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Livro: Num Tronco de Iroko vi a Iuná Cantar

EDITORA PEIRÓPOLIS LANÇA “NUM TRONCO DE IROKO VI A IÚNA CANTAR”, DE ERIKA BALBINO

Acompanhado de CD de áudio com a contação da história e músicas de capoeira, livro apresenta para as crianças seres lendários das culturas cabocla, negra e indígena

A Editora Peirópolis lança, no próximo dia 24 de maio, na Livraria da Vila (Rua Fradique Coutinho, _915 – São Paulo, SP), o livro-CD infantojuvenil “Num tronco de Iroko vi a Iúna cantar”. Escrito por Erika Balbino e ilustrado pelo grafiteiro Alexandre Keto, a publicação aproxima as crianças da capoeira por meio de figuras lendárias das religiões de matriz africana, que marcaram profundamente o desenvolvimento da cultura brasileira.

Num tronco de Iroko vi a Iúna cantar narra a história dos irmãos Cosme, Damião e do pequeno e levado Doum, que um dia encontram com um menino chamado Pererê e, por meio dele e de muitos outros amigos que vão se juntar a eles nessa fábula, percorrem caminhos mágicos e descobrem os segredos e artimanhas da arte chamada de capoeira. Com  Pererê, a índia Potyra, Vovô Joaquim e outros seres lendários das culturas cabocla, negra e indígena, os três vão ao encontro do grande guerreiro Guariní, ou Ogum Rompe-Mata, capaz de ajudá-los a combater Ariokô e aqueles que fizeram a Mãe-Terra tremer de dor pelo desmatamento.

Erika Balbino revela a força da cultura africana em uma de suas manifestações mais populares ao narrar com maestria o encantamento e o deslumbramento dos protagonistas meninos ao desvendarem os poderes e os mistérios da capoeira, e de como essa prática tem o poder de falar com todas as pessoas. Uma luta, uma dança, um jogo, uma arte.

Ariokô, o ser irracional que os meninos irão combater, deseja usá-la como arma de sua vaidade, que funciona como uma cortina negra não o deixando perceber o poder acolhedor da capoeira, bem como todo o mal que a vaidade dos homens causa a Mãe Terra.

No prefácio, o professor de Jornalismo da USP, coordenador do CELACC (Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação) e membro do NEINB (Núcleo de Pesquisas e Estudos Interdisciplinares sobre o Negro Brasileiro) Dennis de Oliveira, traça uma analogia da invisibilidade da cultura negra com a brincadeira de esconde-esconde, afirmando que é necessário retirar a venda do preconceito dos olhos – que nos impede de ver o outro – para descobrir o que está escondido ao nosso redor.

Segundo a autora, apesar de estar presente em momentos históricos importantes  a capoeira tem seu reconhecimento só no papel, assim como várias políticas públicas em favor da cultura afrobrasileira e periférica.  “A capoeira foi declarada Patrimônio Cultural do País em 2008, e ainda hoje, está mais presente nas escolas particulares do que nas públicas, exceto naquelas que abrem espaço para programas sociais de final de semana, e nas quais o profissional da capoeira não é remunerado”, afirma.

Combatendo esse paradigma, a publicação introduz uma série de elementos dessa cultura para o público infantojuvenil. “A cultura afro-brasileira ainda é invisível. Seu ensino foi aprovado por lei (Lei 10.639/030 em 2003), mas permanecemos no campo do aprendizado da cultura europeia, replicando valores já tão ultrapassados. Continuamos no campo do folclore, como se o negro e até mesmo o índio fossem objeto de uma vitrine, utilizada para fazer figuração em momentos oportunos. A literatura pode nos libertar dessas amarras e acredito que esta seja minha pequena contribuição”, conclui Erika.

As lindas ilustrações de Alexandre Keto, artista urbano conhecido na periferia de São Paulo, com trabalho reconhecido na França e na Bélgica e educador social no Senegal, são lúdicas e dinâmicas, e harmonizam-se com a linguagem proposta por Erika Balbino, refletindo força e a riqueza do  imaginário plural brasileiro.

