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Nota de Falecimento: Mestre Artur Emidio

A CAPOEIRA DO RIO DE JANEIRO PERDEU SUA MAIOR PERSONALIDADE

Nome: Artur Emídio de Oliveira

Data de Nascimento: 31/03/1930 + 02/05/2011

Cidade: Itabuna (BA) – Brasil

Naturalidade: Brasileiro

Grupo de Capoeira: Escola de Capoeira Artur Emídio

Gráu: Cordel Branco (Grã Mestre)

Tempo de Capoeira: 69 anos

Artur Emídio de Oliveira nasceu em Itabuna, sul da Bahia, em 31 de março de 1930.


Morava com os pais, fazendeiros, numa casa modesta da então “Rua Direita”, no bairro do Pontalzinho.

Começou a praticar a Capoeira quando tinha apenas sete anos, com Mestre Paizinho, Teodoro Ramos, discípulo do Mestre Neném, de origem africana.

Paizinho às seis horas da manhã ia diariamente acordá-lo para treinar. O Mestre conta sobre essa época: “a prática da Capoeira era proibida. Treinava-se no alto dos morros, nas vielas, à noite e sempre escondido. Muitas foram as vezes que o meu Mestre foi preso. Mas no dia seguinte a fiança era paga, e ele saía. E, de noite, voltava a ensinar Capoeira, praticada por amor! É … naquele tempo era assim: bastava gingar. Gingou ia preso! Mas já a praticavam comerciantes, estudantes, universitários, gente pobre e gente rica!”

Quando completou 15 anos de idade seu mestre faleceu.

Mestre Paizinho foi uma figura misterioza sobre a qual se criaram diversas histórias, inclusive sobre sua morte. Segundo Artur Emídio, ele morreu de “morte morrida”, atacado por meningite, mas até hoje há quem se refira à sua morte “heróica”. Há quem conte, que nas noites enluaradas de Itabuna e Ilhéus, que ele tentou voar do alto de um coqueiro utilizando folhas de palmeiras como asas, como fez Ícaro na Grécia Antiga. A experiência terminou na sua queda e morte.

Ainda adolescente, Artur Emídio deliciava platéias de circos e parques de diversões de Itabuna com programas de “luta livre”, que se constituíam em demonstrações de habilidade nas artes marciais ainda pouca conhecidas e, principalmente, na arte da Capoeira.

Com 23 anos (1953) sai de Itabuna para São Paulo, a fim de lutar contra Edgar Duro, lutador de Luta Livre. E sagra-se vencedor!

Em 1954 vai ao Rio de Janeiro para lutar contra Hélio Gracie, lutador de Jiu-Jitsu. E o empate é o resultado da luta!

O Mestre Artur Emídio é o precursor da Capoeira do Rio de Janeiro.

Em 1955 se mudou para o Rio de Janeiro com sua família, naquela época segundo Mestre Artur a única capoeira que existia no Rio de Janeiro era do Mestre Sinhozinho, uma capoeira que não existia ritmo, não tinha berimbau, pandeiro, atabaque, somente tinha luta. Mestre Artur Emídio conta: “Na academia de Sinhozinho o que rolava era pancadaria e esse não era meu tipo de ensinar a capoeira”.

Nesta época Sinhozinho e Artur foram convidados para fazer uma apresentação de capoeira no exército, os alunos de Sinhozinho entraram de sunga metendo soco um na cara do outro, um coisa horrivél longe das raízes da capoeira, já os alunos de Artur jogaram capoeira, foi um sucesso.

Nos ringues, enfrentou lutadores de primeira linha, como Rudolf HermanyRobson GracieCarlos Coutinho (da Bahia), Carbono (do Rio) e Edgar Duro (de São Paulo). Enfrentou, com sucesso, alguns alunos do Mestre Bimba que cruzaram seu caminho.

