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Bahia: Encontro debate protagonismo da capoeira na educação e cultura

Na próxima terça-feira (18/12), a Ouvidoria da Câmara Municipal de Salvador realiza a audiência O papel dos Mestres de Capoeira na Educação e Cultura. O encontro, a ser realizado das 14h às 18h, acontece no auditório da Biblioteca Pública dos Barris, centro de Salvador. A audiência visa dar continuidade ao debate sobre a importância dos mestres de capoeira no processo de formação educacional e cultural, além de identificar as demandas apresentadas pelos capoeiristas.

Por volta das 18h, após o encerramento da audiência, os participantes poderão conferir uma exposição no Foyer da Biblioteca, com o tema Capoeira. A iniciativa é da Fundação Cultural Palmares.

Coordenado pela ouvidora-geral da Câmara, vereadora Olívia Santana (PCdoB), a mesa do encontro terá as presenças da representante da Fundação Palmares, Verônica Nairobi, do diretor do Departamento de Proteção ao Patrimônio Afro-Brasileiro da Fundação Cultural Palmares, Alexandro Reis, do Mestre Pelé da Bomba, além de representantes da União de Negros pela Igualdade (Unegro).

Para Olívia Santana, o evento é fundamental, pois vai tratar de uma luta histórica dos mestres de capoeira pela sua valorização cultural e profissional. De acordo com a vereadora, os mestres querem espaço no sistema educacional e querem ensinar a capoeira nas escolas, pois acreditam que apenas eles podem fazer isso. “Eles acreditam que essa história de que só professor de Educação Física pode ensinar é um absurdo”, afirma Olívia.

“Os mestres são mestres populares da cultura e a capoeira é uma tradição secular da população negra, além de ser um patrimônio tombado brasileiro. Portanto, nada mais justo do que o sistema educacional reconhecer o mestre como um professor, alguém que pode ter a prerrogativa de ensinar a capoeira nas escolas”, finaliza a vereadora.

 

De Salvador,

Ana Emília Ribeiro

Bahia: Mestre Curió condena a elitização da capoeira pelas universidades

Considerado a lenda viva da capoeira na Bahia, o Mestre Curió, de batismo Jaime Martins dos Santos, capoeirista angoleiro descendente da linhagem Banto, revelou para uma plenária cheia de capoeiristas, mestres, professores e alunos, que os brancos ainda continuam discriminando e explorando os negros, apontando como prova a criação da lei que impõe sobre os capoeiristas a obrigatoriedade do curso acadêmico de educação física para ensinar capoeira. “Nossa universidade é a vida, respeite-se a capoeira como uma lição de vida da resistência popular, pois ela nasceu da vivência das senzalas e cresceu com as experiências de rua”, retrucou o ícone da capoeira baiana durante o I Encontro Territorial da Capoeira Viva Meu Mestre, realizado em Itaberaba, no sábado e domingo últimos (28 e 29 de julho), pela ONG Fundação Paraguaçu e a Associação de Capoeira Jiboia da Bahia.

Contrariando a propaganda oficial sobre o fim da discriminação racial, Curió surpreendeu ao afirmar que a exploração dos brancos sobre as etnias negras ainda existem e condenou que os  conselhos regionais  e federal de Educação Física –CREF, que exigem o curso de educação física de mestres e professores capoeiristas para ensinar a capoeira. “O Cref não pode e nem têm do direito de fiscalizar a capoeira em lugar nenhum. Essa é mais uma exploração sobre os negros, para enriquecer os poderosos, mas não nos enganam não!”, protestou Curió.

Discriminação cultural

Mestre Curió,que se apresentou acompanhado por sua esposa e Mestra Jararaca, de batismo Valdelice Santos de Jesus, considerou também como “discriminação cultural” a exclusão dos Pontos de Cultura que tenham sofrido falhas na prestação de contas, como ocorreu com o convênio assinado pela Escola de Capoeira Angola Irmãos Gêmeos Mestre Curió, que funciona no Forte de Santo Antônio em Salvador. “O governo deveria colocar orientadores para organizar as contas, porque o projetonão paga o contador nem advogado”, reclamou Curió criticando “como é que o mestre trabalha no projeto e não pode receber por seus esforços de ensinar, por que é presidente da entidade. “Isso é uma forma de discriminação cultural e exploração dos capoeiristas que sempre são pessoas pobres de baixa renda”.

Doutor Honoris Causa

O Mestre Curió e popularmente conhecido por seus trabalhos realizados no Brasil e em diversos outros países, levando através suas palestras, as suas vivências sobre a Capoeira de Angola. O consagrado capoeirista baiano nasceu em 1937, no interior da Bahia e desde os oito anos de idade, pratica a Capoeira de Angola. Recebeu o titulo de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do México; Laureado com o titulo de Mestre dos Saberes (recebe e transmite o conhecimento de forma oral) reconhecido pelo Ministério da Cultura e da Educação (MEC); e recebeu em 2006, o título de Embaixador da Cultura Brasileira, pela ONU.