Encartado na obra há ainda um CD com a narração da história pela própria autora e cantos de capoeira e pontos de Umbanda, com a participação do percussionista Dalua, da cantora Silvia Maria, Rodrigo Sá, além dos Mestres Catitu, Jamaica, e Caranguejo, grandes nomes da cultura popular, esse último tendo exercido a profissão de Mestre de Capoeira por quase 20 anos na Fundação Casa. No final do livro há um glossário contendo todos os termos utilizados no livro que possam ser desconhecidos do público em geral. Além disso, a contra capa do livro conta com um QR Code que pode ser acessado por qualquer smartphone e permite ouvir a todas as músicas do CD.

Apaixonante, “Num tronco de Iroko vi a Iúna cantar” é uma fábula sobre amizade, descoberta e fé, e nos mostra que o conhecimento pode estar muito perto e, no entanto, damos uma volta ao mundo para encontrar o que buscamos. Com outro olhar e sem vendar os olhos, percebemos novos significados em coisas que, desde sempre, estavam ao nosso alcance. Como escreve o escritor e jornalista Nirlando Beirão na apresentação do livro “Erika da uma rasteira no preconceito em prol desta cultura que o Brasil reluta em aceitar investigando, na ginga dos negros, a rica relação entre corpo e música, entre combate e dança, e nos presenteando, com sua arte mandingueira, com uma obra capaz de enfeitiçar gente pequena assim como adulto teimoso”.

 

Erika Balbino

Nasceu na cidade de São Paulo. Formou-se em Cinema com especialização em Roteiro na Fundação Álvares Penteado (Faap) e é pós-graduada em Mídia, Informação e Cultura pelo Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação (Celacc) da Universidade de São Paulo (USP). Além de seu envolvimento com cultura afro-brasileira e umbanda, joga capoeira há treze anos e desenvolve projeto de pesquisa sobre essa prática na capital paulista.

 

Alexandre Keto

Nascido na capital paulista, seus primeiros contatos com a cultura Hip Hop ocorreram em oficinas que aconteciam no bairro em que morava. Logo virou um multiplicador e passou a espalhar a cultura Hip Hop por diversos guetos mundo afora por meio de projetos sociais. Usa o trabalho artístico como uma ferramenta de transformação social, principalmente em países africanos, onde desenvolve projetos comunitários e de intercâmbio.

Sobre a Editora Peirópolis

Criada em 1994, a Editora Peirópolis tem como missão contribuir para a construção de um mundo mais solidário, justo e harmônico, publicando literatura que ofereça novas perspectivas para a compreensão do ser humano e do seu papel no planeta. Suas linhas editoriais oferecem formas renovadas de trabalhar temas como ética, cidadania, pluralidade cultural, desenvolvimento social, ecologia e meio ambiente – por meio de uma visão transdisciplinar e integrada. Além disso, é pioneira em coleções dedicadas à literatura indígena, à mitologia africana e ao folclore brasileiro. Para saber mais sobre a Peirópolis, acesse www.editorapeiropolis.com.br

 

FICHA TÉCNICA

  • Título: Num tronco de Iroko vi a Iúna cantar
  • Autor: Erika Balbino
  • Ilustrador: Alexandre Keto
  • Páginas: 80
  • Formato: 21×26 cm
  • ISBN 978-85-7596-329-6
  • Preço: R$49,00

 

 

Informações para a imprensa – Editora Peirópolis:

COMMUNICA BRASIL

PABX: (11) 3868-0300

Andrea Funk – andrea@communicabrasil.com.br

Antônio Prado – antonio@communicabrasil.com.br

Estela Vanella– estela@communicabrasil.com.br

www.communicabrasil.com.br

Semeando 2013/14 – VIII Encontro Internacional de Capoeira Angola

Semeando 2013/14 – VIII Encontro Internacional de Capoeira Angola

Evento realizado pelo Grupo de Capoeira Semente do Jogo de Angola vai reunir alunos, Contra Mestres e Mestres de vários países

Entre dezembro de 2013 e janeiro de 2014 acontece o Semeando – Encontro Internacional de Capoeira Angola, realizado pelo Grupo Semente do Jogo de Angola. O objetivo do evento é reunir alunos de vários estados brasileiros e de outros países, além de capoeiristas interessados em aprender e trocar informação sobre a história Afro-Brasileira. A programação vai incluir Capoeira Angola, Dança Afro, Samba de Roda, Maculelê, Oficinas de Berimbau, Caxixi, Atabaque, Percussão, Palestras, Mostras de Vídeo, Afoxé e Caminhada Ecológica.

