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Mestre Gilvan promove curso de capoterapia para capoeiristas do RJ

O criador da Capoterapia – capoeira da terceira-idade – e presidente fundador da Associação Brasileira de Capoterapia, Mestre Gilvan estará com sua equipe no Rio de Janeiro nos dias 28, 29 e 30 de novembro. O objetivo da visita é ministrar o curso Prático e Teórico de Capoterapia.

Participam da caravana 50 idosos que freqüentam os grupos de Capoterapia em centros de saúde e ongs do Distrito Federal. O curso é aberto a capoeiristas e não capoeiristas. A organização do evento está a cargo do Mestre Gilvan (61) 9962 2511 e do jornalista Mano Lima (61) 8407 7960. A atividade tem o apoio dos mestres Bogado, Hulk e Teacher e de entidades de capoeira do RJ.

PROGRAMAÇÃO

Instrutor – Gilvan Alves de Andrade, Mestre Gilvan, Fundador da Associação Brasileira de Capoterapia e idealizador da Capoterapia

Carga Horária – 20 horas, sendo 16 práticas e 4 teóricas.

Público-Alvo: capoeiristas, professores de educação física, terapeutas corporais, arte-educadores e demais profissionais que atuam com terceira-idade.

Idade mínima: 16 anos

Local: Praia de Copacabana (à altura do hotel Copacabana Palace)

Dias: 28 e 29/11 (praia de copacabana) e 30/11/2008 (parte teórica no SMEL BARRA)

Inscrição: Capoeiristas são isentos. Os demais interessados devem pagar R$ 120,00 reais no local.

Certificado que habilita pra o exercício da atividade de capoterapeuta: r$ 120,00 (para capoeiristas e não capoeiristas)

Informações: Mano Lima – (61) 8407 7960, mestre em Educação, www.dicionariocapoeira.com. Coordenador do Canal E. Repórter do "Caderno Educação", www.temnoticia.com.br e www.portalcapoeira.com.

Mano Lima – (61) 8407 7960, mestre em Educação, www.dicionariocapoeira.com. Coordenador do Canal E. Repórter do "Caderno Educação", www.temnoticia.com.br e www.portalcapoeira.com.

A dívida da República com a capoeira

Repercussão: I Seminário do Projeto Capoeira Viva
 
Os principais mestres brasileiros de Capoeira estiveram reunidos nesta terça-feira, dia 21 de novembro, durante o I Seminário do Projeto Capoeira Viva, no Museu da República, no Rio de Janeiro.
O seminário faz parte do projeto que repassará R$ 930 mil para iniciativas qualificadas que procuram fazer o reconhecimento da capoeira como uma das mais importantes manifestações culturais do país. Idealizado pelo Ministério da Cultura, com coordenação técnica do Museu da República e patrocínio da Petrobrás, o projeto apóia oficinas, pesquisas, acervos culturais, e atividades que usam a capoeira como instrumento de cidadania e inclusão social. O Capoeira Viva é o primeiro programa oficial de valorização e promoção da capoeira como bem cultural brasileiro.
 
O mediador dos debates foi o professor titular e coordenador do Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, da qual já foi diretor, e presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Muniz Sodré, que é autor do livro Um Vento Sagrado, que narra a trajetória de Agenor Miranda Rocha, professor e líder do Candomblé. A primeira palestra versou sobre A formação do mestre, ontem e hoje, com a participação do mestre Camisa (José Tadeu Carneiro Cardoso), fundador do Grupo Abadá-Capoeira e criador do CEMB, onde se desenvolve o projeto Capoeira Ecológica, que dividiu a mesa com mestre Moraes (Pedro Moraes Trindade), presidente fundador do Grupo de Capoeira Angola Pelourinho e com o mestre Suino (Elto Pereira de Brito), presidente-fundador do Grupo Candeias. No período da tarde, a palestra De arma da vadiagem a instrumento de educação reuniu a mestra Janja (Rosangela Costa Araújo), fundadora do Instituto Nzinga de Estudos da Capoeira Angola e Tradições Educativas Banto no Brasil (Incab); mestre Luiz Renato (Luiz Renato Vieira), membro do Grupo Beribazu e do Centro de Capoeira da UnB; mestre Zulu (Antonio Batista Pinto), autodidata em Capoeira e Educação Física, pesquisador e autor do livro Idiopráxis de Capoeira.
 
