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Teresina – PI: Berimbau de Renda

BERIMBAU DE RENDA é um espaço pensado para fortalecer o movimento de mulheres capoeiristas.

O evento se lança como o 1º festival brasileiro de músicas de Capoeira direcionado à voz feminina, a ideia é proporcionar uma maior visibilidade e engajamento das mulheres que cantam e emocionam nas rodas de Capoeira.

BERIMBAU DE RENDA propõe ampliar as possibilidades de cada vez mais nós mulheres ocuparmos um espaço que também é nosso que por vezes abrimos mão por insegurança, vergonha ou por não existir um incentivo geral para que o espaço da mulher na capoeira seja cada vez mais visto e explorado.

BERIMBAU DE RENDA tem um foco no festival de canto, que nessa primeira edição não será competitiva, porém as músicas participantes deverão ser inéditas, mas não obrigatoriamente autoral , o evento é também uma plataforma de encontros entre mulheres capoeiristas, onde toda a essência da capoeira será abordada por meio de conversas, aulas, rodas e muita música, é claro.

BERIMBAU DE RENDA é inovador e conta com todas as capoeiristas para que seja um evento lindo, cheio de perfume, cheio de cor e de muito amor pela Capoeira.

Missão:

BERIMBAU DE RENDA tem como objetivo valorizar a voz feminina nas rodas de Capoeira.

 

Festival de Canto e Encontro de Mulheres Capoeiristas
22, 23 e 24>>agosto>>2014
teresina>>piauí>>brasil
berimbauderenda@gmail.com

Carolina Soares a voz da mulher na capoeira lança o seu quinto CD

Cantora profissional desde os 16 anos de idade, Carolina se dedica a musica o tempo inteiro, sua convivência com o publico da capoeira se deu através do contato direto em rodas e grandes eventos e meios sociais, dos quais Carolina fez parte ativa nas organizações. A cantora sentia falta de uma voz feminina nas rodas e exaltar mais ainda a presença da mulher. Foi assim que no ano de 1999 teve a ideia em de gravar o seu primeiro disco “Cantigas de Capoeira como você nunca ouviu antes”.

Sempre dirigida por Adriano Chediak (editor da Revista Capoeira), o CD foi de cara um sucesso estrondoso, ganhando espaço na mídia e levando aos leigos o som melodioso das cantigas de roda. Foi capa com matéria central no encarte “estadinho” do Jornal Estado de São Paulo e saiu em matérias de destaque de importantes veículos de comunicação como: Correio Brasilense, Jornal do Brasil, Estado de Minas, entre outros. Levou também a Capoeira para a TV em grandes emissoras como SBT, Record, Bandeirantes e na TV Globo gravou a vinheta dos 30 anos de aniversário do Programa Esporte Espetacular em ritmo de Capoeira.

Sua voz de timbre forte e seu carisma encantaram o universo da capoeira que era quase 100% masculino. Compôs grandes sucessos da capoeira como: “Vai ter Brincadeira”, “Vou Cantar pra Você”, “Capoeira não pode parar”, “Canto na areia”, “Capoeira de Menino” e “Mulher na roda” que virou um hino entre as mulheres.

Carolina Soares hoje é considerada a “voz feminina” da Capoeira, e acaba de lançar o seu quinto CD de capoeira, permitindo com isso fazer turnê de participações em eventos da capoeira em todo Brasil e em vários países europeus, como Grécia, Turquia, Polônia e Itália, sempre levando para os ouvidos e corações dos capoeiristas uma verdadeira lição de superação de como produzir um conteúdo já aprovado. Tem também se tornado madrinha de grandes projetos de inclusão social de crianças e jovens pelo Brasil inteiro.

A maior curiosidade do público é se ela treina capoeira, se ela é praticante assídua das rodas, sua resposta é sempre serena “Não pertenço a grupo algum, sou patrimônio da capoeira, e minha contribuição é através da musicalidade, cantando eu dou volta ao mundo, saltos acrobáticos e posso mandingar até onde eu tiver energia”.