Inaugurada a Casa do Mestre Orlando

No encerramento do evento, o Mestre Curió acompanhou os capoeiristas e promoveram a inauguração da Casa do Mestre Orlando Corderino dos Santos, pioneiro da capoeira em Itaberaba. A Casa do Mestre foi construída em função do Prêmio Viva Meu Mestre, concedido aos tradicionais mestres da capoeira, através edital do Ministério da Cultura e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN. Foram premiados 100 mestres em todo o Brasil, com um prêmio de R$15 mil, dentre eles o Mestre Orlando Corderino dos Santos, criador da Academia ACOCO, na década de 60, quando chegou vindo de Salvador, onde aprendeu capoeira com os mais tradicionais mestres baianos. A indicação do mestre ao prêmio foi realizada pelo jornalista editor, Salvador Roger de Souza, através projeto da ONG Fundação que defende a cultura e o meio ambiente.

Com a verba do prêmio foi construída a casa própria do mestre que antes morava numa tapera na periferia da Rua do Rio. Descontado o imposto de renda, entrou na conta do mestre, na Caixa Econômica, apenas R$11.600,00 que foi insuficiente para a execução da obra que custou R$17.597, cuja conclusão contou com ajuda da ONG e do jornal O Paraguaçu que investiram a diferença de R$ 5.997,00. A obra contou com os mutirões dos capoeiristas e amigos do mestre, sob a coordenação do pedreiro e capoeirista Jair Jibóia. A pintura da casa foi realizada pelo apoio do mestre Zé Bunitin Rebouças e a Academia de Karatê Dô de Itaberaba.

Fonte: http://www.oparaguacu.com

Capoeiristas Cearenses unidos para dar uma rasteira nas drogas

“Aprender para ensinar e ensinar a aprender”

Usada como ferramenta de inclusão social, a capoeira pode inibir uma das grandes preocupações que envolvem hoje a nossa juventude; as drogas. O consumo de drogas no País é muito grande e não há como combater, chega-se cogitar a liberação da mesma no Brasil, assim como ocorre em alguns Países de primeiro mundo.Enquanto nossas autoridades não chegam ao um denominador, Grupos de Capoeirano estado do Ceará resolvem realizar o projeto denominado: “Sou craque na Capoeirae nas drogas dou rasteiras”, equipe: “Juntos vamos dar uma rasteira nas drogas”.

O evento esta programado para ser realizado no mês de dezembro do corrente ano, mas os grupos já estão mobilizados em busca de apoio e patrocínio.
O projeto esta constituído por 17 Grupos de Capoeira da Capital e no Estado do Ceará, onde os mesmos pretendem mostrar a Capoeira como ferramenta de inclusão no combate as drogas, principalmente contra crack, uma droga avassaladora que vemdestruindo não só os nossos jovens, como também, muitas famílias.
Para somar nesta empreitada a equipe denominada de “Juntos vamos dar umarasteira nas drogas”, irá elaborar uma serie de atividades: palestras, doação de sangue, apresentações em terminais, praias, aulas e oficinas de Capoeira, audiências Publicas na Câmara Municipal e Assembléia Legislativa.

A Capoeira é sem sobra de duvidas na atualidade uma das maiores ferramenta deinclusão social no combate as drogas no nosso País, se não vejamos; como produtoda cultura popular e esporte, podem e devem contribuir para reverter esse quadro efavorecer a aproximação das pessoas, valorizando-as pelo que são, em essência, enão pelas suas condições sociais e materiais. Contribui também, para a construçãode espaços democráticos, onde todos tenham direitos e oportunidades iguais; para a compreensão das relações entre passado, presente e futuro; e, sobretudo, paradespertar a consciência política e a capacidade de afirmação da cidadania e dos direitos humanos fundamentais.

Fortaleza é o epicentro de onde surgiram personagens fundamentais, que contribuíram para a formação da capoeira no Ceará. Este processo de construção começou no início da década de 1970, a capoeira antes marginalizada e criminalizada; hoje conta com cerca de 100 mil praticantes em todo o Estado. Porém, para que essas conquistas possam seguir adiante, é necessário que se discuta políticas públicas voltadas exclusivamente para a capoeira. Afinal, são 41 anos de serviços prestados, formando cidadãos, promovendo a inclusão social e afastando os jovens doenvolvimento em atividades ilícitas.

Segundo o IBGE, 62% da população cearense vivem abaixo da linha da pobreza,em contraste com uma desigual concentração de renda nas mãos de uma minoria. O desemprego atinge 200 mil pessoas, principalmente os jovens. O consumo do crack, droga altamente nociva e com capacidade veloz de degradação humana tem crescidode forma assustadora entre a juventude, soma-se a isso o fato de Fortaleza conviver com mais de 700 favelas, a maioria sem previsão de políticas publicas de educação, cultura ou lazer, medidas estas, que poderiam contribuir para amenizar sensivelmente o devastador quadro social que vem sendo pintado diariamente.

