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Reeducação Alimentar e Qualidade de Vida

Qualidade de vida Curso é uma parceria entre a Associação Capoeira na Periferia e duas nutricionistas

A Associação Cultural, Educacional, Esportiva e Saúde Capoeira na Periferia fechou parceria com as nutricionistas Maria das Graças Carvalho de Souza e Flávia Granato, formadas pela Unimep – Universidade Metodista de Piracicaba – para realização de cursos de reeducação alimentar, destinado a crianças, jovens e adultos.

“Reeducação alimentar é para a vida inteira e o curso tem por objetivo atingir a melhoria da saúde, proporcionando melhor qualidade de vida às pessoas que aprendem a se alimentar de maneira correta e na hora certa”, explica Maria das Graças.

A metodologia do curso vai empregar folder informativo, filme, teatro e oficinas diversas, como do uso de ervas que podem substituir o sal, o cozimento de legumes e o resgate dos chás do tempo das nossas avós. “A duração do curso será de seis meses, com sala de no máximo de 50 participantes que também poderão sugerir temas durante as aulas”, diz Flávia Granato. A nutricionista ressalta que a alimentação tem relação direta com algumas doenças, como a hipertensão e a obesidade, e a oficina vai também tratar dessa pauta.

“Em se tratando de nutrição, tudo pode, desde que se saiba dosar. Até água em excesso é prejudicial, é preciso buscar o equilíbrio, conhecer os alimentos, fraccionar as refeições”, ensina Maria das Graças. Ela observa que os casos de desnutrição em crianças, que eram tão comuns, se transformaram em um número muito elevado de obesidade, relacionado à maneira errada de se comer, à vida sedentária e outros fatores. “O que vemos hoje são doenças em crianças, como o colesterol alto, que não existia antigamente”, diz a nutricionista.

Para as profissionais, a reeducação alimentar para dar resultado e chegar a quase 100%, toda a família deve participar. “Reeducação é para todos, indiferente de quantos quilos você tem quer reduzir”.

As inscrições para o curso poderão ser feitas às segundas, quartas e sextas, a partir de segunda-feira, dia 26, no horário comercial, na sede da Associação Capoeira na Periferia, avenida 31 de Março, 2213, no Jardim Pacaembu. O telefone é 3035-3329. O coordenador da entidade, José Manoel do Nascimento, informa que o curso é gratuito para as crianças matriculadas na Associação e será cobrada uma taxa de R$ 25,00 para as demais pessoas interessadas.

OUTRAS INSCRIÇÕES.

A Associação Capoeira na Periferia, fundada em 1999, passa a contar com o trabalho do sociólogo Edy Carlos de Souza como coordenador de projetos. Atualmente estão abertas as inscrições para o curso de capoeira, em diversos horários; aulas de ginástica para adultos, em parceria com a Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Atividades Motoras; e aulas de hip hop, pop e black.

SERVIÇO

Associação Cultural, Educacional, Esportiva e Saúde Capoeira na Periferia
Avenida 31 de Março, 2213, Jardim Pacaembu
Telefones: 3035-3329 e 8116-5461

 

http://www.gazetadepiracicaba.com.br

CAPOTERAPIA na 3ª Idade: 400 Vagas Gratuitas

A CAPOTERAPIA é uma terapia utilizando o lúdico da capoeira, idealizado pelo Mestre Gilvan. Devido ao sedentarismo dos grandes centros, aliado às doenças cardiovasculares e respiratórias, ser o grande responsável pela mortalidade entre os mais vividos. Doenças como a arteriosclerose e a artrite, entre outras, podem ser evitadas, ou mesmo tratadas, a partir da prática orientada de exercícios físicos.
A prática de esportes, com ênfase nos seus aspectos terapêuticos e de estímulo à prática socializante, tem se revelado como um poderoso instrumento para proporcionar o bem estar físico e espiritual e a própria felicidade aos idosos, num momento tão particular de suas vidas, onde o convívio familiar lhes impõe um certo isolamento natural. A capoeira, em particular, trabalhada na perspectiva de respeitar as condições físicas próprias da terceira idade, pode se converter num eficaz meio de valorização da vida social dos idosos, fazendo do seu ambiente um pólo catalisador e irradiador de cidadania.
 
