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Araxá: “Capoeira e Combate as Drogas”

Passeata de conscientização encerra a Semana de Combate às Drogas: Período promoveu debates para consolidar prevenção e enfrentamento.

As comemorações da Semana Municipal de Combate às Drogas foram encerradas com uma passeata de conscientização pelas principais ruas do Centro. A concentração foi realizada no estacionamento do Estádio Fausto Alvim com apresentações de capoeira e taekwondo dos garotos dos Espaços Multiuso. Todas as ações que aconteceram nesses dias foram organizadas pela Comissão de Apoio, Enfrentamento e Cuidado ao uso de Álcool e outras Drogas (Caecad).

Segundo o organizador Anderson Alves Costa, os resultados foram ótimos principalmente para a consolidação das políticas públicas de enfrentamento as drogas e a mobilização social.

“Com essa semana demos início a uma série de ações que visam fortalecer o município no enfrentamento, cuidado, prevenção, tratamento e reinserção social de dependentes químicos de substancia licitas e ilícitas”, destaca.

A semana contou com a participação de vários órgãos ligados ao assunto da cidade, mas segundo Anderson, também é importante que o tema seja trabalha com pessoas que não vivenciam o problema.

“Queremos atingir outras pessoas, que não estão com o problema dentro de casa e as vezes podem ser indiferente a essa questão. E que elas se juntem conosco, além de outros parceiros com instituições religiosas, escolas e associações, para que esse movimento se propague cada vez mais”, afirma.

Criação do Comad

Anderson destaca que o projeto que cria o Conselho Municipal Antidrogas (Comad) já foi protocolado na Câmara e deve se votado na próxima reunião ordinária.

Ponta Grossa: Festival Capoeira Contra as Drogas

Ilê de Bamba realiza palestra em parceria com Conselho Anti Drogras

O Centro Cultural Ilê de Bamba, desde o início de sua criação há sete anos, teve a iniciativa de aliar cultura à formação cidadã. As aulas de capoeira conquistaram o Jardim Ouro Verde e as regiões vizinhas, na Colônia Dona Luíza.

A cada encontro para as rodas de capoeira, mais crianças chegavam interessadas em aprender a ginga do movimento.

Crianças e adolescentes transformaram a sede do Ilê de Bamba em um local de interação familiar e aprendizado. Marcelo de Barros, o mestre Careca, percebeu a importância de conscientizar socialmente os participantes da roda de capoeira. São preceitos máximos do grupo não se envolver em  violência  das ruas, não fazer uso de drogas e frequentar a escola.

Hoje o Ilê de Bamba levanta muitas bandeiras de conscientização, que vão da valorização da cultura negra ao combate às drogas entre crianças e jovens da cidade. No dia 11 de novembro, o mestre Careca, em Parceria com o Conselho Municipal Anti Drogas, organizou uma palestra na sede do grupo, para a prevenção e combate do uso  de drogas e tráfico na cidade.

O grupo realizará ainda neste novembro o Festival Capoeira Contra as Drogas, que ocorrerá dia 20, no Centro de Cultura,  e 21, no Teatro Ópera, com a seguinte programação: http://www.portalcomunitario.jor.br/page.php?161.

Ponta Grossa é a segunda cidade no ranking do tráfico de drogas no Paraná, perdendo apenas para a capital Curitiba. O número 181 de Narcodenúncia registrou, em seis anos, 12 mil e 100 denúncias na cidade. Quanto às prisões de adultos envolvidos com o tráfico, Ponta Grossa aparece na terceira posição das cidades do Estado. Em seis anos,  o Sistema de Narcodenúncia registrou ainda a apreensão de 165 mil pedras de crack e 140 quilos de cocaína. Partindo desses dados, o Conselho Municipal Anti Drogas percebe a importância de realizar essas palestras.

