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Amazonas: Capoeirista vende “quase” tudo para competir no Brasileiro

Lucas (centro) vendeu eletroeletrônicos para viajar – foto: arquivo pessoal

Algumas pessoas cometem loucuras para ir a um show, comprar ‘aquela’ roupa ou realizar a viagem dos sonhos. No caso de Lucas Urquizes, 18, vender quase tudo o que tem foi a saída encontrada para representar o Amazonas no 16˚ Campeonato Brasileiro de Capoeira, de quinta-feira à sábado (5 a 7), em Belém (PA).

“Já vendi celular, notebook e emprestei dinheiro dos familiares. Até agora, arrecadei R$ 500 para as passagens (ida e volta), que custam R$ 1.600 por causa do feriado prolongado”, disse. Além dele, mais dez atletas de Manaus estão classificados para a competição, porém, esbarram na falta de recursos para garantir presença.

“Não vamos nem pela premiação, mas pela vontade de representar o Amazonas, que nunca ficou fora dessa competição”, disse o pentacampeão estadual.

Segundo o diretor-técnico da Federação Amazonense de Capoeira (FAC), mestre ‘Chaguinha’, 61, a pretensão era levar o grupo completo de capoeiristas. “A capoeira é um patrimônio cultural brasileiro e somos bicampeões (2008 e 2012). Já conseguimos passagem para mais longe. Não acredito que não iremos conseguir, pelo menos, duas para ir ao Estado vizinho”, lamentou.

Fonte: http://www.emtempo.com.br/

SP: Capoeira leva opção a morador da Zona Leste

Mais da metade dos alunos são crianças de baixa renda e, por isso, fazem as aulas gratuitamente

A roda de capoeira na Zona Leste agita a noite dos moradores do Jardim São Nicolau. Regados de muita música e  dança ao som dos instrumentos de percussão e  palmas, crianças, jovens e adultos participam do projeto social Identidade

A educadora explica que a maioria dos integrantes são crianças moradoras de áreas de risco e não possuem estrutura familiar adequada.Cultural. Encabeçado pela professora de Educação Física Viviane Gonçalves Rodrigues, a proposta possui o intuito de levar, através do esporte, novas perspectivas para a população de baixa renda do bairro periférico.

Cinco anos se passaram desde a primeira roda do grupo. Atualmente cerca de 50 pessoas fazem parte da iniciativa.  Viviane  fala entusiasmada dos rumos que o esporte deu na vida de alguns participantes. “Existem universidades que dão bolsa para capoeiristas por conta dos campeonatos universitários. Tem uma aluna que começou aqui conosco e hoje  é bolsista de relações públicas em uma universidade”, diz ela.

Outros esportistas que possuem as suas origens fincadas no esporte também contribuem com o trabalho social. É o caso de Carlos Eduardo Viscovini Herrera. O advogado cuida da parte burocrática do projeto e também é orientador das crianças que dão os primeiros passos na capoeira. Ele fala da importância de disseminar o esporte. “A capoeira está ligada à evolução histórica brasileira e também é importante passar isso para as crianças nas rodas”.

Instrumentos de percussão como berimbau, atabaque, pandeiro e agogô abrilhantam as reuniões do grupo. A estudante Agatha Francisco dos Santos diz que quando ouve os sons e a música fica incentivada a “jogar”. “A música me atrai bastante. O instrumento que eu mais gosto é o atabaque”, completa.

Os alunos de baixa renda não contribuem financeiramente. Nas turmas de adolescentes e adultos alguns pagam uma taxa de R$ 20 para manter o espaço, instrumentos e vestimentas.

Os interessados em participar devem comparecer pessoalmente na Rua Georg Riemann, 88.

Mais

Falta de dinheiro desanima o grupo

Associado ao  Capoeira V.I.P., de Cuiabá, o projeto  Identidade Cultura consegue manter mais de 50 participantes através do apoio da associação.  A mensalidade paga por cerca de 20 alunos também ajuda. Um desafio do grupo é a falta de ajuda dos órgãos públicos.

Questionada se existe alguma forma de ajuda financeiro ao grupo , a Secretaria Municipal de Cultura não se manifestou até ontem à tarde.

 

http://diariosp.com.br

Que falta me faz Gonzaguinha

É tão estranho sentirmos falta de alguém que nem ao menos vimos pessoalmente. Estranho mesmo é essa pessoa contribuir para a nossa formação, nos apontar direções, nos ensinar o ser sentimento: poesia, corpo e alma; e dele apenas “escutar” o brilho de seus olhos, através da música.

É assim que me sinto quanto ouço o Gonzaga, filho. O homem magro, de aparência frágil que conseguiu transpor até mesmo as almas mais ásperas.

