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Aulas de capoeira na Fundação Síndrome de Down

Aulas de capoeira na Fundação Síndrome de Down, no distrito de Barão Geraldo

A Fundação Síndrome de Down, oferece a partir do mês de julho Capoeira para iniciantes. As aulas, com início no dia 07, serão realizadas às segundas e quartas-feiras, das 19h às 20h, na sede da entidade, localizada à Rua José Antônio Marinho, 430, distrito de Barão Geraldo, Campinas/SP.

Para participar, os interessados devem fazer a matrícula na sede da entidade e pagar taxa de mensalidade no valor de R$50,00. As aulas são aberta a qualquer pessoa interessada e visam utilizar a arte da capoeira para trabalhar e estimular ritmos, musicalidade e autoconfiança.

Informações com Jaqueline, pelo telefone: (19) 3289-2818.

Fundação Síndrome de Down

A Fundação Síndrome de Down, que atua em Campinas desde 1985, tem como missão promover o desenvolvimento integral da pessoa com síndrome de Down nos aspectos físico, intelectual, afetivo e ético. Sua equipe técnica interdisciplinar é formada por profissionais de assistência social, psicologia, fonoaudiologia, fisioterapia, pedagogia, terapia ocupacional e neuropediatria. A Fundação conta ainda com a consultoria de profissionais especializados nas áreas da psiquiatria, além de manter permanente contato com referências nas áreas de organização de serviços para pessoas com síndrome de Down e inclusão no mercado de trabalho.

Serviço:

Aulas de Capoeira

Datas: Às segundas e quartas-feiras – a partir do dia 07 de julho

Horário: 19h

Local: Rua José Antônio Marinho, 430, distrito de Barão Geraldo, Campinas/SP

Informações: (19) 3289-2818, com Jaqueline.

 

Foto: .andréa rêgo barros.

Fonte: http://www.fsdown.org.br/

Grupo Cativeiro entrega alimentos arrecadados em Charqueada

O Grupo de Capoeira “Cativeiro” que iniciou suas atividades em Charqueada em Maio deste ano, realizou um importante trabalho social no município.

Por intermédio  de seu instrutor Reginaldo “Marrom” e sob a coordenação do contramestre Rodrigo “Fofão” o grupo de capoeira, reuniu seus alunos e arrecadou alimentos para serem doados  à  famílias carentes do município.

O resultado foi mais de 100 kg de alimentos de diversos tipos arrecadados e entregues para as representantes e assistentes sociais do CRAS de Charqueada, que irão distribuir os produtos para famílias necessitadas e cadastradas na entidade. Já a prefeitura, por meio  do próprio CRAS, doou nove uniformes para capoeiristas carentes do grupo, ou seja, uma grande parceria.

Para os interessados em fazer parte do Grupo de Capoeira “Cativeiro”, as aulas são gratuitas e ministradas às Terças e Quintas -feiras das 19:00h as 21:30h no NAPE do Jd. Bandeirantes, situado a Rua João Baptista Calegaro, n° 225.

 

Fonte: http://www.folhadesaopedro.com.br

Federação (FICA) quer colocar capoeira nas Olimpíadas

O sonho é da Federação Internacional de Capoeira, a Fica. A entidade contratou um grupo de empresas de marketing, composto pela a Brunoro Sport Business, SPV e R2 e a GTEC Digital, para difundir a luta como identidade cultural brasileira e ampliar o número de praticantes ao redor do globo.

As agências terão a missão de elaborar torneios nacionais e internacionais, mapear o potencial publicitário do esporte, criar comerciais de TV, reformular o calendário de eventos e provas oficiais e obter patrocinadores. A capoeira, como esporte, está inserida no Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Já a Fica está vinculada à SportAccord, entidade vinculada ao Comitê Olímpico Internacional, e à União Mundial de Artes Marciais (WOMAU).

O sonho da Fica é colocar a capoeira entre os esportes olímpicos. Quem sabe ela chega lá. Segundo dados da entidade, a modalidade está presente em mais de 150 países com cerca de oito milhões de praticantes ao redor do mundo. A maior parte deles, seis milhões, está no Brasil.

