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CAL organizou aula de capoeira na Escola Rainha D. Amélia

A Casa da América Latina organizou, no âmbito do seu programa educativo A Minha América Latina, uma aula de capoeira no dia 11 de março, na Escola Secundária Rainha D. Amélia, em Lisboa.

A demonstração ficou a cargo dos membros da academia Abadá Capoeira.

 

http://casadamericalatina.wordpress.com

ABC da Capoeira de Bocaiúva do Sul apresenta resultados

ACONTECEU, no município de Quatro Barras o 10º Encontro Intermunicipal de Capoeira com a participação de várias cidades onde o Grupo Raízes de Capoeira está instalado. O projeto ABC da Capoeira que é oferecido pela SMEL Bocaiúva do Sul começa a colher os resultados do bom trabalho realizado pelo Mestre Carvoeiro.

O projeto que é oferecido às crianças e jovens de toda rede de ensino do Município tem como objetivo enriquecer a cultura e demonstrar respeito às regras alem de tornar essas crianças e jovens pessoas comprometidas com o próximo e com o município, afastando-as de situações de riscos. No 10º Encontro três atletas bocaiuvenses se destacaram, conseguindo ótimas classificações.

O atleta Edilson Miranda Oliveira ficou em 2º lugar na categoria até 16 anos; Julio Cesar Missioneiro Pereira ficou em 2º lugar na categoria até 11 anos e Willian Dal´lin de Oliveira com o 3º lugar na categoria até 7 anos. A SMEL Bocaiúva do Sul e a Secretaria de Educação e Cultura estão satisfeitas com os resultados obtidos nos últimos festivais, lembrando que o 9º Encontro Intermunicipal foi realizado no Município de Bocaiúva do Sul no dia 30 de Outubro.

Fonte: http://agoraparana.uol.com.br

Japão: Festival reúne participantes de 20 países em Kyoto

Os brasileiros também marcaram presença e a capoeira foi um dos destaques no Festival de Kyoto, Japão.

Na 4ª edição do Festival da União das Culturas no parque Okazaki em Kyoto, no dia 9, o que não faltou foi intercâmbio. Cerca de 800 pessoas de 20 países participaram do evento, que teve barracas de comidas típicas e artesanatos, workshops e apresentações de música e dança.

Crianças brasileiras participaram do workshop de capoeira com voluntários de Kansai.

A decoração ficou por conta da brasileira Luiza Ashida, que utilizou balões em vários formatos. A capoeira foi um dos destaques, e tanto a apresentação quanto a oficina reuniu pessoas de várias idades.

Fonte: ipcdigital.com

SP: Jogos Regionais & Capoeira

São Caetano lidera os Jogos Regionais e São Bernardo fica em terceiro
 
Após dois dias de competição dos Jogos Regionais que começaram na quarta-feira, São Caetano aparece com 43 pontos na classificação geral em primeiro lugar, e já desponta como um dos favoritos para vencer a competição. A cidade vem seguida de perto por Santos, com 42 pontos, e São Bernardo com 36. Desse modo, são duas cidades do ABC entre as três primeiras. Santo André está apenas na 8ª posição, Diadema em 10º e Mauá em 11º.
 
Os atletas de São Caetano e São Bernardo fizeram bonito e mostraram muita ginga nas competições de Capoeira realizadas na quinta-feira.
A equipe feminina de São Caetano ficou em primeiro lugar, garantindo o ouro. Já no masculino a disputa entre as duas cidades foi grande, terminando com São Bernardo em primeiro e São Caetano em segundo.
No individual, o destaque de São Caetano ficou por conta da atleta peso médio Fernanda Itantilo, que ficou com o ouro, e segundo ela, a competição de capoeira é baseada na técnica, no ritmo e no conhecimento da tradição do esporte.
O peso leve Thiago Carvalho, que garantiu o bronze no individual para São Caetano, disse que os movimentos sempre precisam ser feitos de forma correta acompanhando a música. A equipe de capoeira de São Caetano é treinada por Geraldo José dos Santos, o Mestre Gera, no Clube Recreativo e Esportivo Gisela, no bairro Boa Vista.
 
Na natação as duas cidades também travaram uma grande disputa. No feminino São Caetano levou vantagem e terminou na primeira colocação por equipe, deixando São Bernardo no terceiro lugar. Mas no masculino São Bernardo alcançou a segunda posição, dando a volta por cima de São Caetano, que ficou em terceiro lugar.