“É preciso prevenir a sociedade sobre os malefícios das drogas. Para isso, procuramos falar sempre sobre a autoestima e a importância do esporte como um outro caminho”, explica a Sargento Maria de Lourdes que também é Diretora do Conselho  Municipal Anti Drogas.

Pesquisa do Programa Pró Egresso, projeto de extensão universitária  do Curso de Serviço Social da Universidade Estadual de Ponta Grossa,  constatou-se que,  em 2005, 100% dos envolvidos com as drogas eram do sexo masculino, sendo 63,4% solteiros. Constatou-se ainda que 43% estavam trabalhando com carteira assinada, dos quais 71,6% recebiam entre 1 e 3 salários mínimos. De acordo com a pesquisa, pessoas entre 18 e 30 anos são as que mais se envolvem com o consumo de drogas.

Quando levantou a bandeira de formação cidadã, o principal objetivo do Centro Cultural Ilê de Bamba era afastar as crianças  da  violência nas ruas, como o contato com o tráfico e consumo de drogas. A palestra é mais uma das conquistas do grupo e contou com a presença da policial civil Isabel Regina do Nascimento, que conscientizou os presentes sobre a importância da informação e prevenção às drogas.

Fonte:
http://www.portalcomunitario.jor.br/
http://iledebambapg.blogspot.com/

Caminhada abre I Semana sobre Drogas na orla de João Pessoa, no sábado

O Governo do Estado, através do Programa Estadual de Políticas sobre Drogas (PEPD/PB), realizará de 12 a 19 deste mês, a I Semana Estadual de Ações Educativas sobre Drogas. O evento tem o objetivo de mobilizar a Paraíba em discussões, reflexões e atividades de prevenção às drogas, alertando sobre o perigo que o uso indevido de substâncias químicas representa para a sociedade. A I Semana terá a participação das diversas secretarias estaduais e parceiros da sociedade civil organizada. A abertura ocorrerá no próximo sábado (12) com uma caminhada na praia do Cabo Branco, em João Pessoa. 

A concentração da caminhada começa às 7h, em frente à Fundação Casa de José Américo (FCJA), na Avenida Cabo Branco. Este primeiro momento contará com participações especiais, tais como o humorista ‘Zé Lezin’, palhaços animadores da Arretado Produções, e apresentações de grupos de capoeira, coordenados pelo Fórum de Capoeira. Antes da largada, o alongamento será comandado pelo Projeto Caminhar com Segurança, da Polícia Militar. 

Todo o percurso, com destino ao Busto de Tamandaré, será acompanhado por um trio de forró e apresentações de taekwondo, do grupo FPT Taekwondo. Na chegada, será oferecido um café da manhã, com mesa de frutas para os participantes, ao som de Oliveira de Panelas e diante de várias apresentações de capoeira. 

No Busto de Tamandaré, também serão oferecidos serviços da Secretaria de Saúde, a exemplo de aferição da pressão arterial e exames de glicemia, e distribuídos materiais educativos de prevenção e combate às drogas. Um ato ecumênico encerra a atividade. 

Mobilização – ‘Os efeitos da droga não prejudicam só o usuário’. Esse é o slogan do material informativo do PEPD/PB e da I Semana Estadual de Ações Educativas sobre Drogas, levantando uma reflexão sobre as consequências devastadoras do uso inadequado das substâncias psicoativas. 

O gerente do PEPD/PB, Deusimar Guedes, informa que a campanha de prevenção e combate às drogas terá caráter permanente, “mas a realização de uma semana de atividades será importante para atrair a atenção da sociedade e mobilizar os cidadãos, convidando-os a oferecer sua parcela de contribuição no enfrentamento ao grave problema que é o consumo indevido de drogas”. 