O Encontro é realizado de 2 em 2 anos, desde 2004, em Salvador e na Ilha de Cacha Pregos (BA), onde está sendo construída a sede do Grupo de Capoeira Semente do Jogo de Angola. Em 2013, o evento vai ampliar as atividades para dois lugares históricos: Santo Amaro, no Recôncavo Baiano, e Chapada Diamantina. A ideia não é só jogar Capoeira, mas levar todos os interessados para vivências em lugares históricos, tais como: Baixa do Sapateiro, Lagoa do Abaeté, Ilha de Itaparica, Santo Amaro, Cachoeira, São Félix, Lençóis e Vale do Capão. 

O Grupo de Estudos dos Núcleos Semente de Angola apresentará um trabalho teórico sobre História do Brasil até 1808/1810, data da chegada da Família Imperial no Rio de Janeiro. Este acontecimento histórico coincide com o começo da perseguição policial aos negros e capoeiristas. Este trabalho, o qual será apresentado por alunos do Grupo, permanecerá no Espaço na Ilha para estudos. As aulas de Capoeira durante o Encontro serão ministradas pelo Mestre Jogo de Dentro, Contramestres do Grupo Semente do Jogo de Angola e Mestres presentes. 

INFORMAÇÕES 

Site: http://www.sementedojogodeangola.org.br
Telefone: (71) 8727 7127 / 3319 0227

 

Fonte: http://www.iteia.org.br

Ciclo de Debates “Negras Histórias no Sul da Bahia”

CICLO DE DEBATES: NEGRAS HISTÓRIAS NO SUL DA BAHIA convida

Para a Mesa “HISTÓRIAS DE CAPOEIRAS”


Participantes:

Gissele Raline Fernandes Moura

Graduada em História (UESC) e Mestre em História Social (UFBA)

Paulo Andrade Magalhães Filho

Graduado em Comunicação Social (UFMG), Especialista em Educação e Relações Étnico Raciais (UESC) e Mestre em Ciências Sociais (UFBA)

 

Mediadora:

Luiza Reis

Graduada em História (UESC), Mestre e doutoranda em Estudos Étnicos e Africanos (UFBA), Professora Assistente da UESC

O Ciclo de debates Negras Histórias no Sul da Bahia é um projeto do Grupo de Estudos do Atlântico e da Diáspora Africana (GPEADA), aprovado no Programa Prodocência, e articula professores e estudantes de Pós-Graduação egressos da UESC com discentes do curso de História para discutir uma revisão historiográfica sobre a presença negra no sul da Bahia.

Dia 09.07.2012, segunda feira, no auditório Jorge Amado (UESC), às 9:00h

 

Haverá emissão de certificados!

 

Venha discutir conosco!

Parceria GINGAS e Laboratório de Etnografia e Estudos em Comunicação, Cultura e Cognição (LEECCC) da Antropologia UFF

A ONG GINGAS, através do seu Ponto de Cultura – Casa da Cultura Afro-brasileira, acaba de firmar importante parceria com mais uma instituição de educação, a Universidade Federal Fluminense, mais especificamente, o Laboratório de Etnografia e Estudos em Comunicação, Cultura e Cognição (LEECCC), do Departamento de Antropologia, coordenado por Julio César de Souza Tavares, para execução de um projeto sobre a estética no movimento da capoeira e sua relação na cultura popular brasileira. O resultado será a elaboração do “Dicionário Enciclopédico da Capoeira”, que tem a colaboração de David Bassous, fundador do ponto de cultura e responsável pelo projeto de extensão.

As pesquisas de campo tiveram início em março, a partir da entrevista com Jonas Rabelo (Mestre Russo de Caxias). O projeto tem previsão de ser concluído em três anos.