São partes integrantes para concretização deste projeto os seguintes Grupos com seus respectivos Mestres e Contra Mestres: Terreiro Capoeira, Mestre Gerson do Valle, Cordão de Ouro, Mestra Paulinha, ACAS, Mestre Simpatia, Legião Brasileira, Mestre Zebrinha, Zumbi, Mestre Wlisses, Palmares, Mestre João Baiano, Marabaiano, Mestre Jair, Benção Capoeira, Mestre Bebezão e Prainha, Muzenza, Mestre Adriano, Viver Capoeira, Mestre Indio, União Capoeira, Mestre Marrom, Capoeira Brasil, Mestre Kim, Nação Capoeira, Mestre Baleia, Berimbau de Prata, Mestre Zé Ivan, São Salvador, Mestre Aramola, Nação Negra, Mestre Humberto e Equipe Capoeira, Contra Mestre Piolho.

Em todo o Brasil, mais especialmente em nosso Estado, as drogas têm proliferado de uma maneira assustadora, levando muitos dos nossos jovens ao seu consumo ea morte; porem a Capoeira como instrumento disciplinador vem ocupando espaço dedestaque nesse contexto e oferecendo contribuições significativas através de seus educadores.

Nosso lema: “Aprender para ensinar e ensinar a aprender”, capacitando aindamais os educadores, mestres e professores em capoeira, para que possam prestarserviços eficientes, de alta qualidade e contribuir de maneira efetiva com o processo cultural local, favorecendo, entre outras coisas, a inclusão social, o combate à evasão escolar e a prevenção do envolvimento dos jovens em atividades ilícitas. Desta formaconclamamos a todos para: “JUNTOS DARMOS UMA RASTEIRA NAS DROGAS”. Finaliza Mestre Gerson do Valle, idealizador do Projeto.

Maiores informações de como participar na construção e no apoio a este projeto:

Mestre Gerson do Valle
085. 9954.8989 TIM – 8754.2803 OI – 9204.2624 CLARO – 8107.6104 VIVO
E-mail: mestregerson@yahoo.com.br

Nota de Falecimento: Mestre Artur Emidio

A CAPOEIRA DO RIO DE JANEIRO PERDEU SUA MAIOR PERSONALIDADE

Nome: Artur Emídio de Oliveira

Data de Nascimento: 31/03/1930 + 02/05/2011

Cidade: Itabuna (BA) – Brasil

Naturalidade: Brasileiro

Grupo de Capoeira: Escola de Capoeira Artur Emídio

Gráu: Cordel Branco (Grã Mestre)

Tempo de Capoeira: 69 anos

Artur Emídio de Oliveira nasceu em Itabuna, sul da Bahia, em 31 de março de 1930.


Morava com os pais, fazendeiros, numa casa modesta da então “Rua Direita”, no bairro do Pontalzinho.

Começou a praticar a Capoeira quando tinha apenas sete anos, com Mestre Paizinho, Teodoro Ramos, discípulo do Mestre Neném, de origem africana.

Paizinho às seis horas da manhã ia diariamente acordá-lo para treinar. O Mestre conta sobre essa época: “a prática da Capoeira era proibida. Treinava-se no alto dos morros, nas vielas, à noite e sempre escondido. Muitas foram as vezes que o meu Mestre foi preso. Mas no dia seguinte a fiança era paga, e ele saía. E, de noite, voltava a ensinar Capoeira, praticada por amor! É … naquele tempo era assim: bastava gingar. Gingou ia preso! Mas já a praticavam comerciantes, estudantes, universitários, gente pobre e gente rica!”

Quando completou 15 anos de idade seu mestre faleceu.

Mestre Paizinho foi uma figura misterioza sobre a qual se criaram diversas histórias, inclusive sobre sua morte. Segundo Artur Emídio, ele morreu de “morte morrida”, atacado por meningite, mas até hoje há quem se refira à sua morte “heróica”. Há quem conte, que nas noites enluaradas de Itabuna e Ilhéus, que ele tentou voar do alto de um coqueiro utilizando folhas de palmeiras como asas, como fez Ícaro na Grécia Antiga. A experiência terminou na sua queda e morte.

Ainda adolescente, Artur Emídio deliciava platéias de circos e parques de diversões de Itabuna com programas de “luta livre”, que se constituíam em demonstrações de habilidade nas artes marciais ainda pouca conhecidas e, principalmente, na arte da Capoeira.

Com 23 anos (1953) sai de Itabuna para São Paulo, a fim de lutar contra Edgar Duro, lutador de Luta Livre. E sagra-se vencedor!

