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Alagoas: Capoeira e Desfile cívico-militar encerra programação comemorativa na terra de Zumbi

Dia da Consciência Negra terá ato cívico em União

Roda de capoeira, apresentações culturais, visitação ao Parque Memorial Quilombo dos Palmares, parada militar e desfile estudantil. Estas são algumas das atividades que acontecerão nesta sexta-feira, 20, em União dos Palmares, durante o Dia Nacional da Consciência Negra. Uma homenagem ao povo negro e, principalmente, ao herói Zumbi dos Palmares, que liderou a principal resistência à escravidão no Brasil.

De acordo com a gerente de Educação Etnicorracial e de Gênero do Estado, Irani da Silva Neves, haverá um ato cívico que envolve parada militar e desfile estudantil que acontecerá na Avenida Monsenhor Clóvis, a partir das 15h, e irá contar com a participação de 200 alunos de escolas das redes municipal e estadual.

“A atividade é coordenada pela Secretaria de Estado da Educação e do Esporte, através da 7ª Coordenadoria de Ensino. Toda a infraestrutura necessária está sendo viabilizada pela educação estadual”, garante Irani Neves.

A gerente garante que, politicamente, a data de 20 de novembro é muito importante. “Este dia serve para que a sociedade possa parar e refletir sobre a causa etnicorracial. O movimento negro também faz a análise dos desafios que ainda precisam ser enfrentados para que se tenha uma sociedade mais justa e igualitária”, assegura.

O pulador de facas da Praça Dante

A Ginga e a sabedoria do Capoeira: Antônio Martins usa de toda a sua mandinga e carisma para sobreviver…de praça em praça e utilizando os recursos adquiridos na escola da vida e na capoeiragem o baiano é mais um “Brasileiro” lutador e criativo!!!

Luciano Milani

Antônio Martins é gente nossa. É um baiano de 56 anos que há 14 mora em Caxias do Sul. Ele é personagem da Praça Dante, onde salta por dentro de uma armação metálica rodeada de facas, em apresentações quase que diárias.

Em parceria com outros três praticantes de capoeira, que vêm de Porto Alegre, Martins se reveza com eles nos pulos arriscados, a entreter o público com um teatrinho e brincadeiras e oferecer uma pomada, que é vendida como forma de garantir retorno financeiro ao final da apresentação. A apresentação serve para divulgar e vender pomadas e ervas medicinais.

– Dinheiro não dá, mas consigo pagar as contas – confessa, rindo.

Martins foi bancário por quatro anos, antes de ir pela primeira vez a São Paulo, em 1975, para se apresentar com danças culturais, como a capoeira.

Três anos depois, com um grupo de capoeira formado, voltou à capital paulista e passou oito anos se apresentando na Praça da Sé, entre shows de capoeira e a venda de ervas medicinais e pomadas.

Depois, decidiu viajar e se apresentar sozinho em outros estados. Ele garante que, assim, conheceu as 27 capitais brasileiras. Após vagar pelo país todo, acabou se apaixonando por uma caxiense, com quem tem dois filhos, e fixou residência em Caxias.

– O que chama atenção do público é o mistério no falar, as facas, os saltos – comenta.

O show é gratuito. Eventuais colaborações do público são aceitas. O artista de rua vende plantas para chás medicinais e uma pomada, que seria feita do peixe elétrico, segundo diz ele, para fazer massagens contra o reumatismo.

Fonte: http://www.clicrbs.com.br/pioneiro/rs/home

APARECIDA – Criança Feliz e Abadá tira meninos da rua

Uma parceria entre a Prefeitura de Aparecida e o grupo de capoeira Abadá tem mudado a vida de dezenas de crianças e adolescentes no município. Eles fazem parte do Projeto Criança Feliz desenvolvido em várias modalidade esportivas. Os garotos da capoeira ocupam os ginásio da Vila Brasília todas as tardes para treinar.
 
Thiago da Silva Santos,15, é aluno do estagiário Maiko Barbosa, que atualmente está no grupo Abadá, e conta que encontrou na capoeira uma forma de se livrar do mundo das drogas e da marginalidade. “Antes eu pertencia a um caminho tortuoso, era muito nervoso e hoje encontrei na capoeira uma maneira de ver o mundo de outra forma, promovendo o respeito às pessoas e a paz entre todos”, garante Thiago.
Segundo Maiko, o fato de sua turma está ligado a filosofia do grupo Abadá, traz vantagens aos alunos.
  

“Procuramos sempre enfocar o esporte como uma maneira de educar para a vida, conta Maiko.
As aulas podem ser ministradas para pessoas de sete a 70 anos. No caso das crianças e adolescente a exigência é estar freqüentando regularmente a sala de aula. Este mês acontece o batizado da primeira turma.

Academias & fiscalização na Bahia

CREF fiscaliza academias de capoeira, arte marciais, ioga e dança na Bahia
 
Metade das academias da cidade (Salvador) está irregular
Academias lutam para se adequar à legislação
 
Salvador possui cerca de 800 academias, sendo que pelo menos 400 funcionam irregularmente. O alerta foi feito pelo presidente do Conselho Regional de Educação Física (Cref) para Bahia e Sergipe, Carlos Pimentel, na, na sede da entidade, localizada na Avenida Antonio Carlos Magalhães. Por conta disso, Pimentel garantiu que, a partir de março deste ano, o órgão vai endurecer o jogo contra os estabelecimentos que estão em atividade sem regulamentação, através de blitze que serão realizadas com apoio da Polícia Civil.
 
