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Salvador sediará um dos maiores festivais internacionais de Capoeira

De 15 a 18 de janeiro ocorrerá na cidade da cultura afro-brasileira o IV Festival Internacional de Capoeiragem, que reunirá pessoas de mais de 15 nacionalidades.

O IV Festival Internacional de Capoeiragem, promovido pelo grupo CTE Capoeiragem, acontecerá no Forte da Capoeira – Santo Antônio, de 15 a 18 de janeiro e contará com a presença da elite mundial da capoeira. Em pleno verão da Bahia, Capoeiristas de todos os continentes se farão presentes no evento.

Educadores, estudantes, pesquisadores e adeptos da arte/luta Capoeira, vivenciarão e trocarão experiências por meio de palestras, cursos, turismo e muita festa. Serão realizadas oficinas de movimentos, percussão, música e ritmo; palestra, mesa redonda e mostra de filmes abordando a cultura, a arte e a história da capoeira. No evento terão tendas com artesanato e comidas típicas locais, além do Espaço Criança (06 a 12 anos), sendo uma das grandes novidades desta edição. No coquetel de abertura, que contará com a presença de autoridades, duas grandes personalidades serão homenageadas, Fred Abreu (in memoriam), historiador e Mestre Gigante, o Mestre mais antigo do mundo. Estas ações contribuirão para fortalecer a cultura e o turismo locais e oferecer aos participantes uma maior integração com a cidade e as pessoas reforçando o papel histórico/cultural de Salvador como centro das culturas e artes afro-brasileiras.

As inscrições acontecerão no local do evento até 30 minutos antes de iniciar as atividades do dia. As oficinas do Espaço Criança serão gratuitas e todos aqueles interessados em ver o evento terão acesso livre no local.

Este tipo de evento atrai capoeiristas do mundo inteiro, pois muitos deles têm interesse em conhecer o local e a cultura onde nasceu a capoeira e de vivenciar experiências com Mestres renomados conhecidos apenas por meio de filmes e/ou livros. A capoeira, que se expandiu nos cinco continentes e em mais de 160 países é a arte/luta/esporte que mais dissemina a cultura brasileira e a língua portuguesa, portanto é um instrumento histórico e educativo muito interessante, afirma Mestre Balão, líder do CTE Capoeiragem e responsável pelo Festival. Ele acrescenta que o objetivo do evento também é fomentar o turismo e a economia do estado incluindo uma nova ferramenta para atração de demanda turística ao calendário oficial e incluir a capoeira nos setores educacionais como atividade lúdico-educativa.

A Capoeira

A Capoeira, originária das populações afro-brasileiras, é uma arte/luta que desenvolve o aspecto psicomotor, educacional e social em todos os níveis sociais e faixas etárias. Ela é o sexto esporte mais praticado no Brasil e foi reconhecida, em 2008, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), como patrimônio imaterial da cultura brasileira.

Existem muitas academias de capoeira no exterior e uma popularização da sua música e história. Nos últimos anos, filmes, livros e documentários têm sido apresentados e divulgados com mais intensidade internacionalmente.

A Capoeira vem crescendo como elemento para o fortalecimento da cidadania dos povos do mundo inteiro com projetos que envolvem crianças e adolescentes em situação de risco. Desta forma, a arte/luta tem contribuído muito e pretende continuar ajudando na humanização dos espaços sociais em que ela se desenvolve.

 

Programação

15/01 (quarta-feira)

19h – Coquetel de abertura

16/01 (quinta-feira)

10h às 12h – Oficinas de Capoeira

15h às 18h – Oficinas de Capoeira e Samba de Roda

19h às 20:30h – Palestra “O Legado de Fred Abreu” com Carlos Eugênio L. Soares

17/01 (sexta-feira)

10h às 12h – Oficinas de Capoeira

15h às 18h – Oficinas de Capoeira e Percussão

19h às 20:30h – Mesa Redonda “O empreendedorismo na Capoeira”, com Mestres internacionais

18/01 (sábado)

9h às 12h – Tour Capoeirístico da Praça da Sé ao Santo Antônio

15h às 18:30h – Batizado, troca de graduação e formatura

20h – Festa de encerramento

Mestres Oficineiros: Mestre Lua Rasta, Mestre Olavo, Mestre Nenel, Mestre Bamba, Mestre Macaco, Mestre Balão, Mestre Papa e Mestre Dilaho | Samba de Roda: Nalvinha / Mediador da Mesa Redonda: Mestre Itapoan

Serviço: IV Festival Internacional de Capoeiragem
Data e local: 15 a 18 de janeiro, no Forte da Capoeira – Santo Antônio.
Horário: ver programação

Cartaz e Programação

Para esclarecimentos adicionais, favor contatar:

Mestre Balão – 71 9179 0025 | E-mails: mestrebalao@gmail.com

Fanpage: facebook.com/festivalinternacionaldecapoeiragem

Artes da Capoeira – Documentário produzido pela TVE Bahia

A TVE Bahia traz uma homenagem aos grandes capoeiristas da Bahia com a exibição do “Artes da Capoeira” no Especial Consciência Negra.

O documentário é um misto de imagens e depoimentos dos grandes mestres da capoeira, com trechos com a participação de historiadores, músicos e outros artistas, que ajudam a conhecer melhor essa expressão cultural através de suas origens. Além de mostrar a importância histórica desse legado, a musicalidade, os movimentos, a forma de dançar e a religiosidade que envolve o ritual da capoeira estão presentes nesse documentário produzido pela TVE Bahia, com direção de Josias Neto.

