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Ceará: 3ª edição do Tribos, Berimbaus e Tambores

Este ano, a novidade do Festival é a capoeira inclusiva e a da melhor idade, além de palestras, espetáculos e oficinas

A tradicional roda de capoeira cedeu espaço para palestras, espetáculos e oficinas, na 3ª edição do Tribos, Berimbaus e Tambores, que acontece de 12 à 18 de julho, no Centro Cultural Água de Beber (Cecab). Numa mistura de culturas e ritmos, o evento está promovendo um verdadeiro intercâmbio cultural em Fortaleza. São mais de 300 participantes de países como Venezuela, Holanda, Hungria, Espanha, Irlanda, Itália e Alemanha, além da presença de alguns estados brasileiros.

Sexta-feira, na oficina de danças populares, a presença de pessoas da melhor idade, da Capoeira Mundi, de Sobral, chamou atenção. Alegremente eles dançavam e cantavam, abrilhantando a roda e dando uma verdadeira lição de vida aos mais novos. “Eu vim para brincar, para me divertir. Antes eu era uma mulher muito doente, vivia internada, depois que entrei na capoeira nunca mais senti nada. Me sinto feliz, com saúde”, contou Lucimar Sousa, 54 anos, que veio à Fortaleza para o evento acompanhada da mãe, de 74 anos, também capoeirista.

Esse ano, a novidade do Festival é a capoeira inclusiva e a da melhor idade. Mestre Ratto, organizador do evento, conta que depois de alguns estudos os capoeiristas perceberam que a capoeira é uma atividade verdadeiramente de inclusão. “O próprio círculo, a roda, já é um momento de inclusão”, disse.

A 3ª edição do Festival conta com um convidado especial, o mestre Itapuã, de Salvador.

Hoje, todo os participantes vão se reunir para fazer uma grande confraternização na barraca Marulho, na Praia do Futuro, para festejar e encerrar o evento com um grande aulão de capoeira.

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com

Curitiba: Bonecos encantados

Premiada Cia. Manoel Kobachuk, de Curitiba, apresenta hoje no Calil Haddad o espetáculo “Encanta Brasil”, que apresenta diversidade cultural brasileira através do teatro de bonecos

Hoje a noite será de capoeira no Calil Haddad. “Capoeira me mandou dizer que já chegou, chegou para lutar”, como cantava Vinícius. Não haverá, porém, capoeiristas no palco italiano do teatro, mas bonecos – os bonecos premiados da Cia. Manoel Kobachuk, de Curitiba, que apresentam em Maringá o espetáculo “Encanta Brasil”.

A capoeira é uma das manifestações culturais que os bonecos retratam, ao lado do forró, do frevo, das músicas de ciranda, dos folguedos do boi,entre outras manifestações artísticas, para retratar a diversidade cultural brasileira.

O espetáculo da noite de hoje, é beneficente e terá arrecadação de alimentos destinada à Provopar. O grupo realizou outras cinco apresentações de “Encanta Brasil ”em Maringá ontem e hoje, voltadas exclusivamente para alunos do Colégio Positivo (o espetáculo, que está em turnê nacional, é patrocinado pela Editora Positivo”.

Em “Encanta Brasil”, a Cia. Manoel Kobachuk utiliza as técnicas de manipulação de bonecos de fios, de luva, projeção em sombra e manipulação aparente, em que os bonecos interagem com quatro atores . “A peça é um passeio musical pelo Brasil, que começa pela África, passa pelos indígenas, o Carnaval … enfim, é um recorte de várias regiões e músicas brasileiras”, explica a produtora Neiva Figueiredo, citando entre Luiz Gonzaga, Milton Nascimento e o fandango paranaense entre os autores e ritmos que serão apresentados no “Encanta Brasil”.

História e tradição

Com mais de 30 anos de estrada, a Cia. Manoel Kobachuk já produziu mais de 20 espetáculos de teatro de bonecos, dos quais 14 ainda permanecem no repertório da companhia, como “Pluft, o fantasminha”, “Respeitável Público” e “Tainahakã” – estes dois últimos, em 2000 e 2003, foram apresentados no Brasil, Portugal, Espanha e Itália.

A companhia trabalha com diversas técnicas de teatro de bonecos, realizando produções tanto para o público adulto quanto para o infantil. Com seus espetáculos, o grupo já conquistou prêmios como dois troféus Mambembe, oito Gralha Azul, troféu Talento do Paraná e três prêmios MEC.