“O GINGAS terá uma importante participação na consultoria e apuração do conteúdo histórico e antropológico sobre a capoeira, produzido para o Dicionário. Paralelamente a este trabalho teórico, David Bassous coordenará as vivências avançadas através das experimentações, ou seja: trazendo a prática da capoeira para dentro da universidade, baseando-se na sua vasta experiência como mestre no assunto”, explica Julio César de Souza Tavares, doutor em Antropologia, professor do Departamento de Antropologia da UFF, responsável pela concepção e direção da pesquisa.

A equipe completa do projeto é composta pelos pesquisadores assistentes: David Bassous (mestre em Ciência da Arte e capoeira, formado desde 1989, coordenador do Gingas), João Perelli (mestre e professor de Educação Física, instrutor de capoeira) e Lais Salgueiro (mestranda em Antropologia na UFF e dançarina).

Como gestor cultural do GINGAS, David Bassous destaca o papel fundamental desta parceria para a valorização e divulgação da cultura afro-brasileira.

“Este trabalho representa a concretização de um sonho que se manifesta de duas maneiras: a primeira é a possibilidade de trabalhar com a minha principal referência no mundo acadêmico, Julio César Tavares, que além de reconhecidíssimo acadêmico é pioneiro na produção de estudos com a temática capoeira. Possui, também, uma história de vida no engajamento ‘político’ com questões que envolvem a diáspora africana no Brasil e no mundo. A outra é a possibilidade de envolver o Ponto de Cultura, Casa da Cultura Afro-brasileira do GINGAS, como o parceiro institucional responsável pela interface da práxis em um projeto acadêmico de importância histórica na esfera da cultura afro-brasileira”, exalta David Bassous.

 

Obra-prima de Jacob Gorender ganha 5ª edição após 26 anos e tem lançamento em dezembro na USP

Obra-prima de Jacob Gorender ganha 5ª edição após 26 anos e tem lançamento no dia 01 de dezembro na USP

Relançada pela Editora Fundação Perseu Abramo, a polêmica tese “Escravismo colonial” reinterpreta o legado de Gilberto Freyre, renova o marxismo brasileiro e consolida-se como a mais notável contribuição contemporânea acerca deste período histórico.

Reconhecido como um dos registros mais notáveis da historiografia recente do Brasil, O escravismo colonial, de Jacob Gorender, ganha 5ª edição pela Editora Fundação Perseu Abramo (EFPA). Publicado anteriormente entre o final da década de 1970 e a primeira metade dos anos 1980, o livro – na época, considerado polêmico por contestar as teses defendidas por pensadores devotos de Gilberto Freyre – debate a concepção histórica sobre o modelo de escravismo implantado no país e propõe a inserção do fenômeno entre as possíveis considerações sobre a formação do modelo de socioeconomia brasileira. O lançamento ocorre no mês de novembro.

 

Passados 26 anos desde a sua última edição, “O escravismo colonial” afirma-se como a mais sólida análise contemporânea acerca da argumentação gilbertiana sobre o sistema escravocrata implantado no Brasil colonial e suas consequências que perpassam a ascensão do capitalismo, em meados do século XIX, até os dias de hoje.

 

Gorender reinterpreta os clássicos modelos derivados de Freyre e desconsidera a suposta existência de um regime feudal brasileiro, subsistente ou paralelo ao sistema escravista. Sua tese de escravismo colonial suscita outra via para o entendimento da formação econômica do país, ao admitir o fenômeno como o grande responsável pelo fortalecimento da unidade lusitana na América Latina, em contraponto à fragmentação observada no território hispânico.

 

O autor convida o leitor a refletir sobre a estrutura e o sistema de produção escravista vigente no Brasil e afirma que este foi um método novo, temporal e específico deste espaço geográfico, objetivado pela produção mercantil para atender principalmente a demanda europeia. Portanto, esta forma peculiar de regime é diferente dos moldes do escravismo clássico, feudalismo e, ainda, do capitalismo, colocando o país numa situação de exceção em relação às culturas ocidentais durante todo este período histórico.

 

Sendo Gorender marxista desde a adolescência, “O escravismo colonial” dá novo fôlego para o marxismo brasileiro, ao acrescentar novas categorias de análise nos mesmos modos de produção. A obra reforça o conceito de materialismo histórico, pois, incrementa variações à fórmula de Karl Marx e o torna mais aplicável como ferramenta de estudo de sistemas econômicos que destoem dos europeus.