Ele ressalta que a colaboração da população é essencial nessa luta. “Precisamos do apoio de toda a sociedade para conseguir superar esse fenômeno que vem se agravando, destruindo jovens, adultos e suas famílias”, explica Deusimar, comentando que as diversas instituições parceiras do PEPD/PB participarão ativamente em todo o Estado da I Semana Estadual de Ações Educativas sobre Drogas, a exemplo de várias entidades religiosas, do Conselho Municipal Antidrogas de João Pessoa/PB, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Maçonaria, Fórum de Combate à Corrupção (Focco), Movimento pela Paz (MOVPAZ), entre muitas outras.

Assessoria

Mais Informações: http://www.joaopessoa.pb.gov.br/

Fonte: http://www.clickpb.com.br/

2º ENAFEC – Encontro Alagoano Feminino de Capoeira

A capoeira é uma manifestação cultural brasileira que reúne características muito distintas: trata-se de uma mistura de arte-luta praticada ao som de instrumentos musicais como o berimbau, o pandeiro e o atabaque. Para incentivar a prática entre as mulheres, será promovido o 2º Encontro Alagoano Feminino de Capoeira (ENAFEC).

O Evento está PREVISTO para o período de 03 a 06 de junho de 2010 (5ª e 6ª feira, sábado e domingo), das 8h00 as 12h00, 14h00 as 18h00, atendendo um público alvo de jovens e adultos de ambos os sexos que praticam ou que tenham interesse em praticar esta arte. A prática da capoeira ainda é pouco difundida no Estado entre as mulheres e encontramos resistência em praticá-la, desconhecendo que a atividade pode ser uma alternativa eficaz na melhoria das condições gerais do indivíduo. A capoeira é uma pratica que pode, ainda, contribuir para a auto-estima e formação do caráter e da personalidade de quem a realiza.

A capoeira traz benefícios na área da saúde, já que ela representa uma forte aliada no controle social quanto à recuperação de usuários de drogas, alcoolismo e portadores de transtornos mentais. Diante destes benefícios, podemos afirmar que a sua prática realmente se constitui em uma política de saúde pública, pois somente por meio de uma prática cultural e física, é possível sanar vários problemas, podendo ser empregada para resgatar àqueles que já estão doentes, evitando que jovens e crianças enveredem pelo caminho das drogas.

Brevemente estaremos divulgando a programação e confirmando a data do evento.

Mauricio Alves Pastor

Enafec – Encontro de capoeira incentiva prática feminina em Alagoas

A capoeira é uma manifestação cultural brasileira que reúne características muito distintas: trata-se de uma mistura de arte-luta praticada ao som de instrumentos musicais como o berimbau, o pandeiro e o atabaque. Para incentivar a prática entre as mulheres, será promovido um Encontro Alagoano Feminino de Capoeira (Enafec), com o apoio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). A iniciativa será realizada neste sábado e domingo, a partir das 8h, no Sesc do Poço. O evento é destinado às crianças, jovens e adultos do sexo feminino que tenham interesse em praticar a atividade.

“A prática da capoeira ainda é pouco difundida no Estado, diante da marginalização que ela é trabalhada e, por isso, as mulheres encontram resistência em praticá-la, desconhecendo que a atividade pode ser uma alternativa eficaz na melhoria das condições gerais do indivíduo. A capoeira é uma pratica que pode, ainda, contribuir para a auto-estima e formação do caráter e da personalidade de quem a realiza”, ressaltou o técnico da Sesau, Maurício Pastor, responsável pela organização do evento.

Eficácia à saúde – E ainda de acordo com Maurício Pastor, a capoeira também traz benefícios na área da saúde, já que ela representa uma forte aliada no controle social quanto à recuperação de usuários de drogas, alcoolismo e portadores de transtornos mentais.

“Diante destes benefícios, podemos afirmar que a sua prática realmente se constitui em uma política de saúde pública, pois somente por meio de uma prática cultural e física, é possível sanar problemas que na maioria das vezes seriam solucionados em instituições de saúde, como por exemplo, hospitais psiquiátricos”, evidenciou o técnico, acrescentando que a capoeira pode ser empregada para resgatar àqueles que já estão doentes, evitando que jovens e crianças enveredem pelo caminho das drogas.