Gingando: Algumas das repercussões da viagem ao Brasil

Em Abril estive no Brasil, onde  em merecidas férias aproveitei o tempo livre para pesquisar capoeira “na fonte”… mantive uma extensa agenda na qual constavam encontros com mestres como o Mestre Decânio, Mestre Pelé da Bomba, Mestre Pinatti, Mestre Jaime de Mar Grande, Mestre Cavaco, Mestre Boca Rica, Mestre Neco, Mestre Jean Pangolin, Mestre Wellington, Mestra Janja, Mestre Gagé, Mestre Bola Sete dentre outras personalidades da capoeira. Agendadas também estavam visitas à instituições como a Associação Brasileira de Capoeira Angola e academias como a Fundação Mestre Bimba.
 
Dentro das várias visitas e conversas com renomados mestres e camaradas da capoeira em Salvador, tivemos gratas surpresas e tres ótimas possibilidades de parcerias e projetos futuros em prol da capoeiragem… uma das mais valiosas parcerias firmadas foi sem dúvida nenhuma a "formalização de um site" dentro do Portal Capoeira, para a Associação Brasileira de Capoeira Angola – ABCA.
 
Esta necessidade foi verificada durante uma conversa que tive com Mestre Boca Rica no Terreiro de Jesus, onde o carismático mestre ficou fascinado com a ideia de poder ter um site próprio na internet… "Milani, poço lhe pedir um favor… faça um site pra mim…" assim disse Mestre Boca Rica…  e nesta hora uma luzinha acendeu e a idealização da construção do site da ABCA e de uma página para cada mestre do concelho… começou a aflorar… Depois foi Mestre Gajé que também gostou da ideia, Mestre Pelé da Bomba e por Último a conversa com Mestre Bola Sete, presidente da ABCA, onde ficou decidido a implementação do Projeto de construção do web site da associação e a presença dos mestres do concelho na internet, através do site da ABCA em Parceria com o Portal Capoeira.
 
Para iniciarmos este projeto estamos contando com a fundamental ajuda da ABCA. Com a participação de Mestre Bola Sete e de seu aluno Eulálio Cohin, Mestre Pelé da Bomba, Mestre Boca Rica e Mestre Gajé e os demais mestres do concelho.
 
Mestre Bola Sete, Gajé, Boca Rica e El Torito
 
Esperamos que o site da ABCA seja um grande sucesso, e que sirva para esta associação alargar suas fronteiras e propagar seus conhecimentos… e informações. Servindo também como canal de ligação e contato com os mestres do concelho onde cada visitante poderá conhecer um pouco mais sobre cada mestre e entrar em contato diretamente com eles…

* Em breve estaremos publicando alguns trechos de entrevistas gravados com os mestres da ABCA.
Luciano Milani

Taça de Capoeira do Oeste

 Decorreu no passado dia 19, em Caldas da Rainha, o Projecto-piloto Desportivo de Capoeira “Taça Portuguesa de Capoeira” do Oeste, da Federação Portuguesa de Capoeira. Esta iniciativa tinha também como objectivo o apuramento de jovens desta região para o Campeonato Nacional, que decorrerá no Estádio José Alvalade, no dia 17 de Dezembro.

Nesta competição, na modalidade de conjunto, a classificação foi a seguinte: 3º lugar “Stella Maris” Peniche; 2º lugar “Nova Era” – Lourinhã e em 1.º lugar “Atelier Arte e Expressão” – Caldas da Rainha, que ficou apurado para a final Nacional, a realizar em Lisboa.

Na modalidade de individuais, Caldas da Rainha também conseguiu o maior número de títulos e apuramentos. Na categoria de técnicos, foi Maria Fernandes (Caldas da Rainha e Peniche) que acumulou a maior quantidade de atletas apurados.

BIMBA, DA CAPOEIRA O GRANDE MESTRE

http://ibahia.globo.com/sosevenabahia/bimba.asp (01/06/2004)

Redação/Formatação/Editoração modificadas por AADF

Você sabia que a Capoeira que tanto se vê nas esquinas de Salvador já foi um crime previsto pelo Código penal da República? Pois isso aconteceu entre os anos de 1890 a 1937, quando quaisquer exercícios na rua poderiam ser punidos com até seis meses de prisão. Sendo uma das manifestações culturais dos afro-descendentes, a luta era vista pelas autoridades como uma modalidade para identificar marginais. Nessa época, a solução encontrada pelas escolas de capoeira, que proliferavam principalmente nos subúrbios, foi a clandestinidade. Assim foi até que o baiano Manoel dos Reis Machado, um angoleiro valente conhecido como Mestre Bimba, inventou a nova capoeira. Com muito molejo, ele tirou a palavra proibida do nome da academia que fundou em 1932, em Salvador, o Centro de Cultura Física e Regional. Depois dele a capoeira nunca mais foi a mesma.