A Cia. Manoel Kobachuk também realiza um trabalho de formação de bonequeiros e é um polo de pesquisa e produção, com criação de espetáculos, exposição de acervos, edição de boletins especializados, cursos, oficinas, desenvolvimento de literatura dirigida, admissão de estagiários de todo o território brasileiro e de países europeus.


Por quilo

“Encanta Brasil”, com a Cia. Manoel Kobachuk, de Curitiba.
Hoje, às 20h, no Teatro Calil Haddad.
Ingresso: 1 kg de alimento não perecível.

Fábio Massalli – http://www.odiariomaringa.com.br
[email protected]

Vivendo do Escambo

Da terra quente e seca, os artistas viram colorir com suas fitas imaginárias uma cidade em calamidade. Era em 1991 em Janduís-RN, quando um grupo de atores, bailarinos e músicos tiveram a ideia de trocar água por arte. E trocaram mais. Além das gotas que encheram baldes e esperanças, os artistas criaram o Escambo. O movimento artístico que virou referência Brasil afora, acontece esta semana, de 15 a 18, em São Miguel do Gostoso, município do litoral norte potiguar, a 90 km de Natal.

“O movimento é a troca de experiências, de arte, de oficinas. É quando podemos apresentar nossos trabalhos e ter acesso a outros. Estamos aguardando 300 artistas vindos de diferentes partes do Brasil como São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Maranhão”, contou Filippe Rodrigo, ator e organizador do Escambo. Filippe já nasceu no Escambo. Filho de Santos, fundador do grupo Alegria Alegria, o artista não lembra de outra forma de trabalhar com arte que não seja através da troca.

O Escambo segue a filosofia de troca de serviços. Por exemplo, quando o grupo faz uso de uma escola pública para se instalar, no lugar eles consertam os encanamentos, a parte elétrica e o que puderem fazer para aquele espaço melhorar. “Tudo é possível no Escambo. E a troca é o grande trunfo. É quando podemos experimentar a arte e recebê-la”, contou Rodrigo.

Ele lembra que até hoje já foram realizados 14 escambos, desde 1991, inclusive fora do Rio Grande do Norte quando aconteceram escambos no Ceará.

Como em São Miguel do Gostoso, o escambo acontece geralmente em quatro dias, período em que os artistas participam de oficinas, cortejos, apresentações e discussões sobre a arte e suas perspectivas. “Eles estarão aqui durante quatro dias realizando vivências, rodas de filmes, música, dança. Mesmo o movimento tendo começado com teatro, o que mais reúne gente nas praças é o cinema”, disse o organizador.

O VIVER conversou com Rodrigo uma semana antes do início do Escambo e constatou que mesmo com um aparente “deixe acontecer”, o Escambo é um movimento organizado e planejado. “Sempre seguimos um esquema de chegar antes na cidade e conhecer a comunidade e os possíveis lugares para instalações. Aqui em São Miguel estamos em parceria com a prefeitura que nos cedeu as escolas. E além da estrutura, esse primeiro contato é importante para conhecermos melhor as atividades culturais da cidade”, conta o artista.

Em São Miguel, a capoeira é um dos pontos fortes da comunidade, por isso o Escambo dará atenção especial ao grupo já formado. “É quando poderemos levar um outro grupo de capoeira com linguagem diferente para discutir sobre a atividade”.

Toda preocupação do Escambo vai além da arte. Junto às oficinas, as discussões e as aulas teóricas e práticas fazem parte da programação. Além dos grupos e mestres de folguedos, o convidado do Escambo desta temporada é o ator Ami Haddad, do grupo “Tá na Rua” do Rio de Janeiro. “Ele fará rodas de conversa com a comunidade e com os artistas e ficará em São Miguel até o dia 20 de janeiro.

Depois de tanta troca e de ecoar pelo Brasil inteiro, o movimento foi homenageado recentemente em São Paulo e tem em seu cadastro mais de 1.500 artistas de rua. Na visão de Rodrigo, o movimento é transformador de mundos e lembra muito a chegada do circo nas cidades. “É uma mudança interior”.

Ele lembra que muitas pessoas das comunidades visitadas ensaiam em fugir com os grupos de teatro. “Até hoje ninguém teve coragem, mas o interessante é quando a gente volta aos lugares e percebe que aquelas pessoas que desejavam sair, hoje transformam suas cidades com arte. Por isso é um movimento infinito”, finalizou Rodrigo.

