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Curso de Formação e Capacitação Pedagógica ao Ensino da Capoeira no ES

Educadores Sociais, oficineiros, “docentes” de capoeira em geral:

O Ensino da Capoeira no Espírito Santo passará a receber atenção especial da Federação de Capoeira do Estado do Espírito Santo (FECAES), afirma o presidente Alcebíades Milton Cabral em atendimento ao disposto no Código Desportivo Internacional de Capoeira daFederação Internacional de Capoeira (FICA) e na Lei Estadual nº 7.696/2003, para se estabelecer critérios, competências, saberes e habilidades específicas para a formação, avaliação e qualificação profissional de Técnicos, Treinadores, Preparadores Físicos, Docentes (Formados, Monitores, Instrutores, Contramestres e Mestres), Árbitros (Estaduais, Nacionais e Internacionais) e alunos em seus diversos níveis, a FECAES estará promovendo Cursos de Capacitação e Qualificação Pedagógica ao Ensino da Capoeira no ES totalizando 380 (trezentos e oitenta) horas/aulas aberto a todos os “docentes” de Capoeira do estado. Credenciando-os com a expedição de suas respectivas habilitações técnicas através de um documento único de identificação em sua conclusão.

Os cursos serão ministrados por Mestres e Doutores em parceria com Faculdades dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia, Confederação Brasileira de Capoeira, Federação Internacional de Capoeira Secretaria Estadual de Esportes e Lazer do ES..


CRONOGRAMA DE REALIZAÇÃO DOS CURSOS

CURSO + Carga Horária

CH

DATA

LOCAL

Gestão Desportiva, Competições e Arbitragem

20

30/04 e 1º/05/11

Vitória/ES

Fundamentos Sócio-Antropológicos da Capoeira

10

28/05/2011

Vitória/ES

Fundamentos Filosóficos do Jogo da Capoeira

10

29/05/2011

Vitória/ES

Fundamentos Técnicos e Culturais da Capoeira Angola – I

20

25 e 26 /06/11

Vitória/ES

Metodologia e Didática de Ensino da Capoeira I

20

30 e 31 /07/11

Vitória/ES

Fundamentos Técnicos e Culturais da Capoeira Regional – I

20

27 e 28 /08/11

Vitória/ES

Metodologia e Didática de Ensino da Capoeira II

20

24 e 25 /09/11

Vitória/ES

Nomenclatura dos Movimentos de Capoeira – 20h

20

29 e 30 /10/11

Vitória/ES

Anatomocinesiologia aplicada a Capoeira I

20

26 e 27 /11/11

Vitória/ES

Fundamentos Técnicos e Culturais da Capoeira Angola – II

20

17 e 18 /12/11

Vitória/ES

Anatomocinesiologia aplicada a Capoeira II

20

28 e 29 /01/12

Vitória/ES

Fisiologia do Exercício aplicada a Capoeira I

20

18 e 19 /02/12

Vitória/ES

Fundamentos Técnicos e Culturais da Capoeira Regional – II

20

24 e 25 /03/12

Vitória/ES

Fisiologia do Exercício aplicada a Capoeira II

20

28 e 29 /04/12

Vitória/ES

Desenvolvimento Humano e Aprendizagem Motora

20

26 e 27 /05/12

Vitória/ES

Teoria e Prática do Treinamento Desportivo

20

23 e 24 /06/12

Vitória/ES

Socorros de Urgência nos Esportes

20

28 e 29 /07/12

Vitória/ES

Marketing e Imagem pessoal

10

25/08/2012

Vitória/ES

Ética profissional e Direitos Desportivo

10

26/08/2012

Vitória/ES

Organização e Administração aplicado ao 3º setor

20

29 e 30 /09/12

Vitória/ES

Estágio Prático em Eventos Desportivos

20

20 e 21 /10/12

Vitória/ES

CARGA HORÁRIA TOTAL

380h

São consideradas as seguintes competências para os docentes de Capoeira:

A- Atenção à Saúde – os docentes, em seu âmbito profissional, devem estar aptos a desenvolver ações de prevenção, promoção e proteção da saúde, tanto em nível individual quanto coletivo.

B- Tomada de Decisões – fundamentado na capacidade de tomar atitudes visando o uso apropriado e a eficácia para avaliar, sistematizar e decidir as condutas mais adequadas.