 

O lançamento ocorre no dia 01 de dezembro, às 19h00,  na Escola de Comunicações e Artes da USP com a realização de um debate onde estarão presentes:

Alípio Freire – jornalista e escritor, integra o Conselho Editorial do Brasil de Fato e da Editora Expressão Popular.

Dennis de Oliveira – Professor da ECA/USP e do Programa de Pós Graduação em Direitos Humanos da USP, coordenador do Celacc (Centro de Estudos Latino Americanos sobre Cultura e Comunicação)

Eunice Prudente – Professora da Faculdade de Direito e do Programa de Pós Graduação em Direitos Humanos da USP e  coordenadora do Neinb (Núcleo de Apoio à Pesquisa e Estudos Interdisciplinares sobre o Negro Brasileiro)

Flávio Jorge – diretor da Fundação Perseu Abramo e dirigente da Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN)

Mario Maestri – professor titular do Programa de Pós- Graduação em História da Universidade de Passo Fundo (UPF), dirige a coleção Malungo da UPF Editora, especializada em trabalhos sobre escravidão colonial.

 

 

Jacob Gorender: intelectualidade excepcional

 

Nascido em Salvador, em 1923, Jacob Gorender é considerado hoje um dos mais importantes historiadores brasileiros. Filho de um judeu ucraniano socialista, frequentou a Faculdade de Direito de Salvador, onde militou na União de Estudantes da Bahia, durante o início de 1940.

 

Muito jovem, lutou na 2ª Guerra Mundial pela Força Expedicionária Brasileira. Foi membro do Partido Comunista Brasileiro (PCB) – ao lado de personagens importantes, como Carlos Marighella – e trabalhou como jornalista nos principais veículos de esquerda daquele período. Em 1968, com o início dos anos de chumbo da ditadura militar, Gorender aproxima-se da militância armada e participa da fundação do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR).

 

Em janeiro de 1970, foi preso em São Paulo. Seguiram-se dois longos e traumatizantes anos de constantes torturas, mas também foi nesse período de Gorender teve forças para iniciar esta que atualmente é considerada a tese mais revolucionária sobre a formação socioeconômica brasileira, desde “Casa Grande & Senzala”. “O escravismo colonial” era publicado em 1978 pela editora Ática, com inesperado sucesso.

 

O preconceito contra seu autodidatismo intelectual o reservou à margem do campo acadêmico durante muitas décadas. Apenas em 1994, aos 71 anos, seu mérito foi reconhecido com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e passou a atuar como professor visitante no Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo (USP).

 

Atualmente, com 88 anos, vive entre livros e publicações, numa simpática casa de vila do bairro da Pompeia, na zona oeste da cidade de São Paulo.

 

A Editora Fundação Perseu Abramo registra sua homenagem a Jacob Gorender e reconhece a importância deste grande pensador brasileiro, com o lançamento da 5ª edição revisada de “O escravismo colonial”, marcada para novembro de 2011.

 

Sobre a EFPA

Fundada em 1997, a Editora Fundação Perseu Abramo é um espaço para o desenvolvimento de atividades de reflexão político-ideológica, estudos e pesquisas, destacando a pluralidade de opiniões, sem dogmatismos e com autonomia. Com mais de 180 livros em catálogo, a editora conta com autores importantes como Antonio Candido, Celso Furtado, Aloysio Biondi, Michael Löwy, Marilena Chaui, Lélia Abramo, Milton Santos, Maria da Conceição Tavares, Francisco de Oliveira, Maria Rita Kehl e Leandro Konder, entre outros. Para mais informações, acesse www.efpa.com.br e siga a EFPA no twitter (@editora_perseu).

 

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

 

O escravismo colonial, Jacob Gorender

Editora Fundação Perseu Abramo

ISBN 978-85-7643-082-7

650 p. – 5ª edição revisada – ano 2011

R$ 65,00

 

LOCAL: Auditório Paulo Emílio às 19h00

Escola de Comunicações e Artes –

Sala da Congregação, 1o. andar 

Avenida Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443 – Cidade Universitária

São Paulo (SP)

 

 

Erika Alexandra Balbino

Baobá Comunicação, Cultura e Conteúdo

Rua Porangaba, nº 149, Bosque da Saúde

04136-020 – São Paulo – SP

+55 11 3482-2510+55 11 3482-6908

 

Foto Gorender: Alexandre Machado

Seminário de Proposição Para Políticas Públicas da Capoeira da Bahia

Nos dias 11 e 12 de dezembro, os mestres, contra-mestres e professores de capoeira estarão reunidos em um seminário que pretende discutir as metas e políticas públicas da capoeira na Bahia, além de propor a manutenção dessa tradição ancestral para a capoeira mundial.

