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IV FESTIVAL BATUQUEIRA

OFICINA DO BERIMBAU E DO CAIXIXI – A CONSTRUÇÃO ECOLÓGICA DE UM INSTRUMENTO MUSICAL

CONSERVATÓRIO DE MÚSICA DE COIMBRA: 26 DE MARÇO DE 2011

O Festival Batuqueira, é um pequeno evento anual, que serve de agente de promoção a cultura Lusófona, em especial, da cultura brasileira e dos países africanos de língua oficial portuguesa.

Na 4ª edição deste evento propomos a Oficina do Berimbau e do Caixixi – A Construção Ecológica dum instrumento musical. Com esta proposta incentivamos a curiosidade cultural, social e musical dos participantes aos instrumentos da Capoeira. Esta proposta é dirigida aos praticantes de Capoeira, aos estudiosos da música e ao público em geral, interessados em descobrir a musicalidade e o desporto a que se associa o Berimbau. Por outro lado, aproveitamos a ocasião para sensibilizar o público as questões ecológicas e ao uso criativo de materiais recicláveis.

Aprenda a tocar Berimbau!

Depois do sucesso da 1ª edição da Oficina do Berimbau em que oferecemos um workshop de construção ecológica do Berimbau, propomos em 2011 o ensino dos toques mais comuns da Capoeira.

Caixixi; A Construção Ecológica dum instrumento musical
É uma oportunidade única aos participantes de aprenderem a forma como se constrói um instrumento musical.
O Caxixi é um pequeno chocalho de cesta que é conhecido por ser tocado a acompanhar o Berimbau.

ROTEIRO DE APRESENTAÇÃO DO PROJECTO:

Proposta: OFICINA DO BERIMBAU E DO CAIXIXI: A Construção Ecológica dum Instrumento Musical

Data e local de realização: 26 de Março, no Conservatório de Música de Coimbra (Escola Quinta das Flores por detrás do Coimbra Shopping)

Valor de pagamento:
Opção 1 – 10€ / atribuído a concretização do curso
Opção 2 – 60€ / opção de compra de berimbau com direito ao curso (O participante que adquirir um Berimbau junto da equipa do Grupo Muzenza de Capoeira – Coimbra
fica com direito a participação gratuita na Oficina de Berimbau e do Caixixi)

Público a quem se dirige: Atletas de Capoeira; Músicos (amadores ou profissionais); público em geral (actividades para crianças a partir dos 6 anos)

Actividades:
10h – 13h » Início á construção manual do Caxixi. Apresentação dos materiais usados na sua confecção.
15h -18h » O Berimbau e a Capoeira – A importância do Berimbau no desenvolvimento da modalidade;
» Análise aos vários tipos de Berimbau e iniciação rítmica
» Jogos Didácticos – Desafio colocado aos participantes.

Professor Convidado:
Márcio Cruz Damião “Pena” Professor do Grupo Muzenza de Capoeira (Algarve)

Organização a cargo:
Grupo Muzenza de Capoeira – Coimbra
Associação Mandinga de Iúna – Associação Desportiva e Cultural de Capoeira

Parcerias:
Conservatório de Música de Coimbra
Instituto Português da Juventude
Câmara Municipal de Coimbra

Contactos:
Tel. (+351) 918 182 024 / 963 412 090
Email: [email protected]


Grupo Muzenza de Capoeira – Coimbra
Mandinga de Iuna – Associacao Desportiva e Cultural de Capoeira