C- Comunicação – primar pela comunicação verbal, não-verbal e habilidades da escrita e da leitura.

D- Liderança – estar apto a assumir posições tendo em vista o bem estar da comunidade.

E- Administração e Gerenciamento – estar apto a tomar iniciativas gerenciais e administrativas dos recursos humanos, físicos e materiais.

F- Ética – possuir princípios morais que se devem observar no exercício profissional ajustando-se às normas de relações entre os diversos membros da coletividade, bem como manter confidencialidade de informações na interação com outros profissionais e o público em geral.

G- Educação Continuada – os profissionais devem ser capazes de aprender continuadamente, tanto na sua formação quanto na sua prática, devendo desta forma aprender a aprender, tendo a responsabilidade na busca constante de novas informações e o compromisso com a educação.

Projeto A Cor da Cultura lança 2° pacote pedagógico sobre cultura afro-brasileira

Com o objetivo de contribuir para a inserção da temática da cultura afro-brasileira nas escolas públicas e particulares de ensino fundamental, o projeto A Cor da Cultura lança hoje (11-04-11) a segunda parte do pacote pedagógico de mesmo nome. Durante o encontro, educadores de vários estados brasileiros receberão o material que servirá de base para suas aulas no contexto étnico-racial.

O pacote é mais uma medida prática adotada a partir da aprovação da Lei 10.639, que torna obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares do País. DVDs com novos episódios das cinco séries que fazem parte do projeto, dois cadernos pedagógicos e três mapas (um do continente africano, outro da diáspora africana e outro dos valores civilizatórios afro-brasileiros) integram o conjunto.

PARCERIAS – O presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP), Eloi Ferreira de Araujo, prestigia o lançamento, que acontece no Rio de Janeiro, e lembra que a obrigatoriedade do ensino sobre a temática também está registrada no Estatuto da Igualdade Racial (lei nº 12.288, capítulo II), que recebeu a sanção presidencial em 20 de julho de 2010.

A iniciativa, que objetiva fazer com que professores e estudantes percebam com outro olhar o continente africano, é resultado de parceria entre o Ministério da Educação (MEC), a Fundação Cultural Palmares (FCP), a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), o Canal Futura, a Petrobras, o Centro de Informação e Documentação do Artista Negro (Cidan) e a Fundação Roberto Marinho.

O PROJETO – Iniciado em 2004, A Cor da Cultura desenvolve produtos audiovisuais, ações culturais e coletivas que visam a valorização da história dos negros no Brasil sob um ponto de vista afirmativo. Com o novo pacote, as equipes envolvidas e representantes institucionais do projeto celebrarão mais um passo na educação de qualidade, incluindo no material escolar um trecho da História do Brasil ignorado por mais de cinco séculos.

Somente nos seus dois primeiros anos, A Cor da Cultura produziu 56 programas de televisão e capacitou mais de 3000 educadores no Norte, Nordeste e Centro-Oeste para a utilização do primeiro kit educativo. O conjunto de materiais era constituído de 3 cadernos do professor, um mini-glossário Memória das Palavras, cd musical Gonguê e o jogo Heróis de Todo Mundo.

METAS – A meta agora é difundir ainda mais o conhecimento sobre o assunto, de modo a reafirmar a importância da cultura afro-brasileira. O resultado das primeiras oficinas, realizadas em 2010, será a multiplicação do conhecimento adquirido pelo grupo, formando outros 15.000 educadores de escolas públicas.

O lançamento do conjunto de materiais pedagógicoas A Cor da Cultura acontecerá nesta segunda-feira, a partir das 19 horas, no Trapiche Gamboa, um dos berços do samba no Rio de Janeiro. Ele faz parte da programação do Comitê Gestor do projeto, que se reúne a partir das 15 horaa, para apresentação dos novos membros, do balanço e do plano de expansão do programa.

SERVIÇO
O quê: Lançamento do segundo pacote pedagógico A Cor da Cultura
Quando: 11 de abril
Horário: 19h
Onde: Trapiche Gamboa
Endereço: Rua Sacadura Cabral, n° 155, Saúde – Rio de Janeiro
Contato: (21) 2293 6522

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2011 foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes.

