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Centro de Capoeira São Salomão & Projeto Caxinguelês

Mais uma bela história de Capoeira…

Ontem dia 12 de dezembro de 2013, por volta das 21:00h, eu, Mestre Mago, minha companheira, Contramestra Bel e nossas filhas, Gabi e Belinha testemunhamos um dos momentos mais importantes dos quase dezessete anos do Centro de Capoeira São Salomão e do Projeto Caxinguelês.
Esse momento se refere ao coroamento de Othon que ingressou no Projeto Caxinguelês aos oito anos e hoje aos 17 anos fecha o ciclo da sua educação escolar e da participação no Caxinguelês com chave de ouro.

São muitos os elementos que precisam se harmonizar para que o desafio da educação/formação de uma criança dê certo. Mas com certeza dois, são pilares fundamentais: a família e a escola. No entanto, para crianças e jovens que vivem em situação de risco social e pessoal provocado pela pobreza e seus efeitos danosos é necessário mais um elemento para formar um tripé e melhorar a base de sustentação dessas crianças e jovens. É aí que entra a Capoeira e o Projeto Caxinguelês.

O Projeto Caxinguelês há quase dezessete anos atende crianças/jovens, dos 6 aos 18 anos de idade, com necessidades diversas de aprendizagem e comportamentais, num sistema de jornada escolar ampliada, em uma parceria com as escolas públicas do bairro. Até novembro deste ano atendíamos a comunidade do Pina, através de suas escolas Novo Pina, Osvaldo Lima Filho e João Cabral.

Othon chegou pra gente, pela sua extrema timidez ou quase prisão interior. Uma criança que desde cedo apresentou grande potencial na escola, com uma família atuante, mas rodeado por uma comunidade violenta, cheia de perigos e armadilhas e que não oferece condições para que as crianças cresçam em segurança. Então foi na Capoeira, no Projeto Caxinguelês, que ele encontrou essa segurança, esse espaço de expressão e crescimento. 
Othon passou por uma transformação radical de sua personalidade dentro do Projeto Caxinguelês, quebrando as grades de sua timidez que o impedia até de reagir fisicamente em momentos que eram necessários para manutenção do seu espaço. Teve uma fase, inclusive, que ele se tornou agressivo, causando assim, preocupação da escola e dos familiares, que nos procuraram achando que a Capoeira e o Projeto poderiam está prejudicando já que ele era tão comportado e agora estava rebelde e agressivo. Então eu disse, calma, isso vai passar, ele está apenas envergando a vara para o outro lado. Isso é necessário para que ela volte ao meio e encontre o ponto de equilíbrio. Ficará tudo bem! Essa agressividade que parece ser ruim nesse caso é positiva, ele precisa desenvolvê-la, confiem; e eles confiaram… E lá se foi Othon crescendo, desenvolvendo-se e como eu previ, equilibrando-se, sem perder o seu talento para a escola. Quando chegou ao Ensino Médio resolvemos estabelecer uma parceria com o Colégio Ideia, que é uma das melhores escolas de Ensino Médio de Recife, que topou a proposta na hora doando uma bolsa de estudos para Othon.
Othon tinha a difícil missão de ter sucesso nessa etapa da sua escolaridade no Colégio Ideia. Ele era o primeiro aluno que indicávamos para sair da escola pública, que apesar de todo esforço dos seus profissionais, é muito deficitária, por problemas estruturais no sistema público de ensino, para uma escola particular de alto nível. No entanto, os desafios dessa mudança não eram apenas intelectuais eram de toda ordem, mas acreditávamos na sua capacidade e sabíamos que ele ia ter êxito nessa missão.

Othon já estava nessa época, com seis anos de Projeto Caxinguelês e se apresentava como um jovem equilibrado e com condições psicológicas para enfrentar tal desafio. Não deu outra, ele chegou lá e logo venceu as primeiras dificuldades, que talvez tenham sido as maiores, pois foi essa transição do mundo da escola pública e da comunidade que a rodeia para o mundo da escola particular de classe média alta. Já adaptado a esse novo universo foi cada vez mais se desenvolvendo e focando nos estudos. Melhorou seu desempenho em todas as áreas e no final dessa jornada de três anos nos brinda com uma tremenda vitória!!!

Othon Vinícios, para nós da Capoeira, Enferrujado, formou-se no ensino médio sendo o homenageado da turma como aluno Laureado, ou seja, alcançou a melhor média geral: 9,1 de toda turma nos três anos de ensino médio. Além disso se apresenta como um jovem bonito, equilibrado, seguro, tranquilo, saudável, muito bem educado e formado, pronto para ingressar no mundo dos adultos e fazer a diferença na sua família e comunidade e porque não dizer no mundo. Quebra-se aqui, mais uma vez, através da Capoeira e do Projeto Caxinguelês o ciclo da pobreza e suas mazelas, que esmaga a maioria do nosso povo, missão cumprida!!!

Não temos como expressar tal alegria… Somente podemos compartilhá-la com quem sempre colaborou e torceu pelo nosso trabalho. Apresentamos por isso, mais uma prova material do que a Capoeira e o Projeto Caxinguelês fizeram, fazem e sempre tentará fazer, a diferença na vida das crianças e jovens que ingressam nessa aventura de se formar como cidadãos plenos, enfrentando as dificuldades e se tornando fortes para construir um mundo melhor de se viver. Parabéns Othon! Parabéns família de Othon! Parabéns aos professores e professoras das escolas que ele passou! Parabéns a nossa equipe do Projeto Caxinguelês! 
Hoje afirmamos em nós que vale a pena lutar pela educação através da nossa arte de fazer gente: a Capoeira!