Quinta D. João Lt11, 3º Esq.
3030-020 Coimbra
Tlm: 918182024 / 963412090

CÂNTICOS

O conteúdo dos cânticos exalta as qualidades do chefe da roda, relata a sua origem ou se refere a fato, personagem ou ocorrência notáveis, atuais ou históricos.
A forma de cantar valoriza o tom das vogais antes que a pronúncia correta das consoantes, adquirindo sonoridade mântrica, em harmonia com o tom do berimbau. O canto e som do berimbau se fundem, no estilo angola, numa toada monótona, em que a presença do refrão empresta semelhança à ladainha, dum caráter suave, pacífico, extremamente cativante, permitindo movimentos mais lentos, relaxados, controlados, de grande belez. Enquanto no estilo regional, o ritmo marcial, mais acelerado, impõe maior velocidade aos movimentos, tornando-os mais agressivos, de caráter reflexo, instintivos e obrigando a maior afastamento entre os parceiros. Cada mestre tem um estilo próprio de tocar e cantar, modificando tema e conteúdo dos cânticos, os quais passam então a identificar cada roda pelo seu fundo cultural litero-filosófico, destacando-se o curto improviso, a chula1, reliquat da dança popular portuguesa deste nome.
Além desta, encontramos como categorias de cânticos, o corrido2, as quadras3 e a ladainha4.
O conteúdo dos cânticos geralmente faz parte do repositório da comunidade a que pertence a roda ou repertório própria roda, tais como referências a fatos, personagens históricos, reverenciando-os consoante sua livre escolha, tecendo comentários de conteúdo filosófico ou ligados à sabedoria popular, ditos e axiomas. Destacamos o oriki (chamado de chula pelo Mestre Bimba nos primórdios da regional, conhecido como ladainha entre os atuais angoleiros), a louvação africana, saudação laudatória aos mestres, à terra natal, aos amigos, a Deus, aos Santos e aos orixás, que empresta caratér individual a cada grupamento ou roda.
O coro, ritornelo, refrém, estribilho ou refrão, une todos os presentes num canto orfeônico extremamente contagiante, criando uma atmosfera energética que transforma o grupamento social numa entidade global, capaz de geral um estado transional coletivo.

Consoante o estilo e o temperamento do mestre e, portanto, da roda, há uma nítida preferência pelo suavidade e lentidão da ladainha (predominante entre os angoleiros) ou pelo calor e velocidade do corrido (mais a gosto dos regionais).

1-Curto "improviso" de apresentação ou identificação entoado pelo cantador a título de abertura da sua composição. Geralmente faz a louvação dos seus mestres, da sua origem, da cidade, de fatos históricos, de algum outro elemento do fundo cultural da roda. Freqüentemente os cantadores usam uma chula como introdução aos corridos e às ladainhas, durante a qual é sugerido ou indicado refrão a ser entoado pelo coro.

2-A própria denominação já traduz, ou lembra, a aceleração do ritmo que o caracteriza, juntamente com o nexo entre o verso do cantador e o refrão do coro que o repete parcial ou totalmente. O cantador entoa versos de frases simples, curtas, freqüentemente repetidas, e cujo conjunto é usado como refrão pelo coro da roda. O conteúdo do trecho cantado pode ser retirado duma quadra, dum mote, duma ladainha, dum corrido, ou do fundo comunal litero-filosófico da roda ou grupo social. A diferenciação no entanto só aparece com nitidez durante a audição do conjunto, pois o mesmo conteúdo poderá ser cantado numa ou noutra categoria conforme a impostação da voz, ritmo, compasso e aceleração que o cantador, a orquestra, coro vocálico e o acompanhamento das palmas, além da própria estrutura, emprestam ao trecho.

3-Curta estrofe de quatro versos, sem interrupção, de conteúdo variável, algumas vezes fazendo sotaques ou advertências jocosas a algum companheiro ou a fatos ou lendas da roda. Geralmente termina com uma chamada ou advertência ao coro, como "Camará!", "Vorta du mundu!", "Aruandê!", "Aruandi!", "Iêê!", "Êêê!", entre tantas outras.

4-A ladainha é o ritmo dolente, lento, como na reza de mesmo nome na igreja católica, o coro repetindo o refrão independentemente do trecho entoado pelo cantador. O conteúdo da ladainha corresponde a uma oração longa, mensagem, desdobrada e relatada em curtas estrofes entrecortadas pelo refrão.