Coleção História Geral da África está disponível para download

O Estatuto da Igualdade Racial foi um marco para o movimento negro. Sancionado em 20 de julho de 2010 pelo então Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, trouxe muitos benefícios para a comunidade e cultura afro-brasileiras. Mas toda grande transformação social inicia-se pela educação. É nessa área que a coleção História Geral da África, lançada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), vem dar uma grande contribuição.

Publicada em oito volumes e totalizando 10 mil páginas, a coleção conta a história da África a partir de uma visão de dentro do continente, usando uma metodologia interdisciplinar que envolve especialistas de diversas áreas do conhecimento. Seu conteúdo permite novas perspectivas para os estudos e pesquisas a respeito da África e agora está disponível para download, gratuitamente, no site da Unesco.

Lançada nacionalmente em dezembro do ano passado, a coleção foi produzida por mais de 350 especialistas, sob a direção de um Comitê Científico Internacional formado por 39 intelectuais, dos quais dois terços eram africanos. O lançamento da versão em português é fruto de uma parceria da UNESCO com o Ministério da Educação, por intermédio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Em abril, acontece o lançamento regional, com uma série de eventos (ver quadro abaixo)

LEGISLAÇÃO – Para além da contribuição intelectual na desconstrução da imagem primitiva sobre a cultura africana que ainda domina o senso comum, a coleção História Geral da África constitui parte de um material que possibilita a execução da Lei 10.639, de 2003, que inclui, na rede de ensino pública e privada, a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-brasileira”.

A inclusão do tema no ensino regular também é citada no Estatuto da Igualdade Racial (lei nº 12.288, de 20 de julho de 2010), que dedica a segunda seção do Capítulo II à educação. Segundo o texto, “é obrigatório o estudo da história geral da África e da história da população negra no Brasil”, a fim de resgatar “sua contribuição decisiva para o desenvolvimento social, econômico, político e cultural do País”. Com a Coleção, os professores terão acesso a um material de qualidade para basear suas aulas sobre o tema.

REFERÊNCIA – Além de servir de fonte para a produção de material pedagógico voltado para as escolas, a Coleção é base para pesquisas de especialistas e profissionais de todo o mundo que, de alguma forma, lidam com a história do continente, bem como subsidia a formação de professores de diversas áreas do conhecimento.

A obra contribui para a disseminação da história e da cultura africana na educação, e também para a transformação das relações étnico-raciais no País. A intenção é fazer com que professores e estudantes lancem um novo olhar sobre o continente africano e entendam sua contribuição para a formação da sociedade brasileira.

Considerada o principal material de referência sobre o assunto, a coleção completa foi editada em inglês, francês e árabe e, pela primeira vez, tem seus oito volumes disponibilizados em português.

DISTRIBUIÇÃO – A Coleção da História Geral da África será distribuída pelo Ministério da Educação e estará à disposição dos interessados em todas as bibliotecas públicas municipais, estaduais e distritais; nas bibliotecas das Instituições de Ensino Superior, dos Polos da Universidade Aberta do Brasil, dos Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros, dos Conselhos Estaduais ou Distrital de Educação.

Os oito volumes estarão disponíveis para download nos sites da UNESCO.

 

Programação do lançamento regional

Cachoeira – Bahia

Mesa Redonda

Data: 02 de abril de 2011-03-28

Local: Auditório do Centro de Artes e Humanidades – Universidade do Recôncavo da Bahia

Horário: 10h – 12h30min

Salvador – Bahia

Data: 04 de abril de 2011

Local: Auditório da Reitoria da Universidade Federal da Bahia

Horário: 9h – 18h

São Paulo – SP

Data: 06 de abril de 2011

Local: Auditório do Tucarena – Rua Monte Alegre, 1024

Horário: 9h -18h

Belo Horizonte – MG

Data: 13 de abril de 2011

Local: Auditório Neidson Rodrigues, Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais

Horário: 9h – 18h

 

Fontes: Unesco, Seppir, MEC

Cidade de Deus: Capoeira-Cidadã

Inscrições abertas para aulas de capoeira na Cidade de Deus

Até o dia 4 de março, crianças e adolescentes moradores da CIdade de Deus podem ser inscritas no projeto Capoeira-Cidadã, patrocinado pela Merck, indústria química e farmacêutica. A seleção dos alunos tem como base os critérios de renda familiar (até quatro salários mínimos), além da matrícula na rede pública de ensino.
As inscrições podem ser feitas na sede do projeto, na Freguesia, em Jacarepaguá (Rua Francisca Sales, 25). O Capoeira-Cidadã funciona em turnos da manhã e da tarde, alternando com o turno escolar do aluno.