Dedicamos esse momento e esse texto a Dona Elly, nossa fada Madrinha, que de lá do outro lado do oceano, na Holanda, tem se esforçado sobre humanamente para levantar recursos e financiar nosso Projeto aqui no Brasil. Obrigado!!!! Valeu à pena tudo!!!! 

Mago 
13/12/2013 – 00:30

Projeto leva aulas de capoeira a alunos das escolas municipais

A atividade desta semana foi um piloto, que contou com a ajuda de toda a equipe do Centro da Juventude

Cerca de 90 alunos de escolas municipais de Apucarana receberam nesta semana noções de capoeira, em atividade realizada nas dependências do Centro da Juventude. O “aulão de capoeira”, como está sendo denominado, é um projeto-piloto que envolveu alunos de 4ª e 5ª séries da rede municipal de ensino. A intenção é ampliar gradativamente a participação das escolas, atingindo até o segundo semestre deste ano cerca de 600 estudantes.

De acordo com Cristiano Skada, professor de capoeira que ministrou a aula, neste primeiro momento participaram alunos das escolas municipais Albino Biacchi, Marcos Freire, Dr. Joaquim Vicente de Castro, Karel Kober e José de Alencar. “A atividade teve uma palestra sobre os fundamentos históricos da capoeira, além de apresentações, sorteio de brindes, premiação para alunos destaque e claro muito jogo de capoeira”, relata.

O professor afirma ainda que os alunos puderam interagir com colegas das outras escolas através de 3 rodas simultâneas. “A capoeira está sendo implantada em 5 escolas dentro do programa de ensino em tempo integral. A atividade desta semana foi um piloto, que contou com a ajuda de toda a equipe do Centro da Juventude. Agora a intenção é ampliar o projeto, atingindo mais alunos”, projeta.

 

Fontye: Portal da Prefeitura Municipal de Apucarana

RJ: Capoeira volta ao Valongo

Após mais de um século enterrado, cais onde escravos aportavam no Rio de Janeiro vira ponto de encontro de roda de capoeira com projeto de difusão cultural e ensino de História

Cultura africana, memória dos escravos, arqueologia e ensino de história. Tudo isso reunido em uma roda de capoeira em uma das áreas mais representativas para os negros da região Sudeste, o Cais do Valongo. Essa é a proposta do Grupo Kabula, que realiza neste sábado (17), às 10h30, sua quinta roda na zona portuária do Rio de Janeiro.

Partidários do estilo de capoeira Angola, os participantes promovem o trabalho desde junho, em parceria com outras rodas que já aconteciam no Centro da cidade. Carlo Alexandre Teixeira da Silva, mestre de capoeira e organizador do evento, explica o cunho educativo e cultural das rodas, que acontecem mensalmente: “A gente decidiu pensar a ocupação do espaço público, pensar o Rio e este momento desenvolvimentista que estamos vivendo”.

“A roda é importante para falar sobre a história da cidade, especialmente as descobertas arqueológicas”, diz, referindo-se aos diversos artefatos e sítios que vêm sendo encontrados na zona portuária por causa das obras para a Olimpíada de 2016. Um desses locais desenterrados é o próprio Cais do Valongo, onde aportavam os escravos que chegavam ao Brasil até o século XIX.

Outras rodas tradicionais do Centro do Rio que se uniram à do cais foram a da Cinelândia e a da feira do Lavradio. “Queremos transformá-la em um pontão cultural, que integre vários grupos de capoeira. Um pontão onde possamos continuar esse movimento, oferecer oficinas paralelas e trazer a consciência crítica sobre o que está acontecendo na cidade”, comenta o mestre. O grupo Kabula tem uma ONG sediada em Londres, onde promove o intercâmbio cultural, levando as nossas raízes africanas para a terra da rainha: durante o verão, algumas rodas movimentam a capital inglesa.

 

Roda que vem de longe

A capoeira Angola, jogada nas rodas do Valongo, guarda fortes conexões com as raízes africanas: tem foco maior na dança e na ludicidade em detrimento à luta. É possível notar que o movimento é peculiar, diferente do estilo mais popular, conhecido como ‘Regional’. “Mal comparando [os dois estilos], é como se fosse o samba do morro e o pagode. O do morro é mais tradicional, usa elementos mais próximos às raízes africanas, assim como a capoeira Angola. Ela tenta não utilizar recursos de outras tradições, não usa lutas marciais orientais”, explica Mestre Carlo Alexandre. Segundo ele, isso a torna mais próxima da prática dos escravos na época do surgimento da dança. “Muda a forma de cantar, de jogar. Todo o ritual é mais complexo. Há um equilíbrio da parte dançante, teatral, marcial, cultural. Ela não é só luta”, conclui.

Mas a capoeira Angola não recebe este nome por ser originária do país africano. Mestre em História Social pela USP e integrante do Grupo Capoeira Santista, Pedro Figueiredo da Cunha lembra que o estilo só ganhou este nome em meados do século XX. E no Brasil mesmo.

Em 1928, Manoel dos Reis Machado, o Mestre Bimba, decidiu adaptar a capoeira e focar mais na vertente marcial, anunciando a criação da Luta Regional Baiana. Assim surgiu o estilo. “Ele queria mostrar a eficiência da capoeira em relação a outras artes marciais que estavam ganhando fama no Brasil, como o jiu-jitsu”, lembra o pesquisador. Antes disso, segundo ele, não havia um ensino metódico. As lições passavam de mestre para discípulo e podiam variar. “Ele enxergou uma necessidade de melhorar a metodologia de ensino para valorizar a capoeira como luta”, afirma. Em resposta ao movimento de Mestre Bimba, Mestre Pastinha – Vicente Joaquim Ferreira Pastinha – institucionalizou a capoeira tradicional com o nome de ‘Angola’, em 1941. Ele também criou Centro Esportivo de Capoeira Angola, que hoje é uma referência para os seguidores do estilo.