 

Carolina Soares hoje é considerada a “voz feminina” da Capoeira, e acaba de lançar o

Serviço:

 

Data: 23/06/2013

Horario: 16 horas

Local: Bar Brahma

Av São João esquina com Av Ipiranga

Centro – São Paulo

(ao lado da estação de metrô Praça da República)


Para saber mais da cantora e adquirir o seu novo CD:

www.carolinasoares.com.br


Capoeirista Alagoana é selecionada pela Escola Nacional de Circo

A alagoana, Carla Danielle Santos de Albuquerque, moradora do Complexo Habitacional Benedito Bentes, foi selecionada pelo edital Bolsa Funarte para Formação em Artes Circenses 2012 e vai para o Rio de Janeiro estudar circo durante 10 meses com direito a uma bolsa para custear sua estadia.

No dia 24 de setembro, ela irá refazer os exercícios que apresentou em DVD à comissão de análise do edital e, no dia 8 de outubro, inicia as aulas na Escola Nacional de Circo.

A trajetória de Carla Albuquerque começou aos 07 anos com o Grupo de Capoeira Muzenza. Aos 09 anos conquistou o seu primeiro titulo foi 1º lugar na 1ª Copa do Grupo Muzenza de Capoeira na categoria Masculina, naquela época não existia a categoria feminina para a disputa.

Aos 14 anos ficou em 2º lugar no 2º Encontro de Capoeira Alagoana do Grupo Muzenza, desta fez competindo na categoria mista (feminino e masculina). E seus títulos não param de crescer aos 17 anos foi 1º lugar no 3º Muzenza Yá na categoria feminina.

Aos 18 conquistou o 1º lugar na 3º Copa de Capoeira. E aos 20 anos trouxe para Alagoas o título de 3º Lugar na categoria feminina na 2ª Copa Norte/Nortedeste realizado no Estado de Recife. Desde de 2010 passou a fazer aulas de circo no Ponto de Cultura Centro Cultural Armazém do Circo se especializando em acrobacia de solo.

Segundo Carla, no início foi difícil, pois a acrobacia da capoeira é muito diferente da acrobacia de circo exige muita ponta de pé e corpo esticado, mas hoje consigo distinguir bem, na capoeira faço o AU que inicia de lado e as pernas ficam curvadas, já no circo faço a pantana que é de frente, com as pernas esticadas e tem abrir bem a escala. Em 2011 passou a integrar a trupe da Cia Orquídeas de Fogo que é a ONG que criou e gerencia o Armazém do Circo.

Em 2012, a Cia Orquídeas de Fogo montou o espetáculo “Nem tudo são flores” que é o primeiro espetáculo alagoano de circo contemporâneo. Carla Albuquerque faz um número de extrema complexidade com pernas de pau e tira suspiros da plateia. A sua última apresentação como parte da trupe foi na quarta passada, 19 de setembro na praça Deodoro como parte do projeto Aldeia SESC.

 

TH – http://www.tribunahoje.com

Revelação e Zezé Motta – Aglomerado

O Aglomerado recebe o grupo Revelação, formado em rodas de pagode em Engenho de Dentro e Pilares, no subúrbio carioca durante a década de 90. Junto com MV Bill e Nega Gizza, abrem o programa com a canção Pai, que fala das transformações ambientais e políticas da nossa atualidade.

O personagem do quadro ‘Guerreiros e Guerreiras’ é o Mestre Garrincha, fundador do grupo Senzala, que, desde os anos 60, vem lutando e moldando a forma de ensinar Capoeira no Brasil.

Já Nega Gizza percorre alguns becos do bairro mais tradicional da boêmia carioca, a Lapa , e confere a ‘Boa da Noite’: o Beco do Rato . Lá, ela encontra um verdadeiro ‘aglomerado’, juntando muito samba de raiz, pastel de angu e animação.

MV Bill vai até as pistas de atletismo da Vila Olímpica de Santa Cruz , zona oeste do Rio de Janeiro, para conhecer as expectativas e perspectivas de um jovem atleta : Marcos Vinicius.

O Aglomerado faz uma singela homenagem a uma figura feminina que, com força e graça, luta para que os artistas negros tenham espaço, oportunidade e tratamento igual nas mídias e meios de comunicação: a atriz e cantora Zezé Motta.