Descobrir sua poesia ainda quando adolescente, em meio aos versos do Gonzaga (pai), ouvindo uma “profecia”, mais tarde revelada em minha própria existência, como filosofia: “minha vida é andar por esse país, pra ver se um dia descanso feliz”. O rei do baião eu já conhecia dos tempos de infância, sempre prestigiado pela “vitrola Philips” do meu vô Dantas, mas o filho, naquele momento, me chamou a atenção por sua serenidade e sorriso no canto dos lábios, nas mãos dadas e no passeio pelo palco, coisa de pai e filho… “Lá ê, lá ê, lá ê, lá ê, lá ê”…

De lá pra cá, músicas, textos, entrevistas, pensamentos e opiniões, fizeram parte da construção do meu próprio modo de ser (humano). Tudo me servia de alimento necessário para que o meu espírito entrasse em êxtase. Sim, sinto muita saudade de alguém que não pude conhecer em matéria, mas que deixou muito da sua essência pairando pelos corações mais sensíveis.

Há 20 anos um acidente ocorrido no Paraná calava a voz do guerreiro menino. Nunca saberemos o que poderia ter sido dito, escrito ou idealizado. Sinto falta disso também. Todavia, conforto-me em ter plena consciência de que o moleque vive nas quase 200 músicas compostas ao longo de sua carreira.

Não quero chorar, meu amigo. Aprendi sua lição. O nó na garganta é apenas mais um estalo provocado por ouvir seu clamor e lembrar-me de algum momento guardado no peito. Não vou chorar, pois “a saudade que sinto, não é saudade da dor de chorar, não é a saudade da cor do passado… Não é a tristeza que queima o peito. Não é lamentar o que nunca foi feito”. Ora, Gonzaga, já foi feito. Está ai, em você que ler esse texto, está aqui, em mim, que explodo em nostalgia.  Está em todos aqueles que entenderam, através de suas “pregações”, que cada ser é uno, mas que somos construídos graças aos tijolos espalhados por cada pessoa, ao longo do caminho.

Duas décadas de lacuna.  Duas décadas de simples saudade.

Está chovendo neste exato momento. Só posso crer que as águas também lamentam sua partida. Está chovendo. Chuva, frio, vinho, paixão… Clima perfeito para ouvir um Gonzaguinha… “É sempre assim, e sempre assim será”.

Estou indo… De longe percebo algumas esquinas e elas só servem, se a gente dobrar.

 

Axé e luz,

 

Caio Marcel Simões Souza (admcaio@gmail.com) é Administrador de Empresas e formado em Capoeira Regional, pelo Grupo de Capoeira Regional Porto da Barra. Também é responsável e mantenedor do Projeto Social Crianças Cabeludas, no bairro do Parque das Mangabas, Camaçari.

 

PS: Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior nasceu em 22 de setembro de 1945, no Rio de Janeiro, filho legítimo de Luiz Gonzaga, o rei do baião, e Odaléia Guedes dos Santos, cantora do Dancing Brasil. Faleceu no dia 29 de abril de 1991, em Renascença, Paraná.

 

Fonte R7:

Luiz Gonzaga e Gonzaguinha serão o tema do novo filme de Breno Silveira, o mesmo diretor de Os Dois Filhos de Francisco, cinebiografia de Zezé di Camargo & Luciano. O cineasta divulgou que o roteiro está quase pronto, e que a trilha sonora será assinada por Gilberto Gil.


O Cabra, nova HQ de Flávio Luiz, ganha trailer animado

Depois de um cachorro boxeur (Jab), uma versão feminina de Arnold Schwarzenegger (Jayne Mastodonte) e um mini herói da capoeira (Aú), o premiado quadrinista baiano Flávio Luiz traz à luz aquela que talvez seja sua criação mais bombástica: O Cabra, um divertido e (violento pra cacete) cruzamento entre Lampião e Mad Max.

Recém-lançado em São Paulo, aonde atualmente Flávio reside, esse cangaceiro futurista chega bonitão em um álbum de formato gigante, pela sua própria editora independente: a Papel A2, que ele fundou em parceria com sua esposa e produtora, Lica de Souza.

 

Bahia: berço esplêndido dos quadrinhos

A Bahia sempre foi berço esplêndido da cultura nacional. Música, dança e teatro, mas, o que muitos não sabem é que aqui também se produz quadrinhos de qualidade RECONHECIDOS nacionalmente.