Programação

15/01 sexta-feira
12h Chegada do grupo
14h grande reunião que é a chamada saudação e o fechamento de algumas comissões, organização e segurança;
16h30 – cortejo
17h20 – espetáculos que são três por noite
20h00 – mostra de filmes
Escambar – movimento da chegada nos bares com leitura de poesia,
música, até 2 da manhã

Dia 16/01 sábado
8h até 12h – vivências até
tarde: reunião de avaliação
16h – deslocamento dos grupos para comunidades vizinhas e assentamentos
Centro: espetáculos, mostra de filmes.

Dia 17/01 domingo:
8h30 até 12h – Vivência com Amir Haddad
13h30 – Vivência
16h40 – cortejo, espetáculos
20h00 – mostra de filmes

Dia 18/01 – segunda-feira
08h00 – Feira com espetáculo de teatro, música e bonecos
Roda de avaliação
Finalização dos Escambos

 

Fonte: Tribuna do Norte – http://tribunadonorte.com.br/

Capoeira Valencia 2009 – Uma Festa de Camaradas

O Grande amigo e camarada Careca, que ao longo dos anos vem amadurecendo e desenvolvendo um fantástico trabalho com a “Luta Regional Baiana” a Regional de Bimba em terras Ibéricas e também no Canadá, convida a todos os amigos e parceiros para o seu evento anual o qual já tive o prazer de participar onde a alegria e a amizade imperam…
 
Vale ainda ressaltar a importância deste evento que tem uma cariz bastante cultural, sempre buscando divulgar as tradições ligadas direta ou indiretamente a Capoeira Regional.
Uma Boa dica para os amantes da capoeira!
Luciano Milani
Convite:

“Capoeira Valencia 2009 – Uma Festa de Camaradas”

O Festival apresenta a Comunidade Valenciana toda a riqueza da cultura Brasileira, tendo a Capoeira como transmissora da mesma. Durantes os 4 dias de festival serão realizados cursos, palestras, espetáculos, rodas, dentre outras atividades realizadas por convidados vindos do Brasil e diversas partes do mundo, alguns dos mais representativos nomes da arte-luta brasileira se encontram, fazendo com que Valencia seja o centro das atenções da capoeira na España.

Data: 30 de Abril à 3 de Maio.
Local: Valencia, Benaguasil, Vilamarxant.
Organiza: Careca – Centro Cultural Capoeira Baiana
Contato:(34) 654 23 24 64
www.capoeirabaiana.net

 

Centro de Cultura de Porto Seguro

Um avanço na democratização da arte é demostrada no município

2008 foi um ano especial para a Cultura do Município. O Centro de Cultura de Porto Seguro, sob a Coordenação Geral de Miriam Silva, procurou democratizar a utilização dos espaços e trouxe uma nova perspectiva a todos que atuam na área artística da região.

 

As atividades realizadas foram muitas. Na área teatral, além dos espetáculos Dois Perdidos Numa Noite Suja, com o global André Gonçalves, Intimidades Sem Censura com Renato Piaba, O Mágico de Oz e das apresentações de Adelaide Costa, aconteceram duas ótimas produções locais : Versos Íntimos, com a Companhia de Teatro Prosopopéia e A 7ª Abominação, com a Trup Brasil de Circo e Teatro. Cursos de maquiagem e figurinos foram oferecidos pela FUNCEB e um workshop gratuito sobre as linguagens do ator foi ministrado por André Gonçalves e Freddy Ribeiro. Na área de cultura popular merece destaque a comemoração do dia do Folclore; o apoio do espaço Cultural Macunaíma, o Cordão de Caboclo de Santa Cruz Cabrália , a Ciranda da Terceira Idade e as brincadeiras feitas pela Companhia de Teatro Prosopopéia deram um toque especial para o evento.

A Literatura esteve presente nas comemorações do Dia do Escritor. Um belíssimo sarau foi realizado no Salão de Espetáculos e homenagens a Machado de Assis foram prestadas na apresentação do monólogo “Dom Casmurro”, com atuação de Ed Aquino e direção de Carleone Filho.

A Capoeira foi outra atividade que recebeu um olhar diferenciado. O tombamento pelo IPHAN como Patrimônio Cultural Brasileiro foi ressaltado nas comemorações do Dia do Capoeirista e a sua implantação nas escolas surgiu como proposta no encontro “Capoeira em Debate” realizado no Salão de Espetáculos, durante a Semana da Consciência Negra.

