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Capoeira, o golpe da esportivização

No toque do berimbau, num gingado singular e na dança acrobática, nasce a capoeira – manifestação cultural afro-brasileira, criada pelos negros escravos como forma de luta contra a opressão. Luta essa que se travou no plano físico e cultural. A arte secular até hoje sofre preconceito de tudo quanto é lado: do campo religioso, por ter vindo do candomblé; de etnia, por ser de origem negra; e pela sua prática ter começado nas ruas, então, logo vista como marginalização.

Percebemos que a capoeira é muito mais forte do que uma simples atividade física. Para corroborar ainda mais tal afirmativa, este mês foi   realizado o IV Festival Internacional de Capoeiragem, no Forte da Capoeira, em nossa capital, quando a elite mundial da prática pôde vivenciar e trocar experiências por meio de diversas atividades.

A capoeira é um elemento definidor de identidade brasileira porque agrega em uma única arte itens fundamentais: a religião, os movimentos corporais, a música, a história. No entanto, apesar dos atributos, mestres, contramestres e praticantes têm, de forma árdua, lutado para evitar que o patrimônio imaterial da humanidade seja esportivizado.

Ora, como um mestre conhecedor de toda essência da capoeira pode ser obrigado a ter graduação para ministrar aulas? O mestre não aprova esse método da esportivização por que, em sua visão, tal processo limitará a prática corporal a um caráter competitivo, mecanicista, distanciando-se de suas origens e de seus objetivos culturais.

A capoeira tem-se incorporado ao ambiente escolar nas aulas de educação física e atividades extracurriculares, mas para que essa prática esteja presente nas aulas faz-se necessário que o professor compreenda a importância da prática para o corpo discente. E é por essa relevância que os mestres não podem ser excluídos da ministração das aulas pois, além de ensinarem a história dos negros no Brasil, se dedicarão nos gestos, ritmos e movimentos da arte, facilitando o aprendizado dos alunos e influenciando nos comportamentos afetivo, criativo e lúdico.

Forçar um mestre de capoeira condicionando que este só poderá ensinar após a obtenção de um diploma acadêmico é o mesmo que exterminar suas raízes. Uma manifestação nascida nas senzalas, por meio de escravos em busca de uma vida digna e justa, que fez e que faz parte da história do nosso país, está sendo analisada sob a ótica esportiva.

Nossos mestres de capoeira merecem respeito e atenção porque, mesmo com tantas dificuldades e incompreensões, eles ainda têm um belíssimo trabalho de inclusão social, por meio do qual retiram jovens da ociosidade, resgatando a autoestima e orientando-os para a vida em sociedade.

 

Luiz Carlos de Souza  é vereador (PRB) de Salvador e presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Capoeira

* Luiz Carlos de Souza, natural de Pernambuco, nasceu no dia 20 de abril de 1972. Filho de Severino Carlos de Souza e Maria José de Souza, é o caçula de 12 filhos e conheceu de perto as dificuldades da vida no Nordeste onde, desde cedo, precisou trabalhar para ajudar no sustento da casa. Em outubro de 2012, foi eleito pelo Partido Republicano Brasileiro (PRB) para seu 1º mandato (2013-2016) com 13.505 votos, sendo o 7º vereador mais votado.

Fonte: http://www.correio24horas.com.br/

Empresários da Praia do Forte mostram cultura local

Salvador – Passado o carnaval, cai o número de visitantes na Bahia. Os donos de pousadas e restaurantes do litoral norte escolheram as manifestações culturais da região como diferenciais para atrair turistas fora da temporada.

Rosa Clara Brandão, proprietária do Hotel Via dos Corais, diz que os empresários da Praia do Forte lançaram o projeto Arte na Vila, que apresenta manifestações culturais como sambas de roda, capoeira, bumba meu boi, cantores e artistas plásticos da região. “Além de oferecer um diferencial aos visitantes possibilitamos o resgate da cultura local que estava em risco de extinção”, destaca.

