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Capoeira reciclada!!!

Hoje ao sair de casa para dar aula, queria fazer algo diferente, onde os alunos trabalhassem a percepção de atingir um objeto com uma tarefa simples de golpear algo. Mas a pergunta é: “Eu não possuo, nenhum aparador de golpes?” E agora!!! E infelizmente sabemos que investimentos com a Capoeira em Clubes, Escolas, Academias sempre são NULOS. Foi quando olhei para essas garrafas pets de refrigerante e tive uma grande ideia, quer dizer, não tão grande assim, e sim muito simples. Podemos usar essas garrafas de plástico, como aparador de golpes, Oh Oh Oh Oh Oh Oh!!! Olha só que utilização bacana. E com um pouco mais de trabalho, podemos deixar essas garrafas, como aparadores de chute, bem legais. Basta dar uma pintada, colocar um pedaço de cabo de vassoura, na boca da garrafa, para dar mais firmeza ao segurar, envolver com alguma fita e assim vai, o céu é o infinito. Basta ser criativo e lembrando para fazer isso, você pode ter a colaboração das crianças e explicando sobre meio ambiente, reciclagem, sustentabilidade e etc. Elas vão adorar…

Outra atividade que podem ser usadas essas garrafas pets, são como cones de treinamento, para fazermos golpes sobre os mesmos. Enchendo elas com areia para ficar mais pesada, se não vão sair voando pela sala. Mas lembrem-se, vocês estão dando aula para crianças, então, vede bem, se não essa areia, vai acabar pela sala toda.

Só mais uma dica, a segurança é de total importância. E como são crianças, as brincadeiras acontecem. Então conduza as atividades com total domínio e dinâmica do seu grupo e as crianças vão adorar e a Capoeira vai agradecer.

E agora é com você, comente aqui embaixo, como você poderia utilizar esse material de apoio para dar uma aula bem bacana e divertida de Capoeira Infantil. Pode ser qualquer tipo de aula, lúdica, técnica e etc. Use a criatividade e colabore com todos nós educadores, que utilizamos a Capoeira como meio. Abraços e até a próxima

Fonte: http://berimbrasil.com.br

Livro de Carolina Cunha, Mestre gato e comadre onça

História de capoeira recontada por Carolina Cunha mostra como a sabedoria vale mais que a força

Yê vamos embora, camarada”. Começou o jogo de capoeira na floresta. E o gato, mestre da capoeiragem, vai ensinar os bichos a praticar essa luta cheia de ginga, enraizada na cultura brasileira. Até que chega uma onça braba que também quer aprender a jogar. Mas o mestre, astuto que é, percebe que ela não está ali só para se divertir: quer é saciar sua fome à custa dos outros. Para espanto de todos, Mestre gato aceita ensinar os movimentos para a onça, mas eis que chega o dia da formatura e a fera desafia o professor. Começa então o jogo: corpos para frente e para trás, muita finta e golpes variados: rabo de arraia, peão de cabeça, chapa, giro de aú e vários outros. Ao fim, o esperto gato surpreende a onça e a derrota de modo irremediável.

O novo livro de Carolina Cunha, Mestre gato e comadre onça, que acaba de ser publicado por Edições SM, apresenta para as crianças a arte da capoeira, numa instigante coreografia do texto – que reproduz a “palavra dita” das narrativas orais afro-brasileiras – com ilustrações precisas dos golpes e movimentos. Tudo isso entremeado por letras de cantigas de capoeira, presentes no CD que acompanha a obra, gravado pelas crianças dos grupos Nzinga, Espaço Cultural Pierre Verger, e Projeto Pequenos do João, com a participação especial do próprio João Pequeno, o mais antigo Mestre de Capoeira Angola em atividade, e do Mestre Boca Rica, ambos discípulos de Mestre Pastinha.

Para completar, o livro apresenta um vocabulário com os termos de capoeira e explicações sobre seus golpes e movimentos. Também conta a história dessa “combinação de arte marcial, dança e música” de origem africana, inventada pelos escravos para defender sua liberdade, um meio de resistência cultural e física destes diante da intolerância, do abuso dos senhores de engenho e das perseguições dos capitães do mato.

Além de resgatar a importância dos principais mestres da capoeira, como Pastinha e Bimba, Mestre gato e comadre onça é uma homenagem à mestra Iaiá Cici (Nancy de Souza e Silva), que narrou há alguns anos essa história à autora e que, segundo Carolina Cunha, a incentivou e a lapidou na arte de contar histórias.

