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Biriba, nome científico: Eschweira ovata

Nome vulgar: Imbiriba, Embiriba ou Biriba 
Nome científico: Eschweira ovata.
Habitar: interior da mata, restinga, borda da mata atlântica, solo arenoso argiloso. PE, RN,BA,SE,CE.Pernambuco PE, Rio Grande do norte RN, Bahia BA, Sergipe SE, Ceará CE.
Sementes: são grandes e irregulares.
Arvore: De porte linheiro, parte masculina amarelo vivo, produz ripas, varas para cercados, para galinheiros, madeira nobre para fabricação de berimbaus, instrumento músical, utilizado na Capoeira.
 
Caule, tronco: de cor cinza esverdeado, verde amarronzado, creme amarronzado, fibrosa com
tendência a formar "imbira" Designação de origem tupi (corrutela de ybira. casca).
Folhas: Crassas(duras), Cariáceas discolores, estreitas, com ocorrências frequentes.
Frutos: Imaturo – de cor verde maduros – de cor marron, em cápsulas
Flores: branca vistosa, com cheiro perfumado, em botões amarelo pálido, aromática, amarelo ouro com grande destaque, amarelo creme perfumado.
Aspectos morfológicos: É uma arvore das matas de restinga e também da mata atlântica, com cerca de 1 a mais de 10 metros de altura, folhas alternas, oblongas, de consistência coreácias e sem estípulas.
Sua floração é no verão e sua flores saõ amarelas vistosas e reunidas em enflorescências. Possui numerosos
estames, muito modificados formando uma estrutura denominado de andróforo. seus frutos são secos e deiscentes,
abrindo-se por meio de um opérculo.
 
Posição sistemática:
 
Divisão: Magnóliophyta
Classe: Magnóliopsida
Subclasse: Dilleniidae
Ordem: Lecythidales
Familia: Lecythdácea
Gênero: Eschweilera
Espécie:Eschweilera ovata ( cambess) mart

Fonte: Botânica- Universidade Federal Rural de Pernambuco.
Qualibio- Universidade Federal da Bahia.

HISTÓRICO DO MATERIAL APRESENTADO

MANUSCRITOS E DESENHOS DE PASTINHA
HISTÓRIA E ORGANIZAÇÃO DO MATERIAL

O presente trabalho está baseado em material de duas fontes: Carybé e Wilson Lins:

  • A primeira parte do material de que disponho chegou-me às mãos através de Carybé, amigo e paciente, que guardava em seu poder documentos que lhe haviam sido doados por Mestre Pastinha, o quadro a óleo sobre tela "Roda de Capoeira" e uma série de apontamentos em folhas soltas de papel.
  • O restante material, fornecido por Wilson Lins, consta do "Caderno e Álbum do Centro Esportivo de Capoeira Angola", que lhe fora outorgado pelo Mestre Pastinha para publicação.

A serie de apontamentos "Carybé" foi classificada em três grupos:

  • Documentos referente à "Fundação e registro do CECA", com uma "Lista de nomes" dos 68 participantes mais antigos da agremiação;
  • Seis "Folhas soltas" contendo manuscritos isolados;
  • Trinta e nove folhas soltas, numeradas e seriadas, manuscritas, versando sobre assuntos diversos, que reunimos sob o título de "Pensamentos".

Usamos reproduções em "Xerox" dos manuscritos, iniciando pelo "Caderno e Álbum" aberto, folhas direita e esquerda justapostas, em papel 210×297, numeradas sucessivamente pelo sistema alfanumérico a partir da primeira página de texto, a pagina esquerda como 1a e a direita correspondendo a 1b, com a finalidade de proteger os originais do desgaste natural do manuseio freqüente.
Dos manuscritos realizamos transliteração datilográfica em processador de texto, à qual nos reportaremos durante o desenvolvimento do trabalho.

Os trechos selecionados e comentados são apresentados entre aspas, em negrito, com a respectiva localização (páginas em alfanumérico, linha inicial- final), respeitando a grafia original e procurando reproduzir datilograficamente o espaçamento e anotações encontradas (pontuação e acentuação gráficas) pela sua relação com o processo mental do autor durante a sua produção.

A leitura dos manuscritos exige, além de atenção, o conhecimento das modificações sintáticas, fonéticas e semânticas impostas pelo povo baiano à nossa linguagem, ao lado de intimidade com os costumes do nosso povo.

A repetição exaustiva da leitura, a meditação prolongada sobre o apreendido, o apelo às lembranças dum passado que já se vem fazendo remoto, a pausa indispensável à critica do elaborado, a admiração e o respeito pela obra do venerável mestre, a ajuda preciosa de Isabel, Itapoan e Caribé tornaram possível os comentários achegados aos trechos selecionados.

Acentuamos que os nossos comentários não passam de interpretação pessoal, sujeita a crítica e revisão, reconhecendo as nossas limitações e aguardando que outros mais capacitados aproveitem os originais e desenvolvam trabalhos à altura da herança recebida.

Esperamos que os trechos selecionados tragam uma visão mais perfeita da capoeira pacífica que se desenvolveu na Bahia sob o encanto dos toques, cantos e encantos dos nossos ancestrais, propiciando a realização do sonho de Pastinha:

A união de todos os capoeiristas
sem distinção de estilo, escola ou linhagem
Numa grande roda
jogando a capoeira da Bahia!

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