Programação – O Enafec terá início com a palestra da professora universitária Larissa Leão, que abordará o tema “A Importância da Mulher na Capoeira”. Em seguida, os participantes do evento poderão conferir palestras sobre Danças Afro, Percussão, Maculelê, Benguela e apresentações de Rodas Femininas de Capoeira.

No domingo, acontece uma aula de capoeira com a contra mestra Selva, de Fortaleza (CE), além da realização de uma Roda Feminina e Mista. Participam do evento as mestras Josélia Rocha Rodrigues e Conceição Santos Nascimento, respectivamente do Ceará e Pernambuco.

Projeto Anastácia realizará Semana Municipal da Capoeira em Paulínia

Depois que foi votado o Projeto de Lei instituindo a Semana Municipal da Capoeira, Paulínia tem vivenciado mais de perto a prática deste esporte. Pelo terceiro ano consecutivo, atletas se reúnem para a complementação do trabalho que é feito junto às oficinas socioeducativas, e apresentar a comunidade paulinense o trabalho e o desempenho desenvolvido pelo programa.

O Projeto Anastácia é desenvolvido pela Associação Rainha do Engenho que está presente no município desde 1974, e trabalha em parceria com a Associação Criança Feliz, tem como objetivo oferecer as pessoas, a oportunidade de praticarem exercícios físicos, trabalhar a dinâmica em grupo, a musicalidade e o convívio social, além de divulgar a tradição e a valorização da nossa cultura afro-brasileira.

Apesar do preconceito que ainda existe, e que muitas pessoas acham que capoeira está ligada a religião, fazendo com que alguns pais tirem os filhos das aulas, salientamos que isso é apenas folclore, e falta de conhecimento da prática do esporte.

O tema da III Semana da Capoeira que acontecerá de 26 de setembro a 3 de outubro, será “Não Jogue Com a Vida, Jogue Capoeira, de uma Rasteira nas Drogas”. O tema foi escolhido de acordo com o que os educadores têm presenciado nos bairros; “encontramos muitas crianças e adolescentes envolvidos no mundo das drogas, e inocentemente são iludidos e usados como “mula” (nome dado as pessoas que transportam drogas), e na prática da capoeira procuramos orientar as crianças e adolescentes o perigo que elas oferecem, argumentou o coordenador do Projeto Mestre Domingos. Ele também enfatiza a importância da participação do Poder Público, apoiando as ações do Projeto, na disseminação da cultura e do esporte, uma cidade só agrega valores com iniciativas como esta”, concluiu o coordenador.

As aulas de capoeira são ministradas no Ginásio do João Aranha, no bairro Parque da Represa, e também na APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), e tem mais de 300 participantes entre crianças, jovens, adultos e Terceira Idade.

Fonte: Assessoria de Imprensa – http://www.paulinianews.com.br

Campanha: Vamos dar uma rasteira nas Drogas

10 anos do grupo Desterro Capoeira e Campanha: Vamos dar uma rasteira nas Drogas

No dia 11 de Julho de 2009 (Sábado), iremos comemorar os 10 anos do grupo Desterro Capoeira e vamos lançar a Campanha: Vamos dar uma rasteira nas Drogas, será um dia muito especial e importante.

O grupo Desterro Capoeira desenvolve seu trabalho há 10 anos em Santa Catarina, em todas as classes sociais, com crianças, adolescentes e adultos, não só formando capoeiristas, mas sim cidadãos de bem, a Desterro Capoeira é uma entidade sem fins lucrativos e de utilidade pública, e juntamente com esse trabalho nos preocupamos em fazer um trabalho de prevenção contra as drogas que é o mal do século, e nós como trabalhamos com muitas crianças e adolescentes temos essa preocupação com nossos alunos de prevenção às drogas.

