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Capoeira “Enredo de Carnaval”

E. S. DEU CHUCHA NA ZEBRA – ENREDO 2011: “N’golo, a Dança da Zebra virou Capoeira?”

A E.S. DEU CHUCHA NA ZEBRA, do grupo especial do carnaval de Uruguaiana, Rio Gande do Sul, na fronteira do Brasil com a Argentina, que realiza o terceiro maior carnaval brasileiro, com vários profissionais do carnaval carioca, estará desfilando como tema o enredo: N’golo, a dança da zebra virou capoeira?
É a primeira grande homenagem ao maior “embaixador” cultural nacional feita pelo SAMBA e suas escolas e gostariamos de poder contar com a participação desse portal no projeto.

As noticias podem ser encontrados no site especializado em carnaval: www.sambasul.com , a sinopse estou enviando em anexo e ficaria honrado se pudessem nos oferecer um e-mal direto para intelocução ou MSN.
Me disponibilizo pelo e-mail e MSN walter_nicolau510@hotmail.com e fico no aguardo de um retorno dos senhores, certos de que iram reconhecer nossa intenção de exaltar e difundir a importancia da CAPOEIRA.
O samba enredo para esse desfile, que se realizará nos dias 24 e 26/03/2011, pode ser ouvido no video :

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Justificativa

Diante de um questionamento cultural, a DEU CHUCHA NA ZEBRA vem, no carnaval 2011, prestar homenagem a um dos mais importantes registros de grandeza nacional, a CAPOEIRA. Esta, de mãos dadas com o SAMBA e o CARNAVAL, é uma das maiores expressões de brasilidade, partindo dos nossos laços com a MÃE ÁFRICA. Evoluindo na Avenida Presidente Vargas, cantando e dançando uma das vertentes da natalidade da arte marcial do NOVO MUNDO, através do nosso samba-enredo, nossas alegorias e adereços, na fantasia que vestirá cada um de nossos componentes, levaremos o público a uma viagem desde as savanas africanas, passando pelas senzalas na escravidão, pelos portos do Rio de Janeiro, pelo Pelourinho em Salvador, até chegar à conclamação da capoeira angola como marca cultural do nosso país.

É a partir dessa importância cultural que nossa escola atravessa o tempo e vai buscar na Angola pré-colonial uma das vertentes históricas contadas para a origem da capoeira, a transformação da dança ancestral N’golo na arte marcial brasileira.
Além disso, assim como o N’golo e a Capoeira, essa história tem total identificação com a alvinegra de Uruguaiana, que tem no seu nome e em seu símbolo, exatamente a ZEBRA, que é N’golo num dos mais importantes dialetos africanos.

Sinopse do Enredo

É noite na savana africana.

Brilha a lua no céu da Ilha de Lubango para o ritual começar. Está tudo pronto na aldeia dos “Mucopes”. “Efundula”, eis a festa da puberdade, hoje é dia de menina virar mulher. Vamos beber e comemorar, que a dança das zebras já vai começar!
“N´golo”! Uma roda de meninos é formada e quem a luta vencer, a menina que quiser poderá escolher. A luta se inicia! Coices e cabeçadas, golpes singulares aos movimentos das zebras, são aplicados no adversário. O verdadeiro guerreiro triunfará, podendo assim, o coração de sua virgem preferida, conquistar.

Um dia, porém, o povo africano vê a sua vida mudar. Por volta de 1484, os portugueses se instalam na região e, já em 1559, unem os reinos de Matamba e Ndongo para a fundação do Reino de Angola. Exploradores caçam recursos, e encontram o bem mais valioso da Mãe África, seus negros filhos.
A partir de então, os africanos foram escravizados e trazidos para o solo brasileiro por navios que rasgavam mares de incertezas. Traziam em seu peito as festas, tradições, rituais e religiões, buscando adaptá-los da melhor maneira possível à realidade a qual estavam vivendo.
Portanto, trouxeram também para o Brasil resquícios do N´gobo, o qual passou a utilizar como uma forma de defesa à escravidão. A dança das zebras se transforma! É luta pela honra e pela dignidade do negro sangue africano! Era preciso saber se defender, tanto na chegada aos portos de Salvador e do Rio de Janeiro, quanto nas plantações e engenhos de açúcar.

