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Grupo Negaça Capoeira Angola 15 anos de fundação

O Grupo Negaça Capoeira Angola foi fundado em 01/07/1995 sob coordenação do Mestre Cavaco no bairro paulistano da Bela Vista.

Hoje o espaço está localizado no bairro da Vila Guilherme e a quase 7 anos é desenvolvido neste local uma Roda Mensal onde recebemos amigos de diversas regiões de São Paulo, Brasil e de outros países, sendo um dos principais pontos de encontro da Capoeira Angola na Capital de São Paulo.

Este espaço recebeu o nome de Barracão da Fábrica do Mestre Cavaco, pois além das Rodas Mensais e Aulas M. Cavaco trabalha em um Barracão onde funciona sua fábrica instrumentos musicais artesanais.

No dia 03 de julho o Grupo Negaça Capoeira Angola irá comemorar 15 anos de fundação, onde M. Cavaco, C.M Gaúcho e o Prof. Ratão permanecem desde sua fundação. Neste mesmo dia M. Cavaco estará formando seu aluno C.M Gaúcho á Mestre Gaúcho sendo seu primeiro aluno a chegar a essa graduação.

Fica aqui nosso convite a todos que queiram participar da nossa Festa do dia 03/julho e dos nossos encontros mensais  (realizado todo primeiro sábado de cada mês), acompanhe nossa programação, fotos, histórico no site: www.negaca.com.br

Prof. Ratão
Barracão da Fábrica do Mestre Cavaco
Rua Marieta da Silva 197 – Vila Guilherme – SP – CEP: 01507-007
Fone: 11-2905-2903 – e-mail: negaca@negaca.com.br

Rodas femininas: incentivo ou discriminação?

Com a justificativa de incentivar a participação de mulheres na capoeira, muitos grupos fazem rodas femininas ou têm um momento na roda no qual só as mulheres jogam.
A intenção pode ser boa, mas separar às mulheres dos homens será mesmo um incentivo para que elas joguem?
É certo que algumas mulheres, normalmente as iniciantes, preferem jogar entre mulheres. Mas não seria mais adequado incentivá-las a superar esse receio jogando com todos, ao invés de acomodá-las nessa situação de insegurança?
A ideia de separar para incluir parece contraditória pois toda mulher capoeirista pode e deve jogar com os homens. Negar isso é  colocar a mulher em uma situação de inferioridade, portanto esta não é a melhor forma de mostrar às mulheres que elas também têm espaço na capoeira.
Fazer uma roda só de mulheres, como uma homenagem em uma data especial, é uma atitude legal, de reconhecimento e, portanto, muito bem vinda.
Mas alimentar hábito de fazer rodas separadas ou um momento à parte para as mulheres abre espaço para a discriminação.
É a união, e não a divisão, que anda de braços dados com a igualdade.


Neila Vasconcelos – Venusiana
capoeiradevenus.blogspot.com

A Mulher na Capoeira

Hoje em dia, é quase impossível assistir a uma roda de capoeira, em qualquer canto do mundo, onde não haja a presença feminina. As mulheres, com todo o direito, estão conquistando a cada dia, mais e mais espaço nesse universo que durante muito tempo foi predominantemente um espaço masculino.

A importância da mulher na capoeira vai muito além da graça e beleza que elas proporcionam a essa manifestação. A mulher sendo respeitada e valorizada numa roda de capoeira, garante que esse espaço seja cada vez mais um espaço democrático, onde a diversidade e a convivência harmoniosa entre os diferentes, significam um exemplo de tolerância e convívio social nesse mundo tão cheio de preconceitos e discriminações. Este exemplo é um dos ensinamentos mais importantes que a capoeira oferece às sociedades contemporâneas.

Além disso, a mulher é fundamental no trabalho de organização da capoeira. Não podemos pensar numa academia ou num grupo de capoeira, em que as mulheres não ocupem um papel estratégico nessa função. Talvez isso se dê pelo fato da mulher possuir essa capacidade de organização num grau mais desenvolvido que os homens, não sei. Só sei que sem as mulheres nessa função, a maior parte dos grupos de capoeira de hoje em dia não sobreviveriam por muito tempo.

Já temos também muitas mulheres com o título de “mestre” ou “mestra” de capoeira, como queiram. E são mulheres muito respeitadas no meio, que realizam trabalhos importantes e reconhecidos, apesar de ainda haver resistências por parte de alguns setores mais conservadores da capoeira. Mas é uma questão de tempo para que esse tipo de preconceito seja também superado.

