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Palmares, um Projeto de Nação

O INÍCIO DE PALMARES…. , A ESCRAVIZAÇÃO DO ÍNDIO

“No dia em que nossa gente acabar de uma vez, eu vou  tirar esta
escora daqui, e o céu vai desabar, e todas as gentes vão desaparecer.
Vai acabar tudo”. Sinaá, Lenda do fim do Mundo, povo Juruna.”

  • 1533 – Bula Veritas Ipsa Papa Paulo III declarando “os índios homens racionais”…
  • Entradas, expedições organizadas pelos Gov. Gerais, ou diretamente pela Corôa.
  • Bandeiras, empresa (expedição) organizada por particulares, ambas para caçar índio.
  • Incursões de franceses, iniciativa particular de “piratas” e não de governo.

Toda e qualquer referência à escravização do índio, que nos interessa, seria uma repetição da escravização negra. A História do Brasil é contada em dois extremos de uma mesma arma – ora como uma peça de defesa, o secular cuidado com a cabeça de louça do cristianismo; ora uma peça dedescaracterização do negro – a condenação da vítima – “comprava-se negros escravizados por outros negros;  eram comprados por escambo índios escravizados por outros índios ” : Doe mais ao negro do Mundo, assim com ao índio do Brasil, estas mentiras secularmente repetidas que a própria escravidão a que foram submetidos, doem-lhes a insaciedade do dominador…

As narrativas feitas entre o Séc. XVI e o XVIII serve como relato, não como interpretação, de um lado por que os escrivães não conheciam absolutamente nada do índio; segundo porque eram interessados – uns como mercadores ou agentes de mercadores; outros, por serem agentes da Coroa Portuguesa que chega ao Séc. XIX  “tendo no Brasil apenas a vaca leiteira”.

Acrescente-se ao fato das expedições portuguesas serem compostas por homens sem letras. Se dentre os franceses e até dentre as poucas entradas alemãs de que se tem notícia sempre havia intelectuais, homens de letras, e muitos de ciência, (meramente interessados em ciência), dentre os portugueses não há um único registro com este cuidado, por todo o Séc. XVI e até o Séc. XVII. Mesmo entre os jesuítas pode-se encontrar quando muito um ou outro letrado, que eram dominados ou pelo interesse comercial da sua Ordem, ou pela posição de minoria dentre os seus pares, ou notadamente pela ordem severa da Igreja Católica. O que se conhece de imparcial e de cunho cultural é de origem francesa, depois holandesa.

 

RELATO SOBRE ÍNDIO, CRONISTA FRANCÊS JEAN LERY.

“Uma vez um velho índio perguntou-me: – Que significa isto de virdes vós outros, peros (portugueses) e mirs (franceses), buscar tão longe  lenha para vos aquecer? Não a tendes por lá em vossas terras? – Respondi que tínhamos lenha e muita, mas não daquele pau, e que não o queimávamos, como ele supunha, mas dele extraíamos tinta para tingir.

Retrucou o velho: – E por ventura precisais de tanto pau brasil? – Sim, respondi, pois em nosso pais existem negociantes que têm mais panos, facas, tesouras, espelhos e mais coisas de que vós aqui podeis supor, e um só deles compra todo o pau brasil com que muitos navios voltam carregados.

 

  • Ah! tu me dizeis maravilhas, disse o velho; e acrescentou, depois de bem alcançar o que eu dissera: – Mas esse homem tão rico não morre?
  • Sim, morre como os outros. –  E quando morre, para quem fica o que é dele? Perguntou.
  • Para seus filhos, se os tem, e na falta, para os irmãos ou parentes próximos, respondi.

 

Na verdade, continuou o velho, que não era nada tolo, agora vejo que vós, peros e mairs, sois uns grandes loucos, pois que atravesseis o mar com grandes incômodos, como dizeis, e trabalhais tanto a fim de amontoardes riquezas para os filhos ou parentes! A terra que vos alimentou não é suficiente para alimentá-los a eles? Nós aqui também temos filhos, a quem amamos, mas como estamos  certos de que após a nossa morte a terra que nos nutriu os nutrirá também, cá descansamos sem o mínimo cuidado”. Jean Lery.

“… andavam muitos deles dançando e folgando uns ante outros, sem se

tomarem pelas mãos, e faziam-no bem”.

(carta de Pero Vaz de Caminha, sobre o índio)

 

ÍNDIO ESCRAVIZA ÍNDIO  X  NEGRO ESCRAVIZA NEGRO, (meu Deus?)