Mas não é preciso se prender a um estilo para praticar a dança ou luta. “Assim como em cada região tem um sotaque diferente, a gente também percebe isso no corpo. Muitas pessoas, para tentar se encaixar em um estilo, acabam ignorando o seu ‘sotaque corporal’. O principal seria cada grupo valorizar as suas raízes e procurar desenvolver um trabalho bem fundamentado para não virar nem uma cópia malfeita de outro estilo nem uma deturpação do que é a capoeira”, aponta Figueiredo.

Se no passado o Cais do Valongo foi considerado um lugar de sofrimento para os negros que chegavam acorrentados para uma vida de penúria no Brasil, agora se torna um ambiente de confraternização e celebração da cultura africana.

O cais fica na Avenida Barão de Tefé, Centro. Se chover, o evento acontecerá sob o elevado da Perimetral, na esquina da avenida. O tema da roda que acontece neste sábado será “O batismo de africanos adultos no recôncavo do Rio de Janeiro”, com apresentação pela professora Denise Vieira Demétrio, pesquisadora do assunto e doutoranda em História pela UFF.

 

Serviço:
Onde: Cais do Valongo, Avenida Barão de Tefé, Centro. Rio de Janeiro
Horário: 10h30

 

Fonte: http://www.revistadehistoria.com.br

Faculdade Zumbi dos Palmares: primeira Faculdade de inclusão do negro da América Latina

A Faculdade Zumbi dos Palmares é mantida pelo Instituto Afro-brasileiro de Ensino Superior com sede à Av. Santos Dumont, 843, Ponte Pequena, na cidade de São Paulo, no Estado de São Paulo.

Zumbi dos Palmares: primeira Faculdade de inclusão do negro da América Latina – Criada pela Organização Não-Governamental AFROBRAS – Sociedade Afrobrasileira de Desenvolvimento Sócio Cultural. O mantenedor, o Instituto Afrobrasileiro de Ensino Superior, inaugurou em 2003, na cidade de São Paulo, as atividades da Faculdade Zumbi dos Palmares, oferecendo o Curso Superior de Administração.

Esta foi a primeira fase do Projeto Global que tem como fundamentos a inclusão do negro no ensino superior do país, a produção e a difusão dos valores da cidadania e, em especial, do respeito à diversidade e da equalização de oportunidades sociais. É uma proposta nova de inclusão das classes menos favorecidas no ensino superior e, neste perfil, é a primeira da história do Brasil e da América Latina.

Como nasceu – Desenvolvida ao longo de quatro anos, em parceria com o Núcleo de Políticas e Estratégias da Universidade de São Paulo e Universidade Metodista de Piracicaba, a Faculdade Zumbi dos Palmares nasceu como um dos vários projetos da AFROBRAS com a finalidade de valorizar, qualificar, capacitar, formar, informar e dar visibilidade ao negro paulista e brasileiro.

Vanguardismo – A Faculdade Zumbi dos Palmares é a primeira faculdade do Brasil e da América Latina que visa à inclusão e manutenção do negro no ensino superior do País, e, com este perfil, uma das poucas no mundo. Conta atualmente com cerca de 1.800 jovens cursando o ensino superior de Administração, Direito, Pedagogia, Publicidade e Propaganda e Tecnólogo em Transportes Terrestre. Embora 50% de suas vagas sejam reservadas para negros, estes preenchem 87,3% das mesmas.

Inovação – A Faculdade Zumbi dos Palmares é uma instituição de excelência, preocupada com a formação humanística e técnica do seu corpo discente e oferece apoio ao estudante em diversas áreas de nivelamento, como Laboratório de Reforço Extracurricular nas matérias: português, matemática, inglês e informática; Núcleo de Apoio e Assistência Social e Psicológica; Orientação Vocacional e Profissional, além da oportunidade de aprender música, dança e arte afro-brasileiras.

Transversalidade – Em seu currículo, a Faculdade Zumbi dos Palmares apresenta o seu grande diferencial – a transversalidade focada na história, cultura e economia do negro no Brasil, considerando suas raízes africanas nas disciplinas do núcleo básico, como nas Oficinas de Comunicação e Expressão, onde se estudam textos de autores e temática negra; em Economia, com as disciplinas História Econômica do Negro no Brasil e Cenários Econômicos Contemporâneos do Mercado Afro-Étnico no Brasil; em Sociologia, com discussão das relações inter-raciais e de classe; no Direito, a Justiça e a Igualdade; e na Filosofia, a Ética, a Isonomia e a Equidade.

Qualificação para o mercado – O aluno da Faculdade Zumbi dos Palmares tem a oportunidade de imersão em um treinamento prático através dos intercâmbios firmados entre a instituição e várias empresas; cursos de Capacitação e Qualificação pessoal e profissional, além do acesso a estágios remunerados em programas de convênios com instituições privadas.

Qualificação em Língua Inglesa – A Faculdade Zumbi dos Palmares oferece o acesso e capacitação na língua inglesa. Os alunos contam com aula do idioma desde o primeiro ano, na própria faculdade, adequada ao projeto pedagógico, além de curso extra curriculares dados por professores super capacitados e experientes na língua inglesa.