Mas é bom lembrar que apesar do universo da capoeira ter sido predominantemente masculino, existiram muitas mulheres que deixaram seus nomes gravados na história da capoeiragem. Só para citar alguns nomes, a capoeira de outrora traz histórias impressionantes de valentia e destreza de algumas mulheres como: Maria Doze Homens, Salomé, Catu, Chicão, Angélica Endiabrada, Almerinda, Menininha, Rosa Palmeirão, Massú, entre muitas outras mulheres. Histórias que envolviam enfrentamentos com a polícia, brigas com navalha, e até mortes de valentões famosos como Pedro Porreta, que segundo algumas pesquisas indicam, foi de autoria da temida “Chicão”, conforme relatam jornais da época.

Vem jogar mais eu, mulher….vem jogar mais eu…que na roda de capoeira, o espaço também é seu !

 

Pedro Abib (Pedrão de João Pequeno) é professor da Universidade Federal da Bahia, músico e capoeirista, formado pelo mestre João Pequeno de Pastinha. Publicou os livros “Capoeira Angola, Cultura Popular e o Jogo dos Saberes na Roda”(2005) e “Mestres e Capoeiras Famosos da Bahia”(2009). Realizou os documentários “O Velho Capoeirista” (1999) e “Memórias do Recôncavo: Besouro e outros Capoeiras” (2008).

Haiti: Berimbau já fez chamada, já é hora de lutar

Cidadania: Gingando pela Paz no Haiti – Relatos de um capoeirista em terras haitianas

Domingo, 17 de janeiro, 18:30

Hoje a alegria voltou a fazer morada no meu coração. Hoje, graças a Deus, pude ver o sorriso dos meu alunos, das minhas crianças. Pude abraça-las, beijá-las, olhá-las nos olhos. Após dias de ansiedade, fui até Kay-nou. E que felicidade foi reencontrá-las, ver aqueles olhinhos brilhando de felicidade.

Ao passar pelas ruas de Bel-Air já ouvi o chamado de um deles: Iê capoeira!”. Era o Canário, que acenava, feliz, em meio a multidão. E mal cheguei a Kay-nou, logo fui rodeado de crianças. Elas surgiam em meio às tendas, inúmeras delas. Vinham gritando o meu nome, perguntando pelos outros, pela Aíla, Linheiro, Beija-Flor, Paollo (Nó Cego). Eufóricas seguravam em minhas mãos, abraçavam-me, beijavam-me o rosto. Por mais que escrevesse aqui, por mais que virasse a noite esmerando-me em frente ao computador, não conseguiria descrever o meu sentimento naquela hora. E nem tenho essa pretenção.

Caminhamos para ver como estavam as coisas, para ver as pessoas. Eles acompanhavam-me, agarrando minhas mãos, meus braços. Enquanto caminhávamos mais apareciam e juntavam-se ao grupo. Quando percebi éramos uma pequena malta caminhando entre as barracas. Mães e pais vinham falar conosco, nos abraçar, saber dos outros. E chegavam mais e mais. E meu coração desejando que mais chegassem…

Nos dirigimos ao espaço da capoeira. Paredes no chão e boa parte do telhado caído. Até pouco tempo aquele espaço estava colorido, florido de pessoas… Uma grande festa para o nosso primeiro batizado e entrega de cordas e para comemorar o nosso primeiro aniverário. Um ano juntos, de muita luta e suor. Porém, o sentimento foi de esperança, apesar dos inúmeros tijolos pelo chão. E apesar das paredes caídas, pude ver um grande horizonte pela frente. E isso me encheu de força e esperança. Esperança que se fortaleceu com as palavras de um Rubem emocionado: vamos construir um espaço ainda melhor! E eu tenho certeza que sim.

Reunimos as crianças em uma roda. Bem, tentamos, pois haviam muitas crianças que não faziam [não faziam] parte do projeto. Conversamos bastante, elas muito atentas e cobrando atenção dos mais novos. Logo eles perguntaram se podiam vestir seus uniformes. E bastou ouvir um sim e saíram correndo para as barracas. Voltaram com uniforme. Claro, aqueles cuja a casa não havia desmoronado…

Nos reunimos sob uma árvore. O berimbau rompeu o silêncio. A Inúna pediu licença e chorou as vítimas, aquelas que deixaram o jogo desta existência para habitar uma nova morada. Pediu luz para os que se foram, proteção e força para os que aqui ficaram. E em cântico celebramos o ontem, o hoje e o amanhã. Celebramos a dádiva de estarmos vivos e saudáveis. Naquele momento, éramos um. A dor de um era a dor de todos, assim como a alegria, a esperança e a fé. Cantamos, enquanto eles desejam jogar o jogo, dar pernada e ficar de pernas para o ar. Faltou-nos espaço, mas não para o nosso cantar, que percorreu todo espaço. Faltou-nos comida, mas não a força para as nossas palmas. Cantamos, jogamos bola, conversamos…