O investimento quase milionário do projeto Capoeira Viva justifica-se também pela sua vertente sócio-econômica. A importância da capoeira hoje transcende a questão cultural, mostrando-se também importante bem econômico, que gera emprego e renda para muitos, além de abranger uma crescente indústria de artefatos relacionados à sua prática em escala planetária. Para se ter idéia de sua disseminação pelo mundo, e o conseqüente potencial econômico global, há grupos de capoeira espalhados por todos os países membros da ONU, a grande maioria deles com mestres brasileiros ou com mestres que estudaram com brasileiros. Há federações de capoeiras em vários países desenvolvidos, como França e Eua, por exemplo. Assim, além de importante elemento de identidade cultural brasileira, que cada vez mais se espalha pelo mundo, a capoeira brasileira tem gerado riqueza no Brasil e no exterior.
 
Saldando uma dívida histórica
 
O Museu da República foi escolhido pelo Ministério da Cultura para sediar este projeto pelo caráter simbólico que o ato promove. Na história da República no Brasil, o respeito aos princípios republicanos não foi a máxima adotada em vários períodos da vida política de nosso país. A Capoeira é um triste exemplo do não respeito à cultura brasileira, principalmente a dos mais pobres e dos negros, cidadãos do Brasil.
 
Dança, jogo, luta e expressão cultural dos negros escravos, foi perseguida pela Polícia do Estado Republicano, considerada ato criminoso, e associada a uma infinidade de preconceitos e atos discriminatórios. O Museu da República, que foi a sede da Presidência da República do Brasil, de 1897 a 1960, resgata esta dívida republicana e reconhece a Capoeira como uma expressão brasileira de valor imprescindível para o Patrimônio Cultural Nacional.
 
Países com tradições bem mais antigas, como a China em relação ao Kung Fu, por exemplo, já incorporaram à sua identidade cultural o que era tido, in illo tempore, como uma potencial ameaça à firmação de alguma forma de Estado. Na antiguidade deste país, os exércitos reais formados por praticantes de artes marciais estavam sempre no encalço de bandos de também lutadores que ofereciam algum tipo de desobediência, fosse brandamente na bandidagem, fosse ostensivamente na oposição direta ao Estado com a formação de grupos mercenários. Mesmo séculos mais tarde, durante a implantação da Revolução Cultural, os mestres e discípulos de artes marciais foram mantidos sob estreita vigilância pela Guarda Vermelha de Mao Tsé Tung. Hoje, os mestres vivos são considerados, pelo Estado, jóias da cultura chinesa.
 
No Brasil, tardou esta integração que agora parece definitivamente alavancada pelo projeto Capoeira Viva. Ficaram famosos bandidos românticos que lutavam capoeira e rodavam navalha, como o famigerado Madame Satã. Mas isso em um tempo em que, para eles, as armas possíveis eram só essas. Hoje, com AR-15s a garnel nos morros e vales, a capoeira já não assusta como há um século. Está pronta para libertar-se de vez do preconceito que a acompanhou e ganhar mais espaço no cotidiano brasileiro. Espera-se vê-la, cada vez mais, em áreas livres nas cidades, campos e praias, em estudos e publicações a seu respeito, nos grupos que se ramificam por todo planeta, no imaginário dos livros e filmes, nas matérias jornalísticas da grande imprensa e em todos os lugares em que ela possa ser, enfim, reconhecida como um tesouro imaterial de nosso povo, uma das jóias negras de nossa identidade.
 
"Esse projeto é pioneiro. O viés dessas ações servem para entender exatamente a matriz da constituição brasileira, e foi uma surpresa para nós quando verificamos que a capoeira é um bem cultural muito maior do que se imagina", diz o coordenador responsável pelo projeto, Rui Pereira. "A capoeira não é só um jogo, uma luta, uma roda, uma dança. Ela serve de link para a tradição da cultura negra se manifestar. Em muitos lugares, o único veículo de informação sobre ancestralidade é a capoeira, então, percebemos que ela é positivamente o embasamento para a raiz da cultura"
 
Segundo ele, o projeto favorece os capoeiristas, que encontram incentivo para ampliar e divulgar a capoeira, além de beneficiar o próprio povo brasileiro, que passa a compreender a importância das rodas de capoeira como bem cultural.
Fontes:
 
Portal Capoeira
 
Ministério da Cultura
www.cultura.gov.br
 
Folha de Sambaiba – Tocantins
http://www.folhadesambaiba.com.br/Noticia332.htm

Primeiro Seminário Projeto Capoeira Viva

dia 21 de novembro de 2006
das 13h às 18h
Auditório Apolônio de Carvalho Museu da República Rio de Janeiro
 
O Projeto CAPOEIRA VIVA, idealizado pelo Ministério da Cultura, com coordenação técnica do Museu da República e patrocínio da Petrobras, tem como objetivo a implementação de políticas públicas para a valorização e promoção da capoeira como bem constituinte do patrimônio cultural brasileiro.
 