A prática das manifestações culturais dos negros africanos estava sofrendo diversas imposições dos senhores de engenho, o que os levou a buscar um espaço mais escondido para a prática do N´golo e outras danças. Buscaram inspiração na herança deixada pelos índios, os quais possuíam uma técnica agrícola chamada de Kapu’era, que significava cortar bem baixo o mato para uma próxima plantação, “mato que foi e nasce de novo”, em Tupi. Os africanos, então, elegeram a área da Kapu’era para a realização do N´golo.

A partir dessa mistura, da cultura indígena com uma manifestação africana, surge a Capoeira, a arte marcial brasileira.
Essa história só pôde ser conhecida através do encontro no Pelourinho entre Mestre Pastinha, um dos mais famosos capoeiristas de Salvador, com um pintor de Angola, Neves e Souza. Este afirmava a existência de uma dança semelhante à capoeira na África, explicando toda essa história que fora contada. O encontro, porém, não obteve a repercussão esperada por Mestre Pastinha, já que, com seu falecimento, não conseguira deixar registros da história N´golo da Capoeira Angola.
Entretanto, o pintor transfere seus conhecimentos para Câmara Cascudo, pai do folclore brasileiro, que passou a divulgar em seus livros a, até então desconhecida no Brasil, teoria da influência do N´golo na capoeira.

Os esforços de Mestre Pastinha, do pintor Neves e Souza e do folclorista Câmara Cascudo não foram em vão. Já a partir da década de 80, há um crescimento dos capoeiristas “angoleiros”, que elegiam a dança da zebra o seu estilo, reafirmando a força ancestral angolana.
As listras das zebras conquistam o país, e o mundo passa a ver a Capoeira Angola como uma marca cultural de nossa nação.
Então, venha com a Deu Chucha na Zebra aplaudir a união Brasil e Angola na celebração da cultura afro-brasileira.
Para festejar, entre nessa roda! Toque o atabaque e o berimbau!

É N’golo! É a Capoeira Angola!
É a Dança da Zebra!

Autoria: Walter Nicolau
Texto e Desenvolvimento: Walter Nicolau e Gabriel Haddad

Setorização do Enredo

Abertura – “N´golo”! A Dança das Zebras
2º Setor – De Angola ao Brasil
3º Setor – E a mistura deu…Capoeira!
4º Setor – Capoeira Angola, marca cultural brasileira.

Referências Bibliográficas

  • www.angolangolo.com/textos/texto_01.htm
  • http://www.cordaodeourokino.com.br/ngolo.html
  • http://www.enciclopedia.com.pt/articles.php?article_id=1218
  • http://www.girafamania.com.br/africano/materia_angola.html
  • http://www.portalcapoeira.com
  • http://www.rabodearraia.com/capoeira/textos-artigos-capoeira/n-golo-ou-danca-da-zebra.html
  • http://www.suapesquisa.com/educacaoesportes/historia_da_capoeira.htm

A dança da zebra

As semelhanças são impressionantes. Será que foi do  “n’golo” jogo de combate angolano, que nasceu a nossa capoeira?

A origem da capoeira sempre foi controvertida. Mestre Pastinha (1889-1981), um dos mais famosos capoeiristas da Bahia, durante muito tempo pensou que a ginga que aprendera desde criança provinha de uma mistura do batuque angolano e do candomblé dos jejes, africanos da Costa da Mina, com a dança dos caboclos da Bahia. Mas, por falta de mais conhecimentos, não podia ir muito além dessa afirmação.

Isso até a década de 1960. Foi quando uma revelação mudou completamente suas idéias sobre as origens da capoeira. À frente de sua academia, situada no Pelourinho, em Salvador, Pastinha recebeu a visita de um pintor vindo de Angola. Chamava-se Albano Neves e Sousa e afirmava que tinha visto na África uma dança semelhante ao tipo de capoeira que o mestre baiano ensinava. Só que lá chamava-se n’golo.

