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Culto à memória: Xangô Rezado Alto celebra a Memória do conhecido “Quebra de 1912”

Na próxima quarta, 01 de fevereiro, uma importante página poderá está sendo escrita na história de Alagoas, enquanto outra será virada. Há 100 anos um dos episódios mais tristes do estado estava em curso, com a destruição de todas as casas de matriz africana de Maceió, o que causou feridas que até hoje estão abertas e com as quais convivemos e sofremos.

Da destruição e perseguição dos seguidores e admiradores da cultura afro-brasileira, muitos se sentiram obrigados a abandonar sua cidade e mudar-se para outros estados, ajudando a desenvolver sua cultura em novos ares em estados como Pernambuco e Bahia.

Para marcar esse centenário e trazer a discussão sobre a intolerância religiosa e cultural, a Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL) realiza neste ano o projeto Xangô Rezado Alto, uma referência antagônica do que ficou conhecida a prática de se celebrar seus ritos com os atabaques sendo tocados timidamente, ou simplesmente baixo, o que ficou conhecido por “xangô rezado baixo”.

A ideia surgiu de uma série de fatos e ações desenvolvidas por seguidores, populares, estudiosos e admiradores da cultura afro em Alagoas, como os professores universitários Edson Bezerra, Rachel Rocha, Clébio Araújo e do saudoso Marcial Lima, quando estava a frente da Fundação Municipal de Ação Cultural em meados dos anos 2000. Outros dois movimentos lembrando o episódio ocorreram em 2006 e 2007, sempre com a participação popular, mas ainda com pouca força.

O projeto “Xangô Rezado Alto – o centenário do Quebra” surgiu de uma inquietação da nova gestão da UNEAL, hoje representada pelo reitor Jairo Campos e do vice-reitor Clébio Araújo, que procurou à época (2010) o consultor para projetos culturais, Vinícius Palmeira, para formatação e tramitação do projeto no Ministério da Cultura, culminando, no fim de 2011, na aprovação e liberação de recursos federais oriundos do Fundo Nacional de Cultura.

Logo em seguida as Federações e Comunidades Terreiros de Alagoas foram convidadas a participar do projeto, e assim uma forte aliança entre a academia e o popular foi formada, em prol de uma das maiores manifestações culturais que o estado já viu, não para protestar ou festejar, mas para celebrar a memória, com paz, de um fato determinante para a formação histórico-cultural do alagoano neste último século. Além de uma grande rede de parceiros que aderiram ao projeto como UFAL, Federações e Comunidades Terreiros de Alagoas, CESMAC, Secretaria de Estado da Cultura, Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos, ITERAL, IHGAL, IPHAN, Secretaria de Estado da Educação, BRASKEN, Articulação da Cultura Popular e Afroalagoana e IZP.

“Esse é um projeto fundamentado em diversas ações realizadas por nós e tantas outras pessoas, há pelo menos 07 anos junto ao movimento negro e manifestações culturais de matriz africana em Alagoas e isso só se concretizou graças à união de todos”, explicou o vice-reito da UNEAL, Clébio Araújo.

Segundo o Reitor Jairo de Campos, “A UNEAL vive um momento de maior aproximação com a comunidade e os movimentos sociais, e esse episódio é bastante emblemático, por isso pretendemos dar mais visibilidade às manifestações de cultura negra em Alagoas e buscamos no Ministério da Cultura o apoio financeiro para isso, com uma contrapartida nossa e juntamente com outros parceiros. Desta forma, assim, podermos demonstrar o poder de reação e resistência, elevando a auto-estima do povo alagoano, num trabalho que iniciou-se em outubro de 2010 e que agora colocamos em prática”.

O projeto inicia-se nesta próxima quarta (01), mas se estenderá até o mês de maio com ações como seminário, congressos, prêmio cultural etc… pondo em discussão tudo que cerca, não só o fato do “quebra” em si, mas também os anseios e necessidades de todo um movimento sócio-religioso e cultural.