 

O que diz Sérgio Vieira:

A Capoeira é uma paixão nacional no Brasil na mesma proporção em que é o Futebol. Sendo assim, muitos se posicionam em defesa de seus cuidados, cada um ao seu modo. Em relação à inserção da Capoeira no Movimento Olímpico, não é diferente, e resulta em polêmicas. O entendimento que leva a Federação Internacional de Capoeira – FICA a manter este esforço e o de estabelecer este consórcio é o de que se faz absolutamente necessária a criação de um mecanismo de preservação do acervo cultural da Capoeira Angola, da Capoeira Regional e da Capoeira Contemporânea, que possa ser também difundido por meio da estrutura desportiva internacional. Tal entendimento se dá no fato de que os procedimentos técnicos e tradições da Capoeira estão sendo alterados em função da informalidade com que a mesma está difundida em âmbito mundial. Deste modo considera-se sob risco a reprodução deste patrimônio cultural por múltipla diversificação de suas práticas. Há nesta postura o entendimento de que precisamos capacitar mestres, docentes e técnicos com os mesmos conteúdos programáticos em todos os países, uniformizando assim, competências, saberes e habilidades de seus agentes de reprodução. Salienta-se que se trata de novos tempos e que a FICA deseja neste momento sentar com todos os segmentos da Capoeira para seja possível a construção deste objetivo por meio do consenso, com base em nossas igualdades e não em nossas diferenças. Sejam, portanto, todos muito bem vindos à esta nova fase da Capoeira.

 

Fonte: http://colunas.revistaepoca.globo.com/

Rondonópolis conquista 40 medalhas e fica em 3º no Estadual de capoeira

Uma performance digna de campeão colocou Rondonópolis em terceiro lugar na classificação geral do 6º Campeonato Mato-grossense de Capoeira, disputado neste fim de semana no município de Primavera do Leste. Com 40 medalhas individuais – 10 de ouro, 15 de prata e 15 de bronze, todos os atletas da delegação rondonopolitana subiram ao pódio.

Os 10 competidores que alcançaram o 1º lugar foram automaticamente classificados para o Campeonato Brasileiro. Atletas de 08 a 45 anos, das categorias Masculino e Feminino, participaram da competição.

O presidente da Liga Municipal de Capoeira, Everaldo de Oliveira, o ‘Gunga’, tricampeão Mato-grossense de Capoeira (2010-2011-2012) e vice-campeão Brasileiro em 2011 disse que o excelente resultado obtido pela delegação em Primavera se deve ao trabalho desenvolvido pela entidade.

“A Liga Municipal é uma entidade bem organizada, que cobra de seus atletas dedicação e disciplina, e que busca treina-los com periodicidade, para que todos consigam obter bons resultados como o conseguido em Primavera do Leste”, fala Everaldo de Oliveira.

O presidente da Liga agradeceu o apoio do governo municipal. “O ônibus que transportou os atletas foi cedido pela Secretaria Municipal de Esporte e Cultura, e em nome de todos os atletas gostaria de agradecer a administração municipal pelo apoio”.

 

Fonte: http://www.24horasnews.com.br

Dia Mundia da Atividade Física: A Capoeira vem mostrar o seu valor

11/04/2010 – DIA MUNDIAL DA ATIVIDADE FÍSICA: A CAPOEIRA VEM MOSTRAR O SEU VALOR

Atividade tem como objetivo difundir a capoeira, propor uma aula ao ar livre e conscientizar o público presente sobre a importância da capoeira como atividades física.

Estaremos oferecendo atividades culturais de capoeira, maculelê e jongo para todos que freqüentam o Parque Ecológico do Tietê.

Pretendemos reunir cerca de 150 pessoas de diversos bairros da zona leste que participarão das atividades orientadas pelos Instrutores da ABADÁ-CAPOEIRA.

A ABADÁ-CAPOEIRA, responsável por esta atividade, é uma entidade sem fins lucrativos que tem como objetivo a difusão da cultura brasileira através da capoeira. Seu exercício é um forte instrumento de integração social, pois trabalha com todas as classes e possibilita, também, a recuperação da noção de cidadania. Além disso, tem representação efetiva em todos os estados brasileiros e em 52 países.

