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Empresários da Praia do Forte mostram cultura local

Salvador – Passado o carnaval, cai o número de visitantes na Bahia. Os donos de pousadas e restaurantes do litoral norte escolheram as manifestações culturais da região como diferenciais para atrair turistas fora da temporada.

Rosa Clara Brandão, proprietária do Hotel Via dos Corais, diz que os empresários da Praia do Forte lançaram o projeto Arte na Vila, que apresenta manifestações culturais como sambas de roda, capoeira, bumba meu boi, cantores e artistas plásticos da região. “Além de oferecer um diferencial aos visitantes possibilitamos o resgate da cultura local que estava em risco de extinção”, destaca.

No próximo final de semana, a atração do projeto é o grupo de capoeira esporão. As apresentações acontecem nas praças da Alegria e da Música. “Queremos que o projeto Arte na Vila aconteça durante todo o ano. Para isso estamos buscando parcerias”, conta a gerente de marketing da Turisforte, Maria Betania Pananaguá.

O Sebrae tem sido parceiro dos empresários da Praia do Forte oferecendo capacitações, missões técnicas, formação de Central de Negócios e consultoria para a formatação de Plano de Marketing. Os empresários da região se uniram e criaram a Turisforte, que hoje reúne 108 empresários dos setores de hospedagem, restaurantes, lojas e serviços.

De acordo com a gestora de projetos de turismo do Sebrae na Bahia, Cristiane Serra, a Turisforte tem feito muitas inovações. “Os empresários estão sempre oferecendo música de qualidade e manifestações artísticas da região. O grupo também criou uma página no facebook, o Praia do Forte Oficial, que ajuda na divulgação da programação local ”, destaca a gestora.

Capacitação

De olho no mundial de 2014, o Sebrae, em parceria com a Secretaria Estadual para Assuntos da Copa do Mundo FIFA 2014 (Secopa) oferece o programa Moderniza, que tem como objetivo fortalecer a competitividade de 180 micro e pequenas empresas de Salvador e litoral Norte no ramo de hospedagem, alimentos e bebidas.

O Moderniza tem duração de oito meses e traz um conteúdo de capacitação empresarial nas áreas de gestão, serviços e infraestrutura. O programa atua por meio de ações de modernização e requalificação dos empreendimentos, para que as empresas possam atingir padrões internacionais de qualidade nos serviços e estarem aptas a receber o selo da Secopa.

Serviço:

Sebrae na Bahia (71) 3320.4558
www.ba.agenciasebrae.com.br
Agência Sebrae de Notícias: (61) 3243-7852/ 2107- 9104/3243-7851/ 9977-9529
Central de Relacionamento Sebrae: 0800 570 0800
www.agenciasebrae.com.br
www.twitter.com/sebrae
www.facebook.com/sebrae

Lisboa: 13º Festival de Capoeira – Alto Astral Capoeira

Chegámos à 13ª edição do nosso Festival!

Como sempre vão ser dias com muito Alto Astral, boas rodas, aulas, espectáculo de danças, jantar, palestras e mostras de vídeos. Vamos fazer este fim-de-semana especial e de muita e boa energia, juntamente com mestres e amigos que fazem já parte da história desse grupo.

Em anexo vai a ficha de inscrição e o Cartaz: se puderem confirmem presença e divulguem

Axé!! e te esperamos nos dias 19, 20 e 21 de Novembro de 2010.

Contra-mestre Marco Antonio – Capoeira Alto Astral

Objectivo Social:

  • Obtenção de verbas para as obras da nossa sede no Bairro da Ameixoeira (Lisboa)
  • Obtenção de verbas para manutenção das actividades empreendidas em Barra de Jangada – Pernambuco (Brasil)
  • Integrar jovens de diferentes classes sociais e de conhecimentos culturais diversos através das actividades do evento
  • Angariação de alimentos para reverter para o Banco Alimentar Contra a Fome
  • Adquirir parceiros sociais e ou empresas que possam apadrinhar nosso projecto, pontualmente ou por períodos mais alargados