No próximo final de semana, a atração do projeto é o grupo de capoeira esporão. As apresentações acontecem nas praças da Alegria e da Música. “Queremos que o projeto Arte na Vila aconteça durante todo o ano. Para isso estamos buscando parcerias”, conta a gerente de marketing da Turisforte, Maria Betania Pananaguá.

O Sebrae tem sido parceiro dos empresários da Praia do Forte oferecendo capacitações, missões técnicas, formação de Central de Negócios e consultoria para a formatação de Plano de Marketing. Os empresários da região se uniram e criaram a Turisforte, que hoje reúne 108 empresários dos setores de hospedagem, restaurantes, lojas e serviços.

De acordo com a gestora de projetos de turismo do Sebrae na Bahia, Cristiane Serra, a Turisforte tem feito muitas inovações. “Os empresários estão sempre oferecendo música de qualidade e manifestações artísticas da região. O grupo também criou uma página no facebook, o Praia do Forte Oficial, que ajuda na divulgação da programação local ”, destaca a gestora.

Capacitação

De olho no mundial de 2014, o Sebrae, em parceria com a Secretaria Estadual para Assuntos da Copa do Mundo FIFA 2014 (Secopa) oferece o programa Moderniza, que tem como objetivo fortalecer a competitividade de 180 micro e pequenas empresas de Salvador e litoral Norte no ramo de hospedagem, alimentos e bebidas.

O Moderniza tem duração de oito meses e traz um conteúdo de capacitação empresarial nas áreas de gestão, serviços e infraestrutura. O programa atua por meio de ações de modernização e requalificação dos empreendimentos, para que as empresas possam atingir padrões internacionais de qualidade nos serviços e estarem aptas a receber o selo da Secopa.

Serviço:

Sebrae na Bahia (71) 3320.4558
www.ba.agenciasebrae.com.br
Agência Sebrae de Notícias: (61) 3243-7852/ 2107- 9104/3243-7851/ 9977-9529
Central de Relacionamento Sebrae: 0800 570 0800
www.agenciasebrae.com.br
www.twitter.com/sebrae
www.facebook.com/sebrae

Homenagenm aos 94 anos do mestre João Pequeno

Quem pensa que tudo acabou… Esta enganado, mestre João Pequeno nunca vai parar de fazer o que ele sempre fez com tanto amor e dedicação…

As atividades continuam e a luta é grande por isso, que tenho certeza, que ele onde ele chegava, plantava sua semente e marcava com a bandeira do arco-íres a sua passagem para nessa hora de descanso ter essa continuidade provando que enquanto discutem quem é mais que quem ele estava trabalhando.

Com isso estaremos como todos os outros anos fazendo homenagem ao Dr. mestre João pequeno aparte das 17 h no dia 27 de dezembro no forte santo Antonio (forte da capoeira). seja bem vindo com a sua. CONFIRAM O CARTAZ

 

 

DIA 27/12:

Programação ESPECIAL:

MESTRE JOÃO PEQUENO DE PASTINHA HOMENAGENS AO SEUS 94 ANOS DE NASCIMENTO

A PARTIR DAS 17hs

Vídeos: Doutor Mestre João Pequeno de Pastinha;

Roda de Conversa;

Apresentações;

Roda de Capoeira Angola e Confraternização. tudo do dia 27/12 no forte da capoeiradentro da academia do mestre

 

DIA 28/12:

ATIVIDADE COM RODA CAPOEIRA ANGOLA NA FAZENDA COUTOS (Projeto Pequenos do João)

Mestre João Pequeno

Mestre João Pequeno

João Pereira dos Santos, aluno de mestre Gilvenson e depois discípulo de Mestre Pastinha, de quem se tornou continuador. Integrou em 1966 a delegação brasileira no Premier Festival des Arts Nègres, em Dakar (Senegal).Hoje, ainda mantém Academia de Capoeira, no Forte Santo Antônio (centro histórico de Salvador). Em 1970, Mestre Pastinha assim se manifestou sobre ele e seu companheiro João Grande: “Eles serão os grandes capoeiras do futuro e para isso trabalhei e lutei com eles e por eles. Serão mestres mesmo, não professores de improviso, como existem por aí e que só servem para destruir nossa tradição que é tão bela. A esses rapazes ensinei tudo o que sei, até mesmo o pulo do gato”.

