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Bahia: Mestres capoeiristas reclamam de falta de prestígio

Considerada "presente de grego", homenagem da prefeitura no Carnaval sequer terá decoração específica

Um presente de grego. É desta forma que os mestres capoeiristas vêem a homenagem à capoeira que será feita pela prefeitura durante o Carnaval 2008. Até o presente momento, não está prevista decoração específica nos circuitos da festa momesca, que tem início marcado para 31 de janeiro. A Empresa de Turismo de Salvador (Emtursa) alega falta de recursos e de tempo hábil para que haja realização de concurso público de projeto de decoração nem dotação orçamentária para pagá-lo.

Banners espalhados por toda a cidade à semelhança da exposição Salvador negro amor, do fotógrafo Sérgio Guerra. Neles estariam fotos dos sábios capoeiristas que marcaram seu nome na história desta arte. Instalações que lembrassem os principais golpes de capoeira. Maior divulgação nos meios da comunicação sobre o tema receberiam as honras neste ano. Era assim que Jaime Martins dos Santos, mais conhecido como mestre Curió, 71 anos, espera ver a cidade a poucos dias do início do Carnaval. Ficou na frustração. “É um desrespeito muito grande com a capoeira. Uma homenagem de mentira”.

A escolha da capoeira como tema a ser homenageado no reinado de Momo foi feita através da internet, por decisão do Conselho do Carnaval. Os votos dos internautas foram ratificados na solenidade dos festejos em dezembro. Na oportunidade, foram divulgados como os símbolos da festa os mestres João Pequeno e doutor Decanio. Eles são, respectivamente, discípulos dos dois maiores ícones da mistura de arte marcial, dança e filosofia trazida à Bahia pelos escravos africanos: mestres Pastinha (capoeira angola) e Bimba (capoeira regional).

Mas nem os símbolos da festa sabem como desempenharão seus papéis durante o reinado de Momo. “Eu já telefonei para a Emtursa para saber como vai ser, se vai ter desfile, se a gente vai se apresentar e eles não souberam me responder. Eu nem posso falar mais algo sobre que eu não tenho informação alguma”, diz Angelo Augusto Decanio Filho, o mestre doutor Decanio. Médico e professor aposentado da Escola Bahiana de Medicina, ele é considerado o mais velho aluno ainda vivo de mestre Bimba. Completa oito décadas e meia de vida em fevereiro. “É muita desorganização”, critica.

Mestre DecanioMorador de uma modesta casa no bairro de Fazenda Coutos III, mestre João Pequeno também espera junto com sua família por maiores informações sobre sua participação. “Eles nos convidaram, mas há detalhes que não foram acertados”, diz a neta de João Pequeno, a também capoeirista, Cristina Miranda, a “Nani”. Ela afirmou ao Correio da Bahia que, se seu avô não receber cachê, ele não irá aparecer na quinta-feira de Carnaval (dia 31), no Campo Grande, quando está prevista a saída do bloco da capoeira, o Mangagá. “Um mestre de capoeira tem que ser respeitado, porque também é um artista. Há toda uma estrutura que nós temos que montar quando ele se desloca. Ele leva o nome da Bahia a todo lugar que vai. Todo ano, vêm dezenas de alunos do exterior só para conhecê-lo”. Doutor honoris causa por uma universidade mineira, João Pequeno completou 90 anos no mês de dezembro. Convidada para a festa, nenhum representante da Emtursa compareceu.

Filho do saudoso mestre Bimba, Manoel Nascimento Machado, o mestre Nenel, 47, não chega a ficar surpreso com este fato. Ele ainda acredita que algo pode ser feito para lembrar que a capoeira é a homenageada deste Carnaval. “Enquanto no exterior nós somos reverenciados, aqui na Bahia, berço da capoeira, ainda há este ranço”.

Descaso – “A Emtursa deu uma rasteira na capoeira. Do jeito que está sendo feito está muito pouco”, ironiza o historiador Jaime Sodré. Para ele, o órgão municipal deveria criar uma comissão especial para estabelecer de fato como serão feitas as homenagens aos mestres capoeiristas no Carnaval. Para Gilson Fernandes, mestre Lua Rasta, 57, falta senso de classe entre os capoeiristas para evitar esta “rasteira”. “Se a gente não ficasse com tanta picuinha, este tipo de coisa não aconteceria. O culpado somos nós mesmos”.