Parte 1
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Parte 2
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Parte 3
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Videos postados pelo parceiro e colaborador Teimosia

 

Artes da Capoeira fez parte da programação especial da TVE Bahia, em homenagem ao 20 de Novembro, Dia da Consciência Negra, com filmes e documentários que colocam a identidade negra  em destaque, ressaltando a importância e valorizando a cultura afro-brasileira.

Toda a programação da TVE Bahia pode ser conferida, também, através do portal www.irdeb.ba.gov.br.

ASCOM – Assessoria de Comunicação
Secretaria de Comunicação do Estado da Bahia

IRDEB / TVE Bahia / 107.5 Educadora FM

ascom@irdeb.ba.gov.br
assessoriairdeb@gmail.com

Fabricando uma estética da Capoeira : uma visão do documentário Fly Away Beetle

Verificamos que tem havido, nos últimos anos, uma produção crescente de documentários e filmes sobre a capoeira. Contudo, essa produção desde sempre existiu, embora circunscrita ao âmbito nacional e quase sempre envolta a outras temáticas da cultura afro-brasileira. Não era de espantar que esse crescimento exponencial se verificasse se tomarmos em conta o processo acelerado de globalização da capoeira e as apropriações diversas que a indústria cultural faz da cultura popular no mundo.

Um dos melhores exemplos de difusão da capoeira através dos meios audiovisuais foi o filme Only the Strong, lançado em 1993 e que no Brasil ganhou o nome de Esporte Sangrento. Visto em todo mundo, por milhares de jovens, o filme inspirou uma geração de praticantes que, não tendo acesso ao ensino formal da capoeira, deram início à sua prática através do filme. Mas não é isso que nos interessa de todo no filmes sobre a capoeira, se não a sua capacidade de gerar uma estética performativa que prende-se à invenção de um certo exotismo, de uma etnicidade, de uma tradição e uma certa tropicalidade que se reinventa ao longo dos tempos. O que seria do samba sem a figura eminente de Carmén Miranda, que ajudou a projetar o estilo musical por além-fronteiras e subscrever-lhe a certidão de nascimento como símbolo nacional brasileiro. Na década de trinta a cantora realizou, entre outros, dois filmes importantes, A voz do Carnaval e Banana da Terra, onde canta a celebre canção “O que é que a baiana tem?”, de Dorival Caymi. O mesmo ocorreu com o tango, que reforçou a sua argentinidade com os filmes realizados por Carlos Gardel na primeira metade do século XX. Nos exemplos citados do samba e do tango, observamos que, já em tempos idos, as indústrias cinematográfica e fonográfica andavam de braços dados na fabricação de símbolos e imaginários de uma certa estética da cultura popular que se, por um lado, levava audiências ao cinema, por outro, vendia discos. No que toca a capoeira, as trocas simbólicas tem favorecido, por conveniência, ambas as partes. Em verdade, podemos dizer que, de uma maneira geral, as artes visuais sempre se valeram da capoeira como elemento de exploração artística e estética ao mesmo tempo que fabricavam uma esteticidade para a capoeira. Veja-se os exemplos das pinturas de Carybé e as fotografias de Pierre Verger, tão famosas, hoje, em todo mundo.

Poderíamos aqui trazer um elenco muito vasto de filmes nacionais e internacionais que trataram a capoeira: Barravento, O pagador de Promessas, Dança de Guerra, Cordão de Ouro,, Pastinha: uma vida pela capoeira, Capoeira Iluminada, Mandinga in Manhattan, Besouro, entre outros tantos que escapam a essa lista. Fly Away Beetle surge na sequência desses filmes e, de uma certa forma, como uma extensão de todos, sobretudo os de caráter documental, embora na sua linguagem estética se afaste deles.

O documentário traz o depoimento de alguns mestres respeitados como guardiões, ainda vivos, da capoeira, a exemplo de Boca Rica, Olavo dos Santos e Cobra Mansa. Para além disso, traça o percurso de vida de Roque Batista, jovem que tendo saído dos meios mais desfavorecidos da capital baiana, foi resgatado da marginalidade para tornar-se um professor de capoeira. O enredo não é de todo desconhecido para nós capoeiristas: a capoeira como prática de resgate dos mais desfavorecidos e a capital baiana, abrigo dos principais interlocutores da tradição da capoeira, em verdade a Meca da capoeira para alguns e epicentro da cultura afro-brasileira.