TURMAS ATUANTES
Segunda-Feira Centro de Saúde n.º 05 Ceilãndia norte 08:00
Segunda-Feira Clube de aguas Lindas 09:30 h
Terça-feira Paradão Ass. dos Idosos 09:30 h
Quarta-feira Centro de Saúde n.º 02 Pça do Bicalho 07:30 h
Quarta-feira Faculdade Católica Tag. Bloco G 09:00 h
Quinta-feira Corpo de Bombeiros de Ceilândia 08:00 h
Sexta-feira Bernado saião Mnorte Tag 07:30 h
 
Venha conhecer a arte que encanta o mundo com o Mestre Gilvan!
MAIORES INFORMAÇÕES: Mestre Gilvan
061 99622511 4752511
Imal: ladainha.capoeira@globo.com
http://www.flogao.com.br/ladainha

CAPOTERAPIA 400 vagas gratuitas

 Capoeira adaptada para a 3ª idade, nos Centros de Saúde de Ceilândia e Taguatinga
 
 O QUE É CAPOTERAPIA C A P O T E R A P I A

n a 3ª I d a d e  A  CAPOTERAPIA é uma terapia utilizando o lúdico da capoeira, idealizado pelo Mestre Gilvan.
Devido ao sedentarismo dos grandes centros, aliado às doenças cardiovasculares e respiratórias, ser o grande responsável pela mortalidade entre os mais vividos. Doenças como a arteriosclerose e a
artrite, entre outras, podem ser evitadas, ou mesmo tratadas, a partir da prática orientada de exercícios físicos. A prática de esportes, com ênfase nos seus aspectos terapêuticos e de estímulo à prática
socializante, tem se revelado como um poderoso instrumento para proporcionar o bem estar físico e espiritual e a própria felicidade aos idosos, num momento tão particular de suas vidas, onde o convívio
familiar lhes impõe um certo isolamento natural.

A capoeira, em particular, trabalhada na perspectiva de respeitar as condições físicas
próprias da terceira idade, pode se converter num eficaz meio de valorização da vida social dos idosos, fazendo do seu ambiente um pólo catalisador e irradiador de cidadania. […]

A CAPOEIRA NA TERCEIRA IDADE

A pratica da capoeira,

  • pela multiplicidade de seus movimentos,
  • pela facilidade de ajustamento às condições pessoais de cada praticante,
  • pelas modificações mentais que acarreta,
  • pela integração entre os vários componentes do Ser,
  • por ser uma atividade fundamentalmente lúdica e portanto prazerosa,
  • por desenvolver uma estado transicional de consciência capaz de escapar aos bloqueios de natureza mental e às limitações físicas do praticante,
  • por se prestar a inúmeros níveis de carga de trabalho,

pode ser usada como método de manutenção da aptidão física, de capacitação ou de recuperação da aptidão física, correção de desgastes pela idade ou seqüela de complicações decorrentes de doenças próprias do envelhecimento.

Cumpre entretanto realçar que sua prática depende de avaliação prévia das condições orgâncas e funcionais do cadidato e acompanhamento médico adequado para impedir possíveis complicações por sobrecarga de esforço.

FUMO E TRABALHO

Quem fuma no trabalho corre o risco de virar persona non grata.
Segundo a Associação de Defesa da Saúde dos Fumantes,
para usar o "fumódromo" o funcionário gasta em média 45 minutos diários.
Além disso,
o fumante é mais suscetível a doenças e afastamentos.
E a fumaça prejudica equipamentos de informática e de ar condicionado,
impregnando-se ainda em cortinas, tapetes e mobiliário.

COLESTEROL E ALIMENTOS

ENTENDA POR QUE O COLESTEROL FAZ MAL

Todo mundo fala de colesterol – que ele traz problemas ao coração, que não pode comer isso, não pode comer aquilo… mas você sabe direito porque ele faz mal?

Em primeiro lugar: um nível de colesterol no sangue superior a 240 mg/dL eleva, sim, os riscos de uma pessoa ter doenças do coração (que podem levar ao infarto), e também de ter derrame cerebral e outros problemas circulatórios, como trombose.

Isto acontece porque essas doenças são causadas por aterosclerose (quando substâncias gordurosas se acumulam nas artérias, estreitando ou entupindo-as).