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Margareth sobe ao palco com Gilberto Gil, no AfroPop Brasileiro

A segunda etapa do Movimento AfroPop Brasileiro, patrocinado pela Fundação Cultural Palmares, vinculada ao Ministério da Cultura, começa nesta quinta-feira, dia 21. Margareth Menezes recebe no palco Gilberto Gil, o grupo afro Filhos de Gandhi, Gerônimo e Roberto Mendes, e ainda uma manifestação cultural com ‘As Ganhadeiras’. O show começa às 20h no Cais Dourado, em Salvador (BA). A temporada estreou na primeira quinta-feira de janeiro, dia , com casa cheia e presença de artistas e autoridades no camarote “Espaço Palmares”.

O projeto que além de música inclui ação social, traz, na sexta-feira, 22, o tema Sexualidade sem preconceito para o  Giro Cultural, que reunirá cerca 200 jovens e adolescentes na sede do Projeto Adolescente Aprendiz (IBCM). Além de Margareth e Zulu Araújo, da Palmares, os convidados para conversar com a garotada são Andréa Elia, atriz e diretora de teatro e Maria Paquelê, pedagoga e especialista em educação sexual. Andrea Elia fecha a atividade com uma dinâmica teatral. O encontro será na escola Municipal Marques de Maricá, em Pau Miúdo, na cidade de Salvador.

O Giro Cultural é uma ação de inclusão social e visa a troca de experiências entre os jovens e os convidados de Margareth sobre temas variados. No último encontro Zezé Motta, Vovô do Ilê e a vereadora de Salvador, Olívia Santana (PCdoB), além de Margareth e Zulu Araújo conversam com  jovens de 16 a 24 anos do bairro da Liberdade e da ONG Fábrica Cultural, mantida por Margareth Menezes.

“Sempre enfrentei os desafios, não me deixei intimidar, mas nunca tive ninguém para me dar incentivo, por isso criamos este espaço, o Giro Cultural, para que seja um momento de reflexão”, explicou Margareth.

Na Palmares, a iniciativa é coordenada pelo Departamento de Fomento e Promoção da Cultura Afrobrasileira, comandado por Elísio Lopes. 

Assessoria de Comunicação
Fundação Cultural Palmares
Ministério da Cultura
(61) 3424 0166 / 0162
www.palmares.gov.br

Milésimo Centro Digital de Cidadania é inaugurado em Salvador

O maior programa de inclusão sociodigital da Bahia, o Cidadania Digital, atingiu a marca histórica de mil Centros Digitais de Cidadania instalados nos 417 municípios baianos. A inauguração do milésimo CDC aconteceu, nesta sexta-feira (18), no Ponto de Cultura do Forte de Santo Antônio, o Forte da Capoeira, com apresentações especiais de rodas de capoeira, maculelê e danças regionais.

Assim como os demais, o novo CDC está equipado com dez computadores ligados a internet banda larga, que vão oferecer acesso gratuito à rede. Para o governador Jaques Wagner, trata-se de uma porta de entrada às tecnologias da informação e ao mercado de trabalho, localizado num ponto histórico da cidade.

“Um símbolo de algo que antes era uma prisão daqueles que lutavam por liberdade, agora abriga um espaço de contato com o mundo. Aqui, a comunidade vai poder mergulhar no mundo da informação, em várias bibliotecas virtuais”, afirmou Wagner.

Com a inauguração do centro, o Forte de Santo Antônio – casa de Mestre Pastinha – torna-se, ainda mais, um espaço de convivência ao unir esporte, tecnologia e educação. Nele, são realizadas aulas de capoeira, oficinas culturais e, agora, aulas de informática.

“Tudo começa pela educação. Por isso, temos, aqui, uma ação de grande valia que, certamente, abrirá os caminhos de muitos jovens”, disse o músico e mestre de capoeira atuante no Forte, Tonho Matéria.

A marca de mil CDCs – 84 dos quais localizados na capital baiana – revela o sucesso da iniciativa realizada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). Em 2007, a Bahia contava com 350 centros. O aumento significativo revela que, em menos de três anos, o Cidadania Digital triplicou suas ações.