“Um turista que chegue a Salvador não vai saber que a capoeira vai ser homenageada no Carnaval. Nós que lutamos por isso e não fomos nem chamados para opinar”, reclama o produtor cultural Geraldo Badá. Durante quatro anos, ele enviou propostas à Emtursa para que a arte fosse tema da folia soteropolitana. Mas quando finalmente foi atendido, se vê frustrado.

Badá critica ainda o que chama de falta de apoio do poder público para os blocos independentes que também prestarão homenagens à capoeira no circuito carnavalesco. O único a ser beneficiado seria o Mangangá, capitaneado pelo cantor e compositor, e também mestre de capoeira, Tonho Matéria. “O bloco do Tonho Matéria não poderia ser o único até este tipo de apoio”.

De modo sutil, Tonho Matéria contesta Badá. Ele afirma que o Mangangá está orçado em R$230 mil e deste valor ele teria conseguido R$15 mil junto à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult). E a Emtursa teria pago o aluguel do trio elétrico, algo em torno de R$35 mil. Para bancar o resto, ele estaria correndo atrás de patrocínio de empresários.

 
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Emtursa alega falta de recursos

O presidente do Conselho do Carnaval, Reginaldo Santos, afirmou que um projeto de decoração foi encomendado à Associação de Artistas Plásticos da Bahia. Mas foi considerado inviável, já que a Emtursa alegou incapacidade de bancar os cerca de R$1,5 milhão exigidos para que ele fosse levado a cabo.

Santos declara que outras alternativas foram pensadas, mas esbarraram no mesmo motivo: a falta de recursos financeiros. “Nós ficamos frustrados com o fato de não ter decoração. Queríamos que a cidade ficasse linda para o Carnaval, mas não há como contrapor uma alegação como esta da Emtursa”. Segundo o presidente do conselho, uma das alternativas para o próximo ano é as entidades entrarem com projetos através das leis de incentivo cultural para assegurar que outros carnavais tenham a decoração garantida.

Por sua vez, o presidente da Emtursa, Misael Tavares, afirmou que não houve tempo hábil para seleção pública de um projeto e nem dotação orçamentária que a decoração fosse realizada. “Eu também gostaria que a cidade estivesse toda decorada com a capoeira, mas nós estamos lidando com o dinheiro público. Eu não poderia aprovar um projeto de mais um R$1 milhão sem orçamento para tanto e sem fazer um concurso público”. Mesmo assim, Tavares considera que a capoeira terá visibilidade durante o Carnaval, já que o bloco Mangagá vai sair no circuito. “Nós não podemos agradar a todos os segmentos dos capoeiristas”.

Ligada à Secult, a diretoria do Pelourinho Cultural informou que a decoração de Carnaval no Centro Histórico, que terá obviamente motivos de capoeira, ficará a cargo do estado. Ela será feita pelo cenógrafo Euro Pires. A previsão é que esteja pronta até o dia 27, quatro dias antes da festa.

Depoimentos de mestres

“Tudo que é em prol da capoeira recebe meu apoio, mas é preciso que seja muito bem-feito. E eu não estou vendo isto acontecer. Deveria ter painéis na cidade contando a história da capoeira e dos mestres mais antigos”.
Mestre Boca Rica, 71 anos

“Sinceramente, eu acho que é uma forma de racismo, de discriminação. Uma total falta de respeito com a cultura afrodescendente. Alunos meus de vários países estão vindo para cá justamente porque a capoeira é o tema do Carnaval”.
Mestre Boa Gente, 62

“É uma espécie de homenagem torta. Não é assim que deveria ser feito. A capoeira não é apenas só uma luta. É toda uma filosofia de vida que precisa ser tratada com todo o cuidado”.
Mestre Moa do Katendê, 54

“Nós estamos cansados de tapinhas nas costas. Cansados de vermos a capoeira ser usada por quem não merece. Nós somos bem tratados em qualquer lugar, mas aqui ainda há este preconceito contra a capoeira”.
Mestre Gildo Alfinete, 68

“Qual a preocupação que as autoridades têm com os mestres? Que apoio nos dão nos nossos projetos sociais? A gente faz um trabalho numa escola estadual e tem de esperar meses para receber o pagamento. O que eles vão fazer no Carnaval é usar o nome da capoeira e não homenageá-la”.
Mestre Curió, 71

 

Fonte: Flávio Costa
Correio da Bahia – Salvador – Brasil
http://www.correiodabahia.com.br

Mestre Tonho Matéria, Capoeira & Escolha do tema do carnaval de Salvador

De Salvador, Mestre Tonho Matéria, um grande guerreiro e capoeirista versátil (Tonho Matéria é mestre de Capoeira, compositor, cantor, produtor cultural e artista popular da Bahia. Escreve para sites e revistas especializadas em Capoeira) não poupa esforços para ver a CAPOEIRA como tema principal do Carnaval da Bahia… Até agora o sucesso desta empreitada esta sendo refletido na votação online no Portal do Carnaval, da Emtursa.
 