Em 1954 vai ao Rio de Janeiro para lutar contra Hélio Gracie, lutador de Jiu-Jitsu. E o empate é o resultado da luta!

O Mestre Artur Emídio é o precursor da Capoeira do Rio de Janeiro.

Em 1955 se mudou para o Rio de Janeiro com sua família, naquela época segundo Mestre Artur a única capoeira que existia no Rio de Janeiro era do Mestre Sinhozinho, uma capoeira que não existia ritmo, não tinha berimbau, pandeiro, atabaque, somente tinha luta. Mestre Artur Emídio conta: “Na academia de Sinhozinho o que rolava era pancadaria e esse não era meu tipo de ensinar a capoeira”.

Nesta época Sinhozinho e Artur foram convidados para fazer uma apresentação de capoeira no exército, os alunos de Sinhozinho entraram de sunga metendo soco um na cara do outro, um coisa horrivél longe das raízes da capoeira, já os alunos de Artur jogaram capoeira, foi um sucesso.

Nos ringues, enfrentou lutadores de primeira linha, como Rudolf HermanyRobson GracieCarlos Coutinho (da Bahia), Carbono (do Rio) e Edgar Duro (de São Paulo). Enfrentou, com sucesso, alguns alunos do Mestre Bimba que cruzaram seu caminho.

Seu primeiro aluno foi Djalma Bandeira, companheiro de viagens ao exterior, com quem o Mestre se aprimorava na Capoeira. Foi um dos pioneiros na difusão internacional da Capoeira, realizada através de viagens a cerca de 20 países. Exibiu-se, também, para o ex-Presidente Getúlio Vargas, em Salvador: “… quando os berimbaus pararam, o ex-Presidente levantou-se e veio cumprimentar-me: ‘parabéns rapaz. Esse é um esporte verdadeiramente brasileiro! E você sabe praticá-lo!’, foi o que me disse então o ex-Presidente.”

Foi um dos pioneiros na difusão internacional da Capoeira, realizada através de viagens a cerca de 20 países.

Artur Emídio formou muitos alunos entre eles os mestres: Celso (Engenho da Rainha)Mendonça (criador dos cordéis)Paulo Gomes (falecido, fundador da ABRACAP)Vilela.

Uma artrose no joelho esquerdo o impossibilita de continuar jogando e ensinando Capoeira.

Continua, porém, em permanente contato com o Mundo da Capoeira e profere palestras sobre a Capoeira, seus fundamentos e sua História: “Mestre Bimba e Mestre Pastinha já morreram, mas eu não, quando eu puder voltarei a dar aula, tenho muita coisa para ensinar que nunca vi ninguém fazer.”


fonte: http://www.capoeiraroma.it/

Ceará: Capoeira como terapia

Grupo vai às praças e áreas de lazer para ensinar o esporte

Muita gente está superando o cansaço e o estresse fazendo capoeira. Em Fortaleza, um grupo vai às praças e áreas de lazer para ensinar as técnicas. Quem frequenta as aulas, fica surpreso com a experiência.

A nova função da capoeira não conhece idade, classe social ou porte físico. As aulas, comandadas pelo Mestre Rato, são um convite para liberar o estresse.

Em uma turma, por exemplo, o objetivo não é aprender a lutar ou se tornar um profissional de capoeira. O importante é trabalhar a auto-estima e dar um novo ritmo à vida.

Praticantes por terapia

A dona de casa Fátima Carvalho, de 49 anos, conheceu a capoeira no bairro onde mora. Ela fez a primeira aula há 3 anos e nunca mais parou.

Sandra começou com o filho adolescente, que acabou desistindo, mas ela, não. Continua firme e forte há 2 anos.

A médica Virlênia Barros diz que recomenda a atividade para os pacientes, e não é só por causa do esforço físico.

Ao som do berimbau, eles buscam a sensação de liberdade na dança dos escravos.

Serviço: a sede do projeto funciona na avenida Pessoa Anta, 218, ao lado do Dragão do Mar. O contato é com o Mestre Rato no telefone (85) 8866 – 5835. O próximo encontro, aberto ao público, é no domingo (24), às 18h.

 

http://tvverdesmares.com.br/

Teresópolis: Capoeira de graça para crianças carentes na Casa de Cultura

DEZ ANOS FORA DE TERESÓPOLIS rodando a europa para implantar a capoeira do Grupo Senzala. Alemanha, Inglaterra, França… Vários países absorvendo a cultura brasileira. Agora Michel está de volta e retomando a o seu projeto social: ensinar crianças carentes a disciplina e a arte da capoeira. Toda segunda-feira a partir das 9h30, as crianças levam um atestado médico e se inscrevem na secretaria da Casa de Cultura. Vale a pena conhecer este trabalho maravilhoso. Matéria que rodou na Diário TV na segunda e no jornal publicado na terça-feira. Parabéns ao Mestre Michel York pela iniciativa.

