Blog

doutor

Vendo Artigos etiquetados em: doutor

Vai o homem, fica o nome…

Capoeira leal, capoeira pegada, capoeira justa, capoeira de dentro, capoeira de baixo, capoeira de fora, capoeira de cima, capoeira traiçoeira, capoeira brincada, capoeira jogada, capoeira lutada, capoeira escorregada, capoeira caída, capoeira mandingada, capoeira levantada, capoeira pulada, capoeira sambada, capoeira sacolejada, capoeira bambolejada.

Tem capoeira para todo corpo, e todo corpo tem sua capoeira. Mestre João Pequeno foi doutor no papel, mas antes, bem antes de ser doutor no papel, foi doutor na mandinga. Conheceu a arte querendo ser valentão, e achou o grande sentido da arte em ter seu golpe freado, manejado – porquê segundo ele mesmo, “o capoeirista para bater não precisa acertar”. O golpe vai até onde for preciso, e quem está em volta sabe quando entrou e quando não entrou.

Mestre de mestres, formador de homens, professor no sentido mais estrito possível – um sujeito raro e doce, no nosso mundo tão corrido, imediatista e superficial.

Conheci o Mestre João Pequeno em um momento ligeiro, em 2003. Poucos minutos de conversa antes da roda em sua academia, e outros poucos dentro do carro do Mestre Decanio, enquanto o levávamos do Forte Santo Antônio à sua residência. Calado e observador, deixa a marca de seu trabalho na história.

João Pequeno, de pequeno só teve o nome… Deixou esse mundo, mas o que deixou nesse mundo foi maior.

Gigantesco João Pequeno, Enorme João Pequeno, Gigante João Pequeno!

 

{youtube}qhCgFITPRBU{/youtube}

 

Quando eu aqui cheguei

A todos eu vim louvar

Vim louvar a Deus,

primeiro morador desse lugar

Agora eu tô cantando

Cantando e dando louvor

Vou louvando a Jesus Cristo

Porque nos abençoou

Abençoe essa cidade

Com todos os seus moradores

E na roda de capoeira

Abençoe os jogadores,

 

Camaradinho!

 

Camugerê, vosmecê como vai ?

Camugerê!

Como vai vosmecê ?

Camugerê!

 

Vai o homem, fica o nome.

 

Axé,

Teimosia

Homenagenm aos 94 anos do mestre João Pequeno

Quem pensa que tudo acabou… Esta enganado, mestre João Pequeno nunca vai parar de fazer o que ele sempre fez com tanto amor e dedicação…

As atividades continuam e a luta é grande por isso, que tenho certeza, que ele onde ele chegava, plantava sua semente e marcava com a bandeira do arco-íres a sua passagem para nessa hora de descanso ter essa continuidade provando que enquanto discutem quem é mais que quem ele estava trabalhando.

Com isso estaremos como todos os outros anos fazendo homenagem ao Dr. mestre João pequeno aparte das 17 h no dia 27 de dezembro no forte santo Antonio (forte da capoeira). seja bem vindo com a sua. CONFIRAM O CARTAZ

 

 

DIA 27/12:

Programação ESPECIAL:

MESTRE JOÃO PEQUENO DE PASTINHA HOMENAGENS AO SEUS 94 ANOS DE NASCIMENTO

A PARTIR DAS 17hs

Vídeos: Doutor Mestre João Pequeno de Pastinha;

Roda de Conversa;

Apresentações;

Roda de Capoeira Angola e Confraternização. tudo do dia 27/12 no forte da capoeiradentro da academia do mestre

 

DIA 28/12:

ATIVIDADE COM RODA CAPOEIRA ANGOLA NA FAZENDA COUTOS (Projeto Pequenos do João)

Mestre Camisa recebe título de Doutor Honoris Causa

A Universidade Federal de Uberlândia entregou , em 5 de maio de 2011, o diploma de DOUTOR HONORIS CAUSA a José Tadeu Carneiro Cardoso, o Mestre Camisa.

