mora em bairros periféricos enfrenta todo tipo de preconceito”, afirma Benedito Domingos da Silva, o Benê, uma espécie de relações públicas da Associação de Moradores do Parque Jaraguá.
 
Para melhorar a colocação no mercado de trabalho de jovens do Jaraguá e bairros vizinhos, a associação acaba de firmar uma parceria com o Cecape (Centro de Capacitação Profissional do Estudante), uma empresa de RH de Campinas. “Vamos trabalhar em conjunto com empresários da cidade para dar oportunidade de estágio principalmente a estudantes de comunidades carentes”, afirma Willer Moreira, gerente comercial do Cecape. Inicialmente, há 30 vagas disponíveis para jovens a partir de 16 anos – do ensino médio ao superior.
 
Uma das metas é utilizar a mão-de-obra formada pelo programa Primeiro Emprego, desenvolvido pela prefeitura em parceria com o Estado nas unidades do NAF (Núcleo de Apoio à Família) nos parques Jaraguá e Real.
 
Para Joice Aparecida de Oliveira, 17 anos, uma das primeiras a garantir uma vaga, o estágio na padaria Copacabana vem em boa hora. Formada no curso Primeiro Emprego no início deste ano, no Jaraguá, ela começou a trabalhar há duas semanas e comemora a possibilidade de ajudar no sustento da família – vive com a mãe, o padrasto e as duas irmãs. “Trabalhar é ter responsabilidade e lutar por uma vida melhor”, diz ela, que pretende ser pedagoga.
 
Vanderléia dos Santos Silva, 17, sequer concluiu o curso do Primeiro Emprego e já começou a trabalhar na loja PoliBrasil Modas na semana passada. “Trabalho como repositora, atendente e vendedora. Estou aprendendo bastante coisa”, conta. Com o salário, quer auxiliar nas despesas da família e guardar dinheiro para fazer faculdade de administração.
 
"Deveriam conhecer a periferia"
 
Apenas um mês após se formar no curso do Primeiro Emprego em julho do ano passado, Thiago Rafael da Silva Remoardo, 16, conseguiu uma vaga de auxiliar administrativo na editora Alto Astral. “Estou aprendendo muita coisa. É importante para o meu desenvolvimento pessoal e profissional”, comenta.
 
Segundo ele, o trabalho o ajudou também a descobrir sua vocação: quer fazer administração de empresas. Para isso, leva a sério as aulas do 2º ano do ensino médio, na Escola Estadual Professor Ayrton Busch. “Quero me tornar um grande profissional”, diz.
 
Se vê como obstáculo o preconceito que atinge a comunidade da periferia? “O que vale não é a localização do bairro, e sim os moradores. Todo lugar tem problema. As pessoas deveriam se desarmar e conhecer melhor a periferia. Com certeza, não é tudo de ruim que dizem”, afirma.
 
Iniciativa põe comida na mesa
 
Do Parque Roosevelt até o Jaraguá, a dona-de-casa Claudinéia da Silva Messias do Santos, 27, calcula andar quase uma hora – mas compensa. A longa caminhada é em busca de alimentos, cedidos pelo projeto Dê Pão a Quem Tem Fome e Água a Quem Tem Sede, organizado pela Associação de Moradores do Jaraguá em parceria com a 5ª Igreja Presbiteriana Renovada – não há restrição religiosa ao público atendido.
 
Claudinéia vive de aluguel com os três filhos e o marido, servente de pedreiro. A família sobrevive com R$ 400. “Mal dá para pagar as contas. Há cinco meses, estamos sem energia elétrica. São esses alimentos que colocam comida na mesa para os meus filhos”, diz Claudinéia, beneficiada pelo projeto há um mês.
 
Em andamento desde dezembro do ano passado, por meio de uma parceria com o Banco de Alimentos da Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), o projeto acaba de ganhar o reforço das doações do supermecado Superbom. Há pouco mais de um mês, o número de famílias atendidas passou de 250 para 350. Por dia, 600 quilos de legumes, verduras e frutas são distribuídos. Cada família recebe 10 quilos de alimentos, uma vez por semana – além da sopa servida às quintas-feiras para 200 famílias.
  