Objectivo Cultural:

  • Palestras que possam abordar temas históricos ligados a Portugal, África e Brasil
  • Mostras de vídeos documentais
  • Apresentação de dança e teatro
  • Exposições Fotográficas

Objectivo Desportivo:

  • Estimular a prática desportiva através da capoeira, bem como dar a conhecer os benefícios do desporto através de uma exposição de painéis

 

Para se inscrever, clique aqui.

http://capoeiraaltoastral.wordpress.com

MS – Campo Grande: Capoeira, Solidariedade e Ação Social

Mais de 1,5 tonelada de alimentos é doada para a população carente do Jardim Noroeste: A iniciativa dessa ação social partiu do grupo de Capoeira Filhos de Jamaica.

Os capoeiristas pediram o apoio do Portal Educação, empresa referência em Educação a Distância no país, que prontamente se dispôs a ajudar. Os colaboradores se empenharam e foram em busca das doações com a comunidade, empresas, políticos, entidades de classe, entre outros.
Após quase um mês de arrecadações, conseguiu um montante equivalente a mais de 1,5 toneladas de alimentos. O resultado surpreendeu a todos da empresa, aos que colaboraram e, principalmente, ao grupo de capoeira.

Compromisso

“O Portal Educação sempre procura desenvolver ações sociais com os seus colaboradores e também com a comunidade campo-grandense. As nossas arrecadações podem servir de exemplo às outras empresas e entidades para voltarem os olhares para o próximo”, ressalta o presidente do Portal Educação, Ricardo Nantes.
A organização da campanha também teve a colaboração da moradora do bairro, Livrada Fernandes Cáceres, mais conhecida na região como “Tia Dalila”, que visitou as famílias do Noroeste e fez uma espécie de cadastro com as mais carentes.

“Eu sempre procuro ajudar o próximo na medida do possível. O grupo de capoeira Filhos de Jamaica me informou das 50 cestas básicas e prontamente resolvi cadastrar as pessoas que passam mais necessidades”, declara Tia Dalila.

Cláudio Barbosa, o mestre Jamaica, disse que esse é o segundo ano consecutivo em que o grupo realiza a campanha. “Nós, do grupo Filhos de Jamaica, ficamos muito contentes com a colaboração e o apoio que o Portal Educação nos deu. Esperamos que com esta atitude do Portal as portas possam se abrir para outras empresas”, declara mestre Jamaica.

 

Fonte: http://www.acritica.net – A Critica de Campo Grande

Capoeira passa a ser Patrimônio Imaterial do Estado do Rio de Janeiro

Governador alerta para o racismo que ainda persiste no Brasil e defende ampliação da reserva de vagas para empresas como forma de superar desigualdades. Capoeira passa a ser Patrimônio Imaterial do Estado do Rio de Janeiro.

Rio – No dia em homenagem a Zumbi dos Palmares, a capoeira virou Patrimônio Imaterial do Estado do Rio. A assinatura da lei pelo governador Sérgio Cabral, transformando a expressão cultural em bem imaterial estadual, fez parte das festividades do Dia Nacional da Consciência Negra, realizadas ontem, no monumento em homenagem a Zumbi dos Palmares, na Av. Presidente Vargas, no Centro. O projeto de lei, do deputado Gilberto Palmares (PT), foi aprovado quinta-feira pela Alerj. Cabral participou de uma roda de capoeira durante a festa.

O governador defendeu a política de cotas nas universidades públicas — que reserva vagas a estudantes de rede pública, negros, índios, deficientes e filhos de policiais, bombeiros e agentes penitenciários mortos — e a extensão do sistema às empresas. Ele comemorou a decisão do Tribunal de Justiça (TJ) de manter a lei que facilitou o acesso às universidades estaduais.

“Temos uma dívida com a raça negra que deve ser consagrada em políticas públicas”, disse o governador, citando como exemplo os EUA. “Se hoje nós temos negros nos EUA dirigindo grandes empresas, ganhando Oscars de melhor ator, presidindo o país, foi fruto de políticas públicas, de cotas, de garantias de oportunidades. Não há outra maneira”, disse Cabral.