Estágios e os Parceiros – Paralelamente à formação acadêmica, os alunos da Faculdade Zumbi dos Palmares estão sendo preparados para o mercado de trabalho, através de treinamento realizado em parcerias com empresas e instituições financeiras. Atualmente, 85% dos alunos da faculdade estão no mercado de trabalho. Entre os principais parceiros figuram: Bradesco, Itaú-Unibanco, HSBC, Nestlé, Citibank, Santander, Mercedes Benz, Ford, entre outros. Atualmente 30% dos alunos da Faculdade Zumbi dos Palmares estão contratados como Executivos Juniores nos Bancos Bradesco, Itaú, Santander e Citibank.

Ação Institucional – O eixo da ação Institucional da Faculdade é despertar nos alunos a consciência do direito à vida em sua plenitude. Para tal, não importa a cor ou a raça, vale o ser humano. Nesta direção, a Faculdade Zumbi dos Palmares trata abertamente, através de projetos e do elenco das disciplinas da grade curricular, a cidadania, a ética, os direitos e deveres do homem brasileiro.

“Abordamos não somente a história social do brasileiro, mas também os reflexos da pobreza e de suas causas que incidem sobre toda a população; privilegiamos sim, o homem negro enquanto marcado historicamente por este percurso sustentado por um modelo de exclusão político-social”, afirma o Presidente do Instituto Afrobrasileiro de Ensino Superior, José Vicente.

A Faculdade Zumbi dos Palmares é um divisor de águas na luta pela inclusão social dos negros brasileiros, oferecendo uma oportunidade rara de acesso à educação superior para as classes econômicas menos privilegiadas, e, acima de tudo, a liberdade de escolher uma vida melhor através da luz do conhecimento. Sua missão é garantir acesso à educação superior para um número crescente de negros, 50% dos brasileiros ou 90 milhões de cidadãos que representam apenas entre 11 a 13% da população universitária do País. Quarenta por cento dos Professores, Mestres e Doutores são negros autodeclarados.

Responsabilidade social – A Faculdade Zumbi dos Palmares desenvolve forte trabalho de responsabilidade social, procurando incluir o afro-brasileiro na sociedade através da educação. Os principais projetos desta área são:

A. Centro de Inclusão Digital – Atende o aluno da Faculdade no período noturno e a comunidade da região nos períodos da manhã e tarde. Em parceria com a Fundação Bradesco.

B. Alfabetização de Jovens e Adultos – Desde 2005, em parceria com o Ministério da Educação (MEC), já alfabetizou mais de 6.000 paulistanos moradores de bairros periféricos, das quatro regiões da cidade.

C. CEDOC – Centro de Documentação da Cultura Afro-Brasileira que tem como objetivo pesquisar, registrar, catalogar e armazenar a história do negro no Brasil e no mundo. Para divulgar este acervo, a Faculdade Zumbi dos Palmares utiliza-se dos seguintes meios:

a. Rádio Zumba, passando por período de re-organização;

b. Revista Afirmativa Plural, de periodicidade bi-mensal, publicada desde 2004;

c. Os sites: www.afrobras.org.brwww.zumbidospalmares.edu.br

d. Programas de TV: Negros em Foco (em três versões – feminina, masculina e jovem) na TV RBI -Rede Brasileira de Integração/Rede Mundial de Televisão. TV Apoio (Brasília) e TV Aberta (NET), além de ser exibido em vários canais espalhados pelo Brasil, como em Santa Catarina, Rezende (RJ), entre outros.

D. Cultura – Para introduzir a inserção de seu público-alvo em ambiente de valorização comunitária, a Faculdade Zumbi dos Palmares manteve:

a. Radio Zumba (2005/2006);

b. Centro de Artes;

c. Núcleo de Capoeira;

d. Núcleo de Danças Samba-Rock;

e. Coral Zumbi dos Palmares;

f. Curso de Alfabetização de Adultos (2004/2006);

g. Pólo Zumbi dos Palmares do Projeto Guri (2005/2008), em parceria com a Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, atendendo cerca de 200 jovens, de 8 a 16 anos, nas qualificações: música, orquestra e coral.

Esportes – Projeto de Inclusão e qualificação esportiva nas modalidades de vôlei, basquete, handebol, judô e capoeira.

Novo Campus: a Consolidação do Projeto – Hoje a Faculdade ocupa uma área total de 15 mil m2, propiciando espaço para salas de aula dirigidas ao empreendedorismo, quadras de esportes, Biblioteca, Centro de Inclusão Digital em parceria com a Fundação Bradesco, amplas áreas de convivência. Este espaço só foi possível graças ao esforço dos parceiros, instituições e mantenedores, que acreditam no projeto.

Primeiro Curso: Administração de Empresas – Em fevereiro de 2004, a Faculdade iniciou o curso de Administração, cuja primeira turma formou-se em 2007. A cerimônia de Colação de Grau aconteceu dia 13 de Março de 2008, com a presença do Presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva como Patrono.

Curso de Direito e Tecnólogo em Transportes Terrestre: Em agosto 2007 teve inicio a primeira turma do Curso de Direito, autorizado pelo INEP/MEC e recomendado pela Ordem dos Advogados do Brasil sendo, neste período, o único na cidade de São Paulo a receber esta recomendação. Atualmente o curso já é Reconhecido pelo MEC.

No segundo semestre de 2008, teve inicio a primeira turma do curso Superior Tecnólogo em Transportes Terrestre, autorizado pelo INEP/MEC em 2007.

Hoje conta também com os cursos de Pedagogia e Publicidade e Propaganda, com um viés para o negro e a história da África.