No Centro da cidade do Rio de Janeiro , no Largo São Francisco , houve um encontro internacional de palhaços . O Aglomerado esteve lá para trazer em matéria a história e tentar entender a alma do que é ser Palhaço.

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A feminilidade na capoeira

Antigamente, para ser respeitada nas rodas de capoeira, as mulheres precisavam rejeitar sua feminilidade, adotando comportamentos masculinos. É o que indicam apelidos, como Maria Homem, e até estudos feitos a partir de cantigas de capoeira. Mas, e hoje? Será que é diferente?

Atualmente a mulher tem conquistado cada vez mais espaço na capoeira, mas ainda enfrenta críticas simplesmente por ser feminina.

Uma questão é a vaidade. Quando a mulher se arruma e se enfeita para ir à roda, ainda é acusada, principalmente por outras mulheres, de não levar a capoeira a sério, e sim usá-la para chamar atenção dos homens, arrumar namorado, ou coisas do equivalentes.

Outra questão é o excesso de cuidado na roda por parte dos homens. A mulher é delicada por natureza e muitas vezes essa característica é confundida com fragilidade. Quando isso ocorre os homens jogam com elas como se as mesmas fossem feitas de vidro, podendo quebrar a qualquer momento.

É óbvio que não se trata de incentivar uma atitude violenta contra as mulheres, mas é muito bom quando o homem solta seu jogo sem fazer distinção quanto ao sexo do oponente.

Mas, para evitar essas e outras “pedras” no caminho, a opção da mulher seria se masculinizar? Deixar de lado sua vaidade e sua delicadeza e se comportar de modo semelhante aos homens?

Na verdade a melhor resposta que pode ser dada é seguir em frente e continuar treinando e se dedicando, sem deixar a opinião alheia virar um obstáculo. Por mais feminina, vaidosa e delicada que seja, quando a mulher entra na roda e dá o melhor de si, ela não é apenas respeitada, mas também admirada.

Neila Vasconcelos – Venusiana
capoeiradevenus.blogspot.com

Rivalidade feminina nas rodas

Rivalidade e competitividade existem desde que o mundo é mundo e não é exclusividade feminina. Mas entre as mulheres a rivalidade normalmente é mais acirrada ou, pelo menos, mais perceptível.

Infelizmente é comum as mulheres se verem como oponentes ou inimigas uma das outras, e se posicionarem de tal modo como rivais que ganham a fama de fofoqueiras, invejosas e traiçoeiras.

Na capoeira não é diferente e, nas rodas, a rivalidade feminina também faz fama, causa desunião e, algumas vezes, acaba até em briga e puxões de cabelo.

Já me indignei com um campeonato onde o regulamento para as competições masculinas e femininas eram bem diferentes. Ao questionar, a explicação foi de que “as mulheres levam tudo para o lado pessoal”. Mesmo a contra-gosto, observando algumas mulheres nas rodas nos dias que se seguiram, fui obrigada a concordar.

Mas por que isso acontece?

Sem dúvida existe a herança dos tempos das cavernas, onde se destacar para conquistar um macho de qualidade era até mesmo questão de sobrevivência. Mas os tempos mudaram e, ao invés de largar a competição, ela foi levada para outras áreas da vida, como o trabalho, ou, no caso, as rodas.

É bom lembrar que, independente do sexo, querer se destacar, ser o melhor, faz parte da natureza humana e é até saudável pois estimula a superação.

O fundamental é reconhecer quando a rivalidade passa dos limites, pois assumir a vida como um jogo onde o outro é um adversário que precisa ser “vencido” costuma ser sintoma de imaturidade e baixa autoestima.

Nesta situação, o melhor remédio é reconhecer que todos têm seus pontos fracos e fortes e que, a melhor forma de evoluir, é através da ajuda mútua, e não da disputa.

E para quem foi eleita “a rival” de alguém, não há nada melhor do que um elogio sincero a algo que “a oponente” tenha de bom ou faça bem, pois conhecer as próprias qualidades é um ponto de partida para o resgate da autoestima e para o fim da necessidade de se auto promover passando por cima do outro.