Em 27 de dezembro 1917 nasceu em Araci no interior da Bahia João Pereira do Santos, filho de Maria Clemença de Jesus, ceramista e descendente de índio e de Maximiliano Pereira dos Santos cuja profissão era vaqueiro na Fazenda Vargem do Canto na Região de Queimadas. Aos quinze anos (em 1933) fugiu da seca a pé, indo até Alagoinhas seguindo depois para Mata de São João onde permaneceu dez anos e trabalhou na plantação de cana de açúcar como chamador de boi, então conheceu Juvêncio na Fazenda são Pedro, que era ferreiro e capoeirista, foi aí que conheceu a capoeira.

Aos 25 anos, mudou-se para Salvador, onde trabalhou como condutor (cobrador) de bondes e na construção civil

como servente de pedreiro, pedreiro, chegando a ser mestre de obras. Foi na construção civil que conheceu Cândido que lhe apresentou o mestre Barbosa que era um carregador do largo dois de julho, Barbosa dava os treinos, juntava um grupo de amigos e nos finais de semana ia nas rodas de Cobrinha Verde no Chame-chame.

Inscreveu-se no Centro Esportivo de Capoeira Angola, que era uma congregação de capoeiristas coordenada pelo Mestre Pastinha.

Desde então, João Pereira passou a acompanhar o mestre Pastinha que logo ofereceu-lhe o cargo de treinel, isso foi por media de 1945, algum tempo depois João Pereira tornou-se então João Pequeno.

No final da década de sessenta quando Pastinha não podia mais ensinar passou a capoeira para João pequeno dizendo: “João, você toma conta disto, porque eu vou morrer mas morro somente o corpo, e em

espírito eu vivo, enquanto houver Capoeira o meu nome não desaparecerá”.

Na academia do Mestre Pastinha, João Pequeno ensinou capoeira a todos os outros grandes capoeiristas que dali se originaram e mais tarde tornaram-se grandes Mestres, entre eles João Grande, que tornou-se seu Grande parceiro de jogo, Morais e Curió.

Foi aconselhado pelo Mestre Pastinha a trabalhar menos e dedicar-se mais a capoeira. Embora pensasse que não passaria dos 50 anos percebeu que viveria bem mais ao completar tal idade.

Tendo que enfrentar a dureza da cidade grande João Pequeno também foi feirante, e carvoeiro chegou a ser conhecido como João do carvão, residiu no Garcia, e num barraco próximo ao Dique do Tororó.

Sua primeira esposa faleceu, mas, um tempo depois conheceu Dona Mãezinha no Pelourinho, nos tempos de ouro da academia de seu Pastinha, constituíram família, e com muito esforço construíram uma casa em fazenda Coutos,

Lá no subúrbio, bem longe do Centro onde foram morar e receber visitas de capoeiristas de várias partes do mundo.

Para João Pequeno o capoeirista deve ser uma pessoa educada “uma boa arvore para dar bons frutos”. Para quem a capoeira é muito boa não só para o corpo que se mantém flexível e jovem, mas também para desenvolver a mente e até mesmo servir como terapia, alem de ser usada de várias formas, trabalhada como a terra, pode-se até tirar o alimento dela.

João Pequeno vê a capoeira como um processo de desenvolvimento do indivíduo, uma luta criada pelo fraco para enfrentar o forte, mas também uma dança, cuja qual ninguém deve machucar o par com quem dança, defende a idéia que o bom capoeirista sabe parar o pé para não machucar o adversário.