Por isso estamos empenhados em fazer essa Campanha contra as Drogas nessa data, no Miramar (Praça Fernando Machado) Centro de Florianópolis, às 10:00horas, com um grande aulão, roda de Capoeira e uma grande passeata pelo Centro de Florianópolis, sensibilizando toda a sociedade em geral.

PROGRAMAÇÃO 11 DE JULHO DE 2009:

09:30 – Concentração no Miramar com todos os alunos e pais.

10:00 – Grande aulão e roda de Capoeira na Praça Fernando Machado (Miramar) Centro de Florianópolis.

11:00 – Passeata pelo Centro com faixas e cartazes.

 

Coordenador geral:

Marcos Vinício Taques (Mestre Mancha)

(48)3242-6297 / 8414-3336

mestremanchadesterro@hotmail.com

www.desterrocapoeira.com.br

Projeto kizomba uma iniciativa do povo de terreiro

O que é realizado no projeto cultural kizomba.

O Projeto kizomba visa atuar junto a Crianças e Adolescentes e idosos da Comunidade e seu entorno no reforço à auto-estima, através do fortalecimento da identidade destes, através da educação, formação cidadã e conscientização de seu papel social, político e econômico. O Projeto kizomba na realidade já acontece de forma precária devido às poucas condições econômicas da comunidade, atendemos cerca de 100 crianças, adolescentes e idosos, na orientação sócio cultural, onde os mesmos aprendem sobre a história e a cultura afro-brasileira, através de oficinas de dança afro,canto, capoeira, samba de roda, maculelê e percução. Estes jovens são recebidos na comunidade que busca através deste trabalho retira-los das ruas e, portanto dos perigos das drogas, da marginalidade. Muitos pais deixam suas crianças no período em que precisam trabalhar e muitos destes acabam se tornando presas fáceis para a marginalidade e tráfico de drogas, principalmente em comunidades como a nossa próximas de vilas e favelas e, portanto, da precariedade de   benefícios sociais. Ainda temos os idosos que facilmente são esquecidos pelas famílias, quando não mais fazem parte da cadeia econômica, vários destes tem buscado a Associação como forma de entretenimento e de alento.

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Justificativa

Todo este trabalho foi reconhecido recentemente pela Fundação Cultural Palmares, órgão do Ministério da Cultura, que atendendo a solicitação da comunidade que se auto define como remanescente de quilombo foi publicado pelo Diário da União o reconhecimento da comunidade Manzo Ngunzo Kaiango como comunidade remanescente de Quilombo, o primeiro com estas características no Estado de Minas Gerais.  

Nossa Meta

Buscar parceiros e colaboradores para o Projeto CULTURAL KIZOMBA, que reconhecem sua importância e acreditam que poderá desenvolver e crescer em suas propostas, além é claro, a possibilidade de oferecer aos jovens e adolescentes de nossa comunidade resultados positivos no aprendizado e na sua formação cidadã. Acreditamos que não basta investir, se não tivermos condições para tal. Por isso, seu apoio torna-se fundamental para nosso prosseguimento e avanço

Nosso objetivo

Para atingir tal objetivo, todo ano é realizado um evento cultural onde fazemos mostra de todo nosso trabalho junto a comunidade e convidados teremos um publico esperado de 250 pessoas onde serviremos café da manha e almoço para todos. O evento acontecera de 09as 15; 00hs no mês 07 de 2009.

 Iniciamos uma de nossas metas, buscando sua colaboração através de doações, Nós sabemos que essa meta é de grande importância para trazer impactos positivo para nossa comunidade e agradeceríamos muito o seu apoio.

Sua contribuição, será de grande ajuda para que esse evento possa acontecer.

E Para agradecer sua contribuição, colocamo-nos à disposição para divulgar o nome da empresa doadora em nossos eventos e materiais.