 

Mestre Michel York volta para Teresópolis e reinicia seu projeto social, ensinando crianças carentes

Com mais de vinte e cinco anos na arte da capoeira, Mestre Michel York já rodou o mundo com trabalhos em diversos países, principalmente na Inglaterra, Alemanha e França, onde ajudou a divulgar o Brasil e a cidade de Teresópolis, implantando a Capoeira Senzala que hoje é sucesso no mundo inteiro.

Apaixonado pela sua cidade, Michel retornou a Teresópolis e desde julho retomou o seu projeto social de capoeira para crianças carentes “Eu havia começado este projeto na praça há dez anos, mas por falta de apoio, tive que interromper. Mas agora estou de volta aqui na Casa de Cultura”, informa o professor com animação de quem começa um trabalho novo.

E o trabalho é novo mesmo. Novas crianças, novas instalações e novos objetivos. Agora bem mais maduro, apesar de ainda jovem Mestre, Michel York tem muito para ensinar: “Nosso objetivo é fazer parte da educação dessas crianças. Colocar a capoeira, as aulas, como uma fonte de disciplina e integração entre eles. E as crianças têm reagido super bem, animadas mesmo”, afirma um empolgado professor que mostra pulso forte ao ensinar a arte para a criançada.

Esta preocupação com a criança como um todo é bastante forte nesta nova fase do projeto do Mestre Michel, com o acompanhamento nos estudos, até o comportamento em casa “A capoeira é ótima para diminuir a hiperatividade, melhorar o comportamento em casa, além de ajudar no equilíbrio e na coordenação motora, mas é fundamental que a criança tenha uma boa orientação”, conclui Michel com propriedade.

Feliz com as portas abertas da Casa de Cultura de Teresópolis para o seu projeto, Michel York mostrou-se preocupado com a imagem da casa. O Mestre, que rodou a Europa com o Grupo Senzala observa que a Casa de Cultura precisaria de uma reforma: “Em nossos eventos na Casa, trazemos diversos gringos que estão habituados com casas de cultura na Europa. Acho que uma pequena reforma deixaria a Casa muito melhor”, observa Michel.

O professor aproveitou para convidar as crianças interessadas em aprender a arte da capoeira. As aulas são toda segunda feira a partir das 9h30. “A criança traz um atestado médico e se inscreve na secretaria da Casa de Cultura e já entra para participar das atividades. É muita atividade física, é lúdico, tem muita música. É maravilhoso, vale a pena conhecer”, encerra Michel com um sorriso.

 

Fontes: http://odiariodeteresopolis.com.br – http://claudiotatu.blogspot.com

Mestre Guerreiro e a Capoeira em uma vida inteira em “guerra” pela paz

Mestre Guerreiro podia muito bem ilustrar um daqueles quadros de Rugendas, mas há mais de cinco décadas tem a Capoeira como religião, como profissão e como missão de vida.

Ele nasceu Mário Alves dos Santos em 18 de junho de 1950 na sergipana Simão Dias. A infância vivida em Salvador fez conhecer a Capoeira. Foi paixão ao primeiro olhar. Na adolescência por obrigação do pai foi parar na construção civil. Na fuga do cimento, Mário, o “guerreiro” ganhou o mundo.

Passou a viajar por vários estados brasileiros até chegar em Mato Grosso do Sul. Como Mestre Guerreiro, Mário passou a ensinar Capoeira para as crianças e adolescentes. Depois de ficar por dois anos em Ivinhema, Guerreiro aportou em Dourados onde está há quase trinta anos onde fincou raízes.

Reconhecido por sua trabalho social na Associação de Capoeira Bahiana, Mestre Guerreiro já ensinou capoeira para quase dez mil alunos. Atualmente está orientando crianças de projetos sociais no Ubiratan, na Ação Familiar Cristã e também nos municípios de Caracol e Bela Bista. Guerreiro diariamente atende crianças que moram nas regiões mais pobres da cidade onde a violência, os crimes e a falta de esperança imperam.

“A minha guerra é pela paz”, disse o mestre que antes de conhecer a capoeira era um sujeito nervoso, briguento e intolerante. “Hoje ensino para as crianças através da capoeira que existe uma maneira melhor para encarar os problemas, viver com dignidade e de bem com tudo e com todos”, ensina Guerreiro.

Mário sentiu que a capoeira era o caminho que devia seguir. Deixou as brigas de lado, centrou seus pensamentos e colocou sua vida a caminhar por estradas calçadas pela compreensão, pelo amor e pelo respeito mutuo.

“Acredito que Deus é a força maior para quem quer fazer o que é certo”, exorta Guerreiro que passou a ensinar as crianças uma cultura de paz.