Até mais,

Instrutor Lampanche

ABADÁ-CAPOEIRA

FECABA: Campanha Capoeira Solidária o Haiti é Aqui

A Federação de Capoeira da Bahia dar um salto e sai na ginga solidaria a favor do povo do Haiti.

Capoeira solidária o Haiti é Aqui!

A campanha capoeira solidária o Haiti é Aqui! desenvolvida pela Federação de Capoeira da Bahia – Fecaba, tem como objetivo ajudar os sobreviventes do terremoto no Haiti. Esta campanha será de âmbito internacional e conta com o apoio de todos os seguimentos, seja artísticos, capoeirísticos, empresarial, governamental ou militar. O importante é a nossa contribuição com recurso financeiro depositado numa conta corrente, alimentos e agasalhos para o povo haitiano.

A federação de Capoeira da Bahia É uma entidade civil de direito privado, representativa dos interesses e desenvolvimento do desporto e da cultura da capoeira afro-brasileira em todo território do Estado da Bahia, que tem como objetivo apoiar, desenvolver, organizar, representar a capoeira da Bahia e tendo como missão disseminar a capoeira como instrumento de contribuição e construção cultural na Bahia e no mundo. Tornando-a conhecida do grande publico como os capoeiristas e turistas nacionais e internacionais, admiradores, investidores, empresários, empresas, etc. Tendo como visão ser vista como uma entidade que preserva a capoeira com sinceridade, respeito e acima de tudo valorização cultural e histórica. E como princípios e valores, a deferência aos grandes mestres tendo como sustentáculo um bom procedimento, para garantir a salvaguarda das tradições: Angola e Regional.

Seja você também um solidário

Faça a sua doação.

 

PROGRAMAÇÃO

Abertura com grupo de dança afro

Apresentação da nova diretoria da FECABA

Apresentação dos objetivos, missão, metas, visão e valores da FECABA

Debate com a plenaria

Apresentação da campanha Capoeira Solidária o Haiti é Aqui!

Roda de capoeira (só mulheres) em homenagem ao dia internacional das mulheres

Roda de capoeira mista

Samba de roda

 

TONHO MATÉRIA

DIRETOR DE MARKETING

Associação Brasileira de Capoeira Angola articula pensão para antigos mestres de capoeira

Diretores da ABCA – Associação Brasileira de Capoeira Angola – serão recebidos nesta terça feira, dia 31, na Assembléia Legislativa da Bahia, pelo deputado estadual Yulo Oiticica, do PT, com uma longa trajetória de defesa da dignidade das classes populares. Será o início da luta pela pensão vitalícia dos antigos mestres de capoeira 

Guardiões da tradição desta cultura ancestral, muitos mestres são reverenciados mas têm dificuldades concretas de sobrevivência, depois de toda uma vida dedicada à cultura popular afro-brasileira. O Plano de Salvaguarda da Capoeira, elaborado pelo governo federal por ocasião do registro da capoeira como patrimônio imaterial brasileiro, prevê o reconhecimento do notório saber dos antigos mestres e a concessão de um plano de previdência especial para os mesmos. Entretanto, nada foi feito até então em âmbito federal. Pernambuco é o estado pioneiro com a criação da Lei do Registro do Patrimônio Vivo (Lei nº 12.196/02), seguido por Alagoas e Ceará.

Dentre os diretores da entidade, estarão presentes os mestres Virgilio, Nô, Boca Rica e Caboré, além dos capoeiristas e jornalistas Lucia Correia Lima e Paulo Magalhães. O principal objetivo da reunião é entregar ao deputado documentos com subsídios para a criação da Lei de Registro do Patrimônio Vivo na Bahia.

 

Casa de Tradição

A ABCA foi criada em 1987 por mestres como João Pequeno, Paulo dos Anjos, Nô, Ferrerinha, Renê e Curió, dentre outros, com o objetivo de contribuir para a preservação dos fundamentos da capoeira tradicional baiana. Hoje a entidade está vivenciando um profundo processo de renovação e preparando novos projetos. A capoeira angola está sendo praticada hoje em todos os continentes, criando um mercado de trabalho de difícil mensuração e levando ao mundo uma visão positiva do Brasil; vem ainda expandindo a língua portuguesa e trazendo ao país visitantes de todo o mundo, para o desenvolvimento do turismo cultural e étnico.