Em seu discurso, o governador alertou: “No Brasil o conflito racial sempre foi camuflado. O Brasil teve a pior história da escravidão no mundo e passou o século XX dizendo que não tem racismo, mas no Brasil tem racismo. Temos que quebrar preconceitos, mas sem políticas públicas, sem lei que obriguem empresas e instituições a abrir espaço para que o povo negro tenha acesso, não há sucesso”.

O presidente do Conselho Estadual dos Direitos do Negro (Cedine), Paulo Roberto dos Santos, lembrou que a luta do movimento negro é pela inclusão social. “A importância deste evento, de podermos nos expressar, é uma demonstração da capacidade do nosso povo”, defendeu.

Ministros participam do dia mundial pela atividade física no Rio

Os ministros da Saúde, José Gomes Temporão, do Meio Ambiente, Carlos Minc, e da Igualdade Racial, Edson Santos, além dos secretários estadual e municipal da Saúde, Sérgio Côrtes e Hans Dohmann, participam neste domingo (5) das comemorações do dia mundial pela atividade física no Rio. Durante o lançamento, eles apresentam o plano nacional de atividade física.

O objetivo é diminuir o sedentarismo e incentivar a prática de exercícios entre a população, por meio de uma articulação de escola, governo, empresas privadas, entidades científicas para promover ações nos estados e municípios.

“Se cada brasileiro fizesse 30 minutos de atividade física, cinco dias por semana, poderiam ser evitadas 260 mil mortes por ano. Um dado da Organização Mundial da Saúde mostra que o sedentarismo e o consumo de gordura são os causadores de mortes por câncer e doenças cardio-vasculares”, falou Temporão. 

Cerca de 450 municípios em todo o país vão participar do projeto.

“Os ministérios integrados vão articular a participação de empresas, órgãos do governo, para que as pessoas façam exercícios.”

Evento em São Cristóvão

O evento acontece das 9h às 15h na Quinta da Boa Vistam, na Av. Pedro II, entre as Ruas Almirante Baltazar e Dom Meinrado, em São Cristóvão, Zona Norte do Rio.

Vão acontecer atividades de ginástica, dança, jogos populares e esportivos, dicas de alimentação saudável, oficina de produção de brinquedos, caminhada orientada por profissionais, apresentações culturais com a participação de artistas e atletas e rodas de capoeira e artes marciais.

Política, Cooperação, Instituição & CAPOEIRA

Nas últimas semanas muito tem se falado sobre capoeira como um bem cultural de extrema importância para o nosso País (isto é fato!), tem se falado sobre as ações governamentais, dentre elas o Projeto Capoeira Viva, que saiu para o “jogo” através de duas vertentes: 

  • Chamada pública, que beneficiou diversos projetos que abordam o desenvolvimento, pesquisa, divulgação e criação de acervos, etc… (ver matéria com o RESULTADO DO PROJETO CAPOEIRA VIVA).
  • Conselho de Mestres e Academia de Mestres:  Os mestres escolhidos, por sua história de vida, sua participação na preservação da capoeira, na formação de outros mestres e importância regional, recebem bolsas de estudo para que, através de oficinas e palestras, possam dar seus depoimentos, subsidiando estudos e publicações futuras sobre a capoeira

Estamos vivendo um momento de extrema importância dentro do universo da capoeiragem, visto que as instituições governamentais, assim como entidades e empresas privadas começam a apostar na CAPOEIRA.
 
Podemos ainda refletir sobre a inclusão da nossa “arte luta” nas instituições de ensino formal e por que não refletirmos também sobre a crescente “esportização”, os campeonatos e até os “figths” de “capoeira” a lista é extensa assim como é complexa e multifacetada a nossa capoeira.
 
No Acre, representantes de entidades, empresas, secretarias e pessoas que incentivam a prática da capoeira, receberam um certificado – como forma de reconhecimento ao apoio cedido aos projetos de extensão da modalidade.
 