“E o programa vai continuar crescendo num futuro promissor. Hoje, 67% dos frequentadores são jovens de até 21 anos e 93% de escola pública, o que significa, de fato, inclusão social com vistas ao mercado de trabalho”, afirmou o secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Eduardo Ramos.

http://www.jornalfeirahoje.com.br

Mongaguá: Inscrições para capoeira gratuita estão abertas

Moradores de Mongaguá que têm interesse em aprender a arte da capoeira podem se inscrever no ginásio de esportes Jacozão, à Avenida São Paulo, 1.800, no Centro.

As aulas, ministradas pelo capoeirista Aloísio Leonel, com mais de vinte anos de experiência, terão início em 13 de junho e acontecerão todos os sábados, das 16h30 às 19 horas, no ginásio.

Podem se matricular crianças a partir de cinco anos de idade. “Também teremos espaço para a terceira idade”, afirma Leonel, conhecido no Município como Capoeira.

Londrina: Vila Cultural Brasil realiza roda de Capoeira Angola

A Vila Cultural Brasil, que teve convênio prorrogado junto ao Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic) e continua recebendo os recursos municipais, promove, durante três dias da semana, rodas de Capoeira Angola. As aulas contam com a participação de média de 15 pessoas, e são realizadas no local as segundas, quartas e sextas-feiras, das 19h às 21h30. “Temos um público fiel, mas o evento é aberto para toda a comunidade. O interessado pode entrar em contato com a vila e obter mais informações pelo telefone [43] 3324-8056, no período da manhã”, explicou o coordenador do espaço e professor de Capoeira Angola, Marcelo Pinhatari.

Ele afirmou que, além dele, as aulas são ministradas pelo mestre baiano, da cidade de Salvador, João Pequeno. “A Capoeira Angola existe em Londrina há oito anos e, é feita na Vila Cultural Brasil, há três deles”, comentou. Pinhatari ressaltou que o grupo recebe o treinamento durante a semana e participa, nos sábados, às 19h, das rodas de capoeira, também promovidas no espaço cultural. “É um espaço da modalidade para que os alunos possam se apresentar e interagir com a comunidade”, citou.

De acordo com o coordenador, a Capoeira Angola é uma manifestação da cultura popular brasileira. “Ela guarda muito da história do Brasil que não foi contada na história oficial”, ressaltou Pinhatari. Segundo ele, por preservar uma história que não foi contada, a capoeira se torna um movimento de resistência e de resgate da cultura brasileira. “Nela encontramos elementos que condizem com a nossa realidade.”

Conforme o professor, a Capoeira Angola manifesta a cultura e a história por meio da expressão corporal e da história passada “de mestre para discípulo”. “A maioria da população do Brasil é negra. A história da escravidão é algo que se manifesta na capoeira de angola porque cria uma identidade com esse povo. Por isso, o objetivo é preservar essa cultura que não está escrita em lugar algum, mas foi passada de geração para geração, de mestre para discípulo”, destacou.

Pinhatari é o precursor dessa modalidade de capoeira em Londrina. Em 2000, após morar três anos em Salvador, trouxe para o município o novo estilo. De lá para cá vem difundindo a cultura em Londrina com aulas e as oficinas anuais com gente de várias partes do Brasil. “A Capoeira Angola é mais de raiz e promove o resgate cultural. É jogada mais no chão, rasteiro, além de ser mais lenta do que a tradicional. Procura preservar as origens da capoeira”, explicou.

Marcelo Pinhatari informou, ainda, que a Vila Cultural Brasil realizará apenas as aulas de capoeira durante este mês, para planejar as próximas atividades que estão por vir. “Vamos contatar os agentes culturais e começar a programar a agenda deste ano. O espaço promove um trabalho comunitário que beneficia significativamente as pessoas que participam das oficinas e dos cursos oferecidos”, enfatizou. (NC/PML)

Centro de Cultura de Porto Seguro

Um avanço na democratização da arte é demostrada no município

2008 foi um ano especial para a Cultura do Município. O Centro de Cultura de Porto Seguro, sob a Coordenação Geral de Miriam Silva, procurou democratizar a utilização dos espaços e trouxe uma nova perspectiva a todos que atuam na área artística da região.

 

As atividades realizadas foram muitas. Na área teatral, além dos espetáculos Dois Perdidos Numa Noite Suja, com o global André Gonçalves, Intimidades Sem Censura com Renato Piaba, O Mágico de Oz e das apresentações de Adelaide Costa, aconteceram duas ótimas produções locais : Versos Íntimos, com a Companhia de Teatro Prosopopéia e A 7ª Abominação, com a Trup Brasil de Circo e Teatro. Cursos de maquiagem e figurinos foram oferecidos pela FUNCEB e um workshop gratuito sobre as linguagens do ator foi ministrado por André Gonçalves e Freddy Ribeiro. Na área de cultura popular merece destaque a comemoração do dia do Folclore; o apoio do espaço Cultural Macunaíma, o Cordão de Caboclo de Santa Cruz Cabrália , a Ciranda da Terceira Idade e as brincadeiras feitas pela Companhia de Teatro Prosopopéia deram um toque especial para o evento.