Para além dos renomados mestres e de Roque Batista, destacamos que o filme tem muitos outros personagens secundários que, apesar da sua pouca visibilidade, desempenham um papel importante no discurso que o filme apresenta em suas entre-linhas. Falo dos capoeiristas que, em visualização mais acelerada, deferem golpes num bailado típico da capoeira contemporânea. A exibição dos corpos e dos cenários urbanos da capital baiana ressaltam uma estética da capoeira morena e tropical. Chama a atenção que grandes partes das tomadas são feitas ao ar livre, nas praças, Igrejas e locais públicos onde se joga bola, onde a baiana vende seus produtos e coexiste a capoeira. São essas mesmas cenas que, em  Fly Away Beetle, contrastam com os depoimentos dos mestres mais antigos, Boca Rica e Olavo dos Santos, os quais, por meio de suas próprias histórias, nos transportam para uma época de uma capoeira marginal, violenta, perseguida, desvalorizada, repudiada pela sociedade. É através dessa relação que Fly Away Beetle nos apresenta um paradoxo e ,certamente, o que o filme trás de mais importante. A capoeira, prática desenvolvida no Brasil por escravos africanos e seus descendentes diretos – assim como o samba e outras manifestações de matrizes africanas, até pouco tempo relegadas ao status de “coisa de preto” – completou a sua transição entre polos opostos, deixando de ser vista pelas elites como “um dos fatores da nossa inferioridade como povo”, alcançando os meios artísticos e constituindo, hoje, um dos símbolos da nossa identidade nacional. No entanto, a história de Roque Batista aparece no filme para nos lembrar que, apesar da capoeira ter chegado em Hollywood, a população afro-brasileira continua confinada à marginalidade, à pobreza e à miséria, carentes de projetos sóciais ou de uma tábua-de-salvação como o samba, o futebol ou a capoeira, que lhes resgate da exclusão social.

No mais, vale a pena estabelecer uma relação entre Fly Away Beetle e o filme Besouro, lançado no ano passado. Besouro, cuja história se passa na velha Bahia, trás a figura de Mestre Alípio, que tal como os Mestres Olavo, Boca Rica e Cobra Mansa, representam o mestre ancião, guardião das tradições, mestre de Besouro. Recordamos também que Besouro passa grande parte do tempo na mata selvagem, onde entranha-se com os seres da floresta e a sua tropicalidade espiritual. O Besouro de Fly Away Beetle é Roque e a sua mata é a selva urbana de Salvador, recheada de perigos que conduzem o homem a desordem social, ao caos e a entropia. O seu elemento de metamorfose de homem em inseto voador é a capoeira, mágica, negra, mestiça, tropical, ancestral, ritualizada num mundo cada vez mais secularizado.

Apesar da obviedade e da natural desconstrução que se impõe, não posso deixar de enfatizar que em grande parte a capoeira tem de fato estado a serviço da cidadania e do resgate da cultura afro-brasileira. Roque Batista é um entre tantos brasileiros a quem a capoeira deu existência, seja por que tornou-se um dos divulgadores da arte, seja por que o filme inventou-lhe o personagem na vida e em particular no mundo da capoeira.

A conversão do popular em objeto estético é uma magia que o cinema bem sabe fazer, adoçada pelas imagens da não menos mítica capoeira, em tempos pós-modernos. Não espanta que a estreia do filme na Europa fez-se em duas grandes metrópoles pós-coloniais como Lisboa (Universidade de Lisboa) e nos auditórios de Londres, onde as platéias globalizadas consomem o que na periferia mundial se produz. Roque and roll, afinal, são produtos globais.

Ricardo Nascimento

Geógrafo

Mestre em Sociologia da cultura

Doutorando em Antropologia

Professor de capoeira

Produção nacional “Besouro” estreia em cinema de Maringá

Produção nacional que conta a história do lendário capoeirista baiano ‘voador’ chega às telas da cidade; lutas de ‘Besouro’ são do mesmo coreógrafo de ‘Matrix’ e ‘Kill Bill’

Besouro pousou em Maringá e vai voar nas telas da cidade. O primeiro filme de artes marciais brasileiro – focado na capoeira – estreia na cidade quase um mês depois de sua badalada estreia nacional. E no primeiro final de semana nas telas de Maringá, “Besouro” terá, às 20h30, rodas de capoeira com o Grupo Muzenza na entrada do Circuito Cinemas do Shopping Cidade.

O longa, dirigido pelo estreante João Daniel Tikhamiroff, já havia feito história ao se tornar um fenômeno da internet antes mesmo do seu lançamento. O tra iler do filme foi visto por meio milhão de pessoas no You Tube.

Como os filmes de kung fu se tornaram uma referência e ajudaram a popularizar a arte marcial chinesa no mundo, “Besouro” tem as mesmas possibilidades. Como em muitos dos clássicos de kung fu, “Besouro” bebe na fonte de uma das lendas desta arte marcial brasileira e nas acrobacias e movimentos coreografados, muitos deles distantes da realidade.

Besouro (o guia de turismo e capoeirista baiano Aílton Carmo) foi um capoeirista baiano dos anos 20 e é uma lenda da capoeira. Ele, que dizem que podia até voar, utiliza sua habilidade na luta para combater a injustiça e a opressão no Recôncavo Baiano, numa luta contra coronéis e a exploração da mão-de-obra de ex-escravos.

Na trama, também há um triângulo amoroso entre Besouro, Quero-Quero (Anderson Santos) e Dinorah (Jéssica Barbosa).

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MinC quer TVs como forma de distribuir produção regional

O Secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC), Américo Córdula, manifesta desconforto com a concentração de controle midiático por poucos grupos. Segundo ele, a mídia no País está na mão de “cinco famílias” que não colaboram na divulgação da cultura local.

No 1° Encontro Internacional da Diversidade Cultural em Salvador, ele manifestou preocupação com a política de concessões das TVs, dizendo que é um “problema para o qual o governo ainda não encontrou caminhos”. Apesar de ser a favor das cotas de exibição de filmes nacionais, afirma que o Ministério da Cultura, quando tentou adotar políticas semelhantes, encontrou pelo caminho a força dos lobbys dos grupos midiáticos.