Ao chegar em Dourados o “Deus” da Capoeira era o Pedrão. Nao se sabe onde foi parar Pedrão. Mestre Guerreiro comprou várias brigas até que conseguiu fundar a Associação de Capoeira Baiana, uma organização não-governamental que há mais de duas décadas leva a capoeira para as crianças pobres. As ricas também participam.

Guerreiro, um homem de paz. Popular e querido tentou a vida pública. Foi candidato a vereador. Na primeira disputa obteve 480 votos. Na segunda tentativa apenas 379 pessoas queriam que ele fosse para a Câmara Municipal. Guerreiro não é político. Ficou no seu lugar. Com o berimbau nas mãos e com a garganta afiada canta para o jogo da capoeira continuar.
Nicanor Coelho

O reconhecimento: Recebeu o título de Cidadão Douradense, a mais importante honraria dada pelo Poder Legislativo àqueles que mesmo não tendo nascido na terra de Marcelino Pires, deram o sangue por ela. Para o Mestre, o reconhecimento mesmo vem das ruas, dos pais de família, das crianças e de todos aqueles que amam a capoeira e vê beleza nas roupas brancas e nos cordões coloridos e nos pés descalçados dos afrodescendentes e todos os afros possíveis e impossíveis.

A roda está formada. Entre que o Mestre Guerreiro está sorrindo. A vida continua no lamento dos negros que miscigenados estão espalhados por todo o Brasil enquanto a Capoeira continua negra. Tão negra quando a pele de Mestre Guerreiro.

Fonte: http://www.midiamax.com

Cearense viaja para ensinar alemães

 

A capoeira cearense vai à Europa ensinar os alemães todo o gingado, a arte e o ritmo contagiante do brasileiro. O Mestre Dingo, um dos mais renomados do Estado, estará em uma turnê de 30 dias na Alemanha.

“Vamos realizar workshops e fazer apresentações em casa de shows. O alemães estão investindo pesado nesse intercâmbio da Capoeira”, diz Dingo, que viaja hoje, sozinho, para o Velho Continente.

Com 32 anos de experiência, o mestre cearense visitará as cidades de Frankfurt, Munique e Stuttgart. Lá, ele terá o apoio de outros brasileiros, que já transmitem os conhecimentos da capoeira a alguns anos. “Fui convidado pelo Mestre Topeira, um pernambucano que está fazendo sucesso entre os alemães”, revela Dingo, que é formado em Educação Física e também professor.

O sucesso de Dingo com a capoeira contagia uma multidão, que o acompanha todos os domingos na Ponte dos Ingleses, na Praia de Iracema, onde ele, colegas e alunos demonstram um pouco dos seu trabalho. Além disso, ele tem sua academia, na Rua Jovino Guedes, 67, Aldeota, onde ensina dezenas de pessoas. “A capoeira, não tem idade, raça, nem nacionalidade”, diz Dingo.

 

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=592682

Capoeira ajuda libaneses a suportar traumas da guerra

Levada por um mestre americano à Beirute, a capoeira brasileira ajudou libaneses a suportar os horrores da guerra.

O antropólogo americano Arbi Sarkissian, de origem armênia, introduziu a capoeira no Líbano no início de 2006. Durante a guerra entre Israel e o Hizbollah, em 2006, que devastou o sul do país e atingiu Beirute com bombardeios aéreos e navais, muitos alunos fugiram do Líbano ou se refugiaram em regiões mais seguras.

Mas mesmo em meio à guerra, quatro libaneses se reuniam para continuar praticando, e acabaram fundando o "Capoeira Sobreviventes", que conta até com uma comunidade no site de relacionamentos Facebook.

"A gente ficava deprimido com a guerra, com toda aquela destruição e mortes. Naqueles momentos, a capoeira ajudou a gente a manter nossa mente e espírito", disse a profissional em marketing Cynthia Daher, uma das "sobreviventes".

Sucesso

O mestre Sarkissian conta que no início o grupo era pequeno, mas que aos poucos o interesse foi aumentando: "Havia um grupo de amigos libaneses, que chamamos de núcleo. Eles tomaram gosto pela capoeira e começamos a fazer apresentações em casamentos e festas".

Atualmente o grupo conta com 20 alunos, inclusive três americanos. Sarkissian dedica cinco dias da semana para ensinar a luta e dança brasileira para alunos de nível iniciante e intermediário.

Ele aprendeu capoeira no ano 2000 quando conheceu mestres brasileiros em Los Angeles, nos Estados Unidos. Ele conta que desde que começou a se interessar pela capoeira, a paixão pela cultura brasileira principalmente a baiana só aumentou.

"Eu havia feito o curso de Estudos Latino-Americanos na Universidade, estudando espanhol e português. Quando conheci os mestres brasileiros, fui convidado a praticar a capoeira e simplesmente me apaixonei."