Contrariando a lógica da falta de incentivo e das dificuldades em produzir quadrinhos na Bahia, os artistas se lançam no Mercado independente buscam suporte na internet e se consolidam entre os grandes de todo país, marcando presença nas maiores premiações nacionais


Ver: http://flavioluizcartum.fotoblog.uol.com.br/

 

Capoeira REDE SOCIAL e preservação

Não devemos nunca esquecer que a capoeira vem do oprimido, desfavorecido e excluído, é arte que representa a vitória e valorização de uma cultura antes marginalizada, escravizada e violentada. Todos temos por obrigação valorizar essa arte. Viver bem e aproveitar tudo que ela possa nos proporcionar como modo de vida e até mesmo profissão, isso não é ofensa, afinal muitos lutaram no passado para que pessoas como eu por exemplo pudessem viver no exterior, constituir família, ajudar parentes, e poder ter acesso a bens de primeiras necessidades ou até os tidos como fúteis.

Acho que Ofensa é aproveitar tudo o que de bom ela tem para oferecer (Não falo aqui apenas das lideranças de grupos, mas dos seus alunos também) e esquecer sua origem e seu valor ancestral, se cada um compreender isso, pensará que ela deve retornar das faculdades, academias de luxo, escolas e das classes com mais condições educativas, financeiras e sem problemas de alimentação e emprego para estender a mão para a enorme quantidade de pessoas ainda no esquecimento social e violentadas de diversas maneiras pelas concepções e velocidade da sociedade moderna.

Um grupo de capoeira pode muito bem formar ideais de acção social, pode ser interventivo de forma direta nos problemas sociais, essa é uma tarefa difícil para qualquer liderança que queira lançar mão a obra neste aspecto, pois é um exercício que demora e custa muito, e que para entrar nas mentes e principalmente na atitude das pessoas que nos cercam nem sempre é passivo, temos de estar preparados para os avanços e recuos, para as vitórias e decepções, mas quando se acredita nesse tipo de ideal, mais cedo ou mais tarde a coisa acontece.

Claro que existem milhares de maneiras em que um grupo de pessoas pode ajudar, ou melhor ainda, um grupo de capoeira, por exemplo, em toda roda de capoeira pode-se pedir para os nossos praticantes trazerem um quilo de alimento e reverter os mesmos para projetos comunitários, podemos pedir roupa, remédios ou donativos financeiros, podemos dar aulas de graça em comunidades, participar com os alunos no apoio aos sem abrigos, fazer parte das mais diversas campanhas de intervenção Social, para ajudar basta querer.

Devemos também lembrar e procurar valorizar os Mestres mais antigos, os produtores culturais populares e retribuir sem pensar duas vezes, seja de que forma for, sempre que eles precisem, porque se eu assim como muitas lideranças devemos muito do próprio sucesso do trabalho a si mesmos, devemos muito mais a esses velhos Mestres. Vamos ainda, para que nossa arte possa continuar a possuir o valor ancestral, dizer não a cópia de CD´s da cultura que destrói a sobrevivência e produção da nossa arte, diga não ao aproveitamento das limitações financeiras de muitos Mestres para acender a “Mestrias” ou ter acesso ao saber e o aproveitamento deste mesmo saber sem nenhum tipo de escrúpulo, diga não em viver depreciando todos os que não fazem parte dessa onda de estética, cultura do corpo, e a dita “Técnica”, diga não a um único modelo musical da moda que sufoca o improviso o aprendizado oral e a diversidade que sempre existiu na capoeira, diga não a tentação do crescimento fácil na integração desmedida de “professores ou não” para poder ter mais uma bandeira de país anexada ao símbolo, como se tratasse de um vitória mas que na verdade simboliza a diluição da ligação ancestral do aluno com o Mestre e uma total falta de ética para com o outro Mestre, pelo menos ligue para ele antes, diga não a filiação por telefone, Internet, fax, Pombo-correio e sinal de fumo, diga não a falta de ética, falta de frontalidade e de respeito ao próximo, diga sim a uma roda de boa energia e a produção cultural, a ferramenta social e a entre ajuda, a rede da capoeira diversificada e a todos os que lutam por um mundo melhor, mesmo que seja esse pequeno grande mundo chamado capoeira.

Axé!!

C. Mestre Marco Antonio

“A mão que ajuda é mais sagrada que a boca que reza” Magnata

Indignação e Desrespeito: A Pirataria na Capoeira

A pirataria de CD´s e DVD´s tem sido discutida há muito tempo e é um grande desafio para a nossa comunidade visto que diversos profissionais da Capoeira produzem trabalhos (Gravações de CD´s e DVD´s de forma independente) que as vezes levam anos a ficarem concluídos e disponíveis no mercado. Estes profissionais investem suas economias e sonhos neste processo que na maioria das vezes já nasce prejudicado devido ao desrespeito e falta de ética de alguns capoeiristas.