Confira a entrevista de Córdula ao Terra:

“A principal reivindicação dos movimentos pela diversidade cultural é uma ruptura com a ideia de mercantilização da cultura, inclusive com a defesa da exibição de produções nacionais com cotas de telas. Como o senhor vê isso?
A questão das cotas de tela é importante para regulação. Se deixamos em aberto, ninguém se preocupa em mostrar a nossa produção. A cota é uma forma de regulação, de mostrar nossa produção. Quando a França começou esta discussão nos anos 1970 era justamente para evitar o que existe hoje, 95% das salas de cinema exibem a indústria norte-americana.

Isso não segue a lógica de mercado, a procura do público não seria esta?
Se você não tiver espaço para exibir a cultura nacional você vai consumir o que as “majors” (grandes corporações) querem para o mundo. O desastre é que esta produção não traz apenas entretenimento, mas também a cultura, a roupa, o relógio, os bens de consumo, e você acaba perdendo a identidade local. O que nós temos que fazer é equilibrar isso, por isso as cotas. Elas passam a ser importantes porque o mercado não tem o menor interesse ou preocupação em veicular o conteúdo nacional. A grande discussão é esta, quando vamos regular o conteúdo, a regionalização da produção, a questão das rádios e TVs comunitárias, as concessões do uso da TV, que é outro problema que o governo federal ainda não conseguiu apontar caminhos.

Qual seriam estes caminhos, na sua opinião?
Não adianta fazer um esforço na produção da cultura se o principal meio de divulgação da cultura são os meios de comunicação. Temos que trabalhar junto, estamos trabalhando na proteção das diversidades culturais mas a gente não tem o canal de divulgação da cultura. Não se trata de reserva, mas de abrir espaços para poder distribuir nossos conteúdos.

As pessoas querem consumir mais cultura brasileira, querem ver filmes nacionais, por exemplo?
Querem consumir, claro. Se você der espaço e mostrar e formar, as pessoas vão. Mas se não tem possibilidade de acesso. Por exemplo, temos dentro do Minc uma política para games brasileiros, porque você vê hoje todo jovem com seu joguinho, mas não tem jogos nacionais, então estamos fomentando. Não tem a escala que deveria ter, mas a partir do momento em que trouxermos os temas da cultura brasileira para os games, como a capoeira, que são tão excitantes quanto os blockbusters dos jogos…

E agora uma grande produção nacional sobre capoeira.
Exato, estamos lançando o Besouro, com a mesma tecnologia de Matrix e quetais. Quer dizer, temos condição de fazer, não precisamos consumir só de fora. Estamos de igual para igual. Com a democratização dos recursos podemos produzir em qualquer lugar do mundo. A Índia está aí de prova. Por que eles podem ter uma Bollywood e nós não?

Não é uma contradição o Brasil estabelecer cotas para games e produções enquanto luta por abertura para vender os seus produtos em outros mercados?
Não propomos ainda cotas, não há nenhuma ação. Estamos discutindo a democratização de conteúdos. Tentamos fazer isso no começo da gestão do Gilberto Gil, mas as cinco famílias que controlam a mídia conseguiram derrubar isso com seus lobbys. Não existe nada relacionado a cotas ainda. Eu acho importante para regulação, mas não há ainda nenhuma política de cotas em relação ao audiovisual.

O senhor falou que as concessões precisam ser revistas, mas como?
Precisamos dos meios de comunicação para chegar ao público e chegar ao público. Seria importante ter uma política de estímulo à produção local. Se você mora no Rio ou em São Paulo não vê uma produção do Amapá, do Pará. A gente precisa, de fato, saber em que medida podemos explorar isso. A discussão é esta, de que TV queremos ver. Dar a oportunidade de ver que estamos fazendo bons produtos que podem ser assimilados. Precisamos criar repertório, acabamos vendo mais do mesmo. Temos que ter esta preocupação. Ter uma indústria de animação. Temos muito filmes sem salas para que eles passem. Temos que criar uma forma de nos livrar de uns poucos grupos que controlam a produção e distribuição de cultura.

Se for o governo controlando, tudo bem?
Não, acho que se você colocar a mídia na mão de cinco, tá errado também. Você deixa de fora uma produção enorme. Mas também não podemos ficar à mercê dos grupos porque isso não funciona. Você está colocando produtos que trazem sempre um retorno financeiro para estes grupos e deixa de fora conteúdos.

Como fica a lógica de mercado?
A diversidade hoje é a palavra de ordem do momento. O refrigerante mais vendido do mundo ganha milhões se vendendo como a bebida da diversidade cultural. Ele se apropria de um conceito. Não é isso, diversidade cultural é consumir suas bebidas locais.

(O repórter viajou a convite da produção do 1° Encontro Internacional da Diversidade Cultural).