Aí repousa o telhado de vidro do Cristianismo,  bastando que se diga:

  1. Todo e qualquer bacharel em História, em qualquer parte do Mundo sabe que é mentira esta afirmação, assim como todo e qualquer bacharel em direito que tenha se dedicado ao Direito Antigo; (só tem sentido alguém escravizar alguém se o excedente de produção do escravo for superior ao que ele consome, como não havia noções de acumulação, entre negros e índios, não podia haver interesse em escravizar uma ou um grupo de pessoas)

  2. No Brasil, ainda sobre o indígena: nem uma obra ou abordagem dos Irmãos Vilas-Bôas consta alguma citação de nações, ou tribo indígena escravizada por outra tribo, no que pese referências inúmeras a constatações e ou suspeitas de desaparição em guerras. (Todo animal lutou num dado instante por ração, e por toda a vida pelo instinto da procriação, apetite sexual).   Esta mesma observação vale para Darcy Ribeiro, ou Cândido Rondon. Os Vilas Boas viveram, moraram entre índios por mais de 45 anos, – vejamos um dos seus relatos:  “As grandes áreas devastadas, ou transformadas na sua vegetação original  existentes nas vizinhanças das aldeias em geral, provam a longa permanência dos índios nesses lugares…quantos anos não levaram para transformar grandes extensões em  mangabais,  piquizais…. e cerrados”?  Relato que desmente também as afirmações acerca do “nomadismo do índio brasileiro:  um povo agricultor não pode ser nômade.

“Quando Cabral pisou a terra brasileira em 1500, avalia Luis Amaral, já o indígena graças a ele próprio ou a seus antepassados, praticava a agricultura, em grau  mais ou menos igual ao então conhecido na Europa..” Assim é que eles já conheciam, naquela época  remota, anterior mesmo a 1500, o fumo, o algodão, o milho, a mandioca, a batata doce, a batatinha, o feijão, a abóbora, e o arroz”, completa Aluysio Sampaio.

Assim o índio, muitas das usas tribos foram se tornando errantes e não nômades como a Ordem Estado/Igreja usa como justificativa a 500 anos. Da Ordem dos Jesuítas e seus vigários o que se pode dizer é que foram sempre mais comerciantes (exploradores) que tudo o mais. De sob as imunidades desfrutadas em muitos períodos, cita Aluysio Mendonça Sampaio – “Do terror do gentio pelo português era tão grande que se chegou a criar a lenda do Padre de Ouro, lenda ainda contada por Frei Vicente do Salvador como verídica”.

Esse terror do gentio pelo branco já é uma prova da decadência do poderio dos nativos. Daqui por diante veremos os portugueses avançando, escravizando-lhes e empurrando-os para o sertão. “E a terra, em todos os lugares do Brasil, irá aos poucos mudando de dono”. Nos moldes da mistura geral, o Gov. Luiz de Brito, na sua primeira atitude organiza expedição de caça ao índio como nunca….diz frei Vicente “Na Paraíba,não deixaram branco nem negro, grande nem pequeno, macho nem fêmea, que não matassem e esquartejassem”. (sobre a tática de jogar o negro contra o índio e vice-versa. Embate contra uma tribo talvez ainda desconhecida, entrada de Governadores  Gerais). Tudo o que se passou nos Séc. XVI e XVII chega, com a mesma intensidade a meados do Séc. XIX, constata Alexander Marchant, por desconhecer o Brasil de 1940 quando escreveu. Aliás aquele Historiador americano em todo seu escrito “Do Escambo a Escravidão”, (l943), se não chega a desmentir, em nenhum momento avaliza afirmações sobre escravização de índio por índio.

A descoberta do Brasil, para o indígena como para o negro foi mais danosa que toda e quaisquer das invasões  de bárbaros em quaisquer lugar da terra onde ocorreu  – 500 anos depois e ainda não houve intercâmbio, não há nada que se possa conceituar além do domínio, do saque. Assim é que o indígena brasileiro regrediu, decresceu em número e em qualidade de vida e afunilou-se inversamente do ponto de vista da evolução técnico-cultural.

PS. Quando tratarmos do início de Palmares, A escravização do negro, vamos demonstrar a mentira da escravização do negro pelo negro, e ou a escravização do índio pelo índio .

 

Jean de Léry

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.”Historia navigationis in Brasiliam…”. Genebra, 1586.

(Côte-d’Or, c. 1536 – Suíça, c. 1613) foi um pastor, missionário e escritor francês e membro da igreja reformada de Genebra durante a fase inicial da Reforma Calvinista.