A ABCA estará focando seus esforços nesta busca de justiça e reconhecimento de todos os mestres da sabedoria popular, no berço da cultura que é a Bahia. “Angola: capoeira mãe”, repetem os mestres da associação, que se prepara para iniciar também em sua sede, na Rua Gregório de Matos, curso de inglês para capoeiristas e moradores do Pelourinho; a criação de uma escola superior de capoeira angola; sua transformação em um ponto de encontro nacional e internacional de capoeiristas, com reforma da loja, criação de biblioteca e videoteca, além de um arquivo de fotos e histórias dos mestres que compõem este patrimônio.

Lucia Correia Lima – DRT 1046

Paulo Magalhães – DRT 11.374

 

ABCA: ORGANIZA CURSO DE INGLÊS PARA CAPOEIRISTAS

ABCA – Associação Brasileira de Capoeira Angola

O templo sagrado da capoeira angola. É assim que muitos capoeiristas definem a ABCA – Associação Brasileira de Capoeira Angola. Fundada em 1987, em Salvador-BA, a entidade reúne os antigos mestres desta manifestação cultural afro-brasileira, e se tornou uma referência mundial em termos de preservação das tradições ancestrais desta arte-luta.

 

 

“ABCA é a casa que representa a capoeira angola. É um lugar onde o capoeirista tem que se sentir bem, onde podemos discutir, trocar idéias… Um lugar para aprender mais, porque ninguém sabe tudo” afirma Mestre Virgílio, presidente da entidade. Iniciado na capoeira angola na década de 50 por seu pai, o célebre Mestre Espinho Remoso, Virgílio Maximiano Pereira também foi aluno dos mestres Caiçara e Paulo dos Anjos. Viveu intensamente as rodas de rua de seu pai na Jaqueira do Carneiro e dá aulas de capoeira angola há mais de 30 anos na Fazenda Grande do Retiro. Com a humildade que lhe é característica, ele lidera um profundo processo de renovação da instituição, que está reformando seu estatuto social e organizando seu registro para a elaboração de projetos e parcerias de apoio e incentivo aos guardiões da tradição ancestral.

A falta de estrutura em sua sede não desanima seus guardiões, como afirma o tesoureiro, Mestre Pelé do Tonel: “A ABCA representa para nós um precioso conhecimento, uma grande nata de mestres que têm méritos e história pra contar, e para mim é uma riqueza. Depende de nós sabermos valorizar esta casa cheia de ouro que é a capoeira angola”. Iniciado na capoeira em 1960, Samuel Souza foi alunos dos mestres Zé Mário e Caiçara, e acompanhou este durante muitos anos, em seus shows folclóricos. Apresenta um espetáculo com uma técnica única, em que joga capoeira com tonéis, ganhando daí seu apelido.

A gestão atual da ABCA conta também com a participação dos mestres Augusto Januário (Vice-Presidente), Odilon (Diretor Jurídico) e Tonho Matéria (Diretor de Patrimônio e Marketing), além dos capoeiristas Lucia Correia Lima (Diretora de Projetos e Comunicação Social) e Paulo Magalhães (Secretário).

Duas décadas de ginga

Em 3 de julho de 1987, o jornal A Tarde trazia estampada a notícia: “ABCA terá que mostrar sua malícia”. A pequena matéria anunciava os resultados da primeira eleição da entidade, em que venceu a chapa “Evolução” e o Mestre João Pequeno foi eleito Presidente, Paulo dos Anjos Vice, Mário Bom Cabrito Tesoureiro, Nô Diretor Técnico e Renê Diretor Social. Mestre Canjiquinha, malandro, rouba a cena e aparece na foto, que deveria ser de João Pequeno. (Durante boa parte da década de 80, a coluna Capoeira trazia semanalmente anúncios de rodas e eventos, além de debater polêmicas da capoeiragem. Nos anos 2000, em que a capoeira é considerada patrimônio cultural, percebe-se um retrocesso em termos de divulgação cotidiana na imprensa local).