 

O Cortejo

 

No dia 01 de fevereiro acontecerá um grande cortejo reunindo babalorixás, yalorixás, ogãs, artistas, grupos, admiradores e populares que juntos sairão, vestidos de branco, às 15h da Praça D. Pedro II (Praça da Assembleia), percorrendo a Rua do Sol, fazendo duas homenagens: uma à Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, que nasceu capela, e foi edificada por iniciativa dos negros em 1820; e outra homenagem ao prédio do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas (IHGAL) onde hoje está guardada a Coleção Perseverança, composta de peças que escaparam ao fogo à época e foram recolhidas pelos pesquisadores Abelardo Duarte e Théo Brandão junto à Sociedade Perseverança e Auxílio dos Empregados do Comércio de Maceió, onde ficaram guardadas durante décadas,compondo hoje o acervo do IHGAL.

Após essas homenagens o cortejo seguirá para a Praça Mal Floriano Peixoto (Praça dos Martírios) onde uma grande congregação cultural acontecerá, após a realização de um fato inédito na história do Brasil, quando o Governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho, assinará um ato onde, oficialmente, o Governo de Alagoas pedirá perdão às comunidades terreiros e ao povo alagoano pela barbárie cometida em 1912. Não se tem registro de nada parecido. Um chefe do executivo estadual pedindo perdão por um ato de extrema crueldade e intolerância religiosa. “Não há dúvidas que este será um fato que ficará para a história, pois pela primeira vez o governo estará reconhecendo a violência praticada no passado, dando-lhe um caráter oficial, e ao mesmo tempo, pedindo perdão por isso”, constata o Antropólogo e Sociólogo Edson Bezerra, estudioso do assunto e um dos incentivadores e colaboradores de todo esse movimento.

Após esse ato oficial segue uma programação cultural que se estende também ao dia seguinte, conforme a programação abaixo:

 

Dia 01 de fevereiro

18h – Hip hop – Guerreiros Quilombolas

19h – Afoxé Oju Omim Omorewá

20h – Wilma Araújo “70 anos de Clara Nunes”

21h- Igbonan Rocha em “Coisa de Nêgo”, com participação especial da Escola de Samba Girassol

22h- Orquestra de Tambores

23h- Vibrações

 

Dia 02 de fevereiro

Praça Mal. Floriano Peixoto (Praça dos Martírios)

17h- Banda afro Gifá Lomin

17:30h– Malungos do Ilê

18h- Maracatu Raiz da Tradição

18:30h- Projeto INAÊ

19h – Guerreiro Vencedor Alagoano (Mestre Juvenal)

19:30h-Afoxé Odô Iyá

20:30h- Jurandir Bozo com o show “Pros pés”, com participação dos grupos de coco de roda “Xique-xique”, do Jacintinho e “Pau-de-arara”, da Pitanguinha

21:30h- Mariene de Castro (BA)

 

Segundo a organização, a ideia é que essa celebração aconteça anualmente, como lembra o Diretor Geral do projeto, Vinícius Palmeira: “O que queremos é que essa data se firme no calendário de eventos de Alagoas para que possamos dar mais visibilidade ao movimento, mas também contribuir para o aumento da auto-estima do alagoano… pois o que queremos é criar a Noite do Xangô Rezado Alto”, concluiu.

Quem quiser mais informações, é só acessar o blog do projeto, que já se tornou em pouco tempo, uma ferramenta essencial de pesquisa sobre o tema: www.xangorezadoalto.blogpost.com

 

Para entender o Quebra

 

Por Rachel Rocha*

 

O episódio conhecido como Quebra de Xangô foi um ato de violência praticado em 1º de fevereiro de 1912 contra as casas de culto afrobrasileiras de Maceió e que se estendeu pelo interior de Alagoas. Naquele dia, babalorixás e yalorixás tiveram seus terreiros invadidos por uma milícia armada denominada Liga dos Republicanos Combatentes, seguida por uma multidão enfurecida, e assistiram à retirada à força dos templos de seus paramentos e objetos de culto sagrados, que foram expostos e queimados em praça pública, numa demonstração flagrante de preconceito e intolerância religiosa para com as nossas manifestações culturais de matriz africana.