Filho de escravos, Bimba tinha a luta no sangue e aos 12 anos aprendeu as artes da capoeira africana com o mestre Bentinho. Era filho de Luis Cândido Machado, um campeão de batuque, uma espécie de luta-livre comum na Bahia do século XIX. No Centro, o mestre afinou técnicas de boxe com as de jiu-jítsu e criou um método de ensino para a primeira escola brasileira. Outras estratégias foram adotadas para fugir de qualquer lembrança da origem da capoeira, como a mudança de alguns movimentos. O capoeirista perdeu um pouco da malícia, passou a ficar mais tempo na postura em pé, tinha que usar um uniforme branco.

Bimba criou um código de ética rígido e a partir daí a capoeira começou a conquistar alunos na classe média branca. Segundo registros, para ser aluno do Centro era exigido ter autorização da família e estar trabalhando ou estudando. Passaram pelas aulas do mestre desembargadores, juizes e médicos. Não só eles: ao dar ares de atléticos ao jogo, o mestre atraiu também as mulheres, até então excluídas das rodas. O estilo foi exportado para o mundo e ficou conhecido, mais tarde, como Capoeira Regional.

De tudo um pouco

Nascido no Engenho Velho de Brotas, em Salvador a 23 de novembro de 1899, o Rei Negro, como também ficou conhecido, viveu até o dia 5 de fevereiro de 1974, quando faleceu em Goiânia, Goiás, onde morou por apenas um ano. Alguns dizem que ele tinha acabado de comandar mais uma roda de capoeira, quando passou mal e teve um infarto fulminante. Outros contam que ele se contrariou e não resistiu. Quase aos 75 anos, Bimba ainda lutava pela valorização de uma prática ligada à história do negro no Brasil. Pai de 12 filhos (registrados, fora outros tantos sem registro), foi de tudo um pouco na vida: carvoeiro, doqueiro em trapiches, carpinteiro. Morreu pobre, como indigente, mas de herança deixou uma lição de valorização das raízes brasileiras e o legado do gingado.

Os restos mortais de Bimba foram transferidos para a Bahia em 1980, por iniciativa de seus discípulos, e estão depositados, desde 1994, no ossuário da Ordem Terceira do Carmo.

Bimba é Bamba

Na década de 50, quando a Bahia foi invadida por um modismo de competições de artes marciais, contam que a imprensa articulava desafios entre Mestre Bimba e os lutadores das variadas lutas recém-chegadas. Ele topava e queria, com isso, fazer a capoeira se sobressair. Durante esses embates surgiu um grito "Bimba é bamba", que ficou imortalizado como o chamamento do mestre.

Essa coragem é apenas uma das facetas do capoeirista. Um dos discípulos mais antigos, Angelo Augusto Decânio Filho, aos 79 anos, tem muito tem o que lembrar dos 36 anos de convivência com aquele que "foi um exemplo, um pai, um líder, um mestre". Decânio se matriculou na escola de Mestre Bimba aos 16 anos, escondido da família, e lá foi, já desde o primeiro dia, adotado como filho. "Fui motivado pela notícia de que Bimba tinha tomado sete sabres e um revólver de um esquadrão que tentou uma emboscada contra ele. Li isso no jornal e decidi entrar no grupo", lembra ele.

Decânio diz que Bimba mudou a vida de todo mundo que teve a oportunidade de entrar em contato com ele. "Era uma pessoa que marcou a ferro e a fogo sua presença no coração da gente". Além dos golpes de capoeira, o mestre ensinava lições de ética, correção moral, humanidade, singeleza. Para o menino Decânio, que depois se formou em Medicina, uma lição em especial ficou para sempre, na vida e nas escolas onde deu aula depois: "Bimba não ensinava. Ele fazia e mandava a pessoa fazer. E tolerava os defeitos de cada um, dando a cada qual seu valor pessoal".