Trata-se de um movimento destinado a discutir a posição dos capoeiristas, na meca da capoeira do mundo. Os seminários devem produzir uma proposta que deverá ser entregue ao Ministro da Cultura Juca Ferreira, ao Governador Jacques Wagner e a bancada baiana de deputados federais eleitos.

Seguindo a proposta de discussão dos encontros Pró-Capoeira realizados pelo MINC, os mestres estarão reunidos com vistas a garantir que a tradição de capoeira seja mantida e disseminada nos cinco continentes, evitando que a arte-luta se torne objeto de descaracterização cultural.

Ainda dentro da proposta dos Seminários de Capoeira, será discutida a sugestão de transformar o Forte de Santo Antônio Além do Carmo, mais conhecido como Forte da Capoeira, em um Centro Nacional e Internacional de Referencia para estudos étnicos voltados ao tema.

Vejam abaixo a programação:

11/12 Sábado

9:00 Credenciamento

10:00 Mesa de Abertura

12:00 às 13:00h Intervalo para Almoço

13:00  às 17:00h  GT´s

1- Capoeira Identidade e Diversidade

2- Políticas de Fomento e Auto Sustentabilidade

3- Capoeira e Educação/ Esporte e Lazer

4- Regulamentação

12/12 Domingo

09:00 Plenária Final – produção do documento

 

LOCAL: FORTE DA CAPOEIRA – Largo do Santo Antonio – Salvador-BA

SEMECA – 2010: Seminário de Estudos em Capoeira

SEMINÁRIO DE ESTUDOS EM CAPOEIRA – SEMECA 2010 – 04/09/2010

Cronograma

9:00

Mesa Redonda: ” A Capoeira no Século XXI”

Profª Drª Letícia Vidor de Souza Reis

É Editora de História-didáticos e paradidáticos da Editora FTD. Tem experiência na área de Antropologia. Atuando principalmente nos seguintes temas: polissemia do samba, simbologia popular, pacto político republicano, identidade nacional e mestiçagem, legitimação do samba, é autora do livro, O mundo de pernas pro ar: a capoeira no Brasil.

Profª Drda Simone Gibran Nogueira

É doutoranda em Psicologia Social na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, pesquisadora da Universidade Federal de São Carlos ligada ao Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB/UFSCar) e ao Grupo de Pesquisa do CNPq Práticas Sociais e Processos Eudcativos. Participa do grupo de Capoeira Angola – Academia João Pequeno de Pastinha. Faz parte do corpo Técnico da ONG Teia – casa de criação ligada ao projeto Ponto de Cultura – TEIA DAS CULTURAS (2007), financiado pelo MINC, no qual é coordenadora Pedagógica em Educação das Relações Étnico-Raciais. É Assessora em Psicologia e Educação do projeto de extensão da UFSCar Ciclo de Práticas Culturais Populares e Educação, que em 2009 foi contemplado com o edital PROEXT Cultura / MEC em parceria com MINC. Tem experiência e trabalho com as seguintes áreas de conhecimento: Psicologia Social, Educação das Relações Étnico-Raciais, Desenvolvimento Humano, Processos Educativos da Capoeira Angola e Formação Universitária.

Profº Drd Jorge F. F. Moreira “Mestre Columá”;

Cursa o doutorado em Educação Física pela Universidade Gama Filho, é professor universitário atuando na UNISUAM, coordenador do CIAM/FAETEC e professor da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro. Foi idealizador e coordenou o curso superior em técnicas de capoeira 1999 – 2001 na Universidade Gama Filho. É presidente e fundador da Companhia Brasileira de Capoeira – CIA.CAPOEIRA. Possui experiência na área de Educação Física e cultura, com ênfase em capoeira, folclore e lutas.