Além das ações desenvolvidas por meio da Chamada Pública, lançada no dia 15 de agosto de 2006, que incentiva-rá projetos de pesquisa, acervos e experiências socioeducativas, o Projeto CAPOEIRA VIVA prevê a realização de 3 seminários nacionais.
 
Visando à socialização da informação, troca de conhecimentos, quantificação e qualificação das demandas próprias dessa expressão cultural, os seminá-rios têm como objetivo apontar caminhos que poderão subsidiar futuras políticas públicas para a capoeira.
SEMINÁRIO CAPOEIRA VIVA
 
13:00 Abertura
 
13:30 A FORMAÇÃO DO MESTRE, ONTEM E HOJE
 
palestrantes:
 
Mestre Camisa (José Tadeu Carneiro Cardoso) – capoeirista formado pelo Mestre Bimba. Fundador do Grupo Abadá-Capoeira. Criador do CEMB (Centro Educacional Mestre Bimba), onde se desenvolve o projeto Capoeira Ecológica.
 
Mestre Moraes (Pedro Moraes Trindade) – Mestre de Capoeira Angola e presidente fundador do Grupo de Capoeira Angola Pelourinho. Proferiu palestras sobre a musicalidade da Capoeira Angola, realizada no Mancat College – Manchester – Inglaterra, em 2005 e A diáspora africana no Brasil, realizada no Morris Brown College – Atlanta – EUA.
 
Mestre Suino (Elto Pereira de Brito) – Mestre de capoeira, desde 1980, formado pelo Mestre Passarinho.
Presidente-fundador do Grupo Candeias. Professor especialista em Educação Física Escolar da Rede Pública. Publicou os livros Fundamentos da Capoeira, Capoeira e Religião, No Caminho do Mestre, entre outros.
 
mediador:
 
Prof. Doutor Muniz Sodré – formado em Ciências Jurídicas e Sociais na Bahia, fez mestrado na Sorbonne (Sociologia da Informação), em Paris, doutorado na UFRJ (Teoria da Literatura de Massa) e pós-doutorado na Sorbonne (Sociologia, Antropologia e Lingüística). Publicou 26 livros. Atualmente é presidente da Fundação Biblioteca Nacional.
 
15:00 Debate Aberto
 
16:00 Intervalo
 
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16:30 DE ARMA DA VADIAGEM A INSTRUMENTO DE EDUCAÇÃO
palestrantes:
 
Mestra Janja (Rosangela Costa Araújo) – iniciou-se no Grupo de Capoeira Angola Pelourinho com os Mestres João Grande, Moraes e Cobra Mansa. Historiadora pela UFBa, Mestre e Doutora em Educação pela USP. Em 1995 fundou o Instituto Nzinga de Estudos da Capoeira Angola e Tradições Educativas Banto no Brasil (Incab).
 
Mestre Luiz Renato (Luiz Renato Vieira) – membro do Grupo Beribazu. Mestre em Sociologia pela Universidade de Brasília e Doutor em Sociologia da Cultura pela Universidade de Brasília/Universidade de Paris I – Sorbonne. Autor do livro O jogo da capoeira: corpo e cultura popular no Brasil. Desde 1990 atua no Centro de Capoeira, um projeto comunitário da UnB. É Consultor Legislativo do Senado Federal na área de assistência social e minorias.
 
Mestre Zulu (Antonio Batista Pinto) – autodidata em Capoeira e Educação Física. Pesquisador e Mestre de Capoeira. Bacharel e Licenciado em Química. Pós-graduado em Didática e Metodologia do Ensino Superior. Publicou 19 trabalhos, dentre eles o livro Idiopráxis de Capoeira.
 
mediador:
 
Prof. Doutor Muniz Sodré
 
18:00 Debate Aberto
 
Projeto CAPOEIRA VIVA
Um programa de valorização e promoção da capoeira como bem cultural brasileiro
 
 

GOIÁS PERDE UM DOS SEUS GRANDES LÍDERES: MORREU MESTRE ZUMBI

 
Após dedicar sua vida em prol da capoeira, Mestre Zumbi (48 anos) morre em Goiânia, por complicações de saúde.
Mestre Zumbi foi um grande ativista da capoeira em Goiás, ensinou a capoeira a milhares de alunos, formou dezenas de professores, realizou shows, campeonatos e batizados. < /DIV>
Foi diretor fundador da Federação Goiana de Capoeira.
Era ligado ao Mestre Suassuna, através do Grupo Cordão de Ouro.
Seus amigos, alunos e admiradores prestaram homenagem ao Mestre nos seus últimos momentos.
 
Salve Mestre Zumbi!
 
Obrigado!!!!!