É por isso que devemos limitar o consumo de alimentos que contenham colesterol. Mas não basta cortar a gordura, é preciso manter uma dieta de baixa caloria, porque todo nutriente em excesso é transformado em gordura dentro do corpo.

Como os sintomas do colesterol alto só são percebidos quando começam as complicações, é importante monitorar sempre os níveis de colesterol através de exames de sangue. Além disso, consulte sempre seu médico. Ninguém melhor que ele para orientá-lo sobre como cuidar da saúde.

SAIBA O O QUE SÃO O COLESTEROL BOM E O COLESTEROL RUIM

As substâncias que transportam o colesterol dentro do corpo são chamadas de lipoproteínas. Elas são de dois tipos. Um é o chamado "colesterol ruim", que causa o entupimento das artérias. Outro é o "colesterol bom", que ajuda a evitar esse processo.

O LDL e VLDL (lipoproteínas de baixa e muito baixa densidade), ou "colesterol ruim", contêm os maiores componentes de gordura. As LDL têm normalmente de 60 a 80% do colesterol total. Elas ajudam a carregar o colesterol para dentro do tecido arterial e são as responsáveis pelo estreitamento e entupimento das artérias.

O HDL (lipoproteínas de alta densidade), ou "colesterol bom", contém a menor quantidade de colesterol e pode proteger as artérias de duas maneiras: levando o colesterol para longe da parede arterial, a fim de ser transformado em bile no fígado e excretado pelo intestino, e competindo com o LDL para ingressar nas células da parede arterial.

Mas mesmo o colesterol ruim é útil ao corpo. O colesterol é necessário em muitas funções corporais complexas, incluindo a síntese do estrogênio, androgênio e progesterona, que são os hormônios responsáveis pelas características sexuais secundárias, masculinas e femininas. Ele também desempenha um papel importante na formação das secreções biliares que emulsificam a gordura durante a digestão.

Mas isso não significa que a gente deva incluir o colesterol da alimentação. Isso porque até mesmo um indivíduo que consome uma dieta isenta de colesterol tem colesterol no corpo, já que ele é sintetizado (produzido) pelo nosso organismo.

Redação Terra com informações da nutricionista Alessandra Caviglia

Conheça os alimentos que protegem seu coração

Você já deve saber que a gente não deve comer certos alimentos para não aumentar a taxa de colesterol no sangue, certo? Mas você sabia que também existem alimentos que podem ajudar a combater o colesterol e melhorar sua saúde como um todo?

Esses alimentos protegem o coração de diversas maneiras. Ele podem, por exemplo, diminuir a taxa do colesterol ruim, ou aumentar a taxa do colesterol bom. Conheça quais são eles e inclua-os em sua dieta:
 

  • Alcachofra
  • Aveia
  • Azeite
  • Chá
  • Farelos e cereais integrais
  • Laranja
  • Oleaginosas
  • Peixe
  • Soja
  • Vinho

Redação Terra

CAMPEÕES DE SAÚDE: AZEITE

Desde a década de 70, a baixa incidência de doenças cardíacas nas regiões banhadas pelo Mediterrâneo (Itália, Espanha, Sul da França, Grécia) chamou a atenção de pesquisadores. Eles acabaram por descobrir que o azeite de oliva era um dos principais ingredientes de sua culinária.

As propriedades benéficas do azeite, principalmente virgem, são:
 

  • diminuir o colesterol das artérias (levando-o de volta ao fígado) e, conseqüentemente, ajudar no combate de doenças cardíacas;
  • combater a hipertensão e alguns tipos de câncer
  • proteger e fortalecer os aparelhos digestivo e imunológico

Mas atenção: o azeite deve ser usado sempre cru, para dar sabor e finalizar os pratos. Se você usá-lo para cozinhar, ele vai saturar muito rápido, transformando tudo que tem de bom em ruim. Para cozinhar, use óleos de girassol, canola ou milho.

Bianca Piragibe/Redação Terra

CAMPEÕES DE SAÚDE: FARELOS E CEREAIS INTEGRAIS

Os cereais – como o arroz e o trigo – são uma excelente fonte de carboidratos ricos em amidos e fibras. Os farelos são compostos pela casca externa indigerível destes grãos.