Após visitar a Bahia duas vezes em 2005, para se aperfeiçoar no português e na capoeira, Sarkissian decidiu introduzir a arte em um país onde o Brasil é muito apreciado o Líbano.

Relaxamento

Segundo Sarkissian, o relativo sucesso do grupo se deve à visão das pessoas de que a capoeira pode ser uma forma de relaxar, exercitar e, acima de tudo, de se divertir.

Depois da guerra, os alunos retornaram, assim como as aulas de capoeira. "O que me surpreendeu é que ninguém abandonou, todos voltaram e o grupo aumentou", destacou Sarkissian.

De acordo com ele, os libaneses recebem muito bem as apresentações, às vezes feitas em praças e mercados públicos.

Amor pelo Brasil

Outro praticante, o escritor americano Jackson Allers disse que há uma atração natural pela cultura brasileira. "Muitos países têm um amor pelo Brasil, não apenas pelo seu futebol, mas também por sua arte, dança e música", afirmou Allers à BBC.

Sarkissian também ministra oficinas em que os alunos fabricam seus próprios berimbaus e outros instrumentos da capoeira. Além disso, alguns praticantes tentam aprender o português.

"Nós memorizamos as canções usadas na capoeira, mas eu precisava aprender o significado, queria aprender o idioma", disse Daher.

Nas noites de sexta-feira, um pequeno grupo se reúne para aprender português com o professor brasileiro Richard de Araújo, que está no Líbano por meio de um acordo entre os governos libanês e brasileiro para ensinar o idioma em um universidade pública.

"Dou aulas particulares para alguns praticantes de capoeira e outros que querem apenas aprender o idioma", explicou Araújo.

Para Daher, é emocionante começar a entender o significado do que canta nas rodas de capoeira. "Acho o português um idioma muito bonito e poético, estou apaixonada pelo Brasil", salientou.

Fonte: Folha Online

Crônica: A Sabedoria do Povo do Brasil

"A Capoeira é sabedoria do povo do Brasil." É assim que o Mestre Angoleiro (Prof. J. Bamberg), discípulo do Mestre Bimba, conta como ele definia a Capoeira. Hoje em dia, o Mestre também tem se incomodado muito com as "novas tradições" da Capoeira… Uma figura e tanto!!

Há um tempo atrás chegou num evento, foi apresentado e depois desse momento, quando pra começar a roda, abriu tocando seu berimbau viola. Para seu espanto, o responsável pela roda disse: "-Mestre, aqui está o gunga para o senhor!". O Mestre Angoleiro insistiu no seu berimbau viola e aí veio o comentário: "– Aqui no grupo o gunga é que "comanda" a roda, e como o Senhor é o mestre mais antigo, TEM QUE tocar o gunga".  O Mestre gingou um pouco… (sem entrar na roda), não tocou nem um, nem outro, esperou o desenrolar do evento educadamente, não “comandou” nada e… Ao fim do evento agradeceu a todos e foi-se embora.
 

Parece que as pessoas afiadas de pensamento, como o Mestre, atraem esse tipo de situação, e o interessante é a forma como esse pensamento afiado trás sempre uma reflexão importante e óbvia sobre o acontecido.  E mesmo sendo uma reflexão óbvia, a maioria das pessoas não havia percebido o mesmo… No caso do Mestre foi um comentário muito interessante: “-Só na cabeça desses “oligofrênicos” é que uma “coisa” (no caso o berimbau gunga) pode substituir o conhecimento de um Mestre do saber popular!”. Oligofrênico é o “apelido” carinhoso do Mestre para a galera cheia de músculos e vazia de conhecimentos.
 

Essa passagem na vida do Mestre é só mais um entre tantos acontecimentos que mostram como a re-invenção de tradições (para validar as “heranças culturais”) e a repetição desses rituais podem levar a um processo de alienação em que as pessoas, a Educação e o verdadeiro sentido da Capoeira – Sabedoria do povo do Brasil, são colocados em segundo plano. Para essas pessoas, o mais importante é mostrar o quanto se sabe, ou em algumas ocasiões, o quanto o outro não sabe a respeito das “tradições” (re-inventadas) de determinada escola de capoeira… 
 

Assim, tradições e rituais que deveriam servir para manter viva nossa Cultura Popular, nossa sabedoria, acabam por reforçar a prática da Capoeira dentro de um contexto competitivo, exclusivo e opressor. Sempre dando mais valor as supostas diferenças entre as escolas e grupos de Capoeira, do que ao que temos de mais importante e em comum – somos todos seres humanos, todos Capoeiras.
 