Entre as atividades estão aulas de capoeira, incluindo história e música da capoeira, apoio escolar, seminários de cidadania, abordando diversos temas sobre o cotidiano da comunidade atendida e oficinas profissionalizantes de artesanato ligados à capoeira e inclusão digital. 

Coordenado pelo professor Valter Fernandes, o mestre Curumim, sob o patrocínio da Merck, o Capoeira-Cidadã está em seu quarto ano e, segundo a empresa, já beneficiou cerca de 400 alunos da rede pública de ensino.

 

Fonte Globo.com

SID/MinC: Aprendizados do Encontro de Saberes

Alunos da disciplina Artes e Ofícios dos Saberes Tradicionais apresentaram na manhã desta quarta-feira, 19 de janeiro, no Centro de Excelência em Turismo da Universidade de Brasília (UnB), o que aprenderam com os mestres e mestras da Cultura Popular brasileira ao longo do segundo semestre de 2010 pelo projeto Encontro de Saberes. Américo Córdula, secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC) participou e interagiu com os estudantes durante o evento.

O objetivo desta iniciativa do MinC foi promover o diálogo entre os saberes acadêmicos e os saberes tradicionais, populares e indígenas, além de contribuir para o processo de reconhecimento de mestres de artes e ofícios como docentes no ensino superior.

Para a apresentação de hoje, – haverá outras turmas na sexta-feira (21) – os alunos representaram todos os mestres e mestras com que conviveram na disciplina. Mostraram o lhes foi ensinado como o cuidado com as plantas e a importância dos valores que as culturas populares trouxeram para suas vidas. Eles dançaram e serviram um delicioso chá aos presentes. Os alunos do projeto Encontro de Saberes estão fazendo suas apresentações finais. Eles tiveram liberdade para escolher o formato de suas apresentações, sendo assim, alguns estão realizando performance, outros fizeram um filme ou artigos.

“Obter um conhecimento desses dentro da universidade, no meio acadêmico, está sendo uma experiência maravilhosa. Vou levar comigo para sempre porque são saberes para a vida”, afirmou a estudante de Artes Cênicas da UnB, Camila Paula. Para a aluna, aprender a cuidar das plantas e de sua saúde por meio da natureza figura uma nova maneira de ver o universo. “Hoje olho para uma planta e vejo que ali tem vida e muito a oferecer.”

Sobre a convivência com os mestres e mestras da Cultura Popular do país, Camila garante que a humildade e o prazer em ensinar fez toda a diferença no compartilhamento de saberes: “Isso é maravilhoso porque a gente vive em um mundo onde algumas pessoas querem guardar o conhecimento para si, ou outros professores que humilham alunos por julgar saberem mais.”

A disciplina Artes e Ofícios dos Saberes Tradicionais fez parte da grade regular de graduação do segundo semestre de 2010 da UnB e esteve acessível a estudantes de todos os cursos. O Encontro de Saberes é realização da SID/MinC em parceria com a UnB e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) de Inclusão no Ensino Superior e na Pesquisa, órgão do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Saiba mais sobre o projeto Encontro de Saberes

(Texto: Sheila Rezende, SID/MinC)
(Fotos: Marina Ofugi, ASCOM/MinC)

Brasília: Capoeira – luta, dança e jogo da liberdade

Patrimônio cultural brasileiro – ao lado do frevo, do samba e do ofício das baianas do acarajé -, a capoeira recebe o foco da lente de André Cypriano.  O resultado do trabalho do fotógrafo, acrescido dos textos de Rodrigo de Almeida e Letícia Pimenta, compõe a mostra “Capoeira – luta, dança e jogo da liberdade”.  A exposição, montada nas Galerias Piccola I e II da CAIXA Cultural Brasília, tem abertura para imprensa e convidados no dia 08, quarta-feira, às 19h. A visitação vai de 09 de dezembro a 16 de janeiro de 2011.