Os benefícios que eles trazem à saúde são:
 

  • ajudar a prevenir a prisão de ventre;
  • ajudar a diminuir as taxas de colesterol no sangue;
  • gerar uma sensação de saciedade que pode levar à perda de peso; e
  • reduzir o risco de alguns tipos de câncer, especialmente os associados à obesidade (no intestino e no estômago).

Mas não exagere: o excesso de farelo reduz a absorção de cálcio, ferro e zinco e pode causar irritação intestinal, distensão abdominal e flatulência. O ideal mesmo é consumí-lo não puro, mas em alimentos que o contenham, como o arroz integral e o pão integral.

Bianca Piragibe/Redação Terra

CAMPEÕES DE SAÚDE: FRUTAS CÍTRICAS

Este é o grupo de alimentos mais famoso no combate a doenças. Afinal, quem não sabe que o melhor remédio para a gripe é "vitamina C e cama"?

Os alimentos que se destacam são o limão, a laranja e a acerola, que podem ser usados em molhos, sucos, sorvetes, doces, geléias, compotas…

Em 100 gramas da parte comestível da acerola, pode-se encontrar até 80 vezes mais vitamina C que na mesma quantidade de limão ou laranja. Nem é preciso tanto! Uma laranja de tamanho médio contém cerca de 70 miligramas desta vitamina – uma quantidade maior do que as necessidades diárias de um adulto.

A vitamina C:
 

  • protege contra o envelhecimento das células; e
  • ajuda a reduzir o risco de certos tipos de câncer, ataques do coração, doenças pulmonares e derrames cerebrais.

A acerola também está relacionada ao combate de diabetes, disfunções do fígado, cicatrizações difíceis e disenterias, a laranja pode ajudar a reduzir o colesterol e o limão atua contra inflamações e alguns tipos de câncer.

Campeões de saúde: Oleaginosas

Nozes, amêndoas, castanhas… são todos famosos por serem muito calóricos e, inevitavelmente acabam expulsos das dietas de quem busca mais saúde. Então, o que eles fazem nesta lista?

Bem, só para começar: as nozes são o alimento vegetal que apresenta uma maior quantidade de antioxidantes, responsáveis por combater o envelhecimento celular e prevenir muitas doenças, como:
 

  • doenças coronárias;
  • diversos tipos de câncer; e
  • loucura.

A lista de benefícios não pára por aí. Se consumidas sem exagero, as oleaginosas não engordam e ainda:
 

  • diminuem o risco de morte súbita associada à parada cardíaca;
  • diminuem e o nível de colesterol no sangue; e
  • podem ajudar a prevenir alguns tipos de câncer.

Campeões de saúde: Peixe

O peixe é uma excelente fonte de proteínas completas, ferro e outros minerais, além de conter os célebres ácidos graxos ômega-3. São eles os grande responsáveis por grande parte da enorme lista de benefícios à saúde que ele traz.

O consumo regular de peixe:
 

  • diminui o desenvolvimento de doenças do coração e aterosclerose;
  • em idosos, diminui o risco de desenvolvimento do mal de Alzheimer e outros tipos de demência, ao reduzir a inflamação do cérebro e ajudar no desenvolvimento cerebral e na regeneração das células nervosas;
  • provavelmente por motivos semelhantes, proporciona um melhor desempenho acadêmico das crianças,
  • ajuda a aliviar os sintomas de depressão, como tristeza, ansiedade e problemas no sono;
  • tem influência no controle da pressão arterial;
  • colabora com a coagulação do sangue;
  • alivia os sintomas da artrite reumatóide; e
  • protege a pele contra raios UV e inflamações
 

Campeões de saúde: Soja

A soja é uma das plantas mais nutritivas e versáteis. É uma boa fonte vegetal de proteína, ferro e outros minerais e pobre em calorias e gorduras.

Estudos indicam que ela:

  • aumenta o colesterol bom e diminui ruim no sangue e, com ele, o risco de doenças do coração;
  • previne algumas formas de câncer, em especial o de mama;
  • as isoflavonas, presentes na soja, combatem sintomas da menopausa, como o fogacho (calorões), e podem evitar osteoporose. Seu uso é muito indicado principalmente para mulheres que não podem ou não querem fazer a reposição hormonal.
 