 

André Pêssego – [email protected]Berimbau Brasil  – São Paulo, SP – Mestre João Coquinho – 10 anos

A Capoeira Angola segundo Mestre Pastinha

Vicente Joaquim Ferreira Pastinha, conhecido como Mestre Pastinha, nasceu em 1889, em Salvador, aprendeu a lutar com um negro de nome Benedito, que, ao vê-lo apanhar de um garoto mais velho, resolveu ensinar-lhe os golpes, guardas e malícias da Angola.

Mestre Pastinha começou a ensinar capoeira em 1910, depois de um período de oito anos na Marinha de Guerra do Brasil. Seu primeiro discípulo foi Raimundo Aberê, que, por sua vez, se tornou um exímio capoeirista, conhecido em toda a Bahia.

{youtube}aowrcvjJ5uE{/youtube}

Vídeo de 1991, comemorativo dos Dez Anos de Atividades do Grupo de Capoeira Angola Pelourinho do Rio de Janeiro, realizado por Antonio Carlos Muricy. 
Editado a partir de uma seleção de vídeos VHS dos arquivos do grupo, reúne grandes bambas, grandes angoleiros, cariocas ou não, como os Mestres Moraes, Neco Pelourinho, Zé Carlos, Braga, Marco Aurélio, Armandinho, Angolinha, Lumumba, Rogério, Valmir, Brinco, Manoel, entre outros.

Apesar da precária qualidade técnica, retrata momentos extraordinários da Capoeira Angola carioca, e inclusive jogos raros, como o “Jogo do Dinheiro”, aqui registrado em dois grandes momentos, um o jogo de Mestre Neco Pelourinho com Mestre Braga, e o outro um jogo entre o Mestre Armandinho e Mestre Zé Carlos.

Traz também um momento raro de violência em uma roda de Angola, quando Mestre Rogério aplica um rabo de arraia em Mestre Lumumba e o atinge em cheio. É extraordinária a calma e serenidade de Lumumba, em se recuperar e responder no jogo, na Capoeira, a Rogério.

Traz reflexões de Mestre Pastinha, o Guardião da Capoeira Angola, e uma pequena história da Capoeira, narrados por Mestre Brinco e Mestre Neco Pelourinho.
Memória da Capoeira Angola carioca, ouro puro.

Carolina Soares a voz da mulher na capoeira lança o seu quinto CD

Cantora profissional desde os 16 anos de idade, Carolina se dedica a musica o tempo inteiro, sua convivência com o publico da capoeira se deu através do contato direto em rodas e grandes eventos e meios sociais, dos quais Carolina fez parte ativa nas organizações. A cantora sentia falta de uma voz feminina nas rodas e exaltar mais ainda a presença da mulher. Foi assim que no ano de 1999 teve a ideia em de gravar o seu primeiro disco “Cantigas de Capoeira como você nunca ouviu antes”.

Sempre dirigida por Adriano Chediak (editor da Revista Capoeira), o CD foi de cara um sucesso estrondoso, ganhando espaço na mídia e levando aos leigos o som melodioso das cantigas de roda. Foi capa com matéria central no encarte “estadinho” do Jornal Estado de São Paulo e saiu em matérias de destaque de importantes veículos de comunicação como: Correio Brasilense, Jornal do Brasil, Estado de Minas, entre outros. Levou também a Capoeira para a TV em grandes emissoras como SBT, Record, Bandeirantes e na TV Globo gravou a vinheta dos 30 anos de aniversário do Programa Esporte Espetacular em ritmo de Capoeira.

Sua voz de timbre forte e seu carisma encantaram o universo da capoeira que era quase 100% masculino. Compôs grandes sucessos da capoeira como: “Vai ter Brincadeira”, “Vou Cantar pra Você”, “Capoeira não pode parar”, “Canto na areia”, “Capoeira de Menino” e “Mulher na roda” que virou um hino entre as mulheres.

Carolina Soares hoje é considerada a “voz feminina” da Capoeira, e acaba de lançar o seu quinto CD de capoeira, permitindo com isso fazer turnê de participações em eventos da capoeira em todo Brasil e em vários países europeus, como Grécia, Turquia, Polônia e Itália, sempre levando para os ouvidos e corações dos capoeiristas uma verdadeira lição de superação de como produzir um conteúdo já aprovado. Tem também se tornado madrinha de grandes projetos de inclusão social de crianças e jovens pelo Brasil inteiro.

A maior curiosidade do público é se ela treina capoeira, se ela é praticante assídua das rodas, sua resposta é sempre serena “Não pertenço a grupo algum, sou patrimônio da capoeira, e minha contribuição é através da musicalidade, cantando eu dou volta ao mundo, saltos acrobáticos e posso mandingar até onde eu tiver energia”.