Com patrocínio da Caixa Econômica Federal, a mostra é composta de 11 fotografias em preto e branco, 29 fotos coloridas e 10 ilustrações (de autoria de Debret e Auguste Earle), além de textos explicativos. Revela uma rica manifestação cultural brasileira, das mais pesquisadas no mundo, reconhecida e praticada em todos os estratos sociais, no território nacional e, também, em vários países.

Cypriano uniu-se aos pesquisadores Rodrigo de Almeida e Letícia Pimenta para lançar, em 2009, o livro homônimo. A publicação resgata a história da capoeira, desde seu surgimento no Brasil Colonial até os dias de hoje, ressaltando aspectos de promoção e valorização da cultura nacional, além de sua função de agregação social.

A expografia recria um ambiente de sala de capoeira e utiliza elementos como um assentamento para o Orixá Exu – a entidade que deve ser cumprimentada antes de qualquer roda iniciar-se -; uma fotografia em louvor ao grande Mestre Pastinha – remontando um pequeno altar existente em diversos centros de ensino e prática da capoeira -; os instrumentos musicais utilizados; tecidos e pinturas em cores fortes, sempre presentes na Capoeira Angola e uma ambientação sonora típica das rodas.

A curadoria da exposição é de Denise Carvalho, produtora cultural e diretora da Aori Produções Culturais, empresa realizadora do projeto.

Serviço:

Quando: De 09/12 a 16/01/2011, de terça a domingo, das 9h às 21h.

Onde: CAIXA Cultural – SBS Quadra 4 lote 3/4 – anexo do Edifício Matriz da CAIXA.

Local: Asa Sul

Preço: Grátis.

Informações: 3206-9448


  • Veja Também: http://www.andrecypriano.com/

 

Fonte: http://cerradomix.maiscomunidade.com

África por ela mesma

Em parceria com a Unesco, governo brasileiro lança programa de ensino da história do continente baseado na primeira obra de referência escrita por especialistas africanos

A história da África contada pelos próprios africanos. Esse é o ponto de partida dos novos projetos pedagógicos que pretendem mostrar aos estudantes brasileiros como a trajetória de nosso país está ligada à dos povos que habitam a outra margem do Atlântico.

Em parceria com a Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o governo federal está lançando um programa de ensino baseado na História geral da África, coleção em oito volumes lançada pela Unesco em 1981. A obra coletiva foi escrita por mais de 350 especialistas, dois terços deles africanos, e é o mais completo estudo sobre o passado do continente já publicado. 

A série já foi traduzida integralmente para o inglês, o francês, o árabe e o espanhol. Uma versão resumida foi lançada no Brasil entre 1982 e 1985, mas a edição está atualmente esgotada no país. Para suprir essa carência, os oito volumes da coleção estão sendo traduzidos e reeditados no Brasil e não serão vendidos, mas distribuídos para bibliotecas, universidades públicas e outras intituições de ensino. Uma versão digital da obra em breve estará disponível na internet. 

A coleção vai servir de fonte para a formação de educadores responsáveis por difundir o conhecimento sobre o assunto para estudantes brasileiros desde a educação básica até o ensino superior. “A obra é de grande importância e peculiaridade”, diz Marilza Regattieri, oficial de projetos em educação da Unesco. Ela lembra que a Lei 10.639, que tornou o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana obrigatório nas escolas, foi sancionada em 2003.

 

* Heloísa Broggiato é jornalista, tradutora, cientista política e mestre em política internacional e segurança pela Universidade de Bradford, na Inglaterra

Bauru: Alberto faz da capoeira a sua causa

Ex-bancário, ele investiu recursos próprios para criar espaço para treinamento e divulgação da modalidade esportiva e cultural

Quando decidiu construir a Casa da Capoeira no Jardim Contorno, perto do residencial Camélias, o capoeirista Alberto de Carvalho Pereira Sobrinho, 44 anos, enfrentou resistência da vizinhança.

Conta que foi chamado para uma reunião e levou revistas de arquitetura para mostrar os projetos bonitos e modernos que o inspiravam. Não teve jeito. Ouviu que tudo o possível seria feito para embargar a obra. Encarou olhares tortos, ameaças de ter a vida transformada num inferno e fiscalização rigorosa.

Alberto não desistiu e a casa ficou pronta há quatro anos. Ex-bancário, ele usou o dinheiro da indenização trabalhista do Banespa e economias próprias para erguer o espaço de 180 metros quadrados, com área para treinamento, banheiros e biblioteca.