“Vivíamos um momento inédito, de discutir e organizar os capoeiristas angoleiros de forma legal, perante os órgãos públicos. Além disso, depois de cada reunião havia uma roda, momento único de troca em que podíamos beber da fonte de sabedoria que são os antigos mestres”, conta Mestre Renê. Nascido em Teodoro Sampaio, Renê Bittencourt foi iniciado na capoeiragem por Mestre Canjiquinha, e dirige atualmente a ACANNE – Associação de Capoeira Angola Navio Negreiro.

Depois de Mestre João Pequeno, a ABCA teve os mestres Moraes, Barba Branca e Curió em sua presidência. Em 1996 foi criado o Conselho de Mestres, instância máxima da entidade, formado por mestres angoleiros com mais de 50 anos. Mestre Gildo Alfinete e Mestre Bola Sete foram presidentes do Conselho, cargo ocupado hoje por Mestre Nô.

As reuniões, na época da fundação, aconteciam no Forte Santo Antônio, no Centro Esportivo de Capoeira Angola – Academia de João Pequeno de Pastinha. Com o tempo, as reuniões passaram a ser no Instituto Mauá, funcionando depois em uma casa cedida na Rua do Passo. Com a ajuda do IPAC, a ABCA passou a utilizar um casarão na Rua Gregório de Matos nº 38, no coração do Pelourinho, em frente ao Teatro Miguel Santana (onde funciona o Balé Afro) e o Afoxé Filhos de Ghandy.

“Nossa casa é pobre de dinheiro, mas rica de sabedoria. É o templo sagrado da capoeira angola. Recebemos a Rainha da Dinamarca, o Príncipe de Gales e o Presidente de Guiné-Bissau, além de participar dos 500 anos do Brasil e criar a Roda da Paz. A ABCA hoje é reconhecida internacionalmente” comenta Mestre Gildo Alfinete, membro do Conselho de Mestres. Discípulo de Mestre Pastinha, com quem se iniciou na Capoeira Angola em 1959, Gildo Lemos Couto possui o maior acervo existente sobre Mestre Pastinha e o Centro Esportivo de Capoeira Angola.

Na loja da ABCA, capoeiristas do mundo inteiro podem encontrar berimbaus, pandeiros, atabaques, agogôs, camisas, livros, revistas e vídeos sobre capoeira. “A lojinha existe há muitos anos, passam dezenas de pessoas do mundo todo, todos os dias”, comenta Mestre Neco, responsável pelas vendas. Membro do Conselho Fiscal, Manoel Marcelo dos Santos foi iniciado na capoeira por Mestre Canjiquinha, em 1959, no Taboão, e dá aulas há 38 anos no Colégio Góes Calmon, em Brotas.

Todas as sextas-feiras, às 19:30, acontece a roda da ABCA, aberta a todos os capoeiristas que estejam abertos à sua forma tradicional, conduzida pelos antigos mestres com o rigor e respeito próprios desta manifestação ancestral.

Faculdade de Capoeira Angola

“Quando criamos a ABCA, meu objetivo era fazer com que esta entidade se transformasse em uma faculdade de capoeira angola, já que a Bahia é uma universidade cultural e esta casa reúne a nata da velha guarda dos angoleiros. Este objetivo ainda não foi cumprido e permanece de pé”, afirma Mestre Nô, Presidente do Conselho de Mestres. Iniciado na capoeiragem por seu avô Olegário, em 1949, na ilha de Itaparica, Norival Moreira de Oliveira foi alunos dos mestres Nilton, Pirrô e Zeca do Uruguai. Zeca, primo dos mestres Cobrinha Verde e Gato Preto, foi quem ensinou Mestre Canjiquinha a tocar berimbau.

Com a criação das leis 10.639/03 e 11.645, multiplicam-se os cursos de história e cultura afro-brasileira. Muitos temem, entretanto, que a transmissão destes saberes seja monopolizada por representantes autorizados das instituições acadêmicas, excluindo os legítimos guardiões da tradição oral.