 

Fonte: http://diversao.terra.com.br/

Besouro estréia nesta sexta-feira 30-10-09 nos cinemas

Protagonizado por um herói negro do século passado e ambientado no universo da capoeira e do candomblé, Besouro chega sexta-feira aos cinemas disposto a derrubar vários preconceitos do público brasileiro de uma vez só. Centrado na história de Besouro Mangangá, tido como o maior capoeirista que o Brasil já conheceu, o longa-metragem de estreia do publicitário carioca (radicado em São Paulo) João Daniel Tikhomiroff desembarca no circuito respaldado por uma inédita e bem-sucedida de campanha na internet, que atraiu milhares de pessoas para um blog e um link no YouTube, repleto de vídeos de bastidores e trailers da produção. Empurrão essencial para uma produção de R$ 10 milhões, em parte consumidos em efeitos especiais que lembram as coreografias de filmes como O tigre e o dragão (2000), e protagonizado por um elenco de desconhecidos do grande público.

– A internet alçou o voo de Besouro. Foi uma ferramenta importantíssima para nossa comunicação, que continuará mesmo depois da estreia do filme – avisa o diretor de 59 anos, em entrevista ao Jornal do Brasil.

Em que momento a ideia de uma campanha virtual para o filme tomou forma?

Um pouco antes do início das filmagens, no segundo semestre de 2008, traçamos o plano de comunicação e percebemos que, por se tratar de uma produção repleta de peculiaridades, deveria ser compartilhada de alguma forma com o público. Foi então que nasceu a ideia de fazer um blog do filme, com registro de todas as etapas do processo. O diferencial do blog se deu com o seu formato. O conteúdo não era feito pelo diretor e equipe, mas por um jornalista que acompanhou as oito semanas de filmagem. Com o lançamento do blog, começamos a sentir a expectativa do público e, por isso mesmo, exploramos as redes sociais ao máximo. Criamos uma verdadeira legião de seguidores de Besouro, de tribos diversas: de amantes da capoeira a estudantes de cinema. Em 10 dias no ar, o trailer quebrou recorde de acesso de filmes nacionais. Sem contar as solicitações de estrangeiros perguntando sobre o seu lançamento no exterior. A internet alçou o voo de Besouro. Foi uma ferramenta importantíssima, que continuará mesmo depois da estreia do filme.

Não teme que a curiosidade gerada pela internet não se esgote nela mesma?

De forma alguma. Na semana passada tivemos um bom exemplo nesse sentido. Um site especializado em cinema promoveu uma pré-estreia do filme em São Paulo, seguida de debate. Segundo o diretor do site, foi a pré-estreia mais concorrida feita em cinco anos. E durante o debate, o próprio público fazia as perguntas. Várias pessoas chegavam ao microfone somente para fazer um agradecimento, queriam parabenizar a equipe por ter feito Besouro, um divisor de águas para o cinema. Esses agradecimentos eram emocionantes, houve gente que chorou. Outra pergunta recorrente tinha a ver com a continuação do filme. O que a internet fez com Besouro é algo que me impressiona. Fiquei emocionado.

‘Besouro’, que fala de um herói negro, tem no elenco atores desconhecidos do público. Isso pode ser um complicador, do ponto de vista mercadológico?

O filme pedia esses elementos. Trabalhar com não-atores foi uma opção, já que eu precisava no filme de capoeiristas de verdade. Seria infinitamente melhor encontrar professores de capoeira, como é o caso do protagonista, Ailton Carmo, e ensiná-lo a vivenciar o personagem do que trabalhar com um ator famoso e ensinar a esse profissional a arte da capoeira. Isso não daria a veracidade que gostaria de ver nas telas. Sobre a questão de a narrativa falar de um herói negro, do século passado, isso me encanta. O Brasil é um país plural em todos os sentidos, inclusive na raça. Por que não homenagear os negros, a capoeira no cinema? Explorei os negros de forma diferente, pelos aspectos da beleza nunca feito antes no cinema nacional.

‘Besouro’ tem capoeira jogada ao estilo da ação de ‘O tigre e o dragão’. As lutas foram coreografadas por um especialista estrangeiro. É uma forma de dar uma roupagem internacional a um filme brasileiro?

Como comentei antes, a capoeira seria o fio condutor da trama mas não o objeto principal dela. Precisava então que ela tivesse tanto elementos reais quanto toques de fantasia. Nada melhor do que trazer um especialista em cenas de ação para tornar possível esse desejo. Foi por isso que contatamos o chinês Huen Chiu Ku, o Dee Dee. Já havia visto algumas cenas de filmes sob o cuidado dele, como O tigre e o dragão, Kill Bill e O clã das adagas voadoras. Ele se incumbiu da missão de inserir cenas áreas ao universo da capoeira retratada em Besouro, o qual, segundo a lenda, é cercado de magia e misticismo. O resultado transmite realidade e emoção ao filme.

O filme mistura ação, romance e grandes doses de fantasia. Até que ponto ele é fiel ao livro que o originou?

O filme baseia-se em Feijoada no paraíso, do Marco Carvalho, mas não se prende a ele e nem aos personagens reais que fizeram parte da vida de Manoel Henrique Pereira, o Besouro. Trata-se de um filme sobre as lendas que cercam a época em que Besouro viveu, mas não é uma reconstituição histórica. É um filme de fantasia.

Muitos publicitários que fazem cinema trazem ‘vícios’ da publicidade. Isso é inevitável?

Diria que a publicidade me ajudou bastante na direção de Besouro. Justamente por ter passado 35 anos contando histórias em 30 segundos, aprendi o poder da síntese, tive oportunidade de experimentar recursos nos comerciais e trazê-los para o cinema. A publicidade me deu a maturidade para dirigir longas.