 

Carolina Soares hoje é considerada a “voz feminina” da Capoeira, e acaba de lançar o

Serviço:

 

Data: 23/06/2013

Horario: 16 horas

Local: Bar Brahma

Av São João esquina com Av Ipiranga

Centro – São Paulo

(ao lado da estação de metrô Praça da República)


Para saber mais da cantora e adquirir o seu novo CD:

www.carolinasoares.com.br


Artes da Capoeira – Documentário produzido pela TVE Bahia

A TVE Bahia traz uma homenagem aos grandes capoeiristas da Bahia com a exibição do “Artes da Capoeira” no Especial Consciência Negra.

O documentário é um misto de imagens e depoimentos dos grandes mestres da capoeira, com trechos com a participação de historiadores, músicos e outros artistas, que ajudam a conhecer melhor essa expressão cultural através de suas origens. Além de mostrar a importância histórica desse legado, a musicalidade, os movimentos, a forma de dançar e a religiosidade que envolve o ritual da capoeira estão presentes nesse documentário produzido pela TVE Bahia, com direção de Josias Neto.

Parte 1
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Parte 2
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Parte 3
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Videos postados pelo parceiro e colaborador Teimosia

 

Artes da Capoeira fez parte da programação especial da TVE Bahia, em homenagem ao 20 de Novembro, Dia da Consciência Negra, com filmes e documentários que colocam a identidade negra  em destaque, ressaltando a importância e valorizando a cultura afro-brasileira.

Toda a programação da TVE Bahia pode ser conferida, também, através do portal www.irdeb.ba.gov.br.

ASCOM – Assessoria de Comunicação
Secretaria de Comunicação do Estado da Bahia

IRDEB / TVE Bahia / 107.5 Educadora FM

[email protected]
[email protected]

Mestre de Guarapuava produz filme sobre história da capoeira

Autor de vários projetos sociais no município, Ceará aparece entre capoeiristas do mundo todo contando a trajetória do esporte. Lançamento do festival cinematográfico acontece no Cine XV, neste domingo, mas a mostra será levada a vários Estados do país

O capoeirista Francisco Aloísio Teixeira Filho, conhecido como Mestre Ceará, deve colocar o município de Guarapuava, mais uma vez, no cenário internacional do esporte. Líder da Companhia Volta ao Mundo, ele ajudou a produzir um filme que vai contar a história da arte brasileira, além de relatar a trajetória dos nomes que atravessaram fronteiras para espalhar a modalidade a vários países.

O filme “Capoeira: a Arte que Encantou o Mundo” será exibido em primeira mão na cidade de Guarapuava, às 8h30 deste domingo, 9, no Cine XV. O festival cinematográfico, no entanto, será lançado já na sexta, 7, com batizados, troca de cordas e cursos na Escola Estadual Newton Felipe Albach, a partir das 15h. A organização é dos capoeiristas “Banin”, “Trilips”, Hait, Eddy e Bombom.

Durante o longa, são mostrados shows de capoeira em países como Canadá, Estados Unidos, Alemanha e Japão, além de projetos desenvolvidos no mesmo local por mestres brasileiros. Como já ministrou aulas e cursos em várias partes da Europa (Polônia, Bielorrússia, Bélgica, França e Suíça, entre outras), Ceará também aparece mostrando a expansão do esporte e da arte.

Ceará é fundador da companhia Volta ao Mundo e vem ajudando crianças e adolescentes da região com projetos sociais. No ano passado, foi reconhecido por uma instituição nacional pelo trabalho realizado com pessoas com deficiências físicas e mentais. O mestre realiza aulas em escolas públicas e na Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), entre outras instituições.

Em Guarapuava há quase uma década, Ceará já promoveu grandes eventos no município. O último deles, o Circuito Internacional e Jogos Abertos de Capoeira, aconteceu em junho.

O capoeirista iniciou a carreira aos nove anos de idade, em Fortaleza (CE) e, apesar dos problemas de saúde que teve na infância, se tornou um dos grandes nomes da arte no país. Ele cita como seus “formadores” os mestres Jair Correia (Grupo Marabaiano- Fortaleza), Antonio Carlos de Menezes (Muzenza-Curitiba) e Jamil Raimundo (Museu-Belo Horizonte).

