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Capoeira unindo famílias e corações – Zum Zum Zum, Capoeira Acha um!

DURANTE RODA DE CAPOEIRA, MEMÓRIA DE MIGUEL(PACIENTE COM TRANSTORNO MENTAL) TEM INSIGHT INCRÍVEL

Interno estava sem contato com a família há 26 anos e não se lembrava de nada em relação a sua vida, mas na roda, teve a capacidade de expressar verdades escondidas.

Mais um caso envolvendo usuário do serviço de saúde de São Bernardo teveum final feliz. Desaparecido há 26 anos, Miguel Ribeiro, paciente da ResidênciaTerapêutica Masculina da cidade, finalmente reencontrou seus familiares. Curiosa foi a circunstância como se deu este reencontro. Miguel não trazia lembrança alguma em relação à história de sua vida e não verbalizava nenhuma informação que pudesse levar ao paradeiro de seus familiares, amigos ou algo que sinalizasse sobre sua trajetória.
E foi durante uma roda de capoeira comemorativa ao aniversário do Caps III para pacientes com transtornos mentais realizada pelos adolescentes que utilizam o serviço de saúde mental Caps ad Infanto Juvenil (tratamento em uso e abuso de álcool de outras drogas) realizado pelo Projeto Beija-Flor Capoeira com supervisão do Professor de Educação Física do Caps Infanto Juvenil da PMSBC, Ricardo. (Os Caps, são centros de atenção psicossocial que substituem os hospitais psiquiátricos e humanizam o tratamento dos usuários dos serviços em saúde mental)

O momento era de muita energia e contemplação, já que vários usuários da redeem saúde mental da PMSBC interagiam e entravam na roda de capoeira. Numdestes momentos, Miguel que hoje está com 49 anos batia palmas sentado na roda e sussurrava algumas cantigas que eram cantadas.
“Foi neste momento que percebi que o Miguel tinha no mínimo, alguma vivência com a arte capoeira já que ele se lembrava de alguns refrões de músicas específicas da roda” relata o Professor.

Miguel então foi convidado para jogar pelo professor e durante o jogo alémde continuar cantando as músicas ele começou a citar o nome de seu Mestre, oMestre Zulu.
“Por algumas vezes ele falava no Mestre Zulu, Salve Mestre! Salve Mestre Zulu!enquanto minimamente conseguia construir um ou outro movimento. Percebieste detalhe e assim a roda transcorreu e ao final dela, conversei com a equipe multiprofissional do Caps III da PMSBC e uma das funcionárias a enfermeira Tatiane Janaina Arrais localizou assim o Mestre Zulu, sua escola de capoeira e também onde Miguel havia cursado o supletivo quando jovem na Escola Estadual Ernestino Lopes da Silva, localizada na Zona Sul de São Paulo.

A equipe da Residência Terapêutica Masculina entrou então em contato coma instituição de ensino e localizou a vice-diretora Luci Billig Costa, que tinha sido professora do paciente e encontrou os familiares de Miguel, que residem em uma colônia alemã em São Paulo.

Miguel, que foi interno do Hospital Lacan durante 10 anos, possui mãe com 80 anos e mais 10 irmãos. Um deles, Benedito João Ribeiro, foi quem o visitou e trouxe alguns documentos, como a carteira profissional do paciente. Ele contaque o transtorno mental de Miguel iniciou entre os 15 e 17 anos, ainda quando trabalhava em uma oficina mecânica. Depois foi internado em um hospital psiquiátrico em Sorocaba e, no dia seguinte do Natal, no qual passou com afamília, desapareceu. Os familiares o procuraram em hospitais, delegacias eaté no IML (Instituto Médico Legal) e ainda hoje buscavam informações sobre o destino de Miguel.
Este fim de semana Miguel passou na casa da família e, nesta segunda-feira ,retornou à Residência Terapêutica Masculina. O CAPS III de São Bernardo irá ainda acompanhar Miguel durante o período de transição e entrará em contato com a Prefeitura de São Paulo a fim de localizar um serviço psiquiátrico próximo de sua nova residência para que continue o tratamento.

“Não sabemos ao certo qual mecanismo cerebral ativou a memória do Miguele como ele conseguiu relembrar algo ocorrido há 30 anos até em razão da sua condição psíquica que dificulta este processo. O certo é que o ritmo da capoeira traz muito da ancestralidade e instintos primitivos enraizados no ser humano.Talvez este mecanismos cerebral não tenha ocorrido na história de Miguel. Outalvez tenha em forma de insight, uma memória reativada” relata o Professor Ricardo. O certo é que Miguel pode agora abraçar seus irmãos e também a suamãe e eles agora possuem a certeza de que Miguel necessita da atenção e dos cuidados de sua família. Zum Zum Zum, Capoeira Acha um!!!!dois!!!três!!!!muitos!