Algum tempo após a morte do mestre Pastinha, em 1981, o mestre João Pequeno reabre o Centro Esportivo de Capoeira Angola ( CECA ) no Forte Santo Antônio Alem do Carmo(1982), onde constitui a nova base de resistência, onde a capoeira angola despontaria-se para o mundo, embora encontrando várias dificuldades para manutenção de sua academia, conseguiu formar alguns mestres e um vasto numero de discípulos.

Na década de noventa houve várias tentativas por parte do governo do estado em desocupar o forte Santo Antônio para fins de reforma e modificação do uso do forte, paradoxalmente em um período também em que foi amplamente homenageado recebendo o titulo de cidadão da cidade de Salvador pela câmara municipal de vereadores, Doutor Honoris Causa pela universidade de Uberlândia, e Comendador de Cultura da República pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

”É uma doce pessoa” é o que afirmam todos que tem a oportunidade de conhecer o Mestre João Pequeno, cuja simplicidade, a espontaneidade e o carisma seduz a todos que vão até o Forte Santo Antonio conferir suas rodas, é um bricalhão, mas que também não deixa de dar uma baquetada nos que se exaltam e esquecem dos fundamentos da brincadeira e da dança.

  • Leia Mais : Mestre João Pequeno de Pastinha

Forte Casa Teatro conceberam a peça itinerante Sobre Concreto Sonho,

FORTE CASA TEATRO LEVA CULTURA ÀS RUAS COM “SOBRE CONCRETO SONHO”

Desde o começo de junho, o grupo Forte Casa Teatro (sediado na Casa Mestre Ananias) se apresenta gratuitamente para a comunidade no Bixiga, encenando a peça Sobre Concreto Sonho.

Nesse fim de semestre letivo também houve sessões especiais com os adolescentes da Escola Estadual Maria José, que possui vários alunos matriculados nas atividades da CMA (as apresentações aconteceram nas terças-feiras de junho e estão programadas também para agosto).

 

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Fonte: http://www.mestreananias.blogspot.com/

Iê dá volta ao mundo: a Capoeira Angola na atualidade

O Grupo de Capoeira Angola Pelourinho – GCAP, estabelecido há vinte e sete anos no Forte de Santo Antônio Além da Carmo promoverá, no período de 09 a 13 de fevereiro próximo, mais um evento internacional de Capoeira Angola.  O evento contará com oficinas de movimento, rodas e palestras tendo como objetivo principal chamar a atenção da comunidade capoeirística e simpatizantes para os rumos que a Capoeira Angola tem tomado nos últimos tempos como consequência do processo globalizante da cultura afrobrasileira. Mestre Moraes, presidente- fundador do GCAP, doutorando em Cultura e Sociedade pela Universidade Federal da Bahia, irá ministrar as oficinas e conduzir as discussões sobre o tema no decorrer do evento. As palestras contemplarão temas diversos como a história do Forte de Santo Antônio enquanto prisão, relatos de viagens a Angola feitas pelo Mestre Cobra Mansa e outra que tratará das  subjacências da musicalidade da capoeira.  As atividades acontecerão no Forte de Santo Antonio Além do Carmo. Maiores informações através do e-mail gcap30anos@yahoo.com.br

 

Programação

Quarta-feira (09/02)

17:00 h – Credenciamento
19:00 h – abertura do evento – comemoração do aniversário do Mestre Moraes

Quinta-feira (10/02)

9:00 h às 11:00h – Oficina de capoeira
14:30 às 16:30h – Palestra: Na prisão um jardim: reconstruindo  a história do Forte de Santo Antônio. (M. Moraes e Cláudia)
17:00h – 19:00h Roda orientada: aspectos ritualísticos
19:300h – 21:30 Roda de capoeira ( restrita aos inscritos na oficina e aos mestres convidados )
Sexta-feira (11/02)

9:00h às 11:00h – Oficina de capoeira

14:30  às 16:30 – Palestra: “Em busca do N’golo: relatos das viagens a Angola –  2006 e 2010 ” (Mestre Cobra Mansa)