Esse evento, que intimidou o povo de santo e suas práticas nas décadas subsequentes proporcionou o surgimento de uma manifestação religiosa intimidada, denominada Xangô Rezado Baixo, uma modalidade de culto praticada em segredo, alimentada pelo medo, sem o uso de atabaques, e animada apenas por palmas. Essa violenta ação contra o povo de santo tem repercussões contemporâneas e pode ser apontada como uma das fortes causas da invisibilidade de uma prática religiosa que é extremamente expressiva na capital e no interior de Alagoas, pois as pesquisas de estudiosos do tema apontam para a existência de cerca de 2 mil terreiros em todo o Estado.

O evento que hoje celebramos em memória ao episódio do Quebra dos terreiros, denominado Centenário do Quebra – Xangô Rezado Alto, recupera esse passado e reivindica da população alagoana e dos poderes públicos constituídos, atenção e compromisso para com as causa das populações afro-descendentes que não podem, não devem e não irão mais se intimidar frente às injustiças históricas praticadas no passado e que relegaram nossa população afrodescendente a situações de exclusão e de extrema dificuldade.

Por isso Xangô Rezado Alto, para que nunca mais em Alagoas, as comunidades afroreligiosas se sintam intimidadas ou envergonhadas de professar sua religião que é um grande e reconhecido contributo para a formação da cultura alagoana e que muito nos orgulha.

 

*Rachel Rocha (Jornalista, Antropóloga, professora e Vice-reitora da UFAL)

 

Serviço:

Xangô Rezado Alto

Dia 01/02

Cortejo a partir das 14h, da Praça da Assembleia

Praça dos Martírios

Assinatura do pedido oficial de perdão do Governo do Estado

Apresentações artísticas

Dia 02/02

Praça dos Martírios

17h- Apresentações artísticas locais

21:30h Show com Mariene de Castro

 

Informações: (82) 3315-7892

www.xangorezadoalto.blogpost.com

Saquarema: 5º Saqua Beach

5º Saqua Beach: Evento de capoeira movimenta Saquarema em fevereiro

Sol, praia, lagoa e muita capoeira. É o que promete a 5ª edição do Saqua Beach, evento realizado pelo contramestre Juba de Maré e o grupo de capoeira Terranossa, na cidade de Saquarema, no Rio de Janeiro. O encontro acontece entre os dias 24 e 27 de fevereiro.

Na programação atividades como Maculelê, rodas de capoeira, batizados, luaus, aulas com mestres, contramestres, monitores e graduados. O evento já tradicional na cidade mostra a capoeira ligada à natureza, com a realização de caminhadas ecológicas e campanhas de limpeza urbana. Para o organizador da atividade o objetivo é mostrar a integração da capoeira com diversas áreas e profissões. “É importante mostrar que esse esporte é praticado por pessoas de diversas localidades, crenças e áreas de atuações. Existem capoeiristas que são arquitetos, professores, zootecnistas, engenheiros, veterinários, entre outras profissões e também de outras camadas da sociedade, como pedreiro, policias, empresários e estudantes, o que mostra a força de integração de nosso esporte”, afirma o contramestre Juba de Maré.

O evento estimula o turismo local, pois traz entre os convidados, pessoas de diversos países como Alemanha e Colômbia, Portugal, Espanha, França como também de inúmeros Estados do Brasil. Outro destaque na programação é a adaptação do esporte para a terceira idade, uma roda com os alunos do Projeto Viver Melhor, idealizado pelo contramestre Juba, irá mostrar que a capoeira pode e deve ser praticada não só como esporte, mas como terapia ocupacional, melhorando a qualidade de vida e até a saúde dos idosos.

Saqua Beach

Essa é a quinta edição do evento, que já trouxe a Saquarema capoeiristas de todos os continentes. Sempre buscando a integração entre os povos, a partir da vivência desse esporte tão rico em suas manifestações culturais, que há cerca de três anos recebeu o merecido título de patrimônio cultural do Brasil e ainda se valoriza com a lei 10.639 de janeiro de 2003 que estabelece que as escolas possuam um conteúdo programático voltado para a cultura negra.

 

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O encontro tem o apoio da prefeitura de Saquarema e Secretaria Municipal de Turismo e esporte, além das academias Corpo em Movimento (RJ), Master Sport Center (RJ), G1 (AL) e K2 Fitness (AL). Os interessados em participar devem entrar em contato pelos telefones (22) 9812-0423, (21) 7876-8727 ou (21) 9217-5976.