Para homenagear meu mestre e registrar seu reconhecimento como DOUTOR também pelos poetas populares da LITERATURA DE CORDEL, escrevi este pequeno poema intitulado “NA ARTE DA CAPOEIRA MESTRE CAMISA É DOUTOR”

 

NA ARTE DA CAPOEIRA MESTRE CAMISA É DOUTOR
Autor: Victor Alvim (Lobisomem)

Nesse mundo em que vivemos
É difícil imaginar
Por mais que nos esforcemos
É impossível vislumbrar
As surpresas que Deus guarda
Pro futuro revelar

Na década de 50
No interior da Bahia
O povo de Jacobina
Jamais imaginaria
O destino de mais uma
Criança que ali nascia

Dona Edésia sua mãe
Também não imaginava
O futuro de seu filho
Que no ventre carregava
E os caminhos que o destino
Para ele reservava

Nem tampouco seu Lindolfo
Seu pai podia prever
As estradas que seu filho
Viria a percorrer
E a bela história de vida
Que ele iria escrever

Nem Mari-inha a parteira
Não tinha a real noção
Da responsabilidade
E da divina missão
Que ajudava a vir ao mundo
Tão importante varão

Igualmente não sabia
E jamais faria tino
O próprio José Tadeu
Qual seria o seu destino
Pois brincar era a única
Preocupação do menino

Mas brincar é coisa séria
Foi assim na brincadeira
Que o menino Tadeu
Conheceu a capoeira
Dando seus primeiros passos
Pra uma caminhada inteira

Seu irmão Camisa Roxa
Que muito lhe ensinou
Duvido que àquele tempo
Sequer ele imaginou
Que o seu irmão mais novo
Chegaria onde chegou

E nem mesmo o Doutor Bimba
Como todo o seu reinado
Não acredito que ao menos
Houvesse desconfiado
Que aquele aluno menino
Herdasse seu doutorado

Mas a capoeira foi
Uma espécie de semente
Plantada no coração
De uma criança inocente
Encontrando solo fértil
E brotando lentamente

O menino foi crescendo
O tempo ia passando
Junto dele também ia
Sempre lhe acompanhando
O amor a capoeira
Cada vez mais aumentando

Todo tempo que podia
Estava em treinamento
A arte da capoeira
Carregava em sentimento
Pra onde quer que ele fosse
A levava em pensamento

Na fazenda, na escola
E nas horas de lazer
Quanto mais ele aprendia
Mais queria aprender
E os mestres desta arte
Gostava de conhecer

Deus então o colocou
Nas mãos de um professor
Muito mais que especial
Mais que mestre, um doutor
Manoel dos Reis Machado
Seu guia orientador

E a semente capoeira
Plantada no coração
Daquele jovem baiano
Recebeu a proteção
Regada por Mestre Bimba
Junto a sua plantação

Com sol quente ou chuva forte
Brisa mansa ou ventania
Tudo é vontade divina
Como o vento que um dia
Levou o mestre e o menino
Para longe da Bahia
No vestibular da vida

Passou com pouca idade
Agora o mundo seria
Sua universidade
Calouro inexperiente
Novato na faculdade
Estudante dedicado

Muito atento as lições
No trote do preconceito
Passou por humilhações
Sempre de cabeça erguida
Buscou suas soluções

Convivendo entre estudantes
De áreas convencionais
Medicina, arquitetura
E ciências sociais
Entre outras respeitadas
Carreiras profissionais

Foi cercado por pessoas
Com curso superior
Estudava a capoeira
Por ela tinha amor
E decidiu: – Nesta arte
Um dia vou ser doutor!

E em todas as matérias
Gostava de estudar
A história da capoeira
Muitas formas de treinar
Sua musicalidade
Compor, tocar e cantar

Aprendeu a ensinar
E criou seu próprio jeito
Convivendo entre os bambas
Foi tratado com respeito
Procurando agir certo
E fazer tudo bem feito

E o aluno se tornou
Um professor dedicado
Continuou estudando
Sem ficar acomodado
Tornando-se um grande mestre
Cada vez mais respeitado

E o Mestre Camisa hoje
É uma árvore sagrada
Com sua raiz bem forte
Por toda a Terra espalhada
Sua madeira é de lei
Sua sombra abençoada

Que tem galhos muito fortes
E dá frutos aos milhões
Suas folhas se renovam
Por diversas gerações
Suas flores mais bonitas
Se eternizam em canções

Semente que Deus criou
Ele eternizará
O Jardineiro Sagrado
Da árvore cuidará
Na história da capoeira
Meu mestre é um baobá