No Rio de Janeiro, o Museu da República e o Acervo Cultural de Capoeira "Artur Emídio de Oliveira" da EEFD-UFRJ fortalecem o time da capoeira.
 
Em Brasília, Mestre Gilvan organizou o ENCA, Encontro Nacional de Capoeira, que já vem em sua 16ª edição e vem ano após ano colhendo bons frutos.
 
No Norte do Brasil, aconteceu a I Semana de Capoeira da Amazônia e o III   Encontro Internacional Ecológico de Capoeira do Amazonas. Ambos os eventos trataram de questões importantes para a nossa capoeira, o primeiro discutiu as praticas culturais e os saberes no contexto das politicas publicas (fica aqui o comentário sobre um outro importante evento, o SENECA, que aconteceu no Sul do País, onde também foi abordado o tema "Políticas Públicas.) O segundo evento, sobre a supervisão de Mestre Squisito, tratou de assuntos importantes, tais como a "capoeira, o eco-turismo e a ecologia" inseridos em uma região de infinitas possibilidades.
 
No Sul, o MIC – Mosaico Integrado de Capoeira e a Semana Municipal de Capoeira de Porto Alegre surpreendem pela integração e colaboração inter-grupos.

Recentemente na Bahia, aconteceu um encontro muito importante onde grandes nomes da “Velha Guarda” participaram e compartilharam seus conhecimentos, numa iniciativa do Forte da Capoeira em Parceria com a ABCA.

No Brasil e no mundo, fervilham atividades, eventos, encontros, seminários, etc… (vejam: Agenda de Eventos do Portal Capoeira). Toda esta demanda, esta oferta de atividades está gerando um movimento de difusão e fortificação muito interessante a nível mundial.

O momento é positivo, a expectativa é grande mais é preciso “pisar devagarinho…”
Construir um alicerce sólido e confiável é uma missão dura, mas não impossível, que cabe a cada um de nós, mas que já vem de muito tempo atrás…
 
Devemos todos abraçar este desejo e este momento, “gingando” no ritmo da cooperação e cidadania somando sempre dentro de um espírito de união para fortalecermos ainda mais a nossa capoeira!

 

Reflexão: Sobre o Estatuto da Igualdade Racial…

SOBRE O ESTATUTO DA IGUALDADE RACIAL,
Mestre João Coquinho,  Andre Pessego
Capoeira Berimbau Brasil – SP.SP
 
A pá de cal – “… julgo de indispensável necessidade indicar-vos que é conveniente facilitar a entrada de BRAÇOS ÚTEIS”,  trecho do texto da fala do trono de 3-5-1830.
            Aquela visão exprime a Doutrina de Estado do Estado Brasileiro, (ainda hoje).  E, sob ela se deram as tratativas para o fim da escravidão africana entre nós.  
            O embate abolicionista se dera de todo em desvantagem para o negro, vejamos: o negro chegara ao Sec. XIX contando apenas com a “graça” da biologia; então tudo se resumiu em discutir o modelo europeu, de indenização ao senhor; desprezando o norte americano de melhor estágio econômico social  do escravo;  –  é só comparar!.     
            Do trabalho, os EUA utilizou o trabalho escravo,  de baixo custo, como atrativo na política de imigração; feita a imigração/colonização sem custos monetário, ao Estado.
           no Brasil, foi proibido ao estrangeiro a utilização do escravo;  foi criada a lei  885, de 4-10-1856, para bancar a imigração/colonização, que avança pela república.  
          No Séc. XIX o conhecimento do negro estava restrito ao manejo da terra. Do manejo das oficinas do ferro a grande maioria perdera, ante as proibições.  Portanto, o seu único meio de sobrevivência tinha de ser a terra: como proprietários de pequenas glebas; ou via serviços prestados. As glebas não lhos foram dadas; da prestação de serviço ao estrangeiro foi proibido;  do nacional foi sendo  retirado e jogado nos monturos urbanos.