 

Fonte: http://www.novasaquarema.com.br/

Bauru: Praça Mestre Bimba

PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO

Dá denominação de MANOEL DOS REIS MACHADO – MESTRE BIMBA a uma praça pública da cidade.

A MESA DA CÂMARA MUNICIPAL DE BAURU, Estado de São Paulo, no uso das atribuições que lhe confere o Artigo 15, Item I, letra “m”, da Resolução 263/90, promulga o seguinte Decreto Legislativo:

Art. 1º – Fica denominada Praça MANOEL DOS REIS MACHADO – MESTRE BIMBA a praça sem denominação oficial, localizada no Setor 03, Quadra 0007, situada na confluência das Ruas Elias Murback, quarteirão 04, Francisco Paez, Sebastião Pregnolato e Christiano Pagani, no loteamento denominado Jardim Auri Verde.

Art. 2º – Este decreto entrará em vigor na data de sua publicação.

 

Bauru, 25 de fevereiro de 2009.

ROQUE JOSÉ FERREIRA

 

EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS

A Capoeira recebeu recentemente o status de “patrimônio cultural de natureza imaterial”, em face de sua força cultural.

Esta força cultural está diretamente relacionada aos aspectos técnicos próprios da manifestação, bem como aos aspectos simbólicos que a sua pratica ao mesmo tempo representa e testemunha: os ideais dos quilombos e de Zumbi.

Várias manifestações culturais de origem afrodescendente se perderam pelo caminho da historia. A Capoeira também poderia haver-se perdido, dada a descomunal força das proibições e repressões. Contudo, nos anos de 1930, Manoel dos Reis Machado (1900-1974), conhecido nas voltas do mundo da capoeira como MESTRE BIMBA, ao criar e sistematizar uma metodologia de ensino; como excepcional tocador de berimbau que era criar toques específicos para cada tipo de jogo; inovar nos rituais próprios da roda, mantendo a tradição; e especialmente oportunizou o aprendizado e pratica a homens, meninos e mulheres, das diferentes origens étnicas e sociais, com o seu Centro de Cultura Física e Luta Regional Baiana, conquistando assim a descriminalização da pratica do Jogo da Capoeira através da sua obra “A Capoeira Regional”.

Hoje a Capoeira deu, literalmente, a volta ao mundo, sendo praticada em

mais de 160 paises dos 5 continentes, sendo a maior embaixatriz do Brasil no exterior, e o maior veiculo de difusão da língua portuguesa no mundo.

Assim sendo, devemos essa herança cultural que tanto nos identifica como

brasileiros a Manoel dos Reis Machado, o MESTRE BIMBA, o criador da Capoeira Regional, ao lado do Mestre Pastinha, o patrono da Capoeira Angola.

 

Bauru, 25 de fevereiro de 2009.

 

ROQUE JOSÉ FERREIRA

Feliz Aniversário: Mestre André Luiz Lacé Lopes

André Luiz Lacé Lopes é homem ligado à música, a literatura, administração e à capoeira. Autor de vários livros e grande pesquisador é sem dúvida uma figura ímpar da capoeiragem carioca.

Mestre André Lacé, praticante e um dos maiores conhecedores da "Capoeira Utilitária" e da Capoeiragem Carioca comemora hoje (06 de agosto) seu aniversário. Em nome de toda equipe do Portal Capoeira fazemos questão de deixar aqui o nosso mais profundo respeito e agradecimento ao mestre André lacé e todas as suas contribuições para com a nossa capoeiragem.

Fica para o leitores as dicas de artigos e publicações de nosso aniversariante.
Um grande abraço Mestre André Lacé!!!