Estresse: O Assassino Silencioso

Na segunda quinzena de julho, o mundo surpreendeu-se com a notícia de que a espaçonave russa, a estação espacial Mir (paz), ficara sem energia por uma ordem errada do comandante Vladimir Tsibliev.

O médico, que cuida dos tripulantes, Igor Goncharov, explicou, com a maior naturalidade, que o engano fora resultante do estresse do comandante. Nunca a palavra estresse ganhou tamanha notoriedade em circunstâncias tão dramáticas.

Formatação/Editoração modificada por AADF

E o que é estresse? Não há ainda uma definição para o mesmo nos compêndios de patologia médica. É o dicionário Aurélio que nos diz que o estresse (em bom português) é "o conjunto de reações do organismo a agressões de ordem física, psíquica, infecciosa, e outras capazes de perturbar a homeostase" (equilíbrio).

Hoje o termo estresse é amplamente usado na linguagem atual e nos meios de comunicação. Designa uma agressão, que leva ao desconforto, ou as conseqüência desta agressão. É uma resposta a uma demanda, de modo certo ou errado.

O estresse corresponde a uma relação entre o indivíduo e o meio. Trata-se, portanto, de uma agressão e reação, de uma interação entre a agressão e a resposta, como propôs o médico canadense Hans Selye, o criador da moderna conceituação de estresse. O estresse fisiológico é uma adaptação normal; quando a resposta é patológica, em indivíduo mal-adaptado, registra-se uma disfunção, que leva a distúrbios transitórios ou a doenças graves, mas, no mínimo agrava as já existentes e pode desencadear aquelas para as quais a pessoa é geneticamente predisposta. Aí torna-se um caso médico por excelência. Nestas circunstâncias desenvolve-se a famosa síndrome de adaptação, ou a luta-e-fuga (fight or flight), na expressão do próprio Selye.

Segundo a colocação dada ao estresse por este autor, num congresso realizado em Munique, em 1988, "o estresse é o resultado do homem criar uma civilização, que, ele, o próprio homem não mais consegue suportar". E, em se calculando que o seu aumento anual chega a 1%, e que hoje atinge cerca de 60% de executivos (veja uma pesquisa anexa), pode-se chamar de a "doença do século" ou, melhor dizendo, " "a doença do terceiro milênio". Trata-se de um sério problema social econômico, pois é uma preocupação de saúde pública, pois ceifa pessoas ainda jovens, em idade produtiva e geralmente ocupando cargos de responsabilidade, imobilizando e invalidando as forças produtivas da nação; e é mais importante ainda no Brasil que, por ser um país ainda jovem, exclui da atividade pessoas necessárias ao seu desenvolvimento. Não se sabe exatamente a incidência no Brasil, mas nos Estados Unidos gastam-se de 50 a 75 bilhões de dólares por ano em despesas diretas e indiretas: isto dá uma despesa e 750 dólares por ano por pessoa, que trabalha.

A vulnerabilidade hereditária, mais a preocupação com o futuro, num tempo de incertezas, de um o país que estabiliza a moeda, mas aumenta o número de desempregados, ao mesmo tempo em que a qualidade de vida piora, existem os medos do envelhecimento em más condições, e do empobrecimento, além de alimentação inadequada, pouco lazer, a falta de apoio familiar adequado e um consumismo exagerado. Todos são fatores pessoais, familiares, sociais, econômicos e profissionais, que originam a sensação de estresse e seu conseqüente desencadeamento de doenças, de uma simples azia à queda imunológica, que pode predispor infecções e até neoplasias.

A Universidade de Boston elaborou um teste rápido e auto-aplicável (anexo), onde você pode "medir" o nível de seu estresse.

Se você passou incólume, pare de ler o artigo.

Mas, se você se "encontrou" nos itens apontados, mesmo em nível baixo, siga cuidadosamente a exposição.

O Que Provoca o Estresse?