Como o Mestre Angoleiro costuma dizer: “– Isso é `Capoeira de Prateleira´, rapaz! A Capoeira não é isso não!”. Ele também conta que esses rituais rígidos, essas regras generalizadas que estão chamando de “tradição” e de “fundamento”, são na verdade re-invenções, são parte de um processo de “re-tradicionalização” da Capoeira. Um movimento criado por algumas pessoas para justificar sua rigidez, seus recalques e tentar herdar um legado cultural construído pelos verdadeiros Mestres do saber popular. Estes últimos sim, eram capazes de ensinar com simplicidade, compromisso e devoção. Eles, com certeza, tinham seus rituais e seus métodos, cada um a seu modo e sempre com o compromisso de passar adiante sua sabedoria – a Capoeira, para seus semelhantes.
 

O finado Mestre “Iziquiel” levava a roda cantando suas chulas e tocando seu pandeiro, hoje em dia, Mestre João Pequeno leva sua roda tendo como instrumento só uma baqueta na mão, o Mestre João Grande usa uniforme branco na sua academia e não mais o preto e amarelo do Ipiranga do Mestre Pastinha. Todos eles são Grandes Mestres respeitadíssimos que formaram suas tradições e rituais durante anos de compromisso ensinando sua sabedoria aos seus iguais. O conhecimento, a dedicação, os rituais e tradições que eles têm são instrumentos de libertação que vem de sua ancestralidade cultural.
 

Tenho certeza que essas pessoas maravilhosas que fizeram da Capoeira um ofício (não uma profissão!), jamais colocariam seus rituais, suas tradições acima da Educação e dos bons modos para com o próximo. Mesmo o berimbau sendo um instrumento sagrado, concordando com o Mestre Angoleiro, penso que não podemos substituir a figura do verdadeiro Mestre, a Educação e o bom senso por um conjunto de “tradições re-inventadas”! A educação deve estar em primeiro plano. Antes de qualquer ritual, tradição ou fundamento, deve vir o respeito ao próximo e os bons valores. O conhecimento na Capoeira deve servir a todos, deve libertar os oprimidos, incluir os excluídos, deve estar à cima de tudo a serviço da solidariedade!
 

Entretanto, existe mais um motivo que sustenta esse radicalismo, esse “engessamento”, essa re-tradicionalização da Capoeira por alguns seguidores desse comportamento: A adequação ao mercado! O “conhecimento” fica na mão de poucos e com isso o poder e o dinheiro em um circuito fechado. Fora desse circuito, existe uma quantidade imensa de jovens professores esperando por um reconhecimento, uma aceitação, que nunca virá! Por um simples motivo, esses milhares de jovens professores são o maior mercado desses poucos radicais, que por interesses financeiros, fecham as passagens que um dia eles próprios usaram. “-Lástima! Assim eles estão queimando seus próprios rastros…”, como diz o Mestre Angoleiro.
 

Precisamos nos cuidar! Hoje, grande parte do mundo da Capoeira está sofrendo mudanças para se adequar a um mercado que só visa o capital. Não podemos esquecer de nos perguntar: – Que Mercado é esse que estamos nos adaptando?! E, quais são nossos objetivos, verdadeiros, ao ensinar/praticar a Capoeira?
 

Pois bem, para conseguir mudar alguma coisa, não podemos mais aceitar as “verdades” que nos “ensinam”, ou melhor, que nos vendem como Capoeira! Precisamos ouvir, estudar e praticar verdades muito mais coerentes! Como diz o Mestre Cláudio Danadinho (Professor Arq. Cláudio Queiroz, um dos fundadores do Grupo Senzala): “-A Capoeira é um método de preparo para a vida, um caminho para felicidade universal.” Para o Dr. Ângelo Decânio (um dos discípulos mais antigo do Mestre Bimba), a Capoeira é um instrumento de cidadania cristã!
 

A Capoeira é nossa ferramenta para melhorar o mundo a nossa volta! Mas para isso precisamos conhecer bem nosso instrumento, tirar dele todas as possibilidades de ensino-aprendizagem. E, nesse sentido, vale à pena conhecer a fundo, saber praticar e ensinar a capoeira de Mestre Bimba, de Mestre Pastinha, dos Mestres Valdemar, Traíra, Paulo dos Anjos e tantos outros. Ao dizer do Mestre Suassuna: “-Precisamos praticar uma Capoeira sem rótulos!”.
 

É preciso construir um futuro tendo em mente a vida que levamos em nossa sociedade. Precisamos ensinar/praticar uma Capoeira que possa, ao mesmo tempo, criticar e avaliar nossos enganos e trazer valores mais humanos. Ensinar/praticar uma Capoeira que traga valores mais dignos, que eduque, inclua e liberte, de verdade. Precisamos pesquisar o passado, fundamentos e tradições não para nos aprisionar, mas como forma de nos preparar melhor como Mestres do Saber Popular na Capoeira, construindo assim uma sociedade melhor.
 

Eurico Neto / Contra-Mestre da Associação Cordão de Ouro Brasília
Academia Cordão de Ouro – Instituto Volta por Cima
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