Capoeiragem & Frescobol no Rio Mestre André Luiz Lacé Lopes Fórum Virtual junho de 2007 http://www.forumvirtual.com.br/capoeira.htm
22 de junho de 2007
Agenor Moreira Sampaio – Sinhozinho – Capoeira Utilitária. Cutucando a razão e o brio das lideranças fluminenses ("fluminense", aliás, que não amarelo
30 de maio de 2008
3. CAPOEIRAGEM, A VERDADE DE CADA UM
(Capoeira/Publicações e Artigos)
Fórum Virtual, março, 2007 A terceira edição, em português, do meu “cordel” Capoeiragem no Rio de Janeiro, no Brasil e no Mundo será lan&cce
26 de fevereiro de 2007
4. Capoeiranato e a Ponte Leblon & Jarinu
(Capoeira/Publicações e Artigos)
Não basta você escolher a Capoeira, é importante que também a Capoeira escolha você! O sr. Wandenkolk Manuel de Oliveira é mais radical pois defende que “
05 de fevereiro de 2007
5. Memória da Capoeira
(Capoeira/Publicações e Artigos)
…inestimáveis. No Rio, temos os arquivos pessoais de mestres e pesquisadores consagrados como o de Mestre André Luiz Lacé, do historiador Dr. Luis Sergio Dias (Livro "Quem tem medo da Capoeira?&qu…
24 de janeiro de 2006
6. Andre Luiz Lacé Lopes: ATLAS – Capoeiragem
(Capoeira/Publicações e Artigos)
…É cavalheiresco para com as mulheres. Defende os fracos. Tem alma de D. Quixote". 1935 "André Jansen em Salvador". Rio de Janeiro, Diário de Notícias. 30 outubro: "O público…
10 de janeiro de 2006
…ra l"académique" L"ART DE LA CAPOEIRA À RIO DE JANEIRO, AU BRÉSIL ET DANS LE MONDE (André Lacé) Existe, no Brasil, a falsa impressão de que a grande maioria dos mestres de capoei…
09 de agosto de 2005
8. Atlas Geográfico da Capoeira
(Capoeira/Notícias – Atualidades)
…aranhão, e dos também iniciado na Paraíba (Bené!), Rio Grande do Sul (Tairone Gigante!), Rio de Janeiro (André Lacé, Paulão do Rio & Bogado!) e em São Paulo (Carlos Cavalheiro, Raphael Moreno e ou…
22 de junho de 2005
9. Exemplo da Mulher-Capoeira!
(Capoeira/Capoeira Mulheres)
…; Quando dei início à série "Coletânea da Capoeira em São Paulo" – sonho idealizado por Mestre André Lacé, e que aos poucos vai ganhando adeptos – tratei de elencar os mestres, grupos e capo…
03 de junho de 2005
10. Capoeiragem e Capoeiras
(Capoeira/Publicações e Artigos)
…Rio), enviada à Redação do Jornal do Capoeira (www.capoeira.jex.com.br), em formato original, por Mestre André Luiz Lacé. Nota: Esta cronica foi publicada em sua integra no Jornal do Capoeira (www.c…
17 de maio de 2005
11. Jornal do CAPOEIRA abre novo espaço editorial
(Capoeira/Notícias – Atualidades)
… por aí". Pois muito bem, para minha surpresa, foi justamente o autor da frase acima (André Lacé), que sugeriu a abertura de um espaço permanente, no Jornal do CAPOEIRA, para textos…
04 de abril de 2005
12. Capoeira, Dinâmica e Informação
(Capoeira/Notícias – Atualidades)
…ulo Castro, tem músicas gravadas por Nelsom Sargento, e foi um dos melhores alunos de Capoeira do Mestre André Lacé, chegando a ter academia própria em Botafogo. Miltinho Astronauta …
28 de março de 2005
13. Capoeira – de fundo do quintal à gloria mundial
(Capoeira/Publicações e Artigos)
…esmente como Sinhozinho, formava alguns campeões em diversas modalidades de luta e/ou esportiva. André Lace, em seu livro "Capoeiragem no Rio Antigo" (2002) relata que, nos idos de 1…
21 de fevereiro de 2005
14. Quilombo Arerê
(Bookmarks:Galeria de Sites Portal Capoeira / Recomendados pelos usuários)
…o Rio de Janeiro, acaba de criar um veículo para contar sua história, e dos grandes Mestres como, Arerê, André Lacé, Celso, Casquinha, Dengo e outros. …

19 de agosto de 2005


Outros sites relevantes:

http://andrelace.cjb.net

http://www.forumvirtual.com.br/atual/capoeira.htm

São Paulo: Mestre Ananias, Garoa do Recôncavo & Samba Chula de São Braz

 

O samba de roda Mestre Ananias e “Garoa do Recôncavo” recebe a visita do “Samba Chula de São Braz”, distrito de Santo Amaro da Purificação / BA, em São Paulo.