Agradecemos por ter lido esta carta e conhecido nosso projeto, e esperamos que você considere nosso pedido de doação.

Se tiver qualquer perguntam, ou precisar de mais informações, sinta-se à vontade para enviar um e-mail projetoculturalkizomba@hotmail.com ou entre em contato pessoalmente tel:31 32835986

 

ASS: CASSIA CRISTINA DA SILVA  

Associação Quilombola Manzo Ngunzo Kaiango

07.981.042/0001-08

Rua São Tiago, 216

Santa Efigenia- Belo Horizonte – MG

CEP-30.260-500 Tel. 3283.5986

RESISTIR OU AVANÇAR?

A capoeira, desde o seu início no Brasil,  sempre representou um ponto de referência de um povo que trazia imensa bagagem cultural de sua terra natal. As circunstâncias adversas fizeram-no desenvolver estratégias para amenizar este contexto e garantir a sobrevivência, tendo em vista a situação de opressão em que viveu durante o jugo escravocrata.

Entendemos que a capoeira fez parte de um processo de resistência dos negros escravizados no Brasil e que esta dinâmica também se estendeu a diversas outras áreas da vida social, como na arte, na religião, nos folguedos na culinária, etc. Em outras palavras, era imperativo aos negros não apenas lutarem pela sua liberdade e preservarem suas vidas; era preciso também cultivar diversas faces de sua cultura ancestral para se contraporem à diáspora, à opressão e ao cativeiro em terras brasileiras. 

A capoeira vista como arte, luta, musicalidade ou lazer é parte da dinâmica cotidiana das manifestações afro-brasileira, pois ela surge de um conjunto de características pré-existentes nas culturas das comunidades africanas, como as danças, rituais, música, jogos, além de ser uma forma de fazer frente às injustiças e a violência social e física e, a partir da sua prática, criar novas formas de existência. 

Ela, juntamente com as demais manifestações afro-brasileiras, ajudou na construção de uma identidade para um povo que a todo o momento tinha muitas de suas expressões culturais reprimidas e depreciadas. O mesmo acontecia com seus preceitos religiosos, vistos por muitos, ainda hoje, como feitiçaria, bruxaria ou culto satânico. Assim, a prática da capoeira se confunde com a história da resistência dos negros escravizados no Brasil.

Resistência, porém, é uma palavra muito abrangente cujo sentido depende objetivamente do ponto de vista de quem a usa. Em referência à escravidão, os historiadores utilizaram o termo para denominar as atitudes dos escravos que tiveram o objetivo de fazer frente ao sistema opressor, que os transformava em vil mercadoria. 

De uma maneira geral, resistência quer dizer oposição, obstáculo ou disposição para suportar com firmeza e determinação o que lhe é imposto. A resistência se dá por um indivíduo ou grupo que visa sobreviver, não ceder, agüentar da melhor forma possível o sofrimento, as dificuldades, as imposições e tudo aquilo que não privilegia a autonomia da independência do ser humano. O termo, que adquire muitas conotações, também pode significar negação aos valores ou comportamentos impostos e preservar a vida em condições adversas de existência. 

Porém, o atributo fundamental do homem que resiste é a possibilidade de criar diversos caminhos e alternativas para desenvolver relações humanas que priorizem a busca da sua felicidade e a diminuição do sofrimento, através da união solidária com os demais membros do grupo. Neste sentido, a capoeira, o candomblé, a culinária e a musicalidade, historicamente, cumpriram o papel de preservar a identidade e manter uma unidade étnica frente a uma sociedade cujo sistema econômico oprimia todo um povo. 

Com base nestas colocações, aqui cabe um questionamento sobre a adequação do uso do termo resistência em relação à capoeira, nos dias de hoje. A capoeira é um símbolo brasileiro que está presente e aceito em todas as partes do mundo, que atinge todas as camadas sociais, todas as faixas etárias e gêneros, que é livre para acontecer nas ruas, praças, escolas, hotéis, universidades e academias. Logo, pergunto, quem se opõe a ela? A capoeira resiste a que? 