Sobre a autora e ilustradora – Carolina Cunha nasceu em 1974 em Salvador e mora em São Paulo, onde trabalha como ilustradora e designer. Em seus livros reconta histórias das tradições orais africanas e afro-brasileiras. É autora de Aguemon, Caminhos de Exu, Yemanjá, EleguáABC afro-brasileiro.

TítuloMestre gato e comadre onça
Autora e ilustradora: Carolina Cunha
Número de páginas: 64
Formato: 24,5 x 25,5 cm
Preço: R$ 34,00
Indicação: Leitor em processo (a partir de 8/9 anos)
ISBN: 978-85-7675-744-3
Coleção: Cantos do Mundo
Contém CD com cantigas de capoeira

 

Fonte: http://www.pluricom.com.br

Paulínia: Secretaria de Cultura irá promover semana de Capoeira

A partir do dia nove de maio, a Secretaria de Cultura com o apoio da Prefeitura Municipal de Paulínia irá promover a Semana da Capoeira. O evento contará com apresentações e palestras sobre uma das mais antigas formas de cultura popular, que mistura dança com arte marcial.

A programação será realizada nas instalações do Theatro Municipal da cidade.

O projeto foi divulgado através do Secretário de Cultura Emerson Alves, na última segunda feira, na primeira audiência pública do fungo municipal de cultura. O Secretário foi questionado sobre a falta de apoio a projetos na área de conscientização á cultura negra.

A Capoeira

A capoeira é uma expressão cultural brasileira que mistura luta, dança, cultura popular, música esporte, artes marciais e ás vezes até brincadeira. Desenvolvida no Brasil por escravos africanos e seus descendentes, é caracterizada por golpes e movimentos ágeis e complexos, utilizando os pés, as mãos, a cabeça, os joelhos, cotovelos, elementos ginástico-acrobáticos, e golpes desferidos com bastões e facões, estes últimos provenientes do Maculelê. Uma característica que a distingue da maioria das outras artes marciais é o fato de ser acompanhada por música.

 

Fonte: http://portaldepaulinia.com.br/

Presidente Lula: O Capoeirista

Lula diz ser capoeirista e desafia rivais eleitorais

Em seu primeiro discurso de 2010, em evento que anunciou recursos para programas de moradia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandou um recado para os adversários das eleições de outubro. Lula pediu para se “evitar o jogo rasteiro na campanha” e disse que é “capoeirista” e está preparado “para não deixar o pé chegar no meu peito”.

 

Folha Online

O Capoeirista

Ao advertir que neste ano não encarnará o “Lulinha paz e amor” e que está pronto para revidar o “jogo rasteiro” da oposição e os chutes “do peito para cima”, o presidente Lula propositadamente elevou o tom, antecipando a escala e os instrumentos que pretende usar para tentar eleger a sua sucessora.

Mesmo sem intimidade alguma com essa dança-jogo-luta e seus maravilhosos e criativos golpes – rabo-de-arraia, meia-lua, queixada, bênção, martelo e tantos outros –, há tempos Lula pratica o que há de mais precioso na capoeira: a ginga.

Com maestria, ginga entre falar uma coisa e fazer outra – embalado não pela cadência do berimbau, mas pelo som de sua própria voz.

Esconde-se na hora certa, sabe tudo e, quando lhe convém, nada sabe. Acusa outros por delitos que lhe estão por demais próximos e move-se habilmente entre ofensores e ofendidos, entre seus ricos hábitos e os daqueles que vivem na miséria.

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Lançamento do Livro O corpo na capoeira

Livro escrito pelo professor Eusébio Lôbo (Mestre Pavão) analisa movimentos da capoeira.
Foi lançado na sexta-feira (20/11), no Centro Coreográfico do Rio, a coleção de livros O corpo na capoeira, escritos pelo professor Eusébio Lôbo (Mestre Pavão), do Departamento de Artes Corporais da Unicamp.
Nos quatro volumes, o autor lança um olhar sobre os golpes da capoeira levando em conta características espaciais e cinéticas do movimento do corpo.
Fonte: idanca.net

 

II Jogos Geração Interativa de Capoeira

DIA 20 DE SETEMBRO DE 2009
HORÁRIO: DAS 09:00 ÀS 18:00 HORAS
LOCAL: GINÁSIO MUNICIPAL DE ESPORTES DR. LAURO POZZI
CEFE PRESIDENTE MÉDICE – AV. PRESIDENTE MÉDICE S/Nº – JD.
CARLOS GOMES – PIRASSUNUNBGA-SP