São os grandes problemas da nossa vida que, de modo agudo, ou crônico, nos lançam no estresse. Diversos pesquisadores notaram que a mudança é um dos mais efetivos agentes estressores. Assim, qualquer mudança em nossas vidas tem o potencial de causar estresse, tanto as boas quanto as más. O estresse ocorre, então, de forma variável, dependendo da intensidade do evento de mudança, que pode ir desde a morte do cônjuge, o índice máximo na escala de estresse, até pequenas infrações de trânsito ou mesmo a saída para as tão merecidas férias.

Certos eventos em nossas vidas são tão estressantes, que caracterizam a situação de trauma (lesão ou dano) psíquico. Recentemente as ciências mentais reconheceram uma nova síndrome, batizada de Distúrbio de estresse pós-traumático, uma verdadeira doença, pertencente ao estudo da angústia. Tornou-se bem sistematizada a partir da volta dos "viet-vets", ou veteranos da guerra do Vietnam. Esta doença ocorre com quadros agudos de angústia, grave e até invalidante, quando a ex-vítima é exposta a situações similares, tornando a desencadear todos os sintomas ansiosos severos, que conheceram durante a violência a que estiveram submetidos: são os "flash-backs", que revivenciam as situações traumatizantes.

Isto não é aplicado apenas a veteranos de guerra; vejam-se os crescentes índices de violência urbana e as suas vítimas, que vivem quadros de desespero permanente, quando não atendidos adequadamente em serviço psiquiátrico de reconhecida competência na área. Bombas, acidentes automobilísticos ou aéreos, desabamentos, assaltos com extrema violência, seqüestros prolongados, estupros, etc. são causas comuns do distúrbio de estresse pós-traumático. O tratamento costuma ser demorado, mas tende a um bom prognóstico.

Quais São as Bases Funcionais do Estresse ?

Da Silva, um cirurgião americano do século passado, foi o primeiro a perceber que soldados feridos só caíam prostrados após alcançarem a meta: isto é, lutavam ainda sob efeito de ‘adrenalina’. O fisiologista Walter Cannon observou que as reações alerta/luta e fuga em animais desencadeavam um maciço aumento das catecolaminas urinárias (substâncias decorrentes do metabolismo da adrenalina).

O cientista que estudou pela primeira vez o estresse, Hans Selye descreveu uma resposta fisiológica generalizada ao estresse, caracterizada pela seguinte seqüência:

A percepção de um perigo eminente ou de um evento traumático é realizado pela parte do cérebro denominado córtex; e interpretado por uma enorme rede de neurônios que abrange grandes partes do encéfalo, envolvendo, inclusive, os circuitos da memória;

Determinada a relevância do estímulo, o córtex aciona um circuito cerebral subcortical, localizado na parte do cérebro denominada sistema límbico, através das estruturas que controlam as emoções e as funções dos sistemas viscerais (coração, vasos sanguíneos, pupilas, sistema gastrintestinal, etc.) através do chamado sistema nervoso autônomo. Estas estruturas são a amídala e o hipotálamo, principalmente. A ativação dessas vias vai causar alterações como dilatação pupilar, palidez, aceleração e aumento da força das batidas cardíacas e da respiração, ereção dos pelos, sudorese, paralisação do trânsito gastrintestinal, secreção da parte medular das glândulas adrenais (adrenalina e noradrenalina), etc.; e que constituem os sinais e sintomas da ativação tipo luta-ou-fuga descrevidos por Cannon;

Ao mesmo tempo, o hipotálamo comanda uma ativação da glândula hipófise, situada na base do cérebro, com a qual tem estreitas relações. No estresse, o principal hormônio liberado pela hipófise é o ACTH (o chamado hormônio do estresse), que, carregado pelo sangue, vai até a parte cortical (camada externa) das glândulas adrenais (situadas sobre os dois rins), e provocando um aumento da secreção de hormônios corticosteróide. Estes hormônios têm amplas ações sobre praticamente todos os tecidos do corpo, alterando o seu metabolismo, a síntese de proteínas, a resistência imunológica, as inflamações e infecções provocadas por agressões externas, etc. O seu grau de ativação pode ser avaliado medindo-se a quantidade de cortisol no sangue.

Essa descarga dupla de agentes hormonais de intensa ação orgânica: de um lado a adrenalina, pela medula da adrenal, e de outro, os corticóides, pela sua camada cortical, levaram os cientistas a caracterizar essas glândulas como sendo o principal mediador do estresse.

