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Projeto João e Maria Capoeira Angola e Cidadania

 

Acontece nesse domingo, dia 16 de dezembro, o encerramento do projeto social João e Maria Capoeira Angola e Cidadania – edição 2007, às 10h, na sede da Ong João Pequeno de Pastinha (Ong JPP), localizada na Rua Raimundo Vianna, Rio Vermelho. Promovido pelo Centro Esportivo de Capoeira Angola do Rio Vermelho (Ceca), a festa de encerramento do projeto João e Maria Capoeira Angola e Cidadania comemora mais um ano de atividades desenvolvidas para as crianças e adolescentes carentes, residentes no Nordeste de Amaralina. Durante o ano de 2007, mais de 70 jovens tiveram acesso a cursos gratuitos de Capoeira Angola, Inglês, Grupo de Estudo, Percussão, Informática, Flauta e Cine-CECA – sessões de cinema com filmes educativos e discussões ao final.

 

A programação do evento inclui apresentações simultâneas dando uma mostra do que foi apreendido durante os cursos. Além disso, Mestre Faísca, coordenador do projeto e responsável pela realização de trabalhos sociais na comunidade do Nordeste de Amaralina, também fará uma explanação sobre os resultados obtidos durante esses anos de atuação junto à conscientização social dessas crianças e adolescentes. Essa iniciativa também tem como objetivo proporcionar aos jovens possibilidades de inclusão social, dando-lhes ferramentas para superarem a desigualdade de oportunidades ao procurarem à inserção no mercado de trabalho.

Sobre o Projeto João e Maria Capoeira Angola e Cidadania

O projeto João e Maria Capoeira Angola e Cidadania encontra-se sem apoio financeiro de instituições publicas ou privadas, sendo, assim, mantido com recursos próprios. Na busca de alternativas, o Projeto João e Maria destina-se a crianças e adolescentes da comunidade do Nordeste de Amaralina e adjacência e tem como proposta: promover a inserção social destes jovens através da prática da Capoeira Angola e da Educação Cidadã, realizando ações associadas do apreender Capoeira Angola aliadas a discussões temáticas sobre Educação e Cidadania, de forma a possibilitar uma visão crítica da realidade e seu entorno.

 

Aliado à capacitação profissional busca-se com o projeto remediar o caos social da região, trazendo aos educandos a importância em se envolverem em ações edificantes. A marginalidade arrasta grande parte da juventude das periferias urbanas da cidade, resultado decorrente da desilusão quanto a melhores condições de vida. A educação deficiente limita os horizontes, realidade esta que o projeto busca modificar com as diversas ações educacionais realizadas. Vale ressaltar, por fim, que todo o trabalho é realizado por voluntários, não tendo a instituição nenhum parceiro que dê suporte financeiro às atividades citadas.

 

Projeto João e Maria Capoeira Angola e Cidadania

Contatos: Roberta Neri – 8133-4332

Na Capoeira, sonhos e vidas de gente humilde

É crescente o número de notas, artigos e matérias que estão sendo veiculados no circuito da informação sobre a capoeira e sua tendência natural de contagiar as pessoas com a sua magia e principalmente através dos elementos lúdicos, esportivos e sociais… enfim… mais uma vez reintegramos o que falamos no início desta semana na matéria: Terra Roxa: Capoeira, Cidadania e Comunidade… é pena que ainda existam muitos capoeiristas que somente enchergam a capoeira como inicio, meio e fim nela mesma…
 
Luciano Milani

Essa é uma entre milhares formas que poderíamos descrever a realidade do Distrito ecoporanguense de Santa Luzia do Norte e em especial do Grupo de Capoieira Senzala Patrimônio dos Pretos.
Formado por pessoas humildes e simpáticas Santa Luzia do Norte consegue conservar toda a simplicidade de localidade interiorana sem se tornar apático as inúmeras portas abertas pela globalização, e encontrou na capoeira o seu marco cultural, social e até mesmo financeiro.
 
O grupo Senzala Patrimônio dos Pretos (nome atribuído antigamente também ao Distrito) formado em 12 de outubro de 1988 tem conseguido façanhas difíceis de serem imaginadas por localidades do mesmo porte. Uma delas, ter levado em junho de 2000, 10 atletas entre 11 e 14 anos a representar Santa Luzia e o Brasil no Projeto “Crianças de hoje, músicos de amanhã” realizada na França contando com a participação de comunidades de 15 países.
 
Acompanhadas de perto por Mestre Rafael fundador do grupo, até hoje as aulas que acontecem três vezes por semana no Centro Cultura Patrimônio dos Pretos preservam as tradições da capoeira descende do tradicional Grupo Senzala surgido em 1966 no Rio de Janeiro e coordenado por Mestre Rafael e seu irmão Paulo, ex-alunos de Mestre Bimba nome de peso na história da capoeira no Brasil. Mestre Rafael busca ainda usar a capoeira com incentivo a escola cobrando dos alunos um bom comportamento e rendimento escolar.
Reconhecida mundialmente a capoeira de Santa Luzia promove a cultura, o social e até mesmo o financeiro com a fabricação de atabaques e berimbaus (instrumentos musicais usados nas rodas de capoeira), vendidos em outras regiões do Brasil e em países como França, Alemanha e Holanda. Um outro fato importante é de Santa Luzia muitos Mestre ali formados atuam na capoeira local, de outros estados e até pelo mundo. São exemplos destes, Serginho (já atuou na França), Kanja e Bigú em Ecoporanga, Nailton no estado da Bahia e Marivaldo em Rondônia.
 
Um dos orgulhos de Ecoporanga, assim é Santa Luzia do Norte, pequena nos aspectos territorial e populacional, mas um gigante em dignidade.
 
Aloisio Mendes e Ebber Menezes
http://www.redesim.tv.br/