Neila Vasconcelos – Venusiana
capoeiradevenus.blogspot.com

Consciência Negra e Capoeira uma prática constante

Nesta crônica estão apresentadas algumas considerações sobre o “Dia da Consciência Negra”, chamando-se a atenção para a presença da Mulher – negra ou não – na luta pelas igualdades. Mestra Dandara (Por que não?) recebe justa homenagem!

O dia da Consciência Negra passou. Mais uma data no calendário oficial, que nos sugere um dia especial no meio de semanas e dias de puro trabalho e pouca reflexão. Apesar de cada vez mais termos meios de acessar as informações, o que se pode fazer com elas é ainda muito pouco, uma vez que os esforços e espaços para debates e trocas são limitados.

Eleito o dia 20 de novembro para representar toda nossa História Negra, por ser o dia da morte do líder Zumbi da república quilombola dos Palmares, fundada em 1597 onde hoje é o Estado de Alagoas e Pernambuco, no período auge de nossa vida colonial, essa data tem muito a representar. Gostaríamos de falar brevemente sobre o que essa representação pode oferecer ao debate da Capoeira como uma manifestação dessa parte da nossa História e que só agora, passados séculos de debates não-oficiais, está entrando nos mecanismos de divulgação da História Oficial.

Se uma data como essa permite pensarmos a vida de uma grande liderança como foi Zumbi, gerando a idealização de sua figura como a de um herói que deve ser colocado entre os heróis de nossa pátria-mãe tão pouco gentil com seu povo oprimido, também deveria permitir a conscientização do papel dos que estiveram atuando ao lado dessa figura, especialmente as mulheres, às quais fazemos questão de destacar aqui nesse texto e em outros que temos assinado sobre a presença feminina nos contextos de que participamos.

Lembremos um pouco de Dandara, a qual se sabe tão pouco sobre sua vida, mas que consta como grande guerreira e estrategista dentro de Palmares. Tida como esposa de Zumbi, decide pela própria morte ao invés de entregar-se novamente ao sistema escravista quando da tomada da Serra da Barriga pelo governo monarquista no ano de 1694.

Não vamos aludir aos diversos eventos que correm ao longo da história dessa emblemática figura porque os elementos que levantamos aqui nos fazem pensar bastante sobre pontos importantes dentro da temática aqui proposta: praticar o exercício da conscientização de nosso passado escravista com tanta disciplina quanto a prática da Capoeira.

E nesse sentido estamos cada vez mais dispostas a exigir o espaço necessário para a conscientização do papel da mulher no curso de nossa História. Porque é fundamental reconhecer que tanto nos momentos das eclosões dos acontecimentos como nos do cotidiano diário o nosso papel foi e é o de garantir que o esperado se realize e se concretize de modo que a seqüência da vida e da melhoria daqueles que são parte do nosso círculo social aconteça.

Nós acreditamos que estar ao lado não é um papel medíocre, nem simples, nem subalterno, como querem as correntes feministas dispostas a continuar na segregação proposta pelos mesmos modelos a que se contrapõem. Estar ao lado é suportar (portar junto), é fazer crescer, é procriar. Aqui vale lembrar que tanto a linha reta como a roda são formas de organização que exigem o “lado a lado” pra se concretizarem, e ainda assim expressam maneiras diferentes e opostas de existir no mundo.

Um dia como esse 20 de novembro deve servir para que as mulheres se coloquem diante da condição Matriarcal e Feminina que faz da sensibilidade nossa maior herança. E com isso podemos construir certamente um mundo de homens e mulheres capazes de se voltarem conscientemente e com compaixão para os que sofrem, para os que não são reconhecidos pelo fato de estarem simplesmente vivos ou para aqueles que conhecem apenas a autoridade como forma de agir e de ser no mundo, enfim para todas as formas de vida que hoje em dia estão abaladas com a falta de direcionamento e distanciamento com o sagrado a que estamos submetidos.