Até então, ninguém por aqui tinha ouvido falar de nada semelhante. A memória oral não registrava nenhuma prática ancestral específica. Muitos afirmavam, e continuam afirmando, que a capoeira teria sido inventada pelos escravos nas senzalas. Outros, que teria sido criada pelos quilombolas em sertões distantes. Estudiosos têm ressaltado o caráter urbano da capoeira, pois as fontes do século XIX só  documentam sua prática por escravos africanos e crioulos (negros nascidos no Brasil) em cidades portuárias, como Rio de Janeiro e Salvador. Naquela época, era uma “brincadeira” proibida, e a grande maioria dos africanos presos por “jogar” capoeira no Rio de Janeiro era originária da África centro-ocidental, das “nações” Congo, Angola e Benguela. Em Salvador, a capoeira também era identificada como uma “brincadeira dos negros angola”. Por essa razão, faz realmente sentido buscar as raízes da capoeira na região dos atuais Congo e Angola.

O n’golo, explicou Neves e Sousa ao velho capoeirista, é dançado por rapazes nos territórios do sul de Angola, durante o ritual da puberdade das meninas. Chamado de mufico, efico ou efundula, esse ritual marca a passagem da moça para a condição de mulher, apta a namorar, casar e ter filhos. É uma grande festa em que se consome muito macau, bebida feita de um cereal chamado massambala. O objetivo do n’golo é vencer o adversário atingindo seu rosto com o pé. A dança é marcada pelas palmas, e, como na roda de capoeira, não se pode pisar fora de uma área demarcada. N’golo significa “zebra” e, de fato, alguns movimentos, em particular o golpe dado pelo pé, de costas e com as duas mãos no chão, parecem mesmo com o coice de uma zebra.

Os registros e a argumentação de Albano eram bastante convincentes. Se os africanos escravizados nas Américas lograram, apesar de condições terrivelmente adversas, adaptar suas religiões e seus rituais, assim como suas festas e danças de umbigadas, não seria lógico que também trouxessem para cá seus jogos de combate e suas artes marciais? Sabe-se que os exércitos congolês e angolano eram formados por guerreiros exímios na luta corporal. Vários cronistas destacaram a habilidade com que eles evitavam golpes, jogando o corpo para o lado de maneira imprevisível e confundindo o adversário.

Ainda que muitos dos africanos escravizados conhecessem as artes da guerra, a maioria se dedicava à agricultura ou à pecuária antes de ser aprisionada e embarcada à força para as Américas. Os povos pastores de Angola, em particular, por causa da necessidade de proteger o gado que tangiam contra eventuais gatunos,  desenvolveram técnicas de combate individuais, sabendo manejar paus e outras armas contundentes contra os inimigos.

Os cronistas coloniais não forneceram descrições pormenorizadas das técnicas nem dos rituais desses antigos jogos de combate, o que torna impossível qualquer tentativa de aproximá-los da capoeira como hoje a conhecemos. Os significados culturais desses rituais também mudaram ao longo dos séculos, acompanhando a intensa transformação socioeconômica  e cultural por que passou a África a partir do século XVII. Até as fronteiras étnicas foram redesenhadas antes que se chegasse à configuração atual. Assim, todas as manifestações que porventura existem hoje em Angola são expressões contemporâneas, e só  têm relações tênues com os jogos de combate do tempo do tráfico negreiro.

Infelizmente, Mestre Pastinha, por ocasião da visita de Albano Neves e Sousa, já estava com a vista comprometida por uma catarata – aliás, nunca operada por falta de recursos. Isso limitava muito qualquer plano seu de divulgar a recente descoberta. Chegou a contar a história que ouviu para seus alunos mais próximos, mas não deixou nenhum registro escrito sobre o n’golo. Nem seu livro Capoeira Angola, publicado pela primeira vez em 1964, nem seus diversos manuscritos, por serem anteriores ao encontro com o pintor luso-angolano, mencionam a “dança da zebra”. Mas Albano Neves e Sousa conseguiu convencer outros brasileiros de sua teoria, entre eles o então presidente da Sociedade Brasileira de Folclore, Luís da Câmara Cascudo (1898-1986).