Preconceito

A resistência dos vizinhos tem relação com o preconceito à capoeira, justamente o que Alberto tenta combater. Ele idealizou a casa como um local para cursos, seminários, encontros e central de documentação e preservação da memória. Compra a briga de insistir com o poder público para incluir o esporte no currículo escolar da rede pública de ensino.

Alberto nasceu em Afogados da Ingazeira, no sertão de Pernambuco. Na adolescência, foi com a mãe e os irmãos para São Paulo. Viveu a saga dos nordestinos migrantes: trabalhou desde cedo e dividiu as despesas da casa com os seis irmãos.

A diferença é que a mãe fez questão de ser rigorosa com os estudos dos filhos. Todos saíram do Nordeste com o ensino médio concluído e, em São Paulo, conseguiram evoluir no mercado de trabalho.

Aos 14 anos, ele começou como boy numa construtora. Depois foi contratado pelo Hospital do Servidor, onde trabalhava meio período. Dividia o tempo entre o serviço, o cursinho e a capoeira, que o atraía desde a infância.

Começou a jogar com o professor Paulo Carioca, do grupo Netos de Amaralina. Descobriu a escola no metrô, quando o trem passava quase parando perto do antigo Carandiru e ele podia ver a placa.

“Fui lá e me matriculei”, lembra. Valores como a liberdade e a solidariedade, relacionadas à capoeira, foram os principais responsáveis pela aproximação.

Em São Paulo, fazia planos para o futuro com o irmão mais novo, Roberto. Queriam voltar a Pernambuco. Ele pretendia cursar agronomia e o irmão veterinária. Atenderiam o desejo da mãe de ver os filhos formados e teriam profissões que possibilitariam o trabalho junto a comunidades nordestinas.

Destino

A vida impôs outros rumos. Roberto, o caçula, morreu assassinado aos 23 anos. Alberto decidiu sair de São Paulo. Veio para Bauru, onde seguiu sua carreira de bancário até ser demitido sem justa causa do Banespa. Aqui conseguiu ir para a universidade. É formado em educação física pela Unesp e trabalha como professor em escolas estaduais e numa faculdade de Agudos, além das aulas na Casa da Capoeira e as atividades com o grupo Jogo de Dentro.

O capoeirista ainda não é mestre – e nem tem pressa.

Ele defende o conhecimento técnico do jogo associado à noção histórica e à percepção dos significados. Não concorda muito com quem é chamado de mestre apenas porque domina a parte técnica.

Um exemplo: o movimento que o capoeirista faz ao entrar numa roda simboliza a saída dos escravos do mundo real e a chegada ao universo lúdico. A rasteira, por sua vez, tem o significado de derrubar os problemas. Jogá-los no chão.

 

Dedicação é para ter reconhecimento

Não há arrependimento por causa dos investimentos financeiros e pessoais feitos na Casa da Capoeira, mas Alberto tem a sensação de impotência por ainda não ter conseguido vencer as disputas locais e unir os capoeiristas de Bauru em defesa do esporte, que também é manifestação cultural.

Ele garante que não desistiu de seu objetivo.

Sancionado em julho deste ano pelo presidente Lula, o Estatuto da Igualdade Racial reconhece a capoeira como desporto de criação nacional em todas as suas manifestações: esporte, luta, dança ou música.

Isso significa que está garantido o livre exercício da capoeira e também a possibilidade de reconhecimento público da prática.

O dono da Casa da Capoeira esteve recentemente na Câmara Municipal para divulgar aos vereadores e à população a regulamentação e pedir mais atenção à modalidade.

Mestre

Alberto pratica a capoeira regional, criada pelo Mestre Bimba, baiano de Salvador responsável por tirar a modalidade da marginalidade e torná-la mais popular, numa época em que havia o risco dela ser extinta, como aconteceu com outros folguedos que tiveram origem na escravidão e deixaram de ser praticados ao longo do tempo.

O documentário “Mestre Bimba, a capoeira iluminada”, conta a história de Manoel dos Reis Machado (1900-1974), descrito como o homem que dedicou a vida a dar dignidade à modalidade praticada inicialamente apenas por homens negros.

A praça localizada em frente à Casa da Capoeira, no Jardim Contorno, recebeu o nome de Mestre Bimba e é mantida por Alberto e outros vizinhos.