REALIZAÇÃO: APACAP PIRASSUNUNGA
APÔIO: SECRETARIA MUNICIPAL DE ESPORTES E PREFEITURA MUNICIPAL

DIREÇÃO: MESTRE LUIZÃO

PROGRAMAÇÃO:

09:00 hs – Abertura com desfile das equipes, execução do Hino Nacional e juramento dos atletas;
09:30 hs – Início das Competições – Categorias Pré Mirim, Mirim, Infantil e Infanto Juvenil (Jogo no ritmo de São Bento Grande);
12:00 hs – Intervalo para almoço;
13:30 hs – Reinicio das Competições – Categorias Juvenil, Adultos e Graduados – (Jogo de Benguela e São Bento Grande);
18:00 hs – Encerranento com entrega de troféus e medalhas aos atletas e equipes vencedoras.

REGULAMENTO:

1)-Das inscrições:

Não será nescessário o preenchimento de fichas para inscrição, basta os participantes pertencerem a um dos grupos convidados, comparecendo no dia, horário e local do evento. Tambem não serão cobradas nenhum tipo de taxa de participação.

Obs: Para comprovação de idade, os atletas deverão, no dia da competição, portar o RG ou RA escolar.

2)-Das Categorias:

a) Pré Mirim: de 6 á 8 anos
b) Mirim: 9 e 10 anos
c) Infantil: 11 e 12 anos
d) Infanto-Juvenil: 13 e 14 anos
e) Juvenil: de 15 á 17 anos
f) Adulto: 18 anos acima

Idade completada até o dia da competição.

CATEGORIA GRADUADOS:

g) Formados, Monitores, Instrutores, Professôres e Contra-Mestres

Idade mínima: 18 anos completados até o dia da competição

3)-Regras de competição

Individual:

A roda será formada aleatóriamente.

Será cronometrado o tempo de um minuto para cada volta.

Os atletas classificados seguem para a fase posterior até que seja apurado os vencedores de cada categoria.

4)-Da Arbitragem e Classificação:

Haverá um arbitro central, o qual deverá conduzir o jogo quanto ao seu início e termino, e tambem aplicar as advertências que se acharem necessárias e no mínimo treis jurados que classificarão ou desclassificarão os vencedores utilizando-se do sistema de bandeiras, nas mesmas cores das cordas usadas pelos competidores. Vence aquele que tiver um maior numero de bandeiras erguidas nas cores a seu favor.

A mesa de jurados será composta em numero mínimo de treis jurados, sendo “um” Mestre ou representante qualificado de cada grupo convidado.

5)-Critérios de Avaliação:

Nas categorias: Pré Mirim, Mirim, Infantil e Infanto Juvenil, os participantes irão competir em jogo no ritmo de São Bento Grande; já nas categorias: Juvenil, Adultos e Graduados, os atletas competirão em jogos nos ritmos de Benguela e São Bento Grande.

Nas categorias Juvenil, Adultos e Graduados, serão classificados e premiados os atletas que somarem a maior quantidade de pontos nos jogos de Benguela e São Bento Grande.

Os Jurados irão julgar o conjunto de movimentos baseados na tecnica, destreza, malícia, volume de jogo e harmonia, fundamentados no estilo contemporâneo e composto em: ginga, negaça, floreios, golpes, contra-golpes, fintas, esquivas, entradas e saídas. Não serão computados pontos para movimentos especificos e sim pelo conjunto dos movimentos.

Serão proibidos quaisquer gestos ou atitudes anti-desportiva, assim como ficam proibidos os golpes contra-golpes e entradas aplicados com intensidade de forma que possa comprometer a integridade física ou moral o companheiro de jogo.

Serão proibidos movimentos excessivos que venham coibir o companheiro de desenvolver os seus movimentos. O competidor joga com o seu companheiro de jogo e não contra ele. Caberá apenas aos jurados julgar quem desenvolveu o melhor jogo tendo o melhor aproveitamento naquele momento.

6)-Da Pontuação individual e por as equipes:

Atletas cassificados em:

1º lugar: 5 pontos
2º lugar: 3 pontos
3º lugar: 2 pontos
4º lugar: 1 ponto

Para apurar-se os vencedores individuais em cada categoria, serão somados os pontos conquistados em cada modalidade, sagrando-se vencedores os atletas que mais somarem pontos.