Seu primeiro aluno foi Djalma Bandeira, companheiro de viagens ao exterior, com quem o Mestre se aprimorava na Capoeira. Foi um dos pioneiros na difusão internacional da Capoeira, realizada através de viagens a cerca de 20 países. Exibiu-se, também, para o ex-Presidente Getúlio Vargas, em Salvador: “… quando os berimbaus pararam, o ex-Presidente levantou-se e veio cumprimentar-me: ‘parabéns rapaz. Esse é um esporte verdadeiramente brasileiro! E você sabe praticá-lo!’, foi o que me disse então o ex-Presidente.”

Foi um dos pioneiros na difusão internacional da Capoeira, realizada através de viagens a cerca de 20 países.

Artur Emídio formou muitos alunos entre eles os mestres: Celso (Engenho da Rainha)Mendonça (criador dos cordéis)Paulo Gomes (falecido, fundador da ABRACAP)Vilela.

Uma artrose no joelho esquerdo o impossibilita de continuar jogando e ensinando Capoeira.

Continua, porém, em permanente contato com o Mundo da Capoeira e profere palestras sobre a Capoeira, seus fundamentos e sua História: “Mestre Bimba e Mestre Pastinha já morreram, mas eu não, quando eu puder voltarei a dar aula, tenho muita coisa para ensinar que nunca vi ninguém fazer.”


fonte: http://www.capoeiraroma.it/

Capoeira & Frevo, Savate e Mestre Artur Emídio

Tenho três crônicas prontas – (1) Capoeira de Pernambuco, (2) Capoeira e Savate e (3) Capoeiragem no Rio de Janeiro, no Brasil e no Mundo (quarta edição). Mas, como diria Mestre Camões – “Cesse tudo o que a Musa antiga canta, que outro valor mais alto se alevanta” – pois estamos no mês de aniversário do grande Mestre Artur Emídio de Oliveira.
Entendam a citação de Lusíadas como homenagem aos capoeiras de Portugal, nas pessoas dos Mestres Umoi e Milani, dois grandes batalhadores, “cada qual no seu cada qual”.
 
Para mais uma vez homenagear Seu Artur utilizo o espaço deste mês transcrevendo velha e sempre renovada crônica que sobre ele escrevi, publicada inicialmente no meu livro “A Volta do Mundo da Capoeira” e já transcrita em várias revistas e sites.
 
Antes, porém, preparando os leitores para as próximas crônicas, um pequeno resumo dos temas acima selecionados, até mesmo para justificar o título da matéria de hoje.
Capoeira & Frevo
 
O Jornal do Commercio, de Pernambuco, na edição de 15 de março de 2007, publica extraordinário artigo de Leonardo Dantas Silva – Capoeira & frevo. Mas uma irrefutável prova de que, também sem a brava capoeira de Pernambuco, não será possível escrever a verdadeira História da Capoeiragem no Brasil.
Tema de um dos nossos próximos artigos.
 
Savate
 
João Cláudio, filho mineiro de João Fontes, velho capoeira, líder comunitário aqui no Leblon, em muito boa hora, recebo excelente artigo sobre o assunto: “Savate, em linguagem popular (França) significa “sapato” ou “bota”. Era o termo usado, sobretudo pelos parisienses vadios, lutadores de rua a que usavam, agressivamente, todas as partes do corpo como armas – cotovelos, joelhos, cabeça, punhos e, sobretudo, os pés. Golpes que eram desferidos com violência e perícia, sempre direcionados aos pontos vitais do(s) oponente (s)”. Não consegui ainda saber a fonte, o nome da revista, pesquisarei.
 
Coincidentemente, também da França, Mestre Camaleão (parabéns pela Mademoiselle Yara!) envia excelente trabalho de pesquisa sobre o Chausson. Segundo alguns pesquisadores, o Chausson era praticado, em Marselha, pelos marinheiros. Mesmo em viagem, para tanto, muitas vezes, por causa do balanço do navio, usavam o recurso de lutar apenas com
os pés utilizando as mãos para garantir o equilíbrio junto a algum ponto seguro do convés.
 