Essas respostas são normais em qualquer situação de dano, perigo, doença, etc. Assim, dizemos que existe um certo nível de estresse que é normal e até importante para a defesa do organismo, ao qual denominamos de eustress. O perigo para o organismo passa a ocorrer quando a ativação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal se torna crônico e repetido. Nesse momento, começam a surgir as alterações patológicas causadas pelo nível constantemente elevado desses hormônios.

Assim, reconhece-se que o estresse tem três fases, que se sucedem quando os agentes estressores continuam de forma não interrompida em sua ação:

A fase aguda

Esta é a fase em que os estímulos estressores começam a agir. Nosso cérebro e hormônios reagem rapidamente, e nós podemos perceber os seus efeitos, mas somos geralmente incapazes de notar o trabalho silencioso do estresse crônico nesta fase.

A fase de resistência

Se o estresse persiste, é nesta fase que começam a aparecer as primeiras conseqüências mentais, emocionais e físicas do estresse crônico. Perda de concentração mental, instabilidade emocional, depressão, palpitações cardíacas, suores frios, dores musculares ou dores de cabeça freqüentes são os sinais evidentes, mas muitas pessoas ainda não conseguem relacioná-los ao estresse, e a síndrome pode prosseguir até a sua fase final e mais perigosa:

A fase de exaustão

Esta é a fase em que o organismo capitula aos efeitos do estresse, levando à instalação de doenças físicas ou psíquicas.

Problemas Causados pelo Estresse

O estresse pode ser causador e/ou agravador de uma série de doenças, que vão da asma, às doenças dermatológicas, passando pelas alérgicas e imunológicas; todas elas relacionadas de alguma forma à ativação excessiva e prolongada do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal.

Na área do sistema digestivo, é sabido por todos que o estresse pode desencadear desde uma simples gastrite, até uma úlcera: o famoso cirurgião Alípio Corrêa Neto, da USP e da Escola Paulista de Medicina (hoje Universidade Federal de São Paulo), dizia que se alguém afirmasse, há 20 anos atrás, que a úlcera péptica era psicossomática (leia-se somatoforme), ririam dele; hoje, se deixasse de dizê-lo, ririam dele.

Mas, é principalmente em nível de coração, ou mais precisamente, em nível das coronárias, que o estresse pode ser um matador silencioso.

Uma ativação repetida e crônica do sistema nervoso autônomo, numa pessoa que já tenha problemas de lesão da camada interna das artérias coronárias (aterosclerose), provocadas por fumo, gordura excessiva na alimentação, obesidade ou colesterol elevado, etc., vai levar a muitos problemas, tais como diminuição do fluxo sanguíneo adequado para manter a oxigenação dos tecidos musculares cardíacos (miocárdio). Isso leva à chamada isquemia do miocárdio, que é acompanhada de dores no coração (angina), principalmente quando se faz algum esforço, e até ao infarto do coração (ataque cardíaco), provocado pela morte das células musculares do coração, por falta de oxigênio. A adrenalina tem o poder de contrair esses vasos, agravando o problema de quem já os tem com o diâmetro reduzido pelas placas. O resultado para essas pessoas pode ser até a morte, que muitas vezes acompanha um estresse agudo.

Outros problemas comuns são a ruptura da parede dos vasos enfraquecidos pela placa aterosclerótica, ou a trombose (entupimento completo do vaso coronariano). Um pequeno coágulo (trombo) pode desencadear uma cascata de coagulação, que também pode levar à morte. O nível elevado de adrenalina também pode provocar alterações irregulares do ritmo cardíaco, denominadas de arritmias ("batedeira"), que também diminuem o fluxo de sangue pelo sistema cardiovascular.

Outros sintomas

No campo clínico (somático) os distúrbios ainda ditos ‘neuro-vegetativos’ são comuns: quadro de astenia (sensação de fraqueza e fadiga), tensão muscular elevada com cãibras e formação de fibralgias musculares (nódulos dolorosos nos músculos dos ombros e das costas, por exemplo), tremores, sudorese (suor intenso), cefaléias tensionais (dores de cabeça provocas pela tensão psíquica) e enxaqueca, lombalgias e braquialgias (dores nas costas e nos ombros e braços), hipertensão arterial, palpitações e batedeiras, dores pré-cordiais, colopatias (distúrbios da absorção e da contração do intestino grosso) e até dores urinárias sem sinais de infecção.