Em 17 de julho de 1987, no texto “A questão da saúde na Capoeira Angola”, do jornal A Tarde, os angoleiros denunciavam: “Alguns ‘capoeiristas universitários’ de classe média branca, estão levantando a lebre sobre a ‘necessidade’ do mestre e do contramestre de Capoeira terem noções de Anatomia e Medicina para poderem dar aulas a iniciantes”. Uma semana antes, na mesma coluna que anunciava a criação da ABCA, uma denúncia: “qualquer exigência de diploma para ensino de capoeira é, antes de mais nada, uma atitude racista, e, como tal, tem que ser severamente combatida”.

Como se vê, este debate não é novo, e já preocupava os velhos mestres há vinte anos atrás. O projeto de lei que restringe o ensino de capoeira, yoga e danças folclóricas aos graduados em educação física ainda tramita no congresso, e a temática afro-brasileira está sendo dada em sala de aula por professores que conhecem superficialmente a cultura, por vezes reproduzindo preconceitos e perpetuando estereótipos. Mestre Nô protesta: “um professor de educação física jamais vai ter condições de ensinar a cultura popular da capoeira, ele pode ensinar uma coisa maquiada, mas jamais a capoeira em sua essência. Apenas os mestres e seus discípulos mais graduados têm esse conhecimento”.

Aposentadoria a passos de tartaruga

Uma questão diretamente relacionada à ocupação destes espaços profissionais e de poder é o projeto de aposentadoria para os antigos mestres. Muitos deles são reverenciados mas têm dificuldades concretas de sobrevivência no dia a dia, como Mestre Pastinha já alertava em 1980, seu penúltimo ano de vida: “A capoeira de nada precisa, quem precisa sou eu”. Ao receber uma homenagem na Câmara Municipal de Salvador, pelos seus 50 anos de capoeira, Mestre Virgílio desabafou: “Homenagens são boas, mas passam. Eu preciso hoje é de uma aposentadoria honesta pra levar o resto de minha vida”. Mestre Brandão, do Conselho de Mestres da ABCA, complementa: “Todo mundo tem que unir e procurar trazer um beneficio pros capoeiristas mais velhos, que depois de toda uma vida não podem mais jogar. Eu jogo capoeira há 58 anos”.

Pernambuco foi o primeiro estado brasileiro a gratificar representantes da cultura popular e tradicional com uma pensão mensal vitalícia. A Lei do Registro do Patrimônio Vivo, de 2002, já contemplou cerca de 20 mestres e grupos culturais populares, com bolsas que variam entre R$750 e R$1.500. Estados como Alagoas e Ceará têm programas semelhantes, enquanto o Governo Federal concedeu apenas um número reduzido de Bolsas de Incentivo Griô, de R$380, por um tempo determinado. A ABCA está atuando na proposição de um projeto que crie lei semelhante na Bahia, a fim de amparar antigos mestres da capoeira e de outras manifestações culturais populares.

“Os grandes mestres, como Bimba, Pastinha, Valdemar, se acabaram na maior lástima. O que se vende da Bahia é a capoeira e o candomblé, mas cadê os poderes públicos que não apóiam, não ajudam? É um descaso com os mestres antigos”, protesta Mestre Boca Rica, Vice-Presidente do Conselho de Mestres. Nascido em Maragogipe, Manoel Silva veio pra Salvador aos 15 anos e ingressou na Academia de Mestre Pastinha, acompanhando-o até sua derradeira hora. Com vários CDs gravados, depois de percorrer diversos países, ele questiona:”O que é que eu tenho? Nome! Mas cadê a aposentadoria para os antigos mestres que diz que vai sair, vai sair e nunca sai?”.

Outro projeto que está sendo pautado pela ABCA é o que articula a assistência médica e reabilitação física para os antigos mestres, a fim de permitir que estes recuperem sua plena saúde para a prática regular da capoeiragem.

Fundamentos

Mestre Nô também destaca a perspectiva de abrir cursos para jovens mestres e capoeiristas de outros estados, uma espécie de “pós graduação” com a velha guarda da capoeira angola da Bahia. “Vejo com muita tristeza o comportamento de alguns capoeiristas de hoje, e tenho medo de que percamos a essência maior que são os fundamentos da capoeira angola”, desabafa.