Colocações que merecem boas pesquisas, muito embora, na instigante foto que ora publicamos (Joseph Charlemont,1899), as mãos fazem também parte da luta.
 
Cordel, Quarta Edição
 
Como defende a Dra. Arly Silva e Lisboa, de modo sempre inteligente e simpático, “não se trata mais de um cordel, mas de algum outro tipo de literatura, que inclui um pequeno ensaio sobre o mote escolhido”.
 
Maneira amiga, certamente, de dizer que abusei das Apresentações, quase tão extensas quanto o resto do cordel. Mas se fazia necessário um esclarecimento definitivo para acabar com discussões inúteis e propor reflexões e caminhos mais condizentes com esse “lamentável, mas inexorável processo de institucionalização da Arte-Afro-Brasileira da Capoeiragem”. Concentrei o foco em dois pontos de vital importância: Luta de Capoeira & Fator Negritude.
 
Fui obrigado, também, a mudar a capa, já que as demais, como parece ser rotina e mau hábito de alguns, já foram plagiadas, também.
 
A quarta Edição será lançada no fim deste mês, justamente com o meu primeiro romance (já registrado) “Marraio Ferido Sô Rei”.
 
 
Com vocês, o prato principal, meus parabéns e agradecimentos ao meu bom amigo Mestre Artur Emídio de Oliveira pelo extraordinário serviço que vem prestando à nossa Capoeiragem.
 
A CAPOEIRA DO MESTRE ARTUR
– uma justa homenagem – (*)
 
Não fosse banalizar ainda mais assunto já bastante banalizado, eu advogaria um plebiscito (**), também, para a extraordinária Capoeira do Mestre Artur Emídio de Oliveira. Só para esclarecer, afinal, o seu verdadeiro “sobrenome”. Seria “capoeira tradicional”, “capoeira utilitária”, “capoeira de rua”, “capoeira de Itabuna”, capoeira baiana”, “capoeira angola”, capoeira regional”, capoeira angonal”, “capoeira regionola”? Que sobrenome, afinal, terá a extraordinária capoeira que Mestre Artur jogou e tão bem ensinou?
A resposta é extremamente fácil, pois a espetacular capoeira de Artur não tem sobrenome algum, é pura e simplesmente… CAPOEIRA!
 
Bem que muitos mestres tentaram lhe comprar o passe, mas Artur não aceitou inventar um passado diferente do verdadeiro. No que fez muito bem, um belo e raro exemplo.
 
SavateVamos a sua história.
 
Artur nasceu e passou sua juventude em Itabuna, no sul da Bahia, onde completou o curso
ginasial no Colégio Divina Providência e fez o serviço militar no Tiro de Guerra local. Filho de Emídio Lindolfo de Oliveira e Leocádia Maria de Oliveira, Artur veio para o Rio em l953. Trazendo consigo totalmente pronta para ser usada sua fascinante (e surpreendente) capoeira que começou a aprender com sete anos de idade, na sua cidade natal, com “Paisinho” (Teodoro
Ramos), seu único mestre.
No Rio formou excelentes mestres e, durante muito tempo, sua academia funcionou como uma
espécie de “quartel general” da capoeira praticada ao som do berimbau. Visita obrigatória para todo e qualquer capoeira ou estudioso interessado em ver
uma Roda de capoeira exemplar. Com todo respeito ao Mestre Artur, método de ensino utilizado por cada mestre, inclusive pelos velhos mestres de angola e, por razões óbvias, o método da Capoeira Utilitária (Sinhozinho!), Artur tinha um dos melhores métodos de ensino para ensinar os segredos da capoeiragem.
 