Desejamos que o resultado da votação seja favorável a capoeiragem, e desta forma iremos angariar mais um importante elemento nesta luta incessante da valorização e da dissiminação da nossa CAPOEIRA e da nossa CULTURA.
Luciano Milani
Termina na próxima sexta-feira, dia 29 de junho, o prazo para que internautas e outros interessados possam participar a escolha do tema do carnaval 2008, que será realizada de votação popular no Portal do Carnaval (www.carnaval.salvador.ba.gov.br), da Emtursa.
 
Três sugestões foram inicialmente apresentados ao Conselho Municipal do Carnaval: Capoeira, Revolta dos Búzios e Chegada da Corte Portuguesa ao Brasil.
 
Além dessas é possível sugerir outras idéias para tema da folia do próximo ano. Até o momento o tema Capoeira está liderando a votação com 86% dos votos. Em seguida vem a Chegada da Corte Portuguesa ao Brasil, com 8% e como terceira opção está a revolta dos Búzios com 6%. O Conselho Municipal do Carnaval e a Emtursa estão empenhados em agilizar os preparativos de nossa maior festa popular, uma vez que o evento, em 2008, será bem cedo, de 31 de janeiro à 5 de fevereiro. 
 
Votação para o tema do Carnaval 2008 chegou ao fim!
 
Total de votos 96.531
 
Capoeira; – 56,3%
Revolta dos Búzios; – 43,4%
Chegada da Corte Portuguesa no Brasil; – 0,2%
Outros; – 0,1% (Maior índice para o Candoblé)
 
* Fonte Emtursa
O Carnaval de Salvador
 
 
O Carnaval de Salvador é a maior festa de participação popular do planeta. Criado e mantido pelo povo, trata-se de uma manifestação espontânea e livre, onde o carnal, o lúdico e o físico se misturam com a emoção e a ginga dos baianos que conseguem renovar a folia a cada ano.
O som eletrizante do trio é a deixa para que nos três circuitos (Osmar (Avenida), Dodô (Barra-Ondina) e Batatinha (Centro Histórico)) haja uma verdadeira explosão de alegria. Os blocos afro, com seus tambores e o som orientalizado dos afoxés são um contraponto para essa festa plural – porque rica de ritmos, estilos e manifestações artísticas – e singular porque única.
O Carnaval de Salvador atrai multidões. São mais de dois milhões de foliões – baianos e turistas) e cerca de 227 entidades (16 afoxés, 41 afros, 15 alternativos, 45 blocos de trio, 03 especiais, 02 de índios, 07 infantis, 17 pequenos grupos, 33 de percussão, 06 orquestras, 12 de travestidos e 30 trios independentes) cadastradas na Emtursa – Empresa de Turismo S/A, que organiza a festa.
A Cidade do Carnaval ocupa uma área de 25 quilômetros, abrigando camarotes, arquibancadas, postos de saúde, postos policiais, além de toda uma infra-estrutura especial montada pelos diversos órgãos municipais, estaduais e federais. Nos seis dias, como nos remete a própria marca da festa, “O coração do mundo bate aqui”, Salvador recebe gente de todo o estado da Bahia, de todo o país e dos quatro cantos do mundo que se unem numa mesma emoção.
Em 2007, a folia baiana faz uma homenagem ao samba e começa oficialmente no dia 15 de fevereiro (quinta-feira), no bairro da Liberdade, onde o prefeito João Henrique entrega as chaves da cidade ao Rei Momo, rainha e princesas. Em seguida, o séqüito real vai a Cajazeiras – o maior bairro da capital – onde tem Carnaval próprio, assim como em Itapuã, Periperi e Pau da Lima.
 
 
 
Origem do nome Carnaval
 
São varias as versões sobre a origem da palavra Carnaval. No dialeto milanês, Carnevale quer dizer " o tempo em que se tira o uso da carne ", já que o carnaval é propriamente a noite anterior à Quarta-Feira de Cinzas. No Brasil, o evento é a maior manifestação de cultura popular, ao lado do futebol. É um misto de folguedo, festa e espetáculo teatral, que envolve arte e folclore. Na sua origem, surge basicamente como uma festa de rua. Porém, na maioria das grandes capitais, acaba concentrado em recintos fechados, como sambódromos e clubes.
 