Tanto para a capoeira quanto para o samba paulistano será uma chance de refletir e vivenciar parte das influências que desenvolveram a cultura popular paulistana.

É um momento imperdível: um encontro de um remanescente do Recôncavo Baiano, responsável pela difusão desse legado em São Paulo, com seus conterrâneos que mantiveram essa cultura na sua forma original.

Moças arrumem suas saias e mostrem “o que é que a paulistana tem!”

 

Local:

Praça do Sesc Pinheiros – Rua Paes Leme, 195
Dia 23 e 24 de fevereiro (sábado e domingo)
Das 16h às 17h

Gratuito

Paraná: Crianças se encantam com capoeira no Viva o Verão

Entre as diversas atividades artísticas, culturais e esportivas da programação da Paraná Esporte no Viva o Verão, a aula de capoeira, todas às terças, quintas-feiras e aos sábados, na arena em Caiobá, tem chamado a atenção do público, principalmente o infantil.

Alguns participantes estão presentes nas aulas de capoeira desde o início de janeiro e já pensam freqüentar uma academia, ao retornar das férias. Este é o plano de Patrícia Beatriz, de 7 anos e que se diz muito feliz por ter conhecido a capoeira. “Nunca imaginei que era fácil e que exige da gente concentração e persistência para gingar o corpo conforme o ritmo da música”, disse.

O professor de educação física e capoeirista Adegmar José da Silva, conhecido como Candieiro, participa do Viva o Verão pela primeira vez e afirma estar satisfeito com os resultados obtidos das aulas de capoeira, implantadas este ano nas ações do Viva o Verão.

“A capoeira é mais que uma luta marcial, é uma arte que engloba várias artes como a música, a dança, o canto, construção de instrumentos musicais, história, cultura etc.”, destaca o Candieiro.

“A Paraná Esporte, através do seu diretor-presidente, Ricardo Gomyde e toda a equipe, está de parabéns pela implantação da capoeira na programação do Viva o Verão, pois tem sido um sucesso junto ao público e uma forma de quebrar o preconceito que existe por parte de algumas pessoas”, enfatiza Candieiro.

MEIO AMBIENTE – “Não jogue lixo nas praias, jogue capoeira”, este é o slogan da campanha de conscientização ambiental do Centro Cultural Humaitá, em parceria com o IAP (Instituto Ambiental do Paraná), no projeto Viva o Verão.

A ação tem o objetivo conscientizar as pessoas da necessidade em preservar e cuidar do meio ambiente. Dia 3 de fevereiro, a partir das 9 horas da manhã, na frente do palco em Caiobá, haverá uma conversa sobre conscientização ambiental e um aulão de capoeira com grupos do litoral, Curitiba e região metropolitana. Após isso, sairá um mutirão para recolher lixo em toda a orla, de Matinhos a Caiobá”.

“A idéia é repetir esse aulão e mutirão todos os anos, no mês de fevereiro. Queremos que isso tenha um efeito multiplicador e se estenda para as outras praias”, espera o professor Candieiro.

O evento estima reunir aproximadamente 300 pessoas e contará também com a presença de mestres da velha-guarda da capoeira paranaense como Sergipe, Kuntakinté da Bahia, Bacicco, Kuinkas e Pitón.

Fonte: Agência Estadual de Notícias – Curitiba – BR
http://www.aenoticias.pr.gov.br

Federação Internacional de Capoeira – Primeiro Campeonato Mundial de Capoeira

Federação Internacional de Capoeira – Primeiro Campeonato Mundial de Capoeira a ocorrer nos dias 2, 3 e 4 de fevereiro de 2008 no Ginásio de Esportes Nelson Rueger na Cidade de Araras – SP – Brasil.