A velha guarda da capoeira, no Rio de Janeiro e na Bahia, sabe muito bem que Artur foi um dos maiores talentos de todos os tempos. Fez pela capoeira o que, até hoje, todos nós, reunidos, ainda não fizemos. Bira Acordeom, corajosamente, registrou, em seu livro (Capoeira, a Brazilian Art Form”, pág. 49. North Atlantic Books) o extraordinário talento de Artur: “Em 1963, passei algumas semanas no Rio de Janeiro onde conheci Artur Emídio, um baiano de Itabuna. Fiquei impressionado com sua velocidade e com sua técnica. Aprendi com ele algumas …”.
 
Com o guerreiro e saudoso mestre Djalma Bandeira, Artur Emídio deu, décadas atrás, sua "volta do mundo", levando a capoeira para o exterior, fazendo sucesso em Buenos Aires, Acapulco, Nova Iorque, Paris e tantas outras cidades famosas do mundo. Eram os dois uma espécie de versão moderna e capoeirística, de Dom
Quixote e Sancho Pança.
 
Se brilhou no palco – e capoeira é também uma arte – enfrentou no ringue diversos lutadores como Rudolf Hermanny (RIO), Robson Gracie (RIO), Carlos Coutinho (Bahia, Fonte Nova), Carbono (RIO) e Edgard Duro (São Paulo, especialista em luta livre, com algumas vitórias sobre alunos de Mestre Bimba). Quem até hoje
repetiu tal façanha, quem aceitou ou aceita tais desafios?
Savate
 
Estivesse ainda jogando e ensinando, Mestre Artur Emídio de Oliveira estaria praticamente morando em aviões, viajando pelo mundo todo, mostrando sua extraordinária capoeira. Apenas isto – Capoeira – sem sobrenome, apenas CAPOEIRA.
 Savate
Não sem motivo, portanto, Artur está também na versão francesa do meu cordel “L`art de la Capoeira a Rio de Janeiro, au Brésil et dans lê Monde”:
 
 
SavateArtur Emidio de Oliveira
à Bonsucesso faisait sensation
les dimanches tous allaient voir le
champion
dans son académie de Capoeira
 
Artur Emidio magistral
était un maître génial
ni Angola, ni Regional
Capoeira sans rien de spécial
 
Tous venaient lui demander conseil
pour savoir comment s’améliorer
mais aujourd’hui ça n’est pas pareil
beaucoup préfèrent encore l’ignorer (H.R)
 
Artur talvez não se lembre, mas, certa vez, comentou comigo a falsa sapiência de alguns “mestres”. Não sei se Artur também cultivava o bom hábito, como Sinhozinho (o único que conseguiu criar uma metodologia realmente eficaz para a capoeira na sua feição exclusivamente LUTA, sem berimbau) de ler revistas européias, mas o fato é que ele repetiu o pensamento sábio de Claude Bernard: “É o que nós pensamos que sabemos que nos impede de aprender”;

(*) Com base no artigo publicado no Jornal dos Sports (26.mar.93).
(**) Plebiscito: Consulta genérica feita em linha direta aos eleitores sobre questões políticas relevantes ou polêmicas. Ao legislativo cabe, em seguida, detalhar e regulamentar a alternativa vencedora.
 

Mestre de Capoeira, aos 67 anos, é homenageado na TATAME

No final deste mês, Mestre Arthur Emídio de Oliveira, um dos baloartes da capoeira carioca estara completando 77 anos de vida e 70 anos de vida capoeirística.
O Portal Capoeira sugeriu uma merecida homenagem ao Mestre e destacou o pessoal da capoeiragem carioca através da chamada ao jogo do camarada Joel Pires, que por sua vez acionou Mestre André Lacé e outros capoeiristas para colaborarem nesta tarefa.
 
Em resposta a esta chamada, encontramos um texto de outubro de 2006, publicado na Revista TATAME, revista especializada em Lutas, onde um aluno de Mestre Arthur Emídio é homenageado.
 