Em mais de quarenta anos
Estudando sem parar
Todo tempo a enfrentar
Os preconceitos tiranos
Sofrendo com desenganos
Resistindo com vigor
Com fé, trabalho e amor
À cultura brasileira
NA ARTE DA CAPOEIRA
MESTRE CAMISA É DOUTOR

Viajando o mundo inteiro
Divulgando a nossa arte
Ensinando em toda parte
Do Brasil e do estrangeiro
É um orgulho brasileiro
Exaltando o valor
Desse povo sofredor
Honrando a nossa bandeira
NA ARTE DA CAPOEIRA
MESTRE CAMISA É DOUTOR

Muitos mestres e doutores
De várias modalidades
Grandes universidades
Solicitam-lhe favores
Enaltecem seus valores
Tratando lhe com louvor
Elogiam seu labor
Por nossa Terra inteira
NA ARTE DA CAPOEIRA
MESTRE CAMISA É DOUTOR

Luiz Gonzaga no baião
No choro foi Pixinguinha
No Candomblé Menininha
No cangaço Lampião
Zumbi contra a escravidão
Pelé como jogador
Tiradentes foi senhor
Da inconfidência mineira
NA ARTE DA CAPOEIRA
MESTRE CAMISA É DOUTOR

Gandhi na sabedoria
Garrincha foi no driblar
Jesus Cristo em perdoar
Castro Alves na poesia
Freud em psicologia
Deus é como o Criador
Grande Otelo como ator
Cartola foi da Mangueira
NA ARTE DA CAPOEIRA
MESTRE CAMISA É DOUTOR

As forças da natureza
Doutoras em perfeição
O mar em imensidão
As florestas em beleza
O céu doutor em grandeza
Em sutileza é a flor
Sol e fogo em calor
Em água é a cachoeira
NA ARTE DA CAPOEIRA
MESTRE CAMISA É DOUTOR

Rio de Janeiro, 05 de maio de 2011
Autor: Victor Alvim (Lobisomem)

Dr. Bimba…

Jorge Calmom, Jornalista, escreveu para o Jornal “A Tarde” uma crônica (artigo) sobre Mestre Bimba, onde cita Mestre Pastinha, a Capoeira Angola, outros Mestres de grande renome como por exemplo Aberê, Cobrinha Verde, Traíra, etc… e a “Homenagem” póstuma feita a Manoel dos Reis Machado, o Mestre Bimba, pela Universidade Federal da Bahia com o título de “Doutor Honoris Causa” e faz uma reflexão sobre a homenagem em causa…

Leiam na íntegra o artigo de Jorge Calmom, clicando sobre a imagem abaixo:
 
 
Agradecimento especial a Teimosia, por ter nos enviado este recorte do Jornal.

Primeiro Seminário Cultural de Capoeira do Espírito Santo

Primeiro Seminário Cultural de Capoeira do Espírito Santo, realizado no dia 09/08/2008, promovido pela Secretaria da Cultura do Espírito Santo e que contou com a presença do Prof. Dr. Sergio Luiz de Souza Vieira, antrópólogo e Presidente da Federação Internacional de Capoeira e do Prof. Dr. Luiz Renato Vieira, sociólogo e assessor técnico do Senado Federal, além dos mestres: Cabral, Luiz Paulo, Capixaba, Bert e Fábio.

Ressaltamos que o processo de reconhecimento da Capoeira como patrimônio cultural imaterial brasileiro, promovido pelo IPHAN teve início em 19/05/2004 e foi arquivado em 22/10/2004 em função do encaminhamento não atender a legislação vigente. Tal processo foi reaberto no dia 23/02/2006 ocasião em que foi juntada a Tese de Doutorado em Antropologia: Da Capoeira: Como Patrimônio Cultural – PUC/SP, 2004, de autoria do Prof. Sergio Vieira. O mesmo também encaminhou para o IPHAN o relatório de conclusão de seu Pós-Poutorado em Administração (Gestão Socioambiental) FEA/USP denominado: Preservação das Espécies Vegetais para a Confecção de Berimbaus no Brasil, o qual é o mais completo estudo sobre madeiras utilizadas na fabricação de berimbaus.