 

Diário de Guarapuava

http://www.diariodeguarapuava.com.br

México: Mania de Vadiar 2012

Regado de axé, capoeira e boa energia, o 2º evento Mania de Vadiar, com a Realização do capoeira Berim Brasil Internacional e que contou com a Organização do Instrutor Monge e Monitor Bujão, esta edição 2012 aconteceu nos dias 11 a 14 de outubro, em Tepotzotlán (México) e contou com grandes nomes da capoeira:

  • Mestre Wellington – Capoeira Berim Brasil São Paulo Brasil
  • Mestre King – Grupo Aprendizes Rio de Janeiro Brasil
  • Mestre Girafa – Capoeira Muzenza Alagoas Brasil
  • Mestre Calango – Grupo União Capoeira São Paulo BrasilMestre Madona – Capoeira Muzenza Toluca México
  • Contramestre Busca Longe – Capoeira Muzenza São Paulo Brasil
  • Contramestre Monise – Capoeira Berim Brasil São Paulo Brasil
  • Contra Mestre Grilo – Caçua Capoeira – México
  • Professor Onça – Atitude Capoeira Xalapa – México
  • Professor Ferrão – Filhos de Bimba – México
  • Professor Mandinga – Abolição México
  • Professor Ponteiro – Jacaranda Capoeira – México
  • Professor Bolinha – Terreiro Capoeira – GDL – México
  • Graduado Mão de Pedra (Thiago) Capoeira Berim Brasil – São Paulo Brasil

Trazendo para o México as melhores aulas e rodas, num ambiente aberto e agradável, o Mania de Vadiar proporcionou a interação da capoeira Brasil e México, contando inclusive com participantes dos EUA.

Ver os rostos cansados em aulas difíceis regidas por grandes mestres, porém com um gás de vontade exalando foi surpreendente. Os risos contidos e olhares de admiração ao verem os contramestres e mestres jogando foi cena constante.

São desses momentos que tiramos as melhores experiências, não só de capoeira, mas de vida. A capoeira une as pessoas, une sentimentos, e tudo isso aconteceu em um dos melhores ambientes possíveis, com a natureza ao redor.

Pra quem foi, temos a plena certeza que saíram realizados e pra quem perdeu talvez seja a hora de se programar para os próximos.

Texto By: Luciana Van Meenen – http://berimbrasil.com.br

Foz do Iguaçu: Encontro Pedagógico de Capoeira

Mais de 700 alunos realizaram seu exame de faixa e puderam assistir a shows de grandes mestres de capoeira

Na tarde de sábado (27) o ginásio da faculdade Uniamérica recebeu o Encontro Pedagógico de Capoeira da escola Muzenza. Mais de 700 alunos de 15 escolas da cidade participaram da atividade e realizaram o exame de faixa.

O evento contou ainda com uma apresentação especial de Makulelê, outra de birimbau, e um show com grandes mestres de várias partes do Brasil. De acordo com o coordenador do projeto de capoeira pedagógica, Fabio Castilha, o objetivo deste evento é incentivar as crianças, “hoje elas vão ver alguns dos melhores mestres do Brasil dando um show de capoeira, elas percebem que qualquer um pode ser um mestre, basta ter força de vontade e não desistir”.

O projeto que leva capoeira para as escolas como parte da grade escolar já acontece há três anos. Os professores ensinam a tradição e os valores da capoeira para os pequenos que já se sentem motivados a continuar se dedicando a essa arte.

 

http://www.clickfozdoiguacu.com.br

Dia da Capoeira: Berimbau rola solto no bairros de São Paulo e em Guarulhos

Capoeira é uma expressão cultural que envolve arte-marcial, música, dança, esporte e cultura popular. Em alguns bairros de São Paulo, existem grupos que oferecem esse tipo de atividade. O que poucos sabem é que em imediações como Vila Madalena e Santa Cecília estão dois dos precursores da capoeira do Estado de São Paulo, o Mestre Brasília, do Grupo Ginga Brasília e Mestre Suassuna, do Grupo Cordão de Ouro. Hoje é comemorado o Dia da Capoeira e a reportagem do Futebol e um pouco mais conversou com esses dois grandes nomes do esporte que leva cultura e sabedoria a todo o país.

Antônio Cardoso Andrade, o Mestre Brasília, nasceu em 1942, na Bahia e pratica capoeira há 53 anos. Junto com o Mestre Suassuna, fundou o Grupo Cordão de Ouro e é o principal nome da capoeira de São Paulo. É vice-presidente cultural da Federação de capoeira do Estado de São Paulo, entidade filiada à Confederação Brasileira de Capoeira e à Federação Internacional de Capoeira e presidente do Conselho Superior de Mestres – seção São Paulo.
Atualmente, Mestre Brasília ministra aulas de capoeira no Galpão do Circo, na Vila Madalena e na Avenida São João, Centro de São Paulo. “Eu aprendi muito com a capoeira, tenho muito gratidão por esse esporte. Lutei muito par que a capoeira se tornasse o que é hoje. Posso dizer que conquistei uma vitória”.
O Mestre, que vive 44 anos em São Paulo, ministra palestras sobre capoeira e já foi ao Japão 14 vezes para divulgar essa arte-marcial. “Meu grupo foi o primeiro a sair do Brasil e pisar no Japão. No oriente fiz shows de capoeira e maculele”. Brasilia disse que em suas palestras fala sobre ética, cidadania, hierarquia e principalmente sobre capoeira.