Afirmo, então, que a capoeira teve um passado de resistência e tem um presente que representa a vanguarda na conquista de espaços sociais. Penso que a sua prática está muito mais avançada do que o discurso que se faz em seu nome, sobre suas necessidades e desafios. Este discurso, anacrônico em sua essência, ainda fala em resistência, enquanto a prática da capoeira, muito mais além, já está alcançando o seu lugar ao sol em todo o mundo. Ao pensar assim, elaboro alguns questionamentos:

  • Até quando existirá a retórica de resistir e não, progredir, avançar, marcar presença, ampliar seu raio de ação?
  • Para que serve à capoeira falar em resistência?
  • Em que isto melhora a prática desta arte?
  • A quem interessa este discurso, vazio em significados, sem sintonia com a prática e com a realidade? Certamente não à capoeira.

Embora falando de coisas diferentes, quero estabelecer uma comparação entre a capoeira e o esporte. Sou professor de Educação Física e durante toda a minha vida ouvi falar que o esporte afasta o jovem das drogas, que o esporte educa, que o esporte é bom… Porém, eu digo que a atividade esportiva não é boa nem é má; o esporte é o esporte. Quem faz o diferencial é o professor. Ele sim é que pode ser um mau ou um bom professor, afastar os jovens das drogas, educar, dar uma nova perspectiva de vida usando o esporte como instrumento de mudança e educação.

Acredito que com a capoeira aconteça assim também: a capoeira é a capoeira, não é boa nem má. Quem faz o diferencial, quem educa, quem dá novas chances e oportunidades de vida são os mestres e professores desta arte. A capoeira é um instrumento valioso, de grande potencial nas mãos destes homens e mulheres porque carrega dentro de si diversas possibilidades de arte, música, canto, lazer, e luta, dentre outras. A prática é o meio para a assimilação de idéias, de conceitos e discursos, daí a importância do comprometimento de quem ensina.

Quero ver a capoeira sempre ampliando seus horizontes. Como professor, gostaria de ver a capoeira oferecida nas escolas públicas e particulares, a partir do ensino fundamental e ensinada por quem sabe, por quem carrega a herança ancestral, pelos detentores legítimos do conhecimento que falam em vadiação, amizade, respeito. Acredito na capoeira lúdica, não na perspectiva do espetáculo, da capoeira luta, mas não agressiva, da capoeira companheira, não da falta de respeito ao próximo que lhe empresta seu corpo na roda para que com ele possa aprender, como infelizmente ainda acontece.

Quem faz a diferença na vida de uma pessoa, orienta, educa, afasta das drogas e da violência, são pessoas como o Mestre Curió e tantos outros nomes da velha guarda e da nova geração independente estilos e de gênero.

Quero concluir esta fala deixando um questionamento para reflexão: Resistir ou avançar?

JOVENS VICIADOS!!! EM CAPOEIRA.

“A Capoeira no setor da saúde mental como ferramenta de desintoxicação, redução de danos e recolocação social”
Trocam o dia pela noite. Muitos estão no tráfico de drogas e geralmente são viciados em substâncias como maconha, cocaína e crack ou mesclado. Refletem aquilo que está ao seu redor: a violência, o ódio e a vingança. Ganham uns “trocos” neste negócio com as drogas trabalhando para traficantes e levando uma vida de dependência não só química, mas também financeira. Seus valores são reduzidos e geralmente a auto estima está abalada em razão da falta de apoio familiar e psicológico. De fato, uma situação difícil de lidar. Como resgatar um jovem envolvido com o tráfico e com as drogas buscando sua reinserção na sociedade e uma vida mais saudável? Ainda assim, como garantir que não recaia diante das drogas e do álcool? Esta problemática vem sendo discutida buscando-se métodos de tratamento e alternativas em auxílio para o trabalho psicológico, psiquiátrico e terapêutico. Neste contexto de discussões, insere-se a arte capoeira como um conteúdo riquíssimo de possibilidades para o auxílio dos pacientes.
 