Moderador – Profº Esp. Ronaldo dos Reis “Sonyc”

Professor de Educação Física da Escola de Aplicação da FEUSP, membro do Grupo de Pesquisas em Ed.Física Escolar da FEUSP/CNPq, Responsavel pelos núcleos CIA.CAPOEIRA em São Paulo, Proprietário da Espaço Capoeira & CIA – Escola de Capoeira. Tem experiência em Ed. Física e Capoeira atuando na Educação Básica.

 

14:00

 

Oficinas abertas de Capoeira**

 

OFICINA 01. – “A CAPOEIRA NO CURRÍCULO ESCOLAR NA PRÁTICA”

Oficina voltada à professores da rede pública e particular de ensino.

– Profº Drd Jorge F. F. Moreira “Mestre Columá”;

 

OFICINA 02. – “MOVIMENTAÇÃO BÁSICAS DE CAPOEIRA”

Aberta à todos interessados.

– Contramestre Bill – CAPOEIRA LIVRE/RJ

 

15:00

 

– VII Encontro e troca de graduações CIA.CAPOEIRA – SÃO PAULO

 

*Inscrições de trabalhos/ posters até 21/08;

** No ato do credenciamento para o evento;

 

LOCAL:

Escola de Aplicação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo

Av. da Universidade, 220 – Travessa Onze – Cidade Universitária

 

TODAS AS ATIVIDADES SÃO GRATUITAS


INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES:

 

www.ciacapoeirasp.blogspot.com

www.espacocapoeira.blogspot.com

www.semeca-2010.blogspot.com

semeca2010@gmail.com

11 – 7745 6421 – ID. 121*113318

11 – 3924 0113

Aconteceu: 1ª Roda de Estudos: Os Processos de Institucionalização da Capoeira

Universidade Federal do Paraná (UFPR): A Capoeira que ajuda a formar cidadãos

1ª. Roda de Estudos: Os Processos de Institucionalização da Capoeira, evento teve entrada franca, do Departamento de Antropologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), com a presença de Mestres da Velha Guarda da Capoeira do Paraná e convidados de Brasília, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Recife. O encontro faz parte da programação de 15 anos do Grupo Força da Capoeira, cuja cerimônia de troca de cordas será no sábado. Mestre Kinkas, fundador do Grupo, participa da primeira mesa, sobre história da luta brasileira. Junto, estará seu Mestre, o engenheiro Mario Ricardo Furtado, o Birilo, de Recife. Ele conta que em um dos berços da capoeira um problema é o crescimento desordenado, o que gera distorções. As pessoas não se deram conta, diz, de que o tombamento cultural foi “do saber do mestre e da roda”. “Valoriza o Mestre. É importante ressaltar isso porque tem muita gente que acha que já aprendeu tudo e não precisa mais deles”, observa, acrescentando uma alfinetada. “O tombamento como patrimônio cultural imaterial brasileiro se deu por força da Bahia, que já tinha feito isso antes, então ficou chato”.

Para ele, a globalização chegou na capoeira e trouxe um lado ruim, que é a perdas se perde a “gíria de cada local”. “Tem gente que se filia a um grupo que não é de sua cidade e nem conhece seu mestre”, comenta, indo contra, ainda, da unificação da graduação, que provocaria mais perda de personalidade. Questões, aponta, relacionadas a (falta de) Educação em geral. “Estava comprando sombrinha de frevo pra trazer e ninguém sabia, em Recife, que o frevo nasceu da capoeira”, indigna-se ele, que tem 30 anos de capoeiragem e é Mestre desde 85.A Capoeira que ajuda a formar cidadãos

Na mesa da 14h, estará o primeiro mestre formado pelo Força, José Edélzio, o Xangô, do Jogar Capoeira, de Niterói. O tema, A Capoeira nas Escolas e Universidades, é assunto que ele entende. A mestra Portuguesa, sua parceira, criou há 15 anos um método de educação infantil com capoeira para crianças a partir de 1 ano. A estratégia é: atividades lúdicas. “Brincadeiras com objetivo, que dão limites, noções de respeito, tudo com música”, explica. O olhar garante a fidelidade dos pequenos e abriu caminhos profissionais para o grupo, que está em 30 escolas.O envolvimento com o grupo acaba sendo natural porque os pais notam os resultados e levam as crianças para os eventos do Jogar.