Missão, Objetivos e Metas da Instituição em sua Área de Atuação

A Faculdade Zumbi dos Palmares, com limite territorial circunscrito ao município de São Paulo, no Estado de São Paulo, é um estabelecimento isolado de ensino superior mantido pelo Instituto Afrobrasileiro de Ensino Superior, pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos, com sede e foro em São Paulo, Estado de São Paulo.

A Faculdade Zumbi dos Palmares tem como missão atuar no ensino superior de São Paulo desenvolvendo os aspectos culturais, sociais, econômicos e políticos da sociedade afro-descendente local, regional e nacional, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida. A Instituição nasce com a missão de tornar concretas as ações afirmativas propostas pela Presidência da República e que vêm por fim as desigualdades raciais ainda presentes na sociedade e desta forma possibilitar a maior inserção e interação da população afrodescendente com o meio em que vive.

A Faculdade Zumbi dos Palmares, como instituição educacional, destina-se a promover a educação sob múltiplas formas e graus, a ciência e a cultura geral, e tem por finalidade:

I. Estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo;

II. Formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua;

III. Incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica, visando ao desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da cultura, e, desse modo, desenvolver o entendimento do homem e do meio em que vive;

IV. Promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, da publicação ou de outras formas de comunicação;

V. Suscitar o desejo permanente de aperfeiçoamento cultural e profissional e possibilitar a correspondente concretização, integrando os conhecimentos que vão sendo adquiridos numa estrutura intelectual sistematizadora do conhecimento de cada geração;

VI. Estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente, em particular os do Brasil e da África, concentrando seu eixo nas questões da afrobrasilidade, além de nas especificidades do momento histórico em que vivemos, nos desafios humanos, econômicos e tecnológicos internacionais, nacionais e regionais;

VII. Prestar serviços especializados à comunidade local e regional, especialmente aos afro-brasileiros, estabelecendo com estes uma relação de reciprocidade; e

VIII. Promover a extensão, aberta à participação da população, visando a difusão das conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e da pesquisa científica e tecnológica geradas na Instituição.

A Faculdade Zumbi dos Palmares é a primeira Instituição de Ensino Superior do Brasil que visa à inclusão do negro no ensino superior do país. É uma proposta inédita e consistente para minimizar a questão da dificuldade de inclusão étnico-racial e das classes menos favorecidas no ensino superior.

A Instituição pretende consolidar o acesso e a permanência da população negra no ensino superior, assim como, viabilizar a integração de negros e não-negros em ambiente favorável à discussão da diversidade racial, no contexto da realidade nacional e internacional.

PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL
A Faculdade Zumbi dos Palmares tem como missão, através de seu projeto pedagógico institucional, atuar no ensino superior de São Paulo desenvolvendo os aspectos culturais, sociais, econômicos e políticos da sociedade afrodescendente local, regional e nacional, assim contribuindo para a melhoria da qualidade de vida desta população.

A Faculdade fundamenta-se na constatação de que a educação é a única alavanca para o desenvolvimento nacional, para a inclusão de grupos excluídos e para a realização pessoal. Seu lema é “Sem educação não há liberdade”, ao qual os construtores deste projeto – corpo diretivo, técnico-administrativo, professores e alunos- acrescenta: a educação liberta e a liberdade educa.

O público alvo da Faculdade é o jovem de baixa renda e de exíguo usufruto dos benefícios sociais, com enfoque preferencial no segmento dos afrodescendentes, sem apoiar uma nova forma de intolerância às diferenças. O projeto pedagógico constitui-se em sólida contribuição à formação dos jovens brasileiros, tornando-os capazes de ocupar postos de carreira em corporações nacionais e, dependendo de suas vocações, tornarem-se empresários bem sucedidos.

O projeto pedagógico, não considera apenas a capacitação teórico-científica e técnica oferecida aos alunos, mas também a formação humanística, ética e cidadã. A formação de profissionais capacitados ao exercício das demandas do mercado de trabalho é garantida por corpo docente qualificado, programas formativos adequados, aprendizagem teórica e prática concomitante de forma a habilitar os egressos como agentes multiplicadores dos ideais de equidade entre os homens.

Para cumprir sua missão institucional a Faculdade Zumbi dos Palmares, apóia-se em suas atividades complementares e nos projetos sociais: NÚCLEO DE APOIO PSICOLÓGICO – NAP é encarregado de estudos, pesquisas e difusão do conhecimento na área de Psicologia. Atende cerca de 100 educandos que recebem assistência terapêutica, participam de grupos de estudos e pesquisas, promovem seminários e encontros, com o objetivo de oferecer à comunidade da Zumbi suporte psicopedagógico e social. S

SITEMA DE ACOMPANHAMENTO PARALELO – Programa de recuperação simultâneo ao semestre cursado, destinado aos alunos que apresentam dificuldades de aprendizado ou defasagem de apropriação de conteúdos. Esses alunos devem ser indicados pelos professores para um ou mais módulos nas disciplinas em que já demonstram dificuldade para atingir a média mínima exigida para a aprovação. São oferecidas oficinas de Português, Matemática e Informática.

NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS SOBRE EQÜIDADE RACIAL – NEPER. Objetiva ampliar e aprofundar os estudos e pesquisas que investigam a situação socioeconômica, cultural e de saúde da população negra e assim contribuir para a implementação de projetos que permitam modificar o quadro de discriminação. É responsável pela iniciação científica de alunos e professores.