Outro pioneiro da capoeira paulista é Reinaldo Ramos Suassuna. O Mestre Suassuna, como é chamado tem 75 anos e é um dos mais importantes nomes da capoeira do Brasil. Vivendo pela capoeira a mais de meio século, Suassuna já viajou, por aproximadamente, 50 países, entre Japão, Estados Unidos, França, Israel, para levar a cultura brasileira e palestrar sobre os momentos desse esporte cultural.
“A capoeira é tudo em minha vida. Tudo que eu tenho nesses 75 anos vividos devo a capoeira. Ela me deu muitas oportunidades”, disse o Mestre.
Hoje, o Grupo Cordão de Ouro, comandado apenas por Suassuna, tem 2.000 filiais em todo o mundo e tem papel de destaque entre todos os grupos de capoeira do país, não só pelo que representa para o seu Mestre, mas para todo o esporte e cultura do país. 
Suassuna nasceu em Ilhéus, na Bahia e foi criado em Itabuna. Quando criança apresentou um problema de paralisia infantil e o médico recomendou que praticasse um esporte que não fosse futebol, então, Reinaldo começou a praticar capoeira e até hoje vive disso. “A capoeira reestabeleceu minha saúde, se não fosse por ela, talvés eu nem estaria aqui concedendo essa entrevista”, desabafou.

Além de Capoeirista, Mestre Brasilia é escritor (Foto: Mônica Cardim)Mestre Brasilia é autor de um livro

Além de 53 anos vividos pela capoeira, o Mestre Brasilia já escreveu um livro onde fala da história da capoeira e da sua história pessoal.
A obra ‘Vivência e fundamentos de um mestre de capoeira’ é um livro didático, onde o autor descreve tudo que viveu sobre a capoeira e sua ética. Além do livro, existe um CD e um DVD que o completam.
“Escrevo sobre minha história e sobre a história da capoeira, pois a minha história está ligada com a capoeira e a capoeira está ligada com a minha história”, explicou o Mestre.

Um recado para os Capoeiristas

Os grandes Mestres de Capoeira do Brasil, não podiam deixar de agradecer a todos os capoeiristas  e passar uma mensagem a esse esporte que leva cultura popular a todo o país.
“Quero dizer a todos os capoeiristas que ame e respeite a capoeira, pois essa luta é nossa. Não use o esporte para se aproveitar dos mais fracos, use e aproveite o que ele tem de melhor”, disse o Mestre Brasilia.
“A capoeira é global e me ajudou em muitas coisas. Através dela tive grandes oportunidades e me tornei um grande cidadão. Se ela transformou minha vida, pode transformar de todos que a praticam”, concluiu o Mestre Suassuna.

Serviço: Grupo Ginga Brasilia – Rua Girassol, 323 – Vila Madalena – São Paulo – Tel: (011) 3815-6147 – As aulas são ministradas de segunda e quarta-feira das 19h às 20h e de terça e quinta-feira das 19h às 20h30.
Grupo Cordão de Ouro – Rua Jesuíno Pascoal, 44 – Santa Cecília – São Paulo – Tel: (11) 3223- 5357 – As aulas são ministradas todos os dias das 10h as 22h.

Semana da Capoeira no Largo da Matriz em Guarulhos

A Liga Guarulhense de Capoeira da cidade de Guarulhos, em comemoração ao Dia do Capoeirista, promove a Semana da Capoeira que começa hoje, com uma grande roda do esporte originado na Bahia, no Lago da Igreja Matriz. As celebrações se estendem no dia 11 de agosto, com uma palestra do Mestre Brasília, o percussor da capoeira em São Paulo, e um Aulão de Capoeira no Adamastor Centro. O encerramento será no dia 12 de agosto com apresentações culturais de dança afros e danças ligadas a capoeira.

Segundo o diretor administrativo de comunicação e marketing da Liga Guarulhense de Capoeira, Amauri Rodrigues, são esperadas, aproximadamente duas mil pessoas, durante esses três dias de comemorações. “Só amanhã (hoje), cerca de 400 pessoas participarão da abertura com a roda de capoeira, entre 27 grupos filiados a liga e os simpatizantes pelo esporte”, disse o diretor.