Em várias escolas também, a capoeira do Jogar virou currícular. Nesta mesa estará também o catarinense Jose Luiz C. Falcão, da Universidade Federal de Santa Catarina. Entre os dados que traz está a informação de que 25 universidades brasileiras têm capoeira no currículo. “Não tem muita visibilidade, mas estão se desenvolvendo. E desde os anos 80 foram 83 dissertações e teses. A perspectiva da capoeira de trabalhar o ser de forma mais lúdica e integrada, de certa forma, questiona a formalidade exagerada de algumas instituições”, comenta, confirmando que “o conhecimento do mestre tradional está sendo preservado”. “Porém toda manifestação passa por resignificações e é impossível em sala de aula reproduzir o ambiente cultural de uma roda; são traduções”.

Só na grande Florianópolis, um levantamento apontou 32 grupos. “Que se articulam em entidades como a Confraria Catarinense da Capoeira, que trabalha com o resgate do saber popular, da cultura dos mestres, e de maneira bastante descontraída e informal”, diz. Quando ele veio de Brasília estava sensibilizado com a dificuldade de juntar forças e investiu nisso. “Farei um panorama histórico da escolarização, desde o começo do século retrasado, até a consolidação no século 20”, adianta Mestre Falcão.

Serviço
1ª Roda de Estudos. Dias 5 e 6 às 9h. Entrada franca. Anfiteatro 100 – Reitoria (R. Gal. Carneiro, 460).
Batizados: Hoje: 19h: Escola Rio Negro ( Sítio Cercado).
Dia 06: 15h – Grupo Força , com apresentações de coco, maculelê e frevo. Memorial de Curitiba (Largo da Ordem).
Ingresso: R$ 2( 1kg de alimento que será doado para as vítimas da enchentes em Santa Catarina)

Capoeiras na Bahia e no Rio do século 19 são tema de encontro

Uma das manifestações mais vigorosas da cultura popular do Rio de Janeiro do final do século XIX, a capoeira será o tema da aula inaugural, nesta terça-feira (2), do curso Conversando com sua História, promovido pela Fundação Pedro Calmon/Secult, às 17h, no auditório do Palácio Rio Branco. Na ocasião, o professor Carlos Eugênio Líbano dará destaque às ocorrências policiais envolvendo a prática da capoeira na província do Rio.

“A tradição da capoeira na Bahia já é um lugar comum nos estudos de cultura no Brasil. Mas estudos sobre a capoeira baiana do século XIX ainda são inexistentes, muito menos versando sobre capoeiristas baianos no Rio de Janeiro deste tempo”, destaca o palestrante.

Atualmente professor adjunto da Ufba, Carlos Eugênio tem doutorado em História Social do Trabalho pela Universidade Estadual de Campinas e experiência na área de História da escravidão africana no Brasil, com ênfase em História urbana.

Fonte: AGECOM

Seminário de Estudos e Pesquisas em Capoeira – Capoeira Viva 2007

 Seminário de Estudos e Pesquisas em Capoeira – Capoeira Viva 2007.
 Esse resultado também será divulgado via internet e imprensa.
 O evento será aberto ao público.

Programação:

9h – Mesa de abertura

10h – Mesa redonda – Capoeira, Educação e Comunicação
Muniz Sodré (Rio de Janeiro)
Luís Felipe Machado (Pernambuco)
Pedro Abib (Bahia)
Anselmo Accurso (Rio Grande do Sul)
Álvaro Malaguti (Distrito Federal)

14h – Mesa redonda – Capoeira, História e Cultura
Flávio Gomes (Rio de Janeiro)
Oswald Barroso (Ceará)
Luiz Augusto Leal (Pará)
Luiz Renato Vieira (Distrito Federal)
Letícia Vidor (São Paulo)

17h30 – Pronunciamento do Secretário Executivo Juca Ferreira

18h – Lançamento do livro: A Política da Capoeiragem, de Luiz Augusto Leal

Local:
Sol Victoria Marina – Salão Ilha de Maré
Av. Sete de Setembro, 2068 – Vitória.
Salvador – BA