Em relação ao atual momento da entidade, Mestre Pelé do Tonel comenta: “estamos precisando de uma união limpa de amigos, sem maldades, dar a mão um ao outro como uma corrente e jogar o barco pra frente”. Mestre Zé do Lenço, membro do Conselho Fiscal, complementa: “não adianta camarada ficar de fora e não vir pra roda, todos têm que se unir e vir prestigiar essa casa, que precisa do nosso apoio”. Nascido em Abaíra, José Alves foi iniciado na capoeiragem em 1962 pelo Mestre Espinho Remoso, na Jaqueira do Carneiro, e tem sua academia na Sete Portas.

Para as novas gerações, Mestre Boca Rica relembra: “Mestre Pastinha falava: Eu sei que vou morrer, mas quero ver a capoeira no lugar dela, no teatro, na televisão, no cinema, na escola, na universidade… Aí eu falava comigo: será que esse velho tá ficando maluco? E não deu outra, a capoeira veio crescendo, hoje tá em mais de 200 países pelo mundo afora. Nós já estamos descendo a ladeira e são vocês que têm que levar essa capoeira de angola pra frente, não deixar ela morrer, se acabar”.

Mestre Nô também deixa um recado: “Não tenham pressa em se formar, tenham pressa em se informar, porque a pressa é inimiga da perfeição. Muitos que chegam ao grau de ensinar abandonam os treinamentos da academia do mestre, achando que já sabem. Tenham humildade e procurem sempre aprender “.

 

Paulo Andrade Magalhães Filho é jornalista, membro da ACESA e Secretário da ABCA

Capoeira & Jogos Premiados

Depois do sucesso do jogo criado pela www.spiritonin.com, o CAPOEIRA FIGTHER, uma safra de produções brasileiras, premiados pela Abragames, entidade que promove o desenvolvimento de jogos eletrônicos no país, como o caso de "BR Zumbi, o Rei dos Palmares" e de "Capoeira Experience", jogos com temática a cultura e a história nacionais, ganham espaço com a premiação no concurso JogosBR.

O concurso JogosBR propiciou em suas duas primeiras edições a criação e desenvolvimento de idéias originais por empresas do ramo e profissionais iniciantes.

Capoeira Experience

Capoeira Experience é uma simulação da jornada por auto-conhecimento de um capoeirista. Evidentemente o jogador viaja por cenas populares interagindo com costumes e estereótipos brasileiros, mas a jornada consiste principalmente de enfrentar o próprio corpo.
Apesar da ação constante e ritmada, Capoeira Experience não é sobre repetições e rotinas – cada movimento leva a luta para uma nova situação. Muito mais amplo que no xadrez, o universo de Capoeira Experience é sobre o sentido e elo entre movimentos.
Aprenda os rudimentos e parta pra arte. Use a criatividade para dominar o adversário e a platéia.

Andre Ivankio Hauer Ploszaj – Okio

Zumbi, o rei dos Palmares

Zumbi, Rei dos Palmares é um jogo de ação com gráficos "estilizados", jogado em terceira pessoa. O jogador controla Zumbi, tendo como objetivos resgatar escravos, proteger povoações negras e indígenas e seguir até as cidades costeiras para negociar alimentos e itens para os povoados.

Nicholas Lima de Souza

A ABRAGAMES, Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos, é uma entidade sem fins lucrativos que tem como principal objetivo fortalecer a indústria nacional de desenvolvimento de jogos.

a Abragames disponibiliza em seu site os demos e jogos completos que tiveram destaque e foram premiados no concurso.

Bara baixar o Jogo Capoeira Experience, Visite nossa seção de Donwloads.

Bahia: Capoeira é tema de espetáculo nos Alagados

Pensa Capoeira no Alagados é o nome do espetáculo que mescla música, teatro de rua, artesanato, maculelê e capoeira e será mostrado, no dia 31 de agost, às 10 horas, no fim de linha do Uruguai.

Com a participação de cem artistas, entre crianças e adultos, a apresentação é fruto de uma parceria entre o Instituto Cultural Brasil Itália Europa (ICBIE), com sede na Ribeira, e a entidade Filhos do Sol Nascente, que fica nos Alagados.

O espetáculo será gratuito para levar um pouco de arte e cultura às famílias que ainda vivem nas palafitas.

Fonte: http://www.atarde.com.br/