            De concreto somente duas proposições:  a de José Bonifácio, e a de  Montezuma.  Ambos encaminhando  a solução para a Terra, em forma de indenização.

            DO MOMENTO DA INDENIZAÇÃO
            A história do Brasil se confunde com indenização. Indenização aos que não fizeram, aos mal sucedidos, aos sem feito, iniciando com o fracasso de alguns dos titulares de Cias Hereditárias. Quanto a indenização do negro, há como que um pacto do diabo que proíbe a todos – brancos e negros – de ao menos ventilarem do assunto.
            O Sen. Paulo Paim, apresentou o projeto que lhe foi possível, acreditamos mesmo com o fito de que viesse a abrir o leque. Um programa de quota deverá ser um dos caminhos para a travessia – no antes, durante e algum tempo após a indenização.
            Indenização requer mais que um acordo, um abraço nacional, a que se junte as duas  bandas da Nação. Uma   consciência em torno de um entendimento e um postulado:
a)      para o Brasil ganhar alguém terá de "perder" algo; este alguém não poderá ser o negro;
b)      será necessário, um acordo que rompa, na brevidade de um dado instante, dentre as chamadas  cláusulas pétreas a  "cláusula do direito adquirido”, com relação à terra.
 E, sem a Terra tudo o mais é tolice,  e é preciso que não haja mais    e n g a n a ç ã o.
Não haverá igualdade, integração do negro sem a posse da terra. Toda imigração européia se deu no compromisso terra; a imigração japonesa, nos dois momentos principais – começo do Sec. XX e no pós guerra se deram e só se deram em cima da posse da terra. Um e outro contingente só se integrou por terem tido as suas sesmarias.
DA HISTÓRIA DAS QUOTAS:  da educação

            O que foram  as cotas educacionais nos EUA? Ora,  abolição se consolida após uma guerra entre o Norte, abolicionista e o Sul escravocrata. Aquela guerra veio  deixar claro a separação de convivência entre brancos e negros. Que fez o Governo? separou – escolas para brancos e para negros, ao invés de ficar com filosofice, – cada um com sua cota. Assim,  já em 1866,  um ano após o fim da Guerra., torna obrigatória a criação de escola para a “gente de cor”, (colored schools). Em 1867, somente na Geórgia, elas eram 143 unidades. Na Pensilvânia, muitas eram móveis, sobre rodas.

            O Estado Brasileiro, hoje não dispõe destas condições, há de haver um arranjo. As cotas, se não for o ideal é o possível. Mas, o SENAI do início da industrialização não houve cotas, nem discriminação. Foi o único momento em que houve ganho para o negro.   

            É bom que se diga já existem estruturas e programas variados com dotações orçamentárias, que são cotas, somente não contemplam ao negro, por falta de um “quê de vontade”. Falta disciplinar. E sempre existiram –  O que são, sempre foram os programas de incentivo regionais, setoriais, etc? – Quotas para  indo-europeus.

DE OUTRAS  QUOTAS EXISTENTES.
            A quota emprego, para esta o tesouro não precisará empregar um só tostão, basta  constar de lei tornando obrigatória a divisão dos cargos de Direção nas empresas e organismos públicos, como Banco do Brasil; universidades; nas Forças Armadas, notadamente a quota dos oficiais generais,  etc .etc,  em todos os níveis. Adotadas nelas as empresas privadas as adotarão de imediato, sem custo, sem incentivo, naturalmente.
   DAS LEIS DE INCENTIVO À CULTURA.
            As leis de incentivo às manifestações culturais, como estão são meramente fonte de enriquecimento ilícito. Se cotizada será de enorme utilidade na restauração das origens culturais, históricas, do negro. A guisa de exemplo.
Será necessário  esquartejar os recursos na sua concessão, de qualquer fonte,

(empresa): 50% para as manifestações urbanas, sendo 25%  via empresas organizações; 25% via amadores, os próprios artistas, etc; 50% para as manifestações de cunho rural, interioranas, do mesmo modo, 25% via entidades, empresas; 25% de modo amadores, avulsos; organizações informais. O Mesmo aplicar-se-ia aos patrocínios de esportes.