Desde 2008, acontece essa comemoração ao Dia da Capoeira em Guarulhos, mas esse ano será especial porque é o primeiro ano que a Lei nº 4.649, de 1985, que institui o Dia do Capoeirista a ser comemorado, anualmente, no dia 3 de agosto, é reconhecida na cidade.

Para o Mestre Pererê, que é o atual presidente da Liga Guarulhense de Capoeira, esse reconhecimento é muito importante para a capoeira e para a cidade. “Com a aprovação da lei municipal que institui a capoeira, demos o primeiro passo para o reconhecimento do trabalho e da força que a capoeira através de grandes mestres que a cidade possui”, disse o Mestre Pererê.
Pererê é dono do grupo Negro Fujão. “Temos ainda muitas lutas a serem travadas, uma delas é a implantação da capoeira em todas as escola públicas de Guarulhos, a sede da liga e a Casa da Capoeira em nossa cidade”, concluiu.

Fonte: http://futeboleumpoucomais.blogspot.pt

Grupos de Capoeira irão lançar projeto de prevenção as drogas

Aconteceu oficialmene na sexta feira, 16 de Dezembro, o lançamento do Projeto “Sou craque na Capoeira e nas Drogas dou rasteira”. O evento contou com o apoio da Câmara Municipal de Fortaleza e foi realizado na Praça do Ferreira.

O Presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Vereador Acrísio Sena – (PT/CE), destacou a importâncias dos grupos de Capoeira em somar neste momento, ao programa nacional lançado pela a Presidenta Dilma Rusself, que visa combater os traficantes e ressocializar os dependentes químicos, e que com isso, a capoeira terá uma participação muito grande nesta ação, tanto no aspecto saúde, esporte e bem estar de qualidade de vida.

Os grupos participantes passarão por um processo de capacitação com profissionais da área, para melhor ter domínio no tema em questão e poder ajudar direto e indiretamente. Além disso, será confeccionado informativos para distribuição em pontos estratégicos de nossa cidade, no intuito de alertar e melhor explicar como identificar um usuário de droga, já que muitos dos casos registrados acontecem dentro de casa e não sabemos quais os sintomas para identificá-los.

Na pauta da programação, está prevista uma audiência publica em conjunto, Câmara Municipal de Fortaleza e a Assembléia Legislativa do Estado do Ceará, onde será debatido o papel da Capoeira na Prevenção as drogas e da violência no nosso Estado, requerimento de autoria do Deputado Roberto Mesquita – (PV/CE), por iniciativa do Vereador Iraguassú Teixeira – (PTD/CE).

A intenção é dar continuidade neste projeto até 2016, uma vez que, não iremos combater as drogas e a criminalidade de uma hora para outra, não é este o objetivo do projeto, o País foi contemplado com 02 (dois) grandes eventos esportivos mundiais, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016; ate a realização destes grandes acontecimentos, muito teremos que fazer neste sentido; é o que afirma Mestre Gerson do Valle, idealizador do Projeto.

 

Maiores informações:

Mestre Gerson do Valle – 085. 8754.2803 Oi, 9954.8989 TIM, 8107.6104 Vivo e 9204.2624

Email: [email protected]

Blog: HTTP//:www.gersondovalleoreporter.blogspot.com

http//:www.ciaterreirocapoeiradoceará.blogspot.com

 

Equipe: Juntos vamos dar uma rasteira nas drogas. Terreiro Capoeira, ACAS, Legião Brasileira, Grupo Zumbi, Associação Palmares, Marabaiano, Benção Capoeira, Grupo Muzenza, Viver Capoeira, União Capoeira, Capoeira Brasil, Nação Capoeira, Berimbau de Prata, Capoeira Luz Viva, Nação Negra e Equipe Capoeira.

 

(*) Foto: Presidente Acrísio Sena, Mestre Prainha – Presidente em exercício da Federação Cearense de Capoeira e Vereador Iraguassú Teixeira

Mestre João Pequeno

Mestre João Pequeno

João Pereira dos Santos, aluno de mestre Gilvenson e depois discípulo de Mestre Pastinha, de quem se tornou continuador. Integrou em 1966 a delegação brasileira no Premier Festival des Arts Nègres, em Dakar (Senegal).Hoje, ainda mantém Academia de Capoeira, no Forte Santo Antônio (centro histórico de Salvador). Em 1970, Mestre Pastinha assim se manifestou sobre ele e seu companheiro João Grande: “Eles serão os grandes capoeiras do futuro e para isso trabalhei e lutei com eles e por eles. Serão mestres mesmo, não professores de improviso, como existem por aí e que só servem para destruir nossa tradição que é tão bela. A esses rapazes ensinei tudo o que sei, até mesmo o pulo do gato”.