A Semana da Consciência Negra foi marcada por diversos eventos. O Centro de Cultura,em parceria com o Instituto Sociocultural Brasil Chama África, apoiou atividades externas nas Escolas do Município, realizou uma Caminhada Cultural pelas principais ruas do centro da cidade e, no Salão de Espetáculos, em parcerias, apresentou conferências, debates, e o concurso de beleza para eleger as Chamas da África no Extremo Sul.

O Foyer foi outro espaço bem utilizado, recebeu a mostra fotográfica de Pierre Verger, fotos de Luiz Nascimento, pinturas de Benê Olivier, exposição de antiguidades e o Arraial Fotográfico. Vale ressaltar o trabalho desenvolvido pelas oficinas regulares. Capoeira, karatê, dança de salão, ballet, música e teatro foram diariamente oferecidos para a comunidade. A participação popular, devido ao profissionalismo dos professores e as ações de divulgação, cresceu substancialmente dinamizando as quatro salas do Centro.

Destaque também para toda a equipe do Centro Cultural. Carleone Filho,Patrícia Brito, Marilene, Nilton, Orley, Ozeni,Marcos, Márcio,Vivaldo, Zelito, Romilson, Fernando, Luiz Manoel,e Corte Silva. foram responsáveis pelo bom atendimento e pelo funcionamento eficaz da Instituição.

Em 2009 a FUNCEB enriquecerá a programação do Centro com o Salão Regional das Artes e o Circuito Popular de Cinema. Novas oficinas serão oferecidas. Pintura em tecido e em tela, arte em cerâmica, quadrinhos, tecelagem e criação poética farão parte do quadro das oficinas regulares. Em 2008 o Centro Cultural entrará em recesso no dia 23 de dezembro, reabrindo as portas à comunidade em janeiro de 2009. Miriam Silva deixa o convite à participação de todos os representantes das diversas áreas artísticas da região. Afinal o espaço é público e merece ser utilizado de maneira ativa e democrática.

Fonte: Centro de Cultura de Porto Seguro

Cuiabá: Capoeira entra em cena

Palco Giratório traz espetáculos de todo o Brasil para o Sesc Arsenal, a partir deste final de semana. Teatro, dança e circo, diariamente, até 01/06

Depois de passar por um Curto Circuito de Teatro(últimas peças hoje) Cuiabá entra em um Palco Giratório. Dionísio reina neste calor cuiabano. O SESC vai entrar em ebulição. São espetáculos com grupos de todo o Brasil, durante todo o mês de maio.

Integram a programação oficinas, debates e, claro, muito teatro. O Festival Palco Giratório é um dos maiores festivais de artes cênicas circulando o país, senão o maior.

Máscaras, bonecos, figurinos, cenários, imaginários compartilhados e construídos e reconstruídos pela cultura. Que privilégio uma cidade que depois de esbaldar em um mês de teatro local recebe os grupos nacionais e continua a interagir com atores e platéias em um palco cotidiano.

O Festival Palco Giratório está de volta a Cuiabá com espetáculos fundamentados na pesquisa como base de criação e desenvolvimento e primam por trabalhar a educação dos sentidos para a formação de público. Durante este mês, Cuiabá sedia pelo segundo ano consecutivo, o Festival. De 03/05 a 01/06, serão exibidos, diariamente, espetáculos de teatro, dança e circo, de vários estados do País e de produções locais.

Quem começa girando é o Besouro Cordão-de-Ouro (RJ) um espetáculo que faz homenagem a Manuel Henrique Pereira(1897-1924), o Besouro Cordão-de-Ouro ou o Besouro-Mangangá, tido como o maior capoeirista de todos os tempos da Bahia. Suas histórias são contadas por outros mestres capoeiristas conhecidos, como Canjiquinha, Bimba(criador da capoeira Regional), Barroquinha, Caiçara, Budião, Rosa Palmeirão, Dora das Sete Portas e Pastinha(líder da capoieira Angola).

O palco se transforma numa grande roda de capoeira com atabaques, berimbaus, pandeiros e caxixis. Caixotes de madeira, painéis com as letras das músicas do espetáculo e balaios espalhados pelo chão compõem o cenário e aproximam o ambiente dos personagens da platéia. O elenco, todo composto de atores negros, contou com dois grandes mestres da capoeira para a preparação corporal, Mestre Casquinha e Mestre Camisa.