Não é de hoje, que infelizmente, nós capoeiristas estamos nos afundando em uma névoa de falta de ética e caráter… Vale salientar que a “clonagem” e a distribuição de cópias ilegais de material direcionado a capoeiragem não é de forma alguma um “pecado” apenas dos capoeiristas mais também da Industria da Pirataria, que vê na Capoeira um NICHO de Mercado. É certo que esta máfia entende que a cultura e a arte da capoeira valem o investimento…

O Brasil está entre os dez países com maior incidência de pirataria musical, segundo relatório deste ano da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI, na sigla em inglês).

Segundo entendem os especialistas, o simples ato de emprestar um CD ou DVd a um amigo não se enquadra como crime. Porém, o que seu amigo irá fazer com o disco pode ou não ser enquadrado como infração. Mas não há unamidade mesmo entre os advogados e juízes, pois o Direito não é algo objetivo e sua interpretação pode variar de acordo com os tribunais em que for analisado cada caso, daí haver tantas dúvidas recorrentes em decisões relativamente similares da Justiça brasileira.

A lei de 1998 não classifica como infração a “cópia de obra intelectual ou fonograma, em um só exemplar, para uso privado do copista, sem intuito de lucro direto ou indireto”. Quer dizer: pela lei, o CD que você comprou pode ser copiado uma única vez para uso pessoal, “sem fins lucrativos”. E aí está o problema: a definição de “fins lucrativos” é extensa uma novela jurídica… A unica arma que podemos nos valer é a sensibilização e o respeito pelo trabalho arduo de nossos Mestres, respeitar o sonho e a luta destes guerreiros que as vezes investem tudo na produção deste material. É preciso dar um basta e trabalharmos juntos para diminuir e porque não acabar com a Pirataria dentro da Capoeira.

Existem sites especializados em CAPO-PIRATARIA, onde é possível encontrar uma vasta coleção de CD´s, DVD´s e Livros de Capoeira, um verdadeiro desrespeito a ética, a moral e a cidadania.

Uma poderosa arma contra esta prática é a imaginação e a inovação, é assim  que um dos grandes cantadores da capoeira pretrende driblar a “pirataria”, Mestre Alexandre Batata, está com tudo preparado para a gravação de seu novo CD. A novidade neste projeto é forma inteligente e interativa que o capoeirista concebeu para viabilizar a produção e a gravação ao vivo de seu CD que será realizado em Matosinhos, Portugal com participação efetiva da plateia. Cada espectador irá pagar 10,00€ para assistir e participar da gravação e terá direito a uma cópia do CD que será enviada diretamente para a sua residência ou retirada em pontos a serem definidos pela organização. Vale a pena conferir e até investir nesta ótima idéia!!!

Cabe a nós, profissionais e formadores de opinião, levantar esta bandeira e dar o exemplo… Já palestrei diversas vezes sobre este tema o qual defendo de forma emocionada e até com certa paixão o “Não a Pirataria” e uso o Portal Capoeira como exemplo de postura e respeito ao trabalho da comunidade capoeirística.

Fica a reflexão para que cada um de nós, capoeirista ou não contribua para minimizar e sensibilizar que nesta “Jogo, nesta Roda” quem perde sempre somos nós.

 

Carta Protesto/Denuncia escrita pelo Mestre Toni Vargas:

Rio de Janeiro, 12 de abril de 2010.

Queridos Amigos,

Venho aqui registrar a minha indignação pelo desrespeito e falta de sensibilidade das pessoas que insistem em piratear produtos de capoeiras tais como CD, DVD, etc….

É preciso que todos nós tenhamos consciência que ao reproduzir, vender ou adquirir um produto pirateado não estamos apenas prejudicando o autor ou produtor mas também incentivando uma prática que vem prejudicando a própria capoeira. Em geral quando um capoeirista se dispões a produzir um material sério e oferecê-lo ao publico não está só agindo como um comerciante são pessoas que vivem de capoeira e que percebem a sua responsabilidade com a nossa arte, por isso realizam seus projetos com muito sacrifício. Ao contrário muitas das pessoas que pirateiam e comercializam um produto não são verdadeiros capoeiristas, não passam de aproveitadores que visam o lucro rápido e não se importam com a qualidade ou a importância da obra para o universo da capoeira. Creio que a única forma de inibirmos esse tipo de coisa é nos unirmos em uma grande campanha pela ética, do contrário os capoeiristas de verdade acabarão por se verem impossibilitados de continuar produzindo.