Para que a Capoeira também entre nesse processo de valorização e reconhecimento da cultura negra é necessária a presença e atuação feminina e que essa faça seu papel de reconhecer dentro da História dessa luta os elementos que foram destacados, mas também os que foram omitidos nesse processo e contribuir, com força e união, para que as partes diferentes se associem, sem compromisso com mecanismos discriminatórios, especialmente os que nos conduzem a caminhos já sabidos de ruptura.

Não precisamos mais de uma consciência humana que rompa com o humano. Estamos carentes de mecanismos de construção integrativa, esse é o mecanismo da Natureza, deveria ser nosso referencial para tentarmos ter de volta nossa casa-comum, o Planeta Terra, e salvar nossa espécie Sapiens da nossa própria eliminação.

Precisamos sim é exercitar as capacidades físicas e emocionais que a Capoeira permite desenvolver a ponto de treiná-las para as transformações que o mundo está nos permitindo e nos obrigando a realizar. De outra maneira não estaremos fazendo jus aos ensinamentos deixados pelos Mestres que tiveram em suas companheiras a força para o trabalho que desenvolveram.

Casal de Edan .século XIX. Sudoeste da Nigéria. Coleção particular, Bruxelas: A superposição de homens e mulheres simboliza a união dos ancestrais, fundadores da linhagem. Esta associação é necessária para a manutenção do bem-estar de uma sociedade-civilizada, por quem os membros da sociedade secreta Ogboni são responsáveisO intelecto e o sensível estão sendo clamados para uma nova visão da vida, pois a luta a que a humanidade está sendo levada a travar exigirá muito de todos nós. E se nos habituarmos a rever os padrões morais e institucionais a que fomos expostos em toda História, teremos muito a nos beneficiar com o exemplo de mulheres que estiverem em constante combate em busca do respeito e da integração social.

Um dia para refletir a consciência negra no Brasil é um dia para refletir toda a nossa consciência histórica: a consciência que presenciou tantas mortes injustas, que guardou em suas raízes a eliminação do povo original da terra, que se ressente de uma classe dominadora que rejeita a fonte de sua própria riqueza; uma consciência que não acode aos que necessitam e defende os que se aproveitam indevidamente do que é de todos. Enfim, refletir sobre nossa consciência comum que tem muito a rever, rejeitar, redimir e refazer nos sentidos mais profundos de respeito que o ato de retorno pode ter em todos nós.

Stella Mendes (Manchinha), São Paulo, Novembro de 2005

Colaboração : Moleza

Grupo de Capoeira Angola Irmãos Guerreiros (Mestres Marrom & Baixinho)

* Imagens retiradas in: Mostra do redescobrimento: arte afro-brasileira. São Paulo: Associação Brasil 500 Anos Artes Visuais, 2000.

(1) Portadora de cálice. República Democrática do Congo (Musée Royal de l”Afrique Centrale, Tervuren, Bélgica): Guardiã da autoridade sagrada, a mulher que segura a cabaça de adivinhação entre suas mãoes, é o receptáculo dos espíritos e gênios vidye.

(2) Casal de Edan .século XIX. Sudoeste da Nigéria. (Coleção particular, Bruxelas): A superposição de homens e mulheres simboliza a união dos ancestrais, fundadores da linhagem. Esta associação é necessária para a manutenção do bem-estar de uma sociedade-civilizada, por quem os membros da sociedade secreta Ogboni são responsáveis

 

Fonte: Jornal do Capoeira –  www.capoeira.jex.com.br

Enafec – Encontro de capoeira incentiva prática feminina em Alagoas

A capoeira é uma manifestação cultural brasileira que reúne características muito distintas: trata-se de uma mistura de arte-luta praticada ao som de instrumentos musicais como o berimbau, o pandeiro e o atabaque. Para incentivar a prática entre as mulheres, será promovido um Encontro Alagoano Feminino de Capoeira (Enafec), com o apoio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). A iniciativa será realizada neste sábado e domingo, a partir das 8h, no Sesc do Poço. O evento é destinado às crianças, jovens e adultos do sexo feminino que tenham interesse em praticar a atividade.