Fonte: Agência BOM DIA

Aconteceu: I Festival Pedagógico de Capoeira

Capoeira Especial
Grupo Candeias encerra projeto financiado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura e ao Desporto
 
Na última quarta-feira, o Centro de Ensino Especial Dom Bosco e o Grupo de Capoeira Candeias realizaram o I Festival Pedagógico de Capoeira, encerrando as atividades do Projeto Capoeira Especial, financiado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura e ao Desporto, da Fundação Garibaldi Brasil. Na ocasião, pais, alunos e equipe gestora estiveram juntos para presenciar o batizado de alguns alunos, além de interagir com os capoeiristas especiais.
 
O projeto foi realizado por Janosson da Silva Carvalho, mais conhecido como Falcão, durante o período de abril a dezembro, no Centro de Ensino Dom Bosco. Aulas de capoeira, palestras, oficinas, contação de história, exibição de vídeos, leitura de textos, oficinas, apresentações, rodas e aulões foram algumas das atividades realizadas, todas elas com o foco a capoeira.
 
“Dim-dim, dom-dom”
 
Durante a realização do projeto, Falcão e a Capoeira ficaram conhecidos como “dim-dim, dom-dom”, forma como os alunos do Dom Bosco se referiam ao professor e à atividade. “Desenvolvemos também um trabalho afetivo, já que carinho nunca é demais”, diz Falcão.
 
Segundo ele, o objetivo do projeto é estimular o desenvolvimento das crianças e adolescentes com deficiência, proporcionando através da capoeira o uso do corpo, espaço e instrumentos, visando a interação diferenciada ao da rotina escolar. “A capoeira é uma atividade que pode contribuir com o processo de crescimento da pessoa com deficiência, servindo de apoio complementar aos atendimentos oferecidos pelo Centro de Ensino Dom Bosco, potencializando a inclusão social, respeitando as diferenças e desigualdade de oportunidades”, explica o proponente.
 
De acordo com a coordenadora pedagógica do Dom Bosco, não há nada mais gratificante do que ver as crianças participando e se divertindo. “A maioria dessas crianças são carentes, e só na escola têm um momento de lazer e contato com outras atividades”, diz.
 
Página 20 – Rio Branco – AC
http://www2.uol.com.br/pagina20

Itabuna: VII Encontro do Grupo Capoeira Raça

Encontro de Capoeira começa hoje em Itabuna
 
O VII Encontro do Grupo Capoeira Raça, que terá a presença do Mestre Medicina, fundador do grupo, tem programação hoje e amanhã
O VII Encontro do Grupo Capoeira Raça começa hoje às 18 horas, na quadra do Colégio Imeam, em Itabuna. O evento segue com programação para amanhã, quando as atividades começam às 15 horas, no mesmo local.
Para hoje, está confirmada uma aula com o Mestre Medicina, fundador do Grupo Raça. Durante todo o encontro, haverá batizado, troca de cordéis e formatura de alguns capoeiristas. O professor Newiton "Vovô" diz que tem boas expectativas para o encontro. "Esperamos um bom encontro, com a participação de quase todos os alunos do Raça", diz ele.
O evento, coordenado pelo Contra-Mestre Rogério "Arrepiado" e pelo professor Newiton "Vovô", tem o apoio de: Vereador Del Gally, Unibom, Brasil Gás, Bodega do Coalhada, Posto Iteúna, Posto Jaçanã, Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC), Secretaria de Esportes e Posto Fama.
 
Patrocínio Social
Vovô cita ainda a parte social do Capoeira Raça, que tem núcleos de ensino nos bairros Bananeira, Califórnia, Fátima, Ferradas, Jorge Amado, São Pedro, Urbis-4 e Zizo. "Além dos alunos nas sedes localizadas próximas ao centro, batizaremos capoeiristas que praticam o esporte nos núcleos do Raça na periferia. A idéia é batizar cerca de 150 alunos somente desses núcleos. Não batizaremos mais devido à falta de apoio".
 
Fonte: Agora – Itabuna – BA – http://www.agora-online.com.br