‘Besouro’ consumiu R$ 10 milhões e pelo menos uns quatro anos de sua vida. Pretende continuar fazendo filmes? Já tem algum novo projeto em vista?

Sim. Já tenho um próximo filme a caminho, estamos na fase de roteiro. O que posso adiantar é que não tem absolutamente nada a ver com Besouro. Será um romance satírico, contemporâneo, e que se passa no Sul do Brasil.

Pré-estréia de Besouro em São Paulo: Presença de Vários Mestres e personalidades da Capoeira

Pré-estréia de Besouro em São Paulo: Presença de Vários Mestres e personalidades da Capoeira

Fonte: http://jbonline.terra.com.br
Carlos Helí de Almeida, Jornal do Brasil – RJ

Pré-estréia de Besouro em São Paulo: Diretor e o atores na roda de capoeira

Pré-estréia de Besouro em São Paulo: Diretor e o atores na roda de capoeira

* Em breve matéria especial sobre a Pré-estréia do Filme em São Paulo, acompanhada por uma espetacular galeria de fotos!!!

Se quer ganhar ingressos para assistir ao Filme Besouro, visite o site de nosso Parceiro Oficial: RabodeArraia.Com

 

Fotos Roger Spock – www.rogerspock.com

Bahia Afro Film Festival em Cachoeira

De 19 a 27 de novembro de 2009, será realizado em Cachoeira no recôncavo da Bahia, a terceira edição do festival de cinema internacional Bahia Afro Film Festival.

Cachoeira já é uma cidade cinematográfica a muitos anos, ali foram filmados importantes filmes da cinematografia nacional e internacional, novelas, comerciais para televisões de todo o mundo, já era hora de ter um festival de cinema internacional, pois não ah duvidas sobre sua importância cultural no cenário brasileiro, principalmente quando se fala de raízes e ancestralidade.

Durante estes 10 dias do festival, serão projetados os mais importantes filmes da cinematografia que enfoca temas ligados aos afro descendentes de todo o mundo, estão sendo convidados importantes personalidades deste cinema, como Warrington Hudlin and Black Filmmakers Foundation de NY, Ralph Ziman da África do Sul, diretor do Belíssimo Jerusalema, Boubakar Diallo de Burkina Faso, diretor de Coer de Lion, Daniel Kamwa de Camarões, diretor de Ma Sâsâ (Mâh Saa-Sah), Adama Drabo e Ladji Diakibi, do Mali, diretores de Fantan Fanga (Lê Pouvoir des Pauvres), Kalthoum Barna da Tunísia, diretor de L’Autre moitié du ciel (Shtar M’haba).

Além da Amocine de Moçambique que atraves do diretor Zego, estara fazendo uma curadoria de filmes Moçambicanos para o BAFF, estão sendo convidados também, diretores Brasileiros que tenham filmes dentro da temática do festival, como Joel Zito, Zozimo Bulbul, Flavio Leandro, Paulo Bety com o filme Cafundó que se destacou no Festival de Burkina Fasso, e Lilian Solá Santiago, que ganhou o premio de melhor filme na ultima edição do BAFF.

Diretores baianos também serão convidados a terem suas obras na mostra competitiva ou na paralela, como Pola Ribeiro com o seu “Jardim das Folhas Sagradas” e Ceci Alves com o seu lindo “Doido Lelé” alem do próprio Lázaro Faria com o seu “A Cidade das Mulheres” que tem participação da Irmandade da Boa Morte.
Estarão tambem presentes no evento, Antonio Pitanga, Elza Soares, Zezé Motta e Lázaro Ramos.

o III Bahia Afro Film Festival ja tem o apoio da Universidade do Federal do Recôncavo, do Centro Cultural Dannemann, do IFHAN e do Ipac, do Fundo Estadual de Cultura, da Secretaria do Audiovisual, da Fundação Palmares e do Ministerio da Cultura.

Serão realizadas duas oficinas, uma de produção cinematografica e outra de preparação de atores, todas voltadas para o filme À Procura de Palmares que sera todo rodado no município de Cachoeira e São Felix.

Imagine todo o povo negro junto, esta é a formula que esta preparando Lázaro Faria para que Cachoeira e a Bahia tenham mais ainda visibilidade no senario cinematográfico internacional.

Quem viver verá…

Lázaro Faria –  http://news.lazarofaria.com.br/

Lázaro Faria – Filmaker

+55 (71) 3322 1279   9239 5589

lazaro@lazarofaria.com.br

www.lazarofaria.com.br

Salvador – Bahia – Brasil

“CAPOEIRAGEM” no I Festival de Filmes Etnográficos de Recife

A CAPOEIRAGEM DE UM MESTRE E O SEU BANDO ANUNCIADOR recebe a “Mensão honrosa” no I Festival de Filmes Etnográficos de Recife.
 
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O júri decidiu conceder uma menção honrosa a este filme, pela sua radicalidade em mostrar uma tradição, a capoeira, uma manifestação cultural em processo de transformação e reinvenção, sendo o próprio personagem principal o seu agente transformador.
 
Para contar essa história o filme emprega diversos registros, como trechos de filmes de ficção, depoimentos, fotografias e reportagens, numa montagem bem elaborada e em sintonia com a música.
 
O DVD JÀ ESTA A VENDA PELO PREÇO DE R$ 30.00 COM LEGENDAS EM INGLÊS E ESPANHOL.
 