Desde já desejamos vida longa a Mestre Arthur Emídio e os nossos sinceros votos de felicidade e paz para toda a "malta" carioca.
Aluno do mestre Arthur Emídio, que fez uma luta de exibição (Capoeira x Jiu-Jitsu) em 1955, com Mestre Hélio Gracie, dentro da academia Gracie, que na época ficava na Av. Rio Branco, no Centro do Rio de Janeiro, Mestre Celso completou 67 anos no dia 24 de outubro. A comemoração ocorreu no dia 28 de outubro com um churrasco e uma roda de capoeira, onde alunos e ex-alunos como o várias vezes campeão brasileiro de Muay Thai Ângelo Sérgio, prestigiaram o mestre e participaram da roda.
 
– O Celso é aluno do Artuhr Emidio, famoso mestre da capoeira carioca. Ele foi formado junto com os mestres Eduardo, Luis Eduardo (Luizão), Milton e também o Mestre Russinho. Destes, só o Milton e o Celso estão em atividade – contou Elton, um dos alunos de Mestre Celso. 'O Ângelo Sérgio, que é campeão de Boxe-tailandês e Vale-Tudo já teve aulas com o mestre', contou Elton. Hoje o Mestre Celso dá aulas no Clube de Sargentos e Suboficiais da Marinha no Bairro do Cachambi, no Rio de Janeiro. A TATAME parabeniza o mestre Celso, que aos 67 anos continua em plena atividade e ensina a Capoeira para todas as idades.
 
Revista Tatame: www.tatame.com.br

Fundação da Fraternidade dos Capoeiristas no Rio de Janeiro

Nosso próximo dia 12 de novembro será realizado na Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, a Cerimônia de Fundação da Fraternidade dos Capoeiristas do Brasil para o Mundo, FCBM. O evento, que terá início às 09:00, será realizado no Acervo Cultural da Capoeira Grão Mestre Artur Emídio de Oliveira. Importantes nomes da capoeiragem carioca já estão confirmados. 
 
A FCBM é uma Organização Não-Governamental, laica, apartidária, que objetiva desenvolver ações que contribuam para a valorização e fortalecimento da arte Capoeira tendo como princípio três pilares: o resgate cultural, através da valorização da velha guarda de seus mestres; a qualificação dos seus educadores, oferecendo maiores ferramentas através de cursos, palestras, para melhoria de suas metodologias; e a inclusão social, através do apoio e desenvolvimento de projetos comunitários. 
 
O convite é aberto a todos os capoeiristas e apreciadores desta arte.
 
Acervo Cultural Grão Mestre Artur Emídio de Oliveira
 
Av. Pau Brasil, 540 – Cidade Universitária – Prédio da Ed. Física – Ilha do Fundão – RJ.
 
Maiores informações:
 
Prof. Gilberto Oscaranha
 
Presidente FCBM
 
Coord. Acervo Cultural – EEFD/UFRJ
3346-7065 / 9628-8212

ASSEMBLÉIA URGENTE: ONG FCBM

A ONG FCBM-Fraternidade dos Capoeiristas do Brasil para o Mundo, convoca a todos os capoeiristas do Rio de Janeiro, Brasil e do Mundo, para a sua assembléia.
 
O assunto a ser tratado é de interesse nacional e internacional.
 
Contamos com a sua presença, convide o seu amigo.
 
Data: 12 DE NOVEMBRO DE 2005 às 9:00 horas
Local: ACERVO CULTURAL DE CAPOEIRA ARTUR EMIDIO DE OLIVEIRA-EEFD/UFRJ
End.: Avenida Pau Brasil, 540 – Cidade Universitária – Ilha do Fundão.
Ilha do Governador – Rio de Janeiro
 
Tels. Contatos: (21) 2562-6810 – (21) 3346-7065 – (21) 9628-8212
 
Gilberto Oscaranha
Pres Ong FCBM Capoeira

VII FESTIVAL DE CAPOEIRA DA UFRJ

O Acervo Cultural de Capoeira "Artur Emídio de Oliveira" – EEFD/UFRJ convida para o VII FESTIVAL DE CAPOEIRA DA UFRJ
 
Data:    16 de junho de 2005
Hora:     11:00 h
Local:    Escola de Educação Física e Desportos da Universidade Federal do Rio de Janeiro
 
Ginásio de Lutas "Almerídio Brandão Pinheiro de Barros"
Av. Pau Brasil 540 – Cidade Universitária – Ilha do Fundão – Rio de Janeiro/RJ
 
 
Saudações acadêmicas,
 
Professor Gilberto Alves de Andrade Oscaranha – EEFD/UFRJ
Tel.: (21) 3346-7065 e (21) 9628-8212

O QUE É O FESTIVAL?
 