Em 27 de dezembro 1917 nasceu em Araci no interior da Bahia João Pereira do Santos, filho de Maria Clemença de Jesus, ceramista e descendente de índio e de Maximiliano Pereira dos Santos cuja profissão era vaqueiro na Fazenda Vargem do Canto na Região de Queimadas. Aos quinze anos (em 1933) fugiu da seca a pé, indo até Alagoinhas seguindo depois para Mata de São João onde permaneceu dez anos e trabalhou na plantação de cana de açúcar como chamador de boi, então conheceu Juvêncio na Fazenda são Pedro, que era ferreiro e capoeirista, foi aí que conheceu a capoeira.

Aos 25 anos, mudou-se para Salvador, onde trabalhou como condutor (cobrador) de bondes e na construção civil

como servente de pedreiro, pedreiro, chegando a ser mestre de obras. Foi na construção civil que conheceu Cândido que lhe apresentou o mestre Barbosa que era um carregador do largo dois de julho, Barbosa dava os treinos, juntava um grupo de amigos e nos finais de semana ia nas rodas de Cobrinha Verde no Chame-chame.

Inscreveu-se no Centro Esportivo de Capoeira Angola, que era uma congregação de capoeiristas coordenada pelo Mestre Pastinha.

Desde então, João Pereira passou a acompanhar o mestre Pastinha que logo ofereceu-lhe o cargo de treinel, isso foi por media de 1945, algum tempo depois João Pereira tornou-se então João Pequeno.

No final da década de sessenta quando Pastinha não podia mais ensinar passou a capoeira para João pequeno dizendo: “João, você toma conta disto, porque eu vou morrer mas morro somente o corpo, e em

espírito eu vivo, enquanto houver Capoeira o meu nome não desaparecerá”.

Na academia do Mestre Pastinha, João Pequeno ensinou capoeira a todos os outros grandes capoeiristas que dali se originaram e mais tarde tornaram-se grandes Mestres, entre eles João Grande, que tornou-se seu Grande parceiro de jogo, Morais e Curió.

Foi aconselhado pelo Mestre Pastinha a trabalhar menos e dedicar-se mais a capoeira. Embora pensasse que não passaria dos 50 anos percebeu que viveria bem mais ao completar tal idade.

Tendo que enfrentar a dureza da cidade grande João Pequeno também foi feirante, e carvoeiro chegou a ser conhecido como João do carvão, residiu no Garcia, e num barraco próximo ao Dique do Tororó.

Sua primeira esposa faleceu, mas, um tempo depois conheceu Dona Mãezinha no Pelourinho, nos tempos de ouro da academia de seu Pastinha, constituíram família, e com muito esforço construíram uma casa em fazenda Coutos,

Lá no subúrbio, bem longe do Centro onde foram morar e receber visitas de capoeiristas de várias partes do mundo.

Para João Pequeno o capoeirista deve ser uma pessoa educada “uma boa arvore para dar bons frutos”. Para quem a capoeira é muito boa não só para o corpo que se mantém flexível e jovem, mas também para desenvolver a mente e até mesmo servir como terapia, alem de ser usada de várias formas, trabalhada como a terra, pode-se até tirar o alimento dela.

João Pequeno vê a capoeira como um processo de desenvolvimento do indivíduo, uma luta criada pelo fraco para enfrentar o forte, mas também uma dança, cuja qual ninguém deve machucar o par com quem dança, defende a idéia que o bom capoeirista sabe parar o pé para não machucar o adversário.

Algum tempo após a morte do mestre Pastinha, em 1981, o mestre João Pequeno reabre o Centro Esportivo de Capoeira Angola ( CECA ) no Forte Santo Antônio Alem do Carmo(1982), onde constitui a nova base de resistência, onde a capoeira angola despontaria-se para o mundo, embora encontrando várias dificuldades para manutenção de sua academia, conseguiu formar alguns mestres e um vasto numero de discípulos.

Na década de noventa houve várias tentativas por parte do governo do estado em desocupar o forte Santo Antônio para fins de reforma e modificação do uso do forte, paradoxalmente em um período também em que foi amplamente homenageado recebendo o titulo de cidadão da cidade de Salvador pela câmara municipal de vereadores, Doutor Honoris Causa pela universidade de Uberlândia, e Comendador de Cultura da República pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

”É uma doce pessoa” é o que afirmam todos que tem a oportunidade de conhecer o Mestre João Pequeno, cuja simplicidade, a espontaneidade e o carisma seduz a todos que vão até o Forte Santo Antonio conferir suas rodas, é um bricalhão, mas que também não deixa de dar uma baquetada nos que se exaltam e esquecem dos fundamentos da brincadeira e da dança.

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