   DA QUOTA ÁGUA ( água de beber camará). (O mesmo vale para a “Luz”).
            A miséria institucionalizada, gera a indiferença, o alimentar da miséria…
            Neste instante,  MAIS DA METADE da população negra brasileira, nas grandes cidades, para beber tem de furtar a água. E todos sabemos disto. E todos fechamos os olhos. “Nos acostumamos” – os que furtam,  os que sabem, os que vêem; os que dizem não saber.
            Que seja instituída uma cesta água de 15 m3, mês, por família não alcançada no Imposto de Renda e aposentados, já. Dando amparo legal à quota que já existe de fato.
            DAS FORÇAS ARMADAS,
            A abolição  da escravidão nos EUA se concretiza, em último momento, pela intervenção das suas Forças Armadas, custando-lhes uma guerra intestina de 5 anos,  custando-lhes, de perdas em vidas e patrimônio, ainda o assassinato do Presidente Lincoln, em 14-4-1685, um dia antes do fim da guerra norte-sul, 15-4-1685.
            Das Forças Armadas Brasileiras basta que se diga – a segunda maior devedora do negro brasileiro, atrás do cristianismo: a maior desgraça do negro – em todas as épocas, em todos os lugares.
            Não tenhamos ilusão, é preciso o engajamento, a participação ativa das Forças Armadas para que se possa concretizar a indenização, (integração),  do negro brasileiro.
           

 

     
 

       

13 de Maio: diferença e repetição

Poucas datas comemorativas têm o poder de mexer com o consenso fabricado brasileiro. A do Descobrimento do Brasil – 21 de Abril -, salvo o engano, é uma delas. A comemoração dos 500 anos, em 2000, deixou claro que não existe discurso único em torno do tema, sendo a visão oficial apenas mais uma vertente interpretativa em meio a uma enxurrada delas no campo explicativo da historiografia brasileira. Contribuiu, na ocasião, para essa constatação, a prática discursiva das chamadas minorias étnicas, sexuais e sociais, para quem a visão eurocêntrica do Descobrimento apenas legitima a exclusão.
 
O 13 de Maio é outra. Ela, como a do Descobrimento, tem o poder de incendiar o debate público. É uma data que acende sobremaneira a polêmica sobre exclusão racial e social no Brasil. Até mesmo os movimentos negros – quero dizer: o  institucionalizado e o informal – adotam posições ambíguas e contraditórias em relação ao assunto. Comemorar ou rememorar; festejar ou protestar, afirmar ou negar; excluir ou incluir; incorporar ou não a data ao campo simbólico e da memória do povo negro brasileiro. 116 anos depois, as dicotomias, não apenas persistem, como se ampliam e se aprofundam.
 
Isso tem motivos históricos e sociais bem precisos. Afinal, o Brasil, ainda que pese a aparente atmosfera de democracia racial , nesse tempo todo não conseguiu  resolver o problema da degradação sistemática e institucionalizada da população negra, que, a despeito de compor 45% da população do país, está colocada compulsoriamente na marginalizada.
 
Mas de lá pra cá, algumas coisas aconteceram, trazendo ganhos políticos, democráticos e pedagógicos significativos para a sociedade brasileira. É desses acontecimentos que gostaria de falar agora. Isso menos para esfriar o debate em torno do 13 de Maio que para ampliar o leque de discussão, inserindo no seu interior novos elementos.
 
É certo que o 13 de Maio deixou o povo negro recém liberto no sereno. Não há dúvida. Por outro lado, permitiu-lhe também ampliar um pouco mais a estreita faixa de ação libertária que lançara mão desde a chegada no Brasil dos primeiros africanos escravizados. O negro soube, desde os capoeiras e quilombolas da Colônia e do Império, passando pelos malandros e tias ciatas da Primeira República até as escolas de samba da década de 1930, com muita competência e habilidade,  agenciar esse espaço, não só para o seu  benefício imediato, como para o amadurecimento de uma consciência de orientação racial e de africanidade do povo brasileiro.
 