Também a EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA da Zumbi merece destaque. O programa De volta ao Quilombo pretende estabelecer um elo entre a Faculdade Zumbi dos Palmares e as comunidades remanescentes quilombolas no Estado de São Paulo. Para isto desenvolve ações de âmbito acadêmico, cultural e artístico, proporcionando um elo entre o conhecimento formal e a tradição e herança material e imaterial dos afro-descendentes das comunidades quilombolas. Atividades já realizadas: Visitas técnicas e inventário cultural das comunidades de Ivaporunduva, São Pedro (Iporanga), Camburi, Caçandoca (São Sebastião); Produção de documentação das visitas aos quilombos visitados (projeto em construção); artigos e entrevistas na mídia sobre o projeto. Atividades futuras: formar grupos de trabalhos multidisciplinares envolvendo profissionais e alunos da instituição; efetivar convênios e parcerias com as comunidades quilombolas, agencias financiadoras e instituições públicas e privadas.

PROJETO RONDON – A Faculdade Zumbi dos Palmares tem como proposta um trabalho multidisciplinar com professores e alunos para alcançar uma maior abrangência do trabalho de campo a ser realizado. Desde 2007 alunos e professores da Zumbi participam ininterruptamente do Projeto Rondon visando a capacitação de servidores em gestão pública; gestão de projetos; gestão do Plano Diretor, elaboração de propostas de infra estrutura, Oficinas de Reciclagem, Meio Ambiente e Sustentabilidade, entre outros temas.

O Projeto Pedagógico da Faculdade Zumbi dos Palmares tem os seguintes princípios norteadores:

– Elaborar e executar projetos de ação social e cultural em nível local e regional, incentivando a participação dos professores, alunos e administrativos;

– Empenhar-se em ações visando aumentar o número de convênios, intercâmbios e parcerias técnico-científicas e culturais objetivando manter a instituição em consonância com os variados cenários sociais, econômicos e culturais nacionais e internacionais;

– Estimular, através de todos os meios possíveis, a formação continuada, nos níveis de pós-graduação, especialização e/ou atualização dos docentes de seus quadros;

– Elaborar programas de atualização profissional para todo o pessoal da IES em suas -respectivas áreas de atuação;

– Incentivar os professores e alunos para que se dediquem a pesquisas, definindo em conjunto com a comunidade acadêmica as linhas preferenciais de investigação da Faculdade;

– Elaborar projetos de cursos de pós-graduação e extensão compatíveis com os cursos oferecidos e com as linhas de pesquisa definidas;

– Compatibilizar o programa de iniciação científica às linhas de pesquisa já definida.

Educadores devem defender projeto de sociedade nas escolas

O respeito à diversidade e a inclusão social do negro são temas que precisam fazer parte do currículo do educador segundo Petronilha Beatriz Gonçalves Silva, do Departamento de Teorias e Práticas Pedagógicas da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). De acordo com a especialista em Ensino Aprendizagem – Relações Étnico-Raciais, os gestores de ensino são defensores de um projeto de sociedade, porém devem ter como meta em seu trabalho a equidade racial.

A afirmação foi feita durante o VII Encontro de Educação Étnico-Racial realizado nesta quarta-feira (9), na sede da Fundação Cultural Palmares (FCP), em Brasília. Organizado pela Coordenação Regional de Ensino do Plano Piloto e Cruzeiro, com o apoio da FCP, o encontro tem como objetivo contribuir para a implementação da Lei 10.639/03, que estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira na rede nacional de ensino.

Compromisso – “O projeto de sociedade defendido por nós professores funciona de acordo com a relação que temos com os alunos, com o conteúdo que transmitimos e com o foco que damos a esses conteúdos”, explica a especialista chamando a atenção ao tamanho da responsabilidade dos gestores. Compromisso que segundo Eloi Ferreira de Araujo, presidente da Fundação Cultural Palmares, tornou-se imensurável com a última conquista da população negra: a aprovação da constitucionalidade das cotas raciais pelo Supremo Tribunal Federal, no último dia 26.

Para o presidente, o país vive um momento que favorece o ambiente da educação. “Uma situação que impulsiona as temáticas da população negra em seus desdobramentos no atendimento a 95 milhões de negros”, afirmou. “Já tivemos a liberdade por meio da abolição e o direito ao ensino a partir da aprovação das cotas. Falta-nos a terra para a qualidade de vida e isso conquistaremos com a educação”, completou.

Propagação – O coordenador Regional de Ensino do Plano Piloto e Cruzeiro, Jeferson Paz, disse que a parceria entre a Regional e a FCP é uma grande oportunidade de proporcionar aos gestores um debate qualificado sobre o ensino da história afro-brasileira. “São pessoas com amplas experiências pessoais e profissionais que podem tornar mais fácil o caminho dessas temáticas das decisões às escolas”, pontuou.

De acordo com Paz, o número de professores dos ensinos médio e fundamental no Plano Piloto é de 4.000. Eles atendem a 47.000 estudantes, 7,83% dos 600.000 que fazem parte da Rede de Ensino do Distrito Federal. “É preciso alertar para o papel cidadão dos professores e estudantes”, ressaltou. “Com apenas um debate como este é possível chegar a pelo menos 30.000 famílias, orientando-as para o combate ao racismo”, concluiu

Presente ao encontro, a deputada federal Érika Kokay, se comprometeu a encaminhar a temática da implementação da Lei 10.639 para debate por meio da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. “Precisamos impedir que elementos do passado como o colonialismo, a escravidão e a ditadura invadam a contemporaneidade colocando em risco a tão sonhada democracia”, afirmou. “Para isso, a reafirmação da história é fundamental para a desconstrução de uma cultura que é racista. Nosso objetivo é avançar no cumprimento do que estabelece a Constituição Federal”, concluiu.