17:00 – 18:00 –  Oficina de rítmo

18:00 – 19;30 – Relato de experiência dos núcleos do GCAP – Japão e São Paulo (Contramestres Kayo e David)

20:00h – 22:00 – Roda de capoeira ( restrita aos inscritos na oficina e aos mestres convidados )
Sábado  (12/02)
9:00 às 11:00 – Oficina de capoeira
14:30 às 16:30h – Palestra: Inquices, voduns e tatas: a morte nas canções do Mestre Moraes (Contramestre Márcio)

17:00 a 18:00 – Confecção de berimbau

18:30 às 19:30 – Interpretações de ladainhas

19:30 às 21:30 – Roda de capoeira ( restrita aos inscritos e aos mestres convidados)

Domingo (13/02)
9:00h às 11:00h – Roda de encerramento aberta
12:00 – Feijoada para os inscritos e convidados.

Mestre Curió é tema de livro lançado no Forte da Capoeira

O Forte de Santo Antônio Além do Carmo sedia  no dia 21 de janeiro de 2011, sexta-feira, às 19h, o lançamento do Livro Histórias e Recordações da Vivência de Mestre Curió, com relatos e fotografias do reconhecido mestre de capoeira angola na Bahia, organizado pelo professor Jorge Conceição.

Composto por 184 páginas, o livro foi editado em dois idiomas, 90 páginas em português e 94 em inglês. O lançamento faz parte 22º Evento da Escola de Capoeira de Angola Irmãos Gêmeos (Ecaig) com o tema Capoeira Angola – A importância do mestre de tradição oral no espaço formal.

Outras ações acontecem no sábado (22) na sede da Ecaig, localizada no 2º andar do nº9 da Rua Gregório de Matos, no Pelourinho, Centro Histórico de Salvador. O lançamento do livro finaliza intensa programação realizada pela Ecaig. Dias 17 e 18 (janeiro, 2011) aconteceram aulas com mestre Curió e dia 19 mesa redonda, além de missa na igreja de São Francisco e roda de capoeira no cruzeiro de São Francisco. O encerramento acontece no sábado com tradicional caruru para Cosme e Damião.

A angola é considerada pelos estudiosos como a capoeira mais antiga e tradicional. Marcada por malandragem e movimentos sinuosos mais próximos ao solo, segundo especialistas, a capoeira angola se aproxima da forma que os escravos jogavam e/ou lutavam. Existente há mais de 500 anos, a capoeira “não é luta, é arte, é coreografia, é religião, é cultura, é filosofia, é concentração espiritual e é educação”, define Mestre Curió, que dedica 65 anos de sua vida à atividade. Curió foi um dos alunos do célebre Mestre Pastinha que imortalizou a capoeira na Bahia e Brasil.

Além já ser Patrimônio do Brasil desde 2009 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e Patrimônio da Bahia pelo IPAC desde 2006, segundo o Ministério da Cultura (MinC), a capoeira é o produto cultural brasileiro mais difundido no mundo.

Propriedade da União cedida ao Estado, o Forte de Santo Antônio é administrado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), órgão da secretaria de Cultura (SecultBA), que também restaurou e tombou o prédio secular como Patrimônio da Bahia, que sedia academias de capoeira. O forte fica no mesmo lugar da extinta trincheira de defesa Baluarte de Santiago, construída em 1627, após a expulsão dos holandeses de Salvador. Na década de 1950, foi transformado em Casa de Detenção desativada depois em 1976.

Atualmente o forte sedia ações de caráter social, educativo e cultural. Mais informações sobre o livro do Mestre Curió e a Ecaig são disponibilizadas através dos telefones 3321-0396 e 3323-0081. Dados sobre o forte estão no endereço eletrônico http://fortesantoantonio.blogspot.com ou telefones 3117-1492 e 3117-1488. Mais informações sobre o IPAC no www.ipac.ba.gov.br.