Ele adotou o espaço público. Há projeto de urbanização para o local, com pista para bicicross, espaço para caminhada, áreas de convivência e playground, no formato de roda de capoeira.

Outras metas

Também estão nas metas de Alberto conseguir que a Semel (Secretaria Municipal de Esportes) crie o cargo de técnico de capoeira, preenchido por meio de concurso público; a instalação de escola municipal de capoeira e a inclusão da modalidade como atividade curricular na rede municipal de ensino.

Hoje, ela já é ensinada como atividade extra em escolas da rede particular e em algumas unidades públicas.

Para a Casa da Capoeira, os planos são criar uma identidade visual e também um blog – tudo com o objetivo de divulgar o espaço e a manifestação esportiva e cultural que o local abriga.

Ah, é preciso informar.

Os vizinhos antes insatisfeitos não cumpriram a ameaça de infernizar a vida de Alberto, visto como estranho no Jardim Contorno quando chegou por lá com seus planos.

Agora ele e sua capoeira são bem vindos ao bairro.

A casa da Capoeira é uma associação de pessoas, interessadas na prática e fruição do jogo da Capoeira, entendendo o jogo como uma brincadeira SÉRIA.

 

A Capoeira, como todas as demais práticas corporais, enseja valores próprios que transcendem ao próprio jogo, “invadindo” outros espaços da nossa vida cotidiana, constituindo-se assim uma cultura própria.

Desse modo, o nosso interesse inicial é a prática, mas os nossos compromissos vão para além da prática:

  • Contribuir para a elevação do padrão técnico e cultural da capoeiragem da região de Bauru, através de ações diversas: cursos, workshop, seminários, encontros, etc.; através de seus próprios meios ou em colaboração com os poderes públicos e a iniciativa privada;
  • Contribuir para a preservação da memória e história da Capoeira na Região de Bauru, incentivando e realizando o trabalho de documentação dos vários espaços de prática e gravando em mídia eletrônica depoimentos dos Mestres responsáveis pela disseminação da prática na região;
  • Manutenção de uma biblioteca multimídia, que conte com livros, revistas, artigos, registros fonográficos (em vinil, k7 e CD) e registros cinematográficos (filmes, vídeoK7 e DVD); além da disponibilização desse material por meio eletrônico, resguardados os direitos autorais e/ou créditos aos autores.

 

Fonte: Agência BOM DIA – http://www.redebomdia.com.br/

USP: Capoeira, Cultura e Educação

No dia 24 de Julho de 2010 (Sábado) das 13:00 às 22:00h acontecerá em São Paulo, o Curso: Capoeira, Cultura e Educação. Será ministrado pelo Mestre Gladson e Prof. Vinicius Heine e fará parte da programação do VII Encontro Internacional de Esporte e Atividade Física, promovido pelo Instituto Phorte Educação, Universidade Gama Filho e Phorte Editora (inscrições através do site oficial do evento: http://www.institutophorte.com.br/vii-encontro-internacional-esporte-atividade-fisicacursos.php?tipo=1/) Maiores informações pelo telefone (011)2714-5678.

O Curso acontece pela terceira vez durante o Encontro Internacional do Instituto Phorte Educação. Este ano, houve um aumento da carga horária do Curso, que passou de quatro para oito horas, uma função de uma solicitação dos participantes das edições anteriores.

Neste curso serão abordados importantes temas relacionados aos temas Capoeira, Cultura e Educação, tais como: O Educar através dos movimentos da Capoeira, Integrando Educação e Cultura Popular, O Papel do Professor no processo Educativo da Capoeira, Dinâmicas e vivências educativas, A Dimensão Coletiva da Educação através da Capoeira, Educar para a Inclusão, O papel do prazer no aprendizado da Capoeira, As Emoções e a Inteligência Emocional na Educação da Capoeira.

O objetivo é criar um fórum de reflexão e discussão de importantes temas relacionados à pedagogia e ao processo de ensino e aprendizado da Capoeira. Reunirá profissionais da Capoeira (pesquisadores, Professores, Mestres e Contra Mestres) que atuam em Escolas, Universidades, Academias e Projetos Sociais em diferentes estados do Brasil.