De volta a Angola, Neve e Souza organizou, em 1966, a exposição “…Da minha África e do Brasil que eu vi…”, com o material de suas viagens aos países de língua portuguesa dos dois lados do Atlântico, apontando semelhanças entre expressões culturais africanas e dos negros brasileiros. No prefácio do catálogo da exposição, Câmara Cascudo mencionava que o pintor “viu a ginástica do n’golo, batizada em ‘capoeira’”. O renomado folclorista seria o primeiro a divulgar no Brasil a teoria do n’golo como luta ancestral da capoeira. Ele conhecera Albano Neves e Sousa durante uma viagem a Angola em 1963, e daí nasceu uma amizade cultivada por correspondência durante muitos anos.

Depois de sua viagem ao Brasil e de seu encontro com a capoeira, o pintor explicou a Cascudo, numa longa carta, suas idéias sobre as origens dessa arte. O folclorista potiguar encampou a teoria, tanto que citou longos trechos da carta do pintor no seu livro Folclore do Brasil (1967) e incorporou a explicação no seu Dicionário de Folclore (1972, 3ª ed.). Baseado nas informações fornecidas pelo amigo, Cascudo deu mais detalhes sobre a dança da zebra e sua trajetória até se transformar em capoeira. Explicou que o n’golo seria típico entre os povos pastores do sul de Angola. O ritual era precedido por uma luta de mãos abertas, a liveta. O jovem que ganhasse no n’golo teria o direito de escolher sua noiva entre as meninas recém-iniciadas, sem ter de pagar dote. Cascudo sugeriu que o n’golo teria chegado ao Brasil através do porto de Benguela.

Aqui, essa tradição tribal se transformara em instrumento de defesa e ataque de bandidos. Na edição, ele incluiu três desenhos do n’golo, feitos por um artista de Natal com base na obra de Neves e Sousa. Os esforços conjuntos do pintor, do folclorista e do velho capoeirista para resgatar o vínculo ancestral ligando a capoeira a Angola acabaram dando resultado.

Os desenhos originais de Neves e Sousa só foram publicados em 1972, num livro com o mesmo título da exposição de 1966. A epígrafe é significativa: “Digam o que disserem… Se Portugal foi o Pai do Brasil, Angola foi a Mãe Preta que o trouxe ao colo!” Reúne elaborados a partir dos esboços e aquarelas feitos no campo durante vinte anos, acompanhados de pequenos textos explicativos.

Algumas imagens evidenciam semelhanças surpreendentes entre a capoeira e o n’golo, como o uso de golpes com os pés enquanto as mãos se apóiam no chão (chamado na capoeira de “meia lua de compasso” ou “de rabo-de-arraia”), muito raro em outras artes marciais. Recentemente, surgiram mais evidências desse parentesco. A viúva de Albano revelou esboços e aquarelas inéditos, que ilustram estas páginas. Eles mostram detalhes adicionais do n’golo: o apoio nos braços com uma perna dobrada e a outra esticada para dar um golpe, por exemplo, é idêntico à movimentação na capoeira. E a postura de defesa, com um joelho dobrado e outro esticado, é muito parecida com a “negativa” dos nossos capoeiristas. Como esses movimentos parecem existir somente em jogos de combate da diáspora dos povos bantos, permanece relevante o vínculo ancestral entre o n’golo e a capoeira brasileira.