Fonte: http://www.palmares.gov.br/

CAPOEIRA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: TEORIA DE ENSINO E ATIVIDADES PRÁTICAS

Prezados Amigos,

Venho convidá-los a participarem do lançamento do meu livro, CAPOEIRA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: TEORIA DE ENSINO E ATIVIDADES PRÁTICAS, será dia 20 de abril à partir das 19h30 no Colégio Ônis que fica na Rua: André Vidal de Negreiros, 36 – Ponta da Praia/Santos. Espero por você lá!

Att.

Kaled

 

Tributo a Mestre Bimba

Presença confirmada dos mestres: Tabosa (DF), Pombo de Ouro (DF) – Formado do M. Bimba, Alegria (formado M. Bimba em Goiania), Bizorro (TO), Tambor (TO), entre outros!!!!

Local: Centro de Direitos Humanos de Palmas (C.D.H.P) – Ao lado do Quartel do Comando Geral da PM.
”CTD do AsaDelta.”

Axé!!!

AsaDelta

PROGRAMAÇÃO:

  • Mostra de Vídeos e fotos de M. Bimba
  • Aula da Sequência de Ensino do Mestre Bimba (M. Pombo de Ouro)
  • Aula da Sequência da Cintura Desprezada (M. Pombo de Ouro)
  • Aula da Sequência de Ensino do M. Bimba – adaptada em BSB década de 60 (M. Tabosa)
  • Roda Tradicional
  • Papoeira

Semana da Educação Especial é comemorada por técnicos da Semed

Técnicos que integram a Coordenadoria de Educação Especial da Secretaria Municipal da Educação (Semed) celebram nesta terça-feira, 9, o início da ‘Semana da Educação Especial´, que vai até a próxima sexta-feira, 12. Eles estão participando do VI Encontro de Educação Inclusiva ‘Incluir Pode e Deve Ser Real´, que acontece no Centro Recreativo Gonçalo Prado, no município de Estância. O evento integra o programa nacional de educação inclusiva e terá como público alvo profissionais da educação especial. Na ocasião será proferida palestra pelo especialista em gestão de pessoas, Erik Penna, e ofertado diversos minicursos, entre eles sobre softwares educacionais para a prática do ensino inclusivo.

De acordo com Jailma Rezende, que integra a Coordenadoria de Educação Especial da Semed, este encontro será uma boa oportunidade para ampliar o conhecimento na área da educação inclusiva. As atividades do evento servirão de base para futuras capacitações promovidas pelos profissionais da educação especial. Além da oportunidade de participar de cursos voltados especialmente para nossa área, iremos discutir temas sobre orientação para profissionais especializados, informou.

A rede municipal de ensino de Aracaju está cada vez mais atenta às questões que envolvem a educação especial e, por isso, vem capacitando seus profissionais ao promover cursos e acompanhar o dia a dia dos alunos em sala de aula. O secretário municipal da Educação, Antônio Bittencourt Júnior, tem nos dado total apoio com suas visitas às escolas, observações dos espaços e obtenção de recursos, fortalecendo cada vez mais as ações de nossa coordenadoria, justifica a técnica Jailma Rezende.

Capoeira inclusiva

Alunos com deficiência atendidos no Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento a Pessoas com Deficiência Visual (CAP), da Prefeitura de Aracaju, foram estimulados a aderir a capoeira na prática educativa e puderam aprender os primeiros passos do esporte deixando de lado suas limitações físicas. Na aula experimental realizada na última quinta-feira, 4, a interação entre os alunos e o interesse dos mesmos poderão ser fatores indispensáveis para o desenvolvimento de um projeto de educação inclusiva pioneiro em Sergipe.

De acordo com professor especialista em capoeira inclusiva, Eraldo Gabriel, mais conhecido por Beija-flor, a capoeira trabalha dentro das possibilidades de cada um, equilibra as tensões musculares crônicas bastantes comuns em pessoas com deficiência e ajuda a ter consciência corporal ao desenvolver noções de locomoção, lateralidade e força. A capoeira vai somar, dando mais equilíbrio, trabalhando elevação da autoestima, noção de espaço e tempo, sociabilidade e questões psicomotoras, explicou. Ainda segundo o professor, 17% da população brasileira apresenta algum tipo de deficiência. São quase 30 milhões de pessoas no país. Não podemos fechar os olhos para essa realidade.

Infraestrutura

De acordo com a Lei de Acessibilidade e com a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva do Ministério da Educação (MEC), é necessário garantir o acesso tanto para pessoas com deficiências permanentes, quanto com deficiências provisórias. As salas de recursos multifuncionais disponibilizadas em unidades de ensino da rede municipal são importantes itens no processo de cumprimento da Lei e foram criadas para dar condições ao aluno com deficiência de se preparar e frequentar a sala de aula junto com os outros alunos.

As condições de infraestrutura das escolas também devem estar relacionadas à perspectiva inclusiva. Aproximadamente, R$1,2 milhão foram investidos na obra de construção da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Drº Fernando Guedes, localizada no bairro América. A unidade, que tem capacidade para atender 110 crianças com idade entre 0 e 3 anos, funciona das 6 às 18 horas, e tem três entradas que contam com rampas para cadeirantes. Além disso, a escola foi equipada com piso tátil, barras, portas maiores que as tradicionais e banheiros adaptados.

Acessibilidade

As obras de reforma e ampliação da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Tenisson Ribeiro, orçadas no valor de R$ 916.019,75, também evidenciam o interesse da Prefeitura de Aracaju em promover a acessibilidade. Com esse recurso, foi instalado um elevador para pessoas com necessidades especiais e construídas 10 salas de aula, todas com mais de 50 m². A escola ganhou também laboratório de informática, biblioteca, sala de recursos, áreas para recreio coberta e descoberta, refeitório, cozinha, dispensa, depósito e um amplo setor administrativo.