Os resultados, hoje, são evidentes. Nunca a mídia e a tevê brasileira tiveram tantos profissionais negros atrás e na frente dos bastidores quanto agora. Claro que podemos discutir a qualidade dessa presença. Se é estereotipada ou mistificada, por exemplo. Mas uma coisa é certa: o aumento quantitativo já por si só levou a um deslocamento de olhar do público, que estava culturalmente acostumado a ver apenas atores, atrizes, diretores, apresentadores e produtores brancos.
 
Mas não pára por aí. Vejamos a articulação da juventude negra das periferias, que consegue conjugar cultura estético-musical – hip hop, soul music, samba rock e samba velha guarda – com máquinas de comunicação social  e aptidão empresarial. Quem conhece as experiências das micro-empresas da galeria 24 de maio (quase todas de propriedade de negros), assim como da Cooperifa (cooperativa de poesia e literatura da favela), em Taboão da Serra, ou ainda, da literatura marginal, dos selos de discos independentes, a exemplo do Cosa Nostras dos Racionais Mc´s,  entre outras, perceberá que essa juventude negra periférica tem voz própria. E bem ativa. O seu engajamento assemelha-se à luta de um Apolo contemporâneo contra as forças dionisíacas do mercado cultural.
 
Do ponto de vista governamental e institucional, algumas novidades também emergiram. Pena que muitas delas concentraram-se nas áreas da educação e do trabalho. Falo isso porque o setor da saúde ainda não foi contemplado a contento com políticas de ação afirmativa. Mas projetos tramitam nas casas legislativas de vários estados e municípios e logo teremos notícias deles.
 
No caso da educação, faço destaque à proliferação de cursinhos pré-vestibulares direcionados ao atendimento dos vestibulandos em desvantagem social e econômica – incluindo aí o índio e o ex-presidiário. Muitos desses cursinhos funcionam em parcerias com  prefeituras, universidades e empresas. Estes mantêm programas sociais que financiam bolsas de estudo para esses alunos.
 
Aqui não podemos deixar de falar da cotas nas universidades públicas, política que vem causando constrangimento em alguns setores da sociedade, mas que vem dando resultados positivos nos lugares que foram aplicadas. Constrangimento até compreensível historicamente, mas não tolerável moral e legalmente, pois das duas uma: ou a elite branca e educada não quer os seus filhos compartilhem os mesmos bancos escolares com os negros e periféricos ou, então, não quer ceder  para  este segmento social o  precioso filão do ensino brasileiro, que foi até então reservado quase exclusivamente para os seus herdeiros.
 
No primeiro caso, a situação se resolveria com a força da lei e do seu cumprimento, uma vez que a nossa Constituição não permite segregação de tipo algum. No segundo, penso que passou da hora do Brasil popularizar a universidade pública, ampliando o seu número e as suas vagas. Sem perder de vista a qualidade, claro.
 
Ainda na educação, vale a pena mencionar a Lei 10.639/03 que altera a LDB e institui a inclusão no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”. Trata-se do ponta-pé inicial da construção de uma escola efetivamente multicultural e multirracial, uma vez que democratiza o currículo escolar, desde a sua prática cotidiana até os conteúdos e abordagens.
Também na esteira das propostas de afirmação da diversidade educacional, marca presença a faculdade Zumbi dos Palmares. Mantida pela Afrobrás, tem o mérito de ser a primeira faculdade de administração de empresas de São Paulo direcionada para comunidade negra. Pensar uma elite negra brasileira intelectualizada, a partir de experiências educacionais e pedagógicas diferenciadas, é hoje a ponta-de-lança do movimento negro contemporâneo do Brasil.
 