7)-Da Premiação:

Medalhas para os treis atletas melhores classificados em cada categoria.
Troféus para as treis equipes que somarem mais pontos.

São Paulo: Lançamento CD – Mestre Bigo

Francisco Tomé dos Santos Filho, o Mestre Bigo (Francisco 45), discipulo de Mestre Pastinha lança seu CD em São Paulo no terreiro do Mestre Plínio o Angoleiro Sim Sinhô.

 

 

 

Visite: http://www.angoleirosimsinho.org.br/eventos.html

 

Mestre Bigo, discípulo de Mestre Pastinha, conta um pouco sobre a sua vida na Capoeira Angola.

Revista Praticando Capoeira, páginas 14 a 16.
Texto: Letícia Cardoso de Carvalho

Francisco Tomé dos Santos Filho, o Mestre Bigo, nasceu em 1946, em Salvador-Bahia. Iniciou na capoeira em meados dos anos 50, após assistir a uma apresentação de capoeira onde viu Mestre Pastinha e Mestre Cobrinha Verde num emaranhado de corpos.

Treinou na Academia de Mestre Pastinha até 1975 (época em que casou-se e veio para São Paulo), convivendo com grandes expoentes da capoeira, como: João Grande, João Pequeno, Natividade, Papo Amarelo, Jonas, Bola Sete, Gildo Alfinete, Genésio Meio Quilo, Roberto Satanás, entre outros.

Após chegar em São Paulo ficou um tempo afastado da capoeira, mas afirma que em momento algum esteve separado dela, pois a capoeira está no seu sangue, correndo em suas veias. Em 1989, Mestre Bigo fundou a Academia de Capoeira Angola Ilê Axé, onde realiza um trabalho até hoje.

Confira abaixo a entrevista exclusiva que Mestre Bigo concedeu à Revista Praticando Capoeira.

P. Capoeira: Como era a Capoeira Angola na época em que você começou a praticar?

Era um pouco diferente. Mestre Pastinha treinava Angola corrida e Angola amarrada. A Angola corrida era perigosa. Nós trocávamos pau com o pessoal da Regional. O regional levantava a perna lá em cima e o angoleiro dava rasteira. O angoleiro não levanta a perna lá em cima, pois sabe que se levantar vai cair.

Antes, para cada jogo era cantada uma ladainha, depois vinha o improviso e depois o corrido. O capoeirista jogava um certo tempo, então parava a roda e começava a cantar outra ladainha. Tomava muito tempo da gente. Hoje em dia têm mais capoeiristas e em virtude disso, tem menos tempo para jogar na roda.

P. Capoeira: Muitos capoeiristas que praticam Capoeira Regional afirmam que a Capoeira Angola é fraca como arte marcial. Qual a sua opinião?

Não acho não. A angola tem mais malícia. A Regional é só ataque, defesa e raiva. O angoleiro entra na roda dando risada. Capoeira são duas cobras. A Regional tem um veneno só. Já a Angola tem o veneno de várias cobras. O Regional entra na roda, fecha a mão, fecha a cara para bater. Quer dizer, é como se fosse uma cascavel, que avisa que vai te pegar. O angoleiro é o contrário. Seria como todas as cobras, que procura atrair o seu agressor e dar risada, para dar um bote só, no momento certo. O angoleiro quando vê que vai dar o bote e não vai pegar, ele não dá. Ele só dá o golpe certo. Na angola são poucos golpes, mas são todos originais. O angoleiro não desperdiça golpe. Angola é malícia, é manha, maldade, falsidade, ataque e defesa, alegria e tristeza. Depois vem a mandinga, que é o tempo que faz. O angoleiro não confia em ninguém. Ele confia e desconfia. Ele finge que não vê, que não escuta. O pessoal da Regional despreza a Angola (sem generalizar), é igual mãe e filho. A Angola é a mãe, e uma mãe nunca despreza o filho. Tem muita gente da Regional indo para a Angola para adquirir conhecimento, pois é na capoeira Angola que está o conhecimento. A Capoeira Angola nasceu na ânsia da liberdade. Ela nasceu como uma luta. Que lutou na Guerra do Paraguai não foi Regional, foi Angola. O pessoal pensa que Angola é fraca, não é não. Quando os angoleiros estão jogando parece que os dois são uma pessoa só, um transmite uma energia muito forte para o outro.