Com obra orçada em R$ 2,2 milhões, a Emef José Antônio da Costa Melo e a Emei Profª Neuzice Barreto, localizadas no bairro Getúlio Vargas, passaram por diversas transformações.  Das novas portas e maçanetas colocadas à troca do piso e manutenção da parte hidráulica e elétrica, os alunos com deficiência física também passaram a contar com uma quadra poliesportiva coberta reformada, com a recuperação e ampliação de banheiros e com a instalação de dois elevadores no prédio para facilitar sua locomoção.

Unidades

Outras unidades de ensino da rede municipal serão entregues às comunidades em plenas condições de atendimento aos alunos com deficiência. Entre elas estão as Emeis Dom Avelar Brandão Vilela, no bairro Olaria; Drº José Augusto Arantes Savazine, no Japãozinho; as Emefs Alencar Cardoso, no José Conrado de Araújo e Elias Montalvão, no Mosqueiro. A perspectiva da Prefeitura de Aracaju é de investir também nas obras de construção de novas unidades de ensino nos bairros Coqueiral e 17 de Março, também com a intenção de oferecer o melhor atendimento aos alunos com deficiência.

Livro reúne textos sobre temática negra e analisa a sociedade brasileira

Com o objetivo de chamar a atenção da sociedade brasileira para as formas de preconceito e discriminação e seus efeitos sobre as relações políticas e sociais, Sueli Carneiro, filósofa e fundadora do Geledés – Instituto da Mulher Negra, produziu Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil. A obra traz uma abordagem crítica dos comportamentos humanos e propõe alternativas de superação da intolerância ao outro.

No próximo dia 12, às 19 horas, haverá noite de autógrafos, promovida pela editora Selo Negro Edições e a Livraria Martins Fontes. Composto por uma coletânea de textos, o livro apresenta os principais avanços na superação das desigualdades criadas pela prática da discriminação racial – indicadores sociais, mercado de trabalho, consciência negra, cotas e outros.

Sobre educação, Sueli registra a recente conquista da obrigatoriedade do ensino da História e Cultura Africana e Afro-Brasileira nas escolas públicas do País. A obra destaca também o debate contemporâneo sobre miscigenação racial no Brasil, racismo no universo infantil e o combate ao racismo no trabalho. Fundamental para educadores, pesquisadores, militantes e estudantes de todos os níveis de ensino, o volume faz parte da Coleção Consciência em Debate.

INTERESSE PÚBLICO – Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil foi organizado a partir da sistematização de uma série de artigos publicados na imprensa brasileira que convidam o público a refletir sobre o incremento de ações violentamente discriminatórias, abrindo caminho para o debate sobre direitos humanos e as limitações da democracia brasileira.

Um das perspectivas levantadas na importante publicação diz respeito à idéia distorcida de parte do imaginário social brasileiro, de que determinados seres humanos são mais ou menos humanos do que outros, levando ao caminho perversamente estruturante da naturalização da desigualdade de direitos.

RESPEITO – Segundo a escritora, as identidades estruturadas a partir de etnias, gênero, orientação sexual ou religiões ainda não são devidamente respeitadas, tornando o ambiente social totalmente corrompido. “O racismo é uma ideologia que não penaliza apenas sua vítima, ela faz com que o racista também seja um ser humano menor, não seja um ser humano completo, por ser incapaz de aceitar a diversidade”, ressalta.

Sueli Carneiro acredita na força e no trabalho das organizações que lutam pelo cumprimento de políticas públicas voltadas para a eliminação de atos de intolerância praticados contra descendentes de africanos e outros grupamentos socialmente vulneráveis. Ela recorre à legalidade dos poderes governamentais para defender a punição desses atos, que se contrapõem à legítima demanda dos afro-descendentes.

 

  • Para ler as primeiras páginas do livro, acesse o endereço: http://www.gruposummus.com.br/indice/40046.pdf

LIVRO MESTRE JOÃO GRANDE – Na Roda do Mundo

Mestre João Grande é um antigo mestre capoeirista da Bahia que hoje ensina a tradicional capoeira angola em Nova York, cidade símbolo da modernidade mundial, onde vive desde 1990 e foi um pioneiro na difusão da sua arte.

Apesar de ter recebido diversas homenagens nos Estados Unidos ao longo da vida, o mestre baiano permanecia esquecido no Brasil. Foi redescoberto em meados da década de 1980, trabalhando num posto de gasolina em Salvador. Havia abandonado a prática e ensino da capoeira e durante as noites atuava em boates para turistas, participando de shows folclóricos.

Mestre João Grande é hoje um patrimônio vivo, que acaba de comemorar 60 anos de dedicação à capoeira e vinte anos de ensino em Manhattan, coração da multicultural Nova York. Sua trajetória, do Brasil até os Estados Unidos, conta também um pouco da história da globalização da capoeira, que hoje está espalhada em mais de cento e cinquenta países nos cinco continentes.

A história de vida de Mestre João Grande nos faz indagar os motivos da grande aceitação da capoeira angola noexterior e da resistência que ela sofre no Brasil. Neste sentido, sua trajetória também nos ajuda a entender como se dá a permanência das tradições, e dos seus respectivos atores, na modernidade globalizada.

Páginas: 152
ISBN: 9788576172017
Autor: Maurício Barros de Castro

 

  • Rabo de Arraia – A Loja do Capoeirista: Para comprar o livro, clique aqui.