Capa Pirata: Desrespeito e DesconhecimentoVejam esse exemplo , meu CD mais novo “Quadras & Corridos” é resultado de 5 anos de trabalho e foi feito de forma independente. De repente recebo pela internet essa “perola” (imagem em anexo). Essa cópia tão mal feita só mostra o completo desconhecimento de quem fez, certamente uma pessoa oportunista que não conhece a capoeira e, portanto não pode respeitá-la. Cabe ressaltar que quando uma coisa como essa é reproduzida e comprada não sou só eu o prejudicado, a nossa arte está sendo violentada e sucateada.

Atenciosamente,

Mestre Toni Vargas

O projeto Quadras e Corridos tem como objetivo fundamental homenagear o grande MESTRE BIMBAA CAPOEIRA REGIONAL. A partir da produção de um CD, da organização de um work shop  pretendemos mostrar aos jovens capoeiristas de forma sensível e bem fundamentada um pouco da “energia” de Seu Bimba – O GIGANTE NEGRO DA CAPOEIRA REGIONAL e sua criação e enorme contribuição para a história da Capoeira

 

Mais Informações:

Mestre Toni Vargas: http://www.mestretonivargas.com

Mestre Alexandre Batata: 916828588 – mestrebatata@gmail.com

Gravação ao vivo do CD

No Centro de treinamento da Capoeirarte, disco Mantra em Matosinhos Sábado, 24 de Abril 2010 – Início 22hs

Oportunidade de sonhar, um caminho para paz

Resumo: Capoeira, desenvolvimento e oportunidade.

O projeto visa o desenvolvimento de uma cultura de paz, através dos fundamentos básicos do jogo da capoeira, promove a inclusão social e minimiza a violência na comunidade. Numa parceria publico/privado busca dar oportunidade de uma perspectiva diferente de vida.

Começamos o Projeto que se intitula Parceria Solidária, em junho de 2005. Uma parceria do Instituto Maria Auxiliadora com a Escola Municipal Migrantes. Os principais objetivos são oportunizar o desenvolvimento de uma cultura de paz dentro da comunidade escolar, desenvolver os fundamentos básicos do jogo da capoeira e promover a inclusão social através da arte da capoeira. Em 2006 incorporou-se a este projeto, numa parceria do governo federal através da UNESCO e da prefeitura municipal de Porto Alegre o “PROJETO ESCOLA ABERTA”. Que fez com que as nossas aulas de uma, fosse para duas vezes por semana. O PROJETO ESCOLA ABERTA, viabilizou apoio de recursos financeiros, para eventos, saídas de campo e para compra de materiais para prática da capoeira; como: roupas (uniformes), instrumentos, etc. Este ano de 2009, no mês de junho completamos quatro anos de atividades.

As principais dificuldades no início do trabalho eram atenção e concentração da grande maioria dos alunos, questões de coordenação motora devido à falta de estímulos, questões de higiene pessoal e respeito ao próximo. Alguns valores psicomotores e de ordem ética, com os quais teríamos que nos deparar e iniciar uma discussão e reconstrução. Estreitar laços relacionais era uma estratégia de fundamental importância naquele momento.

A partir disso pude criar e alimentar sonhos de crescimento pessoal e profissional nos alunos. Enfim, criar uma nova perspectiva de futuro, uma nova visão de mundo, na qual a capoeira seja um caminho, que nos possibilite sonhar e construir uma cultura de paz.

Quem está preparado para enfrentar um cotidiano de luta e resistência, pode pensar em construir uma cultura de paz, e não violência. Para mim a violência é a falta de uma Educação transformadora, onde de objetos as crianças possam tornar-se sujeitos na construção das suas próprias histórias.

A falta de condições dignas de saúde pública e a desigualdade social são fatores complementam este quadro, e fazem parte deste contexto. Estes quesitos fazem com que nossas crianças cresçam com falta de perspectivas num futuro melhor.

A oficina de capoeira na “Escola Aberta” atua num contexto, e forma um elo de ligação entre a comunidade e a escola, abrindo as portas da mesma, para a população local. Oportuniza desta forma, a pratica de vivências da arte da capoeira, que por se tratar de uma arte-luta brasileira é desenvolvida num processo sócio-histórico-cultural de libertação. A capoeira é capaz de transformar a realidade severa em que vivem as crianças, num sonho ricamente promissor, através de valores tribais da essência africana, deixadas de herança da cultura afro-brasileira. Como os atos de cantar, dançar e tocar.

A musica instrumento de comunicação carrega um conteúdo histórico-cultural, em suas melodias, geralmente alegres e radiantes, faz com que as crianças transcendam e vibrem com suas possibilidades imaginarias e corporais, e assim, ocupem o seu tempo de forma construtiva e cheia de significados.