Primeiro Seminário Cultural de Capoeira do Espírito SantoPrimeiro Seminário Cultural de Capoeira do Espírito Santo

 

I SEMINÁRIO CULTURAL DE CAPOEIRA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO

TEMA: A POLÍTICA CULTURAL DA CAPOEIRA NO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO:

REALIDADES E POSSIBILIDADES

Local: Centro de Educação Física e Desportos da Universidade Federal do Espírito Santo

Avenida Fernando Ferrari s/n. Goiabeiras – Vitória / ES.

Data: 9 DE AGOSTO DE 2008 (SÁBADO)

Horário: 12h30 às 18h

PROGRAMAÇÃO:

 

12h30Cadastro SECULT – Cadastro oficial dos Grupos de Capoeira e seus respectivos Mestres e Professores.
13hAbertura – Secretaria de Estado da Cultura.
13h15

13h15

13h40

14h20

Mesa de debate – Capoeira como Patrimônio Cultural

Ana Teles da Silva – IPHAN, Antropóloga, Técnica de Ciências Sociais.

Prof. Mestre Sergio Vieira – Pós-Doutor em Administração (Gestão Socioambiental) – FEA/USP, Doutor em Antropologia – PUC/SP, Mestre em Antropologia – PUC/SP, Especialista em Educação Física Infantil – UNIFIG, Especialista em Ginástica de Academia – UNIFIG, Professor de Educação Física – UNIFIG, Presidente da Federação Internacional de Capoeira – FICA

Mestre Luiz Renato Vieira – Doutor em Sociologia da Cultura e Consultor Legislativo do Senado Federal, na área de Assistência Social e Minorias(atua nas áreas de políticas sociais, minorias e direitos humanos).

15:00Intervalo
15h20

15h30

16h00

16h30

Mesa de debate – Políticas públicas para a Capoeira no Espírito Santo: Realidades e Possibilidades.

Coordenadora: Christiane Wigneron Gimenes – Subsecretária de Estado de Patrimônio Cultural

Mestre Rogério Medeiros (Mestre Capixaba) – Mestre de Capoeira do Grupo A CAPOEIRA;

Mestre Luiz Paulo – Mestre de Capoeira: – A capoeira no Espírito Santo

Professor Aminthas Loureiro Júnior – Mestre em Economia / Consultor: Elementos constitutivos da Carta de Vitória.

17h00Plenária Final:

  • Apresentação da “Carta de Vitória” – A Capoeira no Espírito Santo.
  • Políticas Públicas da Capoeira e mobilização sócio-política dos Capoeiras.
18hEncerramento do Evento.

 

Federação Internacional de Capoeira

Filme homenageia Mestre João Pequeno

O mestre baiano, doutor em capoeira angola pela UFU, tem história recontada

Mestre João Pequeno é baiano de nascença. Foi em Salvador que aprendeu tudo o que sabe sobre o bailado de origem africana e, de lá, se tornou referência mundial do jogo meio dança, meio luta. Mas parte de seu coração tem um quê de uberlandense. Afinal, foi da Universidade Federal de Uberlândia que recebeu o título de doutor honoris causa pelo seu conhecimento em capoeira angola em dezembro de 2003, um sonho do mestre que foi realizado aqui. E este ano Uberlândia atravessa mais uma vez a vida deste ex-servente de pedreiro que é o mestre de capoeira mais velho do mundo. Começam hoje as gravações do documentário “Doutor Mestre João Pequeno: a história do negro no Brasil através da capoeira angola”, um projeto do professor Guimes Rodrigues Filho, coordenador do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UFU.
As filmagens acontecem, num primeiro momento, em São Carlos (São Paulo). Durante um encontro de capoeira, as lentes vão captar esta memória viva em ação. Mestre João Pequeno não está na ativa fisicamente, mas a mente ensina como ninguém aos mais jovens. Depois a equipe composta pelo próprio professor Guimes Filho, o diretor Gilson Goulart Carrijo (professor do curso de Cinema do Unitri), os roteiristas Pedro Paulo Freitas Braga (graduando em História) e Karla Bessa (também professora do curso de História na UFU) vão para Salvador, possivelmente em março, para reconstruir os passos do doutor desde sua morada até os locais onde treinava com o mestre Pastinha, um dos que mais contribuíram para difundir a capoeira angola no Brasil. “Vamos passar pela construção no Pelourinho que era a antiga academia de mestre Pastinha, onde João Pequeno tudo aprendeu, do forte para onde a academia se mudou. Enfim, todos os seus passos”, explica Guimes Filho.
Em todos os locais, depoimentos de discípulos de mestre João Pequeno vão ratificar sua importância para o mundo da capoeira, como o do próprio ministro da Cultura, Gilberto Gil, que está programado para abril. Se João Pequeno recebeu do ministério a comenda da Ordem de Mérito Cultural, ninguém melhor que o próprio ministro baiano, que conhece profundamente os mestres de capoeira, para falar de João Pequeno pela visão de quem trabalha com a cultura.