Ricardo Costa (Beija-Flor)
http://projetobeijaflorcapoeira.webnode.com
e-mail: beijaflor@portalcapoeira.com

Capoeirista de 10 anos morto em ação da polícia é homenageado

Denúncia contra envolvidos no crime é comemorada com capoeira

Trajando camisas com estampa “Eu só queria ser como meu pai, mestre de capoeira”, familiares, capoeiristas e o cantor e mestre de capoeira Tonho Matéria se reuniram ontem, na Escola Estadual Alfredo Magalhães, no Rio Vermelho, para mais uma homenagem ao menino Joel, 10 anos, morto durante ação policial na madrugada de 22 de novembro.

No local, funciona a escola de capoeira de Mestre Boa Gente, tio do garoto. Na ocasião, houve cerimônia de troca de cordão de outros meninos da mesma faixa etária de Joel. Segundo o pai do garoto, Joel Castro, 43, a criança queria ser capoeirista como ele e participava todos os anos do batizado, quando os alunos têm o grau elevado.

Na cerimônia, familiares de Joel comemoraram a decisão do Ministério Público de denunciar, por homicídio e omissão de socorro, os nove policiais militares da 40ª Companhia Independente da PM (Nordeste de Amaralina), envolvidos no crime. “Acreditamos na Justiça”, disse Joel Castro.

“Os policiais que fizeram isso com meu filho precisam ser julgados por crime comum”, afirmou.

 

Fonte: http://www.correio24horas.com.br

Portugal: Famílias de imigrantes pedem apoio para regressar

Foi com espanto e surpresa que recebi a notícia de que os amigos Mestre Leonan e Dona Ivone, figuras ímpares e muito queridas da comunidade capoeirística de Portugal, encontram-se na situação relatada em pormenores pela matéria publicada no Diário de Notícias de Portugal. Ao casal de amigos e grandes companheiros pelos quais tenho grande consideração desejo que tudo entre nos “eixos” e que juntos, com o apoio dos amigos , familiares e companheiros, possam concretizar esta caminhada e ultrapassar esta fase complicada pela qual estão passando…

Fica mais uma vez a reflexão para aqueles que pretendem atravessar um oceano na busca de um sonho de uma “Vida Melhor” e de melhores condições laborais que este é realmente um passo que deve ser dado com segurança e responsabilidade… A Europa mudou muito, Portugal está no limiar de uma situação muito delicada… Procurem conversar, pesquisar e reflitir muito, principalmente com as referências da capoeiragem no País onde pretendem imigrar, antes de fincar o pé na estrada…

Em minhas últimas viagens para participar em eventos, como convidado e palestrante, tenho “batido” muito na tecla da “descentralização” (movimento de  imigração baseado na coerência e no respeito territorial, com enfâse a uma busca a novos nichos de mercado fora das zonas com maior índice de ocupação capoeirística ) Assunto que devido a sua importância será abordado com maior peso e relevância, em breve aqui no Portal .

Desejo mais uma vez muito sucesso e prosperidade a todo “Embaixador da Cultura Brasileira” que luta dia a dia na sua jornada por dignidade e cidadania…

Um grande abraço a toda a comunidade ligada direta e indiretamente ao universo da capoeira que através de seus atos e  reflexões nos trouxeram e nos direcionaram para o atual contexto da nossa arte-luta.

Luciano Milani

 

Portugal: Famílias de imigrantes pedem apoio para regressar

Há cada vez mais estrangeiros a receber dinheiro para voltar a casa, sobretudo brasileiros. Quase metade são agregados familiares.

Leonan Silva veio para Portugal há oito anos. Fugiu da crise económica que se vivia no Brasil, mas sobretudo de si. Tinham acabado de lhe matar o filho e preferiu afastar–se de Brasília para não ter de olhar para quem o tinha assassinado, quando ele separava uma briga. Mestre de capoeira, as coisas começaram por lhe correr bem e chamou a mulher dois anos depois. Mas a vida mudou, piorou.

Leonan nunca mais conseguiu renovar o visto de residência. Nem tinha dinheiro para regressar ao Brasil. O casal faz parte das muitas famílias de imigrantes que pedem apoio à Organização Internacional para as Migrações (OIM) para abandonar Portugal. E cada vez são mais os agregados familiares a fazê-lo. Já estão quase em maioria, quando em anos anteriores os pedidos eram sobretudo individuais (ver gráficos).

Os dados de imigrantes apoiados pelo Programa de Retorno Voluntário (PRN) reflecte uma maior procura de pessoas desesperadas para regressar ao país de origem e sem dinheiro para o fazer.