Para a Bahia, o Brasil e o mundo, outras lições de Bimba ajudaram a fazer um planeta melhor, livre de preconceitos. "Ensinou que raça, cor, cultura não são valores, o valor é a imagem do homem ético". O discípulo não hesita em dizer que Bimba, mais do que um exemplo, foi o maior homem que ele conheceu na vida. "Hoje eu tenho quase 80 anos, convivi com gente de toda espécie e importância, mas não tenho ninguém mais para colocar no altar ao lado Mestre Bimba".

Capoeira Brasileira

A capoeira regional ou luta regional baiana tem origem na fusão da capoeira que hoje é conhecida como de angola, e do batuque, luta africana praticamente extinta, também conhecida como bate-coxa. Na capoeira de Mestre Bimba também estão presentes aspectos de lutas orientais outras e de artes tradicionais do Recôncavo Baiano, como o samba de viola e o maculelê.

Bimba acreditava que a capoeira deveria ser essencialmente uma luta de ataque e defesa e, por isso, via na morosidade da ginga angolana uma desvantagem para o capoeirista. Excluindo na modalidade que inventou tradições mantidas pela capoeira angola, o mestre tentava alcançar mais agilidade e competitividade na luta. Tirou, por exemplo, a moeda no centro da roda enrolada no lenço que o capoeirista pega com a boca. Outros golpes foram acrescentados, como os balões que originaram a "gravata" praticada na regional.

São três as raízes principais da capoeira nascida na Bahia. Dos africanos veio a herança dos movimentos rituais fundamentais do candomblé (dos iorubás veio o ritmo ijexá e rima tonal a cada 3 estrofes e dos bantos vieram o berimbau). Os portugueses entraram com a improvisada dança popular chula, do pandeiro e da viola. Dos nativos brasileiros, a herança foi a nomenclatura dos movimentos, os temas dos cantos, o ritual, os métodos de ensino.

A capoeira baiana é caracterizada pela associação de movimentos executados ao som do ritmo ijexá, que é regido pelo toque do berimbau. Eles simulam intenções de ataque, defesa e esquiva, exigindo do lutador habilidade, força e autoconfiança. O jogo acontece entre duas pessoas, sendo o papel de cada um demonstrar superioridade em relação ao companheiro. A coreografia tem como base o gingado, durante o qual o praticante deve ficar em movimento permanente.

Os vários toques executados, o acompanhamento do coro e compasso de palmas pelo conjunto de jogadores e dos assistentes têm papel primordial no espetáculo. Os regionais, ao contrário dos angoleiros, buscam os toques mais rápidos que acentuam a belicosidade do jogo. Hino, Cavalaria, Santa Maria, São Bento Grande, São Bento Pequeno, Banguela, Idalina, Santa Maria, Amazonas, Banguelinha, Iuna são os principais toques do estilo Regional.

Os herdeiros

Os filhos continuaram a história do pai. Manoel Nascimento Machado, conhecido como Nenel, é o presidente da Fundação Mestre Bimba, criada em 1994 para lutar para preservar a lembrança e os ensinamentos do capoeirista. Ele trabalha junto com o irmão, Demerval dos Santos Machado, o "Formiga". Os dois se formaram juntos nas rodas de capoeira, em junho de 1967. Pelo trabalho dos herdeiros, o legado de Bimba tem ganhado reconhecimento. O mestre já recebeu o Prêmio Honoris Causa, concedido pela Ufba por serviços prestados à cultura da Bahia, dentre outros títulos.

Lá são desenvolvidos trabalhos sociais, como o Projeto Capoerê, que já deu assistência a mais de dois mil jovens carentes. "Hoje esse número está limitado a uns quarenta meninos trabalhando aqui e mais uns duzentos nas obras assistenciais de Irmã Dulce, mas queremos aumentar isso", diz Nenel. Os planos são muitos, mas é preciso mais do que vontade para conquistar o sonho, e pelo menos um local mais adequado para as atividades que a fundação pretende desenvolver. "Temos em projeto oficinas de instrumentos musicais, biblioteca, salas de aulas e vídeo, arenas para apresentação, mas o espaço é pequeno para tanto".

As aulas de capoeira são abertas ao público: crianças a partir dos dois anos, jovens e adultos, a preços populares (de R$15 a R$30), na sede da fundação, que funciona em um casarão antigo, localizado na Rua Gregório de Matos, no 51, Pelourinho. Existem ainda núcleos da entidade em três cidades do interior paulista – São José do Rio Preto, Araçatuba e Limeira, em Goiânia e em Newcastle, na Inglaterra.