Os movimentos são gestos desafiadores que constroem a linguagem do corpo numa atividade cotidiana. Enriquecem esta linguagem multiplicando os seus recursos corporais. Dando-lhes força para descobrirem que são capazes de irem muito além. A inversão corporal é algo que fascina o capoeirista. Faz com que ele descubra uma nova forma de ver o mundo. E uma nova possibilidade de resolver seus problemas. E se podem fazer coisas tão desafiadoras com os seus corpos, podem fazer muito mais pelas suas vidas.

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Os toques, batidas e ritmos mostram suas capacidades de aprenderem uma outra linguagem, que é a linguagem musical. Esta linguagem permite a transcendência dos limites corporais. Já dizia o ditado popular: “Quem canta os males espanta”. E aprendendo a cantar eles descobrem outras possibilidades, e consequentemente, eles descobrem que são capazes de construírem seus sonhos e seus destinos.

E nós professores comprometidos com a transformação da sociedade, temos obrigação e compromisso em oportunizar aos nossos alunos, oportunidade de sonhar com um futuro melhor. Para a construção de uma sociedade onde a paz, seja a nossa maior meta. E a violência de espaço gradativamente a uma nova cultura.

Desta forma, acontece a colaboração dos projetos desenvolvidos na escola Migrantes. Na perspectiva de oportunizar a possibilidade de sonhar um caminho para a paz. Um caminho onde nossa escola e comunidade possam construir juntos, caminho este, que seja meio e não fim. Um novo caminho, uma nova visão de mundo e possibilidades para nossas crianças.

 

 

Nome: Paulo Lara Perkov ( Mestrando Paulo Grande)

Especialista em Educação Infantil pela UNISINOS.Professor de Educação Física Graduado pela UNISINOS.
Acadêmico de Administração na Faculdade Dom Bosco.
Mestrando em Capoeira na Associação de Capoeira Nação.

Bahia: Mestres capoeiristas reclamam de falta de prestígio

Considerada "presente de grego", homenagem da prefeitura no Carnaval sequer terá decoração específica

Um presente de grego. É desta forma que os mestres capoeiristas vêem a homenagem à capoeira que será feita pela prefeitura durante o Carnaval 2008. Até o presente momento, não está prevista decoração específica nos circuitos da festa momesca, que tem início marcado para 31 de janeiro. A Empresa de Turismo de Salvador (Emtursa) alega falta de recursos e de tempo hábil para que haja realização de concurso público de projeto de decoração nem dotação orçamentária para pagá-lo.

Banners espalhados por toda a cidade à semelhança da exposição Salvador negro amor, do fotógrafo Sérgio Guerra. Neles estariam fotos dos sábios capoeiristas que marcaram seu nome na história desta arte. Instalações que lembrassem os principais golpes de capoeira. Maior divulgação nos meios da comunicação sobre o tema receberiam as honras neste ano. Era assim que Jaime Martins dos Santos, mais conhecido como mestre Curió, 71 anos, espera ver a cidade a poucos dias do início do Carnaval. Ficou na frustração. “É um desrespeito muito grande com a capoeira. Uma homenagem de mentira”.

A escolha da capoeira como tema a ser homenageado no reinado de Momo foi feita através da internet, por decisão do Conselho do Carnaval. Os votos dos internautas foram ratificados na solenidade dos festejos em dezembro. Na oportunidade, foram divulgados como os símbolos da festa os mestres João Pequeno e doutor Decanio. Eles são, respectivamente, discípulos dos dois maiores ícones da mistura de arte marcial, dança e filosofia trazida à Bahia pelos escravos africanos: mestres Pastinha (capoeira angola) e Bimba (capoeira regional).

Mas nem os símbolos da festa sabem como desempenharão seus papéis durante o reinado de Momo. “Eu já telefonei para a Emtursa para saber como vai ser, se vai ter desfile, se a gente vai se apresentar e eles não souberam me responder. Eu nem posso falar mais algo sobre que eu não tenho informação alguma”, diz Angelo Augusto Decanio Filho, o mestre doutor Decanio. Médico e professor aposentado da Escola Bahiana de Medicina, ele é considerado o mais velho aluno ainda vivo de mestre Bimba. Completa oito décadas e meia de vida em fevereiro. “É muita desorganização”, critica.