O espetáculo mostra a trajetória, filosofia, prática e música do mestre Besouro, fazendo um paralelo com a história do Brasil suas raízes culturais. Besouro, nascido em Santo Amaro da Purificação, deixou seu nome gravado nas rodas de capoeira. Metido em política, ele impunha respeito naquele princípio de século XX, na Bahia. Além de capoeirista, Besouro também tocava violão e compunha sambas-de-roda.

Besouro inspirou a música Lapinha, de Baden Powell e Paulo César Pinheiro, vencedora do Festival de Música da TV Record, na voz da cantora Elis Regina. Serviu de fonte também para um dos capítulos do livro Mar Morto, de Jorge Amado, e para o filme Besouro capoeirista, com o ator baiano Mário Gusmão. O curioso é que a mesma coragem e valentia lembradas nas canções, que o transformaram num herói, fizeram com que, em vida, tivesse fama de arruaceiro e fosse perseguido pela polícia em inúmeras ocasiões. E pensar que tudo isso foi feito antes de ele completar 30 anos.

Em um texto do Luciano Milani, baseado em uma matéria publicada no Correio da Bahia, temos a descrição do Besouro lendário: “Até hoje, sua personalidade permanece envolta em mistério, fortalecendo ainda mais o mito em torno de seu nome. Sua certidão de nascimento nunca foi encontrada, nem documentos de identidade. Também não há qualquer imagem – seja fotografia ou pintura – dele. Besouro não deixou filhos conhecidos, nem mulher, nenhum grande amor que tenha ouvido suas confidências naquelas noites antigas. Seus amigos já partiram deste mundo. Sua única irmã viva não chegou a conhecê-lo: temia o próprio irmão”. Sua existência foi “comprovada” há pouco tempo através de dois documentos encontrados no Arquivo Público da Bahia, em Salvador, e no de Santo Amaro. Neste último, Besouro é acusado por um crime cometido na Fazenda Rio Fundo, onde ele vivia como empregado de um poderoso proprietário da região.

Também passarão pelos palcos do SESC Arsenal os espetáculos: Adubo (DF), neste domingo e mais: Das Saborosas Aventuras de Dom Quixote de La Mancha e seu Escudeiro Sancho Pança (GO), Tempo (MT), Amor e Loucura (BA), Desutilidade Poética (MT), Miniteatro Ecológico – Caatinga (MG), A Gaivota (Alguns Rascunhos) (PB), Circo Minimal (RS), Larvárias (RS), O Porco (SP), O Pupilo Quer Ser Tutor (SC), Siriri e Cururu (MT), O Sapato do Meu Tio (BA), Ópera Dance (MT), Circo Teatro Artetude (DF), The Carnival (MT), Casa de Ferro (BA), Curta Curva do Rio (MT), Senhora dos Afogados (MT), As 04 Chaves (SP), Saudades em Terra/Água (RJ), Quebra-Cabeça, A Lenda do Minhocão do Pari (MT), O Reencontro de Palhaços na Rua é a Alegria do Sol com a Lua (AL), Sambalelê (MT), Brevidades (SP).

O projeto Palco Giratório foi criado pelo Departamento Nacional do Sesc, desde 1998, com o objetivo de difundir e descentralizar as artes cênicas no Brasil. A iniciativa se transformou em uma das ações culturais mais importantes do país, pois através do projeto a população pode ter acesso às produções teatrais de qualidade. Com uma programação múltipla, diversos espetáculos circulam pelas capitais e cidades do interior, viabilizando a troca de experiências entre grupos de teatro de todo o Brasil.

Fonte: Diário de Cuiabá: http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=315896

Mestre Brasília

Mestre Brasília
 
Antônio Cardoso Andrade, mestre Brasília, é também um dos pioneiros da Capoeira paulista. Aprendeu com mestre Canjiquinha, de quem foi amigo dedicado. Veio para São Paulo, gostou, acabou ficando. Praticava capoeira na antiga CMTC, com mestre Melo, e na academia do mestre Zé de Freitas, no Brás. Conheceu então mestre Suassuna, e juntos fundaram uma academia, a “Cordão de Ouro”, que viria a se tornar no pólo principal da Capoeira paulista. Joga com extrema elegância e habilidade. Mantém academia e casa de espetáculos em São Paulo, à rua Pedroso de Moraes,645 3 andar fone é 011 30970607. É vice-presidente cultural da Federação de Capoeira do Estado de São Paulo, entidade filiada à Confederação Brasileira de Capoeira e à Federação Internacional de Capoeira; atualmente, é presidente do Conselho Superior de Mestres – seção São Paulo.