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Jogo de luta inspirado na capoeira será lançado para PC

O estúdio alemão Twelve Interactive, revelou em seu site o lançamento de mais um game de luta baseado exclusivamente na capoeira, arte marcial brasileira original da época da escravidão.

Martial Arts – Capoeira, que agora chega aos PCs, já teve versões para PlayStation 2, Wii, PSP e Nintendo DS, colocando lutadores de diversas nacionalidades em disputas do esporte que une dança e música.

O game traz um modo carreira, onde é possível treinar o seu personagem para aprimorar suas habilidades, ganhar campeonatos e atingir o status de maior capoeirista do planeta.

Como cenário para os embates, o jogo coloca os atletas em recriações de pontos turísticos por todo o mundo, como o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, as piramides do Egito, e Times Square, em Nova Iorque.

Estão disponíveis doze capoeiristas no jogo, com habilidades divididas em força, velocidade, resistência, constituição física e talento acrobático.

 

Martial Arts – Capoeira será lançado no próximo dia 25, com preço de 20 euros (cerca de R$ 50). Mais informações, no site oficial (e verde-amarelo) do game.

 

Fonte: http://arena.ig.com.br

A guerreira Maria Felipa

Como lembrei no texto Onde estão as capoeiristas da história, em geral as mulheres capoeiras que se destacaram no passado ficaram esquecidas. Mas é importante conhecer a história dessas mulheres que são exemplo de coragem, persistência e determinação.

Uma dessas mulheres é Maria Felipa, a guerreira de Itaparica.

Maria Felipa de Oliveira viveu na Bahia no século XIX e teve um importante papel na Guerra da Independência, que ocorreu entre 1822 e 1824, para reafirmar a independência proclamada em 7 de setembro de 1822, até que esta fosse reconhecida por Portugal.

Na Bahia, assim como nas províncias de Cisplatina (onde atualmente é o Uruguai), Piauí, Maranhão e Grão-Pará, devido à concentração estratégica de tropas do Exército Português, as lutas foram mais acirradas. Quando a tropa portuguesa comandada pelo General Madeira de Melo tentou invadir a Ilha de Itaparica para controlar a guerra a partir da Bahia de Todos os Santos, Maria Felipa liderava as vedetas (vigias) da praia, um grupo de 40 mulheres que entrou no acampamento do exército português, atacou os guardas com galhos de cansansão, uma planta que provoca sensação de queimadura ao toque com a pele, e puseram fogo em 42 embarcações, promovendo baixas no exército.

Além de guerreira, Maria Felipa também atuou na gerra como enfermeira, socorrendo feridos, além de trazer para a resistência em Itaparica informações da guerra obtidas nas rodas de capoeira do Cais Dourado, para onde ia remando sua canoa.

Há quem acredite que Maria Felipa seja a identidade verdadeira de Maria Doze Homens, que ganhou este apelido após deixar doze homens no chão, porém não existe confirmação a respeito e há ainda outras versões, em uma das quais Maria Doze Homens teria sido companheira de Besouro Mangangá.

O atestado de óbito datado de 04 de janeiro de 1873, confirma que Maria Felipa sobreviveu à guerra e continuou levando sua vida na ilha por muitos anos, porém de seu nascimento nada se sabe.

A heroína foi retratada na obra de Ubaldo Osório, A ilha de Itaparica, e no romance Sargento Pedro, do escritor baiano Xavier Marques, onde são são contatos vários feitos atribuídos à capoeirista.

Fontes:

Capoeira Sou Eu

Conversa de Menina

Overmundo

Passeiweb

Wikipédia

Neila Vasconcelos – Venusiana
capoeiradevenus.blogspot.com

A Capoeira e o Universo Feminino

MARÇO MÊS DA MULHER: A CAPOEIRA E O UNIVERSO FEMININO

A capoeira é arte e como tal, é uma forma de expressão que não tem barreiras, não tem limites. Isso quer dizer que cada um pode adapta-la e ela pode se adaptar as características pessoais de cada individuo.
Capoeira é dança, a mulher é pela própria natureza uma bailarina……desde criança ensaia, dança, deixando-se levar pela musica.
A capoeira é luta, e a mulher já faz tempo que vem demonstrando sua valentia naquelas artes confinadas no passado só aos homens: das mais tradicionais (judô, karaté, aikidô) as mais atuais (ju-jistu, muay thai, wrestling).
 
Dentro da roda a mulher leva sua energia, sua flexibilidade, raramente chega aos níveis acrobáticos dos homens, mas ela se sobressai por outras qualidades.
Não é raro ver uma mulher jogando com um sorriso que ilumina a roda a seu redor, não é raro que uma mulher ao entrar na roda influencie com sua energia a bateria, o ritmo e as pessoas que estão assistindo.
Talvez pela sua sensibilidade pela sua delicadeza, no jogo lembra as crianças: cria, ousa, cai e levanta, e as vezes esquece do sorriso que continua mesmo estando no chão.
A mulher lutou muito acompanhando nos anos o desenvolvimento da capoeira dentro da sociedade, até chegar aos dias de hoje onde ela reina e conquista aqui também seu espaço, ás  vezes difícil nessa arte.
Conquista seu espaço no Brasil onde o preconceito em relação a capoeira é maior e no exterior onde talvez a sociedade está mais acostumada a lidar com a evolução feminina.
Divulga a cultura brasileira, educa jovens, desenvolve cidadãos, implanta projetos sócias.
 
Assim, o que é difícil de pesquisar na historia e tão raro de se tornar lenda, como o mito de “Maria doze homens”, que com sua valentia dava conta de lutar com doze homens de uma vez só, agora vira normalidade. Inúmeras Tatiana, Virginia, Caroline, Josy, estão aí mostrando ao mundo que não existe coisa melhor que as diferenças para completar, somar e ampliar qualquer tipo de forma de expressão.

 

No mês de março Capoeira Luanda lembra o “dia internacional da mulher”, data decretada pela ONU em 1975 para homenagear a mulher e suas lutas sociais:

Roda na Praça Rui Barbosa, Mogi Mirim – SP dia 8/03 as 10:00 hs

Encontro feminino: Sesc Goiânia- GYN  dia 16/03 a partir das 9:00 hs (cursos e rodas)

Bahia: Carnaval, Capoeira e “Mulherada”

O Bloco Carnavalesco A Mulherada vem desfilando no Carnaval de Salvador Bahia desde 2003, tendo lugar de destaque na mídia local, nacional e internacional pois, assim como os tradicionais  afros que fazem o Carnaval de Salvador,  A Mulherada   não se descuida de sua responsabilidade social desenvolvendo ações afirmativas utilizando a arte, a educação e a música como forma de promover a inclusão social de mulheres afro descendentes das comunidades de Salvador.  
 
O Bloco A Mulherada estará homenageando a Capoeira , durante o carnaval 2006
 
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