P. Capoeira: Qual era o sistema de ensino na Academia de Mestre Pastinha?

Ele começava com a ginga, era o primeiro passo. Depois, o primeiro golpe que ele ensinava era a meia lua de frente, que era para conhecer o seu adversário. Depois ele ensinava mais golpes de frente. Então, ele passava a ensinar os golpes giratórios; rabo de arraia, meia lua de costas e outros.

Agora, eu e Bola Sete gostávamos de chegar cedo para ficar conversando com o Mestre Pastinha, nós perguntávamos muitas coisas para ele e ele respondia. Ele dava muitos conselhos para nós, como:

"Sempre dobre uma esquina aberta"

"Não entre em lugar escuro"

"Se você desconfiar que uma pessoa está armada, jogue um cigarro aceso em cima dela que ela vai colocar a mão na arma".

"Sempre que estiver em um bar, sente-se olhando nos olhos do dono do bar, pois se acontecer qualquer coisa, os olhos dele vão avisar".

P. Capoeira: Por que grandes mestres de capoeira Angola estão hoje, de certa forma, "esquecidos", como aconteceu com Mestre Pastinha no final de sua vida?

Isso aconteceu mesmo. Eu falo que a Capoeira Angola muitas vezes castiga a gente. Se você anda um pouquinho errado ela castiga a gente. O caso do Mestre Pastinha foi inveja demais. Mestre Pastinha nunca jogou descalço. Antes da viagem dele para a África, ele foi fazer uma exibição num ginásio, na Bahia. Teve uma pessoa que falou para todo mundo jogar descalço, que capoeirista não nasceu calçado. Até esse dia, Mestre Pastinha nunca tinha jogado descalço numa roda de capoeira. Então, Mestre Pastinha tirou o sapato e foi jogar. Enquanto ele estava jogando, colocaram macumba no sapato dele. Mas a pessoa que fez isso também já morreu. O capoeirista sempre tem que pedir muita proteção. Quando o capoeira agacha ao pé do berimbau tem que se benzer, pedir proteção a Deus, pois ele vai para uma roda de capoeira sem saber a intenção de seu oponente. O capoeirista tem que descobrir nos olhos do seu oponente a intenção que ele vai tomar daquele momento em diante. Hoje em dia o capoeirista vai namorar e depois vai para a roda de capoeira; não pode, ele está como o corpo aberto, o capoeirista tem que estar de corpo e espírito limpo para transmitir uma energia positiva na roda de capoeira e em sua vida.

 

A Capoeira e o Estado Novo – 70 anos de (re)encontros

A historiografia da Capoeira acaba de reencontrar novos documentos para pesquisas e análises: Há exatos 70 anos (1937) foi publicado no Rio de Janeiro a obra intitulada Defesa Pessoal – Método Eclético – Contendo todos os regulamentos dos diversos esportes de ´´ring“.

De autoria do 1º Tenente Waldemar de Lima e Silva, com a colaboração do Sargento Ajudante Alberto Latorre da Faria, ambos membros da E. E. F. E. – Escola de Educação Física do Exército, esta obra contém diversas FOTOS e textos explicativos de golpes extraídos das várias modalidade de lutas existentes no período, bem como apresenta regulamentos desses ´´esportes“ (o da Capoeira é o criado por Annibal Burlamaqui – Zuma – obra citada na bibliografia).

No que tange a nossa Capoeira, ou Capoeiragem (como às vezes aparece no texto), esta não foi posto de lado, ao contrário. Apesar do número resumindo de golpes e de não apresentar uma preocupação com outros aspectos (cultura, história, etc.), a obra de caráter exclusivamente didático, voltado à defesa pessoal, se faz importante por apresentar subsídios para compreendermos a importância da Capoeira na época e a sua utilização pela Doutrina Nacionalista da Era Vargas. Esta influência já podia ser vista desde a revolução de 1930 que deu fim à Primeira República.

O curioso é que mesmo não sendo, das artes, a mais contemplada com golpes (fotos), foi exatamente a Capoeira utilizada para ilustrar a apresentação da capa (no nosso modo de entender o famoso vôo do morcego). Tirem as suas conclusões.

Após a aquisição do livro e de posse das informações nele contidas nossas pesquisas nos levaram a descoberta de novos documentos (artigos) apresentados na Revista de Educação Física, publicação de divulgação científica do Exército Brasileiro, que conforme descrito no seu site é o periódico nacional mais antigo da área de Educação Física, com a sua primeira edição datando de 1932. Verificamos que diversos artigos desta Revista, foram utilizados na confecção do livro, existindo até uma matéria anunciando sua publicação. (Defesa Pessoal -1937 agosto).