O Encontro Internacional do Instituto Phorte Educação encontra-se na sua 7ª Edição e é um dos mais importantes Congressos em temas relacionados à Educação Física, ao Esporte e à Atividades Físicas. É um grande orgulho para a Capoeira, ver a nossa modalidade ocupando esse espaço e se fazer representar, mostrando o seu valor e sua relevância social.

O curso será teórico prático e as discussões acontecerão dentro de um contexto de vivências, dinâmicas e atividades próprias para o ensino da Capoeira em contextos educacionais. O curso tem como referência bibliográfica os livros Capoeira do Engenho à Universidade, de autoria do Mestre Gladson (cuja 4ª edição, corrigida e ampliada, acontecerá em breve pela Phorte Editora) e Capoeira um Instrumentos Psicomotor para a Cidadania, de autoria do mestre Gladson e do Prof. Vinicius Heine (professores do Centro de Práticas Esportivas da Universidade de São Paulo – CEPEUSP e coordenadores da Projete Liberdade Capoeira www.projeteliberdadecapoeira.com.br).

Os interessados devem se apressar em se inscreverem até o dia 15 de Julho. Após esta data, os valores da inscrição sofrerão uma pequena correção.

Participe! Venha trocar experiências e refletir sobre questões importantes do universo e da atuação da Capoeira.

Seminário de Políticas de Ensino Superior e Povos Indígenas

SID/MinC participa do evento em Brasília

O Ministério da Educação, por intermédio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD), realiza de 07 a 09 de junho de 2010, em Brasília, o Seminário de Políticas de Ensino Superior e Povos Indígenas: construindo as bases para uma política pública diferenciada de acesso e permanência. O evento conta com o apoio da Coordenação Geral de Educação da Fundação Nacional do Índio (CGE/FUNAI).

O seminário pretende apresentar as novas diretrizes/orientações que irão nortear o Programa de apoio à formação superior e licenciaturas indígenas (PROLIND) e debater as condições de acesso e permanência de estudantes indígenas em instituições de ensino superior no país e, a partir desse panorama, construir uma agenda interinstitucional para a efetivação de diretrizes governamentais direcionando para uma política pública que atenda adequadamente às demandas desses estudantes e suas comunidades.http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2010/06/dsc_0237-243×163.jpg

O painel de abertura, realizado na tarde desta segunda-feira, no Hotel Nacional, contou com a participação do secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC), Américo Córdula, do reitor da Universidade Estadual do Amazonas (UEAM), Dr. Carlos Eduardo;  do representante da  Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES),  Dr. Jorge Guimarães, do secretário da SECAD/MEC, André Lázaro, do presidente da FUNAI, Márcio Meira, e do representante da Comissão Nacional de Educação Escolar Indígena (CNEEI), Joaquim Maná Kaxinawá.

O secretário da SID/MinC apresentou o projeto Encontro de Saberes, resultado de uma parceria entre o Ministério da Cultura, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Secretário Américo Córdula falando sobre o projeto Encontro de SaberesTecnológico (CNPq) e a Universidade de Brasília (UnB), que tem como objetivo promover diálogos entre os saberes acadêmicos e os saberes tradicionais e populares.

O projeto busca reconhecer os mestres de artes e ofícios populares e indígenas como docentes no ensino superior, aliando os saberes tradicionais aos conhecimentos científicos. Serão realizadas diversas ações interculturais, como, por exemplo, um seminário sobre o tema Interculturalidade e a oferta de uma disciplina no calendário da graduação, ministrada por mestres de conhecimentos tradicionais e populares, em conjunto com docentes da UnB.

O projeto tem, ainda, referência nos princípios e objetivos da Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais da Unesco, especialmente no seu artigo 10, que trata da Educação e Conscientização Pública. Além disso, visa concretizar a aplicação da lei 11.645 que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena.

Programação do seminário

Amanhã, dia 08, às 11h, será realizada uma mesa sobre o Mapeamento de Políticas Línguisticas dos Povos Indígenas e suas relações com o Ensino Superior com a participação da Coordenadora de Fomento à Identidade e Diversidade Étnica da SID/MinC, Giselle Dupin, e de representantes do Departamento de Patrimônio Imaterial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (DPI/IPHAN), do Museu do Índio (FUNAI), do Museu Paraense Emílio Goeldi (MCT) e do Fórum PROLIND.

Confira, aqui, a programação completa do seminário.

(Comunicação/SID)

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