A cena final está programada para acontecer em Uberlândia. Falta ainda uma aprovação oficial, mas a intenção é inaugurar a sala do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da UFU com o nome de Mestre João Pequeno. “Seria uma honra tanto para nós quanto para ele, que ficou emocionado com o título de doutor e com o documentário. Afinal alguém precisa se lembrar de eternizar a memória daqueles que transmitem o conhecimento via oral. Porque mestre João Pequeno é praticamente uma biblioteca viva da capoeira angola”, aponta o professor.

Serão entre 30 e 40 minutos de documentário, que será distribuído nas várias entidades como o Museu da República, todos os ministérios, Museu da Imagem e do Som e, posteriormente, veicular na televisão em rede nacional. Tudo possível graças ao programa Capoeira Viva, uma iniciativa do Ministério da Cultura, Petrobras e Museu da República que destinou R$ 20 mil ao projeto uberlandense. “Como foi a UFU que lembrou de homenagear este mestre tão importante para a cultura popular, resolvi inscrever meu projeto para que este conhecimento sobre a capoeira angola não se perca com o tempo. Além de ser uma oportunidade de contar a trajetória do negro no Brasil tomando João Pequeno como exemplo”, finaliza Guimes Filho.

Um presente de 90 anos ao mestre

MANOEL SERAFIM

Momento melhor não há para homenagear João Pequeno. Nascido João Pereira dos Santos, o mestre completa em dezembro 90 anos com o orgulho de ter percorrido o mundo todo para difundir a capoeira angola. Depois de ser servente de pedreiro e tocador de boi, aos 25 anos se encantou com uma roda de capoeira que há poucos anos havia sido liberada no Brasil. A história conta que, em 1850, um decreto-lei proibira a prática da capoeira que, durante o império, era utilizada pelos escravos como forma de acabar com a repressão dos senhores. Considerada violenta e que dava poder aos negros, a luta era reprimida com prisão e açoitamento até que, na era Getúlio Vargas, o presidente se rendeu ao jogo dançado dos negros numa rua da própria Salvador e liberou a prática nas academias.

Foi numa destas que João Pequeno se encontrou com mestre Pastinha, um ícone da capoeira angola no Brasil. Dele foi discípulo e faz questão de mostrar sua arte em todos os cantos do mundo até hoje. A única decepção era não ser reconhecido pelo seu saber, o que mudou quando, finalmente, foi chamado de doutor. “Quando era criança, seu pai o chamava de doutor. E ele nem o colocou para estudar. Já na capoeira, ele é doutor pela sua importância no mundo todo. Um reconhecimento mais que merecido”, conclui Guimes Rodrigues Filho.

Correio de Uberlândia – MG, Brasil

http://www.correiodeuberlandia.com.br

Primeiro Seminário Projeto Capoeira Viva

dia 21 de novembro de 2006
das 13h às 18h
Auditório Apolônio de Carvalho Museu da República Rio de Janeiro
 
O Projeto CAPOEIRA VIVA, idealizado pelo Ministério da Cultura, com coordenação técnica do Museu da República e patrocínio da Petrobras, tem como objetivo a implementação de políticas públicas para a valorização e promoção da capoeira como bem constituinte do patrimônio cultural brasileiro.
 
Além das ações desenvolvidas por meio da Chamada Pública, lançada no dia 15 de agosto de 2006, que incentiva-rá projetos de pesquisa, acervos e experiências socioeducativas, o Projeto CAPOEIRA VIVA prevê a realização de 3 seminários nacionais.
 