Baseando-se nas experiências e vivências dentro do ambiente de recuperação em dependência química, observamos que através da prática da capoeira e de suas variações como os instrumentos e ritmo, a prática corporal e o esquema motor, a historicidade, o fundamento e toda a alegria e espontaneidade que sua prática proporciona, atingimos uma empatia com este jovem, normalmente rebelde e inflexível. Não esquecendo da disciplina que é colocada em prática, há ainda um sentido de beleza e troca de energias positivas quando o som flui, quando o primeiro tom sai das cordas do berimbau, quando o jovem entra na roda e transcende todos os seus limites e até frustrações. O importante é de fato ressaltar a capacidade que a arte capoeira possui de preencher qualquer tipo de lacuna/espaço.Como a água que completa todo e qualquer frasco. Como o fogo que pode através da química tomar conta de tudo o que é combustível. Como o ar que envolve a atmosfera. Enfim, algo mutável e amplamente adaptável a diferentes contextos.
    
Nas práticas da capoeira dentro deste setor, em primeiro momento há um olhar de resistência tanto de pacientes quanto de profissionais que lidam com adolescentes em estado de dependência química. Contudo, após a primeira etapa de apresentação e planejamento; a barreira é quebrada. E quando se ouve o som mágico da capoeira e quando todos se prontificam a somar; o contexto muda radicalmente de posição. A capoeira então passa a ser vista de outra maneira, a recepção é bem diferente e se torna um jogo onde todos ganham. Percebemos isto ao final de qualquer atividade de capoeira realizada dentro de ambientes de ressocialização e tratamento em dependência. Em geral, os jovens estão mais calmos e conseguem comentar com mais clareza sobre os seus problemas. Conseguem colocar para fora suas angústias e frustrações através de uma atividade que envolve disciplina e ludicidade, expressão corporal e esportividade.
   
Trabalha-se o físico e o psicológico, proporcionando um campo aberto para observações e diagnósticos deste paciente que está dialogando corporalmente, trazendo suas vivências, seus desejos e suas ambições. Por isso que um trabalho multiprofissional neste sentido, ou seja, envolvendo vários profissionais da área da saúde, é de fundamento importância para o sucesso do tratamento. Em certos casos, o jovem não consegue verbalizar de fato o que sente, mas deixa evidente em momentos de uma aula de capoeira a sua personalidade e o seu caráter. O corpo fala e devemos estar atentos para interpretar tal dialogo. Não é objetivo vender neste espaço uma imagem irreal, fora da verdade destes jovens. A capoeira talvez seja uma pequenina gota neste oceano de procedimentos e condutas para o setor de saúde mental. Mas ela está dentro, misturando-se com outras especialidades e alternativas. Somando para juntos lutarem contra um mal, talvez o pior, que assola toda humanidade. O problema com drogas e álcool é gigantesco; monstruoso. Difícil de vencer! Requer coragem, vontade, auxílio e continuidade. O rastro de violência e desgraças proporcionadas por ele é alarmente, tirando vidas e destruindo gerações. Não podemos deixar de pensar nisto. Mas quando se ouve o relato de jovens que hoje se tornaram atuantes na sociedade através de uma ajuda, um despertar, uma palavra; se atinge a glória! A sensação de dever cumprido. Que seja apenas um salvo, dentre muitos, a tocar um berimbau e jogar na roda de cara limpa, a um dia colocar em prática os seus ensinamentos; este já não estará condenado a morte precocemente.
 
Zum Zum Zum….Capoeira Salva Um!!!
 
PROFESSOR BEIJA-FLOR
CAPOEIRA ADAPTADA
http://bfcapoeira.vilabol.com.br