Com o intuito cultural, acadêmico e social, apresenta a Capoeira, reavivando e valorizando, através dela, os interesses nos aspectos de nossa cultura que estão, de certa forma, adormecidos em função da dinâmica globalizante, que estabelece verdades inquestionáveis, relegando, para um segundo plano, parte importante da estrutura da sociedade brasileira capaz de produzir, através de suas camadas menos favorecidas, exuberantes manifestações culturais. E aqui se encaixa a Capoeira, que desde a sua criação, representa a luta de parcela expressiva de nossa sociedade para manter vivas as raízes de sua origem.
 
O VII Festival de Capoeira da UFRJ contará com a presença de artistas da nossa cultura, que farão exibições e explicarão os rituais utilizados no folclore brasileiro, além de professores e intelectuais que proferirão palestras e realizarão exposições acerca da importância da Capoeira como elemento de ligação entre as diferentes formas de expressão da sociedade brasileira.
 
Em especial, objetivando-se a notoriedade dentro da Universidade do Brasil, será homenageado Artur Emídio de Oliveira, um cidadão brasileiro reconhecido pelo Legislativo estadual do Rio de Janeiro, que, intimorata e intemeratamente, não desiste nunca em divulgar a sua cultura para o Brasil e para o mundo, para, quiçá, o velho mestre consiga, ainda em vida, a dignidade acadêmica coerente com a sua importância cultural para o mundo em que vivemos. Brasileiro este que aos setenta e cinco anos de idade, baluarte e mito vivo da cultura capoeira, atualmente morador em Guapimirim/RJ, continua sua nobre missão que aos sete anos começou em Itabuna na Bahia e desde 1953, no Rio de Janeiro, continuou.
 
Com seu mais conceituado aluno, o mestre Djalma Bandeira, levou a capoeira para o exterior, brilhando nos palcos de Buenos Aires, Acapulco, Nova Iorque, Paris, cidades da Península Ibérica e tantos outros lugares do mundo.
 
Com sua capoeira aprendida em Itabuna, na Bahia, sem sobrenome, sem definição conceitual e sem estigma, mas muito consistente – nem Angola, nem Regional " Artur notabilizou-se, tornando-se o primeiro "cordel branco" da capoeira, em 1973, pela então CBP (Confederação Brasileira de Pugilismo) e completou sua "volta do mundo", que continua nas voltas que o mundo dá, até hoje, com muito axé.
 
Artur Emídio formou muitos alunos, entre eles os mestres: Djalma Bandeira, Celso (Engenho da Rainha), Damionor Ribeiro de Mendonça (criador dos cordéis), Paulo Gomes (falecido, fundador da ABRACAP), Leopoldina, Henriques, Clementino e Vilela.
 
O grupo orquestral de Artur tinha a composição básica: No pandeiro: Genaro Raymundo Coelho " mestre Genaro ", nos berimbaus: Oswaldo Lisboa dos Santos " mestre Paraná – e Robson.
 
 Mestre André Luiz Lacé Lopes, oriundo da escola de Sinhozinho, declara que "a velha guarda da capoeira, no Rio de Janeiro e na Bahia, sabe muito bem que Artur foi um dos maiores talentos de todos os tempos. Fez pela capoeira o que, até hoje, todos nós, reunidos, ainda não fizemos".
 
 
Professor Gilberto Oscaranha
Coordenador