Pimentel garante que a intenção do Cref é fazer com que os proprietários desses estabelecimentos se adeqüem à legislação que rege o setor. Pela Lei 9.696, de 1º de setembro de 1998, qualquer academia tem por obrigação dispor de um profissional diplomado em educação física e que tenha registro no Cref.
 
Entre outros dispositivos, a lei determina ainda que os estabelecimentos também sejam registrados no Cref e inscritos no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), possuam alvará de funcionamento expedido pela prefeitura e tenham passado pelo crivo da Vigilância Sanitária. "É muito comum ver academias que funcionam sem cumprir o que manda a lei. Algumas obedecem a um ou outro dispositivo; outras, a nenhum deles", informa Pimentel.
 
Como exemplo de academia irregular, o presidente do Cref lembra do caso da Pavão e Cia, que foi contratada pelo Órgão Gestor de Mão-de-Obra do Trabalho Portuário nos Portos de Aratu e Salvador (Ogmosa) para auxiliar no teste de aptidão física durante a segunda etapa do processo seletivo da entidade. Na ocasião, o estudante de filosofia Alan Mascelani Werneck morreu enquanto participava da prova.
 
O caso, ocorrido em 17 de fevereiro último, ganhou as manchetes dos jornais e reabriu a discussão em torno da importância de se manter profissionais regulamentados em qualquer estabelecimento voltado à prática desportiva. "Dou suporte técnico a concursos da Polícia Federal e nunca tive problemas. Sabe por quê? Pois eles se eliminam na origem. E quem é capacitado para trabalhar com educação física sabe que um atestado informando que determinada pessoa está apta a exercer atividade física não é igual ao que garante que ele está apto a realizar teste de aptidão física, o que exige exames mais detalhados e minuciosos", dispara Pimentel.
 
No entanto, ele reconhece que a busca pela regulamentação da profissão e de academias esbarra em setores dispostos a não ceder à legislação. "Isso é muito comum nos estabelecimentos que ensinam artes marciais, capoeira, ioga e dança, e algumas federações que os representam", enumera. Ele explica que para quem já exercia a profissão antes de 1998, a lei prevê a possibilidade do registro de provisionado no Cref.
 
Nestes casos, basta que o profissional se inscreva no conselho e realize o Programa de Instrução para Provisionados (PIP). "O objetivo não é, por exemplo, ensinar um mestre de capoeira as técnicas da luta, porque isso ele já sabe melhor do que nós. O intuito é dotá-lo de noções de ética, psicologia aplicada ao esporte, pedagogia, didática e primeiros socorros", justifica Pimentel.

Projeto provoca polêmica
 
Na Câmara dos Deputados, tramita o Projeto de Lei 7.320/02, de autoria do deputado federal Luiz Antonio Fleury (PTB-SP), cujo teor pede a liberação dos instrutores de artes marciais, capoeira, dança, ioga e pilates da fiscalização dos conselhos regionais de educação física. "É na expectativa dessa aprovação que muitos profissionais se apegam para não se regularizarem", explica o assessor de comunicação do Cref, Marco Monteiro.
 
Não é o que pensa o professor de jiu-jitsu Ricardo Carvalho, da Academia Edson Carvalho, uma das mais conhecidas da capital. Carvalho reconhece que o estabelecimento onde leciona está irregular, mas garante que trabalha em busca da regulamentação. "A lei é nova e isso requer tempo para que as pessoas se adeqüem", afirma. Para ele, a questão financeira é o que pesa na hora de se ajustar às normas. De acordo com o Cref, as taxas para inscrição no órgão custam R$360 por ano para pessoas jurídicas (estabelecimentos) e R$180 para pessoas físicas. Caro? "Nem tanto", minimiza Pimentel.
 
Carvalho diz entender a importância da regulamentação e do trabalho desenvolvido pelo conselho. "Sempre instruo meus alunos que pretendem ensinar arte marcial a procurar a faculdade e se formarem", garante. "Mas viver de arte marcial é difícil", justifica. Ele diz que não possui registro no Cref e que vai procurar se adequar à lei.
 
Segundo Pimentel, a regulamentação dos provisionados só vale para quem já trabalhava no ramo antes de 1998. "Depois desta data, só com diploma de graduação em educação física", declara. "Veja o caso do pilates. Quando ele é utilizado apenas para reabilitação, o fisioterapeuta é autorizado a trabalhar. Mas se for para condicionamento físico, aí tem que ter registro no Cref", salienta.
 
Pimentel acrescenta que outro problema encontrado nas academias de Salvador é a utilização de estagiários no lugar de profissionais regulamentados. "É mão-de-obra barata. Isso não é correto, pois coloca o corpo da pessoa nas mãos de quem ainda não está preparado para lidar com ele. O estagiário, por definição, é aquele que está em fase de aprendizado", destaca. Ele conta que 90% das mais de 2.500 academias baianas utilizam esse tipo de expediente.