 

* Assessoria de Comunicação – IPAC – em 20.01.2011 – Jornalista responsável: Geraldo Moniz (1498-MTBa) – (71) 8731-2641 – Texto: estagiário Tiago Araújo e Geraldo Moniz – Contatos: (71) 3116-6673, 3117-6490, ascom,ipac@ipac.ba.gov.br, www.ipac.ba.gov.br Facebook: Ipacba Patrimônio Twitter: @ipac_ba


Geovan Bantu
71  8617.3369 / 8313.8067

Seminário de Proposição Para Políticas Públicas da Capoeira da Bahia

Nos dias 11 e 12 de dezembro, os mestres, contra-mestres e professores de capoeira estarão reunidos em um seminário que pretende discutir as metas e políticas públicas da capoeira na Bahia, além de propor a manutenção dessa tradição ancestral para a capoeira mundial.

Trata-se de um movimento destinado a discutir a posição dos capoeiristas, na meca da capoeira do mundo. Os seminários devem produzir uma proposta que deverá ser entregue ao Ministro da Cultura Juca Ferreira, ao Governador Jacques Wagner e a bancada baiana de deputados federais eleitos.

Seguindo a proposta de discussão dos encontros Pró-Capoeira realizados pelo MINC, os mestres estarão reunidos com vistas a garantir que a tradição de capoeira seja mantida e disseminada nos cinco continentes, evitando que a arte-luta se torne objeto de descaracterização cultural.

Ainda dentro da proposta dos Seminários de Capoeira, será discutida a sugestão de transformar o Forte de Santo Antônio Além do Carmo, mais conhecido como Forte da Capoeira, em um Centro Nacional e Internacional de Referencia para estudos étnicos voltados ao tema.

Vejam abaixo a programação:

11/12 Sábado

9:00 Credenciamento

10:00 Mesa de Abertura

12:00 às 13:00h Intervalo para Almoço

13:00  às 17:00h  GT´s

1- Capoeira Identidade e Diversidade

2- Políticas de Fomento e Auto Sustentabilidade

3- Capoeira e Educação/ Esporte e Lazer

4- Regulamentação

12/12 Domingo

09:00 Plenária Final – produção do documento

 

LOCAL: FORTE DA CAPOEIRA – Largo do Santo Antonio – Salvador-BA

Pioneirismo: Capoeira como tratamento para saúde mental

Oficina gratuita mostra resultados positivos da capoeira como instrumento terapêutico no tratamento da saúde mental

 

Projeto iniciado pioneiramente em Pernambuco há mais de dez anos comprova que a capoeira pode ser um importante aliado no tratamento de pacientes com transtornos psicóticos

 

O Ateliê da Casa, espaço que acolhe pacientes com transtornos psicóticos funcionando como centro de convivência e hospital-dia, onde as pessoas em tratamento produzem arte, cultura e educação na busca pela profissionalização, reabilitação e reinserção social, abre as portas para estudantes e profissionais da área de saúde mental e ao público em geral para a realização da oficina “Capoeira sócio-inclusiva”, dentro das ações do projeto Casa Aberta. A inscrição é gratuita, mas é preciso confirmar presença pelo telefone (81) 3441.0433. Será neste sábado (20), a partir das 10h, no CAPS Casa Forte, no Recife, capital pernambucana.

A oficina contará com a participação de alguns dos usuários atendidos pelo CAPS Casa Forte e também familiares. Será coordenada pela psicóloga e capoeirista Flávia Araçá e ministrada por Flávia, em parceria com o mestre de capoeira Gil Velho, uma referência nacional no esporte/arte/dança. A prática da capoeira como instrumento terapêutico no tratamento da saúde mental vem sendo usada de forma pioneira em Pernambuco há mais de uma década, em trabalho iniciado pelo Núcleo de Atenção Psicossocial de Pernambuco (NAPPE), que também funciona como hospital-dia no tratamento de portadores de transtornos psicóticos crônicos e agudos no Recife. Há oito anos foi adotada também pelo CAPS Casa Forte. “Os efeitos positivos já são comprovados e agora estamos abrindo a casa para que os estudantes e profissionais da área de psicologia possam vivenciar essa experiência conosco”, diz o psiquiatra Marcos Noronha, um dos fundadores do CAPS Casa Forte.