Mestre DecanioMorador de uma modesta casa no bairro de Fazenda Coutos III, mestre João Pequeno também espera junto com sua família por maiores informações sobre sua participação. “Eles nos convidaram, mas há detalhes que não foram acertados”, diz a neta de João Pequeno, a também capoeirista, Cristina Miranda, a “Nani”. Ela afirmou ao Correio da Bahia que, se seu avô não receber cachê, ele não irá aparecer na quinta-feira de Carnaval (dia 31), no Campo Grande, quando está prevista a saída do bloco da capoeira, o Mangagá. “Um mestre de capoeira tem que ser respeitado, porque também é um artista. Há toda uma estrutura que nós temos que montar quando ele se desloca. Ele leva o nome da Bahia a todo lugar que vai. Todo ano, vêm dezenas de alunos do exterior só para conhecê-lo”. Doutor honoris causa por uma universidade mineira, João Pequeno completou 90 anos no mês de dezembro. Convidada para a festa, nenhum representante da Emtursa compareceu.

Filho do saudoso mestre Bimba, Manoel Nascimento Machado, o mestre Nenel, 47, não chega a ficar surpreso com este fato. Ele ainda acredita que algo pode ser feito para lembrar que a capoeira é a homenageada deste Carnaval. “Enquanto no exterior nós somos reverenciados, aqui na Bahia, berço da capoeira, ainda há este ranço”.

Descaso – “A Emtursa deu uma rasteira na capoeira. Do jeito que está sendo feito está muito pouco”, ironiza o historiador Jaime Sodré. Para ele, o órgão municipal deveria criar uma comissão especial para estabelecer de fato como serão feitas as homenagens aos mestres capoeiristas no Carnaval. Para Gilson Fernandes, mestre Lua Rasta, 57, falta senso de classe entre os capoeiristas para evitar esta “rasteira”. “Se a gente não ficasse com tanta picuinha, este tipo de coisa não aconteceria. O culpado somos nós mesmos”.

“Um turista que chegue a Salvador não vai saber que a capoeira vai ser homenageada no Carnaval. Nós que lutamos por isso e não fomos nem chamados para opinar”, reclama o produtor cultural Geraldo Badá. Durante quatro anos, ele enviou propostas à Emtursa para que a arte fosse tema da folia soteropolitana. Mas quando finalmente foi atendido, se vê frustrado.

Badá critica ainda o que chama de falta de apoio do poder público para os blocos independentes que também prestarão homenagens à capoeira no circuito carnavalesco. O único a ser beneficiado seria o Mangangá, capitaneado pelo cantor e compositor, e também mestre de capoeira, Tonho Matéria. “O bloco do Tonho Matéria não poderia ser o único até este tipo de apoio”.

De modo sutil, Tonho Matéria contesta Badá. Ele afirma que o Mangangá está orçado em R$230 mil e deste valor ele teria conseguido R$15 mil junto à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult). E a Emtursa teria pago o aluguel do trio elétrico, algo em torno de R$35 mil. Para bancar o resto, ele estaria correndo atrás de patrocínio de empresários.

 
***
 

Emtursa alega falta de recursos

O presidente do Conselho do Carnaval, Reginaldo Santos, afirmou que um projeto de decoração foi encomendado à Associação de Artistas Plásticos da Bahia. Mas foi considerado inviável, já que a Emtursa alegou incapacidade de bancar os cerca de R$1,5 milhão exigidos para que ele fosse levado a cabo.

Santos declara que outras alternativas foram pensadas, mas esbarraram no mesmo motivo: a falta de recursos financeiros. “Nós ficamos frustrados com o fato de não ter decoração. Queríamos que a cidade ficasse linda para o Carnaval, mas não há como contrapor uma alegação como esta da Emtursa”. Segundo o presidente do conselho, uma das alternativas para o próximo ano é as entidades entrarem com projetos através das leis de incentivo cultural para assegurar que outros carnavais tenham a decoração garantida.

Por sua vez, o presidente da Emtursa, Misael Tavares, afirmou que não houve tempo hábil para seleção pública de um projeto e nem dotação orçamentária que a decoração fosse realizada. “Eu também gostaria que a cidade estivesse toda decorada com a capoeira, mas nós estamos lidando com o dinheiro público. Eu não poderia aprovar um projeto de mais um R$1 milhão sem orçamento para tanto e sem fazer um concurso público”. Mesmo assim, Tavares considera que a capoeira terá visibilidade durante o Carnaval, já que o bloco Mangagá vai sair no circuito. “Nós não podemos agradar a todos os segmentos dos capoeiristas”.

Ligada à Secult, a diretoria do Pelourinho Cultural informou que a decoração de Carnaval no Centro Histórico, que terá obviamente motivos de capoeira, ficará a cargo do estado. Ela será feita pelo cenógrafo Euro Pires. A previsão é que esteja pronta até o dia 27, quatro dias antes da festa.