Quanto a Revista de Educação Física vale ressaltar os artigos escritos tendo a Capoeira como objeto (anos de 48 e 64) e outros onde a mesma é citada (Vale Tudo 1955).

Podemos observar claramente que dependendo de quem fala, da época e dos interesses a Capoeira assume os mais variados aspectos: de esporte nacional a condição de difícil e imprópria, e de fugir completamente às nossas tendências naturais.

A Capoeira e o Estado Novo

Ao pesquisar sobre os autores encontramos a citação de outra obra, que ao que tudo parece seja uma reedição do livro de 37, publicado pela Briguiet em 1951. Seria interessante comparar estas as duas edições para visualizarmos possíveis diferenças (inclusão e/ou exclusão) de golpes, fotos etc.

Para ver os artigos sobre o livro e sobre a Capoeira entrar no site da Revista de Educação Física: http://www.revistadeeducacaofisica.com.br, ir ao índice e procurar por assuntos/lutas.

 

Texto e Fotos Acervo: Joel Alves Bezerra – Grupo Atitude de Capoeira – Fortaleza – Ceará

jab@fortalnet.com.br

Capoeira “rejuvenesce” idosos em SP

Roda de capoeira adaptada à terceira idade quer reunir até cem idosos no Centro.
Alunos relatam melhoria na flexibilidade e coordenação motora.

A dona-de-casa Genny Corrêa, de 76 anos, tem 15 netos e dez bisnetos. Com esse currículo, não há quem não se surpreenda ao vê-la em ação em uma roda de capoeira. Sim, você leu isso mesmo: a septuagenária Genny é capoeirista.

Foi só um mês de aulas, mas ela já se destaca entre os colegas da mesma idade, gingando, cantando e tentando aplicar golpes. “O corpo da gente fica leve, gostoso. Nem parece que eu sou aquela idosa de 76 anos. Daqui um pouco vai parecer que a gente tem 50, 60 anos”, comenta a elétrica Genny.

Genny e outros 45 idosos (a maioria com mais de 60 anos) freqüentam a “Afromix – Capoeira para a melhor idade”, roda de capoeira comandada há um mês por Mestre Tico no Centro de Referência da Cidadania do Idoso (Creci), da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo.

Mestre Tico adaptou a luta às limitações físicas dos alunos. “Tirei os movimentos mais violentos, mais rápidos, respeitando sempre os limites deles.” Piruetas, como a estrelinha, são proibidas. Golpes, só com moderação. Um exemplo disso são os chutes com movimento circular de perna, que têm de ser baixos, sem ultrapassar a linha do quadril para evitar o desequilíbrio.

 ‘Oi sim, sim, sim’

A capoeira desenvolve a auto-estima dos idosos, diz Mestre Tico. A cada movimento bem-sucedido, os colegas aplaudem. “Eles ficam alegres porque conseguiram. É um desafio gostoso”, diz Mestre Tico, que notou melhora no equilíbrio e coordenação motora dos alunos.

http://g1.globo.comAlém da ginga e dos golpes, os idosos aprendem as canções típicas da capoeira. “Oi sim, sim, sim. Oi não, não, não”, cantam os alunos enquanto gingam na roda. “Com os cantos afro, a gente extravasa e fica mais alegre”, comenta o vendedor aposentado Ivani Pereira da Silva, de 60 anos.

Os idosos dizem até que a capoeira rejuvenesce. “Gostei muito da capoeira porque mexe com todo o corpo e educa a mente. Minha saúde melhorou 100%. Espiritualmente, me sinto mais jovem”, afirmou o aposentado Maximiliano Mendes Torrico, de 73 anos, outro aluno que se destaca nas aulas.

"Eu sinto que rejuvenesce. Tinha dor no ombro e, só com quatro aulas, ela desapareceu", reforça a pensionista Aparecida Terratas, de 65 anos. Apesar de novatos na luta, eles não admitem que tenham dificuldades, uma mostra de que estão dispostos a evoluir na luta.