A Literatura esteve presente nas comemorações do Dia do Escritor. Um belíssimo sarau foi realizado no Salão de Espetáculos e homenagens a Machado de Assis foram prestadas na apresentação do monólogo “Dom Casmurro”, com atuação de Ed Aquino e direção de Carleone Filho.

A Capoeira foi outra atividade que recebeu um olhar diferenciado. O tombamento pelo IPHAN como Patrimônio Cultural Brasileiro foi ressaltado nas comemorações do Dia do Capoeirista e a sua implantação nas escolas surgiu como proposta no encontro “Capoeira em Debate” realizado no Salão de Espetáculos, durante a Semana da Consciência Negra.

A Semana da Consciência Negra foi marcada por diversos eventos. O Centro de Cultura,em parceria com o Instituto Sociocultural Brasil Chama África, apoiou atividades externas nas Escolas do Município, realizou uma Caminhada Cultural pelas principais ruas do centro da cidade e, no Salão de Espetáculos, em parcerias, apresentou conferências, debates, e o concurso de beleza para eleger as Chamas da África no Extremo Sul.

O Foyer foi outro espaço bem utilizado, recebeu a mostra fotográfica de Pierre Verger, fotos de Luiz Nascimento, pinturas de Benê Olivier, exposição de antiguidades e o Arraial Fotográfico. Vale ressaltar o trabalho desenvolvido pelas oficinas regulares. Capoeira, karatê, dança de salão, ballet, música e teatro foram diariamente oferecidos para a comunidade. A participação popular, devido ao profissionalismo dos professores e as ações de divulgação, cresceu substancialmente dinamizando as quatro salas do Centro.

Destaque também para toda a equipe do Centro Cultural. Carleone Filho,Patrícia Brito, Marilene, Nilton, Orley, Ozeni,Marcos, Márcio,Vivaldo, Zelito, Romilson, Fernando, Luiz Manoel,e Corte Silva. foram responsáveis pelo bom atendimento e pelo funcionamento eficaz da Instituição.

Em 2009 a FUNCEB enriquecerá a programação do Centro com o Salão Regional das Artes e o Circuito Popular de Cinema. Novas oficinas serão oferecidas. Pintura em tecido e em tela, arte em cerâmica, quadrinhos, tecelagem e criação poética farão parte do quadro das oficinas regulares. Em 2008 o Centro Cultural entrará em recesso no dia 23 de dezembro, reabrindo as portas à comunidade em janeiro de 2009. Miriam Silva deixa o convite à participação de todos os representantes das diversas áreas artísticas da região. Afinal o espaço é público e merece ser utilizado de maneira ativa e democrática.

Fonte: Centro de Cultura de Porto Seguro

Espaço Cultural realiza ECCO Capoeira 2008

O Espaço Cultural Contemporâneo (ECCO), em Brasília, realiza no momento a temporada Olhares Afrocontemporâneos – Diversidade e Cultura Negra. O ECCO possui áreas livres em seu corpo físico de 550 m2 e 400m2, onde são adaptados auditórios, classes, oficinas e áreas para danças, práticas lúdicas diversas.

Considerando o registro patrimonial recente da Capoeira, a direção do ECCO decidiu celebrar essa classificação cultural com o evento “Ecco Capoeira 2008: Cultura e Pernada, o Tombamento”, que acontece na capital federal, nos dias 22 e 23 de outubro. A atividade será coordenada pelo mestre de capoeira Cláudio Danadinho.

O encontro terá palestras e uma roda de capoeira, com a presença de representantes do Iphan, dos pesquisadores Fred Abreu, Carlos Eugênio Líbano Soares e J. Bamberg (Mestre Angoleiro), além de expoentes capoeira brasileira, como os mestres Lua Rasta e Nenel.. Haverá distribuirá certificados e camisetas aos participantes. A inscrição deve ser acompanhada da doação de 1 kg de alimento não perecível ou 1 agasalho.

O Ecco funciona no SCN quadra 3 bloco C loja 5, próximo ao Shopping Liberty Mall. Informações: 3327 2027, ramais 20, 29 e 31.

(*) O autor é jornalista e colunista deste site.