O livro de 1972 foi publicado numa pequena edição caseira e circulou pouco na época. Mas as imagens do n’golo – muitas vezes circulando via fotocópia de fotocópia – ficaram famosas entre os capoeiristas. O estilo de capoeira angola, que chegou a ser considerado em extinção na década de 1970, experimentou um extraordinário crescimento depois da morte de Mestre Pastinha. Uma nova geração de capoeiristas “angoleiros”, liderados por Mestre Moraes e o Grupo de Capoeira Angola Pelourinho – GCAP, revigorou o estilo a partir de 1982. Alunos mais antigos de Pastinha, como os mestres João Pequeno e João Grande, lembravam ocasionalmente a história do n’golo, mas não de maneira categórica, como seria feito por Moraes e seu grupo. O GCAP escolheu a dança da zebra como símbolo do estilo, porque representava bem a ancestralidade angolana da sua arte e também ia ao encontro das afirmações do movimento negro sobre a importância da cultura africana na formação do Brasil.

A partir da década de 1990, o n’golo e as listras da zebra têm figurado nos logotipos e nos websites de muitos grupos de capoeiristas, assim como nas camisas e nos brindes distribuídos em seus eventos. Os detalhes fornecidos por Cascudo e os desenhos de Neves e Sousa, repetidos e reproduzidos inúmeras vezes,viraram referência obrigatória no meio. O n’golo acabou por transformar-se num mito de origem, numa “tradição ancestral”.

No entanto, trata-se de um mito no mínimo questionável. Para começar, não foi transmitido pelos mestres africanos aos seus alunos brasileiros via tradição oral. Aceitar literalmente o mito implica, além disso, um tremendo anacronismo, ou seja: como pode uma manifestação documentada apenas no século XX ser “a origem” de uma capoeira que existe pelo menos desde o início do século XIX? Pensar que o n’golo teria sobrevivido inalterado  desde a época do tráfico negreiro é ignorar as profundas mudanças pelas quais passaram as sociedades do território angolano nesse período.

Surpreende que hoje, em Angola, o n’golo seja completamente desconhecido, assim como seu papel como mito fundador da capoeira. Devido à longa guerra civil que vitimou o país e todas as transformações das últimas décadas, ninguém mais dança, por exemplo, o n’golo de tchincuane (tanga de couro), como foi retratado por Neves e Sousa meio século atrás. Talvez o mais correto seja imaginar o n’golo e as outras lutas e jogos de combate ainda existentes na Angola contemporânea como primos mais ou menos distantes da capoeira brasileira. Findo o tráfico negreiro, as técnicas de combate corporal que existiam dos dois lados do Atlântico teriam evoluído em direções diversas, o que explicaria não só suas semelhanças, mas também suas tremendas diferenças.

MATTHIAS RÖHRIG ASSUNÇÃO é professor de História na Universidade de Essex, Inglaterra, bolsista da CAPES em 2007 e autor de Capoeira. The history of an Afro-Brazilian martial art (Routledge, 2005).

COBRA MANSA (CINÉSIO FELICIANO PEÇANHA) é mestre de capoeira angola e criador da Fundação Internacional de Capoeira Angola (Fica).

 

Fonte: Revista de História da Biblioteca Nacional – http://www.revistadehistoria.com.br/

A Revista de História da Biblioteca Nacional e o seu site são publicações da Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional (Sabin), com apoio do Ministério da Cultura e patrocínio da Petrobras e outras grandes empresas, sob o amparo da Lei Rouanet.

3º ENCAT – Encontro de Capoeira em Taubaté

Estaremos realizando nos dias 1 e 2 de agosto o 3º ENCAT – Encontro de Capoeira em Taubaté (evento realizado bienalmente) que tem a finalidade de reunir nós capoeiras para discutir, debater, atualizar conhecimentos, fazer novas amizades com a presença confirmada de diversos mestres e capoeiras do Estado de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

No dia 1º de agosto (14:00 h) haverá debates e aulão de capoeira com os Mestres César (Capoeira Palmares – MG) e Tucano Preto (Centro Integrado de Capoeira – SP).
No domingo, 2 de agosto, a realização do 6º Batizado e Troca de Graduação do N”GOLO BRASIL CAPOEIRA a partir das 09:00 h.
Contato: Tel (12) 3629-5360 / 9114-0793 / 9103-1042 / 9765-1001

Prof. LAZARINI – CENTRO CULTURAL N’GOLO BRASIL

Capoeira é oferecida de graça aos moradores do Guará

Quem sonha em jogar capoeira, mas está com o orçamento apertado tem a chance de aprender, de graça, essa luta. O grupo N´Golo oferece aulas em cinco pontos do Distrito Federal: Centro Educacional 02 e Escola Classe 01, no Guará, Condomínio Residencial Park, na mesma cidade, Universidade Católica, em Taguatinga e Faculdade Alvorada, na Asa Norte.
 