SERVIÇO
Oficina Afromix – Capoeira para a melhor idade
Quando: às segundas-feiras, das 11h às 12h30
Quanto: gratuito
Pré-requisito: ter a partir de 60 anos
Duração: 6 meses (julho a dezembro/07)
Total de vagas: 100
Onde: Creci – Rua Formosa, 215, Vale do Anhangabaú (Centro)
Inscrições: por tel. (11) 3255-5302 ou no local do curso. Levar documento com foto e comprovante de residência
 

Fonte: Silvia Ribeiro  Do G1, em São Paulo – http://g1.globo.com

É preciso ter força, raça, gana e… graça

Quem disse que a capoeira não é feminina? Flexibilidade e perda de peso são os principais benefícios da técnica que atrai cada vez mais Marias…

DANÇA, LUTA, JOGO, canto: pura arte brasileira – assim é a capoeira. O ritmo contagiante, a ginga e a energia que envolvem a roda vêm conquistando, dia a dia, mais e mais mulheres. A maioria delas começa a jogar por pura curiosidade e acaba se tornando praticante assídua do esporte, que é a cara do Brasil. “O sucesso entre elas se deve principalmente ao fato de ser uma modalidade democrática. Nela, a mulher luta em condições de igualdade com o homem. Muitas são, inclusive, campeãs”, explica o professor Paulo Renato Hermógenes de Oliveira, mais conhecido no grupo N’golo Capoeira como contramestre Paulo Renato. Leia mais sobre essa luta centenária e descubra quais benefícios ela pode trazer para seu corpo e sua mente.

uma arte apaixonante

Para quem assiste pela primeira vez, pode parecer uma simples brincadeira ou uma dança divertida, mas a capoeira é muito mais do que isso. Ela trabalha o corpo todo numa atividade constante, pois há momentos do treino em que se exige bastante força. Em outros, é preciso agilidade e muita, mas muita flexibilidade e equilíbrio. Isso, aliado à variação de ritmo, ora calmo, ora agitado, proporciona um grande gasto calórico, e quem pratica realmente emagrece muito. Em uma aula de 90 minutos uma pessoa pode gastar até 800 calorias! E o melhor: brincando! A capoeirista Juliana Veroneze, 30, do Grupo de Capoeira Filhos de Gandhi, de Mauá, na Grande São Paulo, notou as mudanças em seu corpo logo no primeiro mês: “Pratico há mais de sete anos e desde o início senti que estava com mais disposição e flexibilidade, até para desempenhar as atividades do dia-a-dia. Fiquei mais disposta e animada”, conta.

É, realmente a capoeira é democrática. Tem adeptos de ambos os sexos e das mais variadas idades. Janaína Pereira de Lira, 15, é capoeirista há mais de um ano. Ela começou a treinar porque gostava do ritmo contagiante. “Saio das aulas com a cabeça leve, relaxada, feliz”, explica.

“Durante o treino, há exercícios aeróbios e anaeróbios”, explica Paulo Renato. “A prática melhora o equilíbrio, desenvolve a noção espaço-temporal, estimula a flexibilidade, a força e o tônus muscular, além de melhorar a postura”, acrescenta o professor.

Mas os benefícios não param por aí. Há também a socialização, uma vez que, para jogar, é necessário ter sempre mais de uma pessoa. A própria roda de capoeira permite essa integração, pois possibilita que todos se enxerguem e participem do jogo.

O respeito ao próximo também é uma característica do esporte, já que na maioria das vezes o contato físico não é permitido. Assim, o capoeirista precisa desenvolver a consciência corporal para executar os movimentos com leveza e não encostar no companheiro. Tudo isso estimula a autoconfiança e o autoconhecimento, além de ajudar a superar os próprios limites sem invadir o território do outro.

FOTOS MANOEL MARQUESum pouco da história

Na triste e amarga época da escravidão, os negros eram aprisionados na África para serem trazidos de navio ao Brasil. Mais da metade deles morria durante a viagem por causa de doenças, como a desnutrição, e muitos se suicidavam. Os que chegavam por aqui eram acorrentados e comercializados como animais, leiloados em ruas e praças públicas e vendidos a preços altos para compensar os prejuízos do trajeto. A maioria era comprada para servir de mão-de-obra nos engenhos de cana-de-açúcar e trabalhavam cerca de 16 horas por dia, sem folgas e recebendo toda sorte de castigos imagináveis.