Entra em contato: (71) 3322-6750 ou atelierlua@hotmail.com
 

Lançamento do documentário Memórias do Recôncavo: Besouro e Outros Capoeiras

O vídeo-documentário Memórias do Recôncavo: Besouro e outros Capoeiras, do cineasta, músico, capoeirista e professor universitário da Ufba, Pedro Abib, 45, será lançado oficialmente no Brasil, durante a 35ª Jornada Internacional de Cinema da Bahia e o filme estará concorrendo ao prêmio de melhor documentário.

O Filme foi exibido em Julho em Portugal onde teve uma enorme recptividade e foi aclamado como um dos melhores vídeo-documentário dirigídos a nossa arte capoeira.

Data: 14/09/08 (domingo)
Local: Sala Walter da Silveira (Barris)
Horário: 16 horas

Memórias do Recôncavo: Besouro e outros Capoeiras, contemplado pelo edital Capoeira Viva – 2006 do Ministério da Cultura do Governo Federal é um documentário que aborda a capoeira e suas histórias num dos prováveis locais de seu surgimento no Brasil: o Recôncavo Baiano. A partir de depoimentos de antigos capoeiras moradores da região e também de estudiosos e pesquisadores, busca-se reconstruir a memória sobre fatos e personagens envolvidos com essa importante manifestação da cultura afro-brasileira, trazendo ainda um rico acervo de imagens de arquivo. O filme também busca reconstruir a história de um famoso personagem da região e um ícone da capoeira: o lendário Besouro Mangangá.

A Origem da Capoeira

A capoeira tem como um de seus prováveis locais de origem, segundo vários historiadores, uma das regiões mais férteis no sentido do florescimento cultural de raiz afro-brasileira: o Recôncavo Baiano. Segundo o cineasta Pedro Abib, o projeto está fundamentado a partir de uma profunda pesquisa documental sobre aspectos do surgimento da capoeira nessa região, contando também com depoimentos colhidos entre antigos moradores, mestres de capoeira, historiadores e pesquisadores da região.

“A partir das histórias narradas pelos antigos habitantes e da visita aos locais mais importantes como os velhos engenhos, fazendas, cidades, povoados e localidades do Recôncavo, reconstruimos uma parte da memória dos tempos dos grandes capoeiras da época a exemplo das lendárias figuras como Besouro Mangangá, Neco Canário Pardo, Cobrinha Verde, Ferreirinha de Santo Amaro, Gato, Noca de Jacó, Siri de Mangue, entre tantos outros capoeiras do Recôncavo que deixaram seus nomes na história”, disse Abib.

Entre os filmes já realizado pelo cineasta Pedro Abib destacam-se Batatinha e o Samba Oculto da Bahia (2007), premiado com dois “Tatu de Ouro” na 34ª Jornada Internacional de Cinema da Bahia – 2007 (melhor Documentário e melhor Vídeo da Jornada) e Menção Honrosa no Festival de Cinema Atlantidoc – Montevideo – Uruguai – 2007; “Divino Espírito Popular” (2006 ) Selecionado para a Jornada Internacional de Cinema da Bahia -2006 e convidado para o Festival de Cinema Africano em Tarifa (Espanha) – 2006; “O Velho Capoeirista: Mestre João Pequeno de Pastinha” (1999) Prêmio Melhor Documentário no Festival de Artes da UNICAMP – 2002; “Fome de Que?” (1998) Participante do Festival de Cinema e Vídeo da Fundação Cultural de Salvador, 1998.

DocDoma Filmes

2008 é um ano de desafios para a DocDoma Filmes. Além do lançamento do documentário MEMÓRIAS DO RECÔNCAVO: BESOURO E OUTROS CAPOEIRAS, a produtora tem ainda a responsabilidade de produzir os filmes: O Trampolim do Forte, de João Rodrigo Matos, longa-metragem ( ficção ) com recursos do Ministério da Cultura; Cuíca de Santo Amaro – Ele o Tal, de Joel de Almeida e Josias Pires, longa-metragem (documentário) com recursos da Petrobras, Lei Rouanet, além dos curtas-metragens Cães, de Adler Paz e Premonição, de Pedro Abib, ambos filmes de ficção, vencedores do Programa Petrobras Cultural.

A DocDoma Filmes é uma produtora baiana que atua na criação e produção de documentários, curtas e longas metragens, vídeos institucionais, promocionais e educativos, além da produção de conteúdos para televisão.

FICHA TÉCNICA:

  • Argumento, Roteiro e Direção: Pedro Abib
  • Direção de Produção: João Rodrigo Mattos
  • Produção Executiva: Adler Paz
  • Direção de Fotografia: Alexandre Basso
  • Som: Kico Povoas
  • Montagem: Bau Carvalho
  • Produção: DocDoma Filmes
  • Ano de realização: 2008
  • Suporte: HDV
  • Duração: 54’

Jornalista Responsável:
Luiz Henrique Sena (71 8201-7018/ 71 3354-6123)
DRT 1879 Ba
Contato do Diretor: Pedro Abib : 71 8150-2882/71 3285-3292 pedrabib@ufba.br

DOC FILMES PRODUÇÕES AUDIOVISUAIS LTDA.

Rua Almeida Garret, 35, Sala 205, Itaigara, Salvador – Bahia. Cep: 41815-320.