No setor do mercado de trabalho, o Governo Federal também avançou no resgate da dignidade da pessoa do negro, com a publicação do Decreto-Lei n° 4.228, 13 de maio de 2002, que institui, no âmbito da Administração Pública Federal, o Programa Nacional de Ações Afirmativas, que visa a reserva de cotas de empregos para afrodescendentes nas repartições públicas e nas empresas privadas que prestam serviços para o Governo Federal . De saída, tal iniciativa governamental criaria cerca de dezenas de milhares de vagas de emprego para trabalhadores afrodescendentes no setor público e privado.
 
Talvez, o decreto tenha motivado um pool de entidades da causa negra – Educafro (SP), Instituto Palmares de Direitos Humanos (RJ) e Olodum (BA) – a lançar a campanha “Ação Afirmativa, Atitude Positiva”, em novembro de 2003.  A campanha tem o objetivo de estimular empresas e instituições educacionais a adotarem políticas afirmativas para trabalhadores afrodescendentes no mercado de trabalho. Para tanto, a organização premia com o selo da camélia branca – historicamente símbolo dos abolicionistas – aqueles estabelecimentos que adotarem tal postura. O selo funciona como uma espécie de ISO ou certificado de qualidade de bens e serviços do trabalhador negro.
 
Claro que milhares de iniciativas e experiências de promoção do bem-estar da população negra e periférica brasileira poderiam ser abordadas. Mas acredito que as citadas e comentadas aqui são suficientes para alcançar o propósito do texto, qual seja:  mostrar que a força simbólica das datas está no sentido político que lhe emprestamos em decorrência da nossa prática política e cotidiana de luta.
 
Do ponto de vista do calendário, o 13 de Maio se repetirá infinitamente, sempre da mesma maneira. Agora, cabe aos sujeitos históricos fornece-lhe um conteúdo diferente a cada repetição, até o ponto em que a repetição, pelo jogo da afirmação da postura interessada diante da vida, produza novas e múltiplas diferenças.
 
Somente assim os 13 de Maio vindouros serão diferentes dos seus antecessores; e cada vez mais distantes do de 1888. Na História, tudo está em permanente mudança, tudo é transitório; e nem mesmo as datas conseguem cristalizar o seu sentido primeiro. Afinal, nada consegue escapar do poder transformador da palavra e da ação humana no tempo.
 
Lei Áurea
13 de maio de 1888: a Câmara aprova o decreto que extingue a escravidão no Brasil, último país ocidental a manter o trabalho servil.
 


Por JOSÉ APÓSTOLO NETTO
Historiador e doutorando em História (UNESP – Campus de Assis, SP)
 
 
Bibliografia
 
CAMPOS, Djalma Leite de. O selo da negritude. Raça Brasil, abril de 2004, n° 73, São Paulo.
HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Trad. de Tomaz Tadeu da Silva e Guacira Lopes Louro. 7. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2002.
LEMOS, Rosália de Oliveira. Guia de direitos do brasileiro afro-descendente: O negro na educação e no livro didático: Como trabalhar alternativas. 2. ed. Brasília: Ministério da Justiça, Secretaria de Estado dos Direitos Humanos, 2001.
ROMÃO, Jerusse. Guia de direitos do brasileiro afro-descendente: por uma educação que promova a auto estima da criança negra. 2. ed. Brasília: Ministério da Justiça, Secretaria de Estado dos Direitos Humanos, 2001.
 
 

Hardware quase de graça!!!

Hardware será quase gratuito em 10 anos, diz Gates
Os custos com hardware cairão acentuadamente dentro de uma década, até o ponto em que a disseminação da computação acionada por voz ou por comandos manuscritos deixará de ser limitada pelo preço da tecnologia, disse o presidente do conselho da Microsoft, Bill Gates.
"Dentro de dez anos, em termos de custos reais de hardware, será possível pensar no hardware como praticamente gratuito. Não estou afirmando que será completamente gratuito, mas em termos de potência dos servidores, o poder da rede será um fator de limitação", disse Gates, em referência às redes de computadores e aos ganhos de velocidade da Internet.
 
 
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