Durante os períodos em que não estavam trabalhando, eles se distraíam relembrando sua terra, cantando, dançando e mantendo os rituais que costumavam praticar. Em algumas aldeias africanas existia a seguinte tradição: quando uma jovem estava pronta para casar, os guerreiros da tribo disputavam a moça numa espécie de luta em que procuravam imitar os golpes de uma zebra. Essa luta chamava-se N’angolo. Nas senzalas, os negros começaram a desenvolver uma prática semelhante para batalhar por sua liberdade. Mas como os feitores e senhores de engenho permitiriam que eles aprendessem uma arte marcial? Para evitar problemas, eles fundiram a luta com danças. Praticavam-na em campos e matos de vegetação rasteira chamados de capoeiras (derivada da palavra tupi “caá-puéra”). Daí o nome do esporte.

O tempo foi passando e constantemente havia rebeliões com fuga de escravos, disputas e mortes, numa luta desesperada pela liberdade. Os negros que conseguiam fugir infiltravam-se na mata e formavam colônias chamadas quilombos; cada um tinha o seu rei ou ganga. O maior e mais conhecido foi o de Palmares, que se formou na área onde hoje está o Estado de Alagoas. Tratava-se de uma colônia imensa, dividida em aldeias chamadas mocambos. Palmares foi fundado por uma mulher, Acotirene, e posteriormente liderado por Camuanga, Zumba e Zumbi. Após um século de existência, resistindo a inúmeras tentativas fracassadas de destruição pela Colônia Portuguesa e expedições organizadas pelos senhores, o bandeirante Domingos Jorge Velho liderou a batalha que poria fim ao Quilombo dos Palmares e mataria Zumbi, capturando e trazendo os negros sobreviventes às senzalas. Acredita-se que a capoeira tenha se difundido entre os milhares de negros de Palmares, pois há testemunhos da época relatando que os quilombolas atacavam os soldados com “golpes de cabeça e de pé”. E quando Palmares foi destruído, a luta foi levada pelos prisioneiros, passando a ser difundida dentro das senzalas.

uma arte marcial diferente

Os movimentos dessa modalidade lembram os de outras práticas, como o caratê e o judô. Mas a capoeira é a única arte marcial que é feita com acompanhamento musical. Isso se deve basicamente à necessidade que os escravos tinham de enganar os senhores de engenho e capitães-do-mato para poderem treinar. No início, esse acompanhamento era feito apenas com palmas e toques de tambores, mas hoje é composto por uma série de instrumentos. A parte musical tem ainda ladainhas, que são cantadas e repetidas em coro por todos os componentes da roda. Dizem que para ser um bom capoeirista é preciso saber tocar e cantar todos os temas da capoeira.

Outra diferença em relação às demais modalidades é que a capoeira tem um número relativamente menor de golpes. No entanto, eles podem atingir uma harmoniosa complexidade por meio de suas variações.

Mas o grande destaque dessa luta é a malícia, a malandragem, a ginga de corpo, que engana o adversário, podendo ser decisiva em uma competição.

FOTOS MANOEL MARQUESa capoeira desenvolve:

no físico
resistência: É preciso manter o pique durante toda a luta.
agilidade: Os movimentos mudam de direção e sentido a toda hora.
flexibilidade: Na capoeira prevalecem os gestos amplos. velocidade: Para surpreender o adversário sempre que for possível.
equilíbrio: É preciso manter o domínio do corpo em algumas posições mais complicadas. coordenação: Para responder aos golpes com os braços, tronco e pernas, tudo ao mesmo tempo.
ritmo: O jogador sempre acompanha a música.

no emocional
relaxamento: Ela ajuda a liberar a agressividade, ainda que o esporte não estimule a violência.
atenção: É preciso estar atento o tempo todo ao que acontece na roda.
persistência: Os golpes só ficam perfeitos depois de muitas tentativas. coragem: Aos poucos, o medo de fazer certos movimentos desaparece.
malícia: A capoeira desenvolve a malandragem, deixa os instintos aguçados e ajuda a compreender melhor as situações e os olhares ao redor.

outros benefícios da capoeira:

– o diálogo corporal, a improvisação, a inteligência do corpo, a necessidade de agir, o equilíbrio, assim como as noções de espaço, tempo, ritmo, música e compreensão da filosofia de jogo, são princípios fundamentais ensinados dentro da capoeira.
– para o corpo é perfeito! Os movimentos mexem com todos os músculos, desenvolvendo uma série de qualidades físicas.
– alívio das tensões, reflexos mais rápidos e mais força muscular.
– com um pouco de persistência, o seu fôlego vai ficar muito melhor, porque a prática constante (pelo menos 3 vezes por semana) estimula o sistema cardiorrespiratório.
– definição dos músculos abdominais, muito solicitados durante o treino.

 

Texto sugerido por: Shion

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