Ilmos. Srs.
Presidentes de Federações Nacionais de Capoeira

Vimos pelo presente confirmar a realização do Primeiro Campeonato Mundial de Capoeira a ocorrer nos dias 2, 3 e 4 de fevereiro de 2008 no Ginásio de Esportes Nelson Rueger na Cidade de Araras – SP – Brasil. A mesma fica distante cerca de 160 Km de São Paulo – SP, após Campinas. Neste período também ocorrerá nossa Assembléia Geral Ordinária e um Congresso Técnico Internacional para eventuais ajustes necessários.

Todos os preparativos já se encontram regularizados: reserva de local, premiação, auditório, 200 vagas em alojamentos simples (trazer roupa de cama), materiais de arbitragem e certificados internacionais de participações.

Será cobrada por cada atleta, na data da chegada ao evento, a taxa de US$ 25,00 (vinte e cinco dólares), ou equivalentes em reais,. Este valor inclui o registro de atleta na FICA, bem como a taxa de arbitragem para a competição.

As categorias para este primeiro evento serão: Juvenil masculino e feminino (16 a 18 anos), Adulto masculino e feminino 19 a 29 anos e Sênior masculino e feminino 30 a 40 anos. Considerado que estaremos realizando este evento no início de 2008, as categorias de idades terão como referência o ano de 2007, ou seja, serão contadas as idades em relação a 2007 desconsiderando-se o dia e ano de nascimento. Quaisquer dúvidas poderão ser esclarecidas também em nosso portal www.capoeira-fica.org na parte do Código Desportivo Internacional de Capoeira.

Cada país poderá inscrever até dois atletas por cada categoria de peso: leve, médio, meio pesado e pesado em cada categoria de sexo e idade acima especificadas. Pedimos os máximos esforços no sentido de trazerem no mínimo 10 atletas por país, para que possamos fazer um grande e histórico evento.

Eventuais atletas de países que não tenham organizado Federações Nacionais poderão participar como atletas avulsos desde que atendidos os critérios documentais e técnicos do Código Desportivo Internacional de Capoeira .

Todas as Federações Nacionais participantes deverão estar em dia com a taxa de filiação da anuidade (doze meses) de US$ 500,00. Lembramos que esta taxa é de vital importância para que a FICA mantenha seus custos operacionais, telefônicos, administrativos, impostos, provedores, domínios, internet, webdesigner’s, transportes, correio, etc. Solicitamos que não efetuem pagamentos agora. Estaremos encaminhando as faturas internacionais na próxima mensagem.

Com esta nova fase de arrecadação estaremos fornecendo às Federações Nacionais os seguintes novos benefícios:

1- Uma página específica em nosso portal, constando uma foto do presidente, uma foto da diretoria e mais duas fotos de eventos realizados pela mesma, assim como um espaço para a divulgação institucional de seus eventos;

2- Um e-mail institucional da FICA em nome da Federação Nacional, exemplo brasil@capoeira-fica.org .

3- Nesta taxa poderão ser inscritos até quatro árbitros, que acompanharão o evento, desde que devidamente documentados seus requerimentos, através dos registros de técnicos e docentes (vide portal).

4- Expedição de novos documentos de filiação registrados nas embaixadas de cada país filiado, fornecendo niveis mais elevados de reconhecimentos junto aos órgãos governamentais, o que aumenta nossos custos.

5- Um DVD com um campeonato oficial regional para que tenham uma base a ser passada aos treinadores, docentes e atletas, assim como a eventuais patrocinadores.

6- A abertura de um chat em nosso portal, para que possamos melhorar os níveis de comunicações entre todos os presidentes de Federações Nacionais.

Encontram-se em fase organizacional um Curso de Arbitragem a ser realizado em dezembro nos EUA para os países da América do Norte e Central e outro na Espanha para os países da Europa e África. Estaremos orgnizando outro Curso no Brasil para a agosto e uma revisão antes do Campeonato, em fevereiro.

Conclamando a todos os presidentes de Federações Nacionais para que empreendam os máximos esforços na realização deste evento que só tratá benefícios a todas as entidades e à Capoeira em âmbito mundial, colocamo-nos à inteira disposição para futuros esclarecimentos que se fizerem necessários.