Visando à socialização da informação, troca de conhecimentos, quantificação e qualificação das demandas próprias dessa expressão cultural, os seminá-rios têm como objetivo apontar caminhos que poderão subsidiar futuras políticas públicas para a capoeira.
SEMINÁRIO CAPOEIRA VIVA
 
13:00 Abertura
 
13:30 A FORMAÇÃO DO MESTRE, ONTEM E HOJE
 
palestrantes:
 
Mestre Camisa (José Tadeu Carneiro Cardoso) – capoeirista formado pelo Mestre Bimba. Fundador do Grupo Abadá-Capoeira. Criador do CEMB (Centro Educacional Mestre Bimba), onde se desenvolve o projeto Capoeira Ecológica.
 
Mestre Moraes (Pedro Moraes Trindade) – Mestre de Capoeira Angola e presidente fundador do Grupo de Capoeira Angola Pelourinho. Proferiu palestras sobre a musicalidade da Capoeira Angola, realizada no Mancat College – Manchester – Inglaterra, em 2005 e A diáspora africana no Brasil, realizada no Morris Brown College – Atlanta – EUA.
 
Mestre Suino (Elto Pereira de Brito) – Mestre de capoeira, desde 1980, formado pelo Mestre Passarinho.
Presidente-fundador do Grupo Candeias. Professor especialista em Educação Física Escolar da Rede Pública. Publicou os livros Fundamentos da Capoeira, Capoeira e Religião, No Caminho do Mestre, entre outros.
 
mediador:
 
Prof. Doutor Muniz Sodré – formado em Ciências Jurídicas e Sociais na Bahia, fez mestrado na Sorbonne (Sociologia da Informação), em Paris, doutorado na UFRJ (Teoria da Literatura de Massa) e pós-doutorado na Sorbonne (Sociologia, Antropologia e Lingüística). Publicou 26 livros. Atualmente é presidente da Fundação Biblioteca Nacional.
 
15:00 Debate Aberto
 
16:00 Intervalo
 
{jgxtimg src:=[http://www.portalcapoeira.com/images/stories/capoeira_viva/capoeira_viva_folder1.jpg] width:=[250]}
{jgxtimg src:=[http://www.portalcapoeira.com/images/stories/capoeira_viva/capoeira_viva_folder2.jpg] width:=[250]}
Folder
Para ampliar, clique na imagem…
Folder
Para ampliar, clique na imagem…

 

16:30 DE ARMA DA VADIAGEM A INSTRUMENTO DE EDUCAÇÃO
palestrantes:
 
Mestra Janja (Rosangela Costa Araújo) – iniciou-se no Grupo de Capoeira Angola Pelourinho com os Mestres João Grande, Moraes e Cobra Mansa. Historiadora pela UFBa, Mestre e Doutora em Educação pela USP. Em 1995 fundou o Instituto Nzinga de Estudos da Capoeira Angola e Tradições Educativas Banto no Brasil (Incab).
 
Mestre Luiz Renato (Luiz Renato Vieira) – membro do Grupo Beribazu. Mestre em Sociologia pela Universidade de Brasília e Doutor em Sociologia da Cultura pela Universidade de Brasília/Universidade de Paris I – Sorbonne. Autor do livro O jogo da capoeira: corpo e cultura popular no Brasil. Desde 1990 atua no Centro de Capoeira, um projeto comunitário da UnB. É Consultor Legislativo do Senado Federal na área de assistência social e minorias.
 
Mestre Zulu (Antonio Batista Pinto) – autodidata em Capoeira e Educação Física. Pesquisador e Mestre de Capoeira. Bacharel e Licenciado em Química. Pós-graduado em Didática e Metodologia do Ensino Superior. Publicou 19 trabalhos, dentre eles o livro Idiopráxis de Capoeira.
 
mediador:
 
Prof. Doutor Muniz Sodré
 
18:00 Debate Aberto
 
Projeto CAPOEIRA VIVA
Um programa de valorização e promoção da capoeira como bem cultural brasileiro
 
 

Jornal do CAPOEIRA abre novo espaço editorial

"Roda  de   Mestres   e   Doutores"
No Jornal do Capoeira
 
Apresentação
 
"Tive oportunidade de conversar diversas vezes, com velhos mestres Angoleiros, sendo que duas vezes com Mestre Bimba, uma delas fazendo uma grande e reveladora entrevista.  Com prazer e humildade, repetiria tudo de novo, o mesmo não acontecendo, entretanto, com muito doutor em capoeira que anda por aí". 
 
