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Superando as dificuldades

Quando se começa a treinar capoeira, é comum sentir dificuldades para executar alguns movimentos. Algumas dificuldades são superadas em pouco tempo, outras demoram mais e exigem mais esforço e paciência, e há ainda as que vão sendo conhecidas com o tempo, conforme o aprendizado avança.

Esses desafios, tão comuns a qualquer pessoa, podem gerar muita frustração, especialmente quando uma mulher, que treinando entre homens, exige de si mesma um desempenho igual ao deles.

Não há como negar que homens e mulheres são diferentes fisicamente e, portanto, usam seu corpo de forma diferente, o que não significa de modo algum que o homem seja superior à mulher na capoeira ou vice e versa. São apenas diferentes, cada um com suas vantagens e desvantagens.

Um exemplo é a força. Em geral, os homens são até 30 por cento mais fortes e, por isso, nos movimentos que exigem força, especialmente os que exigem força nos braços, as mulheres precisam se esforçar muito mais para conseguir o mesmo desempenho.

Não é motivo para desistir, mas insistir no que parece mais difícil pode se tornar desanimador se, em paralelo, a mulher não conhecer suas vantagens como, por exemplo, a flexibilidade, e tirar proveito delas.

Trabalhar suas facilidades favorece a autoestima e dá muito mais ânimo para enfrentar os desafios e, quando as mulheres se ajudam, trocam dicas e observam umas às outras na roda, essa tarefa fica ainda mais fácil.

E isso não vale apenas para as diferenças de gêneros, mas também para as diferenças e limitações de cada indivíduo. A capoeira tem lugar para todos, basta cada um se conhecer e desenvolver seu próprio jogo.

Neila Vasconcelos – Venusiana
capoeiradevenus.blogspot.com

A inclusão do educador em capoeira no setor de tratamento em dependência química e saúde mental

CAPOEIRA SOLIDÁRIA

"A inclusão do educador em capoeira no setor de tratamento em dependência química e saúde mental"
 
A área médica volta o olhar para as terapias esportivas como fator de tratamento de jovens e adultos dependentes de álcool e drogas. Neste sentido, a capoeira surge como uma proposta na organização corporal e mental do indívíduo dependente. Trabalhando a socialização, o esquema corporal e o auto controle, a capoeira contempla o tratamento psiquiátrico e psicológico trazendo pontos positivos aos pacientes,  além de alegrar a alma do praticante. A capoeira vem sendo utilizada diariamente, como doses homeopáticas, nas oficinas de centros de atenção psicossocial, clínicas de reabilitação, setores de saúde mental e hospitais; através do Projeto Beija-Flor/Grupo Macungo e seus educadores. A resposta dos pacientes é fantástica, sendo uma poderosa terapia associada aos grupos de psicologia. Como uma medicação, a capoeira vai gradativamente envolvendo o paciente o tornando mais resistente e sociável além de desintoxicar o indivíduo através de características aeróbicas contidas nas aulas. Fortalece ainda a musculatura; em muitos casos comprometida pelo déficit do metabolismo muscular e favorece a observação e diagnóstico dos pacientes, pois suas emoções são evidentes durante o jogo de capoeira sem possíveis fingimentos. Observa-se ainda que muitos pacientes se envolvem de tal maneira com a capoeira que procuram locais para praticá-la em outros horários aos do tratamento, ocasionando assim um projeto de redução de danos pois quando o indivíduo está treinando não está nas ruas ou bares fazendo uso de drogas e bebidas.
 
Para saber mais sobre a Capoeira no setor na saúde mental:

Ricardo Costa: beijaflor@portalcapoeira.com
Site com informações: http://bfcapoeira.vilabol.com.br