“O aumento de agregados familiares terá a ver com o facto de as pessoas já não estarem numa fase inicial da imigração. Começam por vir sozinhas, dizem ao agregado familiar para vir, mas a vida dá uma volta de 180 graus e deixam de ter condições económicas”, explica Luís Carrasquinho, o responsável pelo programa.

São sobretudo mães e filhos, mas também há pais e filhos e casais, como Leonan e Ivone. “Vim para Portugal há seis anos, nunca consegui papéis. O meu marido obteve a autorização de residência por um ano, mas não voltou a conseguir um contrato de trabalho e nunca a renovou”, conta Ivone Santos, 53 anos, cabeleireira no Brasil e empregada doméstica em Portugal. Nunca teve um trabalho certo, profissional paga ao dia e sem perspectivas de estabilidade.

Foi a Associação Sócio-Cultural Grupo União da Capoeira que deu a mão a Leonan Silva para vir para Portugal, incluindo o pagamento do bilhete de avião. Participou em espectáculos, foi formador, mas os contratos foram diminuindo. O último, com a Casa Pia, não foi renovado no ano passado e deixou de haver um rendimento certo. E as contas sempre a cair, em especial a renda de casa, um quarto num apartamento em Mem Martins, pelo qual pagam 160 euros, incluindo água, luz e gás.

“Fomos ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras para ver como podíamos resolver a situação, mas cobravam muito, tínhamos de pagar as multas. E, também, não tínhamos um contrato de trabalho… mas também ninguém nos faz um contrato se não tivermos o visto de residência”, diz Ivone.

A situação tornou-se uma pescadinha de rabo na boca. Sem solução à vista. Leonan faz biscates em obras, pinta paredes… o que aparecer. Ivone segue o mesmo percurso, mas em trabalhos domésticos. Esta semana substitui a amiga que toma conta de uma idosa. Os amigos apoiam.

“Todas as situações são complicadas, todas as pessoas que ajudamos estão numa situação-limite”, explica Luís Carrasquinho. Em 2009, o número de imigrantes que levou ao aeroporto de Lisboa para regressarem ao país de origem, ou a um terceiro onde esteja garantida a sua admissão, aumentou quase dez por cento. Também foram mais as mulheres a voltar a casa, algumas com os filhos, e a faixa etária está a subir. Ultimamente, é o grupo entre os 36 e os 50 que mais recorre ao programa.

“Acabámos por decidir que o melhor era regressar ao Brasil. Uma amiga viu uma reportagem e falou-nos que a OIM ajudava quem não tinha dinheiro. Fiz uma pesquisa na Net e marquei uma reunião”, conta Ivone. Está à espera que o seu caso seja aceite e que lhe agendem o regresso o mais rapidamente possível.

Ivone e Leonan têm cinco filhos no Brasil, além de 12 netos.

Sente que falhou?

Ivone diz que não: “Viemos com um objectivo traçado. Tínhamos saído de uma situação muito difícil e o objectivo era tentar ultrapassar a situação. Foi uma luta, passámos por muita coisa difícil, batalhámos. Não deu. Conheci Portugal, uma cultura diferente, muitas pessoas amigas, brasileiros e portugueses. Gostei muito de viver aqui, apesar das dificuldades. E o objectivo foi cumprido, estamos preparados para regressar. Tenho saudades dos filhos e netos. A nossa esperança é que o Brasil esteja efectivamente melhor!”

À OIM chegaram mais de 900 pedidos para pagar viagem em 2009,  mas considerou que só 381 respeitavam as condições.

Fonte: Diário de Notícias – http://dn.sapo.pt/

Mensagem de Final de Ano do Mestre Gilvan

MENSAGEM ESPECIAL PARA VOCÊ
 Sei que nesta jornada de 2005, nem tudo aconteceu do jeito que se esperava, mas se houveram espinhos, pelo menos, serviram para fortalecer a alma e fazer jus à luta por dias melhores.
Na ginga da vida, na roda do mundo, todo mundo ginga, a cada segundo no salto do tempo, no brilho do riso, dando rasteira nos desafios.
A grandeza de ser o que és, não se mede por troféus e nem por elogios adquiridos em méritos e sim, pela persistência em acreditar na bondade humana, pois onde há UMA VONTADE há sempre UM CAMINHO e onde há BOA VONTADE, haverá sempre MUITOS CAMINHOS.
Desejamos muitas felicidades e grandes realizações neste ano de 2006, repleto de axé, alegria e felicidade a todos os capoeiristas do mundo e familiares, a paz no coração, saúde eterna, muita vontade de vencer e persistência na busca de seus sonhos, pois o hoje é a semente e, o amanhã os frutos que os servirão em sua jornada.
São os sinceros votos da
Associação de Capoeira Ladainha
Associação Brasileira de Capoterapia
Mestre Gilvan
Brasilia DF