Telefax: (71) 3354-6123 – CNPJ: 07.718.282/0001-06

 

Portugal: Lançamento do documentário Memórias do Recôncavo: Besouro e Outros Capoeiras

O vídeo-documentário Memórias do Recôncavo: Besouro e outros Capoeiras, do cineasta, músico, capoeirista e professor universitário da Ufba, Pedro Abib, 45, será exibido, pela primeira vez em Portugal, dentro da programação do VI Congresso Português de Sociologia, a realizar-se entre 25 e 28 de junho de 2008 em Lisboa No Porto, no Centro Comercial Brasília no dia 05/07 ás 16:30h e também em Leiria, no I Festival Internacional de Capoeira do Grupo Ginga Camará 2008 , sob a responsabilidade do grande capoeira e camarada Papagaio.

Memórias do Recôncavo: Besouro e outros Capoeiras, contemplado pelo edital Capoeira Viva – 2006 do Ministério da Cultura do Governo Federal é um documentário que aborda a capoeira e suas histórias num dos prováveis locais de seu surgimento no Brasil: o Recôncavo Baiano. A partir de depoimentos de antigos capoeiras moradores da região e também de estudiosos e pesquisadores, busca-se reconstruir a memória sobre fatos e personagens envolvidos com essa importante manifestação da cultura afro-brasileira, trazendo ainda um rico acervo de imagens de arquivo. O filme também busca reconstruir a história de um famoso personagem da região e um ícone da capoeira: o lendário Besouro Mangangá.

A Origem da Capoeira

A capoeira tem como um de seus prováveis locais de origem, segundo vários historiadores, uma das regiões mais férteis no sentido do florescimento cultural de raiz afro-brasileira: o Recôncavo Baiano. Segundo o cineasta Pedro Abib, o projeto está fundamentado a partir de uma profunda pesquisa documental sobre aspectos do surgimento da capoeira nessa região, contando também com depoimentos colhidos entre antigos moradores, mestres de capoeira, historiadores e pesquisadores da região.

“A partir das histórias narradas pelos antigos habitantes e da visita aos locais mais importantes como os velhos engenhos, fazendas, cidades, povoados e localidades do Recôncavo, reconstruimos uma parte da memória dos tempos dos grandes capoeiras da época a exemplo das lendárias figuras como Besouro Mangangá, Neco Canário Pardo, Cobrinha Verde, Ferreirinha de Santo Amaro, Gato, Noca de Jacó, Siri de Mangue, entre tantos outros capoeiras do Recôncavo que deixaram seus nomes na história”, disse Abib.

Entre os filmes já realizado pelo cineasta Pedro Abib destacam-se Batatinha e o Samba Oculto da Bahia (2007), premiado com dois “Tatu de Ouro” na 34ª Jornada Internacional de Cinema da Bahia – 2007 (melhor Documentário e melhor Vídeo da Jornada) e Menção Honrosa no Festival de Cinema Atlantidoc – Montevideo – Uruguai – 2007; “Divino Espírito Popular” (2006 ) Selecionado para a Jornada Internacional de Cinema da Bahia -2006 e convidado para o Festival de Cinema Africano em Tarifa (Espanha) – 2006; “O Velho Capoeirista: Mestre João Pequeno de Pastinha” (1999) Prêmio Melhor Documentário no Festival de Artes da UNICAMP – 2002; “Fome de Que?” (1998) Participante do Festival de Cinema e Vídeo da Fundação Cultural de Salvador, 1998.

DocDoma Filmes

2008 é um ano de desafios para a DocDoma Filmes. Além do lançamento do documentário MEMÓRIAS DO RECÔNCAVO: BESOURO E OUTROS CAPOEIRAS, a produtora tem ainda a responsabilidade de produzir os filmes: O Trampolim do Forte, de João Rodrigo Matos, longa-metragem ( ficção ) com recursos do Ministério da Cultura; Cuíca de Santo Amaro – Ele o Tal, de Joel de Almeida e Josias Pires, longa-metragem (documentário) com recursos da Petrobras, Lei Rouanet, além dos curtas-metragens Cães, de Adler Paz e Premonição, de Pedro Abib, ambos filmes de ficção, vencedores do Programa Petrobras Cultural.

A DocDoma Filmes é uma produtora baiana que atua na criação e produção de documentários, curtas e longas metragens, vídeos institucionais, promocionais e educativos, além da produção de conteúdos para televisão.

FICHA TÉCNICA:

  • Argumento, Roteiro e Direção: Pedro Abib
  • Direção de Produção: João Rodrigo Mattos
  • Produção Executiva: Adler Paz
  • Direção de Fotografia: Alexandre Basso
  • Som: Kico Povoas
  • Montagem: Bau Carvalho
  • Produção: DocDoma Filmes
  • Ano de realização: 2008
  • Suporte: HDV
  • Duração: 54’

Jornalista Responsável:
Luiz Henrique Sena (71 8201-7018/ 71 3354-6123)
DRT 1879 Ba
Contato do Diretor: Pedro Abib : 71 8150-2882/71 3285-3292 pedrabib@ufba.br

DOC FILMES PRODUÇÕES AUDIOVISUAIS LTDA.

Rua Almeida Garret, 35, Sala 205, Itaigara, Salvador – Bahia. Cep: 41815-320.

Telefax: (71) 3354-6123 – CNPJ: 07.718.282/0001-06