De acordo com Flávia Araçá, a oficina tem como objetivo comprovar na prática o valor terapêutico da capoeira e seu potencial de estímulo da criatividade, controle físico e mental, desenvolvimento psicomotor e também colaborar para que o indivíduo enfrente melhor as situações do dia a dia, incentivando dessa forma a busca da autonomia, e ainda sendo um meio incentivador à reintegração social. Outra função é promover uma nova visão de política cultural e da política de saúde mental, onde o respeito à identidade e à diversidade são os vetores principais.

A metodologia usada busca promover o resgate da identidade do indivíduo em seu espaço vivencial. Visa também o resgate de parte da percepção, sobre a importância da autonomia do indivíduo na construção de sua realidade vivencial. “A prática adotada elege como elemento de resgate desta perspectiva a interação do sistema sensorial corporal com a memória genética do indivíduo. Pretendemos com essas oficinas contribuir no sentido de atender às necessidades e demandas dos portadores de sofrimento mental”, esclarece Flávia.

A oficina de capoeira faz parte do projeto Casa Aberta, que acontece uma vez por mês e tem o objetivo principal de aproximar pacientes, familiares e a sociedade em geral na busca por um melhor entendimento geral sobre os distúrbios mentais e as possibilidades de melhoria da qualidade de vida a partir de uma melhor compreensão social e desenvolvimento das habilidades destes pacientes.

O Ateliê da Casa, inaugurado há dois anos, é coordenado pela equipe de psicólogos e psiquiatras do CAPS Casa Forte e realiza uma série de atividades, como oficinas de teatro, argila, música, culinária, interpretação de sonhos, cinema, capoeira, poesia e contação de histórias, entre outras.

 

Serviço:

CAPS Casa Forte

Rua Marechal Rondon, 256, Casa Forte, Recife/PE

Telefone: (81) 3441.0433

www.capscasaforte.com.br

 

ATELIÊ DA CASA: Rua Marechal Rondon, 360, Casa Forte

NAPPE: Rua Dom Carlos Coelho, Boa Vista, Recife/PE

 

SILVINHA GÓES ((81) 3445.8586 / 8743.0443)

Nota de Falecimento: Mestre Pelé do Tonel

Faleceu nesta quarta-feira, 10/11/2010, o Mestre Pelé do Tonel. Samuel Souza conheceu a capoeira aos 7 anos, nas rodas do Mestre Waldemar.

Foi aluno dos Mestres Zé Mário e Caiçara, e ganhou o apelido jogando capoeira com tonéis, em espetáculos folclóricos.

Desde 1996, faz parte do Conselho de Mestres da ABCA. Na nova diretoria era tesoureiro com auxilio de mestre Raimundo Dias.

“Mais do que riqueza cultural, o mestre deixa a lembrança da importância de se valorizar e se reconhecer os constituintes da nossa cultura popular enquanto vivos”

SAMUEL SOUZA – Mestre Pelé do Tonel

  • 05 de Junho de 1953
  • 10 de Novembro de 2010

Ele estava sempre alegre, nunca vi Pelé zangado, muito prestativo e educado, era membro da ABCA, a ligação dele com a capoeira era muito forte, mesmo trabalhando na Limpurbe, a capoeira era a vida dele, fazia shows, viajava bastante e era o garoto propagada da Limpurbe, sempre estava em todos eventos, porque todos tinham um carinho especial por ele.
Ele tinha um trabalho com crianças de reciclagem, ele ensinava os meninos a fazerem copos, jarros, enfeites de paredes, com lixo reciclado, era um artista perfeito.

Mestre BOA GENTE

 

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