“A prática da capoeira ainda é pouco difundida no Estado, diante da marginalização que ela é trabalhada e, por isso, as mulheres encontram resistência em praticá-la, desconhecendo que a atividade pode ser uma alternativa eficaz na melhoria das condições gerais do indivíduo. A capoeira é uma pratica que pode, ainda, contribuir para a auto-estima e formação do caráter e da personalidade de quem a realiza”, ressaltou o técnico da Sesau, Maurício Pastor, responsável pela organização do evento.

Eficácia à saúde – E ainda de acordo com Maurício Pastor, a capoeira também traz benefícios na área da saúde, já que ela representa uma forte aliada no controle social quanto à recuperação de usuários de drogas, alcoolismo e portadores de transtornos mentais.

“Diante destes benefícios, podemos afirmar que a sua prática realmente se constitui em uma política de saúde pública, pois somente por meio de uma prática cultural e física, é possível sanar problemas que na maioria das vezes seriam solucionados em instituições de saúde, como por exemplo, hospitais psiquiátricos”, evidenciou o técnico, acrescentando que a capoeira pode ser empregada para resgatar àqueles que já estão doentes, evitando que jovens e crianças enveredem pelo caminho das drogas.

Programação – O Enafec terá início com a palestra da professora universitária Larissa Leão, que abordará o tema “A Importância da Mulher na Capoeira”. Em seguida, os participantes do evento poderão conferir palestras sobre Danças Afro, Percussão, Maculelê, Benguela e apresentações de Rodas Femininas de Capoeira.

No domingo, acontece uma aula de capoeira com a contra mestra Selva, de Fortaleza (CE), além da realização de uma Roda Feminina e Mista. Participam do evento as mestras Josélia Rocha Rodrigues e Conceição Santos Nascimento, respectivamente do Ceará e Pernambuco.

Alagoas: 1º Encontro Alagoano Feminino de Capoeira

A comunidade feminina capoeirista sabedor que o povo alagoano vem demonstrando cada vez mais um interesse por nossa cultura e tradição, sempre mantendo viva a chama do folclore brasileiro, vem pensando há tempos em realizar algo inédito no Estado de Alagoas: 1º Encontro Alagoano Feminino de Capoeira (1º ENAFEC).

Muitos eventos femininos já form realizados mas em Grupos de Capoeira e com presença dos homens. Este não tem Grupo e não terá participação masculina (exceto na roda mista). Nossa capoeiristas mostrarão neste evento que a mulher também tem um papel importante na capoeira.

Elas estarão se integrando e se conhecendo para que juntas possam mostrar sua força. Este evento será realizado no SESC Poço, nos dias 31/10 e 01/11/2009 e será uma forma de divulgar e conscientizar a população feminina como é importante a arte da capoeira.

Capoeirada: Cordão de Ouro & Capoeira Feminina

Um evento feminino chamado Capoeirada, do Grupo Cordão de Ouro, vem tomando força no Brasil. Esta iniciativa é uma grande conquista de algumas capoeiristas do grupo como a Maria Patrimônio, a Instrutora Morgana, a Instrutora Claudinha, Janaína e a Viviane.

Capoeirada

Por causa da dedicação delas à cada ano que passa o evento fica mais forte e ajuda na transformação e destaque das mulheres na história da Cordão de Ouro. Com engajamento, prestatividade e companheirismo elas encontram nos homens grandes parceiros para a realização de um evento onde as mulheres podem se reunir e discutir pontos importantes da participação feminina na capoeira. A programação deste ano contará com dança afro, ritmos brasileiros, aulão e apresentações de maculelê, dança guerreira, dança afro, workshop de Capoeira Angola, rodas e para finalizar samba de roda.

O evento será realizado no dia 30/08/2008 no Ginásio do CEU Cidade Dutra na Avenida Interlagos com supervisão do Mestre Suassuna e organização das mulheres da Cordão de Ouro Matriz.

Para maiores informações é só ligar para: 55 (XX) 11 3223-5357 na matriz da Cordão de Ouro e falar com Morgana.

 

Maira Hora

Cel: (11) 9630 7900
Tel: (11) 5548 3060