 
Viagem no Tempo
 
A origem do Carnaval vem de uma manifestação popular anterior à era Cristã, tendo se iniciado na Itália com o nome de Saturnálias – festa em homenagem a Saturno. As divindades da mitologia greco-romana BACO e MOMO dividiam as honras nos festejos, que aconteciam nos meses de novembro e dezembro.
 
 
 
O grande Carnaval de 1884
 
O ano de 1884 é considerado como o marco decisivo para o carnaval da Bahia. Embora a festa já possuísse considerável porte – principalmente nos salões – é nesse ano que teve início a organização dos festejos de ruas e os desfiles de clubes, corsos, carros alegóricos e de vários populares. A partir daí ocorre a intensificação da participação do povo e aclamação do carnaval de rua, que até hoje caracteriza esta festa na Bahia.
 
 
 
O primeiro Afoxé
 
Em 1895, os negros nagôs organizaram o primeiro afoxé, denominado "Embaixada Africana", que desfilou com roupas e objetos de adorno importados da África.
 
 
 
Surge o Trio Elétrico
 
Em 1950, surgiu, então, a famosa dupla elétrica. Após observarem o desfile da famosa "Vassourinha", entidade carnavalesca de Pernambuco que tocava frevo na rua Chile, e empolgados com a receptividade do bloco junto ao público, a dupla elétrica formada por Adolfo Antônio Nascimento – o Dodô e Osmar Álvares de Macêdo – Osmar resolveu restaurar um velho Ford 1929, guardado numa garagem. No Carnaval do mesmo ano, saiu às ruas tocando seus "paus elétricos" em cima do carro e com o som ampliado por alto-falantes. A apresentação aconteceu às cinco horas da tarde do domingo de Carnaval, arrastando uma multidão pelas ruas do centro da cidade.
 
 
 
Anos 70
 
Os anos 70 fizeram com que o apogeu do Carnaval de Salvador fosse a Praça Castro Alves, onde todas as pessoas se encontravam e se permitiam fazer tudo. Foi a época da liberação cultural, social e sexual.
 
 
 
Anos 80
 
No início dos anos 80, a transformação do Carnaval de Salvador se intensificou mais ainda e coube ao bloco "Traz Os Montes" introduzir algumas inovações, tais como a montagem de um trio elétrico com equipamentos transistorizados, instalação de ar condicionado para refrigerar e manter os equipamentos em temperatura suportável, retirada das bocas de alto-falantes, instalação de caixas de som de forma retangular, eliminação da tradicional percussão que ficava nas partes laterais do trio e inserção de uma banda com bateria, cantor e outros músicos em cima do caminhão.
 
 
 
Cronologia do Trio Elétrico
 
Existia em Salvador um conjunto musical, criado por Dorival Caymmi, que animava algumas festas e reuniões de fim de semana, e que se apresentava nas estações de rádio. Começava, então, a fazer sucesso na Bahia o grupo Três e Meio, cujos integrantes eram o próprio Caymmi, Alberto Costa, Zezinho Rodrigues e Adolfo Nascimento – o Dodô. Em 1938, com a saída de Caymmi, o grupo reestruturou-se e passou a contar com sete componentes, incluindo Osmar Macêdo.
 
 
 
Axé Music 20 anos de sucesso!
 
Tudo começou com o som vindo dos tambores das entidades carnavalescas de origem africana em meados da década de 70. Nesta época, a Bahia via surgir o bloco afro " Ilê Ayiê " e o afoxé " Badauê " e acompanhava ainda o renascimento do afoxé " Filhos de Gandhy " – depois, vieram os blocos afros " Olodum e o Muzenza ".
 
 
Leia Mais sobre este tema: http://www.carnaval.salvador.ba.gov.br/historia.asp
 

PARA O CARNAVAL DE 2008:
O BLOCO AFRO MANGANGÁ EM SEU PRIMEIRO ANO, ESTARÁ NA AVENIDA NA (QUINTA-FEIRA) DESFILANDO. O TEMA DO BLOCO É CAPOEIRA
POR ISSO O MANGANGÁ ESTARÁ LEVANDO TODO BRILHO, ALEGRIA, ENERGIA E A PAZ DO CAPOEIRISTA PARA A RUA.
 
VENHA FAZER PARTE DESTE ESPETÁCULO!!!
 
BLOCO AFRO MANGANGÁ:
 
O BLOCO SEGMENTADO PARA QUEM É CAPOEIRISTA OU QUEM TEM A CAPOEIRA NO CORAÇÃO
 
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