A equipe do Você Repórter esteve no Guará no último fim de semana e pôde acompanhar uma apresentação do grupo. No primeiro domingo de cada mês os integrantes do N´Golo se apresentam no Arco da Cultura, ao lado da feira da cidade.
 
De acordo com o professor Igor Araújo, o objetivo é fazer uma confraternização entre os alunos e divulgar o trabalho para quem desconhece. "Queremos mostrar que tem pessoas de todas as idades aqui. Quem quiser pode se juntar a nós", conta.
 
Ao longo da apresentação, uma multidão de curiosos foi se formando no local. Entre eles estava o pequeno Gabriel Ferreira, de 7 anos. O garoto passeava pela Feira do Guará quando se sentiu atraído pelo som dos berimbaus.
 
Diversão
 
"Quero fazer essa aula porque é divertido e dá pra aprender muita coisa", comenta. Igor concorda: segundo ele, aprendizado é o que não falta na capoeira. "Além de tudo, os jovens aprendem, aqui, a ter disciplina. Eles percebem que existe a hora certa para jogar e que há uma hierarquia dentro do grupo", diz.
 
Além da disciplina, outro ponto forte do N’Golo é a união entre seus integrantes. Para a estudante Camila Alves, 17 anos, os amigos da capoeira são a segunda família. "A amizade é o que mais me admira no grupo. Sei que posso contar com todo mundo", destaca. Durante muitos anos, ela foi proibida pelo pai de aprender a luta. "Ele tinha preconceito, achava que era coisa de menino", diz. Mas, ao completar 16 anos, achou que era hora de lutar pelos seus direitos. Resultado: há 1 ano e 3 meses, a garota trocou o balé pela capoeira. "Estou adorando as aulas. Se a pessoa leva a sério, dá para ficar em forma".
 
Apoio
 
Para fazer as apresentações mensais, o N´Golo recebe apoio da Administração do Guará, que sede espaço sem cobrar nada por isso. O diretor regional de cultura Adilson Cordeiro opina que, além de trazer cultura para a cidade, esse tipo de apresentação ajuda a chamar clientes para a feira.
 
Ele acrescenta que, para dar mais incentivos a grupos que queiram se apresentar, a administração pretende fazer a reforma de todo o Arco da Cultura. "Já estamos trabalhando no projeto, que deve sair até o ano que vem", afirma.
 
 
Grupo N´Golo – Aulas gratuitas de capoeira em diferentes turnos. 
Inscrições e outras informações com mestre Igor, pelo telefone 8155-3106
 
Fonte: clicabrasilia.com.br – Brasília, DF, BR
Foto: Antônio Siqueira

1º ENCONTRO DE CAPOEIRA DA ZN

 
data: sábado, 21 de maio de 2005
hora: 14:00
local: Academia Movimentos – rua do horto 350 tremembé
cidade: sao paulo
 
Fala galera … dia 21/05/2005 vai rolar o 1º ENCOTRO DE CAPOEIRA DA ZONA NORTE e LANÇAMENTO OFICIAL DO CD INGÁ CAPOEIRA VOLUME 2 .
O evento contara com um curso com o contra-mestre Paulo Renato do grupo n’golo .
 
Sera cobrada a taxa de 10 reais para as despesas do evento, conto com a presença de todos….
 
Organização :form. Batata e grad Dentinho
 
Supervisão: Prof Perna
 
Realização: INGÁ CAPOEIRA