Depoimentos de mestres

“Tudo que é em prol da capoeira recebe meu apoio, mas é preciso que seja muito bem-feito. E eu não estou vendo isto acontecer. Deveria ter painéis na cidade contando a história da capoeira e dos mestres mais antigos”.
Mestre Boca Rica, 71 anos

“Sinceramente, eu acho que é uma forma de racismo, de discriminação. Uma total falta de respeito com a cultura afrodescendente. Alunos meus de vários países estão vindo para cá justamente porque a capoeira é o tema do Carnaval”.
Mestre Boa Gente, 62

“É uma espécie de homenagem torta. Não é assim que deveria ser feito. A capoeira não é apenas só uma luta. É toda uma filosofia de vida que precisa ser tratada com todo o cuidado”.
Mestre Moa do Katendê, 54

“Nós estamos cansados de tapinhas nas costas. Cansados de vermos a capoeira ser usada por quem não merece. Nós somos bem tratados em qualquer lugar, mas aqui ainda há este preconceito contra a capoeira”.
Mestre Gildo Alfinete, 68

“Qual a preocupação que as autoridades têm com os mestres? Que apoio nos dão nos nossos projetos sociais? A gente faz um trabalho numa escola estadual e tem de esperar meses para receber o pagamento. O que eles vão fazer no Carnaval é usar o nome da capoeira e não homenageá-la”.
Mestre Curió, 71

 

Fonte: Flávio Costa
Correio da Bahia – Salvador – Brasil
http://www.correiodabahia.com.br

ORIGEM E PREVENÇÃO DA VIOLÊNCIA NA CAPOEIRA

O estilo da capoeira depende principalmente, pela própria natureza deste jogo, do toque do berimbau, dos cânticos, do coro e do acompanhamento de palmas pela assistência, além do estado de espírito dos parceiros na roda.
No estado atual de evolução da regional o ritmo acelerado, o calor das palmas e do coro, obrigam os parceiros a um jogo extremamente rápido que não permite sequer o gingado correto, dificulta o golpe de vista, impede a execução do movimentos com segurança e a visualização do objetivo do ataque, não permitindo sequer as esquivas e defesas seguras

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Carta do Mestre Squisito, apresentada na Camera Federal, sobre capoeira

Senhor Presidente,
Senhores Deputados,
Senhoras Deputadas,
 
Senhores e Senhoras presentes,
Amigos capoeiristas e Mestres de Capoeira aqui presentes,
Meu bom dia a todos!
 
Muitas vezes a paixão dos não capoeiristas pela Arte se traduz numa relação platônica,  às  vezes  atônita  e  insegura  de  ser  manifestada,  pois  essa  arte  é misteriosa, fugidia, escorregadia aos contatos indesejados, que rejeita manuseios e usurpações…
 
Na Capoeira dizemos que ela é a água de beber que jorra nas correntezas das  fontes da vida e cai como uma cachoeira: nela podemos matar nossa sede, podemos nos banhar, mas não podemos retê-la, pois ela irá escorrer por entre nossos  dedos  quando  tentamos  pegá-la  em  nossas  mãos  num  gesto  de  tentar possuí-la…!
 
No caso de Manoel, porém, há uma diferença fundamental: ao se apaixonar pela capoeira ele se tornou um ativista, um perseguidor dos conhecimentos por trás da Arte, da magia por trás da fala que entoa e encobre os seus segredos centenários.
 
Com  isso  ele  arranca  aplausos  do  mais  cético,  do  mais  frio,  do  mais incrédulo de nós, de quem nunca ousou investir nesse terreno abstrato de nosso dicionário, transformando-se assim num pioneiro de inequívoco valor.
 
Mas, acreditem, felizmente esta obra de Manoel  não é um caso isolado dentro da capoeira. Ela tem sido cultuada e cultivada, por dezenas e centenas de obstinados  solitários  que  se  atiram  nos  seus   meneios  e  buscam  lhe  dar  a sustentação documental que esteja a seu alcance!
 
Pensadores e estudiosos,  estudantes, pesquisadores, professores, mestres  e capoeiristas  em  geral, tem   se   desdobrado  e   produzido muito  trabalho e documentos, teses e monografias, discos,  filmes, textos, vídeos, peças, shows e músicas,  jornais  e  reportagens,  num  sem  numero  de  outros  artefatos  que  a materializam no terreno intelectual, acadêmico, literário, educacional, desportivo, cultural e artístico, entre outras tantas possibilidades que nossa arte abriga e com isso temos hoje milhares de registros o mundo abstrato e metafísico da capoeira, como é o caso de Manoel…
 
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