Pois muito bem, para minha surpresa, foi justamente o autor da frase acima (André Lacé), que sugeriu a abertura de um espaço permanente, no Jornal do CAPOEIRA, para textos atuais ou mesmo debates entre mestres e doutores universitários. 
 
Afinal, completou Lacé (aliás, também mestre em Administração pela Universidade de Syracuse, em Nova Iorque),  "se de um lado, assim como certos livros, existem muitas dissertações e teses doutorais sem grande valor, por outro, estão surgindo excelentes trabalhos que devem ser amplamente divulgados.  Trabalhos escritos de maneira muito clara e com pesquisas realmente sérias e sem a preocupação de agradar a este ou aquele grupo".
 
Concordo com este apanhado e creio, mesmo, que é hora de se abrir, no Jornal do CAPOEIRA, um espaço para esses senhores.  Assim pensando fiz meus primeiros contatos e obtive respostas estimulantes.  A rigor, o pingo d`água, desta resolução editorial foi  o recente texto do Sr.  José Luiz Cirqueira Falcão, doutor em Educação pela Universidade Federal da Bahia (atualmente Professor Adjunto da Universidade Federal de Santa Catarina), que, por  feliz coincidência, é, também, mestre de Capoeira (Mestre Falcão). O mencionado texto está rodando o mundo provocando forte e saudável polêmica.
 
Para reforçar o momento, tomamos conhecimento da tese doutoral do escritor premiado Luiz Sergio Dias (Quem tem medo da Capoeira?), sobre o tema: Da "Turma da Lira" ao cafajeste: a sobrevivência da Capoeira no Rio de Janeiro na Primeira República. 
 
Como tais trabalhos, até por exigência acadêmica, são quilométricos, abrindo espaço para que esses senhores façam pequenos resumos de suas idéias, estaremos criando condições para que todo Mundo da Capoeira tenha acesso às pesquisas e conclusões realizadas por esses mestres e doutores.
 
De recente conversa com mestre-doutor Falcão tiramos mais uma conclusão: como a Capoeira é um poço sem fundo, para não correr o risco de abrir muito o leque de temas &  discussões, será recomendável  estabelecer um pequeno leque inicial de opções.   É o que propomos a seguir:
 
Coluna  Roda de Mestres e Doutores, do Jornal do CAPOEIRA –  Temas Básicos:
 
Tema  I  –     Seleção dos dez principais livros de capoeira resumindo-se o mérito maior de cada um deles;
 
Tema II –      Seleção dos dez principais discos & cds destacando-se o mérito maior de cada um deles;
 
Tema III –     Seleção dos dez principais DVDs destacando-se o mérito maior de cada um deles;
 
Tema IV –    Seleção dos dez melhores mestres de capoeira atuais, destacando-se o mérito maior de cada um deles;
 
Tema V –     Importância das Culturas Negras (ou não) na essencialidade da Capoeira Moderna;
 
Tema VI –    Reflexões sobre a crescente rebeldia, em relação a Capoeira Brasileira, por parte de alguns grupos estrangeiros.
 
Tema VII –    Sugestões para realização de uma Estratégia Nacional e um Plano de Ação para a Capoeira no Brasil e no Exterior
 
Tema VIII –   Avaliação crítica da ação dos governos municipais, estaduais e federal, nos últimos trinta anos, em relação à Capoeira;
 
Tema IX –    Afinal, Capoeira é Luta, também, ou não?
 
Tema X –     A parte Rítmica e Cantada da Capoeira: pontos fortes e fracos
 
Ao final de cada matéria, colocaremos os títulos de pós-graduação do autor, bem como, a seu critério, um endereço para qualquer eventual esclarecimento direto ou mesmo convite para palestras.
 
Em caráter excepcional, havendo forte motivo jornalístico, abriremos exceção para algum tema não listado.
 
Semana que vem, com prazer e muita honra, estaremos inaugurando este novo espaço. Aguardem!
 
 
Muito Cordialmente,
 
Visite: www.capoeira.jex.com.br – Jornal do Capoeira