Atenciosamente

Prof. Sergio Vieira
Presidente da Federação Internacional de Capoeira
Fones: (11) 6442-7668 // 9167-1055

capoeira.fica@gmail.com

De Marília para o Congresso Estadual Preparatório de Capoeira

O mariliense Edvaldo Pereira dos Santos, o mestre Pereira, foi o representante de todo o interior do Estado de São Paulo no Congresso Estadual Preparatório de Capoeira, realizado dia 12 de novembro, na Sociedade Esportiva e Recreativa Vila Maria, em São Paulo.

O congresso reuniu cerca de 300 participantes e várias assuntos foram discutidos, como capoeira internacional, capoeira desporto, capoeira política e capoeira cultura social, além da regulamentação e profissionalização da capoeira.

“Já estamos lutando há dois anos para que a capoeira seja regulamentada e se torne um esporte olímpico. É uma luta que esperamos que chegue ao fim o mais rápido possível”, disse o mestre Pereira.

Pereira será um dos 30 representantes de São Paulo no Congresso Nacional de Capoeira, que acontece em Salvador (BA) no mês de fevereiro de 2006.

Mestre Pereira pertence ao grupo de capoeira Marília-Brasil, que reúne aproximadamente 100 pessoas, e conta com apoio do Sindimmar e da Auto Peças Mirauto. Ele ministra aulas nas academias Salutar (segunda a quinta-feira, das 8h30 às 10h) e RT Mix (às terças e quintas-feiras, das 18h30 às 19h30.

Comentários

FUNDAÇÃO DO CENTRO ESPORTIVO DE CAPOEIRA ANGOLA

A. A. Decanio Filho (Organizador) – Manuscritos e Desenhos de Mestre Pastinha, Edição CEPAC, Salvador/BA (pg 3b)

Seus fundadores foram:


A. A. Decanio Filho (Organizador) – Manuscritos e Desenhos de Mestre Pastinha, Edição CEPAC, Salvador/BA (pg 4a)


A. A. Decanio Filho (Organizador) – Manuscritos e Desenhos de Mestre Pastinha, Edição CEPAC, Salvador/BA (pg 4b)

Transliteração datilográfica respeitando a grafia original e comentários por A. A. Decanio Filho:

"Historico da Fundação do Centro Esportivo de Capoeira Angola"
1.3.1 – "Em principio do ano de 1941"

…"em 23 de fevereiro de 1941. Fui a esse locar como prometera a Aberrêr", e com suspresa o Snr. Armósinho dono da quela capoeira, apertando-me a mão disse-me: Há muito que o esperava para lhe entregar esta capoeira para o senhor : mestrar. Eu ainda tentei me esquivar disculpando, porem, toumando a palavra o Snr. Antonio Maré: Disse-me; não há jeito, não Pastinha, é você mesmo quem vai mestrar isto a qui. Como os camaradas dero-me o seu apoio, aceito."
(3b,12-23;4a.1)

1.3.2 – …"Em 23 de fevereiro de 1941"…

"Em 23 de fevereiro de 1941. No Jingibirra fim da Liberdade, la que naceu este Centro; porque? foi Vicente Ferreira Pastinha quem deu o nome de "Centro Esportivo de Capoeira Angola".

Fundadores

Amosinho, este era o dono do grupo, os que lhe acompanhavam, Aberrêr, Antonio Maré, Daniel Noronha, Onça Preta, Livino Diogo, Olampio, Zeir, Vitor H.D., Alemão filho de Maré, Domingo de Mlhães, Beraldo Izaque dos Santos; Pinião, José Chibata, Ricardo B. dos Santos."
(4a,7-18)

1.3.3 – …"o falicimento do Snr. Amôsinho"…

"Depois, quando ò correu o falicimento do Snr. Amôsinho: Dai em diante ficou o centro sem finalidade, porque foi abandonado por todos os mestres, hoje são disertores."
(4b,1-4)

 No longo trajeto do C. E. de Capoeira Angola encontramos vários períodos de inatividade pelo abandono dos seus participantes, suplantados sucessivamente pelo esforço e persistência do Mestre Pastinha, sempre recomeçando e prosseguindo. Exemplo de perseverança, coragem e firmeza de vontade como ele sempre recomendava aos seus discípulos.