O laboratório clínico fornece outros detalhes indicativos da intensa ativação patológica no estresse: aumento da concentração do sangue e do conteúdo de plaquetas (células responsáveis pela coagulação sangüínea), alteração do nível de cortisol, alterações de catecolaminas urinárias e alterações de hormônios hipofisários e sexuais, além dos aumentos de glicemia (açúcar no sangue) e colesterol, este por conta do LDL, ou o ‘mau colesterol’.

Sintomas psíquicos

Nas ocasiões estressantes, e mesmo fora delas, manifesta-se uma gama de reações de ordem psicológica e psiquiátrica. Ou, pelo menos temporárias, perturbações de comportamento ou exacerbação de problemas sociopáticos.

Os problemas ansiosos com a sintomatologia clínica, além de irritabilidade, fraqueza, nervosismo, medos, ruminação de idéias, exacerbação de atos falhos e obsessivos, além de rituais compulsivos, aumentam sensivelmente. A angústia é comum e as exacerbações de sensibilidade com provocações e discussões são mais freqüentes.

Do ponto de vista depressivo, a queda ou o aumento do apetite, as alterações de sono, a irritabilidade, a apatia e adinamia, o torpor afetivo e a perda de interesse e desempenhos sexuais são comumente encontrados.

Existem também as "fugas", que todos conhecemos. Quando não se apela para a auto-medicação com ansiolíticos (um perigo!), a pessoa refugia-se na bebida e mesmo no consumo de drogas ilícitas de uso e abuso, além de aumentar a quantidade de cigarros fumados, quando for fumante.

São estas as condições da derrocada à qual o estresse leva a pessoa, principalmente quando esta tiver uma personalidade hiperativa.

Como Diminuir o Estresse ?

Em um excelente artigo sobre estresse, principalmente no trabalho (e a maior parte de nós trabalha), o psiquiatra Cyro Masci sugere medidas profiláticas iniciais, secundárias e terciárias. Mas, em resumo, quando possível, devemos parar para pensar; para nos darmos a liberdade de termos um tempo para refletir sobre cada um de nós e seus esquemas pessoais, familiares, sociais, de trabalho, de estudos e até econômico-financeiros. Devemos reformular a vida, procurando reduzir as áreas geradoras de estresse. Um bom psiquiatra pode nos ajudar nesta tarefa.

Muitas vezes haverá a necessidade de uso concomitante de um tratamento medicamentoso, geralmente através dos modernos antidepressivos serotoninérgicos (ISRS) com ou sem ansiolíticos e/ou beta-bloqueadores por um tempo definido: começo, meio e fim.

Quando já existe um quadro orgânico instalado, desde uma simples gastrite a asma ou alteração cardiorrespiratória, a busca de atendimento clínico é fundamental. A correção da alteração clínica é imprescindível. E esta pode ir de um simples a complexo tratamento ou resumir-se somente às necessárias mudanças do modo de viver, incluindo lazer ou uma pequena prática esportiva constante (porque não uma caminhada diária?, que faz bem a qualquer um de nós).

Mas, a principal atitude ainda é um alerta ao modo de viver e de trabalhar com as vivências e com as emoções que a vida nos proporciona. E aí está verdadeira e milenar sabedoria.


[1] DR. VLADIMIR BERNIK, Médico psiquiatra (pela AMB/ABP e pelo CFM). Coordenador da Clínica de Estresse de S. Paulo. Ex-Professor Regente de Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas de Santos (até 1995). Consultor do Comitê Centre for Health Economics da Organização Mundial da Saúde junto à Universidade de York. ex-presidente da Sociedade de Hipnose Médica de São Paulo e ex-vice-presidente da Sociedade Brasileira de Hipnose. Médico do Trabalho (MTb – 1982) e integrantes da primeira turma de Especialistas em Medicina do Trabalho da AMB/ANAMT (janeiro de 1984). Ex-médico perito do Instituto Médico Legal de S. Paulo e perito judicial. Autor do "Primeiro Curso de Psiquiatria para o Médico Clínico" e de mais 158 trabalhos científicos. publicados.